<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Ferramenta Colaborativa para Aux´ılio na Aprendizagem do G eˆnero Textual Cordel</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Dalton Ce´zane Gomes Valadares</string-name>
          <email>dalton.valadares@caruaru.ifpe.edu.br</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Paloma Sabata Lopes da Silva</string-name>
          <email>paloma.sabata@gmail.com</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Instituto Federal de Educac¸a˜o</string-name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>This short paper presents a digital tool to aid learning of the Cordel genre. Through a web portal, teachers and students can create corde´is, collaboratively, and disseminate their creations, expanding the reach of this rich genre, currently widespread only in printed form. In addition to the academic audience, the tool will be opened to the general public, and can be applied to other genres such as Poetry/Poem and Repente. Resumo. Neste artigo e´ apresentada uma ferramenta digital para aux´ılio ao aprendizado do geˆnero textual Cordel. Por meio de um portal web, professores e alunos podera˜o criar corde´is, de forma colaborativa, bem como divulgar suas criac¸o˜es, ampliando o alcance deste rico geˆnero, hoje difundido apenas na forma impressa. Ale´m do pu´blico acadeˆmico, a ferramenta sera´ aberta para o pu´blico em geral, e podera´ ser aplicada a outros geˆneros, como poesia/poema e repente.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>A poe´tica dos corde´is se divide em: quadra, sextilha, septilha, oitava, quadra˜o,
de´cima e martelo. Com o uso do portal, cordelistas e leitores interessados podera˜o criar
seus textos, de forma colaborativa, solicitando, uns aos outros, verificac¸a˜o da poe´tica e
sugesto˜es. Professores de literatura podera˜o utilizar o portal para obter textos a serem
trabalhados em sala de aula, ou mesmo sugerir que seus estudantes criem corde´is
sobre temas da atualidade. Juntamente aos corde´is, que trazem naturalmente informac¸o˜es
de contexto so´cio-histo´rico com caracter´ısticas art´ısticas, outros tipos de texto tambe´m
podera˜o ser criados e compartilhados no portal.</p>
      <p>
        Ale´m do geˆnero textual, tambe´m podem ser estudadas a riqueza estil´ıstica e a
variedade de temas abordados, tais como realidade social, pol´ıtica e econoˆmica, contos
regionais, etc. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Alves 2008</xref>
        ] Deste modo, o portal web proposto atuara´ como ferramenta
educacional, certamente tendo sua contribuic¸a˜o no processo de fixac¸a˜o de conteu´do,
auxiliando professores e estudantes, e, tambe´m, como passatempo (hobby) para os amantes
deste tipo de literatura.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>1.1. Objetivos</title>
      <p>Esta ferramenta tem, como objetivo geral, o apoio a` criac¸a˜o de corde´is, repentes e poesias,
auxiliando no aprendizado destes geˆneros, divulgando um pouco da cultura nordestina e
ampliando o acesso a este rico conteu´do, tradicionalmente acessado apenas em verso˜es
impressas.</p>
      <p>O Portal sera´ utilizado para que autores criem seus textos, sozinhos ou em
colaborac¸a˜o, e disponibilizem ao pu´blico, buscando, com isso, ampliar o acesso a tal
conteu´do, para quem ja´ gosta de ler, e servindo como base para pesquisa de estudantes e
profissionais da a´rea, ale´m de facilitar o acesso a quem na˜o conhece este geˆnero textual
de exposic¸a˜o cultural.</p>
      <p>Como objetivos espec´ıficos, pode-se enumerar:
1. Estimular a autoaprendizagem, desenvolvimento da iniciativa, atitudes, interesses,
valores, criatividade e ha´bitos educativos, por parte dos estudantes;
2. Beneficiar o pu´blico com a divulgac¸a˜o de corde´is, repentes, poesias, etc., e
incentivar a comunidade acadeˆmica a criar e compartilhar conhecimento, por meio dos
geˆneros citados;
3. Promover interac¸a˜o entre pessoas interessadas na elaborac¸a˜o e leitura de
textos, principalmente quando relacionados a` cultura e a problemas de determinada
regia˜o, e por meio disso gerar troca de conhecimentos;
4. Tornar vis´ıveis os grupos de cordelistas, poetas e repentistas de diferentes
localidades, e disseminar conhecimento a respeito de seus trabalhos, por meio da
disponibilizac¸a˜o de conteu´do no portal;
5. Incentivar professores de literatura e estudantes a utilizarem o portal como
ferramenta educacional, para que sejam criados textos de boa qualidade, baseados
em assuntos aprendidos em sala de aula, bem como difundir o conhecimento
adquirido e os textos gerados, por meio do Portal Web.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>2. Fundamentac¸a˜o Teo´rica</title>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>2.1. Pr a´ticas sociais de leitura e escrita do geˆnero Cordel</title>
      <p>Para se falar nas ferramentas presentes na Web e no geˆnero textual cordel como
instrumentos para aprendizagem, e´ preciso trac¸ar um percurso que situe a func¸a˜o social da leitura,
da escrita e dos geˆneros, a fim de compreender-se a utilidade do cordel na ferramenta
colaborativa proposta.</p>
      <p>Histo´rica e socialmente, leitura e escrita sa˜o pra´ticas interligadas presentes no
nosso cotidiano, materializadas nas mais diversas formas. O ato de ler estava e continua
estando envolvido num conjunto de pra´ticas codificadas, tais como a te´cnica e a pra´tica
social. A leitura e´, tambe´m, uma forma de gestualidade, de sabedoria, e´ um me´todo que
envolve uma atividade volunta´ria.</p>
      <p>A escrita e´, em primeiro lugar, o resultado material de um gesto f´ısico que
consiste em trac¸ar signos, seja usando a ma˜o ou o teclado de um equipamento eletroˆnico,
configurando-se, portanto, como o meio de comunicac¸a˜o mais complexo. Na˜o se escreve
somente a palavra ou o signo, neles esta˜o impressas as intenc¸o˜es de um autor. E´ assim
que o cordelista formula seu texto, no intuito de atingir um pu´blico que se interesse por
temas variados, contados na forma de rima e de muita grac¸a.</p>
      <p>
        Na Literatura e na Lingu´ıstica, a primeira concepc¸a˜o teo´rica de geˆnero veio com
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Bakhtin 1997</xref>
        ], que evidenciou a necessidade que os indiv´ıduos teˆm de se comunicar e
transmitir pensamentos, instaurando o estudo da interac¸a˜o verbal e, em consequeˆncia, a
oposic¸a˜o ao modelo estrutural de observar a linguagem. Para o autor, usamos a l´ıngua
por meio de enunciados (orais e escritos), concretos e u´nicos, que derivam dos indiv´ıduos
presentes na sociedade.
      </p>
      <p>
        Apo´s os estudos e ana´lises iniciais, surgiram novas propostas e novos
direcionamentos acrescidos aos anteriores. Na escola norte-americana, destaca-se a perspectiva
sociorreto´rica de geˆneros, adotada por Charles Bazerman. Nessa concepc¸a˜o, de acordo
com [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Bazerman 2011</xref>
        ], o termo “geˆnero”, amplamente discutido e utilizado para
identificar as especificidades de va´rios tipos de criac¸o˜es nas variadas esferas da comunicac¸a˜o,
designa a maneira como moldamos os pensamentos que formamos e as comunicac¸o˜es
atrave´s das quais interagimos.
      </p>
      <p>A definic¸a˜o de Bazerman enfatiza os geˆneros como categorias de reconhecimento
psicossocial, uma vez que emergem historicamente e sa˜o praticados socialmente, e
categorias de enunciados, por ocuparem um lugar definido no espac¸o, com in´ıcio e fim em si
mesmo, gerando sentidos. Fica clara, assim, a func¸a˜o do cordel como geˆnero, que ale´m
de social, possibilita a aprendizagem interativa para participantes so´cio espacialmente
situados.</p>
      <p>Desde as suas origens ate´ a` atualidade, sa˜o abordadas viso˜es diferenciadas para o
estudo do geˆnero textual Cordel. Em sua tradic¸a˜o, tratava-se de manuscritos, em forma de
poesia popular impressa e divulgada em folhetos desenhados pelo me´todo da xilogravura,
vendidos em feiras, ruas e prac¸as. Caracterizado como uma das formas de expressa˜o
da cultura popular, os primeiros exemplares dos folhetos esta˜o datados pertencendo ao
se´culo XVII, na Europa.</p>
      <p>Trazido pelos portugueses, o cordel chegou ao Brasil no se´culo XVIII, ganhando
cada vez mais espac¸o, especialmente no nordeste do pa´ıs (Bahia, Pernambuco, Ceara´,
Para´ıba e Alagoas), tornou-se refereˆncia quando se trata de contar com humor causos da
vida cotidiana da regia˜o, tais como: festas, pol´ıtica, secas, disputas, brigas, milagres, vida
dos cangaceiros, atos de hero´ısmo, milagres, morte de personalidades etc. Os corde´is
ou folhetos tambe´m podem contar um fato isolado, como um boato; outros revelam a
realidade desesperadora, o exagero, os mitos e lendas passadas de gerac¸a˜o em gerac¸a˜o.</p>
      <p>
        De acordo com [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Abreu 2004</xref>
        ], transformar histo´rias em versos de cordel na˜o
significa apenas metrificar e rimar um texto, para isso, e´ fundamental adequar a sintaxe e o
le´xico. Assim, os padro˜es nordestinos de composic¸a˜o interferem nas narrativas, para se
formarem histo´rias divertidas e bonitas.
      </p>
      <p>
        Os folhetos sa˜o eficazes por serem escritos em versos compostos segundo
um padra˜o que favorece a realizac¸a˜o de sesso˜es coletivas de leituras em voz alta
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">de Almeida Filho 1963</xref>
        ]. A superioridade desse geˆnero deve-se, ale´m do fato de
apresentarem as not´ıcias interpretadas segundo os valores compartilhados pelo pu´blico, pela
forma em que sa˜o dispostas as mensagens. Por isso, eles parecem superiores aos textos
jornal´ısticos, a exemplo dos jornais em que se apresentam not´ıcias em prosa.
      </p>
      <p>O Cordel e´ o que Abreu chama de mistura entre teatro e literatura [Abreu 1999].
A oralidade ali presente exige sua dramatizac¸a˜o, impressa na possibilidade musical, que
tem de estar presente mesmo que o poema seja somente declamado.</p>
      <p>A literatura popular tem sua origem na oralidade, transformou-se em cordel,
manuscrito e xilogravurado, foi para o impresso e, hoje, pretendemos que ele circule
de maneira interativa no ambiente virtual.</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>2.2. A aprendizagem no ambiente virtual</title>
        <p>
          O cyberspace e´ o espac¸o onde esta´ funcionando a humanidade, e´ um novo espac¸o
de interac¸a˜o, plasticidade e possibilidade de metamorfose imediata. Para Pierry
          <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Le´vy
[Le´vy 2000</xref>
          ], o espac¸o ciberne´tico introduz um tipo de comunicac¸a˜o chamada “Todos e
Todos”, que se reveste da emergeˆncia de uma inteligeˆncia coletiva, como a que e´ proposta
neste trabalho, com a criac¸a˜o da ferramenta colaborativa para a aprendizagem.
        </p>
        <p>
          Essa ferramenta se insere no nosso cotidiano em forma de hipertexto,
transformando a perspectiva de um leitor e escritor do papel, para uma outra dimensa˜o: ”na˜o
e´ mais o leitor que vai se deslocar diante do texto, mas e´ o texto que, como um
caleidosco´pio, vai se dobrar diferentemente diante de cada
          <xref ref-type="bibr" rid="ref7">leitor.” [Le´vy 2000</xref>
          ]. Do mesmo
modo, a escrita mudou seu papel, pois o pro´prio leitor participa da mensagem, interagindo
com ela. O hipertexto e´, pois, um texto u´nico produzido por um autor coletivo e em
transformac¸a˜o permanente.
        </p>
        <p>O espac¸o ciberne´tico possibilita o surgimento de uma nova inteligeˆncia, que
caminha na direc¸a˜o da potencializac¸a˜o do pensamento, da percepc¸a˜o, da sensibilidade
e da imaginac¸a˜o. Mecanismos poss´ıveis a partir dessa nova forma de cooperac¸a˜o e
coordenac¸a˜o automatizada e em tempo real, e tudo grac¸as aos equipamentos que podem
ajudar no aprendizado e na aquisic¸a˜o de saberes.</p>
        <p>Do ponto de vista pedago´gico, percebemos que a leitura do hipertexto e´ um
poderoso objeto de aprendizagem por meio do qual o hiperleitor tem a chance de
ativar o processamento cognitivo ta˜o intensamente e acionar os modelos mentais e os planos
de ac¸a˜o diante da proposta de produc¸a˜o de um texto como o cordel.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-2">
        <title>3. Metodologia</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-3">
        <title>3.1. An a´lise de Requisitos e Definic¸ a˜o de Tecnologias</title>
        <p>Inicialmente foi elaborado um documento contendo todos os requisitos funcionais e na˜o
funcionais. Havera´ um refinamento dos mesmos a` medida que mais pessoas, que queiram
utilizar o portal como ferramenta e/ou para divulgar conteu´do a` populac¸a˜o em geral, se
interessem pelo projeto, dando sugesto˜es valiosas.</p>
        <p>Tambe´m e´ interessante ouvir opinio˜es de professores de l´ıngua portuguesa, pois
ja´ possuem conhecimento das necessidades do pu´blico estudantil e, talvez, do pu´blico em
geral, por meio de conhecimento pre´vio obtido em suas vidas acadeˆmicas e por leitura.
Ale´m disto, alguns alunos podera˜o opinar sobre o que esperariam de um portal com esta
finalidade e este tipo de conteu´do. Sera´ realizado, ainda, contato com cordelistas e poetas.</p>
        <p>
          No tocante ao desenvolvimento da ferramenta, por concordaˆncia da equipe,
optouse por utilizar tecnologias de co´digo aberto (livres) e de fa´cil implantac¸a˜o e uso:
servidor de aplicac¸a˜o Apache, sistema de gerenciamento de banco de dados MySQL e
linguagem de programac¸a˜o PHP, juntamente com o framework Yii, por seguir o conceito
DRY (Don’t Repeat Yourself ), que busca facilitar a programac¸a˜o evitando repetic¸a˜o de
trabalho [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref6">GamaSutra 2016</xref>
          ].
        </p>
        <sec id="sec-4-3-1">
          <title>3.2. Implementac¸ a˜o e Implantac¸ a˜o do Portal</title>
          <p>
            O acompanhamento das atividades de desenvolvimento/implementac¸a˜o da ferramenta
(portal) e´ realizado seguindo conceitos da metodologia de desenvolvimento a´gil SCRUM:
as atividades sa˜o agrupadas em backlog e distribu´ıdas ao longo de sprints, a fim de serem
executadas [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Rubin 2012</xref>
            ]. Isto facilita o gerenciamento do projeto, buscando o controle
da execuc¸a˜o de atividades conforme o planejado. A implementac¸a˜o se da´ de acordo com
a especificac¸a˜o e a interface esta´ sendo definida pela equipe do projeto juntamente com
algumas partes envolvidas.
          </p>
          <p>Apo´s a implementac¸a˜o do portal, o mesmo sera´ implantado no servidor de
aplicac¸a˜o e disponibilizado online, com a finalidade de torna´-lo dispon´ıvel para acesso
pela comunidade em geral, de forma aberta, pela internet.</p>
        </sec>
        <sec id="sec-4-3-2">
          <title>3.3. Elaborac¸ a˜o/Selec¸ a˜o do Conte u´do a ser Disponibilizado no Portal</title>
          <p>Os materiais a serem disponibilizados inicialmente no portal sera˜o cuidadosamente
elaborados, de acordo com temas de importaˆncia, conforme as sugesto˜es dos
professores, cordelistas e poetas interessados. Ale´m de material elaborado, sera˜o
disponibilizados materiais selecionados criteriosamente de acordo com experieˆncia
pre´via dos professores interessados no uso do portal.</p>
        </sec>
        <sec id="sec-4-3-3">
          <title>3.4. Testes e Validac¸ a˜o do Portal</title>
          <p>Com o portal implantado, podera˜o ser realizados testes de acesso, primeiramente por
professores e estudantes, avaliando interface gra´fica, usabilidade, qualidade do conteu´do,
etc. Caso haja sugesto˜es de melhorias, estas sera˜o discutidas e, apo´s ana´lise, decidir-se-a´
se sera´ ou na˜o realizada alguma mudanc¸a no portal.</p>
          <p>Posteriormente, apo´s os testes por estudantes e professores, por meio da
divulgac¸a˜o do link de acesso pu´blico, o portal sera´ validado por meio de contador de
acesso/visitas: o interesse do pu´blico sera´ medido pelo nu´mero de visitas ao portal e
pelos contatos recebidos pelo mesmo.</p>
        </sec>
        <sec id="sec-4-3-4">
          <title>4. Resultados Esperados</title>
          <p>Espera-se que, apo´s implementac¸a˜o e implantac¸a˜o, o Portal Web Colaborativo se torne
refereˆncia para obtenc¸a˜o, criac¸a˜o e divulgac¸a˜o de textos referentes a` cultura cordelista e
poe´tica, primeiramente para professores e estudantes, principalmente da regia˜o nordeste,
e, posteriormente, ampliando este alcance para o pu´blico mais geral que se interesse pelo
conteu´do do portal.</p>
          <p>Ale´m disso, tambe´m e´ esperado que haja uma mobilizac¸a˜o entre estudantes e
professores para a divulgac¸a˜o e atualizac¸a˜o de conteu´do de qualidade no portal, de modo
que este se torne cada vez mais atrativo e u´til a` sociedade. Desta forma, os estudantes
podera˜o praticar escrita e compreensa˜o textual, utilizando o portal como ferramenta de
aprendizado.
5. Resultados Parciais
Este projeto encontra-se credenciado junto ao Programa Institucional de Bolsas de
Extensa˜o do O´rga˜o XX (Nome modificado para na˜o interferir no julgamento dos
avaliadores). Conta com a participac¸a˜o de dois bolsistas, estudantes do curso Engenharia
Mecaˆnica, e tem vigeˆncia de fevereiro a dezembro deste ano (2016).</p>
          <p>Atualmente, ja´ ha´ um esboc¸o do layout do portal, o documento de requisitos foi
definido e esta´ sob ana´lise/atualizac¸o˜es, e o modelo conceitual do banco de dados esta´
sendo definido, para, enfim, inicializar-se a implementac¸a˜o da primeira versa˜o do
portal. E´ importante agora envolver um maior nu´mero de pessoas interessadas, que possam
opinar sobre a ferramenta e, posteriormente, testa´-la.
6. Considerac¸o˜es Finais
Conforme as teorias mencionadas ao longo deste texto, e´ por meio dos geˆneros textuais
que os pensamentos e as comunicac¸o˜es, no geral, sa˜o moldados. Por se tratar de um
geˆnero escrito popular do nordeste e, muitas vezes, relegado a segundo plano em func¸a˜o
do modelo sulista de ensino, elegeu-se o cordel como base para o aux´ılio da
aprendizagem, divulgac¸a˜o da cultura e possibilidade de acesso a` web para alunos das diferentes
esferas sociais.</p>
          <p>Com vistas a` potencializac¸a˜o do pensamento, da sensibilidade, da percepc¸a˜o e da
imaginac¸a˜o, conclui-se que a implementac¸a˜o da ferramenta colaborativa amplia a
possibilidade de:
• aprendizagem da cultura popular;
• conhecimento sobre a histo´ria e a atualidade da regia˜o, especialmente do Nordeste
do Brasil;
• disseminac¸a˜o do conhecimento, por meio da interac¸a˜o entre alunos, professores e
cordelistas;
• incentivo a` pra´tica de leitura, escrita e compreensa˜o de texto.</p>
          <p>Destarte, e´ pretendido que o portal seja divulgado e atualizado com um conteu´do
de qualidade e u´til na˜o somente para alunos, mas para a sociedade em geral, de modo
a` possibilitar uma base interativa de difusa˜o da literatura popular e de conhecimentos
atualizados sobre acontecimentos da regia˜o.
Abreu, M. (1999). Histo´ria de corde´is e folhetos. Mercado de Letras. Campinas/SP.</p>
        </sec>
      </sec>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
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