<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
  <front>
    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Google Forms e Flubaroo: feedback escolar de forma sustentável</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Antonio Pádua</string-name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Fabiana Araújo Sousa</string-name>
          <email>fabiana@ifpi.edu.br</email>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2006</year>
      </pub-date>
      <fpage>564</fpage>
      <lpage>568</lpage>
      <abstract>
        <p>This workshop aims to train teachers to prepare activities in google forms , making use also of flubaroo complement to track the process of teaching and learning digital and sustainable manner , thus contributing to optimize the activities of correction time , delivery results to students and the conservation of the environment.. Resumo. Esta oficina tem por objetivo formar professores para elaboração de atividades no google forms, fazendo uso também do complemento flubaroo, que permite acompanhar o processo de ensino e aprendizagem de forma digital e sustentável contribuindo, assim, para otimização do tempo de correção de atividades, entrega de resultados aos alunos e a conservação do meio ambiente.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Objetivos da Oficina</title>
      <p>Sabe-se que o docente possui diversas atividades desde o planejamento e regência
das aulas ao acompanhamento da aprendizagem dos alunos. Desta forma, acaba
utilizando, com mais frequência, para verificar a aprendizagem, atividades que incluem
questões de escolha múltipla e/ou dissertativas, entregues em papel, cuja correção requer
tempo e manipulação de pilhas de provas, anexos e fichas de resultados.</p>
      <p>Portanto, a substituição de atividades em papel por um formulário online permite
que a coleta e organização das respostas sejam automatizadas, otimizando o tempo do
professor e dando-lhe melhores condições para o acompanhamento e análises
comparativas entre diferentes alunos e turmas. Possibilitando o feedback individual ao
discente e ainda contribuindo para a redução do uso de papel.</p>
      <p>Para tanto, esta oficina tem os seguintes objetivos: utilizar ferramentas google
forms e flubaroo da Web 2.0 como recurso didático, acompanhar a aprendizagem dos
alunos por meio do flubaroo e reduzir a utilização de papel na elaboração de atividades.
3. O professor frente a Web 2.0
Muito se tem falado sobre a Web 2.0. Esse termo foi criado por Tim O’Reilly, em 2003,
com a ideia sair do modelo onde as páginas eram estáticas como as de um livro e passou
a ser uma plataforma onde o conhecimento pode ser compartilhado entre os internautas,
sem a necessidade do conhecimento em linguagem de programação.</p>
      <p>Percebe-se que a inserção da tecnologia na educação é um assunto que é defendido
pelos professores que desejam acompanhar as novas tendências e necessidades do mundo
globalizado, porém, é temido por aqueles que não se sentem confortáveis em utilizar a
tecnologia como catalisador do ensino e da aprendizagem. De tal modo, muitas são as
razões justificadas pelos professores avessos à tecnologia ao evitar o uso de recursos
tecnológicos em suas práticas de ensino.</p>
      <p>Pena (s/d, p. 10) ressalta que:</p>
      <p>O desafio que se impõe hoje aos professores é reconhecer que os novos meios
de comunicação e linguagens presentes na sociedade devem fazer parte da sala
de aula, não como dispositivos tecnológicos que imprimem certa
modernização ao ensino, mas sim conhecer a potencialidade e a contribuição
que as TICs podem trazer ao ensino como recurso e apoio pedagógico às aulas
presenciais e ambientes de aprendizagem no ensino a distância.</p>
      <p>
        Contudo, a evolução da tecnologia tem solucionado problemas quando o assunto
é armazenamento de dados. Um exemplo dessas inovações, muito falado, atualmente, é
o “armazenamento em nuvens”. Esse tipo de armazenamento possibilita ao usuário
guardar seus arquivos na rede dispensando o uso de discos rígidos ou drives externos
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">(STRICKLAND, c2012)</xref>
        , além de permitir que pessoas trabalhem de forma colaborativa
mesmo que estejam distante uma das outras, de maneira síncrona ou assíncrona.
      </p>
      <p>Dentre as ferramentas que utilizam o armazenamento em “nuvens” que estão
disponíveis na Internet, destacamos o Google Drive ou Google Docs, que além serem
grátis, dispõe ainda de outros aplicativos semelhantes a editores de texto, apresentação e
planilhas disponíveis no mercado da informática.</p>
      <p>Além de proporcionar maior segurança no armazenamento dos dados, o Google
Drive ainda elimina a necessidade de instalar os softwares para acessar os documentos,
que podem ser acessados e editados simultaneamente por vários usuários sem a
necessidade se preocupar com alterações acidentais. Há também alguns tipos de
documentos possíveis de serem criados, salvos, compartilhados e editados no Google
Drive como: textos, planilhas, apresentações de slides, arquivos de desenhos e o editor de
formulários.</p>
      <p>Em relação aos formulários são úteis para pesquisas e podem ser criados,
combinando-se vários tipos de perguntas, e que podem ser disponibilizado por meio de
um link, aos participantes da pesquisa para que eles possam responder (Figure 1).</p>
      <p>Figura 1. Layout do formulário</p>
      <p>As respostas são armazenadas em uma planilha e, no caso de respostas de múltipla
escolha, gráficos são gerados para sintetizar os resultados. Essa ferramenta otimiza a
tabulação de dados, eliminando a contagem manual e reduzindo o tempo gasto para
contabilização dos resultados (Figura 2).</p>
      <p>Figura 2. Planilha com respostas do formulário</p>
      <p>Nesse contexto, pode-se perceber a potencialidade na elaboração de atividades
e/ou avaliações online por meio de formulários eletrônicos, de modo que o professor
possa enviar o link para o e-mail de seus alunos e captar as respostas das questões
propostas de forma rápida sem o auxilio de papel, e, assim, otimizando o tempo para sua
correções e feedback, que poderão ser em tempo hábil àqueles que participaram. Para isso
foi criado o Flubaroo (Figura 3), complemento da planilha eletrônica do Google Docs,
capaz de fazer um comparativo entre as respostas do professor e dos alunos,
possibilitando a obtenção de dados como média e questões com maior índice de erros.</p>
      <p>Figura 3. Layout do planilha após análise do flubaroo</p>
      <p>Essas ferramentas não são apenas mecanismos de redução de papel e tempo na
aplicação e correção de atividades, mas proporcionam dados estatísticos do que está sendo
aprendido pelos discentes e que mudanças devem ser feitas na sua prática docente, para
que os conteúdos programáticos do período letivo seja cumpridos com efetividade.</p>
      <sec id="sec-2-1">
        <title>3. Conclusão</title>
        <p>O avanço das tecnologias de informação e comunicação tem contribuido muito na forma
de como as pessoas se comunicam, ampliando o horizonte de possibilidades de uso dessas
tecnologias no processo de educação por meio dos recursos oferecidos, principalmente
pela Internet, através da web 2.0. Assim, a sociedade está cada vez mais imersos na
tecnologia, pois a Internet está presente em nosso cotidiano.</p>
        <p>A inserção da tecnologia na educação requer o modelamento e o entendimento
dos benefícios da Web 2.0. E o papel da educação nesse contexto, serve como instrumento
capaz de consolidar aprendizagens, possibilitando a obtenção de conhecimento, servindo
como instrumento para ser utilizado no processo ensino e aprendizagem.</p>
        <p>A utilização das TIC e das ferramentas da web 2.0 em Google docs, google forms
e Flubaroo, não devem ser consideradas apenas como ferramentas e recursos de
informação e comunicação eletrônica, mas ferramentas que contribuem para a criação de
um ambiente com uma variedade de opções para se conseguir ensino e aprendizagem de
qualidade.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-2-2">
        <title>Referências</title>
        <p>LIBÂNEO, José Carlos. (2011) Adeus professor, Adeus professora? Novas tecnologias
educacionais e profissão docente. 4.ed. – São Paulo: Cortez.</p>
        <p>PEÑA, Maria De Los Dolores Jimenes. Ambientes de aprendizagem virtual: O desafio á
prática docentes. S/D
SANTOS, Edméa Oliveira dos et al. (2005) Competências para docência online:
implicações para formação inicial e continuada de professores tutores do FGV online.
In: CONGRESSO INTERNACIONAL DE EDUCAÇÃO A DISTÂNCIA,
Abed,mFlorianópolis,mdez.mDisponívelmem:m&lt;http://www.abed.org.br/congresso2
005/por/ pdf/149tcb4.pdf&gt;. Acesso em: 20 jun. 2015. p. 6.</p>
      </sec>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>STRICKLAND</surname>
            ,
            <given-names>J.</given-names>
          </string-name>
          <article-title>How Google Docs Works</article-title>
          . In: HowStuffWorks. (
          <year>c2012</year>
          ). Disponível em: &lt;http://computer.howstuffworks.com/internet/basics/googledocs.htm&gt;.
          <source>Acesso em: 22</source>
          maio
          <year>2015</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
</article>