<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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        <journal-title>Tajima D., Matsubara T., The Computer
Sofcware Industryin Japan..IEEEComputer</journal-title>
      </journal-title-group>
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      <title-group>
        <article-title>ktricas para Medi5o e Memoria de Processos de Software</article-title>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Augusto Gomes</string-name>
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          <string-name>Ktbia</string-name>
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          <string-name>- Rio de Janeiro - RJ - Brasil - Cep</string-name>
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          <string-name>azomes~kathia</string-name>
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          <string-name>darocha }@cos.ufrj.br</string-name>
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          <label>0</label>
          <institution>de Olineira, An&amp;Regina Rocha</institution>
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      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>1996</year>
      </pub-date>
      <volume>14</volume>
      <issue>5</issue>
      <fpage>71</fpage>
      <lpage>77</lpage>
      <abstract>
        <p>A melhoria do processo de software um objetino fundamentalpara as organiza6es e deve estar baseado em mediV6es. Entretanto, definir, coletar e analisar um conjunto de m6tricas nAo urns tarefa trivial. Neste artigo descrevemos uma abordagempara definiVo de metricas, realizao de mediJes e ava2iao do processo de software baseadanos seguintes passos: (I) identifica20 dos objetivos da medi20, defini&amp;o das quest5es relacionadas a estes objetivos e seliio das mtricas adequadas seguindo a abordagem GQM (Goal-Question-Metrics); (2) realiza5o de medi6es como parte integrante do processo de desenvolvimento;(3) aruilisedos resultadosapoiada em um sistema baseado em conhecimento. As metricas coletadas so utilizadas para: (i) caracterizar o projeto para comparaAo de resultados;(ii) sugerir melhorias no processo com base no resultado das m6tricas e (iii) realizer estudos emp!ricos comparando resultados obtidos em diversos projetos.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdu5o</title>
      <p>Com o intuito de aperfeioar o desenvolvimento
de software e obter produtos com os niveis
desejaveis de qualidade, dentro do cronogramae
oramento propostos, a l:iltima d6cads assistiu a
uma mudana de enfoque com relaAo ao processo
de software. Tern-se, entiio, uma nova abordagem
na qual o foco principal das aten6es esni na
garantia da qualidade do pr6prio processo
produtivo, visto Que este tern Se mostrado o fator
determinante para o alcance da qualidade do
produtofinal.</p>
      <p>A partirdesta mudana de foco, intensificou-se
a pesquisa sobre o processo de desenvolvimento e
varias normas e padr6es foram definidos a fim de
auxiliar na definio e melhoria de processos de
software. Com a intensifies&amp;o dos estudos,
constatou-se Que. para alcanar niveis cada vez
mais altos de qualidade, era necessio melhorar
cada passo do ciclo de vida de desenvolvimento [ll.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Por6m, para Que isso se tornasse possivel, dados quantitativos,Que pudessem descrever a realidade do processo, precisavam ser obtidos e devidamente analisados.</title>
      <p>Muitas metricas foram, eno, propostas e
aplicadas em casos prticos a fim de alcanar os
seguintes objetivos: i) melhorar o entendimento
sobre o processo, produto, recursos e ambiente de
desenvolvimento e, assim, estabelecer bases para
comparago entremediJes; ii) avaliaro andamento
do projeto comparandocom dados planejados; iii)
razerprevis5es sobre o futuro andamentodo projeto
baseado em comportamentos passados; iv)
promover melhorias identificando falhas,
ineficincias e outrasoportunidadesparamelhorara
qualidadedo produto e o desempenho do processo
[2}.</p>
      <p>Porem, ao contrlirio do Que possa parecer,
definir,coletare analisarum conjunto de m6tricas
uma tarefa custosa Que demands grande
conhecimento para enitar Que o sen uso n2o
aumente ainda mais Os problemas enfrentados
durante o desenvolvimento de software. Al6m
disso, propor um conjunto de modifies6es para o
processo a fim de melhorar os resultados obtidos
urnstarefaaindamais desafiadora.</p>
      <p>Este trabalho descreve uma abordagem para
medi80 e melhoria do processo de
desenvolvimento de software baseadanos seguintes
passos; (1) identifiesAo dos objetivos da medio,
defini&amp;o das quest6es relacionadas a estes
objetivos e selo das m6tricas adequadas
seguindo a abordagem GQM
(GoaI-Question</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Metrics); (2) realizao de wadiJes corno parte</title>
      <p>
        integrante do processo de desenvolvimento; (
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">3</xref>
        )
analise dos resultados apoiada pela constru50 de
um sistema baseado em conhecimento. A
construAo do sistema baseado em conhecimento
fol realizada considerando as m6tricas definidas e
QuaTIC'2OO/I71
Os possiveis probJemasou causas para result&amp;dos
no satisfat6riospara as mesmas.
      </p>
      <p>0 artigo esui organizado da seguinte forma. A
segunda s5o &amp;presentso passo CI) da abordagem
proposta. Na sAo seguinte, 6 discutidaa mediAo
do processo, na quarta apresentado como estd
sendo desenvoJvido o sistema base&amp;do em
conhecimento para apolar a andJisedos result&amp;dos.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Na Quinta sAo discutimos a utilizao de</title>
      <p>diferentes mdtricas coJetadas para processo de
software com o objetivo de avaJiare poder definir
meJhoriassobre o mesmo. FinaJmente,na uJtima</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Se&amp;o 6 apresentadoas conclus6es desse trabaJho.</title>
      <sec id="sec-5-1">
        <title>2. Defmio dos Objetivos e Mtricas</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>O primeiro passo para a reaZiza5o deste</title>
      <p>trabalhofoi a selo de um conjunto de metricas
Queseriam utiJizadaspara a avaJia5o de processes
de desenvoJvimento de software. For6m, um
processo de 56169o de m6tricasnAodeve ser feito
de forma aleat6ria, pois isto pode dificultar a
anise dos result&amp;dosdevido ao grandevolume de
dados Colet&amp;dosa, J6mde provocar um aumentodo
esforgo empregado no desenvoJvimento com o
levantamentodestas inform&amp;Jes.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>Experiencias em mediJes orientadas a</title>
      <p>objetivos mostrararna imponcia da definio
pr6via de metas para faciJitara escolha de m6tricas
e a correta interpret&amp;Aodos result&amp;dosobtidos nas
medi6es. Assim, a abordagem GQM (Goal
QuestionMetric) fol a soJu5o que concJuimos ser
adequada para resolver este probJema. Esta
abordagemse baseia na suposio de Quepara uma
orgamza80 medir de forma eficiente, 6 necessario,
primeiro, especiflcar objetivos a screw aJcanados,
reJacionarestes objetivos com dados reais obtidos
atrav6s de mediJes e, finalmente, prover um
framework para a interpret&amp;2o destes dados de
acordo com os objetivospropostos [3]..</p>
      <p>
        Seguindo esta abordagem, Jevantamos com
especialistas os probJemas mats comumente
enfrentados no desenvoJvimento de sistemas de
forma a facilitar a definiVAodos objetivos. Vos
foram os probJemas citados, por6rn tr6s se
destacaramcomo sendo os mais reJevantesao Se
iniciar uma abordagem de meJhoria baseada em
medi: (i) faJta de precis&amp;odas estimativas de
projetos;(ii) baixa qualidadedos produtosliberados
para uso; e (iii) alto custo dos projetos. A partly
destes problemas, definimos Que a abordagem
proposta teria trSs objetivos: (1) meJhorar a
precisAodas estimativas de projeto;(
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">2</xref>
        ) meJhorara
qualidade dos produtos Jiberados para uso; e, (
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">3</xref>
        )
diminuiro custo final dos projetos.
      </p>
      <p>A partir da definiiio dos objetivos, passamos
para a elaboraV2ode quest5es a screw investigadas
a fim de analisar Se as metas definidas foram
devidamente aJcanadas. Para cada urna destas
quest5es, deveria ser vidveZa coJeta de vaJores
quantitativos Que representassem corretarnente a
realidade enfrentada no decorrer do
desenvolvimento. Forarn eno, seJecionadas
aJgumasquest6es e suas respectivas m6tricas,como
pode ser visto nas figuras 1 2 e 3, Na figura 2,
consideramos Erro qualquer problema encontrado
em uma revisAo na fase em Que este foi gerado,</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>ModificaVo 6 um problem&amp;encontrado em um documentoem fases posteriores a suas aceitao e o Tamanho do Sistema medido em nl:imerode</title>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>Objetivo 1:'Melborar a preciso das estimativas de projeto.</title>
    </sec>
    <sec id="sec-10">
      <title>QuestAo1.1: Qua} 6 a precisgo das estimativas de cronograma?</title>
    </sec>
    <sec id="sec-11">
      <title>M6trica l~la) Preciso da estimativa de cronogramade todo o projeto</title>
      <p>PrecisAo=Tempo real de todo o projeto</p>
    </sec>
    <sec id="sec-12">
      <title>Tempo estimado do projeto</title>
    </sec>
    <sec id="sec-13">
      <title>M6trica 1.lb) Preciso da estimativa de cronogramapor lase do projeto</title>
      <p>Precisko = Tempo real de cada fase do projeto</p>
    </sec>
    <sec id="sec-14">
      <title>Tempo estimadoparaa fase</title>
    </sec>
    <sec id="sec-15">
      <title>Queso 1.2; QuaI 6 a precis&amp;odas estimativas de esforo?</title>
    </sec>
    <sec id="sec-16">
      <title>M6trica I.2a) Preciso da estimativa de esforo de todo o projeto</title>
      <p>Precis2o = Esforo real de todo o projeto</p>
    </sec>
    <sec id="sec-17">
      <title>Esforo estimadopara o projeto</title>
    </sec>
    <sec id="sec-18">
      <title>M6trica 1.2b) Precio da estimativa de esforo por fase do projeto</title>
      <p>Precio = Esforo real de cada fase do projeto</p>
    </sec>
    <sec id="sec-19">
      <title>Esforo estimado para a lase</title>
    </sec>
    <sec id="sec-20">
      <title>Figura 1 - M6tricas para o objetivo meJhorar precisAode estimativas</title>
      <p>linhas de c6digo (exceto as em branco e as
contendo somente comentarios).</p>
      <p>Alem destas, outras m6tricas foram selecionadas
para screw utilizadas na anise e melhoria do
processo como ser nisto nas pr6ximas Se6es deste
artigo. Vale ressaltar que todas as m6tricas
utilizadas aqui e no decorrer deste trabalho forum
extrafdas ou adaptadas da literatura [4, 5, 6, 7, 8, 9,
10, ll, 12, 13]. Sabemos, no entanto, que este esta
longe de ser o melfxor conjunto de mtrices para a
avaliao de qualquer projeto, nem g este nosso
objetivo, porem, um conjunto que acreditamos ser
valido para colocarmos esta idia em pratica e, a
partir dos resultados obtidos, poder melhorlo.</p>
      <sec id="sec-20-1">
        <title>3. Medio do Processo</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-21">
      <title>Para tomar possfvel a medi8o e a melhoria de</title>
      <p>um processo de software, este deve ser definido de
forrna Clarae precisa a fim de evitar problemas na
sua interpreta5o e deve ser devidamenteexecutado
pela equipe de desenvoZnimentopara que OsvaZores
coletados sejam validos para a suaavaliaBo.</p>
      <p>A tarefa de defini8o do processo de software se
inicia pela elaboraAo de urn processo bastante
gen ico de forma a tornar possinel sua
especializaAo para o desennolvimento de
diferentes tipos de software (como, por exemplo,
software para Web ou com orientao a objetos) e
para diferentes cultnras organizacionais. A
definio deste processo (chamado de processo
padr8o) permite, tam1::)6m,sua instanciao para
projetos especificos, considerando-se as
caracteristicas particulates de cada projeto de
desennolvimento. Esta instancia&amp;o pode ser feita
diretamente a partir do processo padrAo on a partir
de especializa6es j existentes para tipos de
software e empresas especificas. O modelo para
definiVAode processos utilizado est ilustrado na
figura 4. Mais detalhes sobre esta abordagem para
definiao de processos pode ser encontrada em
[14].</p>
      <p>Assim, a partir da definio do processo,
adaptamos alguns dos documentos jd previsto de
screm elaborados durante o desenvolvimento do
projeto de forma que todos Os dados necessarios
para a anise do processo fossem faciJmente
obtidos destes documentos. Desta forrna, a
atividade de medio passou a ser parte integrante
do pr6prio processo de desenvolvimento o que
minimiza o tempo gasto na coleta de dados e nos
perrnite separar as atividades de desenvolvimento
das atividades de an:ilise e melhoria do processo.</p>
      <p>Esta e uma caracteristica muito importante, pois
permite que a equipe de desenvolvimento possa
concentrar sens esforOs na realizao das
atividades de produ80 enquanto as atividades de
amilise da qualidade podem ser feitas por uma
equipe especializada. Podemos citar como
exemplos: o registro das datas dos marcos
importantes no desenvolvimento em documentos de
acompanhamento de projetos; a contagem do
nOmero de erros e modifxca6es nos laudos de
reuni6es de inspe30; e o controle de tempo gasto
em atividades de desenvolvimento.</p>
      <p>"
pmjao`
|</p>
      <p>\
Est)al</p>
      <p>DI
1
I</p>
      <p>I
edio e Av:alliao do cesSo I_
_________________________________7_3 ____</p>
      <p>Figura 4: Modelo para Defini80 de Processos de Software`</p>
      <sec id="sec-21-1">
        <title>4. An:Sise</title>
      </sec>
      <sec id="sec-21-2">
        <title>MediBes dos</title>
      </sec>
      <sec id="sec-21-3">
        <title>Result&amp;dos das</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-22">
      <title>Neste ponto da abordagemtemos os objetivos</title>
      <p>definidos e o processo de coleta de dados integrado
ao pr6prio processo produtivo. For6m, ainda nos
falta defmir como analisar o resultado final das
mediBes e, a partir desta andlise, sugerir
modificaJes e melhoriaspara o processo utilizado.
E importanteenfatizarQueneste trabalhoo objetivo
principalnAoe medir o processo,mas Sim encontrar
possibilidades para sua melhOria sendo utilizado,
para isso, mediJes apenas como uma ferramenta
de orienta&amp;o [6]. Assim, quandoo custo accessario
para a coleta de urna mtrica suplantar sen
beneficio para o processo de melhoria, esta mtrica
sera excluida do conjunto a ser coletado, pois sua
finalidade bdsicafoi violad/a.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-23">
      <title>For6rn a analise dos resultados obtidos atrav6s</title>
      <p>de mediJes 6 um processo que demandatempo e
um conhecimento profundo sobre processo,
m6tricas e melhoria. Alem disso, sabe-Se Queboa
parte das empresas n5o possui em sua equipe
pessoa! capacitado para desempenhar tal tarefa.
Decidimos, portanto, pela construao de de um
sistema capaz de apoiar a andlise e julgamento dos
resultados das mediJes, identificar aspectos do
processo Que necessitem de melhoria e, quando
possi"vel,sugerir modificaJes para corrigir sens
problemas e defici6ncias.Esse sisternautiliza como
entradaos valores dasm6tricas definidas na Se&amp;o 2
coletadas de um projeto especifico. A partirdesses
valores6 feito uxnaandJisedos possiveis problemas</p>
    </sec>
    <sec id="sec-24">
      <title>Que levaram a resultadosr]dosatisfat6rios para um</title>
      <p>dos objetivos definidos (ver Se5o 2).</p>
      <p>A construo deste sisterna especialista esta
sendo feita a partir do conhecimento obtido de
especialistas em rela8o A imerpretao dos
resultados obtidos nas mediV6es e da relaAo entre
estes resultados e aspectos do processo utilizado no
desenvolvimento. O resultado d um conjunto de
recomendag6esparamelhoria do processo.</p>
      <p>Com este objetivo, procuramos obter o
conhecimento sobre os possiveis problemas
existencesno processo quandoresultadosruinspara
as mdtricas aiio detectados. Sample Que um valor
mio aceitdvet para o resultado de urnamdtrica for
obtido, algurna infer8ncIa deverd ser feita em
relaAo ks caracteristicasdo processo.</p>
      <p>Fara validar esta id6ia, tomamos o primeiro
objetivo definido no primeiro passo desta
abordagem(melhorara precis5o das estimativas) e
questionamos os especialistas quais as possiveis
causas para a obten1;;5ode um valor n5o aceitavel
para a mdtricade preciso de cronograma,ou seja,
o Quepode tel levado o projeto a atrasar(mdtrica
definidapara o objetivo I na Se&amp;o 2). Ap6s definir
as possiveis causas diretas deste problema,
relacionamos estas causas com metricas que
pudessem descrevas de forma quantitativa.For
exemplo, podemos citar como causa de atraso no
cronograma um alto indice de retrabalho Que 6
avaliado Feta mdtrica percentagem de retrabalho.
Esta metodologia segue a abordagem GQM
procurandoencontrar rnetricas para analisar cada
um dos sub-objetivos Que possam auxiliar na
analise dos objetivos principais~ For6rn Nesta
proposta estamos encadeando os objetivos de
maneira bierarquica onde os niveis inferiores
definem causas para problemas encontrados nas
metricas dos nfveis superiores [15]. Para cada um
dos sub-objetivos, repetimos esta pesquisa atd
encontrarmoscausas Que nAo pudessem ser mats
hem detalhadasConQue n8o era de nosso interesse
detalhar neste estagio em Que Se encontram os
trabalhos).Na figura 5, pode ser visto, a tftulo de
exemplo, um grafo gerado seguindo esta
metOdologia. Nesse grafo, apresentamos Que
possfvets causas de problemas na preciso da
estinxativas (elipse na parte superior da figura)
podem ser: problema com a forma das estimativas,
problemas de baixo desempenho de pessoal ou
motto retrabalho nas lases de desenvolvimento.
Cada um desses problemas por sua vez pode ter
sido gerado por varias raz6es. A causa do baixo
desempenhode pessoal, por exemplo, pode ser pelo
fato do pessoal ser val preparadoou porque houve
alta rotatividadede pessoal. Finalmentea causa do
pessoal ser mal preparado pode ser pela falta de
experincia no dominio da aplica&amp;o, na
ferramenta,no mtodo, no processo ou mesmo na
linguagem de programa5o. Quando desejarrnos
razer a analise dos resultados de mdtricas de um
determinadoprojeto vamos avaJiarOs valores de
metricas de cada uma dessas causes e assim
identifxcarqual ou quais foram os problemas para
os resultadosnAosatisfat6rios paraum determinado
objetivo~</p>
      <p>E importante observer que, para cada nova
metrica introduzida na construho da base de
conhecimento do sistema especialista 6 necessaria
a readapta&amp;o dos documentos do processo como
explicado anteriormentena 8o 3. Ou seja, todos
as m6tricas utilizadas no sistema especialista estAo
sendo coletados dos pr6prios documentos do
processo. A incluso de nma nova metrica para
analise no sistema implica em definirmos de onde
vamos coletaros valores a serem avaliados.</p>
      <p>Fara Que seja possfvel a constru&amp;o do sisterna
baseado em conhecimento utiJizando um grafo
como o descrito anteriormente, ainda 6 necessdrio
definir para cada n6 do grafo Que foi representado
com urns m6trica, o Que deve ser consider&amp;do um
valor ruim ou no aceiuivel para o resultado da
medio. Este procedimento deve, de alguma
forms, perrnitir Que empresas com realidades
diferentes possam utilizar valores distintos Que
melhor se adequem iis suas condi6es e
caracteristicas, al6m das pr6prias caracteristicas do
projeto (ex: sistemas medicos necessitam uma
confiabilidade maior Que jogos on aplicativos
simples).</p>
      <p>Estamos resolvendo este problems utilizando a
parametriza5o destes valores de forma a perfflitir
Que os usuios do sistema possam defini-los no
infcio de cada projeto. Essa d urns alternativa
interessante, pois valores cada vez melhores podem
ser utilizados de maneira a permitir uma Constanta
melhoria no processo de desenvolvimento e
,"'-r/
l..'"J</p>
      <p>Com Os possfveis problemas definidos,
passamos para a etapa final da elicita2o de
conhecimento com Os especialistas Que, Haste
porno, deveriam sugerir, para cads um dos
problemas encontrados, modifiesJes para corrigir
e melhorar o processo utilizado.</p>
      <p>Como p6de ser vista, a abordagem proposta
abrange desde a defirliAo das metricas para a
analise da melhoria do processo, integraV5o destas
ao pr6prio processo produtivo at6 a aruilise dos
resultados das mediJes e sugeso de melhoria
para o processo.</p>
      <sec id="sec-24-1">
        <title>5. Ampliando</title>
      </sec>
      <sec id="sec-24-2">
        <title>Processo de Software a</title>
      </sec>
      <sec id="sec-24-3">
        <title>AvaliaAo do</title>
        <p>O conhecimento utilizado na construo da base
do sistema especialista Se baseia somente em
possibilitando o estabelecimento de metes a scram
alcanadas.</p>
        <p>Quando possivel, 6 interessante Que um
primeiro projeto seja medido para avaliar qual o
mvel em Que se encontram estes valores de forma a
facilitar a definio dos par&amp;metros. Outra
orientsV&amp;oQue d passada para Os usuios 6 a de
valores extraidos da literatura, como exemplo,
podemos citar a proposta de [16] Que define Queum
valor no aceitavel para a metrics rotatividade de
pessoal saris acima de 5%.
entrevistasfeitas com especialistas no assunto. No
entanto, tomouse o cuidado de selecionar as
informsJes Que pudessem ser utilizadas por urns
varied&amp;domaior de projetos. Desta forms, na
construV5o do sistema especialista nAo foram
inclufdas, por exemplo, regras Que pudessem ser
especfficas de um determinado dominio ou
empress. Contudo, este ganho em generalidade
implicou em urns sensivel perda de poder de
andlise,pois regrasQueno pudessem ser utilizadas
em projetos com determinadas caracteristicas,
mesmo que pertinences para a rnaioria, n5o
poderiarncompor a base de conhecimento.</p>
        <p>Com a finalidade de contornar mais este
problema, fol selecionado um Segundo grupo de
menleas que seriam utilizadas para definir tipos"
de projetos contendo caracteristicassimilares. Este
grupo de m6tricas atualmente 6 composto por:
tamanbo do sistema (em nurnero de linhas de
c6digo, exceto as em branco e as contendo somente
comenuirios), tempo total de desenvolvimento e
experiimcia da equipe (obtida atrav6s de urn
questiondrio). Acredita-se Que projetos de um
mesmo Forte em tempo e tarnanhoe com equipes
em um mesmo nivel tnico, normalmente
enfrentam problemas similares, dai utilizarmos
estas trEscaracteristicaspara classifxcardlferentes
projetos.Por6m,sabemos que pode ser necessdriaa
inclusAode outrasm6tricas ou caracterfsticaspara
melhorar a classifica30 dos projetos e, desta
forma, serdpermitidaa modificaAo deste conjunto
quandonecessdrio.</p>
        <p>Alem deste Segundo grupo utilizado para
identificaro que consideramos'tipos" de projetos,
fol ainda definido um terceiro para o qual Ser5o
selecionadas m6tricas que Se pretende estudar
melhor seu comportamento e relacionamento com
as demais. Assim, sera construfda uma base de
dados de m6t:ricas contendo dados obtidos em
diferentes projetos de forma a corner possivel a
realizaAo de estudos empiricos neste banco de
dados comparando os resultados obtidos nos
diferentesprojetos de um mesmo tipo". A medida
que esta base aumentar,relaVSes entre metricas
poderiio Se rnostrarpertinencese podero orientar
no estabelecimento de novas regras a serem
inseridas na base de conhecimento do sistema
especialiSta.Assim, conhecirnentos especificos de
determinadas ax"easpodeo compor a base do
sistema especialista melhorando a qualidade das
infer&amp;nciase permitindo que respostas cada vez
mais precisas possum ser obtidas e, desta forma,
serdpossivel orientermelhor os desenvolvedores de
sistemas. Somente para exemplificar este processo,
podemos citar como exemplo a an;ilise da
existencia de relacionamento entreo conhecimento
do dorninio e a qualidade da especifxca5o de
requisitos geradana lase de anaIisedo problema.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-24-4">
        <title>6. ConclusAo</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-25">
      <title>Com o aurnentoda competitividadeobservado</title>
      <p>no mercado mundial, a melhoria da qualidade dos
produtos de software passou a ser n5o mais um
diferencial para a empresa desenvolvedora, mas</p>
    </sec>
    <sec id="sec-26">
      <title>Sim, um fator crftico para sua sobrevivncia. pasta</title>
      <p>forma, a tentativa de encontrar abordagens que
possibilitem a melhoria do processo de
desenvolvimento tern sido uma constante cantona
academiaquanto na industria.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-27">
      <title>Neste artigo apresentamostuna abordagemque</title>
      <p>inclui uma forma de escolha adequadade m6tricas,
sua coleta de forma integrada ao pr6prio processo
produtivo,ana1isedos resultados e sugest6es para a
melhoria do processo de software baseado no
conhecimentoextraidode especialistas.</p>
      <p>Atualmente,os trabalhosestiio concentrados na
implementa2o em prolog do sistema baseado em
conbecimento que sertintilizadopara apolara etapa
de andlise proposta nests abordagem. 0 sistema
final devera ser integrado ao ambientede definiAo
de processos, o TABA [17], de forma a compor a
arLauseda qualidade dos processos definidos nesta
ferramenta.</p>
    </sec>
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