<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>A Evolu5o da Qnalidade no Setor de Software BrasHeiro: Quatro Bi8uios Medindo e Acompanhando Indicadores de Gest5o</article-title>
      </title-group>
      <pub-date>
        <year>2001</year>
      </pub-date>
      <fpage>53</fpage>
      <lpage>61</lpage>
      <abstract>
        <p>Oprop6sito deste artigo e-apresentar uma v!sao geral do projeto de pesquisa ..Qualidade no Setor de Soare Brasilez.ro", concebido em 1993 e conduzidopelo governo brasilez"roem parcerz.acom diferentes agentes responsdveis pela formulado e execuVa-oda Polltica de Sothvare no pals. Apresenta-se, az.nda, dz.agn6st!co sintetz`co da evoluVa-oda qualz"dadedeste setor, elaborado a partir de !ndicadores medidos sobre gesta-o da qual!dade, gesta-o empresan"aL, gesta-o do conhec!mento e processos de sofivvare, de!xando explicz.tadoscaminhos possiveis que conduzem ao tema a partir de diferentes pdginas na Intemet.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>http://www.mct.ov.br/sepin</p>
      <p>O BrasiJaprovouem /984 a primeiralegisJa8o
especifica de estimuJo ao setor de Informatica,
conhecido internacionaJmente como setor de
Tecnologias da InformaSo - TIS, construindo ao
Jongo da exist&amp;ncia desta poJftica um cenario
propicio a consolidao do pals como produtor
mundial de software - setor dotado de forte
dinarnismo inovativo e Que Se constitui em
eJemento central no novo paradigma
tecnoecon6mico sendo instrumento central na redugAo
dos riscos e dos custos nos processos de produViio
de hens e serviVos.</p>
      <p>No mundo, aos vaJores econ6micos classicos
capital, trabalho e terra, uma nova dimensSo foi
adicionada- conhecimento. Vivemos a "sociedade
da informa&amp;o", com o quadro mundiaJpassando
por fortes e aceJeradas transforrnaJes nas
estruturas poJiticas, econ6micas, sociais e culturais,
e verdadeiras revoJu6es nas tecnoJogias da
inforrna8o e comunica5o.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Nesta contexto, um grande desafio a laser&amp;o</title>
      <p>do BrasiJ na nova .economia digital", onde o setor
de software desponta como agente critico da
participaAo em um ceno aJtamente cornpetitivo
desta economia gJobaJizada e transnacionaJ.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>A partir de /994, o segmento de software teve</title>
      <p>poJftica estruturante, baseada no macio
investimento em formao de recursos humanos e
distribui5o de n(icleos e incubadoras peJo pafs para
apoio a empreendimentos nascentes.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>No ano anterior, jd havia sido instituido o</title>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Subcomit&amp; SetoriaJ da QuaJidade e Produtividade</title>
      <p>em Software dentro do Programa BrasiJeiro da</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>QuaJidade e Produtividade, criado em 1990</title>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>PBQP/SSQP-SW, com objetivo fundamental de</title>
      <p>aJcanar padr5es internacionais efetivos em
qualidade e produtividade.</p>
      <p>Apostando no setor de software brasileiro, fruto
da negocia&amp;o conduzida peJo governo com o setor
privado, a academia e demais integrantes do setor
pdblico, ha nma nova proposta de polftica ativa,
onde Os pontos fundamentals sac a competitividade,
o empreendedorismo, a forrnag2o e quaJifica&amp;o de
recursos humanos e o marketing do software
nacionaZ, com o objetivo de criar condis
dinAmicas de desenvoJvimento da produ5o e
comerciaJiza5o de software no pais.
2. O trabalho de pesquisa da qualidade</p>
      <p>H5 quarto bi8nios a qualidade nas empresas de
software Vern sendo medida e acompanhada no
Brasil a partir de pesquisas amostrais diretas
realizadas a cada dois anos desde 1993, sob a
condo5o da Secretaria de Polftica de Inforrnatica
do Minist6rio da Ci6ncia e Tecnologia
MCT/SEPIN, no kmbito do SubcornitSSetorial da
Qualidade e Produtividade em Software do
ProgramaBrasileiro da Qualidade e Produtividade
- PBQP/SSQP-SW, em parceria com entidades
privadas representativas do setor - Sociedade
SOFTEX (consulte www.sojiebr), ABEP (consulte
www.abep.sp,gov.br), ABES (consuLte
www.abes.org.br), ABINEE (consulte
www,abinee.org.br), ASSESPRO (consulte
ww\v.assespro.org. br) e SUCESU (consulte
www.sucesu.org.br), Que distribuem e captarn os
formulios de seus associados, convidados a
participarespontaneamente.</p>
      <p>A metodologia de pesquisa utilizadatern sido a
amostragem, com popula980 alvo constitufda por
empresas que desenvolvem software pacote
pacged soare; software sob encomenda
custom soare; software embarcado- embedded
or bundled soare; e software para Internet
/nternet-enabLe soare, al6m de empresas
distribuidorasou editoras de software de terceiros.</p>
      <p>Para uma popula5o anual estimada em 2.500
empresas ativas, considerando um nine} de
confiabilidade de 95% sobre os resultados das
pesquisas,, Os erros maximos alcanados com as
amostras obtidas oscilaram entre 3,590 e 5,5%,
permitindo compara6es hist6ricas e ana1ise de
tend&amp;ncias.</p>
      <p>Ao longo do periodo de realizao destas
pesquisas, mantida a periodicidadebienal proposta,
o numero de empresas participantes mais Que
dobrou, passando de 282 em 1993 para 589 em
1997, indicando crescente motivaAo sobre o tema
por parte das empresas e refletindo o esforo
conjunto dos agentes envolvidos. Atd sua quarta
edi80, em 1999, quase 1.800 empresas haviam
sido ouvidas.</p>
      <p>0 instrumento de coleta aplicado 6 do tipo
formuldrio estruturado n2o disfarado, composto
por quest6es fechadas de oko dnica, quest6es
fechadas de op9o mOltipla, quest6es escalates e
algumas poucas quest6es nominals abertas,
utilizadas para perrnitir a especifica9iio de
categoriasniio explicitadas.</p>
      <p>Um conjunto amplo e abrangente de quests
(veja o quadro "Estrutura e Conteddo da Pesquisa
da Quaildade") permite acornpanhara evoluV5odo
setor no que diz respeito ao planejamento
estrat6gico nas empresas, sistemas da qualidade e
certificaBo, qualidade dos processos e dos
produtos de software, gasriio da for de trabalho,
relacionamento das empresas com seus clientes,
mdtodos, ferramentas e procedimentos para a
qualidade dos produtos de software, de modo a
reforar a5es dos varios agentesinteressados.</p>
      <p>Em 1999, a pesquisa "Qualidade no Setor de
SoftwareBrasileiro"fol ampliada para "Qualidade
e Produtividade no Setor de Software Brasileiro
com a inclus5o de quest6es sobre mdtodos
utilizadospara medir a produtividadedos processos
de software, baseados em mdtricas - Rubes de
c6digo (LOO e pornos de funo nction poz"nt)
de modo a possibilitar a obteno de novos
indicadores.</p>
      <p>Adicionalmente expansAo do escopo da
pesquisa, naquele mesmo ano de 1999, realizou-se
em parceriacom o InstitutoBrasileiro de Qualidade
e Produtividade do Paran;i- IBQP-PR (consulte
www.ibqppr.org.hr) a pesquisa "Produtividade
Sistmica no Setor de Software Brasileiro",
obtendose indicadores in6ditos de produtividade
sistemica paraum setor da economia, envolvendo a
analise da riqueza geradae no somente as vendas
da empresa~
3. As empresas
produtos
de software
e sens</p>
      <p>O mercado interno brasileiro de software 6
projetado em USS 3,2 bilh6es para o ano 2000
provenientes de empresas instaladas no pais, ap6s
crescimento medio annal de 19% registrado na
d6cada de 1990. Se considerado em conjunto com
os serviVostecnicos de informdtica a participaV5o
relativa sobre o setor de Tecnologias da Informa50
como um todo passou de 42% para 51% ao longo
do mesmo penodo.</p>
      <p>Categorias
PrWdpais Hens</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>Caracteriza5o da Organiza80</title>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>Atividades</title>
    </sec>
    <sec id="sec-10">
      <title>InformaAo em</title>
    </sec>
    <sec id="sec-11">
      <title>Tecnologia da</title>
      <p>Atividades no tratamento de software</p>
    </sec>
    <sec id="sec-12">
      <title>Origem do capital majoriuirio</title>
    </sec>
    <sec id="sec-13">
      <title>LocalizaAo geografica</title>
      <p>Idadeda empresa
PorteSegundoa fora de trabalho
PorteSegundoa comercializa80</p>
    </sec>
    <sec id="sec-14">
      <title>Tipos de produtos desenvolvidos</title>
      <p>PromoVBoda atualiza&amp;oprofissional</p>
    </sec>
    <sec id="sec-15">
      <title>Capacitao da fora de trabalho</title>
      <p>Gest5o do QualificaAo profissional da fora de
Conhecimento trabalho</p>
      <p>Quase 60% das empresas pesquisadas iniciaram
nos anos 90 suas atividades em Tis, sem se
restringirema atividades ligadas ao software. Um
conjunto diverso amplia a atua9Aodas empresas
servios de automa50 comercial, automa80
industrial e processamento de dados, que se
mantSm estdveis; consultoria e projetos, com
percentuais crescentes; e serviOs de treinamento,
manuten50 e assistncia tnica. e distribuiBo ou
revenda de produtos de hardware com queda na
participa20.</p>
      <p>fId predominncia de rnicro(valor at6 USS 65
mil de comercializa50 bruta anual proveniente de
software) e pequenas empresas (acima de USS 65
mil a USS 390 mil) que juntas representavam67%
na pesquisa de 1997 e 6390, em 1999,
observandose urnincrementosignificativo no grupo de grandes
empresas (acima de USS 1,4 milh6es), que passou
de 14%para21% no mesmo biSnio.</p>
      <p>Tal distribui50 ahem-se com o percentual de
microempresas caindo de 29% para 17% com um
aumentoequivalente de grandes empresas, de 21%
para 33%,quandoapuradosOsresultadosde receita
provenientesda comercializaBo de outrosprodutos
e servios de inforrnaticaou nAo.</p>
      <p>Porte das empresas, segurtdo
nerciali7aC&amp;o bruta annal- 1999</p>
      <p>Micro</p>
      <p>Pequena</p>
      <p>M(ii!dia</p>
      <p>Grande</p>
      <p>Considerando a fora de trabalho efetiva das
empresas, confirma-se a predominAnciade micro
(de I a 10 pessoas) e pequenas empresas (de II a
50 pessoas) com percentuais superiores a 70%
desde 1995.</p>
      <p>Sabendo Que as empresas contam com um
contingentede pessoas terceirizadas,que se somam
aos colaboradores efetivos, p6de-Se redistribui-las
considerandoa forVade trabalhototal. Com o Forte
calculado desta forma, ocorre forte innerso na
participaAo das micro e pequenas empresas com o
percentual de rnicroempresascaindo de 43% para
28% e o de pequenas empresas aumentandode 30%
para 40%.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-16">
      <title>Porte das empresas, Segundo a fora de trabalho 1999 %</title>
      <p>% Mtaro
p eqno6d
ia</p>
      <p>Grand~</p>
      <p>Software financeiro (35% das empresas),
produtos voltados ea de adrninistraAo(31%),
automaBo comercial (26%), contabilidade(25%) e
administraiio de recursos humanos(20%) foram as
categoriasde software rnais apontadasna pesquisa
de 1997 e mantiveram-se no grupo principal em
1999.
mstcibuiQAo das empFesas, setm:l:ldo
principals tipos de soHware desenvolvido
Categorias</p>
    </sec>
    <sec id="sec-17">
      <title>Financeira</title>
      <p>AdministraAo
geral</p>
    </sec>
    <sec id="sec-18">
      <title>Autamao comercial</title>
      <p>Cantabilidad</p>
    </sec>
    <sec id="sec-19">
      <title>Administr3o de recursos burn&amp;nos</title>
      <p>Pdgina Web</p>
    </sec>
    <sec id="sec-20">
      <title>Gest5o integrada -ERP</title>
      <p>Administrao
pdblica
Administra9&amp;ode
serviOs
Autorna92o
escrit6rios</p>
    </sec>
    <sec id="sec-21">
      <title>AutornaVRa industrial</title>
      <p>Base
1995</p>
      <p>1997
No
90</p>
      <p>N
96</p>
      <p>1999
No</p>
      <p>QQ</p>
      <p>Em 1999, coma anteriormente, p6de se
observer que, al6m do enquadramenta dos pradutas
na categaria geral de administraa, faram
assinaladas categarias mais especificas Nesta area
administra50 de recursos humanas (20%),
administra&amp;o pdblica (16,5%), adrninistra5o de
serviOs (16%) e adrninistraAo escolar (13%),
integrantes do conjunto de principals tipos
desenvolvidos; e, ainda, administraAa juridic&amp;
(7%) e autros tipos rldo especificadas (6%), com
menar representatividade.</p>
      <p>Aparecem, tamb6m em 1999, autras categorias
de automaa, com major ou menar participaiio
automaAo de escrit6rias e automaAa industrial
(15%), autama9&amp;a bancaria (10%), automa5a
predial(4%) e autras (7%).
4. A rela50 das empresas
profxssiomxisdo setor
com
os
0 capitalhumana das arganizal;6es6 a fora
motrizcapaz de promavermajor produtividade,
criernovos valores e, cansequentemente,aumentar
a competitividade.</p>
      <p>As empresas v8m senda questionadasquanto k
qualificaV2o,atualiza80 e capacitaVAaprofissianal;
atividadesdesenvolvidas para caracterizaras dreas
de atuaRo; e gesl:iiodessa fora de trabalbo,a partir
do levantamento das farmas adatadas para apoiar
sua participa50 na saluqAo de prablemas, da
realizaBa de avaliaJes de desempenha e de
pesquisas de satisfaVSa e da Gretta de baro
flexfvel para as equipes de profissionais de
desenvolvimenta de software.</p>
      <p>Mais de 130 mil calaboradares efetivos, entre
empregados/funciomirias,s6cias e dirigentes, atem
de quase 34 mil terceiros prestadores de serviOs,
bolsistas au estagiias, atuavam nas empresas
pesquisadas aa final de 1998.</p>
      <p>A terceirizao de servias de desenvalvimenta
e rnanuten50 de software era praticada em 47%
das empresas, enquanta 31% terceirizavam sens
serviOs de marketinge vendas.</p>
      <p>Em mats de 40% das empresas havia pelo
menos um prafissional p6s-graduado. Em 1997,
771 mestres e 106 doutares atuavamnas empresas
pesquisadas, chegando a 1.128 mestres e 180
dautores em 1999, e mais de 17 mil profissionais
cam cursa superior em CiSncia da Camputa50,
Pracessamenta de Dados, Arui}ise de Sistemas,
Engenhariada Camputa950au Infarrruitica.</p>
      <p>Desde 1995, ha em apraximadamenteum quarto
das empresas pelo menos um profissional
certificado em qualidade, considerando-se para
efeito da pesquisa a certificaVa aferecida pela
Amen.can Socie for Qua[ - ASQ, entidade
norte-americana que congrega profissianais
interessadasna engenhariada qualidadee na geso
da qualidade e representada no Brasil pela
AssociaBo Brasileira de Controle da Qualidade
ABCQ; e ad Assessor (auditor qualificada para
atuarna avaliaVo de empresas Segundo as normas
ISO 9000) ou p6s-graduado/ato sensu ou stricto
sensu em yestiia da qualidade, num total de 823
prafissionais certificadosem 1999.</p>
      <p>Face a ve}ocidade das transformaV5es que
afetam o setar, especialmente, as tecnol6gicas no
campoda inform&amp;50 e da comunicaVAap, ragramas
de capacita50 com a oferta de treinarnentas
internos ou externos $50 promovidas coma pratica
importantepara a atualizao prafissianal.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-22">
      <title>Em 1998, 72% das empresas promoveram a</title>
      <p>capacita20 de sens gerentes e 86%, de sens
colaboradores. Metade das empresas investiram em
treinamento para melhoria da qualidade ou</p>
    </sec>
    <sec id="sec-23">
      <title>Engenharia/Tecno2ogia de Software,</title>
      <p>Ao final de 1998, 19 mil profissionais estavam
envolvidos em atividades de pesquisa e
desenvolvirnento, nOmero mais qua dobrado sobre
1996, e mais de 20 mil cuidavam do
desenvolvimento e manuteno de software (a
terceiriza&amp;o em anduse e prograrnaAo foi
praticada em 47% das empresas)"</p>
    </sec>
    <sec id="sec-24">
      <title>S8o disponiveis, ainda, indicadores para formas</title>
      <p>de participa5o e de promo da atualiza8o,
avaliao do desempenho, realizao de pesquisas
de satisfaBo junto aos empregados e suas jornadas
de trabalho.</p>
      <p>A cease a lute rn e t</p>
      <p>C on g re sso s c a fin s
5. Sistemas da qualidade</p>
      <p>O percentual de empresas que elaboravam
pianos estratdgicos, pianos de neg6cios ou pianos
de metes, depots de wanter-se estabilizado em
torno de 57% no bi8nio 1995/97. elevou-Se para
68% em 1999. Dentre as empresas que, em 1999,
elaboravam ou se encontravam em processo de
implantaV8ode sens pianos 69% incim-ammetas ou
diretrizespara a qualidadeem sens pianos.</p>
      <p>Elabora9o de pianos estrat6gicos, pianos
de neg6cios ou pianos de metas
AtualinGSo sistsmafica</p>
      <p>RsvisSo sem fledodicidade fixa</p>
    </sec>
    <sec id="sec-25">
      <title>Os custos da qualidade - gerenciamento Os</title>
      <p>custos de prevenAo, avaliao, falhas interflas e
externas cram apropriados de forrfla sistemtica ou
em projetos especfficos em 10% das empresas em
1995, passando a 27% em 1999.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-26">
      <title>Grande ndmero de empresariOs reconhece Que</title>
      <p>investimentos em qualidade produzem resultados
extremamente positivos; nAorazer Dada 6 Que custa</p>
    </sec>
    <sec id="sec-27">
      <title>Caro, de tal modo qua Os prejm"zos causados pela</title>
      <p>imagem de uma empresa associada it md qualidade
podem set incalculvets.</p>
      <p>Embora os resultados indiquem uma situao
ainda incipiente quanto ao tratamento formal e
sistemdtico da qnalidade, o ndmero de empresas de
software com programa da qualidade total, sistema
da qualidade on similar implantado no Brasil 6
crescente, de 11% para 26% no peri'odo 1995/99, de
tal modo que mais de metade dos programas
indicados, em 1999, foram impiantados a partir de
/997.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-28">
      <title>Prograrna da qualidade ou~m qualidade total, sistema da</title>
      <p>~plantadm
estudo
%</p>
      <p>P^ode-se observer que este processo de
implants50 nas empresas acelera-se a cada ano, de
tal modo que mats de metade dos prograrnas
indicados, em 1999, por mais de 100 empresas
foramimplantadosa partirde 1997.
6. Qualidade dos
produtos de software
processos
e
dos</p>
    </sec>
    <sec id="sec-29">
      <title>Apenas 1% do conjunfo de empresas regisfrou</title>
    </sec>
    <sec id="sec-30">
      <title>Que seus sistemas da qualidade cram cerfificados</title>
    </sec>
    <sec id="sec-31">
      <title>Segundo as Normas Infernacionais ISO 9001 ou</title>
      <p>ISO 9002 em 1993, passando a 2% em 1995, 8%
em 1997 e alcanando 17% em 1999.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-32">
      <title>Os agentes de software brasileiros, responsziveis</title>
      <p>pela formula&amp;o e execu&amp;o da Politica de Software
no Pais, vSm disserninando a cultura da qualidade
nas empresas e jd promoveram treinamento para
miZhares de profissionais.</p>
      <p>0 nivel de conhecimento do CMM - Capability
Maturity Model [1] (consulte
www.sei.cmu.edu/cmnf/cmm.html), modelo para
avalia&amp;o da maturidade dos processes de software
de urna organizao e para idenfificaiio das
praficas-chave Que so requeridas para aumentar a
maturidade desses processos, mais Que triplicou
passando de 14% em 1995 para 47% em 1999.</p>
      <p>O resultado de 43% alcanado em 1999 para
conhecimento da Norma ISO/IEC 12207:
/nformation rechnology Soare Ie cycLe
process foi significativamente superior ao de 25%
obtido na primeifa medio deste indicador em
1997. Esta norma, aprovada em 1995, esta
publicada no Brasil come NBR ISO|IEC 12207:</p>
    </sec>
    <sec id="sec-33">
      <title>Tecnologia da informaAo - Processos de ciclo de vida de software.</title>
    </sec>
    <sec id="sec-34">
      <title>Taxnb6m foram apurados ganhos hist6ricos significativos de 18% em 1997 para 31% em 1999 quafxto ao conhecimento do SPICE - Soare</title>
      <p>Process Improvement and Capability
dEterminarion. projeto estabelecido em junbo de
1993 pela ISO/IEC JTCIISC7 (Subcomit de</p>
    </sec>
    <sec id="sec-35">
      <title>Engenharia de Software), visando produzir a futur,a</title>
      <p>norma ISO/IEC 15504: Information technoLogy
Soare process assessment (Tecnologia da
informs50 - Avalia3o de processos de soffware),
publicada em 1998 na forrfxade Relat6rio Tmica</p>
      <sec id="sec-35-1">
        <title>Conhecimento do modelo CMMN,orma</title>
        <p>ISO/IEC 12207 e Projeto SPICE</p>
        <p>
          As principaismdtricas utilizadas no Brasil para
medir a qualidade dos processos de software s50:
(i) linhas de c6digo (LOC), m6trica mais aplicada
no passado quando o c6digo era dominante nas
estifffativasde custo, usada por 13% das empresas e
(ii) pontos de funV&amp;o(function poinf), baseada na
medig&amp;o do valor das fun6es execufadas polos
programas e Que fem metodologia de contagem
descritaem Counting Pracrices Manual vers5o 4.1,
publicada por InternationalFunction Point Users
Group- IFfUG [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2 ref5">2</xref>
          ], usadapor 19%.
        </p>
        <p>A qualidade dos produtos de software,
propriamentedita, rlho 6 medida no Ambito das
pesquisas aqui analisadas. Quanto a este aspecto,
em 1997, 26% das empresas conheciam as Normas
ISOC 9126 - /nformarion technology - Soare
quality caracteristics and metrics ou ISOIIEC
12119 Information rechnology So-fi`ware
packages - Quality requz"rementasnd restz.ng,sendo
que 7% as utilizavam sisfematicamentecu estavam
comeando a uslas. Em 1999, o percentual de
conbecimento da ISO/IEC 9126 elevou-se para
36% e da ISO/IEC 12119 para32%.</p>
        <p>A norxnaNBR 13596 e a ve/o brasileira da
ISO/IEC 9126: Tecnologia de informa98o
AvaliaV5ode produto de software - Caracten"sticas
de qualidadee diretrizes para o seu uso e a norrna
NBR ISO/IEC 12119: Tecnologia de
inforrfxaAoPacctes de software - Testes e requisitos de
qualidadeesfabelece os requisitos de qualidadepara
pacotes de software e inscru6es de como testarum
pacote de software com rela5o aos requisitos
esfabelecidos.</p>
        <p>7. A rela5o
cRentes</p>
        <p>das empresas com os</p>
        <p>Qualidade come9a e finda com o clienfe de
mode Que uma organiza&amp;o o pode progredir
qualitativamentea menos que faa do cliente sua
fora motriz~</p>
        <p>A prdtica de realizaAo de pesquisas junco aos
clientes parece consolidada com o percentual de
empresas Que as realizam, sisteradcica ou
eventualmente,rnais aquelas que ufilizam dados de
terceirosestabilizado em tomo de 70%, podendo-se
observer ms duas dItimas pesquisas, quando
ocorreu questionamento em separado,
predominAnciadas pesquisas de satisfa9Aoem tomo
de 72% sobre as pesquisas de expectativa (68% e
65%,em 1997 e 1999).</p>
        <p>Os resultados de realizaV2o de pesquisas de
expectativas (21%) e de pesquisas de satisfagAo
(25% para 29%) de maneira formal e sistemdcica
refletem a forte parficipa8o de micro e pequenas
empresas na composiAo da amosfra e, por outro
lado, s8o indicatinos da informalidade na relaAo
das empresascom o mercado.</p>
        <p>Estruturas de atendimento e resolugo
reclamaJes
de
Realizao de pesquisas de expectativaou de satisfaAo
dos clientes - 1999</p>
        <p>Ouviro mercadopor interm6diode pesquisas e
do registroe acompanhamentodas reclamaJes dos
clientes reveste-Sede importiinciait medida em que
os dados, assim coletados, forum utilizados por
aproximadamente 80% das empresas no perfodo
1993/99 na revis&amp;o de seus projetos ou na
especifica2o de novos produtosou serviVos.</p>
        <p>so de dados de pesq_uisas ou de
reclamaJes na reviso de projetos</p>
        <p>Em 1993, para stander aos clientes e resolver
suas reclama96es, mais de 70% das empresas
mantinhamestrutura convencional de suporte com
equipes de tdcnicos formadas. Esta percentual
evoluiu ate atingir a marca de 75% em 1997,
regredindoem 1999 para64%.</p>
        <p>O percentual de empresas quo no bi8nio
1997/99, independentemente do surgimento de
problemas e consequente chamado do cliente,
agendavamvisitas peri6dicas permaneceuem 60%,
valor cinco vezes superiorao obtido em 1993.</p>
        <p>Adicionalmente,novas estruturasVernsurgindo:
serviOs hot line e he/p desk despontamem 1999
com 66% contra II% em 1993, al6m de suporte
remoto via Internet (47%) e as centrals de
atendimento(Ca// Center com 27%).</p>
        <p>Suporte
tecnico</p>
        <p>visits
peri6dicas</p>
        <p>Hot-line</p>
        <p>Internet</p>
        <p>Carnal de
etendimento
8. O processo de software</p>
        <p>Dados hist6ricos relativos ao uso de metodos de
Engenhariade Softwareencontram-Seorganizados
em subconjuntosdistintos de tecnologias para a
melhoriada qualidadede software, de acordocom
classificao propostapor CapersJones:m6todos
paraprevenSo de defeitos e m6todos para</p>
        <p>
          detec5o/remo50 de defeitos [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
          ] e [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
          ].
        </p>
        <p>Os resultadosmais atualizadosindicam quo, em
termosm6dios globais, as empresas utilizavam 3.9
diferentesmetodos para prevenSo de defeitos, 5,3
m6todos para detecAo de defeitos, 35 outras
prticas de Engenharia de Software e 42
ferramentasautomatizadasde desenvolvimento.</p>
        <p>O ndmerom6dio de metodos para preven&amp;o de
defeitos adotados em 1999 n&amp;o difere
significativamenteda mia de 4,Oobtidaem 1997.
No entanto, aumentou a diversifica5o quanto ao
uso de m6todos para detecAo de defeitos e
ferramentas automatizadas de desenvolvimento,
anteriormentecom 4,4 e 3,7 indica6es mgdias por
empresa,respectivamente.</p>
        <p>Os principals metodos para preven2o de
defeitos apontados na I:iltima pesquisa foram:
adAo de normas e padr8es da empresa,
prototipao, anlise critica conjuntae ger8ncia de
projetos, assinalados por mais de 40% das
empresas.</p>
        <p>Deane os m6todos paraprenen50 classificados
como "avangados" para o processo de
desenvolvimento de software, encontram-Se a
prototipa50 (44%), o reuso (24%) e as auditorias
(21%), alm da gestilo de configura80, ad20 de
medi5es da qualidade (mdtricas) e Joz.nt
Application Design JAD com percentuais
inferiores a
15%</p>
        <p>Os mtodos para detec20 de defeitos cram
utilizados mais intensivamente do quo os mdtodos
de preven8o, incluindo diferentes categories de
testes, especialmente, testes funcionais, testes de
campo, testes de aceitaSo, testes do sistema
integradoe testes de integraBo, e Validailo.</p>
        <p>M6todos para detec9&amp;o "avanados" citados
com destaque foram Os testes de aceitaVo (48%) e
a ValidaBo (45%). InspJes formais (20%) e
revis6es estruturadas (15%) integram este
subgrupo.</p>
        <p>Um importante indicador incorporado k
pesquisa em 1999 mostra que 43% das empresas
faz, de forma sistemdtica, planejamento e registro
dos testes de software realizados seja com equipes
distintas para o desenvolvimento e para os testes
(21%), seja com uma mesma equipe para as duas
etapas(22%).</p>
        <p>Adicionalmente, outras prticas foram
assinaladas:controles de versiio (72%), modelagem
de dados (61%) e projeto da interface com o
ustuirio (50%), seguidas de dicion;iiriode dados
(49%) e m6todos orientados a objetos (44%).
Projeto da interface com o usuario, metodos
orientados a objetos, m6todos estruturadose gesto
de madama 'encontram-seno grupo"avanVado".</p>
        <p>O uso de ferramentas automatizadas de
desenvolvimento mostrou-se bastantediversificado,
de tal modo que apenas os geradoresde relat6rios e
os geradores de telas superarama fra&amp;o de um
tero dos respondentes. As ferramentas
classificadas como "avanadas", foram assinaladas
de forma bastante diferenciada, com percentuais
que variaram de 34% a 14% gerador de telas,
geradorde c6digo-fonte, Computer At.iled Soare
Engineering CASE, gerenciador de projetos,
gerenciador de bibliotecas de m6dulos, prototipador
e gerenciadorde configura50.</p>
        <p>Os documentos elaborados predominantemente
foram manual do usmirio (70%), elabora80 de
contratos e acordos (66%) e uso de he/p on-Izne
(62%), seguidos de perto por documenta8o no
c6digo, documentaiio de programas e
especificao de sistema assinalados por mais da
metade das empresas.
9. A divufgao</p>
        <p>fId bases de dados nacionais disponiveis sobre a
evolu da gestSo da qualidade para o setor de
software brasileiro, que apontam tend8ncia de
melhoriacontinua.</p>
        <p>
          Diagn6sticos mais completos, que este Ora
apresentado, integrarn quarto edi6es do livro
"Qnalidade e Produtividade em Software" [5), [6),
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref8">7</xref>
          ] e [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref9">8</xref>
          ] e resultados vam sendo amplamente
divulgados pelo MCT/SEPIN utilizando sua p;igina
na Internet on em vers6es impressas pr6prias[9),
[IO} e [Ill, com a distribui50 gratu.ita de
publicaq6es com tiragem de 7.500 exemplares a
cada ano, el6m de palestrasproferidassobre o tema
em diferenteseventos dentroe fora do Pais. No ano
2000, uma segunda tiragem de 1.000 exemplares
foi providenciadapara atendera demandareprirnida
(consulte hnp:/w.met" gov.brlsepirz).
        </p>
        <p>Todo o piano de divulgao dos resultados das
pesquisas esni fundamentado no princCpioonde
compartilhamento, acesso it informao e
conseq"dentes estrat6gias traadas representam
pontos essenciais para o desenvolvimento
competitivo dos diferentes setores econ6micos
brasileiros.</p>
        <p>Os agentes de software, responsdveis pela
formula5o e execuAo da Politica de Software no
Brasi2, v8m disserninandoa cultura da qualidade
nas empresas e procurando reforVar pontos
positivos on reverterpontos no favorveis a partir
de resultadosapontadospelas pesquisas.</p>
        <p>J:i foram promovidos eventos e treinamento
pararnilharesde profissionais dentrode programas
de atualiza2o e capacita50 profissional (planos de
neg6cios, Normas ISO, CMM, ferramentas,etc...) e
cerca de 150 certifica5es ISO 9000 com escopo no
setor de software cram esperadas para o final de
2000.</p>
        <p>Otis Port relata na revista Business Week que:
"A {ndia e o Brasil esmo montando campanhas
intensivas para desenvolver uma inddstria de
software classe mundial. A sua vantagem
competitivaserda qualidade".</p>
      </sec>
    </sec>
  </body>
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