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|title=Letramento digital no ensino de língua portuguesa em uma escola do semiárido potiguar: os jogos educativos na mediação do ensino-aprendizagem
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==Letramento digital no ensino de língua portuguesa em uma escola do semiárido potiguar: os jogos educativos na mediação do ensino-aprendizagem==
Letramento digital no ensino de língua portuguesa em uma
escola do semiárido potiguar: os jogos educativos na mediação
do ensino-aprendizagem
Alexandre Caitano, Edjane de Azevêdo, Marlla Viana
Departamento de Ciências Exatas Tecnológicas e Humanas (DCETH) Universidade
Federal Rural do Semi-Árido (UFERSA) Rua Gamaliel Martins Bezerra, S/N - Alto da
Alegria - 59.515-000 – Angicos – RN
sr.alexandre16@hotmail.com, edjanemikaelly@hotmail.com,
marllamayrla@hotmail.com
Abstract. The use of new technological tools coming impacting the way of life of
the society and, consequently, the modes of teaching and learning. There are
practically no oral communication between people, because they began to
communicate more via text message, boosting so some researchers discuss
digital literacy, which is nothing more than an understanding of what is writing
or reading. It is used as a methodology to the analysis of teaching practices, by
means of a workshop with digital games, entitled Digital literacy in teaching
Portuguese Language, applied in a state school in the city of Angicos/RN, for
students of the 8th grade of elementary school.
Resumo. A utilização das ferramentas tecnológicas vem impactando o modo de
viver da sociedade e, consequentemente, os modos de ensinar e aprender.
Praticamente não há comunicação oral entre as pessoas, porque elas passaram
a se comunicar mais por mensagem de texto, impulsionando assim alguns
pesquisadores a discutir o letramento digital, que nada mais é do que a
compreensão do que se está escrevendo ou lendo. Utiliza-se como metodologia
a análise das práticas de ensino, por meio de uma oficina com jogos digitais,
intitulada de Letramento Digital no Ensino de Língua Portuguesa, aplicada em
uma escola estadual, na cidade de Angicos/RN, para os alunos do 8º ano do
ensino fundamental.
1. Introdução
Atualmente o jovem se encontra rodeado de ferramentas, aparelhos, redes sociais, entre
outros aparatos tecnológicos. Há, portanto, uma necessidade de se buscar meios
tecnológicos para a sala de aula, como forma de aproximá-lo da realidade juvenil no
contexto escolar.
Nesse contexto, despertar no educando o interesse pelo estudo da língua
portuguesa requer uma aproximação dos desejos juvenis. Para isso, torna-se necessário
utilizar novos meios para instigá-los, preparar aulas onde se faça uso de tecnologia
interativa, como jogos. Por isso, a ação docente requer planejamento alinhado com os
novos suportes tecnológicos.
As dificuldades impostas pelo acesso à internet não podem se tornar um
empecilho para o progresso da educação, principalmente quando sabemos que na maioria
das escolas públicas onde existem laboratórios de informática o sistema operacional
utilizado é o Linux Educacional. O sistema Linux traz uma série de programas
educacionais que podem ser utilizados nas diversas áreas do conhecimento sem a
necessidade de acesso à Internet.
Um dos papéis cruciais do professor é incluir. Incluir, letrar, mostrar ao aluno
como melhor utilizar as ferramentas tecnológicas para seu crescimento intelectual. O
incentivo por práticas de produção textual, a utilização de jogos digitais e outras
ferramentas que despertem no aluno a importância para o seu cotidiano. Trabalhar
atividades onde o discente possa mostrar sua produção para os amigos e familiares,
criando assim uma ligação maior da teoria empregada na construção de gêneros textuais,
produções, entre outros, com a realidade do aluno.
Os novos suportes tecnológicos são fortes aliadas da educação. O desafio está em
procurar formas de inserir essas ferramentas para ajudar na produção do conhecimento,
fazendo com que seu uso não seja apenas uma adaptação do método tradicional de ensino
da lousa para o computador. Tudo o que se aprende no âmbito escolar vai refletir na vida
pessoal e social do educando, desse modo, é importante que haja o processo do letramento
digital, pois, existe na tecnologia uma oportunidade para o crescimento do conhecimento
intelectual do aluno.
Esta experiência vivenciada na região do semiárido potiguar contribuiu para
termos a certeza da importância do letramento digital para a formação e desenvolvimento
de jovens estudantes mais esclarecidos e críticos, diante da utilização das tecnologias
frente ao conhecimento sistemático de língua portuguesa. A pesquisa tem cunho
qualitativo, pois, de acordo com Flick (2004), os métodos qualitativos “encontram-se
especificamente incorporados ao processo de pesquisa, sendo melhor compreendidos e
descritos através de uma perspectiva do processo”, e, por conseguinte, os casos são
estudados de acordo com os seus contextos, entendendo, descrevendo e explicando os
fenômenos de maneiras diferentes.
2. A importância do letramento digital no ensino de língua portuguesa
Nesse mundo tecnológico em que vivemos, é essencial que tenhamos conhecimento das
ferramentas mais adequadas possíveis para estarmos atualizados e atentos com as
mudanças contínuas. Escrever bem ou ao menos conhecer o essencial da nossa língua
materna sempre foi e será primordial para nosso crescimento profissional e também
pessoal. Práticas sociais como a leitura e a escrita podem ser proporcionados por diversos
meios tecnológicos, como o computador, a Internet, os telefones celulares, enfim, meios
de comunicação que estão, em sua maioria, nas mãos dos brasileiros, pois, de acordo com
o site G1 (2015), no levantamento feito em 2014 pelo IBGE, mais de 50% dos brasileiros
estão conectados à Internet e 75,5% da população no Brasil tem telefone celular.
Para CARMO (2003) é considerado letramento digital todas as possibilidades de
contato com a língua escrita nos ambientes digitais em que ela ocorre, seja nas práticas
de leitura ou de escrita, ou ainda por percepções de imagens alocadas em situações
diversas. Por isso a sua importância em ser trabalhada nos âmbitos educacionais, já que,
além de trabalhar com ferramentas mais próximas ao universo dos educandos, ainda conta
com a necessidade que esses alunos dominem um conjunto de novas informações,
habilidades mentais, manuseio de ferramentas tecnológicas e reaproveitamento de meios
educacionais sem que necessariamente estejam em uma sala de aula fechada em quatro
paredes de concreto.
É possível observar que a tecnologia é uma grande aliada da educação, seu modo
interativo, multidisciplinar e de simples acesso nos faz crer de que o seu uso em sala de
aula facilite o aprendizado dos educandos, e, de acordo com Bagno (2002 p. 55-56),
[...] tipo de letramento é o letramento digital, uma vez que o computador se
tornou um novo portador de textos (hipertextos), suscitando novos gêneros,
novos comportamentos sociais referente às práticas de uso da linguagem oral
e escrita, e cobrando de nós, novas teorizações e novos modelos de
interpretação dos fenômenos da linguagem.
Para Costa (2006, p.3), “a escola deve aproveitar a competência comunicativa dos
adolescentes que usam bem os gêneros emergentes disponíveis na tecnologia digital para
transformá-los em bons produtores de tecnologia”, ou seja, essa tecnologia está nas mãos
dos nossos educandos diariamente, inclusive algumas são os motivos das dores de cabeça
do educador, como o aparelho celular em sala de aula, e nada mais prático para solucionar
esse problema do que utilizar essa ferramenta para transformá-la em tecnologia
educacional, como Xavier (2008, p.2) conceitua que “O Letramento digital implica
realizar práticas de leitura e escrita diferentes das formas tradicionais de letramento e
alfabetização”.
Nada mais comum do que trabalhar em uma aula de Língua Portuguesa a produção
e interpretação de textos, gêneros textuais, funções da linguagem, a estilística da
linguagem, artigo, substantivo, preposição, enfim, como escrever diversos tipos de textos
de acordo com cada situação possível e de forma adequada. E, para isso, utilizar
ferramentas que estão nas mãos dos alunos, o telefone celular, seja com a função de SMS
(mensagem de texto) ou de aplicativos disponíveis, e o computador, com editores de
textos, rede social, jogos, enfim, existem diversas maneiras de inserir o educando no
contexto tecnológico atual dando-o a oportunidade de enxergar que ele pode aproveitar
essas ferramentas para o seu crescimento educacional. Levy (1999) considera que
[...] não basta estar na frente de uma tela, munido de todas as interfaces
amigáveis que se possa pensar, para superar uma situação de inferioridade. É
preciso antes de mais nada estar em condições de participar ativamente dos
processos de inteligência coletiva que representam o principal interesse do
ciberespaço.
Não basta ter acesso à tecnologia, o educando deve ter em mente que esta
ferramenta abre oportunidades, e, se bem aproveitadas, são de grande importância para o
crescimento e avanço de seu conhecimento.
3. Aplicação da oficina Letramento digital no semiárido potiguar
É possível observar a enorme necessidade que os nossos educandos têm referente às
normas da Língua Portuguesa. Nesse mundo tecnológico, as pessoas se comunicam mais
rápido com mensagens de texto, e, para não demorar, elas abreviam as palavras, escrevem
de forma errada e/ou inadequada, gramaticalmente falando, tornando esses hábitos em
vícios de linguagem.
Pensando nisso, incentivados pelo Prof. Dr. Sueldes de Araújo, sobre o comando
e pela disciplina de Prática de Ensino V: Ensino-aprendizagem de computação, decidimos
aplicar uma oficina intitulada de Letramento Digital no Ensino de Língua Portuguesa,
dividida em três dias, para instigar os educandos a escreverem mais e com mais qualidade
e a entenderem o que escrevem. Segundo Xavier (2008),
O Letramento digital implica realizar práticas de leitura e escrita diferentes das
formas tradicionais de letramento e alfabetização. Ser letrado digital pressupõe
assumir mudanças nos modos de ler e escrever os códigos e sinais verbais e
não-verbais, como imagens e desenhos, se compararmos às formas de leitura e
escrita feitas no livro, até porque o suporte sobre o qual estão os textos digitais
é a tela, também digital.
As atividades desta oficina foram desenvolvidas na Escola Estadual Professora
Joana Honório da Silveira Moura, localizada em Angicos/RN, em parceria com uma
professora de Língua Portuguesa e com a turma do 8º ano A do ensino fundamental II, no
período de 15 a 17 de setembro de 2015, com duração de 1h30min cada, totalizando 4
horas e 30 minutos, aproximadamente. Os horários para as aplicações foram divididos
da seguinte forma: No dia 15 das 07h15min às 08h45min; No dia 16 das 07h40min às
09h10min; No dia 17 das 10h00min às 11h30min.
As aulas foram ministradas de forma oral e prática, com o auxílio de uma
apresentação de slides contendo imagens e o passo-a-passo referentes aos assuntos que
foram abordados em cada dia. Neste sentido, buscamos adequar melhor a cada dia o modo
como “fazemos em casa de modo pessoal” para compartilhar com os alunos o que cada
ferramenta que utilizamos tinha de melhor. Tudo, ou quase tudo, é tecnológico. Uma
caneta esferográfica é uma tecnologia, um caderno é uma tecnologia, mas o que os nossos
educandos precisavam e/ou precisam é de um mergulho no mundo tecnológico das
ferramentas educacionais conectadas a grande nuvem, a Internet, e ao mundo tecnológico
referente aos computadores e foi isso o que fizemos. Apresentamos ferramentas que eles
podem utilizar para fins educacionais de modo mais prático e rápido.
A oficina foi dividida em três dias, organizada de acordo com a grade de aulas da
professora colaboradora, de forma a proporcionar um aprendizado aos alunos do 8º ano
A e a própria educadora, ensinando-os a utilizarem o computador não apenas para o
acesso à Internet ou como apenas entretenimento, mas mostrando que aquele ambiente
virtual pode ser a própria sala de aula.
No primeiro dia (Figura 1), 15 de setembro de 2015, participaram 28 (vinte e oito)
alunos. Discutimos sobre qual seria nosso objetivo com a turma, informamos como
seriam organizados os três dias da ação, e em seguida demos início a oficina com a
pergunta: Gênero textual, o que é isso? Decidimos iniciar essa discussão no intuito de
sentir o nível de “intimidade” que a turma tinha com os gêneros textuais. Juntamente com
a problematização dos termos gramaticais envolvidos, sempre trazíamos significados, e
construíamos em conjunto nossas definições. Neste primeiro encontro, trabalhamos mais
o aspecto teórico, mostrando diversos tipos de gêneros, dando ênfase ao gênero Carta do
Leitor, que seria utilizado em uma atividade no dia seguinte. Ao fim deste primeiro
encontro, apresentamos o jogo KHangMan, um jogo de forca que traz palavras da língua
portuguesa, e quando os alunos encontrassem palavras que não soubessem o significado,
eles deveriam procurar o significado no dicionário (físico). Após esta última atividade
encerramos este primeiro dia da oficina.
Figura 1. Primeiro dia da oficina. 15 de setembro de 2015
No segundo dia (Figuras 2 e 3), 16 de setembro de 2015, participaram 23 (vinte e
três) alunos. Iniciamos o segundo momento da oficina com uma atividade prática,
trabalhando com a turma um artigo de opinião retirado da prova do ProITEC 2013 do
IFRN, onde eles iriam ler, pensar e escrever como resposta ao editor do artigo, uma Carta
do Leitor. Determinamos os critérios para a produção da carta, e para exercício das veias
críticas e gramaticais do gênero. Para a produção, separamos os alunos em trios, esta
divisão foi feita no intuito de incentivar a interação entre os discentes e dar maior atenção
a temática abordada no artigo. Após cada grupo terminar a produção da carta, fomos
incentivando que os grupos abrissem mais uma vez o jogo KHangMan. Desta vez os
grupos utilizaram o jogo entre si, entre os componentes daquele grupo formado para a
produção do texto. Depois que todos terminaram a produção, encerramos este segundo
dia da oficina.
Figura 2. Segundo dia da oficina. 16 de setembro de 2015
Figura 3. Segundo dia da oficina. 16 de setembro de 2015
No terceiro dia, 17 de setembro de 2015, participaram 27 (vinte e sete) alunos.
Iniciamos falando sobre as produções das Cartas, comentamos sobre duas cartas
produzidas por eles (sem identificar a autoria), mostrando possíveis deslizes na
organização física do gênero textual. Parabenizamos os alunos pelos posicionamentos em
relação a temática do artigo de opinião, pois foram levantados muitos aspectos
interessantes, mostrando-nos a importância de se explorar temáticas sociais em prol do
desenvolvimento educacional do corpo discente. Após a discussão, partimos para um
método em que dividimos a turma em duas para iniciarmos uma pequena disputa.
Levamos uns adesivos com duas cores, amarelo e roxo e dividimos os grupos de acordo
com as cores dos adesivos. Explicamos como funcionaria a dinâmica e partimos para a
execução da atividade. Trabalhamos juntamente com os alunos, usando três softwares que
foram usados em etapas diferentes. Na primeira etapa, eles jogaram o jogo Roda a Roda,
quando a turma se deparasse com alguma palavra desconhecida, iríamos procurar juntos
no dicionário (físico), e discutirmos o significado. Na segunda etapa utilizamos o jogo
Soletrando e na terceira e última etapa, o Jogo da Acentuação (adequado ao novo acordo
ortográfico). No final da dinâmica, os grupos receberam um prêmio simbólico, e antes de
terminarmos este terceiro último encontro, pedimos para que os alunos se manifestarem,
que falassem sobre nossa ação, se gostaram, se gostariam de continuar participando de
ações como esta, e se nossa forma de trabalho facilitou o aprendizado. Recebido o
feedback, encerramos o último dia da oficina.
Figura 4. Terceiro dia da oficina. 17 de setembro de 2015
4. Problemas encontrados e desafios vencidos durante a aplicação da oficina
Inicialmente, de acordo com o plano de aula original, os três dias de aplicações deveriam
ter sido diferentes, pois iríamos utilizar a Internet como fator principal, mas, em nenhum
dos dias foi possível, pois, segundo a professora colaboradora, houve um problema na
rede e no roteador do laboratório da escola, o que ocasionou a falta de Internet durante os
três dias de aplicação da oficina.
No primeiro dia, 15 de setembro, as ferramentas OneDrive1 e GoogleDrive2
deveriam ter sido apresentadas aos alunos. Eles também deveriam ter criado contas de e-
mail e o jogo dos Sem erros de português3 deveria ter sido explicado e apresentado,
porém, como não houve Internet, um segundo plano, ao qual foi intitulado de plano B,
foi posto em prática, onde caso não houvesse Internet no momento da aplicação, não
haveria a apresentação das ferramentas nem a criação dos e-mails e a apresentação do
Jogo dos Sem erros de português. Apresentamos assim o jogo Khangman, do Linux
educacional, que é um jogo referente a língua inglesa e língua portuguesa, no nosso caso,
o utilizamos para a língua portuguesa.
Durante a segunda etapa, 16 de setembro, os alunos produziriam o texto e
deveriam enviá-lo para algum dos e-mails dos aplicadores através do OneDrive ou
GoogleDrive, mas como não havia Internet e como não houve a apresentação das
ferramentas no dia 16, recolhemos os textos em um pendrive. Não houve a apresentação
do jogo da forca dos coletivos, pois precisaria de Internet, então, passamos para o plano
B, caso não houvesse Internet no momento da aplicação, os textos seriam salvos na
'
*"$$ ## $ $% $+
(
*"$$## $$%$ $+
)
*"$$ # # # $'&&%
$+
)'
máquina e salvos em um pendrive por um dos aplicadores, então, deveria ser apresentado
o jogo Khangman.
No dia 17 de setembro, apresentamos dois textos, que salvamos no dia 16 e, sem
revelar a autoria, falamos sobre o desenvolvimento da temática de cada texto e sobre a
organização, acentuação, ortografia utilizada, ou seja, o desenvolvimento do texto por
completo. Deveria haver a apresentação do jogo da Acentuação, mas no dia 17 também
não houve Internet, então passamos para o plano B, onde, caso não houvesse Internet no
momento da aplicação, não haveria a apresentação do jogo da acentuação, então,
utilizamos o software Roda a Roda, onde os grupos deveriam tentar adivinhar as palavras,
e as palavras desconhecidas seriam procuradas no dicionário (físico) pelos alunos. Foram
apresentados ao jogo Soletrando, e o jogo da Acentuação (com o novo acordo
ortográfico), ou seja, a gincana foi dividida nessas três fases e ao final, os grupos foram
premiados.
Tudo o que foi planejado aconteceu, pois havia um segundo plano para qualquer
eventualidade que pudesse ocorrer. Estando habituados ao mundo tecnológico, é sabido
que a Internet nem sempre pode estar disponível por diversos fatores, sendo ela
dependente não apenas dos equipamentos, mas do clima, da energia elétrica, enfim,
sabendo e estando habituados a isso, foram traçados planos para que a Internet não fosse
utilizada caso houvesse algum empecilho para o seu uso.
5. Resultados obtidos
Diante dos resultados obtidos mediante a realização da oficina executada com os alunos
do 8º ano A, verificamos que eles são abertos as novas formas de aprendizagem mediante
a utilização das tecnologias no espaço escolar. Eles são nativos digitais e conhecem as
ferramentas, no caso da nossa oficina o computador, mas não o utilizam para fins
educacionais, e sim para entretenimento. E esse foi o maior desafio da nossa oficina,
incentivar os educandos a conhecer os usos das ferramentas contidas no computador, nas
quais eles puderam desempenhar suas habilidades de leitura e escrita, tendo noção do que
escreveram, promovendo e provocando mudanças em sua construção social. Outro
resultado obtido com a integração tanto da turma quanto da professora colaboradora, foi
o incentivo ao uso da tecnologia em sala de aula, onde inclusive, alguns alunos
conseguiram enxergar a tamanha importância desses recursos que, pensaram em fazer
alguns cursos referente a área de jogos digitais, para ajudar a escola na adesão dos novos
suportes tecnológicos e pedagógicos.
6. Considerações finais
A educação pode evoluir de acordo com as novas tendências educacionais e os novos
suportes tecnológicos são excelentes recursos didático-pedagógico, que podem promover
a autonomia, a criatividade e a inovação do educando em sala de aula, possuindo um fator
diferenciador nesta nova concepção de educação, permitindo a reflexão de uma visão
mais ampla do universo educacional.
Por fazerem parte do dia-a-dia dos alunos, as tecnologias são ferramentas
essenciais para o novo paradigma da educação. Com a utilização dos jogos digitais, os
educandos tornaram-se protagonistas do seu próprio conhecimento, respeitando e
seguindo o seu ritmo de aprendizagem de forma prazerosa.
Portanto, encontramos no letramento digital um possível caminho que estimule a
busca do educando por novos conhecimentos, de modo que o computador seja um
instrumento que os ajude a ter uma postura mais crítica mediante ao que está por trás da
tela, implicando no domínio de um conjunto de novas informações e nas práticas de
leitura, escrita e interpretação mais analítica sobre o meio ao qual está inserido.
7. Referências
BAGNO, M.; STUBBS, M.; GAGNÉ, G. Língua materna: letramento, variação &
ensino. São Paulo: Parábola, 2002.
CARMO, Josué Geraldo Botura do. O LETRAMENTO DIGITAL E A INCLUSÃO
SOCIAL. Disponível em:
Acessado em 20 de jan. de 2015.
COSTA, Giselda dos Santos. SMS: UM TORPEDO LINGÜÍSTICO NAS AULAS DE
LINGUAS. Disponível em: Acessado em 20 de jan. de 2015.
FLICK, Uwe. Uma introdução à pesquisa qualitativa. trad. Sandra Netz. - 2.ed. - Porto
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LEVY, Pierre. O movimento social da cibercultura. In:____. Cibercultura. São Paulo:
Editora 34, 2001, p. 123-134.
Portal G1. Pela 1ª vez, acesso à internet chega a 50% das casas no Brasil, diz pesquisa.
Disponível em: Acessado em 20 de dez. de
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XAVIER, Antonio C. dos Santos. Letramento Digital e Ensino. Disponível em:
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Acesso em 10 de nov. de 2014.