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      <title-group>
        <article-title>Aplicações de Práticas Selecionadas do Nível 2 do Modelo eSCM-SP V2 em um Órgão da Administração Pública Federal Brasileira.</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Antonio A. Nascimento</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Claiton R. Knoth</string-name>
          <email>claiton@knoth.com.br</email>
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        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>José S. Fagundes</string-name>
          <email>jose.fagundes@planejamento.gov.br</email>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Rejane M. C. Figueiredo</string-name>
          <email>rejane@ucb.br</email>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Káthia M. Oliveira</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>---------------- • A.A. Nascimento está pelo Mestrado em Gestão do Conhecimento e Tecnologia da Informação da Universidade Católica de Brasília</institution>
          ,
          <addr-line>Brasília</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2004</year>
      </pub-date>
      <abstract>
        <p>- Service quality area in outsourcing is very relevant. In this context was developed the eSCM-SP V2 (eSourcing Capability Model for Service Providers Version 2). The model objective is to evaluate and certify the service providers in Information Technology (IT) and it is composed of 84 practices associated with success relationship in outsourcing projects in IT . This paper presents a qualitative research of a case study about the relationship between a Federal Brazilian Government Organization and its two services providers in order to investigate selected practices from the eSCM-SP V2. The research showed that the activities developed either by the client or by the providers have adherence to the researched practices and that the percentage of the client is lesser than the service providers. It was also noticed that there are quality service management practices even though there is not a methodology. Future works should analyze other practices of the e-SCM-SP V2.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>INTRODUÇÃO</title>
      <p>
        Aconstantes evoluções como consequência do impacto
abordagem tradicional de outsourcing tem sofrido
da globalização nos negócios e o aumento dos níveis
de competitividade. O conhecimento é hoje colocado como
insumo para a produção de riquezas e estendeu o conceito
do outsourcing aos processos intensivos de negócios que
utilizam a tecnologia da informação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Por outro lado, a utilização de sistemas de informações
influencia cada vez mais a habilidade das organizações de
competirem em um mercado que está continuamente em
mudança [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Existem vários relatos de experiências de outsourcing
em TI que não foram bem sucedidas devido a vários fatores
de riscos. Stylianou &amp; Kumar [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
        ] comentam que, com
relação à qualidade dos serviços, nunca existiu uma atenção
maior na literatura.
      </p>
      <p>Neste trabalho, apresenta-se um estudo de caso em uma
organização governamental brasileira, em que foram
investigadas práticas selecionadas do nível 2 do modelo
eSCM-SP V2 (eSourcing Capability Model for Service Providers
Version 2),</p>
      <p>O artigo está dividido em quatro seções. Na primeira é
feita uma contextualização sobre o uso de outsourcing em
tecnologia da informação. Na segunda é feita uma
apresentação do modelo, abrangendo o entendimento das
suas estruturas, áreas e níveis. Na terceira seção,
apresentamos a aplicação do modelo, relatando a
metodologia utilizada, sua aplicação e a análise dos
resultados. Na última seção são apresentados a conclusão e
trabalhos futuros sobre o tema.
2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>OUTSOURCING NA TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO</title>
      <p>
        Apesar de só ter ganhado uma maior visibilidade a partir
dos anos 90, Hyder et al [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] relatam que o outsourcing tem
sido praticado pelo mercado há mais de quatro décadas
para a fabricação de componentes pela indústria. Rocha [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ]
destaca que o conceito de outsourcing vem sendo
reinventado com base em facilidades tecnológicas como a
internet e também devido à existência de comprovados
modelos de garantia de níveis de serviço.
      </p>
      <p>
        A abordagem tradicional do outsourcing passou por
alterações significativas com o rápido impacto da
globalização nos negócios e o aumento dos níveis de
competitividade que colocou o conhecimento como um
insumo para a produção de riquezas e estendeu o conceito
do outsourcing aos processos de negócios intensivos que
utilizam a TI [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Um estudo feito em 2003, pelo International Data
Corporation (IDC) revelou que o mercado de outsourcing
em TI encontra-se em expansão a nível mundial. As 30
maiores empresas de serviços pesquisadas cresceram 17,9%
naquele ano [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        No Brasil as iniciativas neste segmento ainda são
consideradas inexpressivas, mas apresentam um grande
potencial de negócios. Uma pesquisa realizada pela
empresa de consultoria e-Consulting com 524 companhias
brasileiras, demonstra que que os projetos de outsourcing de
TI somarão R$ 7,7 bilhões, crescendo 16,7% em relação a
2003 [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ].
      </p>
      <p>De acordo com a pesquisa, o setor governamental lidera
as movimentações feitas representando 23% dos
investimentos com outsourcing em TI, o que representará
valores na ordem de R$ 1,7 bilhão.</p>
      <p>
        Segundo Santos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ] e Varajão &amp; Amaral [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ], o
outsourcing em TI é estimulado devido a fatores como a
obtenção de um maior foco nas atividades centrais para o
negócio, o compartilhamento de riscos, o controle e a
redução de custos de capital e a melhoria da eficácia da
função de TI, entre outras.
      </p>
      <p>
        Por outro lado existem riscos significativos a serem
considerados, Hyder et al [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] relatam um estudo feito pela
Accenture/Economist Intelligence Unit em 2003,
identificando os três maiores:
1. O risco de dados valiosos chegar nas mãos de
competidores (52%);
2. O risco que o custo com outsourcing exceda as
expectativas (48%);
3. A erosão do conhecimento interno (45%).
      </p>
      <p>
        Trienekens et all [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ] destacam que, apesar dos vários
métodos e técnicas estruturadas para a área de Gerência de
Serviços, esta área ainda está imatura se comparada a
outras da área de desenvolvimento de sistemas.
      </p>
      <p>Fica evidente, a partir dessa constatação, a necessidade
de se elaborar mais estudos com a finalidade de aferir
resultados de aplicações práticas destes métodos em
organizações que utilizem o outsourcing em TI.
3</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>O MODELO ESCM-SP V2</title>
      <p>
        O modelo eSCM-SP V2 (eSourcing Capability Model for
Service Providers Version 2) foi desenvolvido pelo ITSQC
(Information Technology Services Qualification Center) da
Universidade Carnegie Mellon (Pittsburgh, USA) em
conjunto com um consórcio composto pela Accenture,
COPPE/Universidade Federal do Rio de Janeiro, EDS, IBM
Global Services, Mellon Financial Corporation, entre outros.
Trata-se de um modelo para a avaliação e certificação de
provedores de serviços de outsourcing em TI que tem três
principais desafios:
1. Oferecer aos provedores de serviços, diretrizes que
os auxiliem na melhoria de sua capacidade em uma
terceirização;
2. Fornecer aos clientes meios objetivos de avaliar a
capacidade dos provedores de serviços; e
3. Fornecer um padrão que provedores de serviços
possam utilizar quando quiserem se diferenciar de
outros competidores [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ].
      </p>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>3.1 Desenvolvimento do Modelo</title>
        <p>A primeira versão do modelo de capacidade de prestação
de serviços em TI foi lançada em novembro de 2001 e
continha 100 práticas. Uma revisão foi editada em outubro
de 2002 e este passou a ter 93 práticas. A segunda versão do
modelo foi lançada em 24/04/2004. Esta versão não deverá
sofrer mudanças nos próximos quatro anos, como forma de
preservar a estabilidade de sua certificação.</p>
        <p>O eSCM-SP é um modelo de “melhores práticas” e estas
evoluem com o tempo, especialmente em uma área tão
dinâmica como é a área de prestação de serviços em TI.
Deste modo, contribuições vindas de esforços para
melhoria, avaliações piloto e certificações são muito
valorosas para o seu refinamento.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-2">
        <title>3.2 Entendimento do Modelo e suas Estruturas</title>
        <p>Em sua versão atual o modelo eSCM-SP v2 é composto de
84 práticas que podem ser vistas como “as melhores
práticas” que estão associadas com relacionamentos de
sucesso em projetos de outsourcing. Cada prática está
distribuída dentro de três dimensões:
1. Ciclo de Vida;
2. Área de Capacidade;
3. Nível de Capacidade.</p>
        <p>Nesse modelo, o ciclo de vida da terceirização em TI está
dividido nas seguintes fases:
1. Contínua (ongoing);
2. Iniciação (initiation);
3. Realização ou desenvolvimento (delivery);</p>
        <sec id="sec-3-2-1">
          <title>4. Finalização (completion).</title>
          <p>As práticas contínuas cobrem todo o ciclo de vida,
enquanto as práticas de iniciação, realização e finalização
somente ocorrem em fases específicas do contrato ou
daquele ciclo de vida.</p>
          <p>Na Iniciação ocorre a negociação com o cliente, criando
um acordo formal com responsabilidade e compromisso.</p>
          <p>Na fase de realização ou desenvolvimento a organização
realiza os serviços de acordo com os contratos acertados.</p>
          <p>Durante a finalização a organização transfere os
recursos e a responsabilidade pela execução dos serviços de
volta para o cliente ou para outra organização indicada
pelo cliente.
Áreas de Capacidade
As áreas de capacidade são seis agrupamentos lógicos das
práticas, que permitem que os usuários assimilem melhor o
modelo e realizem a gerencia intelectual do conteúdo deste.
As práticas de uma mesma área de capacidade têm
conteúdo e foco relacionados:
1. KNW - Gerência de Conhecimento – Assegurar o
armazenamento e o fácil acesso de informações
gerenciais, bem como o conhecimento dos sistemas;
2. PPL - Gerência de Pessoas – Assegurar o controle e
a motivação das pessoas, suas necessidades e
habilidades em conformidade com as necessidades
da organização;
3. PRF - Gerência de Desempenho - Assegurar que as
exigências estão sendo atendidas, se esta havendo
troca de experiências, e se há uma melhoria
contínua.;
4. REL - Gerência de Relacionamento – Assegurar a
comunicação entre as partes interessadas, de forma
eficiente e eficaz;
5. TCH - Gerência de Tecnologia – Assegurar o
controle da tecnologia existente, implantação e
provimento de serviços;
6. THR - Gerência de Risco – Identificar e controlar as
ameaças à organização, para que os objetivos e as
exigências do cliente sejam alcançados.</p>
        </sec>
      </sec>
      <sec id="sec-3-3">
        <title>Níveis de Capacidade</title>
        <p>O modelo eSCM-SP possui cinco níveis de capacidade que
descrevem o caminho de melhoria a ser seguido pelos
provedores de serviço, sendo um modelo de capacidade,
não um modelo de maturidade, permite que provedores de
serviço executem práticas de um nível mais alto para
atender objetivos específicos de níveis mais baixos.
1. Prestação de Serviços - os provedores de serviço
não implementaram nenhuma prática do nível dois.
A contratação desses provedores é de alto risco, uma
vez que eles prometem mais do que podem cumprir;
2. Atendimento Consistente de Requisitos – os
provedores de serviço implementaram com sucesso
todas as práticas do nível dois e conseguem
estabelecer procedimentos para coletar requisitos e
entregar serviços de acordo com compromissos
assumidos com seus clientes e stakeholders;
3. Gerenciamento da Performance Organizacional –
os provedores implementaram de forma eficiente
todas as práticas dos níveis dois e três e estão aptos
a prestar serviços de acordo com os requisitos
levantados em seus clientes, mesmo que haja
divergência de experiências. Possuem a capacidade
de melhorarem seus serviços de forma reativa e
mensurável;
4. Agregar Valores de Forma Proativa – os provedores
implementaram eficientemente as práticas dos
níveis dois, três e quatro, são capazes de entender as
percepções dos clientes, fazer previsões sobre seus
desempenhos com base em experiências anteriores e
preparar sua abordagem adequadamente;
5. Sustentação da excelência – os provedores devem
demonstrar um desempenho mensurável,
sustentável e consistente de excelência e melhoria,
implementando todas as práticas dos níveis dois,
três e quatro, por no mínimo duas avaliações de
certificação consecutivas.
4</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>APLICAÇÃO DO MODELO</title>
      <p>Neste trabalho optamos por fazer uma pesquisa
qualitativa de seis práticas do nível 2 – Atendimento
Consistente de Requisitos, do modelo eSCM-SP V2, devido,
por um lado à complexidade e o tamanho das organizações
alvos e por outro, à abrangência do próprio modelo que
demandaria mais tempo e esforços para uma aplicação de
uma pesquisa que validasse um número maior de práticas.</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>4.3 Escopo do Trabalho</title>
        <p>
          A pesquisa foi realizada no período de 15/5/2004 a
15/6/2004 num órgão da Administração Pública Federal
direta cujas responsabilidades e competências abrangem: a
formulação do planejamento estratégico nacional; a
coordenação e gestão dos sistemas de planejamento e de
orçamento federal, de pessoal civil, de organização e
modernização administrativa, de administração de recursos
da informação e informática; o controle da gestão das
empresas estatais e o acompanhamento do desempenho
fiscal do setor público, entre outras [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
          ], que denominaremos
cliente.
        </p>
        <p>Foram estudados ainda, os relacionamentos entre este
órgão e dois provedores de serviços: um externo que é a
maior empresa pública de prestação de serviços em
tecnologia da informação do Brasil; e um interno que
atende a aproximadamente 70 sistemas do cliente.</p>
        <p>
          Do total de práticas do modelo, aproximadamente 57%
se referem ao nível 2. A motivação para a validação de
práticas selecionadas do nível 2, deve-se à importância da
definição de requisitos e a minimização das mudanças
desses requisitos depois da contratação dos serviços como
um dos principais fatores de sucesso de projetos e da
prestação de serviços em TI [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
          ].
        </p>
        <p>O modelo também relaciona 23 questões críticas para o
sucesso do outsourcing em TI e faz o mapeamento destas
práticas com as áreas de capacidade. As práticas referentes
ao Gerenciamento de Pessoal e Gerenciamento de
Relacionamentos representam mais de 50% desses pontos
críticos (Tabela 1).</p>
        <p>
          TABELA 1
Mapeamento de questões críticas e áreas de capacidade[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
          ].
        </p>
        <p>Esta verificação reforçou a nossa escolha e a abrangência
desse trabalho concentra-se nas três práticas de
Gerenciamento de Pessoal: PPL03, PPL04, PPL08, e nas três
práticas de Gerenciamento de Relacionamento REL01,
REL02 e REL03. Todas dentro do nível dois de capacidade
do modelo eSCM-SP V2.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-2">
        <title>4.4 Metodologia Utilizada</title>
        <p>
          Segundo Vergara [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref13">13</xref>
          ], os tipos de pesquisa podem ser
classificados quanto aos meios e quanto aos fins. Este
trabalho é classificado como pesquisa metodológica quanto
ao fim; e um estudo de caso quanto ao meio de
investigação, pois está circunscrito a uma empresa, com um
certo caráter de profundidade e detalhamento. Quanto às
técnicas, neste trabalho utilizou-se as técnicas de entrevistas
informal e semi-estruturada para a investigação e obtenção
de dados [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
          ], [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
          ].
        </p>
        <p>O roteiro das entrevistas foi elaborado baseado nas
práticas e atividades do modelo e-SCM. Dada a estrutura
das práticas do modelo, as práticas foram agrupadas em
três categorias: fornecimento de suporte, a existência de</p>
        <p>TABELA 2</p>
        <sec id="sec-4-2-1">
          <title>Número de Perguntas por práticas investigadas. documentação e a implementação das atividades em questão. O roteiro teve um total de 118 perguntas, divididas segundo as práticas.</title>
          <p>Como fase inicial dos trabalhos foi feita uma
apresentação sobre o modelo para Gerentes de Projetos do
órgão “cliente”. O cliente demonstrou grande interesse e
expediu uma autorização formal para a realização desse
trabalho, apontando dois provedores de serviços (Interno e
Externo) com os quais ele mantém relacionamentos.</p>
          <p>O Cliente identificou um grupo1 de pessoas para que
fossem aplicadas as entrevistas com base na importância
estratégica dessas nos processos de atendimento e no
acompanhamento das demandas de trabalho.</p>
          <p>Como parte da metodologia adotada neste trabalho,
antes de cada entrevista foi feita uma apresentação
resumida do modelo, seus objetivos e a intenção, do
presente trabalho de pesquisa.</p>
          <p>As respostas dos entrevistados foram assinaladas nos
roteiros. Foram feitas também anotações a respeito de suas
crenças, interesses, expectativas e situações vivenciadas.</p>
        </sec>
      </sec>
      <sec id="sec-4-3">
        <title>4.5 Análise dos Resultados</title>
        <p>Os resultados obtidos foram coletados através de
entrevistas qualitativas com pessoas chaves pertencentes às
organizações pesquisadas. Com o apoio do roteiro de
entrevista foi possível instigar os entrevistados a
fornecerem informações mais detalhadas sobre
1 Esse grupo foi formado por dois gerentes de projetos do cliente; dois
representantes técnicos do provedor interno e dois representantes técnicos
do provedor externo. Os representantes dos provedores estava relacionados
a área de atendimento às demandas do cliente.
determinadas práticas ou atividades.</p>
        <p>O estudo das respostas das entrevistas foi feito
levandose em conta a representatividade de cada item em relação à
prática em questão.</p>
        <p>A partir dos resultados consolidados, foi possível extrair
algumas considerações e fazer comparações com as
informações coletadas junto aos entrevistados. As
principais análises extraídas foram agrupadas de acordo
com as práticas investigadas e apresentadas a seguir.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-4">
        <title>PPL03 – Gerenciamento de Pessoal - Ambiente de</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-5">
        <title>Trabalho</title>
        <p>Do total de questões relacionadas às atividades desta
prática, o Provedor Interno apresentou uma menor
aderência sendo seguido de perto pelo Cliente. Estes
resultados demonstram uma grande coerência quando
comparados, uma vez que as instalações do ambiente de
trabalho do Cliente são as mesmas utilizadas pelo Provedor
Interno.</p>
        <p>Já o item atendimento, é melhor no Provedor Externo, o
que reflete o fato do mesmo contar com instalações
modernas, projetadas com foco no atendimento às
necessidades de desenvolvimento de soluções na área de
TI.</p>
        <p>Segundo os entrevistados, não existe uma metodologia para
se resolver conflitos internos, esses, quando ocorrem, são
negociados de acordo com a experiência de cada
envolvido;</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-6">
        <title>PPL04 – Gerenciamento de Pessoal – Atribuição de</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-7">
        <title>Responsabilidades</title>
        <p>Identificou-se a aderência maior das atividades requeridas
para esta prática por parte do Provedor Externo.</p>
        <p>Foi verificado que o treinamento fornecido pelo cliente e
pelo provedor interno, não é realizado de acordo com as
necessidades e competências exigidas para o trabalho. Esse
trabalho é realizado por uma seção específica para tratar de
pessoas e não há a divulgação e o acompanhamento por
parte dos gestores. Enquanto que no provedor externo o
treinamento é realizado de acordo com a real necessidade
do momento, inclusive, com um banco de dados onde são
registrados as informações dos possíveis instrutores e o
resultado obtido após cada curso.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-8">
        <title>PPL08 – Gerenciamento de Pessoal – Competências</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-9">
        <title>Pessoais:</title>
        <p>Nas atividades desta prática o Provedor Externo
demonstrou uma maior aderência.</p>
        <p>O Cliente demonstrou ter dificuldades, pois seus
gerentes de projetos não são municiados com informações
sobre a necessidade de treinamento e o retorno do
aproveitamento após a sua conclusão.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-10">
        <title>REL01 – Gerenciamento de Relacionamentos –</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-11">
        <title>Interações com o Cliente:</title>
        <p>Para o Provedor Interno, a dificuldade maior
encontrada é com relação ao fato do Cliente nem sempre
especificar com clareza os seus requisitos. O Provedor
Interno mencionou, também, como um dos principais
dificultadores, o fato do Cliente ter sempre demandas
urgentes e a inexistência de uma metodologia para o
atendimento a essas demandas.</p>
        <p>Segundo os entrevistados há um descompasso entre as
demandas do cliente e a conclusão dos trabalhos
solicitados.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-12">
        <title>REL02 – Gerenciamento de Relacionamentos –</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-13">
        <title>Seleção de Fornecedores e Parceiros:</title>
        <p>Uma maior aderência é encontrada entre os provedores
Externo e Interno. Já o Cliente, relata dificuldades para
fazer uma seleção de fornecedores e parceiros (inclusive de
provedores).</p>
        <p>Tanto os provedores como o Cliente, relatam
dificuldades na seleção de fornecedores e parceiros
provenientes da atual legislação federal (Lei 8.666).</p>
        <p>O Provedor Interno relata que pode ocorrer de um
fornecedor não atender a todos os requisitos pelo qual foi
contratado no decorrer da execução dos serviços, mas a
legislação impede uma mudança do objeto do contrato.
Nesse caso deveria haver uma nova licitação o que acaba
sendo muito oneroso ao cliente. Ele relata, também, a
existência de falhas na elaboração de contratos para
fornecedores e parceiros em TI. Um ponto forte relatado pelo
Provedor Interno foi a criação de uma área para controlar e
fiscalizar contratos.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-14">
        <title>REL03 – Gerenciamento de Relacionamentos –</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-15">
        <title>Gerência de Fornecedores e Parceiros:</title>
        <p>A maior dificuldade de aderência às atividades está no
Cliente.</p>
        <p>Os provedores Externo e Interno situações semelhantes.
Este fato se deve porque os provedores Externo e Interno
compartilham algumas práticas comuns. O Cliente relatou
que tem dificuldades na documentação dos
relacionamentos com os provedores devido à falta de
procedimentos melhor definidos ou de uma metodologia.
Também relatou que estão sendo revistas pelos stakeholders
as necessidades de se criar e mudar procedimentos
internos.</p>
        <p>Não existe uma sistemática para verificar se o que foi
concluído está de acordo com o que foi especificado.</p>
        <p>Não existe uma metodologia para se resolver conflitos
internos, pois esse não é considerado um risco grave dentro
dos órgãos entrevistados.</p>
        <p>De acordo com o que foi analisado, pode-se perceber que
a falta de uma comunicação formal adequada constitui um
risco para o sucesso dos projetos, pois o cliente não
consegue definir claramente as suas demandas e tem
dificuldade de verificar o cumprimento dos contratos,
gerando assim um descompasso entre as demandas e o
atendimento das necessidades.
5</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>CONCLUSÃO E TRABALHOS FUTUROS</title>
      <p>As atividades desenvolvidas tanto pelo cliente (em
menor grau) quanto pelos provedores apontam para um
certo grau de aderência às práticas pesquisadas no modelo.
Com isso, observou-se uma preocupação dos envolvidos
em gerenciar a qualidade dos seus serviços, mesmo quando
não fazem uso de nenhuma metodologia específica para
essa finalidade. Verificou-se a existência de uma miscelânea
de modelos de gestão de serviços no cotidiano dos
provedores como um conjunto de melhores práticas a
sereAms spergáutidcaass.relacionadas ao gerenciamento de pessoal
tiveram uma aderência menor dos envolvidos dos que as
práticas de relacionamento. É importante destacar que a
carência de pessoal disponibilizado e qualificado para
trabalhar tanto no cliente, quanto nos provedores é
considerada um ponto crítico. A própria legislação atual
(que tem na Lei Federal Nº 8.6662 as principais
determinações no que se refere à aquisição de produtos e
serviços no âmbito público governamental) é um fator que
dificulta o atendimento satisfatório das atividades
preconizadas pelas práticas de Gerenciamento de Pessoal
(tais como a obtenção de recursos físicos e humanos com a
rapidez e quantidade que são necessários para o
cumprimento dos serviços acordados).</p>
      <p>Outro aspecto a ser destacado é que, apesar de existirem
muitas informações geradas nos relacionamentos, estas
nem sempre são utilizadas por não estarem
adequadamente documentadas ou ao alcance das pessoas
estrDatuérgaincates. o processo de pesquisa foi verificado que as
pessoas entrevistadas não detinham o conhecimento de
todo o processo para responder de forma satisfatória
alguma questão abordada sobre determinadas atividades
das práticas de gerenciamento de pessoal (PPL03, PPL04 e
PPL08). Sendo assim, é preciso que se faça uma análise do
foco das perguntas, separando-as de acordo com a área de
atuação das pessoas entrevistadas, evitando respostas não
condizentes com a realidade.</p>
      <p>Também foi verificado que o provedor externo, que tem
projetos certificados CMM3 – Nível 2, teve também um
melhor resultado no modelo estudado. Um estudo futuro
será aferir o grau de aderência de empresa, que possuem
certificação ou utilizam práticas do CMM, ao modelo
eSCM-SP V2.</p>
      <p>Dentro dos órgãos pesquisados foi possível perceber
que existe uma grande disposição à implantação de uma
metodologia que gerencie o serviço de desenvolvimento de
software.</p>
      <p>O estudo demonstrou que existe interesse e espaço no
2 Lei que regulamenta o artigo 37, inciso XXI, da Constituição Federal,
institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá
outras providências.</p>
      <p>3 CMM – Capability Maturity Model.
Brasil para a aplicação do modelo eSCM-SP V2. As relações
existentes entre os clientes e os provedores e dos
provedores entre si criam um ambiente ideal para a sua
aplicação, possibilitando a escolha de provedores de
serviços de acordo com o seu nível de capacidade dentro
das áreas de conhecimento específicas de cada projeto. No
cliente pesquisado, por exemplo, a aplicação do modelo
resolveria o problema de comunicação, formalizando os
processos e possibilitando estarem mais preparados para o
estabelecimento de novos contratos.</p>
      <p>A partir dessa experiência, identificou-se a possibilidade
de estudos futuros explorando a abrangência de outras
práticas e níveis do modelo, bem como a aplicação dessas
práticas em organizações com outros perfis, e a ampliação
da pesquisa coletando dados em outros fornecedores do
mesmo cliente.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>AGRADECIMENTOS 6 7</title>
      <p>Os autores agradecem a todos os entrevistados que
forneceram valiosas informações para que este trabalho
fosse realizado.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>REFERÊNCIAS</title>
      <p>Antonio A. Augusto Engenheiro Civil, formado pela Universidade
Estadual do Maranhão (UEMA). Atua há 23 anos na área de
Tecnologia da Informação. Como engenheiro de redes, atuou em
projetos de implantação de infraestrutura em redes locais (LAN) e
redes amplas (WAN), comunicação de dados, Internet e Intranet,
prospecção de novas tecnologias de transmissão de dados e
otimização de tráfego utilizando algoritmos oriundos da
bioinformática. Possui experiência em análise e desenvolvimento de
sistemas, sistemas de grande porte (mainframe), teleprocessamento e
banco de dados. Foi coordenador de equipe de suporte técnico e
ministrou diversos treinamentos em implantação de sistemas de
gestão e sistemas operacionais. Atualmente é consultor em projetos
de otimização de redes amplas e gerente de projetos de implantação
de sistemas integrado de gestão (ERP).</p>
      <p>Claiton R. Knoth Administrador, pela Universidade de Brasília – UnB.
Cursa atualmente Engenharia da Computação no Centro de Ensino
Universitário de Brasília - UniCEUB. É pós-graduado pela UNESA em
gerência de projetos (PMI X RUP). Possui experiência em análise,
desenvolvimento e implantação de sistemas de finanças, receita,
orçamento, impostos públicos, convênios com atacadistas, auditoria
fiscal segurança de sistemas, migração de banco de dados,
patrimônio, controle de tarefas, código de barras, geração de arquivos
XML/XSL, emissão de carnês, além de projetos da internet/intranet.
Entre os cursos realizados e tecnologias utilizadas, estão SQL, Visual
Basic, Natural/Adabas, Clipper, ASP, Html, Gerência Básica, Advanced
Coldfusion Development, Cold Fusion, Fast Track to Dreamweaver
Mx, Delphi, Java Básico, e Flash Básico.</p>
      <p>José S. Fagundes Formado em Sistemas de Processamento de
Dados pela UnP. Consultor de projetos de informatização para
diversas instituições públicas, em especial para órgãos do Governo do
Estado do RN e Prefeitura Municipal de Natal. Foi membro do
Escritório de Projetos da CAIXA ECONÔMICA onde foi responsável pela
criação do Grupo de Qualidade de Software. Atualmente é consultor
de projetos no Ministério de Planejamento, trabalhando na criação de
um ambiente integrado para a gestão de informações sobre recursos
de TIC. É membro fundador da Sociedade Brasileira de Informática
em Saúde e pertence a Sociedade Brasileira de Computação. Foi
presidente do XXIX Congresso Nacional de Informática e
Telecomunicações e participa do Programa Brasileiro de Qualidade e
Produtividade em Software, coordenado pelo Ministério da Ciência e
Tecnologia do Brasil.</p>
      <p>Rejane M. da C. Figueiredo Rejane Maria da Costa Figueiredo é
mestre pela Universidade de São Paulo - USP - Instituto de Ciências
Matemáticas e de Computação de São Carlos, em ciência da
computação, na área de qualidade de software. É doutora pela Escola
de Engenharia de São Carlos – USP, em engenharia mecânica, na
área de Qualidade de Serviços de Outsourcing de Tecnologia da
Informação. É professora da Universidade Católica de Brasília - UCB
desde 2002. A Profa. tem publicações em congressos e em periódicos
científicos. Os interesses de pesquisa dela incluem: Qualidade de
Software, Qualidade de Serviços de TI, Outsourcing de TI e SLA,
Sistemas de Informação, e Gestão do Conhecimento.</p>
      <p>Káthia M. Oliveira Mestre e doutora pela Universidade Federal do Rio
de Janeiro em ciência da computação. Ela é professora na
Universidade Católica de Brasília desde 2001. A Profa. tem mais de 50
publicações em congressos internacionais ou nacionais ou em jornais
científicos. Ela organizou o "Workshop on Quality" no ICSE'02
("International Conference on Software Engineering") e o "Workshop
on Ontology in Action" no SEKE'04 ("Software Engineering and
Knowledge Engineering Conference"). Os interesses de pesquisa dela
incluem: Qualidade de Software, Gestão do Conhecimento em
Engenharia de Software, Ontologias, e Manutenção de Software.</p>
    </sec>
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