<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
  <front>
    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Relato de Experiência de Ensino de IHC</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Raquel O. Prates</string-name>
          <email>rprates@dcc.ufmg.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>ACM Classification Keywords H.5. Information interfaces</institution>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Departamento de Ciência da Computação Universidade Federal de Minas Gerais Av. Antônio Carlos</institution>
          ,
          <addr-line>6627 - Prédio do ICEx, sala 4010 Pampulha, Belo Horizonte, Minas Gerais, 31270-010</addr-line>
        </aff>
        <aff id="aff2">
          <label>2</label>
          <institution>Palavras-chave Ensino de IHC</institution>
          ,
          <addr-line>disciplina introdutória</addr-line>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>37</fpage>
      <lpage>40</lpage>
      <abstract>
        <p>This paper aims at presenting a personal experience in teaching the HCI course at the Computer Science Department at the Federal University of Minas Gerais, in Brazil. The course syllabus, how theory and practice are integrated in the course, and the experience to integrate the course work and the Evaluation Competition category available at the Brazilian Symposium of Human Factors in Computing Systems from 2006 to 2012 and how students are evaluated are presented. The work does not intend to generate guidelines to HCI education, but rather contribute to the reflection of other professors teaching the course.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd>eol&gt;HCI education</kwd>
        <kwd>introductory course</kwd>
      </kwd-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>and
presentation.</p>
      <p>Copyright © 2013 for the individual papers by the papers' authors.
Copying permitted only for private and academic purposes. This
volume is published and copyrighted by its editors. In: Proceedings
of IV Workshop sobre Ensino de IHC (WEIHC 2013), Manaus,
Brazil, 2013, published at http://ceur-ws.org/</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>K.3.2 Computer and Information Science Education</title>
      <p>INTRODUÇÃO
O objetivo deste trabalho é relatar a minha experiência
como professora de IHC ao longo dos anos. Tenho
ministrado a disciplina desde 1999. Desde 2006 estou
afiliada ao DCC/UFMG e tenho minstrado a disciplina uma
vez por ano, como disciplina optativa, de 60 horas
(equivalente a 4 créditos), distribuídas em 30 aulas de 1:40
de duração. A disciplina é ofertada para os bacharelados em
Ciência da Computação e Sistemas de Informação e
também para a pós-graduação. Considera-se que é a
primeira disciplina de IHC que os alunos estão cursando.
Inicialmente, a disciplina era oferecida apenas para a
graduação, mas como chegavam muitos alunos na
pósgraduação sem nunca tê-la cursado na graduação, acabamos
abrindo vagas também para este público. No entanto, a
disciplina é introdutória à área.</p>
      <p>A disciplina não tem pré-requisitos, embora se recomende
aos alunos fazerem-na a partir do 4º período, quando já têm
um pouco mais de maturidade no processo de
desenvolvimento de sistemas. De toda forma, como não
tem pré-requisitos a turma é bastante heterogênea, tendo
semestres que a turma continha alunos variando do 2º. ao
último período. Além disso, em algumas turmas, alunos,
tanto de graduação quanto de pós-graduação, de outras
unidades (Ciência da Informação ou Design) já solicitaram
vagas e cursaram a disciplina.</p>
      <p>O objetivo da disciplina é dar uma visão geral da área de
IHC ao aluno e possibilitar que ao final da disciplina ele
tenha o conhecimento necessário para realizar avaliações e
projetos de interfaces, além de estar capacitado a se
aprofundar em temas específicos da área.</p>
      <p>EMENTA DA DISCIPLINA
A ementa da disciplina é baseada na ementa sugerida pela
comunidade de IHC [1]. A ementa sofre pequenas
alterações a cada semestre, de acordo com o foco do
trabalho, turma e calendário. A ementa básica oferecida é:</p>
      <p>Módulo
Note-se que a ementa apresentada não lista as 30 aulas, uma
vez que o restante das aulas é distribuída de forma variável
a cada semestre. Normalmente elas são distribuídas entre:
aula direcionada ao tema do trabalho (quando este tem um
tema que envolve aspectos específicos, como sistemas
colaborativos), discussão e acompanhamento do trabalho (a
preparação dos materiais de avaliação são normalmente
discutidos com os grupos em sala) e práticas (aulas práticas
relativas aos métodos são incluídas).</p>
      <p>Atualmente, o principal texto de referência indicado aos
alunos é o livro:</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Barbosa, S.D.J.; Silva, B.S. Interação HumanoComputador. Editora Campus-Elsevier, 2010.</title>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Além dos textos disponibilizados eletronicamente:</title>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Prates, R. O. ; Barbosa, Simone D. J. Introdução à</title>
      <p>Teoria e Prática da Interação Humano Computador
fundamentada na Engenharia Semiótica. Em:
T.Kowaltowski e K. K. Breitman (Org.). Jornada de
Atualização em Informática do Congresso da
Sociedade Brasileira de Computação. SBC 2007.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Prates, R. O., Barbosa, S. D. J. (2003) Avaliação de Interfaces de Usuário - Conceitos e Métodos. Jornada de Atualização em Informática, SBC</title>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>Outros livros de IHC em inglês são indicados como bibliografia complementar, por exemplo:</title>
      <p>Preece, J.; Rogers, Y.; Sharp, 2011. Interaction
Design. John Wiley and Sons. 3rd edition
Ao longo do curso, artigos e capítulos de livros que podem
complementar as referências básicas também são indicados
e/ou disponibilizados.</p>
      <p>Vale ressaltar que o foco da disciplina em avaliação acaba
sendo maior do que em projeto. A principal razão é por ser,
em geral, a primeira disciplina do aluno em IHC, espera-se
que através da crítica e entendimento dos problemas ele
desenvolva uma compreensão maior de aspectos
relacionados à qualidade da interação e interface. Também
por esta razão, o tema de avaliação é dado antes de projeto
na disciplina.</p>
      <p>A ementa apresentada é a básica seguida na disciplina. A
cada semestre ela pode ou não sofrer alterações para melhor
adequá-la ao projeto ou calendário. Por exemplo, em
20131 antecipou-se o módulo de Engenharia Semiótica. Para
isso, métodos de coletas de dados do usuário foi deixado
para a etapa de projeto, métodos empíricos foi dado depois
do módulo de Engenharia Semiótica e a apresentação geral
de avaliação (classificação, características e framework
DECIDE) foi ministrada após a Teoria da Engenharia
Semiótica e antes dos métodos fundamentados nesta. A
motivação para isso foi possibilitar que o trabalho cuja
primeira parte previa a avaliação com o MIS fosse iniciada
mais cedo no curso, já que um dos objetivos seria comparar
o método com outro específico para o contexto do trabalho
(sistemas de governo eletrônico).</p>
      <p>TEORIA E PRÁTICA NA DISCIPLINA
As aulas da disciplina, na sua maior parte são teóricas e
ministradas de forma expositiva. As aulas práticas
normalmente estão relacionadas aos métodos de avaliação,
projeto e ao acompanhamento do Trabalho Prático.
Além das aulas práticas, diversas atividades práticas são
feitas pelos alunos na forma de listas de exercícios e
Trabalho Prático. Tipicamente costumam ser feitas de 5 a 8
listas de exercícios ao longo do semestre. As listas
normalmente têm entre 1 e 3 questões sobre um tópico visto
em sala. Algumas destas listas são feitas em aulas práticas
no laboratório. Por exemplo, em uma aula em que devem
avaliar um sistema pequeno usando a Avaliação Heurística.
O Trabalho Prático normalmente envolve várias etapas.
Procura-se sempre incluir no trabalho a aplicação de um
método de inspeção e outro envolvendo usuários. Além
disso, pode-se envolver uma etapa que envolva coleta de
dados do usuário ou alguma etapa de projeto de interação.
As etapas embora sejam independentes umas das outras,
normalmente são relacionadas de forma que o resultado de
uma influencie as decisões sobre a próxima etapa. Os
métodos de avaliação cobrados no Trabalho Prático
costumam ser o MIS e MAC. Alguns fatores influenciam na
decisão por este métodos. Primeiramente, entende-se que o
MIS, dentre os métodos de inspeção vistos, é um dos mais
difíceis de se aplicar. Assim, se o aluno conseguir aplicar
bem o MIS, acredita-se que seria mais fácil depois
conseguir aplicar um dos outros métodos. Além disso, fica
mais fácil fazer a aplicação dos outros métodos em
exercícios menores. A partir da seleção do MIS, faz sentido
aplicar o MAC, uma vez que focam na mesma qualidade de
uso e o resultado do MIS pode influenciar as decisões sobre
que tarefas selecionar para aplicação do MAC. Além disso,
tem-se um interesse maior em pesquisa nestes métodos na
instituição. Além da aplicação dos métodos, outras etapas
são incluídas no Trabalho Prático que variam de acordo
com o tema selecionado para o trabalho. Por exemplo, em
2013-1 o tema era sistemas de governo eletrônico, então os
alunos como parte do Trabalho Prático selecionaram um
método específico para este domínio e o aplicaram também.
O objetivo era poder contrastar o foco dos métodos.
Os trabalhos normalmente são feitos em grupos de 3 alunos.
Na parte em que o método de inspeção é aplicado, qualquer
que seja ele, os alunos devem aplicá-lo individualmente,
entregar seu relatório, para a seguir proceder para uma
etapa de consolidação da avaliação e entrega de um único
relatório. Muitas vezes, nesta etapa é solicitada uma análise
sobre as diferenças na aplicação feita por cada membro do
grupo. Esta tarefa tem por objetivo permitir que os alunos
percebam e resolvam as dúvidas que tiveram, e também que
entendam que, sendo um método interpretativo, avaliadores
distintos podem ter diferentes visões ou focos.</p>
      <p>Acredito que o ideal seria o Trabalho Prático envolver tanto
a avaliação como o projeto de um sistema. No entanto, em
apenas uma edição do curso conseguiu-se um trabalho em
que foi possível completar o ciclo completo – avaliação por
inspeção, com usuários e reprojeto da interface. Outros
projetos costumam focar em sistemas maiores e mesmo que
os alunos explorem as sugestões de solução, não
envolveram uma proposta de reprojeto.</p>
      <p>EXPERIÊNCIA COM A COMPETIÇÃO DO IHC
Dentre as 7 edições da disciplina oferecidas no
DCC/UFMG, em 4 delas (2008, 2010, 2011 e 2012)
usouse a proposta disponibilizada pela categoria Competição de
Avaliação do Simpósio Brasileiro de Fatores Humanos em
Sistemas Computacionais (IHC) como tema do Trabalho
Prático.</p>
      <p>O sistema e foco da avaliação eram definidos a partir da
chamada do IHC. Aspectos relativos à avaliação eram
definidos no enunciado, como por exemplo os métodos a
serem utilizados. Em alguns anos os alunos puderam definir
a avaliação a ser feita incluindo os métodos (2010 em que o
tema era acessibilidade) a serem utilizados ou decidir o
método para uma etapa do trabalho (2012 em que o tema
era privacidade). Nestes casos, a proposta era parte do
Trabalho Prático e discutida com o grupo antes que a
colocassem em prática.</p>
      <p>
        A submissão para a competição era apresentada como
possibilidade aos alunos, mas era opcional. Em todos os
anos um ou mais grupos de graduação ou pós se
interessaram em submeter. No entanto, os relatórios
entregues como resultado do trabalho prático costumam ser
mais longos do que o que se pedia como submissão. Em
algumas edições foi previsto na disciplina um relatório final
similar à chamada de submissão. Ainda assim, submeter
para o evento requeria trabalho extra – nem que fosse ao
menos fazer a revisão do relatório após sua correção.
Assim, nem todos os alunos se interessavam por submeter.
Normalmente, em uma turma de 12 ou 15 grupos – 3 ou 4
costumavam manifestar interesse inicial em submeter.
Dentre esses, como o prazo de submissão costumava
coincidir com o fim do semestre, muitas vezes eles
acabavam não conseguindo fazer as revisões a tempo.
No entanto, os alunos que submetiam normalmente
gostavam de receber os comentários, e o relato informal de
todos que foram selecionados e participaram do evento era
de grande entusiasmo de ter podido participar. Inclusive
uma das alunas escreveu para a revista SBC Horizontes
voltada a alunos de graduação sobre sua experiência [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">2</xref>
        ].
Em relação, à adoção da chamada como Trabalho Prático,
sempre se vivenciava alguns desafios. O primeiro deles é
que normalmente a chamada final era disponibilizada após
o início das aulas, o que dificultava um pouco as mudanças
citadas para facilitar a integração do trabalho na disciplina.
Também dificultava de forma geral a preparação e início do
curso, pois tinha-se que ter uma proposta alternativa, caso a
chamada não fosse lançada a tempo e ainda iniciava-se as
aulas sem poder apresentar aos alunos a ideia do trabalho, a
menos de dizer que a chamada da competição seria
considerada por ser entendida como uma experiência
interessante para os alunos. Outro ponto, era que a
competição com frequência tinha um foco específico, o que
muitas vezes podia ser avançado para os alunos cursando
IHC pela primeira vez. Por exemplo, em 2008 quando o
foco foi sociabilidade, foi preciso incluir também no curso
interação em ambientes colaborativos e sociabilidade (que
normalmente é vista bem superficialmente).
      </p>
      <p>Por outro lado, o fato de a Competição normalmente
envolver sistemas reais e muitas vezes conhecidos pelos
alunos várias vezes funcionou como motivador para os
alunos. Por exemplo, a avaliação de privacidade do
Facebook (2012) despertou bastante interesse dos alunos.
Além disso, foi interessante perceber a mudança na visão
deles sobre o tema. Vários deles descobriram aspectos
sobre a privacidade do Facebook que desconheciam, e com
frequência se mostravam surpresos, pois como usuários
especialistas em tecnologia acreditavam entender bem o
funcionamento do sistema.</p>
      <p>De toda forma, os pontos positivos da Competição para os
alunos sempre foi um fator motivador para a associação do
trabalho prático da disciplina à avaliação.</p>
      <p>AVALIAÇÃO E APOIO DE MONITORIA
A avaliação dos alunos na disciplina envolve provas, além
das listas e trabalhos práticos. Normalmente são aplicadas
duas provas, a serem feitas individualmente e sem
consultas, que costumam representar 50% da nota. Nestas
provas tenta-se cobrar tanto o entendimento de conceitos e
aspectos teóricos, quanto a capacidade de colocá-los em
prática. As listas de exercício e trabalho prático, descritos
na seção anterior, costumam representar 15% e 35% da
nota, respectivamente.</p>
      <p>A disciplina costuma ter um monitor para apoio à turma.
Este monitor tipicamente é um aluno de pós-graduação que
já tenha cursado a disciplina e que esteja trabalhando na
área de IHC. O monitor é responsável principalmente por
corrigir as listas e dar um retorno aos alunos, , auxiliar na
correção do trabalho prático, tirar dúvidas e, eventualmente,
ministrar aulas. O apoio do monitor tem se mostrado
fundamental para apoiar a parte prática da disciplina, em
especial viabilizar as várias listas passadas aos alunos.
CONSIDERAÇÕES FINAIS
Embora, a disciplina de IHC esteja bem definida, a cada
nova edição ela é atualizada. Seja pela mudança de foco do
Trabalho Prático, seja por atualizações nos recursos
utilizados (por exemplo, referências bibliográficas), ou
mesmo na tecnologia e/ou práticas (mais lentas) na área.
Acredito que a disciplina atualmente tem um foco bastante
maior em avaliação do que em projeto. Um ponto a ser
explorado ou considerado seria como balancear melhor a
etapa de projeto na disciplina.</p>
      <p>A disciplina tem um caráter instrumental, ou seja, de
habilitar o aluno à aplicação prática de métodos de
avaliação e projeto de interfaces. Ainda assim busca-se
apontar também para algumas questões de pesquisa na área
de IHC. Assim, espera-se que a disciplina possa também
despertar o interesse do aluno para a área de IHC.
No momento, existe a proposta de se incluir a disciplina de
IHC como uma disciplina obrigatória no Bacharelado de
Sistemas de Informação. Neste caso, pode se ter um
impacto no número de alunos cursando a disciplina, o que
pode requerer que se reveja a quantidade e forma de
atividades práticas previstas. De todo jeito, se esta proposta
se concretizar, pode se tornar viável a inclusão de outras
disciplinas optativas na área de IHC na grade, inclusive
disciplinas mais avançadas que tenham esta como
prérequisito.</p>
      <p>Este trabalho teve por objetivo apresentar um relato de
experiência pessoal no ensino de IHC. Espera-se que ele
possa contribuir para a reflexão e considerações de outros
professores de IHC sobre sua própria disciplina e contexto
de ensino.</p>
      <p>REFERÊNCIAS
1. Silveira, M. S., Prates, R. O. Uma Proposta da
Comunidade para o Ensino de IHC no Brasil. XV
Workshop sobre Educação em Computação realizado
em conjunto com o XXVII Congresso da SBC de 30 de
junho a 6 de julho de 2007, Rio de Janeiro (RJ), pp.
7684.</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
        <mixed-citation>
          2.
          <string-name>
            <surname>Santos</surname>
            ,
            <given-names>R. L. .</given-names>
          </string-name>
          <article-title>Benefícios da Experiência Científica na Graduação</article-title>
          .
          <source>SBC Horizontes</source>
          , p.
          <fpage>18</fpage>
          -
          <lpage>19</lpage>
          , 01 dez.
          <year>2008</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
</article>