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        <article-title>Categorias de Aristóteles</article-title>
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          <string-name>Substância</string-name>
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        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Árvore de Porfírio</institution>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Departamento de Informática PUC- Rio R. Marquês de São Vicente 225</institution>
          <addr-line>22453-900 - Rio de Janeiro</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
        <aff id="aff2">
          <label>2</label>
          <institution>Julio Cesar Sampaio do Prado Leite Karin Koogan Breitman</institution>
        </aff>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>Ontologias: como e porquê criá-las</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd>Web Semântica</kwd>
      </kwd-group>
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    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>JAI 1 1</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Qualidade</title>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Quantidade</title>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Relação</title>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Onde</title>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Quando</title>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>Posição</title>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>Possuir</title>
      <p>Ação</p>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>Sentimento</title>
      <sec id="sec-9-1">
        <title>Um gato</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-2">
        <title>O gato é preto</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-3">
        <title>O gato tem 50cm de comprimento</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-4">
        <title>O gato tem metade do tamanho de um....</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-5">
        <title>O gato está em casa</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-6">
        <title>O gato saiu ontem</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-7">
        <title>O gato está sentado</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-8">
        <title>O gato tem um rato</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-9">
        <title>O gato está correndo</title>
      </sec>
      <sec id="sec-9-10">
        <title>O gato quer leite.</title>
        <p>Ontologia x ontologia [Guarino98]
• Filosofia
– Disciplina</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-10">
      <title>Ontologia</title>
      <p>• Ciência da Computação
– Artefato
ontologia
3
• Estudo do que existe – being
• Platão – metafísica
• Aristóteles - 10 categorias
• Ontologia: século XVII</p>
      <p>Onto (o que existe) + Logos (conhecimento sobre)
• “A Web Semântica é uma EXTENSÃO da web
atual na qual é dado a informação um
SIGNIFICADO bem definido, permitindo com que
computadores e pessoas trabalhem em
cooperação.” Berners-Lee, Hendler e Lassila
• "The Semantic Web is an extension of the current
web in which information is given well-defined
meaning, better enabling computers and people to
work in cooperation."
2
4
6
• A maior parte dos recursos primários estão
em linguagem natural, compreensíveis para
humanos.
• Metadados.
• Combinar recursos primários com recursos
de metadados.
• Metadados em formato padronizado podem
ser entendidos por software e pessoas.
“an ontology is a document or file that formally
defines the relationship among terms”
“ontologia é um documento ou arquivo que
formalmente define os relacionamento entre
termos”
• Ontologia = taxonomia + regras de inferência
7
9</p>
      <sec id="sec-10-1">
        <title>Definição [Maedche02]</title>
        <p>O : = {C, R, HC, rel, AO} que consiste de:
§ Dois conjuntos disjuntos, C (conceitos/classes) and R
(relacionamentos)
§ Uma hierarquia de conceitos, HC: HC é um
relacionamento direto HC ⊆ C x C chamado hierarquia
de conceitos ou taxonomia. HC (C1,C2) significa C1 é
um sub-conceito de of C2
§ Uma função rel : R → C x C que relaciona os
conceitos de modo não taxonômico
§ Um conjunto de axiomas AO, expressos em uma
linguagem lógica apropriada. 11
Web Semântica - Objetivos
“enriquecer a informação disponível com semântica
que pode ser entendida por máquinas “
“fornecer acesso inteligente a informação
heterogênea e distribuída, permitindo que
produtos de software possam fazer uma
intermediação entre as necessidades do usuário e
as fontes de informação disponíveis. “
ontologia
8</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-2">
        <title>Definição [Gruber93]</title>
        <p>“Uma ontologia é uma especificação formal
explícita de uma conceitualização
compartilhada.”
Conceitualização – modelo abstrato de como as pessoal pensam
Especificação explícita – os conceitos e relacionamentos utilizados
neste modelo abstrato são fornecidos através de termos explícitos e
bem definidos [Gruninger02]</p>
        <p>Para que serve uma ontologia?
Noy &amp; McGuiness:
• Compartilhar entendimento comum de uma
estrutura de informação por pessoas ou agentes de
software
• Permitir o reuso de conhecimento de domínio
• Explicitar hipóteses sobre um domínio
• Separar conhecimento de domínio de</p>
        <p>conhecimento operacional
• Análise
10
12
Porque construir uma ontologia?</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-3">
        <title>Conceitos importantes</title>
        <p>• Explicitar significado
• Integrar recursos na Web
interoperabilidade
Conceito/Classe/Entidade
Objetos que possuem um conjunto de
características que nos permitem
classificálos como sendo membros deste grupo.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-4">
        <title>Conceitos importantes</title>
      </sec>
      <sec id="sec-10-5">
        <title>Conceitos importantes</title>
        <p>Propriedade/Atributo/Role/Slot
Relacionamento/Restriction
Característica
Modo pelo qual duas ou mais classes estão
relacionadas
13</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-6">
        <title>Conceitos importantes</title>
        <p>Generalização X Composição
• Ortogonalidade:
– Generalização = Tipo de (is a)
– Composição = Parte de (part of)
tipo de</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-7">
        <title>Generalização</title>
        <p>Veículo
Terrestre
Aquático
Carro
Anfíbio
Barco
14
16
18
parte de</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-8">
        <title>Composição</title>
        <p>Lâmpada
1
Base</p>
        <p>1 1
Cobertura Interruptor</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-9">
        <title>Exemplo</title>
        <p>Sexo</p>
        <p>Idade</p>
        <p>Espécie</p>
        <p>Ser vivo
humanos
adultos
crianças
homens
mulheres
Taxonomia dos seres vivos
X é uma
subcategoria
de y</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-10">
        <title>Tipos de ontologia</title>
        <p>19
21</p>
        <p>Contra exemplo [Welty02]
• Carro &amp; Motor
– Carro – propriedade – acomoda pessoas
– Motor – propriedade – gera força rotacional
• Motor não acomoda pessoas....</p>
        <p>não é um tipo de carro.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-11">
        <title>Estrutura de ontologias</title>
        <p>• Artefatos com diversos graus de
estruturação
– Taxonomia – Yahoo
– Metadata Schemes – Dublin core
– Lógica</p>
        <p>Enfoques
• Inteligência artificial – Engenharia do
conhecimento
– Esforços voltados ao mapeamento de domínios, criação
de grandes bases de conhecimento para mapear o
conhecimento humano
– Construídas por experts
• Web semântica
– Ontologias voltadas para aplicações específicas
– Construídas por engenheiros de software
20
22
24
• Enfoque top down
• Tempos antigos “divide et impera”
• Sistema e sub-sistema [von Bertalanffy]
• Dijkstra (programming considered a human activity)
• Especifica as partes individualmente
• Satisfeito? O problema está resolvido?
• Constrói as partes individualmente
se uma das partes ainda é complexa: subdividir</p>
        <p>Ontologias enfoque Top-down
• Cyc upper ontology
– Base de conhecimento com 3000 termos
(termos mais gerais da realidade consensual dos
humanos)
• WordNet
– Banco de dados léxico para a língua inglesa
com mais de 42.000 termos</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-12">
        <title>Exemplo WordNet</title>
        <p>WordNet 1.7.1 Search
Search word:</p>
        <p>Results for "Synonyms, ordered by estimated frequency" search of noun
"dessert"
1 sense of dessert
Sense 1
dessert -- (a dish served as the last course of a meal)</p>
        <p>=&gt; course
-(part of a meal served at one time; "she prepared a three course meal")
Return to overview for dessert
Return to WordNet home
25
27</p>
        <p>Dividir para Conquistar
• Enfoque top down
• Desvantagens (Jackson)
– escolha mais arriscada possível
• a maior decisão é qual divisão fazer
• é tomada muito cedo
• pouco conhecimento
• baixa compreensão do problema
– o mundo real não é organizado de modo hierárquico
• estruturas paralelas e concorrentes</p>
        <p>CYC
• Grande número de pequenas ontologias
interligadas
• Em alguns anos toda empresa, universidade,
agência governamental terá seu conteúdo
conectado a uma ontologia
• James Hendler, Agents and the Semantic Web
26
28
30
Linguagens para Ontologia</p>
        <p>Evolução
• XML sintaxe para estruturar documentos. Não
impõem restrições semânticas.
• XML Schema – restringe a estrutura de</p>
        <p>documentos XML
• RDF modelo de dados para objetos e</p>
        <p>relacionamentos. Semântica simplificada
• RDF Schema – vocabulário para descrever
propriedades e classes de RDF. Semântica para
generalização.
• DAML+OIL, OWL – maior vocabulário para
descrever classes e propriedades (relacionamentos,
e.g., disjunção, cardinalidade, igualdade) 33</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-13">
        <title>SHOE</title>
        <p>SHOE – extensão de HTML para anotar
páginas
Desenvolvido na Universidade de Maryland
Informação é embebida nas páginas
Menos expressivo do que RDF(S)
Manutenção é problemática
Projeto foi abandonado</p>
        <p>Linguagens para ontologias na
web semântica
• RDF(S) = RDF + RDF
Schema• XOL (Ontology Exchange Language):</p>
        <p>http://www.ai.sri.com/pkarp/xol/
• SHOE: Simple HTML Ontology Extensions
• http://www.cs.umd.edu/projects/plus/SHOE/
• OIL (Ontology Inference Layer )</p>
        <p>http://www.ontoknowledge.org/oil/
• DAML+OIL</p>
        <p>http://www.daml.org/2001/03/daml+oil-index
• OWL (Web Ontology Language)
http://www.w3.org/TR/owl-features/</p>
        <p>RDF
• RDF - Resource Framework Description – modelo
de dados formal e sintaxte
• Codifica metadados em formato processável por
máquinas.
• Interoperabilidade entre aplicações
• RDF(S) – primitivas para modelar ontologias
simples
• Não é expressivo suficiente (não tem conectivos
para negação, disjunção nem conjunção)
32
34</p>
        <p>OIL
• Ontology inference layer
• Patrocinado pela Comunidade Européia através do
On-toknowledge project.
• Surgiu da necessidade de uma linguagem mais expressiva
do que RDF
• Oferece ferramental de edição – O
• OntoEdit, developed at the University of Karslruhe
• Protégé-2000, Stanford University
• OILed, Manchester University
• Oferece suporte a verificação (pode ser mapeada para
lógica de descrição) FaCT
• Fornece uma extensão para RDF e RDF(S) – ontologias
em OIL são documentos válidos em RDF.
36
• DARPA Agent Markup Language (DAML)
• Desenvolvido pelo Defense Advanced Research Projects</p>
        <sec id="sec-10-13-1">
          <title>Agency (DARPA) em conjunto com o W3C</title>
          <p>• DAML-ONT em Outubro de 2000.
• DAML+OIL Em Dezembro de 2000
• Pode ser mapeada para lógica de primeira ordem (escrita</p>
        </sec>
        <sec id="sec-10-13-2">
          <title>ANSI Knowledge Interchange Format (KIF)</title>
          <p>• DARPA</p>
          <p>mantém uma enorme biblioteca digital de
ontologias – www.daml.org/ontologies
• Favorita em razão a grande base instalada.
&lt;/daml:Ontology&gt;
&lt;daml:Class rdf:about="file:C:\Users\anarosa\Cursos\Ontologias\sobremesa.daml#sobremesa"&gt;
&lt;rdfs:label&gt;sobremesa&lt;/rdfs:label&gt;
&lt;rdfs:comment&gt;&lt;![CDATA[]]&gt;&lt;/rdfs:comment&gt;
&lt;oiled:creationDate&gt;&lt;![CDATA[2003-08-13T20:10:07Z]]&gt;&lt;/oiled:creationDate&gt;
&lt;oiled:creator&gt;&lt;![CDATA[anarosa]]&gt;&lt;/oiled:creator&gt;
&lt;rdfs:subClassOf&gt;
&lt;daml:Restriction&gt;</p>
          <p>&lt;daml:onProperty
rdf:resource="file:C:\Users\anarosa\Cursos\Ontologias\sobremesa.daml#Doce"/&gt;</p>
          <p>&lt;daml:hasClass rdf:resource="http://www.w3.org/2000/10/XMLSchema#boolean"/&gt;
&lt;/daml:Restriction&gt;
&lt;/rdfs:subClassOf&gt;
&lt;/daml:Class&gt;
&lt;daml:Class rdf:about="file:C:\Users\anarosa\Cursos\Ontologias\sobremesa.daml#base_biscoito"&gt;
&lt;rdfs:label&gt;base_biscoito&lt;/rdfs:label&gt;
&lt;rdfs:comment&gt;&lt;![CDATA[]]&gt;&lt;/rdfs:comment&gt;
&lt;oiled:creationDate&gt;&lt;![CDATA[2003-08-13T20:11:41Z]]&gt;&lt;/oiled:creationDate&gt;
&lt;oiled:creator&gt;&lt;![CDATA[anarosa]]&gt;&lt;/oiled:creator&gt;
&lt;rdfs:subClassOf&gt;</p>
          <p>&lt;daml:Class rdf:about="file:C:\Users\anarosa\Cursos\Ontologias\sobremesa.daml#torta"/&gt;
&lt;/rdfs:subClassOf&gt;</p>
          <p>OWL
• OWL em Março de 2003
• Nova linguagem recomendada pelo W3C
• Revisão do DAML+OIL
• Possui três sublinguagens:
• OWL Lite
• Owl Full
• Owl DL (Description Logics) mapeamento para DAML+OIL
• Não existem ferramentas de edição.</p>
          <p>Desenvolvimento de ontologias
• Desenvolvidas por especialistas
• Métodos disponíveis: Tove, Methontology,</p>
          <p>Noy &amp; McGuiness ...
• Maioria é muito vaga ou pesada.
37
39</p>
          <p>Engenharia de ontologias
• Disciplina criada com o objetivo de sustentar o
desenvolvimento de ontologias
• Engoba as atividades de:
– Projeto
– Construção
– Avaliação
– Validação
– Manutenção
– Integração
– Compartilhamento
– Reutilização</p>
          <p>Método “Inicial”
• Identificação do Propósito
• Construção
– Captura
– Integração</p>
        </sec>
      </sec>
      <sec id="sec-10-14">
        <title>METHONTOLOGY</title>
        <p>• Especificação
• Conceituação
• Integração
• Implementação (formalização)</p>
        <p>Processo de desenvolvimento de</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-15">
        <title>Ontologias</title>
        <p>Protégé-2000:
determine
scope
consider
reuse
enumerate
terms
define
classes
define
properties</p>
        <p>define
constraints
create
instances
Na realidade - um processo interativo:
determine
scope
define
properties
consider
reuse
consider
reuse
define
classes
define
properties
enumerate
terms
define
properties
consider
reuse
define
classes
define
constraints
create
instances
enumerate
terms
define
classes
define
constraints
create
instances
define
classes
create
instances
45</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-16">
        <title>Do léxico para ontologia</title>
        <p>C</p>
        <p>R</p>
        <p>AO</p>
        <p>HC</p>
        <p>rel
Lv Lo Lsj Lst
43
Construção de ontologias</p>
        <p>baseadas no léxico
• Pode ser realizada por não especialistas
• Agiliza o processo pois é baseado em um processo
maduro para a construção de léxicos que já foi
validado em inúmeros projetos reais. Modelagem
leve (Lighweight).
• Foco na linguagem:
– Esclarece a separação entre termos específicos de um
domínio daqueles que fazem parte do vocabulário
mínimo.</p>
        <p>Léxico Ampliado da Linguagem
O Léxico Ampliado da Linguagem (LAL) é uma representação utilizada na Engenharia de
Requisitos. O Portal de Engenharia de Requisitos (http://www.er.les.inf.puc-rio.br/ ) assim
define a área:
“A Engenharia de Requisitos, uma sub-área da Engenharia de Software,
estuda o processo de definição dos requisitos que o software deverá atender.
A área surgiu em 1993 com a realização do I International Symposium on
Requirements Engineering. O processo de definição de requisitos é uma
interface entre os desejos e necessidades dos clientes e a posterior
implementação desses requisitos em forma de software.</p>
        <p>Objetivo da ER: entender as necessidades e atender os desejos dos clientes
sempre foi colocado como um dos maiores desafios da Engenharia de
Software. A postura da Engenharia de Requisitos é a de prover ao
Engenheiro de Software, métodos, técnicas e ferramentas que auxiliem o
processo de compreensão e registro dos requisitos que o software deve
atender. Diferentemente de outras sub-áreas da engenharia de software, a
área de requisitos tem que lidar com conhecimento interdisciplinar
envolvendo,muitas vezes, aspectos de ciências sociais e ciência cognitiva.”
44
46
48
O LAL [Leite 90] é uma linguagem de representação
simples. Porque simples? Porque é composta de
apenas 3 entidades básicas: símbolo [1], noção e
impacto. Abaixo descrevemos sua sintaxe. O LAL é
uma linguagem de representação da Engenharia de
Requisitos que tem por objetivo mapear o vocabulário
utilizado no UdI.
[1] Também referenciado como termo.
• Fundamentos:
– A Teoria da Semiótica de Eco: a idéia de símbolos e
sua contextualização.
– A Escola de Vienna (A linguagem das observações de
Carnap): a idéia de que os termos de uma linguagem
devem ser ancorados em fenômenos observáveis.
– Sociologia: a idéia de que a linguagem é uma reflexão
da cultura.</p>
        <p>Léxico Ampliado da Linguagem
• Fundamentos:
– Aspectos Sociais da Computação (Kling): a interação
entre atores sociais e sistemas computacionais.
– Linguagens de Domínio (Neighbors): reutilização em
alto nível de abstração, similar ao conceito de “little
languages” de Bentley.
– Hyperties (Shneiderman): uma das primeiras
implementações de hipertexto.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-17">
        <title>Exemplo</title>
        <p>Mesa/ Mesas
49
51</p>
        <p>Léxico Ampliado da Linguagem
• Basedo num sistema de códigos :
– Símbolos
– Noções (Denotação)
– Impactos (Conotação)
suas nocões.
• Cada símbolo é descrito por seus impactos e
• Símbolo (termo) = entrada no léxico</p>
      </sec>
      <sec id="sec-10-18">
        <title>Exemplo</title>
        <p>Garçon/Garçons
Noções:</p>
        <p>o caixa.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-11">
      <title>Impactos</title>
    </sec>
    <sec id="sec-12">
      <title>Pessoa que trabalha no restaurante. Responsável pela comunicação entre os clientes e Realiza as tarefas: jogar a comanda, entregar o pagamento.</title>
      <p>50
52
54
Abrir a mesa/ Abre
mesa/ Abriu
mesa
Sintaxe:
Sintaxe:
Sintaxe:
{Símbolo}1N</p>
      <p>Palavra | Frase
Sintaxe:
Sintaxe:</p>
      <p>Sentença</p>
      <p>Sentença
LAL: Representação de símbolos na linguagem de aplicação.
Processo de Construção do LAL
classificação e heurísticas
de identificação
IDENTIFICAR
FONTES DE
INFORMAÇÃO</p>
      <p>UdI</p>
      <p>UdI
UdI
técnicas de
elicitação
IDENTIFICAR
LISTA DE</p>
      <p>TERMOS
lista das
fontes de critério de
informação ordenação lista de</p>
      <p>termos
heurísticas de seleção
de termos
heurísticas de
validação</p>
      <p>LAL
lista DEO
de
validação
VALIDAR
LAL
classificação
geral critério de
classificação
lista de
termos
CLASSIFICAR classificados
TERMOS
checklist
heurísticas de
verificação</p>
      <p>VERIFICAR LAL
LAL
modelo
do LAL tipos
heurísticas de
representação
lista DEO de
verificação
lista das fontes de informação</p>
      <p>UdI</p>
      <p>DESCREVER
TERMOS</p>
      <p>LAL
lista das fontes de informação
55
•
•
•
•
•
•</p>
      <sec id="sec-12-1">
        <title>Símbolos do Léxico</title>
        <p>Propriedades dos símbolos:</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-13">
      <title>Cada símbolo tem zero ou mais sinônimos.</title>
    </sec>
    <sec id="sec-14">
      <title>Cada símbolo tem uma ou mais noções.</title>
    </sec>
    <sec id="sec-15">
      <title>Cada símbolo pode ter um ou mais impactos.</title>
      <p>Conceitos importantes:</p>
    </sec>
    <sec id="sec-16">
      <title>Circularidade</title>
    </sec>
    <sec id="sec-17">
      <title>Vocabulário</title>
    </sec>
    <sec id="sec-18">
      <title>Mínimo</title>
      <p>Processo de Construção do LAL
Realizar entrevistas não-estruturadas com atores do domínio.
Listar todas as palavras ou frases “significativas”.</p>
      <p>Realizar entrevistas estruturadas, a lista serve de guia.</p>
      <p>Pergunte aos atores o significado do símbolo
Escrever sentenças curtas e simples distinguindo entre noções e
impactos.</p>
      <p>Orações simples.</p>
      <p>Voz ativa.</p>
      <p>Forma verbal.</p>
      <p>Questione o significado diferenciando entre noções e impactos
Faça a representação do léxico.</p>
      <p>Verifique o Léxico usando inspeções
Valide o resultado com uma entrevista estruturada ou uma reunião
56
58
60</p>
      <p>Regras de Formação do LAL
– 5.1.1 Para cada impacto
• 5.1.1.1 Tentar identificar a importância relativa do termo para a ontologia. Esta estratégia
é similar a utilização de questões de competência proposta em [Gruninger95]. Estas
questões são obtidas através do refraseamento dos impactos de cada símbolo em
perguntas inciadas por quando, onde, o quê, quem, porque, e como.
61
63</p>
      <p>GRUPO
Descrição
Classificação
Identificação
Referência</p>
      <p>Verificação</p>
      <p>DEFEITOS
•
•
•
•
•
•
•
•
•</p>
      <p>Símbolos mal descritos
Símbolos incompletos
Descrição incompatível com o tipo
Classificação incorreta
Símbolos omitidos
Sinónimos incorrectos
Símbolos incorretamente incluidos
Falta de referencias a outros símbolos</p>
      <p>Mal uso de símbolos
Tabela 2 Classificação de Defeitos [Kaplan 00]
62</p>
      <p>Processo
1.Listar os termos alfabeticamente de acordo com seu tipo (verbo, objeto, sujeito ou
estado)
2. Fazer 3 listas: conceito (classe) (C), propriedade (R) and axiomas (AO). Na lista de
classes cada entrada terá um nome, descrição (linguagem natural) e uma lista
contendo de zero ou mais rel ( função que relaciona o conceito em questão a outros,
de maneira não taxonômica). As entradas na lista de axiomas terão nomes (labels)
somente.
3.</p>
      <p>Utilizando a lista de símbolos do léxico classificados como sujeito ou objeto, para
cada termo:
– 3.1 Adicione uma nova classe a lista de classes. O nome da classe é o símbolo do léxico
propriamente dito. A descrição da classe é a noção do termo.
3.1.1 Para cada impacto,</p>
      <p>3.1.1.2.1 Verificar consistência.
Substituto tipo: sujeito
Noções:
Pessoa que está presente na reunião no lugar de outra.</p>
      <p>Ele ou ela foram escolhidos pela pessoa convidada para a</p>
      <p>renião.</p>
      <p>Impactos:
Se não pode estar presente na reunião, manda notificação.</p>
      <p>Se puder estar presente na reunião, manda confirmação.
É aprovado(a) pelo iniciador da reunião.</p>
      <sec id="sec-18-1">
        <title>Exemplo do processo</title>
      </sec>
      <sec id="sec-18-2">
        <title>Léxico das sobremesas</title>
        <p>Elaborar a ontologia de
sobremesas do restaurante Couve Flor
• Oferece 4 tipos de sobremesas: tortas,
pudins, musses e frutas
• As tortas podem ser de chocolate ou frutas. Podem
ter um ou mais recheios e cobertura opcional.
• Somente são servidas musses de frutas
• As frutas, servidas naturais ou em forma de compota
são: morango, abacaxi, maça.
• Algumas sobremesas podem ser servidas quentes.
68
70
72</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-3">
        <title>Léxico das sobremesas</title>
        <p>Fria tipo: estado
Noções:
Temperaturas entre 5° e 15°
Impactos:
Sobremesas frias são mantidas na
geladeira.</p>
        <p>tipo: objeto
Musse
Noções:
Sobremesa leve.</p>
        <p>Impactos:
Sabores de frutas.
É apresentada fria.</p>
        <p>Natural tipo: estado
Noções:
Estado da fruta quando nenhum
processo foi aplicado.</p>
        <p>Impactos:
Servida fria
Quente tipo: estado
Noções:
Temperaturas entre 15° e 30°
Impactos:
Sobremesas são aquecidas no
microondas.</p>
        <p>Torta Musse tipo: objeto
Noções:
Sobremesa leve feita de base de massa
e recheada de musse.</p>
        <p>Impactos:
É apresentada fria.</p>
        <p>Escolher sobremesa tipo: verbo
Noções:
Ato de selecionar a sobremesa
desejada.</p>
        <p>Impactos:
Escolha restrita a tortas, mousses, frutas
ou pudim.</p>
        <p>Doce tipo: estado
Noções:
Sensação gustativa
Impactos:
Todas as sobremesas são doces
Compota</p>
        <p>tipo: objeto
Noções:
Sobremesa feita a partir de
frutas.</p>
        <p>Impactos:
É cozida.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-4">
        <title>Processo</title>
        <p>2. Fazer 3 listas: conceito (classe) (C), propriedade (R) and axiomas (AO).</p>
        <p>Na lista de classes cada entrada terá um nome, descrição (linguagem
natural) e uma lista contendo de zero ou mais rel ( função que
relaciona o conceito em questão a outros, de maneira não taxonômica).
As entradas na lista de axiomas terão nomes (labels) somente.</p>
        <p>Classe
Nome:
Descrição:
Restrições:
Nome:
Descrição:
Restrições:
Nome:
Descrição:
Restrições:</p>
        <p>Propriedade
Nome:
Nome:
Nome:</p>
        <p>Axioma
Nome:
Nome:
Nome:
Base Massa/ Torta de
Massa/Massa
tipo: objeto
Noções:
Sobremesa de corte cuja
massa é elaborada com
farinha de trigo.</p>
        <p>Impactos:
Tem massa de pao de ló.</p>
        <p>73
– 3.1 Adicione uma nova classe a lista de classes. O nome da classe é o
símbolo do léxico propriamente dito. A descrição da classe é a noção do
termo. 3.1.1 Para cada impacto,</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-5">
        <title>Processo</title>
        <p>3.1.1.2 Caso não faça parte da lista (a propriedade não existe), adicione uma
nova propriedade na lista (de propriedades). O nome da propriedade deve ser
baseado no verbo utilizado para descrever o impacto</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-6">
        <title>Process</title>
      </sec>
      <sec id="sec-18-7">
        <title>Processo</title>
        <p>– 5.1.1 Para cada impacto
• 5.1.1.1 Tentar identificar a importância relativa do termo para a ontologia.</p>
        <p>Esta estratégia é similar a utilização de questões de competência proposta em
[Gruninger95]. Estas questões são obtidas através do refraseamento dos
impactos de cada símbolo em perguntas inciadas por quando, onde, o quê,
quem, porque, e como.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-8">
        <title>Estado</title>
      </sec>
      <sec id="sec-18-9">
        <title>Classe</title>
        <p>5.1.2 Caso o termo seja central a ontologia, classifique-o como classe (C)).
Pays
type: verb
Notions:
an action performed by the
customer after the
attendant informs the total.
the customer handles the
payment to the attendant.</p>
        <p>Behavioral Responses:
if the payment is more than
the total, the attendant has to
provide change.
a receipt is printed after the
payment.</p>
        <p>Example</p>
        <p>76
Natural
5.1.3 Caso contrário (o termo não é central para a ontologia) classifique-o como propriedade (R).</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-10">
        <title>Estrutura da ontologia Ferramenta C&amp;L português Ferramenta C&amp;L português</title>
        <p>Fria</p>
        <p>79
LAL
Ontologia</p>
        <p>Adicionando Sujeitos e Objetos
•
•</p>
        <p>Para cada conceito, separar seu
sujeito, verbo e predicado (esse
procedimento se repetirá para todos os
impactos do conceito).</p>
        <p>Verbo:
Processo de separação do
– Verificar se o verbo está
cadastrado na lista de verbos
da Ontologia.
– Em caso afirmativo,
selecionálo, marcar a opção “sim” e
clicar em “Inserir Verbo”.
– Caso contrário, marcar a opção
“não”, digitá-lo e clicar em
“Inserir Verbo”.
• Processo de inserção de</p>
        <p>Axioma:
– Verificar se o termo está
cadastrado na lista do
vocabulário mínimo
– Em caso afirmativo,
selecioná-lo e clicar em
“Inserir Axioma”.
– Caso contrário, digitá-lo
e clicar em “Inserir</p>
        <p>Axioma”.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-11">
        <title>Busca de Informação</title>
        <p>• Utilizar ontologias para reduzir o universo
de opções em buscas na web
– Ontologias restringem o significado de termos
utilizados em buscas por palavras chave
– Auxiliam na montagem da query</p>
        <p>AVI
86
88
90</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-12">
        <title>Outros usos</title>
        <p>• Ciência da Informação
• Gestão do Conhecimento
• Engenharia de Software</p>
        <p>Ciência da Informação
• O termo thesaurus é definido pela UNESCO
(http://www.ulcc.ac.uk/unesco/index.htm) como “a
structured and defined list of terms which standardizes
words used for indexing.” Ainda segundo a UNESCO, um
tesauro geralmente caracteriza-se por:
– fornecer um termo preferido;
– agrupar termos relacionados em uma hierarquia, indicando quais
são os termos mais gerais e quais são os mais específicos;
– acrescentar referências cruzadas entre grupos de termos
relacionados;
– permitir atualização para refletir mudanças no uso dos termos do
tesauro.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-13">
        <title>Gestão do Conhecimento</title>
        <p>91
93</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-14">
        <title>Diferenciar</title>
        <p>• tesauro, vocabulário, dicionário, léxico
• taxonomia
• ontologia</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-15">
        <title>Gestão do Conhecimento</title>
        <p>• Ferramenta (Exemplo) http://www.stratify.com/
•</p>
        <p>Conteúdo (Exemplo) http://www.itscout.org/itscout/
– FlashAtlas includes taxonomies
• IT Infrastructure
• Software Development
• Business Intelligence
• COTS Applications</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-16">
        <title>Engenharia de Software</title>
        <p>Domain
In
Event</p>
        <p>Domain
Domain
Controler
Service
request
Metamodel Class
XML
Hierarchical Structure - ontology
97
98</p>
      </sec>
      <sec id="sec-18-17">
        <title>Referências</title>
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        <p>Bibliografia recomendada
Métodos
[Fernandez-Lopez97]- M. Fernandez, A. Gomez-Perez, and N. Juristo.</p>
        <p>METHONTOLOGY: From Ontological Arts Towards Ontological Engineering. In
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Applications. Knowledge Engineering Review, Vol. 11 No. 2 – 1996. pp. 93-136
101</p>
        <p>
          Bibliografia recomendada
Livros
[Davies03] – Davies, J., Fensel, D.; Hamellen, F.V., editors – Towards the
Semantic Web: Ontology Driven Knowledge management – Wiley and Sons
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[Hjelm01] – Hjelm, H. – Creating the Semantic Web with RDF – Wiley- 2001
[Maedche02] – Maedche, A. – Ontology Learning for the Sematic Web –</p>
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[Sowa00] – Sowa, J. F. – Knowledge Representation: Logical, Philosophical
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2000.
100</p>
        <p>Bibliografia recomendada
Ferramentas
ontology</p>
        <p>environment
Terminologies
–</p>
        <p>TOOL
Linguagens</p>
        <p>Ontolingua
tutorial
–</p>
      </sec>
    </sec>
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