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    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>A Inovação Tecnológica e a Qualidade do Sistema Bancário em Portugal: Alguns Potenciais Entraves Estratégicos na sua Optimização</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Fernando A. F. Ferreira</string-name>
          <email>fernando.ferreira@estig.ipbeja.pt</email>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>António Alberto S. M. Freitas</string-name>
          <email>aalberto@fsba.edu.br</email>
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        </contrib>
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          <label>0</label>
          <institution>---------------- • F.A.F. Ferreira é afecto à Área Ciêntifica de Finanças Empresariais da Escola Superior de Tecnologia e Gestão do Instituto Politécnico de Beja</institution>
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        </aff>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2000</year>
      </pub-date>
      <abstract>
        <p>Resumo - Face à irrupção do progresso tecnológico nos diversos sectores da actividade económica, parece evidente que, ao nível da banca portuguesa, a introdução das novas Tecnologias de Informação e Comunicação veio transformar radicalmente os procedimentos, as tarefas desenvolvidas e o próprio funcionamento do sistema. Se, por um lado, é certo que essa introdução permitiu que ficassem acautelados os interesses de um vasto leque de intervenientes (stakeholders), por outro lado, verificam-se alguns paradigmas que revelam que nem tudo se desenrola sem atritos. Nessa perspectiva, o principal contributo deste artigo reside, precisamente, no levantamento de alguns potenciais entraves estratégicos que olvidem a (aparente) qualidade do sistema bancário português. Com esse propósito, chama-se a atenção para algumas fragilidades que, aparentemente, os novos sistemas e tecnologias de informação estão a originar no sistema bancário em Portugal, sendo essas fragilidades agrupadas em: Adequação tecnológica, Transacção electrónica de dados, Instrumentos de pesquisa e Avaliação económica das novas tecnologias.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>1 INTRODUÇÃO</p>
      <p>
        possível afirmar que as instituições financeiras têm
É vindo a reagir a um ambiente competitivo e em
constante mutação que pode ser caracterizado por: um
cenário composto por novos intervenientes dotados de
grande agressividade comercial e tecnológica; globalização,
cujo impacto é de grande relevância; constante inovação e
adaptabilidade da tecnologia à gestão financeira;
consciencialização da necessidade de existência de recursos
humanos com skill certos; etc. Perante este enquadramento,
não é líquido que o processo de desenvolvimento dos
serviços financeiros nacionais decorra sem atritos.
Inclusive, as instituições financeiras têm-se deparado com
imensas dificuldades no que concerne à utilização de
tecnologias emergentes, implementação da estratégia
adequada, introdução de novos produtos e serviços
financeiros, adaptação a novos canais de distribuição, etc.
Conforme citado em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ], “nos últimos anos, o nosso País
evoluiu bastante, mas com velocidades muitos diferentes
nas dimensões essenciais ao seu desenvolvimento”. Nesta
sequência, as crescentes exigências de eficiência por parte
dos agentes económicos, clientes e accionistas em
particular, implicam a aceleração e o aprofundamento dos
processos de reestruturação e racionalização e, nesse
sentido, o papel das novas tecnologias no desenvolvimento
da actividade financeira tenderá a ser cada vez mais
influente e determinante. Como as novas tecnologias
promovem mudanças fundamentais ao nível da
diversificação dos canais de distribuição, as instituições
financeiras têm feito um inegável esforço no sentido de
diversificarem esses canais, por forma a permitir aos
clientes o acesso por diversos meios aos seus produtos e
serviços. Todavia, apesar das inegáveis vantagens
introduzidas, certo é que existem exemplos paradigmáticos
que impedem a optimização dos aspectos qualitativos do
sector. Nesse sentido, o principal contributo deste trabalho
reside, precisamente, na identificação de alguns desses
potenciais entraves na evolução qualitativa do sistema
bancário em Portugal.
2
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>POTENCIAIS ENTRAVES ESTRATÉGICOS NA</title>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>EVOLUÇÃO DO SECTOR</title>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>2.1 Paradigma da (In)Adequação Tecnológica</title>
        <p>
          Talvez não se trate de uma demagogia a aceitação que,
como resultado da revolução tecnológica que encolheu o
mundo em termos de espaço e tempo, nunca mais haverá
banca sem electrónica. A dependência em que o sector se
encontra da informática e das telecomunicações é por
demais evidente mas, apesar da grande evolução que se
tem verificado nos últimos anos, certo é que há ainda quem
defenda que nesta área o sector financeiro continua a ser o
mais atrasado de toda a economia portuguesa1. De acordo
com [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
          ], “apenas os leigos se deixam iludir com um
comportamento que deixa transparecer um mercado
competitivo, moderno e virado para o consumidor final”.
        </p>
        <p>
          1 Ver, por exemplo, [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
          ] e [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
          ]. Na opinião dos autores do presente artigo,
há efectivamente um conjunto de procedimentos que é necessário rever.
Porém, não parece muito correcto que o actual contexto seja encarado com
o grau de pessimismo patente nas abordagens destes autores.
Esta orientação parece ser parcialmente comungada em [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
          ],
segundo o qual, se é certo que a inovação tecnológica ao
nível da banca portuguesa fornece alguns exemplos de boas
práticas que trouxeram benefícios e vantagens para todos
os interessados (e.g.: o multibanco2 e a via verde), por outro
lado, “existem também exemplos paradigmáticos da
necessidade de considerar todo o tipo de impactos que a
tecnologia e a inovação tecnológica podem exercer”: ao
nível do uso dessa mesma tecnologia, quando ela não se
encontra devidamente adaptada aos seus utilizadores3; ao
nível da sua utilidade, quando aspectos de cariz mais
comercial inviabilizam tecnologias eficientes e úteis4; ao
nível do seu custo, quando os custos com a sua aquisição,
manutenção e substituição suplantam os respectivos
benefícios; e ao nível da sua aceitabilidade, quando se
verificam desequilíbrios relativos aos três níveis anteriores.
A perspectiva destes autores coloca assim em causa a
“aparente eficiência do sistema financeiro” [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
          ] e
fundamenta-se no facto de, para além dos exemplos já
citados, o atendimento telefónico dos serviços bancários
demorar bem mais de 30 segundos, ou passar por diversas
pessoas até chegar àquela que efectivamente resolve o
problema. Além disso, em determinados call centers
portugueses, o atendimento automático passa por uma
gravação que procura vender insistentemente os mais
diversos produtos financeiros (cartões de crédito, seguros,
vantajosos contratos de leasing, etc.). Desta forma, uma das
principais preocupações a ter em atenção traduz-se na
identificação das causas destes entraves e na definição da
melhor estratégia a seguir para os ultrapassar, sabendo de
antemão que, para a obtenção de rapidez, seja
indispensável concretizar um grande trabalho inicial de
reformulação de procedimentos, desintervenção humana e
automatização dos processos de decisão [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
          ].
        </p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-2">
        <title>2.2 (In)Segurança na Transacção Electrónica de</title>
      </sec>
      <sec id="sec-3-3">
        <title>Dados</title>
        <p>
          No que diz respeito à Internet, “o cenário português revela
algumas carências graves” [5] e tal constatação resulta do
facto das indiscutíveis vantagens da rede mundial de
informação ainda não terem sido assimiladas pela maioria
das instituições (nomeadamente, no que concerne ao
comércio electrónico5). Em paralelo, apesar de saber que os
2 Não obstante, importa deixar claro que nem tudo o que se relaciona com
este sistema se desenrola sem problemas. De acordo com o autor, “ainda
hoje há alguns problemas que persistem: estudos efectuados nos mais
diversos países, incluindo Portugal, indicam que em geral os clientes se
limitam a efectuar 4 ou 5 das dezenas de operações possíveis de executar
através do multibanco (possuindo uma elevada aversão à realização de
depósitos, por exemplo); diariamente ficam retidos no sistema algumas
centenas de cartões; e assim por diante” [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
          ].
        </p>
        <p>
          3 Para o autor [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
          ], como a máquina foi concebida para auxiliar o Homem,
e não o contrário, ela não deve dificultar a realização das tarefas. Quando
dificulta (ou impede), é porque está mal concebida. Ainda conforme [6], em
paralelo e além do avanço tecnológico, é necessário que “fique assegurado
o elemento essencial constituído pela adaptação organizacional”.
        </p>
        <p>
          4 O porta-moedas multibanco (PMB) é um excelente exemplo do modo
como “a implementação comercial da tecnologia pode ser conduzida de
forma desastrosa, resultando na morte antecipada de um sistema
tecnologicamente eficiente e útil” [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
          ].
        </p>
        <p>
          5 Os grandes obstáculos colocados ao progresso do comércio electrónico
prendem-se com a dimensão do parque informático e com os receios, reais e
psicológicos, manifestados pelos clientes quanto à qualidade e
impossibilidade de troca dos produtos transaccionados por instituições
virtuais.
clientes esperam uma maior interacção, comunicação e
recebimento de propostas adequadas às suas necessidades
e preferências, a verdade é que a maioria das instituições
proporciona uma fraca interacção com os clientes, não
suporta o desenvolvimento de uma rede de ligações com
clientes e parceiros, não personaliza a sua oferta e faculta
insuficientes serviços de apoio online [5]. Acresce que,
apesar de algumas dessas instituições já terem começado a
apostar nos canais online e a proporcionar uma navegação
agradável, a verdade é que ainda pecam na apresentação
gráfica, no design e na insuficiente informação divulgada
quer ao nível dos produtos e serviços, quer ao nível das
medidas de segurança. Neste último domínio em
particular, a evidência empírica indica que o maior
obstáculo à definitiva aposta na Internet ainda se relaciona
com questões de segurança e, nesse contexto, uma das
opções possíveis traduz-se na escolha de “um parceiro que
domine, no aspecto tecnológico, produtos que garantam a
alta disponibilidade dos sistemas, a recuperação de
situações catastróficas, ou a segurança física das redes por
métodos de encriptação dinâmica dos dados6” [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
          ]. A
preocupação futura deverá assim traduzir-se na
disseminação da ideia de segurança necessária à
proliferação da utilização da Internet como canal de
distribuição e, nesse patamar de actuação, apenas um forte
empenho governamental e privado poderá alterar o actual
cenário7. Conforme referido em [7], o comércio electrónico
deverá verdadeiramente florescer quando houver um
sistema de segurança que conquiste a aceitação geral8.
        </p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-4">
        <title>2.3 (In)Correcta Utilização dos Instrumentos de</title>
      </sec>
      <sec id="sec-3-5">
        <title>Pesquisa</title>
        <p>
          Um outro aspecto a ter em conta resulta da facilidade com
que se implementam estruturas de recolha de dados – data
mining – sem conhecimento correcto do cliente9. Esta
realidade poderá assumir contornos preocupantes se
levarmos em consideração que as conclusões e
extrapolações provenientes das análises feitas a esses dados
podem conduzir as instituições financeiras a “acções
desastrosas” [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
          ]. Para Pereira e Monteiro Barata [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref5">8</xref>
          ], a
utilização de instrumentos de pesquisa permite aos bancos
conhecerem com maior profundidade a sua base de
        </p>
        <p>6 A encriptação consiste em transformar a informação em ininteligível aos
não autorizados, recorrendo a chaves de codificação em que só o detentor
dos códigos consegue reconstruir a informação. Deste modo, traduz-se
numa forma de ultrapassar as ameaças decorrentes da intercepção,
modificação e interrupção de dados por parte de agentes não autorizados.</p>
        <p>7 Este empenho deverá desenvolver-se em torno de incentivos à educação
e formação por forma a que os portugueses não receiem as novas
tecnologias, desenvolvimento de conteúdos digitais que justifiquem visitas
permanentes aos sites, programas de incentivo a projectos de comércio
electrónico, promoção de parcerias de I&amp;D com Universidades, etc.</p>
        <p>8 Para este autor, esse sistema irá basear-se na utilização de uma PKI –
Public Key Infrastruture, onde todos os agentes passarão a ser identificados
por um certificado digital e todas as operações terão uma identificação
própria, por forma a permitir eliminar fraudes e resolver litígios.</p>
        <p>
          9 Pereira e Monteiro Barata [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref5">8</xref>
          ], citando Hancock et al, afirmam que “data
mining é uma técnica emergente que combina metodologias tradicionais de
apoio à decisão (regressão clássica, estatística multivariada, modelos, etc.)
com técnicas avançadas de inferência (redes neuronais, por exemplo),
operando sobre grandes volumes de dados para extrair informação
residual”. Ainda segundo os autores, esta técnica visa detectar, nas bases de
dados, tendências consideradas padrões. A preocupação inerente está
directamente relacionada com o facto destes dados serem, por diversas
vezes, recolhidos meramente através de navegação, transacção ou resposta
aos estímulos de marketing por parte dos clientes.
        </p>
        <p>FERREIRA E FREITAS.: A INOVAÇÃO TECNOLÓGICA E A QUALIDADE DO SISTEMA BANCÁRIO
clientes, actuarem de forma atempada sobre as suas
movimentações e “assegurarem a gestão e controlo das
transacções correntes”10. No entanto, e ainda segundo os
autores, o manuseamento das bases de dados de clientes
não exclui a existência de alguns problemas como: o
insuficiente controlo de qualidade na introdução e
manutenção dos dados; a ligação incompleta e/ou
deficiente entre produtos; a óptica inadequada de análise
do relacionamento com o cliente, que muitas vezes se limita
a análises superficiais sobre padrões transaccionais; a
incapacidade na identificação de segmentos de clientes; e a
dificuldade de meios para efectuar análises de
rendibilidade. Por conseguinte, uma outra preocupação que
não se deve escamotear prende-se com a obrigatoriedade
de reflexão sobre a fiabilidade dos dados e
desenvolvimento de mecanismos que contribuam para a
sua credibilidade. Nesse plano, talvez a iniciativa deva
estar a cargo das próprias instituições financeiras que
devem possibilitar uma interacção mais rica e
verdadeiramente personalizada. Obviamente, isso irá
motivar a criação de mecanismos inteligentes de incentivo
ao diálogo e a criação de um sistema permanente de
monitorização dos fluxos que permita um
acompanhamento do nível de serviço e, a qualquer
momento, detectar pontos de estrangulamento ou falhas11.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-6">
        <title>2.4 (Re)Avaliação Económica dos SI/TI</title>
        <p>
          Ainda no domínio dos potenciais entraves estratégicos,
toda a reflexão associada à importância dos impactos
estratégico-estruturais das novas tecnologias de informação
e comunicação leva a concluir que a integração do
planeamento tecnológico na própria estratégia de negócio
seja igualmente um elemento que não pode passar
despercebido. Neste contexto, é necessário combater a
grande imaturidade que predomina quanto à questão da
avaliação económica dos SI/TI. Conforme citado em [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref6">9</xref>
          ], “se
os SI/TI, pelas suas potencialidades inerentes, podem
actuar como agentes de mudança da estrutura e da
estratégia, não só de uma organização como também de
todo um sector, então devem ser considerados e avaliados
como um recurso estratégico ou activo e não como uma
mera despesa de equipamento”12. Nesta sequência, de
acordo com Earl e Feeny13, é da maior relevância que as
instituições tenham a preocupação de integrar a equipa de
10 Em conformidade com os autores, a utilização de bases de dados
transformou significativamente a actividade bancária, permitindo aos
bancos conhecer com alguma nitidez os hábitos financeiros dos seus
clientes, as suas preferências e as necessidades que lhes estão subjacentes.
        </p>
        <p>11 Logicamente, isso requer a contratação de pessoal especializado que,
por ser relativamente escasso, traduz um acrescido custo de mão-de-obra.</p>
        <p>
          12 Ainda para [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref6">9</xref>
          ], não são somente as tecnologias que contribuem para
apurar a performance de uma instituição, mas sim todo um sistema de
factores que inclui tecnologias, processos, pessoas e respectivos
investimentos. Para determinar a melhor combinação destes factores que
faculte o maior retorno possível, é necessário ter o cuidado de recolher o
máximo de informação sobre um conjunto diversificado de variáveis que
envolvem a conjugação estratégico-estrutural do domínio tecnológico e
organizacional da instituição em estudo. A sua posterior comparação com
outras instituições do sector servirá de “orientação para o planeamento do
processo de internalização tecnológica”.
        </p>
        <p>
          13 Autores citados em [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref6">9</xref>
          ]. Ainda segundo Earl, desta vez citado em [10],
os SI/TI têm de ser tratados como recursos pois a sua exploração é
demasiado importante para ser deixada ao exclusivo cuidado dos
tecnólogos.
gestão de SI/TI na gestão de topo por forma a orientar os
investimentos em novas tecnologias na direcção da
estratégia global da respectiva instituição financeira.
        </p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>CONCLUSÃO E RECOMENDAÇÕES FINAIS</title>
      <p>Em resumo, o modo como o nosso sistema financeiro tem
vindo a tratar, e se propõe tratar no futuro, os canais online
aconselha a ter em conta um conjunto de preocupações que
giram em torno da problemática da segurança, da questão
da privacidade individual no que toca à integridade e
confidencialidade dos dados transmitidos, da autenticação
dos agentes envolvidos nas transacções, da repudiação14, da
sensibilização dos agentes financeiros para avaliar os SI/TI
como recurso estratégico e não como mera despesa de
equipamento, entre outros. Monteiro Barata [10] realça
assim que devemos ter em consideração que a própria
tecnologia devidamente aplicada apresenta ainda um
elevado número de problemas não resolvidos e muitas
alternativas por explorar e, nesse sentido, um sistema de
pagamentos e transacções baseado nas novas tecnologias de
distribuição só poderá sobreviver se as soluções técnicas
apresentarem um carácter universal, interoperável e
economicamente viável. Nesta lógica, a interiorização da
generalidade destas preocupações constitui a base que as
instituições financeiras terão de lançar para não perderem o
seu lugar no mercado, devendo para isso recorrer a
especialistas capazes de dominar todas as vertentes
abordadas anteriormente [11]. As alterações que tenham em
conta as preocupações descritas são fundamentais e
urgentes para que Portugal não perca “o comboio da
Sociedade de Informação como perdeu o da Revolução
Industrial” [5]. Só assim poderá ser facilitada a plena
integração ao nível dos serviços dos mais diversos novos
canais de distribuição. Sem tecnologia não se poderá ter
presença num sector financeiro que deixou de lidar com
clientes isolados e passou a lidar com redes de clientes [13].</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>AGRADECIMENTOS</title>
      <p>O presente artigo é parte integrante da investigação de
doutoramento de Fernando Ferreira na Faculdade de
Economia da Universidade do Algarve (FE/UALG). Nesse
sentido, o autor gostaria de manifestar o seu apreço aos
seus orientadores: Prof. Doutor Carlos António Bana e
Costa (IST/UTL) e Prof. Doutor Paulo Manuel M.
Rodrigues (FE/UALG). O contributo de António Freitas
para este estudo está directamente relacionado com a
investigação por si desenvolvida na Faculdade Social da
Bahia, Brasil. Os autores estão ainda gratos à Escola
Superior de Tecnologia e Gestão de Beja (ESTIG/IPB), pelo
seu apoio institucional.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>REFERÊNCIAS</title>
      <p>14 Negar a autoria de determinado pagamento.</p>
      <sec id="sec-6-1">
        <title>Lyon,</title>
      </sec>
      <sec id="sec-6-2">
        <title>Bancária”,</title>
        <p>Impactos Estratégico-Estruturais nas Organizações”, Dissertação
de Mestrado, Faculdade de Economia, Universidade do Algarve,
2004.</p>
        <p>108, 2003.
[10] J.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-6-3">
        <title>Monteiro</title>
        <p>Barata, “Inovação
nos Serviços: Sistemas e
Tecnologias de Informação e Competitividade no Sector Bancário
em Portugal”, Dissertação de Doutoramento, Instituto Superior</p>
      </sec>
    </sec>
  </body>
  <back>
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