<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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        <article-title>A Melhoria de Processo de Software Baseada no CMM: Um Enfoque para Empresas de Pequeno Porte no BrasH</article-title>
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          <string-name>enci Neto</string-name>
          <email>neto@svconsultoria.com.br</email>
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          <string-name>Dr. Penido Stahlberg Filho</string-name>
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          <string-name>Fredy Valente</string-name>
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          <string-name>Dr. Edson W~ Cazarini .</string-name>
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          <string-name>So Carlos - SP- Brasil izelle@ dc.ufscar.com.br</string-name>
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          <label>0</label>
          <institution>S&amp;V Consultoria e Tecnologia Caixa Postal 781 CEP 13560-320 So Carlos -SP - Brasil . Universidade de So Paulo - So Carlos Av. Dr. Carlos Botelho So Carlos -SP -</institution>
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        <year>2001</year>
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      <fpage>27</fpage>
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      <title>-</title>
      <p>Resumo</p>
      <p>As mudanVas no plano politico ve^m senao
sistemaricamente acompanhadas pelas dz.retrizes do
Gonerno Brasileiro. Programas de qualz.dade,incLuz.ndoa
cerri!icaVa-odos processos e produros de soare, hoje
caracterz`~adoscoma compete^nciaspara competz`tz.vz.dade,
rornar-se-ao z"ndz.spensdveipsara a sobrevive^ncia em
tango prazo no Mercado z"nternacionaL.Pesquisas
constataram uma forte reLaVa-oentre quaL-zdadedo
soare e seu processo de desenvolvz.mento.</p>
      <p>Na quesrdo do avaliaVao e melhor"zado processo, o
CMM (Capabili Maturity Model) quaLz.fica a
capacz"taVaodos processos de soare, com o objerivo de
avail.or o estodo atuaL e dejl~niraV6es para a melhorz.a
evoLutz.va desses processoS~ Ele tambe~m on-enta no
identiflcaVa-odos pro z.cas-chaverequeridas para aumento
da maturidade dos processos. Embora 36% das empresas
brasilez.ras sejam Te pequeno Forte, nenhuma recebeu a
certzcaVa-o CMM.Sua apLica50, porranro, e~jusrz.fzcoda`a
medida qua aumenta a possibil"zdade dos mesmas
participarem do mercado mundiaL, onde sao exigidaS a
capacitaVa-oe maturz.dadedos processos de soare
1. Introdu&amp;o</p>
      <p>Aos valores econ6rnicos classicos - capital, trabalhoe
terra, uma nova dimens&amp;o foi adicionada - a do
conhecimento.Na chamada "sociedade da informsAo", o
quadro mundial passa por fortes e aceleradas
transformaJes em suas estruturaspoliticas, econ6micas,
sociais e culturais, e verdadeiras revoluJes nas
tecnologias de informa&amp;o e comunicaAo~</p>
      <p>Considerando qua o setor de software serzi,Segundo
pesquisas internacionais, responval pelos maiores
indices de crescimento na economia global nos pr6ximos
anos, o Brasil es participando do movimento Que
consiste em uma estrat6gia para o aumento da
competitividadebaseadaem qualidade,custos e efici8ncia.</p>
      <p>Com taxa mia annal de crescimento da receita de
19% sobre os valores correntes, o setor de software
2.
software
brasileiro apresentouum melhor desempenho na decada de
90, quando comparado ao hardware,que cresceu 6% ao
ano no mesmo perfodo. Trata-se de urn mercado de
US$2,5 bilh6es proveruentes da comercializaAo de
software das empresas desenvolvedoras nacionais,
acrescido de US$1 2 bilh6es estimado para a irnporta5o
de software, resultanteda remessaem direitosautorais.</p>
      <p>Neste contexto, o Brasil Esta procurando alcanar
padr6es internacionais efetivos em qualidade e
produtividadeno setor de software.Grandesinvestimentos
tern ocorrido na area com fomento da Sociedade Brasileira
para Promo5o da Export&amp;Vo de Software - SOFTEX
6rgilo gonernamental que tern como um dos objetivos
transformar o Brasil em um centro de excel8ncia na
produo e export&amp;Aode software.</p>
      <p>
        Problemas de empresas que desenvolvem
Segundo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">18</xref>
        ], em muitas organiza6es, os projetos
s8o entregues muito aI6m do tempo planejado e com o
dobro do custo estimado. Os beneficios dos metodos e
ferramentas nAo podem ser gleanados por meio da
indisciplina ou por meio de um projeto ca6tico. Em alguns
casos, a organiza95o nAo possui infra-estrutura e suporte
necessdrios para auxiliarem nos projetos.
      </p>
      <p>Na auncia de um processo organizado de
desenvolvimento de software, os resultados dependem da
exist8ncia de algumas avaliaJes individuais para projetos
pr6ximos. De acordo com [181, a melhoria contfnua,pode
ocorrer somente atrav de esforos focados e sustentados
pela construAo de uma infra-estrutura de engenharia de
software e prticas de gerenciamento.</p>
      <p>QuaRdadeapRcada ao software</p>
      <p>Kan em [9], apresentauma perspectina hist6rica a
respeito da Engenhariade Software.a qual 6 apresentadaa
seguir:</p>
      <p>*Era Funcional - anos 60: Aprendeu-Se a usar a
tecnologia de inform&amp;&amp;opara suprir as necessidades
institucionais e comar a integrar o software nas
opera6es dias das organizaJes.</p>
      <p>*Era do M6todo- anos 70: Devido aos atrasos nos
pianos e ultrapassagem nos custos, a major
preocupao Nessa lase foi o estabelecimento de
planejamento e controle de projetos. Fol quando os
modelos de ciclo-de-vida do software foram
introduzidose analisados.</p>
      <p>*Era do Custo - anos 80: O custo do hardware
comeou a cair e a tecnologia de informs8o tornou-Se
acessivel pessoas, nAo mais somente as
organizaBes. A competi80 das inddstriastomou um
rumo diferente, uma vez Que as aplicaV6es de baixo
custo puderamser largarnenteimplementadas. Assim,
a impocia da produtividade no desenvolvimento
de softwareaumentousignificativamente.Poi no final
dessa dcada que se reconheceu a imponcia da
qualidadedo software.</p>
      <p>.Era da Qualidade- anos 90: Com a tecnologia do
estado da arte, espera-Se slender demanda dos
clientes com a exig8ncia da alta qualidade. Essa
exig8ncia intensificada pela crescente dependncia
da sociedade pelo software.</p>
      <p>A -respeito da qualidade de software, ha muitos
conceitos para deflni-la, sob diferentes pontos de vista
apresentadosna literatura.O Quadro 1 a seguir, &amp;presents
algurnasdestas definiJes:</p>
      <p>Um produto de software apresenta
qualidadedependendo do grau de satisfaAo
das necessidades dos clientes sob todos os
[16]</p>
      <p>E o grau em que o software possui uma [06]
combinaAo desejada de atributos.</p>
      <p>E O grau em que Osatributosdo software
DoDo capazes de desempenharsun finalidade Std2l68
especificada.</p>
      <p>A percep5o da qualidade de software 6 [19]
vista principalmenteem termos de tempo em
que um sistema de software opera
corretamente.</p>
      <p>E a conformidade aos requisitos [14]
estabelecidos, aos padr6es de
desennolvimento documentados e iis
caracteristicasimplicitas que $50 aguardadas
pelos desennolvedoresde software.</p>
      <p>Quadro 1</p>
      <p>
        Defini(;:6essobre Qualidade de Software
Com o objetivo de dar continuidade ao estudo da
quaZidadedo software.o assunto6 dividido em duas ens:
qualidadedo produtoe qualidadedo processo de software.
Estas areass8o apresentadasa seguir.
3.1. QuaRdadedo produto .de software
4.1. Capability maturity model (CMM) - SEI/CMU
De acordo com Endo [02], nos l:iZtimos60 anos,
todo esforo esteve concentrado em se obter controle da
qualidade do produto final, para qua um produto
defeituoso nAo chegasse ils mOs do cliente. Trabalhos
realizados por McCall, apresentados na norma ISO/IEC
9126 [081, procuram definir um conjunto de caracteristicas
que evidenciam a qualidade do produto final [01]. Essas
caracterfsticas sgo definidas para representer necessidades
e desejos daqueles Que est5o direta ou indiretamente
envolvidos com o software, [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">20</xref>
        ]. Pol6m, estudos recentes
demonstraram que a import8ncia dada ao processo de
software 6 uma forrna de garantir a construo de um
produto de melhor qualidade.
      </p>
      <p>32. Qualidade do processo de software</p>
      <p>De acordo com Paulk[13], o processo de software 6
representado pol um conjunto sequencial de atividades,
objetivos, transformaJes e eventos que encapsulam
estrat6Biaspara o cumprimento da evoluV&amp;odo software.</p>
      <p>Para Fiorini [03], conhecer Os processos significa
conhecer como os produtos e serviOs s8o planejados,
produzidos e entregues ao cliente.</p>
      <p>Para que um processo de software seja efetivo no
cumprimento dos sens objetivos, torna-Se accesso um
planejamento detalhado, que revele a realidade do
ambiente de desenvolvimento do software.</p>
      <p>Dene-se considerer aspectos especificos do projeto,
como metas e polmcas, equipe de desenvolvimento,
cronograma, disponibilidade de recursos humanos,
t6cnicos e financeiros.</p>
      <p>Al6m desses aspectos, outros tamb6m devem ser
relacionados ao processo, como: fluxo de informa5o,
condiJes especificas para delimitar o inicio e o Rm de
cada fase, sequenciamento das atividades e pap6is
desempenhados pelas pessoas, [22].</p>
      <p>A grande import8ncia dada ao processo de software
pode ser vista como forma de garantir a construAo de um
software de melhor qualidade. Espera-se que urn processo
contro2ado de software propicie segurana frente as
variaJes que o produto possa softer em relaAo Ils suas
especificaq6es iniciais, [19].</p>
      <p>Para isso, um mecanismo gerencial deve garantir
o cumprimento das responsabilidades e a conduqAo do
grupo para que se possa desenvolver o sistema de maneira
segura e controlada, [09].</p>
      <p>4. Me&amp;oria de processo de software
0 SEI (Soare Engineering Institute) sediado na
CMU (Carnegie Mellon Um`"versit)l),em Pittsburg,
Pennsylvania - Usa, 6 um centro de pesquisa que fol
criado em 1984 pelo Departamentode Defesa dos Estados
Unidos (DoD - Department of Defense) e e patrocinado
pelo OUSD CA&amp;T) (Oce of the Under Secreta of
Defense for Acquisition and Technology). As areas de
atuao do SEI 530:capacita30 de ger6ncia de software e
tecnologia para a engenharia.0 SEI focaliza tambm a
translAo tecnol6gica, ou seja, o desenvolvimento e ado5o
das meZhoresprticas de engenhariade software.</p>
      <p>4.1.1</p>
      <p>Estmtma do CMM</p>
      <p>De acordo com Humprey {052, o CMM promove
nas organizaJes desenvolvedoras de software, um guia de
como alcanar o controle em sens processos de
desenvolvimento e manuteno de software, e um modelo
de como envolver uma cultura de engenharia de software e
prdticas de gerenciamento. 0 CMM fol desenvolvido para
oriental organizaJes na sele5o de estrat6gias de melhoria
de processos pela maturidade atual e identificar areas mais
crfticas de qualidade de software- A Figura I a seguir
ilustra Os Niveis de Maturidade do CMM:</p>
      <p>Como apresentadopela Figura 1, o CMM classifica
as organizaJes em cinco niveis evolutivos de maturidade,
cada nfvel com suas caracteristicas pr6prlas. Estas
caracterfsticasestSo apresentadasno Quadro2 a seguir:
Visac</p>
      <p>Geral
de Maturidade</p>
      <p>dO</p>
      <p>Quadro
dOs Niveis
cMN [13]</p>
      <p>2</p>
      <p>CaracteriSt:I`cas</p>
      <p>Nfvel
CMM
(1)
Inicial</p>
      <p>O processo de desenvolvimento 6
desorganizado e ate ca6tico~ Poucos
processos s2o definidos e
padronizadose o sucesso depende de
esforOs individuals e her6icos dos
desenvolvedores.
(2) Os processos bdsicos de
Repetitivo gerenciamento de projeto esdio
estabelecidos e permitem acompanhar
custo, cronograma e funcionalidade, 6
possivel repetir o sucesso de um
(3)</p>
      <p>Tanto
as
atividades</p>
      <p>d
(4)
Gerenciado
ooerenciamentoquanto de engenharia
do processo de desenvolvimento de
software eso documentadas,
padronizadas, e integradas em um
padr&amp;o de desenvolvimento da
organiza5o. Todos Os projetos
utilizam uma vetso aprovada e
adaptada do processo padr5o de
desenv.olv~imento de software da</p>
      <p>S-ao coletadas medidas detalhadas
da qualidadedo produtoe processo de
desenvolvimento de software.Tanto o
produto quanto o processo de
desenvolvimento s5o entendidos e
(5) 0 melhoramento contfnuo do
Otimizado processo 6 conseguido atravdsde um
feedback quantitativodos processos e
pelo uso pioneiro de id6las e
4.1.2 As areas chave de processos (KPA's)</p>
      <p>Todos os nfveis do CMM com exce5o do nine! 1, s3o
compostos de um certo n6mero de eas-chavede processo
(Key Process Areas ou RPA's), Que descrevem Os
objetivos a screw atingidos, assim como as quest6es a
screw enderadas para se alcanarem estes objedvos e
atingir aquele nfvel. Todas as areas chaves sRo
apresentadasa seguir:</p>
      <p>Quadro 3
Vis o GeraJ dos Niveis de aturidade do
e suas respectivas EPA's [13]
Cl)
(2)
(4)
(5)
de Engenharia Organizacional
e Apoio Defini5o do Processo</p>
      <p>Organizacional</p>
      <p>Programa de
Treinamento</p>
      <p>Gerenciamento de
Software Integrado</p>
      <p>Engenharia de Produto
de Software</p>
      <p>CoordenaAo</p>
      <p>Intergrupos</p>
      <p>Qualidade Gerenciamento
do Produto e do Quantitativodos Processos
Processo Gerenciamento da</p>
      <p>Qualidadedo Software</p>
      <p>Melhorame Preveno de Defeitos
nto Continuo Gerenciamento de
do Processo Mudanas Tecnol6gicas</p>
      <p>Gerenciamento de
4.1.3 O cIminho para o Nfvel 2 de matnridade do
CMM</p>
      <p>A adoi1o do CMM baseia-se em um processo gradual
de aumento da maturidade do desenvolvimento do
software. Essa maturidade pode ser traduzida como a
probabilidadede entregarsistemas de software dentrodos
prazos, utilizando Os mesmos recursos planejados e
atendendoaos requisitose qualidadedesejados{21}.</p>
      <p>O objetivo de alcanar o Nfvel 2 institucionalizarum
processo efetivo de gerenciamentode projetos de software,
Que permite as organizaJes repent suas praticas atraves
de processos implementados para projetos diferentes-Um
processo efetivo pode ser caracterizadocomo aquele Que
praticado, documentado,treinado, medido e ser capaz de
melhorias.</p>
      <p>As organizaJes com projetos em Nine! 2 tern
instalado controles de gerenciamento bdsico de software.
Compromissos realfsticos de projetos $50 baseados nos
resultados observados em projetos previos e nas
necessidades dos atuais.Um gerente de software rasteiaos
custos, tempo, funcionalidade e Os problemas s5o
identifxcados. Os requisitos SRO desenvolvidos e sua
intedade conolada. Projetos padr $50 denidos e
a orgaao assegma Que Os mesmos serAo fxelmente
segdos.</p>
      <p>aprendo a gulf, dehamento das As
referentes ao NfveI 2 do C.</p>
      <p>A 1 - Gerenciamento de Requisitos: a proposta do
Gerenciamento de Requisitos estalec um
entendimentocomum ene o clite e a pe do projeto
sobre Os ruisitos alocados ao sowe. Envolve o
estalecimento e manuten30 dos ruisitos de acordo
com as necessidades do cliente. O cliente pode ser
interpretadocomo o grupo de engenharia,marketing,outro
intemo da organizaV&amp;ou um cliente externo. Este acordo
forma a base para estimar,planejar,executare localizer as
atividadesdo projeto de software ao longo do sen
ciclo-deVida,[13]~</p>
      <p>KPA 2 Planejamento do Projeto do Software: o
prop6sito 6 estabelecer pianos para o desempenho e
manuten50 do projeto de software. Envolve o
desenvolvimento de estimativas para o trabalho,
estabelecimento de compromissos e de um piano para
guiar o projeto. 0 planejamentocomea com a declara5o
do trabaJho e outras metas Que definem o projeto
(estabelecidos pelas praticas do Gerenciamento de
Requisitos). O processo de planejamento inclui passos
para estimar o tamanho do produto de trabalhoe recursos
necessdriOs, identificaVo e avaliao de riscos. A
inter&amp;50 atrav6s desses passos deve ser necessdria para
estabelecero piano do projeto.Esta piano promove a base
para o desenvolvimento e gerenciamentodas atividadesdo
projeto e encaminhaas necessidades do cliente de acordo
com os recursos e capacidadesdo projeto.</p>
      <p>KPA 3 - Acompanhamentoe Superviso de Projeto de
Software; sua fmalidade 6 promoveruma vio adequada
do progresso real do projeto, de modo que o
gerenciamento possa tomar medidas efetivas quando o
desempenho desvia-se do plano proposto. Envolve
acompanhar e revisar Os resultados e as realizaJes do
software confrontandocom as estimativas documentadas,
compromissos e pianos. Envolve taml::)6mo ajuste de
pianos com base nos resultados alcanVados. Os
mecanismos utilizados podem ser revis6es intemas com a
participa8o dos desenvolvedores e gerentes e revis6es
formals com Osclientes. Quando ocorrerum desvio entre
Ospianos e Osefetivos resultados,deve-Se alterara forma
como o trabalhoesta sendo desempenhadoou ajustar os
planos.</p>
      <p>EPA 4 - Gerenciamentode Subcontratosde Software:
sua finalidade e selecionar fornecedores qualificados e
gerenci Os eficazmente. Esse processo envolve
estabeJecer comprornissos, acompanhar e revisar o
desempenho e os resultados obtidos. Na selAo e
gerenciamentodo fomecedor, s80 necessarios documentos
coma cldusulado contrato,requisitos do projeto.,produtos
a serem entregues, padr6es e procedimentos a serem
seguidos.</p>
      <p>EPA 5 Garantia de Qualidade de Software: sua
proposta6 promovero gerenciamento,com visibilidade do
processo Queest;isendo utilizadoe dos produtos que eso
sendo construidos. Envolve revis5es e auditories nos
produtos de software e Has atividades para assegurarQue
esriio em conformidadecom Os padr6es e procedimentos
aplicados.</p>
      <p>EPA 6 - Gerenciamentoda ConfiguraAo de Software:
sua proposta 6 estabelecer e rnanter a integridade dos
produtos do projeto ao longo do ciclode-vida. Envolve
identificar os itens de configura5o, controlar
sistematicamenteas alteraJes e mauler a integridado da
configurago ao longo do ciclo-de-Vida.Utiliza linhas de
refer8ncia (baseLines) qua servem como um marco no
ciclode-vida do software. Os itens Que passam por ulna
baseline podem ser alter&amp;dos somente arrays de
procedimentosformals de controle de mudanas.</p>
      <p>0 SEI estabeleceu uma proposta Que descreve
lases, atividades e recursos Recessos para tomar
iniciativas de melhoria de processo com sucesso, [12]. De
acordocom Fiorini [03], esta proposta6 similar ao ciclo de
meZhoriaPDCA (P/an, Do, Check ana Act - PZanejar,
Fazer, Verificare Agir) e 6 denominadaIDEAL.</p>
      <p>4.2.</p>
      <p>O modelo IDEAL
0 modelo IDEAL (/nitiating, Diagnosing,
EsrabiLishz.ng,Acting and Leamz`ng - Inicializao,
Diagn6stico, Estabelecimento,Ao e LiJes Aprendidas)
versiio 1.1, descreve uma abordagem de ger6ncia Que
ajuda as organizaJes desenvolvedoras de software a
melhorarem sen processo de desenvolvimento. Este
modelo estabeiece um program&amp;de melhoria continua de
processo de software. A Figura 2 a seguir, apresenta sua
estrutura;</p>
      <p>Estrutura</p>
      <p>De acordo com Endo [02], cada uma das lases 6
realizada anands da execu2o de uma sqrte de atividades
descritasa seguir:</p>
      <p>Fase 1-Inicializao: dove-se articulara aplicaV8odos
esforos para satisfazer ils necessidades` de neg6cio,
asseguraro suporte ao gerenciamento e colocar em prdtica
uma infra-estrutura para gerenciar Os detalhes de
implementsAo do processo de melhoria.</p>
      <p>. Esamulo para Mudanas; envolve definir as
necessidades de neg6cio que alavancam as
mudanas nas praticasda organizaVAoQ.uandoas
necessidades de mudanas o evidenciadas par
raz6es de neg6cio, e mais facil convencer a
organizaAo como um todo, e existem rnaiores
chances de sucesso.
. Estabelecimento do Contexto: ap6s estarem
definidas as raz6es para melhoria, a organizaAo
estabelece o contexto para o trabalhoque vai ser
realizado. Isso significa definir Dude Os esforos
se enquadraxBo na estrat6gia de neg6cio
organizacional, que metas e objetivos ser8o
afetados pelas mudanas como isso vat incidir
sobre trabalhos futuros e quais as resultados
esperados.
. Definio de Patrocinador: o patrocinador deve
ajudara mantero comprornissonos momentos de
dificuldades e garantir as recursos essenciais
utilizados durantea melhoria.</p>
      <p>Fase 2-Diagn6stico: deve-se desenvolver um
entendimentodo trabalhopara a melhoria.</p>
      <p>. Fornecimento de Infra-Estrutura;envolve definir
um mecanismo para gerenciar as esforOs para
detalhes de implementa&amp;o. e tamb6m fornecer
um contrato que documente e esclarea as
expectativas, e descreva as atividades e
responsabilidades.
. CaracterizaAo dos Estados Atual e Desejado:
urnavez identifxcadoo estado atual,pode-se usar
o CMMpara definiro desejado.
. Desenvolvimento de RecomendaJes: as
atinidades da fase de diagn6stico so
desempenhadas pelas pessoas mais experiences
ou par especialistas na organiza5o Suas
recomendaJes 850 daseadas nas decis6es
tomadaspelos gerenteschefe e patrocinadores.</p>
      <p>Fase 3-Estabelecimento:deve-se desenvolverum piano
detalhado do trabalho,coma par exemplo: prioridadese
restriJes do ambiente operacional. A seguir, uxna
abordagem Que home esses fatores, aJes especfficas,
prazos, produtos liberdveis e responsabilidades so
incorporadasao piano de a80.</p>
      <p>. Estabelecimento de Prioridades: envolve
LimitsiiO de recursos, depend8ncias entre as
atividades recomendadas,interveno de fatores
extemos e prioridadesglobals da organiza5o.
.</p>
      <p>Desenvolvimento de Abordagem: Envolve a
compreeno do escopo do trabalho com a
conjunto de prioridades, levando a desenvolver
uma estrat6giade acompanhamentodo trabalhoe
iderxtifica2o da disponibilidadede recursOs.
* Planejamento das Ades: deve-Se desenvolver um
piano deta]hado de implementao, o qual inclui
cronograrna, tarefas, prazos, recursos,
responsabilidades, medidas, riscos e estrat6gias.
. Fase 4-Ao: envolve implementar o trabalho Que
foi contextualizado nas lases anteriores.
. CriaVo de SoluV:Aod:esenvolver a melhor soloko
destinada its necessidades previamente identificadas
na Organizao.
. Teste da SoluV:8o:a soluV:2odeve ser testada, pois
por mais Que ela seja hem elaborada, raramente
funciona como planejado.
. Refinamento da SoluV5o: a soluV:o pode ser
modificada para refletir o conhecimento e a
expert8ncia obtidos.
. Implementao da soluV:5o:deve-Se implementer a
soluV:Aopar coda organiza&amp;o, utilizando algumas
abordagens, como For exemplo: just-in-time.</p>
      <p>Fase 5-LiBes: nessa lase, coda experiencia adquirida e
revista para determinar o que foi cuxnprido e como a
organizaV:Ao pode implementar melhorias mais
eficientemente no futuro.
. Anlise e Validao: essa atividade responde a uma
s6fie de perguntas: de Quemaneira o esforo cumpriu
a proposta esperada?, o quo funcionou melhor?, o
que pode ser feito para melhorar a efxci&amp;ncia?.Os
dados s5o coletados, analisados, resumidos e
documentados. As necessidades identificadas na lase
de inicializa98o 8o examinadas para verificar se
foram ou nAosatisfeitas.
. Proposta de Futures AJes: as recomendaV:6es
baseadas na andlise e Valida5o s8o desenvolvidas e
documentadas.
5. Empresas
software
bras8eiras
desenvolvedoras
de</p>
      <p>Quest5es relacionadas ao planejarnento
estrategico, programas e sisternas da qualidade (de
produtos e de processos de software), incluindo sua
certifio, hoje caracterizadas coma compet8ncias
qualificadoraspara competiV8ono mercado global,
tornarseo um conjunto de compet8ncias bicas para sua
sobreviv8nciaa longo prazono mercadointernacional.</p>
      <p>De acordo com QUEIROZ(2000), do Ministerio
da Ci8ncia e Tecnologia, embora as empresas nacionais
de software estejam aumentandoseas quadros com
mAode-obra especializada e busquem corrigir falhas ouvindo
os clientes, a procura par prograrnas de melhoria de
qualidade ainda 6 baixa. Por6m, pode-se observer. de
acordo com o Gr:ifico 1, um nOmero crescente de
empresas em processo de implants2o a cads ano, sendo
que, mars da metade desses programasforarnimplantados
a partirde 1997,
______________________________________</p>
      <p>Grhf i c o 1</p>
      <p>Distribuio das empresas, Segundo ano de
implantaAo de programa de Qualidade Total, Sistema de
Qualidade ou similar [10]
-no-"rrnaesp-rojetos relac'ionaos ao tea, como:</p>
      <p>- SPICE, que 6 um projeto que fol
estabelecido em junho de 1993 pela ISO/IEC
ffCl/SC7 (Subcomit de Xngenharia de Software)
com tres objetivos principais: auxiliar o
desenvolvimento de uma Norma Internacional para
avaliaVo de processos de software; coordenar e
analisar utilizaJes desta futura Norma Para subsidiar
revis6es antes de sua publica80; e dissemina'"la no
mercado;</p>
      <p>. Norma ISO/IEC 12207, Information
Technology - Software Life Cycle Process, Que
define os processos de software, apresentando
framework para processo de ciclo-de-Vida com
terminologia hem definida</p>
      <p>- CMM (Capability Maturity Model)</p>
      <p>Aldm do ClvlM ser um modelo para avaliaBo da
maturidade dos processos de software de urns organiza80,
ele tamb6m orienta sen usuo identificao d
prticasve, que so reque p aumentar a
matdade dess processos, de acordo com o co 2
Tabela 4, tal conceito conhido por 47% empras
brasileir sendo usado por 21% dessas.</p>
      <p>0
aproximando
software
do padr8
prodnzido no Brasil es Se
intemaciona/, o que j5 permite as
Conhecimerl~o</p>
      <p>Quadro 4
dOS Model Os C~</p>
      <p>e SPICE [1O</p>
      <p>Gr fico 2
COnhecimentO do NOdelOs e NOrmas da</p>
      <p>Qualidade de Processos [10]
"Careaon-a"
Conhece e usa sistemaneamente
Conhece e comeca a usar
Conhece mas no usa
N conhece
N.'
8
165
234</p>
      <p>A aplicaAo do CMM nos processos de
desenvolvimento de software em empresas brasileiras de
pequeno porte e justificada medida em Que aumenta
significativamente a possibilidade de participarem do
mercado mundial, junto ao qual 6 exigido a certifica8o
em sisternasde qualidade~
6.1. O arnbiente</p>
      <p>O estudo de caso foi conduzido em uma empress
brasileirade pequeno porte desenvolvedora de solo6es de
software. A empresa em questdo, conta atualmente com
cerca de vinte desenvolvedores e tr8s gerentes de projetos~
A implementa3o do CMM Nine} 2 foi encaradapor sews
diretores como um novo projeto, desta forma, equipes
foram formadase cronogramasdefinidos.</p>
      <p>O atingimento deste mvel costuma ser o mais dificil e
o Que despende mais tempo e esforOs, uma vez Que a
organize50 evolui do rlivel ca6tico de desenvolvimento,
ou seja, sem padr6es ou metodologias, para seguir um
modelo padronizado de garantia da qualidade de sens
processos de software.</p>
      <p>A seguir s5o apresentadas as fases de implementa5o
do CMM Nivel 2 utifizando-se o Modelo IDEAL como
guiapara melhoriados processos de software.</p>
      <p>As melhorias do processo de software devem ser
conduzidaspor equipesQuetenhamconhecimentos s6iidos
em engenharia de software e sistemas de qualidade. Nas
pequenas empresas,as equipes podero ser compostaspor
membros da pr6priaorganiza50, onde urnspessoa poderd
desempenharvios papeis.</p>
      <p>Na empresa em quest8o, a primeira equipe
formada foi o SEPG (Soare Engineerz`ng Process
Group), constituidapor um funciondrioe dois contratados.
Essa equipe foi responsavel por conduzir as atividadesde
manutenAo e meJhoriado processo de software.</p>
      <p>A seguir, foi definido o Cowit&amp; Estrat6gico,
responsdvel em prover os recursos necessariOs para o
projeto. assim como aprovarnovos processos e polfticas.</p>
      <p>0 terceiropasso foi a defini5o das pessoas-Chane,
responsdveis por fornecer aspectos de gerenciamento e
planejamentodosprocessos atuais.</p>
      <p>Ap6s formados Os grapes, foram ministradas
palestras sobre os conceitos e praticas do CMM, com o
objetivo de difundira id6ia de qualidadepor codaempresa,
diminuindo assim qualquer resist8ncia por parte das
pessoas envolvidas no processo.</p>
      <p>6.3. Falsede diag;l:L6stico</p>
      <p>O objetivo desta lase e conhecer a situaVo real da
empresa em materiade produAo de software,[04].</p>
      <p>For se tracerde urna empresa de pequeno Forte, a
estrat6gia utiJizada pelo SEPG para levantamento dos
processos atuais foi entrevistas individuals. As
informag6es coietadas foram inicialmente gravadas e
posteriormentedocumenta.</p>
      <p>Um outroinstrumentousado para o ievantamentoe
avalia5o da situsAo da empresa fol a apiica8o do
Questiono de Maturidade,desenvolvido peJo SEI, que
ap6s estudado pelo SEPG, fol aplicado as pessoas
relacionadas aoprocesso de desenvolvimento.</p>
      <p>Anaves das inforrna6es ievantadas, o SEPG p6de
ter urnaviso abrangenteda atual situaVo do processo de
software da empresa identificando os pontos fortes e
fracos relacionados a cads ea-chave, propondo ent&amp;o,as
melhoriaspara os pontos fracos.</p>
      <p>6.4. Fase de estabelecimento</p>
      <p>Nesta fase deve-Se desenvolver um piano de aVo
para o atingimentodas areas-chave de processo requeridas
para o Nivel 2.</p>
      <p>Devido ao faro do CMM n8o estabelecer como os
procedimentos de melhoria devem ser implementados,fica
a crit6rio da empress desenvolver mecanismos para a
conduAo de sens processos de melhoria.</p>
      <p>A seguir ( apresentadaurnsvisAo geral dos padr6es
para o atingimentodas Ineas-chave 1 e 2 desenvolvidos e
estabelecidos na empresa em questo:
6.5. Fase de implementao</p>
      <p>Fase em Que so colocados em pratica Os pianos de
ao definidos anteriormente~ Isso pode ser feito atrav6s
da` supervisdo e acompanhamento de projetos-piloto na
organiza50.</p>
      <p>Para o estudo de caso, os padrs de documentos
acima forum utilizados em cinco projetos de pequeno
porte.</p>
      <p>6.6. Fase de K6es aprendidas</p>
      <p>Nesta fase, todas as prticas hem sucedidas so
documentadas,servindocomo base paraprojetos futuros.</p>
      <p>Como, na empresa estudada, a implementa5o do
CMM Nivel 2 6 recente, ainda no se fez uso dos projetos
documentados como base para estimativas em novos
projetos.</p>
      <p>7. ConclusSes</p>
      <p>Neste artigo, fol proposta uma estrat6gia para
implementer um processo de desenvoivimento e
manutenVAodo software. Esta proposta segmu algumas
diretrizes Que um processo deve ter, indicando como
avaliar se as metas desejadas estAo sendo satisfeitas ou
n8o.</p>
      <p>No estudo de caso proposto, sugeriu-se
primeiramenteemendero funcionamentodos processos de
desenvolvimento da empresa verificando-Se quais
precisaramser modificados, adicionados e principaJmente,
documentadosde acordocom as
areas-chave</p>
      <p>Finalmente, o processo de implementaVo relatado,
poderd servir como base para a cria5o de um modelo de
refer8nciaimetodologia para empresas de pequeno porte
que vivam a mesma dificuJdade.
8. BibliograBa</p>
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