<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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  <front>
    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Enriquecimento Semântico de Imagens Divulgadas em Redes Sociais On-line</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Marcos Arrais</string-name>
          <email>marcos.arrais@gmail.com</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Jonice Oliveira</string-name>
          <email>jonice@gmail.com</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Fabrício Firmino</string-name>
          <email>firminodefaria@gmail.com</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>UFRJ</institution>
          ,
          <addr-line>Av. Athos da Silveira Ramos, 274 - Ilha do Fundão - RJ</addr-line>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>UFRJ</institution>
          ,
          <addr-line>Av. Athos da Silveira Ramos, 274 - Ilha do Fundão - RJ</addr-line>
        </aff>
        <aff id="aff2">
          <label>2</label>
          <institution>UFRJ</institution>
          ,
          <addr-line>Av. Athos da Silveira Ramos, 274 - Ilha do Fundão - RJ</addr-line>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>18</fpage>
      <lpage>24</lpage>
      <abstract>
        <p>The publication of reply in images on digital social networks is increasingly commonplace. These images carry texts, phrases, thoughts or subjective visual features that may have meaning through context or user interpretation. This research provides a process for the extraction of semantic features of images posted as comments and feeds in the online social network Facebook, and through the integration of Facebook GraphAPI and Google Search, create a model of recovery and treatment of meanings traits. The validation of assumptions and inferences of the research was conducted through case studies.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>INTRODUÇÃO
São inúmeros os pressupostos de que uma imagem carrega
uma grande riqueza de significados e que expressar essa
semântica através de representações textuais pode ser um
trabalho complexo [Wang et. al. 2009]. Recentemente,
vimos o volume de dados de redes sociais on-line (RSO),
como Facebook, crescer consideravelmente [Facebook
2015]. Este volume crescente de informação é consequência
dos diversos incentivos à inclusão digital e da mudança de
canais de comunicação em massa, permitindo que as RSO
se tornassem palco de debates, conversas e grandes praças
para modelos de publicidade.</p>
      <p>Nas RSO existem muitos modelos de arranjo e
agrupamento de usuários, seja por interesses comuns ou
amizades. No Facebook, por exemplo, os usuários podem
se reunir em grupos com temáticas variadas, páginas de um
produto, serviço, pessoa ícone, eventos sociais ou mesmo
em interações nas chamadas timelines (linha do tempo), que
são estruturas hierárquicas, organizadas por cronologia
invertida, onde o usuário publica um feed 1a qualquer
momento sobre qualquer ideia ou pensamento. Hoje têm-se
muitos perfis de pessoas públicas, onde em suas timelines
registram-se grandes debates, através de interações por
1 Padrão de dados usado em formas de comunicação com
conteúdo atualizado frequentemente
WAIHCWS’16 was held as part of IHC’16, organized by the Brazilian
Computing Society (SBC). October 04, 2016, São Paulo/SP, Brazil.
Copyright 2016 © for this paper by its authors. Permission to make
digital or hard copies of all or part of this work for personal or
classroom use is granted for private and academic purposes.
comentários que qualquer usuário pode fazer em postagens
públicas.</p>
      <p>No Facebook, é possível que os usuários façam
publicações nas timelines e comentários utilizando imagens,
vídeos ou anexando arquivos, além de publicações textuais.
O suporte a mídias como imagem e vídeo pelas redes
sociais on-line foi o pontapé inicial para a difusão e
propagação de memes na Web.</p>
      <p>O conceito de meme deriva das pesquisas de Dawkins R.
(1976) em seu livro The Selfish Gene [Dawkins 1976], e
pode ser entendido como traços culturais passados entre
pessoas, utilizando mecanismos similares aos que genes
utilizam no processo evolutivo e com restrições
semelhantes aos mecanismos de seleção natural. Os memes
aparecem na Web como representações gráficas utilizadas
para descrever um conceito, muitas vezes de forma caricata
e cômica.</p>
      <p>Devido à adoção de mecanismos de publicação de conteúdo
multimídia nas RSO, as postagens começaram a ganhar um
novo formato e muitos comentários não trazem nenhuma
marcação textual, mas somente uma imagem anexa
[Inocencio e Lopes 2014]. Recuperar os traços semânticos
de uma imagem, saber contextualizá-la em uma conversa e
trocas de mensagens anteriores, torna-se essencial para a
recuperação da informação e monitoramento das mídias
sociais. Sem este tipo de tratamento, um diálogo pode se
tornar ilegível.</p>
      <p>Essa pesquisa tem por objetivo apresentar um modelo de
extração semântica para imagens de memes postadas na
rede social on-line Facebook.</p>
      <p>Inicialmente apresentamos o contexto da pesquisa e uma
descrição das expectativas e resultados. No tópico de
trabalhos relacionados será relatado todo o referencial
teórico que serviu de base a esta pesquisa, seguindo com a
metodologia utilizada para extração e análise dos dados.
Apresentaremos a ferramenta SemanticImage for
Facebook, desenvolvida com o objetivo de apoiar essa
pesquisa na coleta de dados. Logo após teremos o conjunto
de experimentos realizados, a análise dos dados coletados e
processados e no último tópico o estudo apresenta as
conclusões e propostas de trabalhos futuros.
TRABALHOS RELACIONADOS
Existem diversos trabalhos nas áreas de recuperação da
informação e processamento digital da imagem com
propósitos de extração de significado de imagens. Essa
pesquisa se apoiou em trabalhos da área de recuperação da
informação, uma vez que a revisão de literatura apontou
que modelos baseados em processamento digital da imagem
podem ser demorados e custosos de se operacionalizar em
um grande volume de dados.</p>
      <p>Rattenbury et al. (2007) apresentam uma abordagem para
extrair semântica de imagens do Flickr2 utilizando padrões
de rótulos aplicados em imagens. Como diferencial, o
presente trabalho apresenta um modelo para identificação
de memes enquanto o trabalho supracitado tem como
objetivo a determinação de eventos e lugares. Uma
abordagem combinando as duas técnicas pode ser adequada
quando um meme é relacionado a uma localidade ou
quando ele é relativo a um evento, por exemplo, um festival
de música.</p>
      <p>Singh et. al. [2012] apresentam uma técnica de recuperação
de imagens utilizando elementos semânticos de baixo nível,
como formas, textura e cor. A técnica apresentada nesse
trabalho possui semelhança com o presente trabalho devido
à utilização de imagens como elemento de consulta ao invés
de consultas em linguagem natural. Devido a seu propósito
genérico, a técnica de recuperação proposta obtém apenas
imagens que apresentem características semânticas de baixo
nível, não retornando elementos de semântica de mais alto
nível, como por exemplo, o contexto onde as imagens
foram aplicadas.</p>
      <p>No trabalho de Gao [2013] é feita a integração de técnicas
de recuperação de imagens em RSO utilizando
características morfológicas dessas imagens para estimar a
importância das anotações aplicadas, tentando assim,
generalizar um conjunto de anotações que melhor as
representam. Apesar da efetividade apresentada por esse
método, as avaliações foram realizadas em um cenário
controlado, com apenas 307 imagens. Dado a diversidade
de informações nas RSO e ao grande volume de imagens
produzidas em pequenos intervalos de tempo, esse método
pode não atender às necessidades da análise de redes sociais
online. A abordagem proposta nesse estudo, por utilizar
mecanismos com alta disponibilidade providos por serviços
terceiros (Google e Facebook) consegue contornar esse
problema.
2 O Flickr é um serviço web de compartilhamento de fotos
(e eventualmente de outros tipos de documentos, como
desenhos e ilustrações), além de permitir novas maneiras de
organizar esses arquivos.</p>
      <p>O trabalho de Sawant et. al. [2011] é um survey que
apresenta abordagens e técnicas que fazem uso de
anotações produzidas em RSO para classificar imagens,
essas abordagens e técnicas servem como alternativa as
anotações produzidas por especialistas. Uma vez anotadas,
as imagens podem ser recuperadas. Apesar do grande
número de trabalhos apresentado no survey, um total de 202
trabalhos, os autores afirmam que é uma área com vários
problemas em aberto, incluindo a aplicações de recuperação
de imagens utilizando semântica de alto nível como
proposto nesse trabalho.</p>
      <p>Trabalho
Presente
trabalho
Gao
Rattenbury
et al.</p>
      <p>Singh et.
al.</p>
      <p>Altadisponibilidade</p>
      <p>Independente
de Domínio
SIM
NÃO
SIM
NÃO</p>
      <p>SIM
NÃO
NÃO
NÃO</p>
      <p>Depende de uma</p>
      <p>base de
referência</p>
      <p>NÃO
SIM
NÃO
NÃO
Tabela 1: Comparação dos trabalhos encontrados na
literatura com o presente trabalho
Como destacado na Tabela 1, as principais diferenças e
contribuições deste trabalho para o estado da arte, podem
ser descritas como:
 Capacidade de processar grandes bases de imagens;
 Independência de domínio de aplicação, atendendo assim
a maior parte dos cenários de Análise de Redes Sociais
Online;
 Alta disponibilidade, por utilizar plataformas de software
de grandes empresas (Google e Facebook);
METODOLOGIA
Essa pesquisa iniciou com um processo de observação dos
dados publicados no Facebook durante o mês de janeiro de
2015. Observou-se que era recorrente o uso de memes para
comentar postagens, principalmente com temas públicos
como: política, religião, manipulação em massa, estética,
novelas, dentre outros.</p>
      <p>O objetivo do trabalho surgiu com a questão da pesquisa:
como extrair uma referência semântica para imagens
postadas no Facebook? Derivada desse questionamento
emergiu a necessidade de sistematizar um processo
automatizado para a coleta dos traços semânticos.
A metodologia utilizada nessa pesquisa seguiu então os
passos:
1. Observação e inferência do impacto dos memes em
postagens da rede social: nesse processo, a pesquisa
elencou temáticas para monitorar os memes nos
comentários de perfis de pessoas públicas. As temáticas
escolhidas foram: política, religião e novelas. Essas
temáticas foram escolhidas baseadas no volume de dados
das redes, que foi aferido através dos serviços de trending
topics do aplicativo Twitter, no período de fevereiro a
março de 2015 uma vez que o Facebook não possui um
serviço público de métricas de postagens;
2. Revisão de literatura e estudo de casos: a busca de
estudos correlatos foi realizada na ferramenta Google
Scholar3, utilizando os termos: imagens AND semântica
AND memes; tanto em inglês quanto em português, no
período de 2012 a 2014. Os resultados forneceram a
pesquisa o instrumento teórico para o processo de coleta e
inferência de dados. O modelo escolhido para esse trabalho
foi baseado em técnicas de recuperação da informação.
Todo traço semântico inferido para a imagem é um
resultado de uma pesquisa na web por referências à
imagem. No estudo de caso, foram testadas algumas
ferramentas on-line para extração de significado para
entender os fundamentos tecnológicos relevantes a uma
ferramenta de extração. As ferramentas utilizadas foram:
TinEye4, Yandex5 e Karmadecay6, com esses testes foi
possível observar o funcionamento de buscadores de
imagens, nenhum dos sistemas testados utiliza dados
coletados em redes sociais, fazendo somente uma busca
reversa na web. A ferramenta desenvolvida nessa pesquisa
utiliza uma representação da informação semelhante ao
Yandex;
3. Desenvolvimento de abordagem para extração
automatizada: um dos passos mais importantes da
pesquisa foi criar uma ferramenta que sistematizasse a
coleta e extração de significado de imagens com memes.
Para isso, a pesquisa desenvolveu uma ferramenta web,
baseada nos serviços Facebook Graph API7 e Google
Search8, que é capaz extrair os dados da RSO e apresentar
um conjunto de possibilidades textuais para a imagem. Essa
ferramenta recebeu o nome de SemanticImage for
Facebook e será disponibilizada a pesquisadores que
pretendem trabalhar com a extração de significado em</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>3 Google Scholar - https://scholar.google.com.br</title>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>4 TinEye - https://www.tineye.com</title>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>5 Yandex - https://www.yandex.com</title>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>6 Karmadecay - http://karmadecay.com</title>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>7 Documentação da Facebook Graph</title>
      <p>https://developers.facebook.com/docs/graph-api
API</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>8 Documentação da Google</title>
      <p>https://developers.google.com/custom-search/
Search
imagens ou extração de comentários em postagens da rede
social Facebook;
4. Análise de dados e conclusões: com os dados coletados
na ferramenta SemanticImage a pesquisa elencou quais
pressupostos iniciais foram atendidos, as falhas, vantagens
e desvantagens do uso da técnica. O conjunto de dados foi
resumido no tópico de conclusão dessa pesquisa.</p>
      <p>Na próxima seção, discutiremos os detalhes sobre a
ferramenta desenvolvida.</p>
      <p>FERRAMENTA SEMANTICIMAGE FOR FACEBOOK
Para criar um processo sistematizado e automatizado de
coleta e extração de significado essa pesquisa desenvolveu
uma ferramenta chamada SemanticImage for Facebook. O
aplicativo é uma ferramenta web, acessada no navegador,
que consome dados do Facebook e envia ao Google para
rastrear informações, por fim a ferramenta estrutura a
representação da informação para o usuário. Na figura 1
temos a arquitetura do sistema:</p>
      <p>Figura 1. Arquitetura da ferramenta SemanticImage
A ferramenta pode ser dividida em quatro operações básicas
que serão apresentadas detalhadamente nos próximos
tópicos.</p>
      <p>Módulo de front-end
O módulo de front-end, ou camada de apresentação, é o
nível mais alto onde a interação com o usuário é realizada.</p>
      <p>Nesse módulo o usuário faz o login em sua conta Facebook,
insere o id da consulta e visualiza os resultados. Na figura 2
é possível observar o workflow do usuário até receber o
dado processado.</p>
      <p>Figura 2. Workflow do front-end da ferramenta SemanticImage for Facebook
Na figura dois o usuário segue o seguinte fluxo para
processar uma publicação:
1. Faz o login com sua conta Facebook;
2. Faz a autorização do aplicativo na sua conta de usuário
e clica em “Iniciar Aplicativo”;
3. Digita o ID da publicação que será processada;
4. Clica em “Realizar Busca” e visualiza os resultados
processados;
As linguagens e tecnologias utilizadas nesse módulo são:
HTML e CSS para estruturação dos elementos, combinados
com a framework visual Bootstrap 3, javascript para as
regras de negócio, validação de dados e integração com a
Graph API e com o webservice PHP.</p>
      <p>Integração com a Facebook Graph API e Web Service
PHP
Para comunicação com o Facebook, a ferramenta utiliza a
API (Application Programming Interface) pública chamada
Graph API. Com ela é possível sistematizar consultas a
dados públicos do Facebook e os dados são retornados ao
aplicativo, estruturados no formato JSON (JavaScript
Object Notation), conhecido por ser um formato leve e
simples para a troca de dados entre requisições POST e
GET. Na figura 3 temos um exemplo do modelo de consulta
a Graph API e um exemplo de dado retornado à aplicação
no formato JSON:
Figura 3. Exemplo de consulta e retorno na Graph API</p>
      <p>do Facebook
Para essa etapa o grande problema identificado durante a
pesquisa é que o Facebook restringe as possibilidades de
acesso ao dado para evitar que robôs de crawler fiquem
varrendo dados para fora da rede social. Para contornar o
problema encontrado foi desenvolvido um webservice na
linguagem PHP que recebia do front-end as imagens
(byte/byte) em uma requisição POST de base64 e enviava
para o serviço Google Search.</p>
      <p>Integração com a Google Search
O Google Search pode ser considerado como o elemento
chave desse trabalho, pois é a responsável pela pesquisa e
comparação de imagens, devolvendo os resultados
principais e também a sugestão textual da imagem. O
Google Search pode ser consumido por duas técnicas de
recuperação da informação: a primeira e mais comum, por
scraping e crawler, técnicas de extração e rastreamento de
dados que simulam a navegação e dados legíveis a humanos
geralmente por requisições comum de HTTP, e a segunda
técnica através da Google Search API, que é uma API
pública para acesso as consultas Google. O grande
problema do segundo modelo, é que as requisições possuem
limites diários que quando ultrapassados travam o acesso a
API ou utilizam uma tarifação para acesso. Essa pesquisa
utilizou o primeiro modelo para acesso aos dados do
Google Search.</p>
      <p>Representação e visualização da informação
Depois de processadas as requisições da Graph API e do
Google Search a ferramenta gera uma visualização da
informação de forma hierárquica, das postagens mais
antigas para as mais novas. Sempre que uma postagem é
uma imagem, ao lado temos a “sugestão textual” e as
origens no campo “referências na web”, como mostra a
figura 4. Para imagens na qual o Google Search não
consegue inferir a referência textual ou as referências na
web o front-end coloca uma mensagem “Não foi possível
inferir uma sugestão de texto para essa imagem!”.</p>
      <p>Figura 4. Representação visual da sugestão textual do</p>
      <p>meme – Elaborado pelo autor
Os dados são apresentados no formato de tabela, e podem
ser copiados para qualquer ferramenta de escritório. Nessa
versão da ferramenta ainda não foram implementados a
possibilidade da persistência dos dados de forma
estruturada em um banco de dados ou mesmo a exportação
em formatos conhecidos como CSV, XLS e XML.</p>
      <p>EXPERIMENTOS REALIZADOS
Para validar a ferramenta e os pressupostos da pesquisa
foram utilizadas temáticas recorrentes nos trending topics
do aplicativo Twitter nos meses de fevereiro e março de
2015, com o objetivo de coletar assuntos com grande
volume de dados que pudessem ser submetidos à
ferramenta.</p>
      <p>As temáticas escolhidas foram: política, religião e novelas.</p>
      <p>Os perfis, grupos e páginas de Facebook analisados são:
Dilma Bolada9, Política no Face II10, Revoltados ON
LINE11, TV Revolta12, Religião se discute13, Um Sábado
Qualquer14, ATEA.ORG.BR15, Ateus d'AZ16,
Babilônia17, Novela Boogie Oogie18.</p>
      <p>A escolha para os grupos e páginas foi baseada nos
resultados apresentados pelo Facebook como relevantes,
quando utilizado as palavras chaves: política, religião e
novela nos critérios de busca, como mostra a Tabela 2.</p>
      <p>Tabela 2. Métricas das consultas realizadas nas amostras
É importante ressaltar que dados de postagens são muito
voláteis e sofrem alterações constantemente, ou seja,
reproduções desse experimento em datas diferentes podem
apresentar outros resultados.</p>
      <p>Além da coleta e extração de dados dos grupos e páginas
citados, essa pesquisa testou a ferramenta SemanticImage
for Facebook em grupos e páginas de Facebook com
9 Dilma Bolada - https://www.facebook.com/DilmaBolada
10 Política no Face II
https://www.facebook.com/politicanoface2
11 Revoltados ON LINE
https://www.facebook.com/revoltadosonline
12 TV Revolta - https://www.facebook.com/tvrevolta
13 Religião se Discute
https://www.facebook.com/religiaosediscute
14 Um Sábado Qualquer
https://www.facebook.com/umsabadoqualqueroficial
15 ATEA.org.br
https://www.facebook.com/ATEA.ORG.BR
16 Ateus d'AZ
https://www.facebook.com/groups/AteusdAZ
17 Babilônia - https://www.facebook.com/BabiloniaGshow
18 Novela Boogie Oogie
https://www.facebook.com/groups/boogieoogie
postagens de memes famosos e com tempo mínimo de
existência de um ano. A restrição de tempo foi definida,
pois acredita-se que grupos mais maduros possuem maior
quantidade de interações e consequentemente melhor
seriam os resultados da inferência textual.</p>
      <p>Para essa coleta foram utilizadas postagens com memes
famosos da internet, demonstrados na figura 4 e o resultado
foi:
 734 postagens visitadas;
 253 imagens processadas;
 189 imagens com referência semântica corretas;
 ~75% de acerto da base;</p>
      <p>Figura 5. Memes famosos em postagens mais antigas –</p>
      <p>Adaptado pelo autor
O processo de validação da assertividade semântica nos
dois instrumentos de coleta foi realizado manualmente,
verificando se a imagem correspondia à referência textual.</p>
      <p>ANÁLISE DOS RESULTADOS
Como é possível observar nos experimentos realizados,
existem temáticas e fatores, como tempo de existência da
postagem, que podem ter caráter fundamental para o
sucesso desse método de extração automatizada. Nos
primeiros experimentos, utilizando grupos e páginas com as
temáticas de política, religião e novela, podemos observar
uma taxa de assertividade de 30,5% da base total de
imagens processadas. Quando dividimos cada uma das
temáticas temos valores diferentes, sendo: 26,5% para
política, 52,4% para religião e 30% para novelas. A tabela 3
demonstra os índices de acerto por área e totais.</p>
      <p>Tabela 3. Porcentagens de acertos individuais e totais
Observando as postagens, em um processo manual, para
interpretação dos resultados, observamos que a área de
política tem uma alta frequência de atualização e postagens
de imagens de vídeos, recortes de jornais, trechos de
entrevista e acervos pessoais, que em muitas situações não
estavam indexados no Google Search, impossibilitando
qualquer tentativa de estimativa semântica. Um efeito
contrário ao que acontece com a temática de religião, onde
observamos diversos memes com figuras de Jesus, igrejas,
padres e pastores, esse item também tinha postagens mais
antigas, e com baixa frequência de atualização, o que
melhorou a base de acertos para 52,4%.</p>
      <p>Como houve muita variação nas comparações entre as
temáticas, esse estudo aplicou a ferramenta SemanticImage
for Facebook em grupos e páginas de Facebook
especializados em memes clássicos da internet e foram
selecionadas postagens com no mínimo um ano de
existência. Esse experimento trouxe uma base de
assertividade de 75,8% do total de imagens, o que
demonstrou que a metodologia de coleta e extração pode
ser aplicada para segmentos específicos de temáticas e
tempo.</p>
      <p>CONCLUSÕES E TRABALHOS FUTUROS
Essa pesquisa apresentou um método para extração de
significado semântico em memes do Facebook, a revisão de
literatura e estudos de casos levaram ao desenvolvimento de
uma ferramenta que foi utilizada para a extração e
processamento dos dados de imagens do Facebook. Os
dados coletados e processados foram submetidos a uma
análise individualizada e manual pra inferir se o conteúdo
do meme correspondia a referencia textual apresentada pela
ferramenta, gerando assim as taxas de erros e acertos
apresentados na seção de análise de resultados.</p>
      <p>Após análise dos dados resultantes dessa pesquisa, podemos
afirmar que a metodologia de recuperação de traços
semânticos para memes não pode ser utilizada como fonte
única para extração de significados de imagens. A técnica
apoia-se em dados pré-processados da web, o que dá um
grande ganho produtivo ao processamento das requisições.</p>
      <p>No entanto o modelo apresenta um índice promissor quando
utilizado em postagens mais antigas e com memes famosos,
devido ao alto repertório de referencias na web que as
imagens passam a ter.</p>
      <p>A metodologia apresentada nessa pesquisa apresentou em
uma média geral um índice de acerto de 30% nas pesquisas
formais realizadas. Esse dado reforça o pressuposto inicial
da pesquisa, de que o traço semântico de um meme pode ser
obtido através de técnicas de recuperação da informação,
embora essa técnica deva ser combinada a outros formatos
de recuperação, reconhecimento e processamento de
imagens, com o objetivo de gerar mais fidelidade ao
conceito.</p>
      <p>Algumas conclusões pontuais levantadas por esse estudo
estão elencadas como vantagens e limitações, essas
considerações são imprescindíveis para o sucesso e/ou falha
na utilização da metodologia apresentada.
Algumas das vantagens que podem ser observadas com o
uso da ferramenta são: maior significado às postagens uma
vez que o dado passa a ser textual; em projetos de
acessibilidade ou big data representa um grande avanço
porque dados em imagens geralmente são desprezados;
arquitetura de fácil implementação para ser utilizada como
serviço em outros projetos; ideal para bases de dados mais
antigas com baixa volatilidade de informações; mais rápido
que outras metodologias baseadas em processamento digital
de imagem.</p>
      <p>Contudo também foram observadas algumas limitações da
técnica as quais citamos: alto custo de processamento, uma
vez que as redes sociais impedem o funcionamento de
robôs autônomos, obrigando o uso de técnicas de scraping e
web crawling; postagens novas não possuem um grau de
assertividade alto; interpretação das imagens é restrita a
base Google Search, uma vez que o processo feito é uma
recuperação de informação e não um processamento digital
de imagem; é recomendado que o uso dessa metodologia
fosse combinado a outras técnicas de extração de
significado em imagens.</p>
      <p>Acredita-se que a metodologia e ferramenta apresentadas
nessa pesquisa possam ser utilizadas como trabalhos futuros
de pesquisadores da área de big data, acessibilidade e
recuperação da informação. Na revisão de literatura poucos
trabalhos referenciam a utilização das plataformas
Facebook e Google para a extração semântica de dados em
imagens. Estuda-se lançar novos módulos para o aplicativo
SemanticImage for Facebook gerando integração com
outras redes sociais como Google+, além de
disponibilizalo para a comunidade científica.</p>
      <p>AGRADECIMENTOS
Essa pesquisa agradece ao incentivo e apoio dos órgãos
CNPQ e FAPERJ.</p>
      <p>REFERENCIAS BIBLIOGRÁFICAS</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
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          <article-title>The selfish gene</article-title>
          . Oxford university press,
          <year>2006</year>
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          2.FACEBOOK.
          <article-title>Facebook Data Center</article-title>
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