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        <article-title>Arquitectura Empresarial e Sistemas de Gestão da Qualidade</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Armando Vieira</string-name>
          <email>armando.vieira@link.pt</email>
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          <string-name>Lúcia Costa</string-name>
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          <string-name>Pedro Amaro</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Luís Amorim</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Paulo Nunes</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Margarida Pina</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Luis Miguel</string-name>
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          <string-name>Carla Pereira e Pedro Sousa</string-name>
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        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>---------------- • Armando Vieira is with Link Consulting, Tecnologias de Informação SA Av. Duque D' Ávila</institution>
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          <addr-line>23 1000-138 LISBOA Tel:</addr-line>
        </aff>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2004</year>
      </pub-date>
      <abstract>
        <p>- Muito tem sido dito acerca da crescente necessidade das organizações serem flexíveis e dinâmicas. Para conseguir este dinamismo, as organizações têm que se estruturar internamente em torno de elementos flexíveis e dinâmicos e dotar-se de mecanismos que assegurem a coerência e o alinhamento entre os vários elementos, que a compõem, à medida que estes se vão modificando. Como exemplo de elementos constituintes das organizações, temos: a equipa da Qualidade e respectivos sistemas de gestão da Qualidade; os informáticos e respectivos sistemas e tecnologias de informação, a equipa de segurança e respectivos sistemas e políticas de segurança, a equipa de gestão de Colaboradores e respectivos sistemas de gestão das competências e do capital humano. Em muitas organizações constata-se que estes elementos têm dinâmicas, conceitos e ciclos de vida independentes, e que não existem mecanismos de assegurar uma evolução coerente e harmoniosa dos mesmos. Usando notações, conceitos e pressupostos diferentes, a coordenação e alinhamento entre os vários componentes implica normalmente esforços demasiado elevados para serem concretizados em tempo útil.Neste artigo apresentamos uma abordagem metodológica que unifica a visão, os conceitos e as práticas, usados em cada um dos elementos referidos, assegurando que as iniciativas de mudança, sendo desdobradas nestes elementos, constituem-se como processos multi-disciplinares com a dinâmica e flexibilidade requeridas para as Organizações.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd />
        <kwd>Alinhamento Organizacional</kwd>
        <kwd>Arquitectura Empresarial</kwd>
        <kwd>Melhoria Contínua</kwd>
        <kwd>Qualidade</kwd>
      </kwd-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1 INTRODUÇÃO</title>
      <p>Ssobre diferentes aspectos como por exemplo a Qualide,
ão várias as organizações com equipas a trabalhar
a Segurança, os Sistemas e Tecnologias de Informação,
as competências e o Capital Humano, entre outras.</p>
      <p>Os diferentes objectivos de cada uma destas equipas
requer visões específicas da Organização. Contudo, na
vasta maioria dos casos, estas visões não são perspectivas de
uma mesma realidade (a Organização) mas traduzem, per
si, diferentes percepções da mesma Organização. Por
exemplo, os processos descritos no Sistema de Gestão da
Qualidade divergem dos processos suportados pelos
Sistemas de Informação, e divergem também dos processos
percepcionados pela Segurança. Divergem nos conceitos,
nos pressupostos, nas notações e no entendimento da
própria Organização.</p>
      <p>O conceito de Arquitectura Empresarial (AE) é
actualmente entendido como a base do conhecimento e
representação da Organização sobre ela própria, permitindo o
planeamento e a análise de impacto das iniciativas de
mudança a que a Organização se propõe levar a cabo. Contudo,
esta noção de AE tem sido liderada pela comunidade das
TI, tendo por isso um propósito tecnológico muito
acentuado.</p>
      <p>Neste artigo apresentamos a extensão do conceito de AE
a outras áreas da Organização, e por consequência, a outras
comunidades e propósitos. O trabalho aqui apresentado
resulta de anos de experiência de projectos de investigação,
de pesquisa e de confrontação de ideias com outros grupos
que se dedicam a este problema, em particular o Centro de
Engenharia Organizacional do INESC.
2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>A ARQUITECTURA EMPRESARIAL</title>
      <p>
        O conceito de AE é o conjunto de modelos e representações
que a Organização precisa ter de si própria para poder
planear as mudanças que pretende efectuar e prever o seu
impacto. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1 ref13">1, 13</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        É geralmente aceite que a AE inclui as seguintes
arquitecturas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10 ref13">10, 13</xref>
        ]:
• Arquitectura Organizacional1: onde se encontra a
definição da Organização, nomeadamente: a
missão, a visão, os valores, a estratégia e os objectivos.
• Arquitectura de Negócio: descrição dos processos
da Organização, abrangendo os processos de
gestão, de negócio, de suporte, de melhoria e os
processos operacionais;
• Arquitectura de Informação: descrição da
informação necessária à execução dos processos descritos
na Arquitectura de Negócio. Em muitos casos,
constitui também um glossário de termos e
conceitos de negócio e da Organização.
• Arquitectura Aplicacional: descrição das aplicações
(sistemas de informação) adequados ao suporte de
todos os processos e informação das arquitecturas
anteriores.
• Arquitectura Tecnológica: descrição da tecnologia
mais adequada à concretização de cada uma das
1 Alguns autores incluem a Arquitectura Organizacional na Arquitectura
de Negócio.
aplicações identificadas na Arquitectura
aplicacional.
      </p>
      <p>
        Estas cinco arquitecturas permitem representar o
entendimento mais aceite do conceito de AE [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11 ref13 ref4 ref8">13, 8, 4, 11</xref>
        ],
permitindo também fundamentar o alinhamento entre os
Sistemas de Informação e o Negócio [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5 ref9">5, 9</xref>
        ].
      </p>
      <p>Na comunidade de AE, diz-se que as arquitecturas
valem “20€ a tonelada”, porque é este o valor da tonelada
de papel para reciclar. Esta experiência traduz o facto de
que, sendo as AE feitas normalmente por consultoras
externas, a Organização não chega a adquirir o
conhecimento expresso na AE, e muito menos chega a repercutir
esse conhecimento na sua gestão da mudança.</p>
      <p>Conseguir que a Organização adquira o conhecimento
expresso na AE, significa que os seus Colaboradores
participam activamente na discussão, elaboração, validação, e
melhoria da própria AE. Significa também que os conceitos,
notações e instrumentos de trabalho sejam suficientemente
flexíveis para serem adaptados ao contexto de cada
Organização, e que não tenham como propósito único a produção
de sistemas de informação. Na nossa opinião, o grande
mérito de uma AE é suportar a unificação dos conceitos e
termos necessários à discussão e reflexão da Organização
entre os seus Colaboradores que, através desta participação,
são de facto Arquitectos da Organização.</p>
      <p>O resto do artigo descreve, de forma muito sumária, a
nossa contribuição na área das Arquitecturas Empresariais,
a qual passa por:
•
•
•
•</p>
      <p>Instrumentos de representação e manipulação
adequados ao propósito da AE.</p>
      <p>Arquitectura de Segurança, na qual se descreve as
medidas de segurança e que devem ser aplicadas a
cada artefacto da Organização, referidos nas
Arquitecturas anteriores, como por exemplo:
processos, informação, Colaboradores, aplicações,
máquinas, redes, entre outros.</p>
      <p>Melhoria Contínua, na qual se enquadram todas as
iniciativas de mudança da Organização.</p>
      <p>Qualidade, usando o framework aqui proposto, a
Organização fica implicitamente alinhada com os
requisitos da norma NP ISO 9000:2001.</p>
      <p>A figura 1 ilustra o conceito que Arquitectura
Empresarial que propomos.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3 INSTRUMENTOS DE GESTÃO DA ARQUITECTURA</title>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>EMPRESARIAL</title>
      <p>Como para qualquer entidade complexa, a consolidação do
seu conhecimento e capacidade de antever o impacto da
mudança, implica a sua representação. Se não
conseguirmos representar um objecto complexo não o podemos
conhecer, nem prever o impacto de eventuais alterações.</p>
      <p>
        Muitos modelos e frameworks têm sido propostos para a
representação das diferentes dimensões da Arquitectura
Empresarial [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10 ref12 ref13 ref3">10, 12, 13, 3</xref>
        ]. Algumas destas representam
uma visão exclusiva da gestão, pecando por não integrar a
relação com a tecnologias e Sistemas de Informação. Talvez
o mais versátil seja o proposto por John Zackman [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">13</xref>
        ] na
qual se identificam vários níveis de percepção da
Organização (estratégico, processos, aplicacional, tecnológico, e
subcontrato ) e as seis dimensões elementares do conhecimento
(o quê, como, onde, quem, quando e porquê).
      </p>
      <p>
        O framework de Zachman (figura 2) é um referencial
fundamental para “arrumar” de forma coerente o
conhecimento da Organização sobre si própria, assumindo-se como
um “meta esquema” do repositório da AE. Este framework
não impõem nenhuma restrição relativamente aos modelos
que devem ser usados nem à metodologia de
preenchimento e verificação do alinhamento entre a informação das
várias células do framework [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5 ref6">5, 6</xref>
        ].
      </p>
      <p>Fig. 2. Framework de Zachman
A abordagem que propomos abrange um conjunto de
modelos e representações que são configuradas em função
das especificidades de cada Organização e utilizadas na
execução nas diversas fases do processo construtivo.</p>
      <p>Estas representações deverão ser geridas e suportadas
por ferramentas eficazes (figura 3), usadas
fundamentalmente pelos responsáveis da construção e manutenção dos
modelos que representam a Organização, devendo estes ser
comunicados e partilhados a todos os que deles necessitam.
É exactamente neste contexto que a Intranet se assume
como veículo de excelência para a sua disseminação na
Organização, tal como a própria Extranet (figura 3), caso
existam parceiros com os quais é necessário partilhar uma
base comum de informação, processos e sistemas.</p>
      <p>Na AE, todos os artefactos produzidos, as suas relações,
dependências e os diferentes níveis de detalhe devem ser
geridos de forma coerente num único repositório (figura 3).
Desta forma garante-se o controlo sobre as versões dos
AUTHOR ET AL.: TITLE
modelos, sobre as definições dos objectos e facilita-se o
cross-checking entre as diversas perspectivas de
representação.</p>
      <p>Neste sentido temos vindo a desenvolver uma plataforma
informacional composta por um conjunto de ferramentas,
próprias e de terceiros, que dão resposta às necessidades
enumeradas e cujo produto final, visível pelos diferentes Colaboradores
da Organização, resulta no designado “Portal da Qualidade”.
Através deste Portal qualquer Colaborador pode, dependendo
do seu perfil, visualizar toda a informação necessária para o
desenvolvimento das suas funções, competências e
responsabilidades, nomeadamente: políticas, objectivos, ofertas, clientes,
fornecedores, processos, actividades, tarefas, sistemas de
informação e documentação de suporte.
4</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>ARQUITECTURA DE SEGURANÇA</title>
      <p>No sentido de atingir níveis de protecção desejados, a
segurança dos sistemas de informação deve ser encarada de
forma integrada e envolver todos os níveis da Organização,
funcionando como um facilitador dos processos e uma
forma de aumentar os níveis de confiança internos e
externos.</p>
      <p>A Arquitectura de Segurança é o resultado de uma
actividade contínua normalmente designada de Programa de
Segurança, sob os artefactos da Organização representados
no framework de Zackman, assegurando a coerência com
as restantes arquitecturas.</p>
      <p>Tem como referencial a norma ISO/IEC 177992, que visa
elevar a segurança da Organização para o nível requerido
através da introdução de medidas que permitam reduzir a
exposição a todos os riscos identificados e analisados, a
realização da Arquitectura inclui actividades, dependendo
do seu nível de maturidade, tais como:
1. Definição de políticas e normas de segurança;
2. Definição da arquitectura e dos processos de
segurança;
3. Implementação dos processos de suporte à
detecção, protecção, reacção e inspecção;
4. Realização de acções de sensibilização e de
forma2 A norma ISO/IEC 17799 é um standard internacional ,
que contém diversas orientações para a definição e
manutenção de um determinado nível de segurança das
organizações, dos seus colaboradores instalações e
sistemas de informação.
ção em segurança;
5. Realização periódica de auditorias e testes à
segurança;
6. Implementação de processos de resposta reflexa
(segurança face ao desastre);
7. Validação do modelo de protecção e da sua
implementação.</p>
      <p>Desta forma, não só se assegura que o objecto da
segurança são os artefactos das restantes arquitecturas (a
Organização), como também se garante que o resultado é
repercutido na mesmas arquitecturas (na Organização). Por
exemplo, ao invés de produzir um documento que diz que
é preciso fazer algo, defini-se um processo na Arquitectura
de Processos (o quê, como, onde, quem, quando e porquê)
para fazer esse algo.</p>
      <p>A introdução das alterações propostas às Arquitecturas
na Organização é feita através de um processo de melhoria
contínua, à semelhança de qualquer outra mudança na
Organização.
5</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>MELHORIA CONTÍNUA</title>
      <p>A figura 4, representa a nossa abordagem para a melhoria
contínua, baseada na implementação de ciclos de melhoria,
com o objectivo de obter quick-wins, mantendo-se a
coerência entre os resultados dos diversos ciclos.</p>
      <p>Os objectivos, passos e impacto de cada iniciativa são
sempre desdobrados em cada uma das arquitecturas da AE.
Só assim se assegura numa definição clara dos objectivos,
do âmbito, dos resultados, dos recursos a envolver, não
esquecendo os processos, sistemas e eventuais tecnologias.</p>
      <p>Esta abordagem é usada nos diferentes âmbitos de
intervenção, sendo fundamental assegurar a coerência entre as
diversas iteracções e a articulação com as iniciativas em
curso, próprias da dinâmica organizacional.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>QUALIDADE</title>
      <p>Com os ciclos de melhoria propostos, garante-se em grande
medida o cumprimento do modelo de Gestão da
Qualidade, conforme descrito na figura 5.</p>
      <p>Os aspectos que não são respondidos directamente pela
abordagem de melhoria contínua descrita, devem ser
suportados na definição das Arquitecturas da AE, tendo
como referencial a norma NP EN ISO 9001:2000.</p>
      <p>Dentro desses aspectos destacam-se o Manual da
Qualidade, as auditorias, os requisitos normativos para os quais
deverão ser estabelecidos procedimentos documentados, os
conceitos protagonizados pela norma e os mecanismos que
permitem evidenciar as práticas desenvolvidas pela
Organização.</p>
      <p>Note-se que, sendo estes aspectos da norma repercutidos
nas Arquitecturas da AE, os sistemas e tecnologias que
melhor suportam os processos e actividades da
Organização são também os que melhor suportam a Qualidade na
Organização.
7</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>CONCLUSÕES</title>
      <p>A AE é o conjunto de instrumentos e representações que
permite às Organizações tomarem conhecimento do que
são e do que não são. Esta percepção da AE implica que
os seus instrumentos e objectivos ultrapassam em muito
a comunidade das tecnologias da informação dentro das
Organizações.</p>
      <p>A inclusão dos aspectos de segurança, de melhoria
contínua e da Qualidade alarga o domínio de utilização
da AE, bem como os requisitos dos seus instrumentos e
ferramentas. A AE deixa de ser um instrumento para o
desenvolvimento exclusivo de Sistemas de Informação, e
passa a ser um instrumento ao serviço do
desenvolvimento das Organizações.</p>
      <p>Talvez o principal desafio de uma AE seja fazer-se
entender por todos os Colaboradores da Organização, em
particular pelos que têm potencial para contribuir para a
sua melhoria. Este aspecto tem sido sistematicamente
descurado nos projectos de AE, pois estes têm tido como
objectivo a descrição em papel de uma Organização
perfeita, que acaba na maioria dos casos em “papel para
reciclar”.</p>
      <p>O uso de um framework genérico como o proposto
por Zachman é um elemento fundamental no suporte a
diferentes notações e modelos e no assegurar a coerência
entre estes.</p>
      <p>Temos consciência de que a AE que apresentamos é
ainda um instrumento incompleto de desenvolvimento
de organizações. Estamos a trabalhar e a investigar a
inclusão dos modelos de gestão de competências e do
capital humano na nossa percepção de AE.</p>
    </sec>
  </body>
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