=Paper= {{Paper |id=Vol-1460/paper3 |storemode=property |title=Controlo da Evolução de Sistemas Legados |pdfUrl=https://ceur-ws.org/Vol-1460/paper3.pdf |volume=Vol-1460 |dblpUrl=https://dblp.org/rec/conf/quatic/GoulaoAMA98 }} ==Controlo da Evolução de Sistemas Legados== https://ceur-ws.org/Vol-1460/paper3.pdf
                     Controlo da Evolul!;;:8o
                                            de Sistemas Legados|I

                                                                            Miguel Goulão
                                                                   Fernando Brito e Abreu
                                                                                   INESC
                                                                    Femdo Bto e Abreu
                                                                    António Silva Monteiro
                                                                Alberto Bigotte de Almeida
                                                                                   DAMAG



Resume



        No aito      de u     inz"cz.ativa
                                         de reorganiza80 do processo de desenvolvzmento de
soare     na Man`nha Portuguesa, desenvolveu"se um sistema de rastreio de aco-es de
enolu5o implementado sobre a intranet da organz.zado, com vista a melhor controlar a
evolu.a-o de sistemas Le&ados.A arquz.tectura desse sz`stemae o modo como os dados
relatinos a` evoLuBo de um conjunto de sistemas legados sa-o utilzZados para melhor
compreender o processo sera-oabordados. Uma analise detalhada sobre a definza-o de
um modelo de estimaVa-ode eoro            com base na complexidade envolvida na execudo de
acVo-esde manutenao         serd aqui apresentada. A evolua-o das soluo-es de desenho
utz"Iz"zadas
          hd uma de"cadana organz.zado, face `asadoptadas correntemente serd tambem
objecto de eso.
Palavras Chane: metricas de soare,              rastrez.o de aco-es de evoludo, modeLos de




30 Encontm Nacional Darn                                                               1
a Qualidade Has Tecnologlas de Inform&o   e Camunical;;6es
Universidade da Minho
  6 de Novembro 1998


                                                  53
,~.
 -




                                                                                                                 ,_


               A ,comunidade cientifica reconhece desde h muito a necessidade de aplicar
      mtodos quantitativos ao controlo da actividade de evoluo                de software. So conhecidos
      OS efeitos    nefastos de abordagens baseadas apenas na experi8ncia dos gestores:
      diflculdades na previso         do esforo, custo e prazos adequados para a realizao                   de
      deterrninadas acV6es de evolu5o. Consequ8ncias tais como a entrega tardia do software
      aos utilizadores fmais, degradao         da sua qualidade e necessidade de reforVar a equipa de
      desenvolvimento para controlar desvios face ao previsto inicialmente, so comuns. Todas
      estas situaBes   acarretam prejuizos importantes para as organizaJes,               o Que as conduz a
      motivao      de desenvolver mtodos de trabalho Quemimrnizem Estes problemas.
      Um estudo recente acerca da avahao                da qualidade do software na Europa[Punter98],
      quer ao nfvel do processo de desenvolvimento, quer ao Ilivel do produto em si, revelava
      Que uma percentagem elevada (superior a 75%) das organizaJes produtoras de software
      estavam envolvidas em iniciativas de avaliao                  da qualidade do software e do sen
      processo de desenvolvimento, procurando encontrar formas de melhorar este l:iItimo. A
      amostra foi constituida com base em dois inquritos realizados em 1997 aos quais
      responderam um total de 55 organizaJes, cerca de I/6 das organizJes                   contactadas. Um
      dos dados retirados deste estudo era a necessidade Que as organizaJes                      sentiam em
      ganhar    confianVa     no    software    e     sen     processo   de   desenvolvimento.     Enquanto
      consumidoras, para poderem escolher as melhores altemativas                            entre produtos
      concorrentes. Enquanto produtoras, para melhor gerirem os riscos inerentes aos projectos
      e para ganhar aceitao        entre potenciais clientes.
               Ao mvel de organiza6es estatais portuguesas, so poucos os casos conhecidos
      em QueSe esto a desenvolver projectos de melhoria do processo de software suportados
       For iniciativas de recolha de dados quantitativos sobre o mesmo.
      _____________________________________________________________________
                                                    30 Encontro Naclonal para
       2                                            a Qualidade nas Tecnolegias de Informa9go e ComunicaCl6es
                                                    Universidade do Minho
                                                    46 de Novembro 1998


                                                         54
processo     de software.   Este projecto       realizado   com a colaborao        do Grupo de


     SC)"
         Nesta fe     de esdo        e desenvolvimento, for      seleccionados 4 sistem     de
inforrnao      de pessoal desenvolvidos internamente pela DAMAG utilizando COBOL e
SQL-DS nnm sistema proprienirio, dos quais se apresentam aqui alguns dados, na Tabela




         Sistema              de    No        de ADO de         enada    em Fe




                                                                               O




                                                                               O




           A abordagem a esta evoluo        do processo assenta, em primeiro Ingar, na criao
de uma cultura diferente na organiza8o. F dado particular relevo a necessidade de
registar, de forma fidedigna e suficientemente detalhada as acJes             de evoluo    dos
sistemas e o respectivo esforo envolvido na sua realizao.         E neste contexto que surge o
Sorack       (Soe      Deft        Repo     d System Tracng),   um sistema desenvolvido neste
projecto a fim de suportar o rastreio de acJes de evolu3o. Um requisito para o SofTrack
era a sua disponibilizao       atravs da Intranet da Marinha Portnguesa dada a disperso___

30 Enconbo Nacional para                                                                    3
a Qualidade masTecnologias de Informsq;;doe Comunicaes
Universidade do Minho
  6 de Nonembro 1998


                                                 55
          0 SofTrack 6 tarnbm         usado no acompanhamento da evoluo                 do software,
atrav6s da anse      do c6digo foute ao longo de diferentes vers5es. Esta                ise inclui a
extraco      de mtricas      de complexidade do software e a produo                  automatizada de


          A anSe    das m6tricas de complexidade extraidas permite urns comparao                 entre
as prdticas de programso        utilizadas em diferentes sistemas, apesar das tecnologias de
base serem as mesmas. A combinao            entre a variao      das mtricas de complexidade e o
esforo registado para as ac6es Que as originam 6 a base para a proposta de um modelo


          Os relat6rios produzidos com base nos dados recolhidos com o SofTrack
constituem assim uma fonte de informao                   valiosa, no planeamento de acBes de
evoluo.      Fornecem informao        quantitativa Que visa reduzir a subjectividade com Que o
planeamento seria tradicionalmente        efectuado, ajudam a manter o processo controlado e
contribuem para a deteco        de oportunidades de evoluo        no processo de software.
Este documento est orgzado            do Seinte        modo:
          Na seco    2, ser     descrita brevemente a arquitectura do Softrack. A terceira


esforo com base na complexidade das ac6es de evoluo.                  So apresentadas limita6es
do modelo, hem como ac6es               possiveis para as erradicar. Segue-Se um estudo
comparativo dos sistemas analisados, na quarts seco,                 com base nas m6tricas de
complexidade recolhidas, em Que Se identificam mudanas na forma como Os sistemas
for   desenvolvidos, apes        de    tecnologias usad        serem semetes.
          Finalmente, apresentam"se algumas conclus6es sobre o trabalho efectuado e
perspectiv      Se as lias    de evoluo     do projecto.



                                          30 Encontro Nacionai para
 4                                        a Qualidade nas Tecnologias de /nformago    e Comunica96es
                                          Unlversidade do Minho
                                          46 de Novembro 1998


                                                  56
               2. Arquitectura do SofTrack


                   Todo o processo de recolha de dados assenta num sistema de rastreio de acJes                   de
               evoluo        desenvolvido no           bito deste projecto, o SofTrack. Este sistema, descrito em

        "";,
               [Monteiro99], pretende dar uma resposta                necessidade de implementar um mecanismo
               de rastreio de acHe de evolu5o num ambiente geograficamente distribuido.
               O SofTrack est implementado sobre a Intranet da Marimba Portuguesa. Assenta num
               servidor Web com o sistema operativo Windows NT 4.0 e o Internet Information Server
               4.0 (TIS). As potencialidades do HS so                 extendidas atravs de um componente que
               perrnite o suporte a serv/etsl em Java (ServeltExec for Windows).



                                       L!SCOPE




                                                   PRODUCT
                                                  S UC RE
                                                  REPOS DRY




               Figura 1 - Arquitectura do SofTrack

               Os flcheiros de c6digo-route, residentes no SCR (Source Code Repost-to),                          so
               submetidos         s ferramentas Logiscope [Verilog93l e Samaritan instaladas numa
               Workstation Unix.


               I Servlet -   Aplicao   independence da plataforma, escrita de acordo com a Java Selet   I Que petmite
               extender um Set.vidorH,           implementando Set.viOs.
,   ,

               3o Encontm Nacional para                                                                           5
               a Qualidade Has Tecnologias de Informao        e ComunicaCSes
               Universidade do Minho
                 6 de Novembro 1998


                                                                       57
componentes (grafos de controlo), hem como a obteno            de m6tricas de complexidade do
produto, incluindo a complexidade textual [Halstead77] e estrutnral [McCabe76]. 0
Samaritan 6 uma ferromanta qua permite a gerao            de documentao           acmizada     acerca
dos sistemas em anise,    com base nos ficheiros de c6digo-fonte. A document&o gerada
6 organizada no PSR (Product Structure Repost.to)           e apresentada em pginas HTML,
Permitindo uma fcil navegao         entre alas. A inform&o          disponibilisada contempla a
estrntura e implement&o       do sistema, incluindo informa8o acerca das opera6es                  de


         Os dados associados ao processo so recolhidos atrav6s do RAPE (Registo e
Anise      de Pedidos de Evoluo),      o sub-'"sistemaque suporta .o registo dos pedidos de
evoluo      dos sistemas de informao        [Goulo98].     0 SofTrack permite ao utilizador
seleccionar os pedidos, verificar o sen estado de atendimento, e submeter monos pedidos
de evoluo-     Adicionalmente, para a equip&de manuteno,               dado acesso      inform&o
  sociada    evoluo   e seguimento do pedido, at ao sen enceento.
         A ferramenta SPSS 6 usada na anise         estatistica das mtricas do processo e de
produto.     disponibilizada inform&o de controlo dos projectos, atrav6s de relat6rios


         A arquitectura clienteeidor       do Somck           implementada recoendo             a um
servlet, responsvel   pela gesto da interacVo entre o utilizador e o SofTrack. Este 6
resPonsvel     pela implementa5o       da politic& de segurana         do SofTrack, associando
previl6gios de utilizaVo aos grupos de pginas HTML a qua o utilizador dever tar




____________________________________________________________________

                                        3o Encontro Naa`onal para
 6                                      a Qualidade nos Tecnologias de Informao     e Comunicai!;:5es
                                        Universidade do Minho
                                          6 de Novembro 1998


                                             58
3. Modelo de estima(!;;dode esforo



3.1..Intmduo


    Intmtivamente,     6 expectvel       Que a complexidade    de uma deterrninada    aco     de
evoluV:o se reflicta no esforo necessario para a executar" Nesta seco           sera descrita a
abordazem metodol6ca           se   ida no      bito deste Proiecto Dara a verificaco       desta




                     do Modelo


Se a escolha da variavel dependente          trivial (afinal, pretende-Se estimar precisamente o
esforo), j a seleco         de um conjunto de estimadores adequado envolve uma reflexo


As mtricas de complexidade recolhidas reflectem diversos aspectos da complexidade do
software. No entanto, veriflca-Se que esses aspectos no                   so    completamente
independentes entre si, isto 6, algumas das mtricas de complexidade apresentam uma

3o Encontro Nacional para                                                                     7
a Qualidade masTecnologias de Informao    e ComunicaCSes
universidade do Minho
4-6 de Novembro 1998


                                                  59
        Um Segundo problema no conjunto de m6tricas 6 o do sen elevado numero.
Avaliar a complexidade de uma alterao    com base em algumas dezenas de indicadores
uma tarefa semelbante       tomada de decis5es com base em mdltiplos critrios.
Tipicamente, de acordo com alguns critrios, um m6dulo A        mais complexo do que um
m6dulo B, acontecendo precisamente o contro           se considerarmos outro grupo de
critrios.   accesso   estabelecer uma forma de pesar Osdiversos crit6rios em jogo.




                                    30 Enconm.oNacional para
                                    a Qualidade mas Tecnologias de Informscdo e ComunicocSos
                                    Universidade do Minho
                                    4-6 de Novemb 1998


                                         60
                                                                                Cantrolo da




            '..,




"^.
                             O terceiro problema Que de certo modo deriva do Segundo,          o de Que diferentes
                     m6tricas de complexidade       utilizam diferentes escalas para Os respectivos valores, o Que
.                    obriga a uma operao        de transforma&o dos mesmos, neste caso uma padronizao,           de
                     modo a Que todos possam ser utilizados na construo          de um 6nico modelo.
-                            A flrn de dar resposta a estas quest5es, decidiu'-se utilizar uma tcnica   estatistica
                     denominada Anise        Factorial em Componentes Principais sobre os valores padronizados




    ^   .          _______________________________________________________________________

                     3o ]EmennboNacianal para                                                                   9
                     a Qualidade nas Tecnalagias de Informao   e CamunicaBes
                     Universidade da Minna
                     4-6 de Novembro 1998


                                                                       61
mtrica contempla. Tal resulta essencialmente, da elevada correlao                entre as mtricas e
a dimenso do m6dulo respecno-
        Postas        teores   considem5es, pode-se ento apresent                o seinte      modelo,


destes modelos pode ser encontrada em [Arroja39} e [Ban92])                      e considerando 41


EsforOi = bo+ bl * Fl i + b2 * F2i +
        Os coeficientes bj foram estimados pelo mtodo dos mjuimos quadrados Que nos
garante estimadores      com todas as propriedades        desejadas, isto      , lineares, centrados,

eficientes e consistentes (convergentes),        de manor varicia.       `borepresenta o valor do
esforVoprevisto pelo modelo quando os Factores Fl e F2 s&o nulos (note-se Que estes
factores esto padronizados, podendo assim assumir valores positivos e negativos). bl e
82 s&o os coeficientes   de estimao      para as variveis     independentes.    E    o erro aleat6rio,

tarnb6m conbecido como termo estocstico, Que explica o facto de uma determinada
proporo     da variao      na varivel no ser explicada no modelo. A excluso de F3 do
modelo resultou do facto de a sua contribuio           para a explicao       da variao       do esforo
ser aproximadamente nul isto           b3 = 0.
        Neste caso, o modelo pode ser instanciado com os paretros                    apresentados na
Tabela 3.
                 Coeficient    Estimativ     Erro Padro       Estatistica        t Significci
                 e             a                              (5%)                   a

                 bo            6,682         0.44.221                                0.000
                 bl            3.104         1.060            2.928                  0.006
                 b2            8.522         0.587            14.508                 0.000

Tabela 3 - Pmeos            do modelo
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  10                                       a Qualidade nas Tecnologias de Informa(!;;;doe Comunica9Ses
                                           Universidade do Minho
                                             6 de Novembro 1998


                                                 62
    signiflcativos e posifivos. Isto reflecte Que um aumento de qualquer dos factores de
    complexidade Se traduz For um aumento no esforo estimado. O erro padrAo(e) permite o
    estabelecimento de intervalos de confianVa do tipo ]bi - ei; bi + ei[, com um grau de
'
    certeza de 95%. O teste de significcia             estatistica dos valores dos coeficientes   de
    regresso individuais, atrav6s do cculo         dos valores da estatfstica t e o teste bicaudal de
    significcia    indicam uma baixa probabilidade de os coeficientes serem igDais a O, na


            Na Figura 2 o eixo horizontal do grco          represent&a complexidade da alter&o e
    no vertical o respectivo esforo, em homens.bola. As etiquetas junto aos casos contEm o


            Para saber at6 Que ponto o colectivo das varivets independentes exphcam a
    varivel" dependente, pode-Se calcular o coeficiente de determinao            (R2)"Este modelo
    apresenta um R2 de cerca de 85.1%, sendo o sen valor ajustado (R2Ajusmdo) de 84.390. 0
    valor ajustado d uma ideia m&ispr6xima da variao explicada do esforo, por entrar em
                   ,           .,                            ~
    cont&com o numero de vanavels mdependentes (o valor de R- tende a ser mflacclonado
    pelo ntimero de varieis       independentes). Tomando o valor ajustado, temos Que apenas
    15.7% (100% - 84.3%) da variao            do esforo no     explicada pelas variveis da equao
    (Fl e F2).




    30 Encontro Nacional Darn                                                                     11
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    46 de Novembro 1995


                                                      63
Figura 2 - Esforo previsto vs esforo restado


        F extremamente improvvel Que a correlao              mtiltipla (R), ou seja, a correlao
entre o esforo     e as variveis     independentes (Fl e F2) em conjunto seja O, como
comprova o teste F. Com um valor de significcia            de 0.05, o valor do teste F (108.561)
&present&dopelo modelo        muito superior ao valor critico de F(2.38) = 3.23           For outras
palavras, est assegurada a significcia         estatistica da equao   como um todo.
        Para demonstrar a inexist8ncia de autocorrela5o entre Os termos estoBsticos
recorreu'-se ao teste de Durbin-Watson. Tomou"se come hip6tese nula a inexistEncia de
autocorrelao     entre os termos estocticos          (Ho: p = 0) e por hip6tese alternativa a
existncia   de autocorrelao   (Hl:   p   O).

        Para 41 casos analisados (n) e 2 vanveis independentes (k), define-Se a partir dos
valores cnticos (dl - valor cntico inferior; d - valor cntico superior) retirados da tabela

                                         3o Encontro Naa`onaE para
 12                                      a QuaEidade Has TecnoEogiasde Informal;;do e Comunicall;;Ses
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                                         46 de Novembro 1998


                                                64
     da estanstica de Durbin"Watson (5% de significcia;              dl    = 1.2; du = 1.4) o Sente        "p

     ]du, 4 - du]= ]1.4, 2-6]

             O valor da estatistica de Durbin-Watson (2.079) enquadra-se no intervalo de
     valores associados      aceitao         da hip6tese nula (ver Figura 3). For consequEncla 6 de
     adnlitir Que a eflciSncia dos estimadores obtidos pelo mtodo dos minimos quadrados,
     dada a inexist8ncia de autocorrelao          entre eles.


                     p>O               (*)            p=0                  (*)       p<0


              O                   dl     do               2         4-do                       4
^


     (*) Teste inconclusivo

     Figuf a 3 - Tornado de decis5o no teste de Dnrbin-Watson
,




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          Com base no modelo apresentado, interessa agora verificar o grau de
conformidade com os valores reais do esforo face                previs5es produzidas. A Figura 4
apresenta o esforo efectivo numa determinada acVo de evolu&o, qnando comparado
com o respecno esforo          eSmado.



estimado       relativamente     grande.   Certos factores     Que pesam      no esforo       no   so
reflectidos pelo modelo apresentado, isto             a quantificaVo da complexidade das acJes
de evoluVo n5o pode ser considerada completa. Isto porque apenas dispomos de
ferramentas para analisar a variao           da complexidade do c6digo fonte produzido em
COBOL, o Quenos permite analisar apenas parte das alteraJes. Note-Se Queestas podem
envolver modifica5es        ao mvel dos acessos da base de dados, pol exemplo, atravs               do
c6digo SQL embutido no COBOL. 'Presentemente, ainda no foi desenvolvida uma forma
de quantificar o esforo relacionado com esse aspecto da complexidade da alterao.                   Um
problema semelhante ocorre no que diz respeito a modifica6es                 nos paineis, que est&o
tamb6m codificados        noutra linguagem     (ISPF), pelo Que essas alterJes           tambm     no
esto   a ser considerad     no modelo.
          "No menos problemtica          para a definio      de um modelo,           a efici8ncia das
pessoas envolvidas na aco.          Ainda Que fosse possfvel uniforruizar factores como a
experi8ncia dos programadores, o sen conhecimento dos sistemas Que esto a mantel, a
eficcia    (qualidade das alteraJes        produzidas) e efici8ncia (celeridade com Que as
evoluJes so desenvolvidas) dos mesmos varia de pessoa para pessoa. Em [Brooks75] e
[Sackrnan68l, so referidas variaJes          de uma ordem de grandeza na produtividade de
programadores experientes. O crescimento da amostra pela incluso de novas acJes de
manutenVo      tender     a diluir um pouco estas discrepcias,          contribuindo     assim para a




                                           3o Encontro Nacional para
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                                           46 de Novembro 1998


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                                                             Contm,o da

                  40

   Homenls.MOra



                  30




                  20




  Figura 4 - Diferen       entre o esforo efectivo e o esforo estirnado


            Por estas raz5es, para a construo       deste modelo forarn postos de lado alguns
  casos Que apresentavam        valores extremos, normalmente pot as acBes       de evoluo
  incidirem bastante s-obre os aspectos do c6digo fonte que n8o puderam ser inclufdos no
  modelo




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  3o lEncontm Nacional para                                                                  15
  a Qualidade nos Tecnologias de Informao   e ComunicogSes
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  4-6 de Novembro 1998


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         Os sistemas analisados t8m em comum o facto de terem sido desenvolvidos num
arnbiente que no essencial 6 semelhante, em particular no tocante             ferramentas     de
desenvolvimento utilizadas. A natureza dos sistemas tarnbem           comum, uma vez Que
todos so sistemas de inform&o      sobre o pessoal, embora cada um incida sobre uma
vertente particular da inform&o.   Como factores de diferenciao,         merece destaque o
facto de terem sido desenvolvidos por equipas diferentes e ainda o facto de um deles ter




1:




1




                                                                                                   \




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                                         68
                                         Saltos Incondicionais      1393.      .000


                                            ans                de   610.2      .000


                                         Complexidade               412.4      .000
                                         Essenci
                                         Quebras               na   103.5      ,000
                                         sequncia

        Tabela 4 Ane        de varicia      de m6tricas de produto

^
                Em qualquer dos casos, a anse         de varicia    permitenos afirmar Que existe uma
        elevada probabilidade de associao         entre o sistema considerado e a diferena de m6dias
        dos valores destas m6tricas.
    '           Na Tabela 4, pode-Se observar para cada m6trica, o valor da estatistica F e o nfvel
        de sigufficcia     do teste. Sabendo Que F representa a razo entre a varicia           estimada
        entre gmpos (explicada) e a varicia        dentro dos pr6prios grupos (erro), sendo os grupos
        o sistema implementado h uma d6cada e os mais recentes, isso significa Que 6 pouco
        provvel Que as diferenas encontradas sejam devidas ac acaso, para as m6tricas aqui
        apresentadas. A amostra continha 2071 m6dulos.
                Uma aniUise variao         da mdin destas mtricas veio confirmar que as evolu5es
        registadas   vo    de encontro     a uma maior        qualidade     no desenho e facilidade   de
        manuteno.      A ideia dominante 6 a de que a complexidade dos m6dulos criados 6 menor
        nos sistemas mais recentes. Tal no            implica que os sistemas em si sejam menos
        complexos, mas apenas tuna redestribui&o da complexidade entre os vos                 m6dulos.
        Uma leitura dos valores m6dios das mtricas para o sistema mais antigo face              m6dias
        para Osmais recentes permitiu register como factor positivo o quase desaparecimento dos

        30 Encontro Nacional para                                                                     17
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                                                         69
deve     ser evitados      to quto    possfvel.




5. ConclusSes e trabalho futuro


       Apresentou"-senesta comunicao            uma experincia Que tern vindo a decorrer na
Marinha Portuguesa em Quea utiliza&o de mtodos quantitativos est a contribuir para
uma melhor compreenso         do processo de desenvolvimento. As indica6es fomecidas
pelas mtricas de software recolhidas potenciam a adopo              de medidas informadas no
sendo da melhoa do processo de soe.
       Descreveue       brevemente o Sorack,         sistema Que tern vindo a ser desenvolvido e
utilizado no      bito deste projecto para dar suporte computacional a esta iniciativa. A
pr6pria concepo     e desenvolvimento do SofTrack apresentam um desafio em Si, dada a




da implement&o       de meios formals para o registo de ac5es de evoluo,                um Corie
importante com a inexistncia         de um formalismo Que permitisse de forma eficiente
recuperar inform&o       relativa     evoluo      dos sistemas, no tocante ao Que foi feito,
quando, porqu,      por quern e com quanto ,esforo, na evoluo               dos sistemas. Esta
modiflcao      tern como reflexo a possibilidade de cruzar a informo             recoIhida com o
p:APE com as mtricas      de complexidade de produto, a fim de encontrar a relao           entre a
complexidade de uma aco        de evoluo       e o esforo Dela envolvido.
       Essa relao     fol explorada no modelo de estimao           do esforo aqui apresentado,
modelo esse Que continuar a ser ajustado a medida Que forem sendo registadas novas
ac5es de evoluVo, de modo a tomSe           cada vez ms       fivel. O modelo dever


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                                                70
  posteriormente ser emiquecido com informa8o acerca da complexidade das altersJes                  p

  um estudo sobre a atribuio       de pesos diferentes para diferentes programadores, com base
  na sua produtividade em ac5es anteriores, para reflectir a discrepcia          proveniente, por
  exemplo, da experi8ncia de cada um tanto como programador como em reinko                     ao
  sistema em causa.
  Finalmente, apresentou-se ainda uma utilizo           das mtricas de complexidade do produto
  para uma melhor compreenso sobre a evoluo                 das solu5es de desenho utilizadas num
  sistema desennolvido       cerca de uma dcada, em relao            as que esto a ser usadas nos
  sistemas correntemente em desenvolvimento. Esta anise             revelou um aumento do 1mow-
  how dentro da orgamzao,         traduzido por uma utilizao        mais reduzida de solu6es Que
  contribuem para uma m estruturao           do c6digo, como sejam Os.SaltoS incondicionais.




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  3o Encontm Nacional para                                                                     19
  a Qualidade nas Tecnologlas de Informao   e ComunicaSes
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    6 de Novembro 1998


                                                   71
[Arroja93] Arroja P., "Mtodos Economtricos", ISEGI, 1993.
[Brooks75] Brooks, F., "The Mythical Man"Month - Essays on Software Engineering",
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New York 1977.
                                                                                                   11


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 20                                  a Qualidade nas Tecnologias de InformaSgo e Comunica(;;;6es
                                     Universidade do Minho
                                     46 de Novembro 1998


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             30 Encontro Nacional para                                                   21

    -        a Qualidade nas Tecnologias de Informa55o e ComunicaCSes
             Universidade do Minho
               6 de Novembro 1998


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