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    <sec id="sec-1">
      <title>A CERTIFICACAO DE SISTEMAS DA QUALIDADE</title>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>OAS EMPRESAS DE SERVICOS</title>
      <p>JNTRODUCAO
Numa epoca em Que cads vez mais e necessario fazer face a mudana num cutto
espao de tempo. o que implica um conhecimento profundo das orgamizac6es e amda
urns grande tlexibilidade empresarial, a Qualidade e a Certifiesc8o de Sistemas da
Qualidade de Empresas entraram no vocabulario do empresariado Portugu6s O
sistema de certifica(;:Aode empresas. cujas metodologias existem ja implementadas
desde 1986, s6 ganhou projeco em 1990. Contudo, quando Se ta de certificaco
de empresas. usualmente fala-Se de empresas industriais, no pol remeter para
Segundo piano as empresas de servi(;:os, mas dado Que as normas da serie
NP EN 29 000 est&amp;oelaboradas na 6ptica das empresas industriais e tambem porque
tradicionalmente foi a area pionexrana implementsc80 de sistemas da qualidade.
Se atendermosQueas empresasde serviCosconstituem a maioriada rede empressrial
poctuguesae ainda que qua!querempress do sector secundarioincorporauma parte
significatina de setvicOs, desde gest&amp;o do pessoal a comercializaCAot,oma-se de
grandeimportcia falarsobre as empresasde servicos e a sua certificac&amp;o.</p>
      <p>COMPETENCIAS
Em Portugal a rniss&amp;o de certificacAo de sistemas da qualidade de empresas foi
atribuida ao Instituto Portugu6s da Qualidade (IPQ), atraves do despacho
govemamental Que cria o Sistema Portugu6s da Qualidade (SPQ). 0 IPQ e um
organismo estatal Que depende do Ministerio da Industria e Energia e o qnal, atraves
do sen Setvio de CertificaAo (CERE) efectua a certificaco de acordo com os
requisitos estabelecidos nas normas da serie NP EN 29 0O0~
AS NOR,\1AS DA SEDJJENP EN 29 000
AS normas da serie NP EN 29 000 (a) mais precisamente a NP EN 29 001, a
NP EN 29 002 e a NP EN 29 003 definem a trs niveis diferentes de exigncias, Os
requisitos minimos a Que deve obedecer o sistema da qualidade de urns empress de
modo a garantir o fomecimento de um produto ou serniCo Que possua as
caracteristicas previamente detmidas mum documento de referncia. Pode-se entAo
dizer Que a certifiesCAoimp6e o envolvimento de todos Os departamentos da empresa"
e a participaCko active de todos os coZabocadores,no sentido da obteaC&amp;ode um
'servi(;:oglobal em conformidade com o que inicialmente foi estabelecido pela empresa.
Os trgs niveis de exig6ncias referidos destinam-se a permitir a adequa&amp;o do sistema
da qualidade ao tipo de produtot` servico que a empresa fomece, tendo em coma
variadissimos factores, mas em particular a comp2exidadeassociada ao produto e a
fabricaco, seguranca de pessoas e dens e repercuss6es economicas em caso de falha.
Estes aspectos v6m de algum modo referidos a rune}da NP EN 29 000, que fornece
alguns elementos para a escolha do mvel adequado, bem como apresents as linhas de
orientaco para a utilizaco da serie de normas.</p>
      <p>Tal como se ret`eriuanteriormente a escolha do ravel adequado podera sec conseguido
atraves do escudo e interprecacao pluridisciplinar dentro da organizacAo, da norma
NP EN 29 000, ou ainda sec um requisito estabelecido contratualmente. ou ainda
atraves de legislacAoaplicada ao sector.</p>
      <p>Ate ao momenco no existe regulamentaco relacivarnente a necessidade de
certificaco para determinado sector de actividade em conforrnidade com um dos
mveis de requisicos.</p>
      <p>A NP EN 29 004 estabelece linhas de orient&amp;o e descreve um conjunto de
elementos fund&amp;mentaispara a implement&amp;C&amp;doe um sistema de gest&amp;oda qualidade.
As normas QueIhe estAoassociadas. publicadaspets OrganizacAoIntemacionalde
NormalizacAo(ISO), Cb) ISO 9 004-2. {SO 9 004-3 e ISO 9 0044 sigmficam a
aplicaGAode um sistema da qualidade um dominio especifico de actividade, pelo
que, no caso da ISO 9 004-2, esta apenas concernorientaC6esde caractergeral, mto
constituindo o documento base de refer6ncia com base no qual se efectua a
cecriticsco.</p>
      <p>PROCESSO DE CERTIFICACAO DE EMPRESAS
A mecodologiade certificaco aplicadapelo IPQ Verndescritana Directiva CNQ 22,
do Conselho Nacional da Qualidade(CNQ). O CNQ e um dos orgos de apoio do
SPQ ao qual compete a definicdoda politic&amp;da qualidadea nine! nacional.Atraves
das suas corniss6espermanenceso, CNQ acompanhao desenvolvimentodas politicas
sectoriais no que diz respelto a metrologia normalizac5o.cectificacAoe servicos,
elaborando,caso se justifique, directivasque posteriocmentes8o apresentadasao
CNQ paraapronaGAeoas quais o IPQna sua actividadediariaaplica ou veriEcaa sua
aplicabilidade.</p>
      <p>Voltando aos aspectos da cemficaco de empresas e dado Queestamos a falar de urn processo voluntarlo. a
iniciatlva tern de partir da empresa Quedeve contactar o IPQ e mantlescar mteresse na ccrtificacdo. 0 IPQ
da rcsposta a esta marufescac5o de mteresse enviando urn conjunto de docurnentacdo do qual consul
nomcadarncnte:</p>
      <p>QuestioI1ario:.</p>
      <p>Minuta do pedido:</p>
      <p>Tabela de Custos:,
Quando a empresa considere Quereune as condic6es necessanas para apresentar o seu
pedido de certificaCdoao IPQ, deve faze-lo, enviando para isso toda a documentac5o,
devidamente preenchida e ainda alguma outra solicitada pelo IPQ, tal como o Manual`
da Qualidade da empresa.</p>
      <p>Ap6s o processo tel dado entrada no IPQ e depots de nomeado um tecnico
responsavei pelo processo, o qua! vita a ser o futuro interlocutor entre o IPQ e a
empresa rel&amp;tinamente ao estado do processo, este e analisado de ulna forma
Sumeriade forma a poder haver elementos para a nomeaGAode uma equipa auditora.
A realizacAo da auditoria de concessAovai ser da compelncia da equipa auditora
mandatada pelo IPQ, a qual procedera a marcacAo da data da respectiva auditoria
que devera ser de comum acordo entre a empresa e Os elementos da equip&amp;auditora.
Apos a realiza&amp;o da auditoriaa equipaauditor&amp;tera Queredigirum relat6rio, o qual
e entregueprimeiramentaeo IPQ e posteliormenteenviadoa empresa.Desse relat6rio
constam caso existam todos os aspectos que foram constatados no decorrer da
auditoriae Queado d&amp;oresposta aos requisitos da normade refer6nciae ao Manual
da Qualidadeda organizeco. Os aspectos Quen&amp;oesto conformess8o denominados
de ago conforrmdades.</p>
      <p>Face ao relat6rio o IPQ aguardauma resposta escritapor pane da empresa da qual
devera coastal as medidas correctivasQue vai desencadearpara correcco das nAo
conformidadesdetectadas hem como o respectivo prazo de implementaco. Esta
resposta devera ser enviadaao IPQ no prazo maxirnode tr8s meses, ainda QueBo
estejamcorrigidostodos os aspectosreferidosno relat6rioda auditoria.
0 IPQ, em face do relat6rio da auditoria e da resposta ao mesmo, vai tomar uma
deciso relativamente a concessAoda certificaco.</p>
      <p>Caso a resposta seja considerada satisfat6ria, o IPQ procede a emissAodo respectivo
Certificado de Qualificaco, o qual contem a descric5o do dominio de actividade
objecto do pedido de certificaGAo
Se existiremduvidas,da analiseefectuadado relat6rio e da resposta , relativamentea
adequabilidade,eficiSnciae/ou implementaC&amp;doas acC6escorrectivaspropostas peta
empresa o IPQ prop6ea realizacAodeuma auditoriadenominadade seguimento
Se esta situaG&amp;ose verificar retoma-se o ciclo, marcacdo da data da auditoria de
seguimento, dado Quea equipa auditora se mantem salvo GalasexcepC6esem Quetal
n8o se verifica., elaboraco do relat6rio, resposta ao relat6rio e analise de todo o
processo pelo IPQ, ate apreciaco favoravel.</p>
      <p>Com !;Jericd.icidade annal reahzam-se auditorias de acompanhamento para verifle&amp;i;;;do
da adequabikClade do sistema Implement&amp;do Estas auditonas habltUa!mente 540 mais
pequenas Que urns andiron&amp; de concessAo. ven'ficando Pol amostragem algumas das
funcJes da norma de referncia,
De fies em tr6s anos realizarn"'seauditorias de renovacdo as quais sdo em tudo iguais
a auditona de concesso irlicialmenteefectuada Estas auditorias dAo luger a amiss5o
de um novo certificado de Qualificao.</p>
      <p>AUDITORIAS DE QUALIDADE
.s auditorias ao sistema da qualidade t6m pol objectivo veriEcar o cumprirnento dos
requisitos estabelecidos nos documentos normativos aplicaveis e ainda nos
documentos internos e na pratica da entidade auditada nomeadamente manual da
qu&amp;lidade, piano de inspeccAo e ensaio, equip&amp;memos, calibraco qualificaCo do
pessoal, procedimentos da qualidade e operativos.</p>
      <p>AS EQUIFAS AUDITORAS
Paraa realizaGAdoas auditorias,o IPQ procede a constituicdodas equipasauditoras.
A sua constituico depende de um certo numero de fac!:ores,nomeadamente do
processo de certifleaCo, dos produtos ou serviOs em cans&amp; da dimensAo e
tecnologia da entidade a auditar. Pol utro lado, ha Que tel em conta que estas
equipas auditoras actuam pol delegaco do iPQ, devendo conhecer profundamente as
metodologias do SPQ~a especificidade dos sistemas de certificaco, os procedimentos
adopt&amp;dosno IPQ e ainda a sua harmonlzaco e relac6es com sistemas idnticos de
outros paises, nomeadamente da CE.</p>
      <p>E assim que surge a necessidade de definit e!aramente o que e o auditor IPQ, qual o
seu perfil e as exigncias a Quedeve obedecer.</p>
      <p>O AUDITOR IPQ
As equipas auditoras s80 constituldas, em geral, pol dois tecnicos; um auditor da
qualidade, que sera o coordenador da auditoria e um auditor tecnico especialista do
sector em aprecia(;:o preferencialmente com conhecimento das normas de garantia da
qualidade. Ao coordenador da auditoria exigem-se conhecimentoste6ricos e praticos
no dornlnio da garantia da qualidade, das auditorias e forrnac8o de nivet superior.
A BOLSA DE AUDITOBES IPQ
Neste momento o JPQ disp6e de uma BoJsa de Auditores JPQ, estando formaliz:adas
as metodologias de selecCAodos auditores IPQ, assim como de todas as acc5es
relacionadas com a sua actividade.</p>
      <p>Este flab&amp;Ibo tern pol base a expert6ncia que o IPQ tern vindo a desenvolver e
aplicada desde 1985 e ainda um conjunto de regras que tem vindo a ser debatidas a
nine}de diferentes grupos de crab&amp;Iboeuropeus. No bito da ISO foram aprovadas
as normas da Selie ISO 10011 Que estabeJecem um conjunto de regras aleat6rias a
auditorias e auditores e que o IPQ ja contemplou nos seus procedimentos.</p>
      <p>HARMONIZACAO DE
INDUSTmA DE SOFTWABE</p>
      <p>METODOLOGIAS</p>
      <p>RELATIVAMENTE</p>
      <p>A
Depois de desenvolvido um estudo cuidado das normas NP EN 29 000 em particular
da norma NPEN29000-3 "Orient&amp;c6espara aplicaco da norma ISO 9 000 ao
desenvolvimento. fomecimento e manutenc&amp;o de software (suporte l6gico dos
sistemas informaticos)" concluiu-se da necessidade de debater mais profundamente
todos Os aspectos que Se prendem com a certificaco deste tipo de empregos, com
tecnicos do sector.</p>
      <p>O IPQ constituiu um Grupo de Trabalho (GT) que tern pol objectivo, com base no
precesso de celtificaco de empresas ja imp\ementado no IPQ, desenvoJver uma
rnetodologia de abordagem e uniforrnizacAodos criterios de av&amp;liaco dos auditores,
relativamente ao sistema da quaJidade das empresas que desenvolvem software e cujo
interesse pela certificacAoviesse a ser demonstrado
O GT iniciou os seus trabalhos de urn&amp;form&amp;bastante informal,mas com o objectivo
concreto de desenvolver um documento que cumprisse com os objectivos inicialmente
propostos. Pensa-se poder nil a &amp;presentero referido documento ate finals do m6s de
Maio p.f., equacion&amp;ndo-seneste momento a possibilidade de o vir a apresentar ao
Conseiho Nacional da Qualidade atraves das Comiss6es com compet6ncia para o
efeito.</p>
      <p>CONCLUSAO
Este sector &amp;present&amp;uma dinca notavei n&amp;oso a nivel nacional como tambem a
nine! Comunitario, flcando bem patente pei&amp;actividade de normaii7a(;:8oque Se regista
e peLointeresse Que os responsaveis pelo sector t6m vindo a demonstrar junto das
entidades competentes.
E axnda de assinalar que no mundo actual, marcado por urns forte concorrmeta e
dinca empresarial. onde cads vez mais os produtos apresentam caracteristicas e
precos equivalentes, a distlnc&amp;otern de ser feita pela qualidade do servio prestado. A
certificac8o do Sistema da Qualidade de Empresas Sela sew duvida um carto de
visits que cads vez mais pesara na deciso do consumidor.
(a) Normas da SkFie NP EN 29 000:
NP EN 29 000 Normas paraa gestdo da qualidadee a garantiada qualidade.Lir1has
de orientsdo paraa selecco e utilizaGAo.</p>
      <p>NP EN 29 001 Sistemas da qualidade.Modelo de garantiada qualidadeno prOjecto/
desenvolvimento,produdo, instalao e ap6s vends.</p>
      <p>NP EN 29 002 Sistemas da qualidade.Modelo de garantiada qualidadena producAo
e instalac5o.</p>
      <p>NP EN 29.003 Sistemas da quaiidade.Modelo de garantiada qualidadena inspec(;:Ao
e cosmosfmais.</p>
      <p>NP EN 29 004 Gest2o da qualidadeelementos do sistema da qualidade.Linhas de
orientat;:o.</p>
      <p>NPoENo29o003 Normas de Gesto da Qualidadee garantiade Qualidade.Parte 3
Orientac6esparaa aplicaAo da NormaISO 9001 ao desenvolvimentofomecimento
e manutenCo de softWare.
(b) Normas ISO, de 1993:
ISO 9 000-2 Quality managementand qua.iityassurance standards-Part 2. Generic
guidelinesfor the applicationof ISO 9 001. ISO 9 002 andISO 9 003
ISO 9 000-4 Qualitymanagementand qualityassurancestandards-Part 4: Guide to
dependabilityprogrammemanagement.</p>
      <p>ISO 9 0042 Qualitymanagementandqualitysystem elements- Part2: Guidelinesfor
services.</p>
      <p>ISO 9 004 3 Qualitymanagementandqualitysystem elements- Part 3- Guidelinesfor
processedmaterials.</p>
      <p>ISO 9 004 4 Qualitymanagementandqualitysystem elements- Part4: Guidelinesfor
qualityimprovement.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>A APLICACAO DA NP/EN 29001 NA ICL PORTUGAL</title>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>INTRODUCA-O</title>
        <p>" A ICL e uma Companma dedicada a sacisfazer plenamente os seus clientes
fornecendoprodutose ser\icos de superiorqualidadede umaformaprofissional"
Esta e a missAoda ICL Portugal e a forma como queremos Queo mercado entenda a
nossa actuaco.</p>
        <p>AS tr6s componentes da nossa missAorequerem uma permanence atesco a nossa
actuao como Companma e como pro6ssionais e implica um esforco cOntinuadona
procura de nos suplantarmos no dia-a-dia da nossa actividade.</p>
        <p>Para isso. o mats importante sAo as pessoas e a sua permanente mocivacdo para os
objectivos de coda a empresa. O conbecimento da sua prestaAo para o coIectivo e da
sua identidade proBssional garante a cada um Quefuncione de acordo com as normas
acordadas e dentro dos principios estabelecidos nos Mannais da Qualidade
departamentais um desempenbo Queira certamente beneficiar o cliente, produaindo
para a empresa uma mais valia signtficativa.</p>
        <p>Na ICL empenbamo-nosdia ap6s dia em tenter surpreenderaqueles que connosco
trabalhamexcedendoaquiloQueesperamde nos, pois esta e a nossa formade estarno
mercado. ,
56 dessa forma poderemos ouvir repetidamente dos nossos clientes, que somos uma
Compauhia com QUALIDADE na accAoe mio so nas palavraas e nas intenc6es.
Nana Caldeira da Silva, Presidente da /CL Partugal</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>O PROCESSO DE MELHORIA CONTINUA NA ICL</title>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>PORTUGAL</title>
      <p>Tudo comeCouna Cassm5e (ICL ) em 1986 e na ICL Portugal em 1989/90, numa
epoca em que a diferenciao de produtos desaparecia rapidamente e em Que era
imprescindivel descobrir o caminho mais seguro para nos mantermos competitivos.</p>
      <p>Sim, a Companhia decidiu apostar ainda mais na Qualidade dos sens recursos
humanos, tecnicos e financeiros - para, nas areas das tecnologias da Informaco,
cooperar com os nO5sosc/ientes na saust`a20 das suas necessidades e requisitos.
Nesse sentido e pol acreditar Queapenas com uma atitude permanente de melhoria e
possivel satister inteiramente as necessidades dos Clientes a !CL implementou um
Processo de melhoria da Qualidade Quetern as seguintes lases principais;
la Fase - ConformanceQuality - Cujo enfoque e primordialmentenos Clientes
Internose na reduco de custos Intemos
28Fase - Customer Driven Quality - Em Quea preocupaVdoe o CUenteExtemo e
o Servico que Ihe e prestado;
o Jg Fase - Market Driven Quahty - OrientsAo para Os potenciais Clientes e
Benchmarkcom os "melhores"da concorrnci
Fase - Strategic Quality - Cujo objectivo e obter urna boa "visibilidade" em termos
demercado. `
Em 1989 a ICL Portugal lancou o seu Processo de Melhoria Continua tendo por base
Os seguintes plincipios basicos:</p>
      <p>A Qualidade tern Queser definida em conforrnidade com Os requisitos, nAo como
o optimo;
O sistema que origina a Qualidade e a prevencAo no a avaliao;,
O PadrAode Desempenho devera ser o "zero erros",n&amp;o o "ja esta mais ou
menos".
*
.</p>
      <p>Em 1992, ao dar inicio a 2aFasedeste Processo de Melhoria a ICL def!niuOs 4
principiosbasicos de CustomerCare. tomando assim mais visivel a sua preocupaAo
paracom os clientesexternos:</p>
      <p>Excedendoas su
expectativas no satlstendo apen</p>
      <p>Ossens requisitos
N seguindo apenas o Processo mas. proporcionando-Ihes um Servico
Personalizado:.
.</p>
      <p>TrabaZhandosempre para ser o primeiro Fomecedor no mercado das tecnologias
de Inform&amp;4o;
Medindo e tendo sempre como porno de referncia a opiniAodo Cliente acerca do
Servico prestado.</p>
      <p>A gestAo efectiva da Qualidade focalizada na satisfaCAodos Clientes Intemos e
Extemos, e por isso uma das principais prioridades da DirecCAo,concretizada na
preocupaCo constante de ouvir e compreender ado s6 as necessidades e desejos dos
Clientes Extemos. mas tambem de incentivar a participaGdo de todos os
colaboradores na discussSo, analise e sugesto de propostas que visem a MeJhoria da
Qualidade da Companhia.</p>
      <p>Iniciado o Processo de Melhona da Qualidade havia que garantir que o empenho de
todos estana direccionado para esse comprornlsso. Nesse sentido, a primeira aco
desenvo1Vidafoi a forma4o, de cima para baixo, de todos os coJaboradores da
Companhia.</p>
      <p>A EXPERIE-NCIADA ICL PORTUGAL EM FORMACA-ODE QUADROS
1988/89 - ManagingQualityImprovementProcess (MQIP - CROSBY) - Directores;
Mas a forrnaco foi apenas o primeiro passo para um processo continuo de meJhoria.
Para desenvolver &amp;cc6esera preciso perceber Ospornos fortes e rracos da Companhi&amp;
no s6 na perspectiva da gesl4o mas tendo por base a opiniAo de todos os
colaboradores. para nos consider&amp;dos como clientes internos. Um instrumento de
gest&amp;o que ja vinha sendo utilizado desde 1987 - o inquerito de opmiAo - fol, e
continua a ser, o principal instrumento formal de diagn6stico da satisfacAo dos
clientes internos, E o piano da QuaJidade Annal passou, a partir de 1991 a
contemplar as acc6es conducentes a meJhoria dos result&amp;dosglob&amp;isdesse inquerito.
Tudo isto com base numa comunicacAo aberta e sem barreiras, em que Os
colaboradores so incitados a sugerir, criticar, lutar, exigir e em que as chefias so
medidas tarnbem &amp;cravesdo inquerito de opiniAo,
No entanto. havia tambem que imp\ementar sistemas e processos de Informa{;:o /
Cotr2in:Si:i!ic/a'oMelhoria Continua / Reconhecimento.
Alguns exemplos do que hoje em dia temos:</p>
      <p>ReLxni6emsensais com as Che/las;
Team Briefing;
ReuniAoglobal a meio do ano</p>
      <p>moco / Pequeno moco com o Director Geral
Escritorto Electromco
Int`orma6es sobre factos e acontecimentos da Companhia
Processo de gesto pelo desempenho ao longo do ano:</p>
      <p>I00% de colaboradores com objectlvos deflmdos.</p>
      <p>RevisAono maximo ap6s 6 meses</p>
      <p>Acompanhamento e dialogo permanences(MelhoriaContinua)</p>
      <p>Sistema e Processo de acc6es correcl:ivas:.</p>
      <p>Esquema de sugest6es:,
Exce/lence awards.
E nossa cOnvlc(;:o Que a capacidade da !CL para fomecer produtos e servi9os de
qualidade, satisfazendo cabalmente as necessidades e expectativas dos nossos clientes.
depende dos sistemas e processes de gest&amp;o da qualidade Que utilizamos. Tel a
CompanJlia certi5cada em qualquer uma das Normas da serie 29 000 e n5o s6 um
reconhecimento da qu&amp;lidadeda nossa organi7ao como tambem e principalmente
uma garantia para Osnossos clientes e/ou potenciais clientes da qualidade inerente aos
produtos e servi(;;:oSQue fornecemos. Porque para nos no e so ser.,..e tambem servos
reconhecidos como Empresa de Qualidade',
Assirn, empenhamo-nos em 1991 no Processo de Certiflea5o da ICL Portugal na
Norma NP/EN 29001, pelo Institute Portugus de Qualidade, e fomos certificados em
Outubro de 1992.</p>
      <p>Inicialmente o processo de certificaco fol visto peta Companhia como uma
"obrigaC&amp;oi"mpost&amp; pela casa mAe, pleno de burocracia e com pouco valor
acrescentado No entanto, 3 anos ap6s o inicio do processo, penso poder dizer Que
todos os colaboradoresda CompanfnaSe aperceberamda sua importcia e validade
como mais um dos instrumentosfundamentaisparaa melhoriacontinua
Desde logo a orient&amp;c&amp;soeg;uidaapontou claramenteparaa deScri([;:&amp;ode todos Os
Processes da Companftfaindependentementedos requisitosespecificosda Normaem
causa atendendo a que o objective 911lese pretendiaalc&amp;ricern&amp;o era apenas a
certificac&amp;oem Si, mas Sim a optimiza(;;:Adoo modo de filncionar da Companhia.
Assim, uma das primeirasaccJes Quedesenvolvemosneste processo fol a formacAo
dos Managers,com vista a informa-fossobreOsrequlsitosda Normae a interpreta(;:o
da ICL sobrea suaimpiementa(;:o~Quaseparalelamenteforamtambemseleccionados
e form&amp;dosos auditoresintemos.</p>
      <p>De seguida o Sistern&amp;da Qu&amp;lidaddea ICL Portugalfoi desse modo e durantecerca
de um ano (de Outubro de 1991 a Julho de 1992) exaustivamentedocument&amp;do
Depart&amp;memoa Departamentoe Processo a Processo, com a participacAoactiva da
maioria dos Colaboradores da Companfna. Todo esse trabalho teve como
consequ6ncia imediata um multO melhor conhecimento, pol parte de todos Os
colaboradores, do modo de fi.]ncionarda sua area de trabalho em particular,e da
Companfnaem geral.</p>
      <p>Em 1993 e com vista a melhoria do tuncionamento dos Processos Criticos ao
t:uncionamento da Companhia t`oram identificados, pela Equip&amp; de Melhoria da
Qualidade (Quality Improvment Team - QIT), os Processos Que pela sua importcia
e impacto no neg6cio, teriam de ser objecto de uma melhor articulacAo
interdepartamental.</p>
      <p>No entanto. &amp;&lt;j[ste mna Companniaoutros Processes criticosparao neg6cio Ques2o
revistos e mefhoradosanualmente.A saber:
.
.
.
.
.</p>
      <p>Questionario de Opinio Intern&amp;(Opinion Survey);
Questionario de Satisfacdo de Clientes(Customer Satisfaction Survey);
Plano de Qualidade Annal;
Auto-AvaliaAo de acordo com o modelo do Premio Europeu de Qualidade;
Processo de Besto pelo desempenho(Investing In People).</p>
      <p>O impacto destes Processos criticos e avaliado fundamentalmentede 2 formas:
em</p>
      <p>Introduco de novas medidas orientadas para o ClienteExterno;
+ Definia-o de objectivos. para cada uma das medidas, Quetenham em conta</p>
      <p>Os result&amp;dosde act:5es de Benchmarking.</p>
      <p>AnuaZmente,atraves dos Resultsdos do Questionario de Opini&amp;oInterna do
Questionariode SatisfacAode ClientesExternose dos result&amp;dosdo Neg6cio.
Adicionalmente,sAo realizadasVisitas de acompanhamento(FoUow Up) a Clientes
Externos, coordenadas pelo departamentode Qualidade em conjunto com os
responsaveis pelas diversas "comas"de CUentes.Estas visitas tm pol objectivo
avaliare acompanharmais de perto o grau de satisfacdodos Clientes em FetacAoao
modo de actual da ICL. Em 1993 foramrealizadas13visitasde acompanharnentQoue
em si mesmas originaramacc6es demelhoriajunto aos CUentes.</p>
      <p>Para actualizar e melhorar a documento e aplicacAo do Sistema da Qualidade, o
Departamento da QuaZ.idadecoma com a colaboracAo dos Auditores Intemos e
Coordenadores Departamentais da Qualidade.</p>
      <p>Anualmente so identificadas os Colaboradores Que desempenham as fun6es acima
referidas.</p>
      <p>De modo a garantir a conforrnidade do Sistema da Qualidade da ICL Portugal com os
requisitos da NP EN 29001, s8o realizadas Auditorias Intemas a todos os processos
da Companhia no minimo I vez pol ano. Do mesmo modo $50 realizadas pelo IPQ
Auditorias de Acompanhamento annals.</p>
      <p>As ac6es correctinase as sugest6es de melhoria decorrentesdestas auditorias,s8o
registadas e implementadas pelos respectivos responsaveis. A confirmacAo da
implementacAoe feita atravesde
Auditoriasposteriores</p>
      <sec id="sec-5-1">
        <title>EM RESUMO..</title>
        <p>Houve varlos aspectos que melhoraram e continuam a melhorar durante e apos
certihcao,
A gestAo de processos melhorou sigr][ificativamente,porque a document&amp;CAodo
sistema da quahdade, levando as pessoas em geral e o "management"em particular a
conhecerem melhor o Que fazem originou eSpa(;::OSpara melhoria Que antes ago
haviam sido percepcionados.</p>
        <p>POr outro !ado, todos na empress tiearam mais sensibilizados para a necessidade de
efectuar registos.</p>
        <p>As auditorias intemas da qualidade tm sido tambem um grande instrumento de
me/horia porque, sendo uma forms de consultoria perr]rlitemmeZhorarquer aspectos
especificos de cada urns das areas quer aspectos mais germs dos processos
interdepartamentais da empress.</p>
        <p>O sistema de medida global que utilizamos, e Que foi centralizado apos a auditoria
extern&amp;feita pelo IPQ, contribui tambem para a melhoria continua da qualidade
porque permite desenvolver acc6es especificas quando alguns indicadores se
comecam a at`astardos objectivos definidos.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>TODOS OS NOSSOS ESFORCOS NOS NOSSOS</title>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>CLIENTES</title>
      <p>A satisfa(;:o dos clientes e o objectivo principal da actividade Que desenvolvemos.
No e fomecer, no e vender no e servir, mas sim satisfazer as necessidades dos
clientes de modo a Que eles pr6prios possam desenvolver o seu neg6cio perseguindo
objectivos de rentabilidade e crescimento.</p>
      <p>E porque a unica medidaValidadessa satisfaGA Oe "aquiloque os clientes pensam",
temos vindo a desenvolverdesde 1989 um inqueritoanualjunto dos nossos clientes,
cujos resultadossko paran6s um meio de diagn6sticofundamentalsobre os pontos
fortes a mantel e a melhorarSe possivel e os pontos fracos Que, ap6s cuidadosa
analise.do origema planos de ac6es concretos conducentesa melhoriasdesejadas.
Mas os nossos clientes, emborarepresentemorgani7ac6es. so homens e mulheres
com conhecimentos raciocinio,emoc6es e sentimentos.</p>
      <p>E com base nesta convicc8o Que para n6s satisfaC50 do cliente passa pela
conformidadecom os requisitose pelo excederas expectativas.</p>
      <p>POrisso. na ICL no s6 nos preocupamosem fornecer os produtose setvios que o
chente necessita mas tambemqueremose tudo fazemos paraque sejafacil negociare
lidarconnosco, estar pr6ximodo clientee cumpriras promessas.
$6 satisfazero clientenBo chega e preciso exceder as suas
expectativea,surpreend6lo!
Margarida Barreto
Directors de Comnnicac5o e Organizac:Ao da ICL Portugal</p>
    </sec>
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          <year>1990</year>
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          <article-title>- Quality Improvment for the Individual(QIFTI - ICL) - Todas as chefias, -</article-title>
          <source>Todos os Colaboradores</source>
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          <volume>75</volume>
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          <article-title>-</article-title>
          <year>1990</year>
          ; 25%
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          <year>1991</year>
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          <year>1992</year>
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            <surname>CustomerCareEvent(ICL)- Directores</surname>
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          - Novos colaboradores CustomerCareEvent+ Comm./S&amp;les/Neg.Slcills - Todas as chefias - Todos os coZaboradores
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