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      <title-group>
        <article-title>Avaliando com Usuários um Método de Representação, Extração e Mensuração de Interações Sociais.</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Maria da Graça Campos Pimentel</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Instituto de Ciências Matemáticas e de Computação - ICMC Universidade de São Paulo - USP</institution>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Palavras-Chave Interações Sociais, Redes Sociais Online</institution>
          ,
          <addr-line>Comportamento do Usuário, Avaliação com Usuários, Facebook</addr-line>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>25</fpage>
      <lpage>34</lpage>
      <abstract>
        <p>RESUMO Uma tarefa explorada nas pesquisas com mídias sociais está relacionada a atribuição de significado para as interações que ocorrem entre esses usuários dentro desses sistemas. Essa tarefa é geralmente realizada a partir do cálculo e da interpretação de medições estatísticas e/ou baseadas em grafos. Em tal cenário existe a busca por um modelo descritivo de como as interações sociais estão ocorrendo dentro do sistema, em especial, de um modelo capaz de detalhar as ações realizadas pelos usuários, as mídias compartilhadas, as aplicações e os tipos de dispositivos utilizados. Neste trabalho apresentamos um método capaz de guiar a aplicação de uma técnica computacional que permite a construção de artefatos de software capazes de viabilizar a representação, mineração e mensuração de interações sociais. O método é utilizado na avaliação de interações sociais entre os usuários do Facebook. Como resultado, demonstramos a viabilidade do cômputo do comportamento coletivo de usuários de Redes Sociais Online a partir da aplicação da técnica e utilização do método. Em uma etapa seguinte do trabalho, uma avaliação é feita com usuários potenciais que expressaram sua opinião sobre as potencialidades de uso do método.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>
        INTRODUÇÃO
A popularização de sistemas conhecidos como mídias
sociais tem viabilizado uma série de facilidades de comunicação
e interação entre os usuários desses sistemas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref22">22</xref>
        ]. Essas
facilidades viabilizam avanços tecnológicos para propaganda e
WAIHCWS’16 was held as part of IHC’16, organized by the Brazilian
Computing Society (SBC). October 04, 2016, São Paulo/SP, Brazil.
Copyright 2016 © for this paper by its authors. Permission to make digital
or hard copies of all or part of this work for personal or classroom use is
granted for private and academic purposes.
recomendação de conteúdos, marketing viral, design de
interação e interfaces, etc, promovendo uma grande
disseminação de informações entre os usuários de mídias sociais. Um
dos tipos de mídia social mais populares são as Redes Sociais
Online tais como Facebook.
      </p>
      <p>
        Redes sociais são representadas como grafos em um campo
de pesquisa denominado Análise de Redes Sociais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref38">38</xref>
        ].
Nessa representação, os usuários são entidades sociais e seus
relacionamentos podem ser bi-direcionados (por exemplo,
numa relação de amizade entre usuários) ou direcionado (por
exemplo, numa relação na qual um usuário segue outro), ou
seja, uma rede social é definida como um conjunto de
entidades sociais (ator, pontos, nós, agentes ou usuários) que podem
ter relacionamentos (arestas ou ligações) uns com os outros.
A maioria dos estudos que estão focados na representação da
rede como um grafo social, o princípio small world [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref21">21</xref>
        ] é
utilizado para inferir significado a partir das relações entre
usuários de Redes Sociais Online [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref29">29</xref>
        ]. No entanto, um grafo
social não demonstra que fração dos seus usuários que
interagem ativamente entre si, e como esses usuários ativos e suas
interações evoluem ao longo do tempo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref36">36</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        A avaliação das interações entre os usuários de Redes
Sociais Online é normalmente quantificada através de estatísticas
e medições de um grafo de interação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref40">40</xref>
        ]: modelo de
representação utilizado para conferir significado das relações
sociais entre os usuários de Redes Sociais Online. O grafo
de interação é um sub-grafo do grafo social. Os resultados da
análise do grafo de interação tem contribuições importantes
para o design de interação, na Web e para dispositivos
móveis [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ], recomendação de conteúdo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref24">24</xref>
        ], marketing viral [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ],
e design de sistemas que promovem disseminação de
informações e conteúdo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref29">29</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Os modelos propostos que exploram essas medições da
representação e avaliação das interações sociais não são
capazes de descrever, por exemplo, que ações são executadas pelo
usuário, que tipo de mídia são compartilhados, ou ainda, qual
tipo de dispositivo é utilizado para dissociar o conteúdo na
rede. Na pesquisa que apresentamos é explorada uma
abordagem baseada em regras se-então capaz de atender a essa
demanda, combinando um formalismo de representação do
comportamento dos usuários com procedimentos de
mineração de dados que permitem a extração automática e avaliação
de regras [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Resultados de pesquisas na área de Psicologia Social
permitem argumentar que as interações sociais podem ser
especificados como contingências comportamentais na forma de
regras se-então, as quais correspondem a observações do que
as pessoas fazem ou deixam de fazer em uma variedade de
situações [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref27">27</xref>
        ]. No contexto do Data Mining [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref34">34</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ], regras
seentão são implicações na forma de B ! H, que podem ser
avaliadas pelo cômputo de uma variedade de medidas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">23</xref>
        ].
No nosso trabalho é investigada a aplicação de procedimentos
de mineração de dados para avaliar regras se-então associadas
a interações sociais extraídas de Redes Sociais Online.
Considerando a importância de compreender as interações
sociais subjacentes, em trabalhos anteriores foi proposta uma
técnica para a representação e a avaliação das interações
sociais em Redes Sociais Online [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">16</xref>
        ]. Essa técnica combina a
representação das interações sociais como contingências
comportamentais, com a sua avaliação dessas interações por meio
de procedimentos de mineração de dados. As contingências
comportamentais analisadas foram extraídas de forma
manual a partir da observação da ocorrência dessas
contingências dentro da rede social.
      </p>
      <p>
        Em um aprimoramento desse trabalho, interações sociais
baseadas em mídia são exploradas na Web Social [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">13</xref>
        ] e, na
sequencia, um procedimento de análise das interações
sociais com base em mídia [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">19</xref>
        ] foi elaborado. Uma extensão
da técnica contemplando captura, representação e medição
de ações coletivas dentro de Redes Sociais Online permitiu a
identificação das interações sociais mais frequentes, descritas
como regras se-então, que envolve não só compartilhamento
de mensagens, como também a execução de ações Comentar
e Curtir e o compartilhamento de diferentes tipos de mídia
(por exemplo, vídeos e links) disponíveis na Web para dentro
da rede social [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Os aprimoramentos realizados permitiram a construção de
artefatos de software capazes de viabilizar a representação,
mineração e mensuração de interações sociais que ocorrem
dentro de Redes Sociais Online [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ]. Entretanto, para que a
técnica possa ser aplicada corretamente e produza os efeitos
esperados, surge a necessidade de elaboração de um método
computacional capaz de orientar a aplicação adequada da
técnica.
      </p>
      <p>Neste artigo, apresentamos um método computacional que
guia aplicação da técnica explorada em estudos anteriores. O
método viabiliza a integração e o sequenciamento dos
artefatos de softwares produzidos a partir da aplicação da técnica.
Um experimento foi realizado no qual fornecemos uma
implementação do método para usuários do Facebook. Como
resultado, mostramos que é possível computar o
comportamento coletivo dos usuários, dentro da Rede Social Online,
no formato de regras se-então. Em seguida, foi realizada uma
entrevista com o grupo de usuários que realizaram o
experimento.</p>
      <p>Este trabalho está organizado da seguinte forma: Seção 2
discute trabalhos relacionados; Seção 3 revisita a técnica para
representação, mineração e medição de interações sociais;
Seção 4 apresenta o método; Seção 5 mostra os resultados
da execução da implementação do método que foi fornecida
aos usuários do Facebook; Seção 6 apresenta os resultados
da avaliação do método com os usuários; e Seção 7 apresenta
considerações finais.</p>
      <p>
        TRABALHOS RELACIONADOS
O estado da arte dos trabalhos relacionados reportados na
literatura também relatam esforços de investigação no sentido de
conferir significado para as relações sociais, e as interações
que surgem a partir dessas ligações, no contexto das Redes
Sociais Online. A fim de encontrar as condições sob as quais
a exposição selectiva ocorre no Twitter, Ogawa et ai [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref31">31</xref>
        ]
descobriram que o usuário se expôe de forma seletiva com mais
força fazendo uso do retweetee, ao passo que a exposição
selectiva tende a ser fraca, fazendo uso de followee e tweetee.
Além disso, eles descobriram que os níveis de participação
política, a não-confiança em notícias veiculadas na televisão,
a ansiedade e o reconhecimento de pertencimento a um grupo
majoritário estão associados com a força da exposição
seletiva indivíduo no Twitter. Madgy et al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref25">25</xref>
        ] apresentaram
idéias interessantes sobre o uso da linguagem no Twitter que
pode ser explorado, por exemplo, para análise do discurso e
prevenção e gestão de desastres.
      </p>
      <p>Em contraste com o trabalho aqui apresentado, essas
pesquisas não representam Tweets, Retweets e Replies como ações
executadas pelos usuários, e não consideram outros tipos de
mídia além de texto.</p>
      <p>Embora alguns autores tenham usado dados de interação do
Facebook na análise das atividades desses usuários, os
resultados não incluem uma análise do comportamento coletivo
dos usuários, nem mesmo em termos de ações executadas e
do compartilhamento de mídia dentro da rede.</p>
      <p>
        Combinando técnicas quantitativas e qualitativas, Traynor et
al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref35">35</xref>
        ] destacaram um caminho para diferenciar escolha/uso
das mídias dentro da rede social. Bhargava et al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
        ]
demonstraram que a ferramenta por eles proposta pode estimar com
precisão os interesses do usuário dentro da Rede Facebook.
Eles realizaram uma extensa avaliação do seu sistema e do
algoritmo por eles desenvolvido, realizando um experimento
com um conjunto de dados extraído de 488 perfis ativos dos
usuários do Facebook,
Em um estudo de medição com 50 usuários, Nasim et al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref30">30</xref>
        ]
quantificaram um comportamento comum no Facebook que
pode ser útil para melhorar o design da interface: os usuários
tendem a escolher amigos com características semelhantes e
estão susceptíveis de alterar os atributos do seus perfis para
estar em conformidade com os perfis dos seus amigos.
Abordando questões sobre como Facebook é usado e impacta
a vida dos usuários, especialmente em culturas coletivistas,
Peters et al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref32">32</xref>
        ] identificaram alguns aspectos que
ilustraram por que e como a cultura influencia apropriação dessa
rede social por parte dos usuários. Em outro estudo, Wang
et al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref37">37</xref>
        ] investigaram o arrependimento dos usuários com
determinadas postagens no Facebook, por meio de uma série
de entrevistas e pesquisas on-line.
      </p>
      <p>
        Os esforços de investigação referidas acima concentram-se na
interpretação de medidas estatísticas e medições baseadas em
grafos extraídas da rede social. Em tal cenário, há uma
oportunidade de pesquisa que permite estender nossos trabalhos
anteriores no sentido de propor um método para a
representação, a extração e a avaliação das interações sociais,
computando comportamento coletivo dos usuários da rede a partir de
um modelo descrito como um conjunto de regras se-então.
REPRESENTAÇÃO, MINERAÇÃO E MENSURAÇÃO DE
CONTINGÊNCIAS COMPORTAMENTAIS
Nesta seção, vamos apresentar uma extensão da técnica que
foi proposta em trabalhos anteriores [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">16</xref>
        ]. Essa técnica
permite representar, extrair e avaliar interações sociais dentro
de Redes Sociais Online. No aprimoramento aqui
apresentado, foi explorada a natureza sequencial das interações
sociais dentro da rede social, o que permitiu expandir a técnica
para contemplar a extração automática de contingências
comportamentais como padrões sequenciais no formato de regras
se-então [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
        ]. Na mensuração dessas contingências
comportamentais extraídas automaticamente, foram utilizados
procedimentos de mineração de dados já estabelecido na
literatura [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Interações Sociais na Linguagem de Mechner
Dentro da área de Psicologia Social [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref33">33</xref>
        ], interações diárias
entre indivíduos (qualquer tipo de interação social) podem ser
declaradas como um relacionamento condicional sob a forma
de declarações se-então, ou seja, como contingências
comportamentais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref33">33</xref>
        ]. Por exemplo:
      </p>
      <p>Nos sistemas educacionais, contingências
comportamentais regem as interações entre alunos, professores, pais,
gestores e membros da comunidade.</p>
      <p>Regras de um jogo, por exemplo, jogo da velha, são
contingências comportamentais que determinam a forma como o
jogo é jogado.</p>
      <p>
        Mechner [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref27">27</xref>
        ] apresentou um dos primeiros sistemas de
notação para a codificação de qualquer contingência
comportamental que combinou álgebra booleana com um conjunto
de diagramas. Weingarten e Mechner [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref39">39</xref>
        ] detalharam o
trabalho original de Mechner, representando interações sociais
como variáveis independentes na forma de regras se-então.
Mais recentemente, Mechner [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref28">28</xref>
        ] apresentou uma linguagem
formal simbólica para codificar quaisquer contingências
comportamentais que envolvem vários tipos de participantes. Na
Linguagem de Mechner contingências comportamentais são
implicações lógicas, que podem ser avaliadas como variáveis
independentes. Alguns elementos importantes dessa
linguagem são:
1. Ação (ou ações):corresponde a parte antecedente da
contingencia, isto é, A !. Se houver mais de uma ação, são
representadas como A1 \ A2 !.
2. Agente(s) da ação(ões):representado por letras minúsculas
colocadas na frente de um A. Por exemplo, o agente a
que realiza a ação A, é representado por aA. Uma letra
minuscula pode representar um único agente ou um grupo
de agentes que executam uma ação.
3. Consequência:corresponde a parte consequente da
contingencia, ou seja, ! C. Se houver mais do que uma
consequência, são representadas como ! C1 \ C2.
      </p>
      <p>As declarações se-então a seguir representam contingências
descritas como regras fazendo usando a Linguagem de
Mechner:
aA1 \ bA2 ! abC1. Se a executa ação A1 e b executa ação
A2 então a consequência A1 é percebida por a and b.
aA1 \ bA2 ! abC2. Se a não executa ação A1 e b executa
ação A2 então a consequência C não é percebido por a mas
é percebido por b.</p>
      <p>
        A ação que inicia a interação social, no exemplo acima é A1,
é também chamado de estímulo social [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref33">33</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Embora outros sistemas de notação tenham sido propostos
para codificar comportamentos em processos de análise
experimental (por exemplo, [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref26">26</xref>
        ]). Em nossos trabalhos usamos
a Linguagem de Mechner [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref28">28</xref>
        ] para representar contingências
comportamentais como expressões booleanas na forma
normal disjuntiva, ou seja, como implicações que tem conectivos
; \ (not, and) na sua representação. Esta propriedade
matemática é exigida pelo procedimento de mineração de dados
que adotamos, conforme detalhado a seguir.
      </p>
      <p>Representação de Contingências Comportamentais
Usamos a Linguagem de Mechner para representar situações
que envolvem os usuários de mídias sociais em interações
entre si dentro desses sistemas.</p>
      <p>Em outras palavras, conseguimos identificar ações A, agentes
de ações (por exemplo, o usuário a, ou grupo (de usuários)
grupos l que executam a ação de Curtir e k que executam
Comentar), e consequências C.</p>
      <p>Como exemplos de ações A em mídias sociais temos;
no Facebook: A1 = Postar em um Mural, A2 = Curtir um
post, A3 = Comentar um post,
no Twitter: A1 = Postar um tweet, A2 = Replicar um tweet,
A3 = Retweetar um tweet,
no Google+: A1 = Fazer um Post, A2 = Marcar como +1
um post, A3 = Comentar um post.</p>
      <p>Usuários que executam ações A são agentes de ações, e eles
podem executar uma ou mais ações, individualmente (por
exemplo, o usuário a ou b) ou em grupos (por exemplo, o
grupo de l ou k), de acordo com as permissões fornecidas
pelo sistema de mídia social.
Como resultado, os usuários podem ser notificados de uma
ou mais consequências C (respostas do sistema) de ações dos
usuários. Além disso, dependendo da permissão eles têm, os
usuários podem também executar ações como um resultado
da ação dos outros usuários. Por exemplo, no Facebook, o
usuário b pode Ser notificado de um post (C2), ou pode ser
notificado de um Comentário em um post (C3) depois de ter
sido notificado de que o usuário a Postou em seu mural (C1).
Depois de identificar ações, agentes de ações (usuários), e
consequências, podem ser representadas as interações
sociais. Por exemplo,
se um usuário do Facebook a executa a ação A1 = postar
uma mensagem no seu Mural,
– então usuário a e usuário b C1 = são notificados do
post,
– então se usuário b executa a ação A2 = Curtir o post
(depois de ser notificado do post do uauário a),
então usuário a e usuário b C2 = são notificados
da ação Curtir,
usando o Mechner Linguagem, ess interação social é
representada como aA1 ! abC1 ! bA2 ! abC2, e. g.,
aA1 \ bA2 ! abC1 \ abC2.</p>
      <p>Ao modelar contingências comportamentais, a identificação
de um usuário ou grupo de usuários e a granularidade das
ações e consequências, são definidas por quem faz a análise
das interações com o apoio de especialistas capazes de
identificar as interações sociais. Assumimos que a resposta do
sistema resultante de uma ação realizada por um usuário ou
um grupo de usuários pode ser percebida por esses usuários
como uma notificação.</p>
      <p>
        Neste trabalho, contingências comportamentais codificadas
na Linguagem de Mechner como declarações se-então, são
representadas sob a forma Body ! Head (de forma
resumida, B ! H), uma regra se-então é representada por R.
Por exemplo, considerando aA1 \ bA2 ! abC1 \ abC2 onde
B = aA1 \ bA2 e H = abC1 \ abC2, uma contingência
comportamental declarada como uma regra se-então, é
representada como R = aA1 \ bA2 ! abC1 \ abC2.
Observando as atividades dos usuários dentro de uma rede social,
declarações se-então podem modelar relações de causalidade
(ações levam a consequências). No entanto, contingências
comportamentais codificadas na Linguagem de Mechner
contemplam também correlações causais. Na verdade,
pretendemos observar correlações causais (ações realizadas pelos
usuários correlacionadas com as respostas do sistema
percebidas pelos usuários) ao invés de relações de causalidade.
Mineração de Contingências Comportamentais
Dentro das mídias sociais, é possível observar que cada
situação social que envolve os usuários é uma sequência de ações e
consequências temporalmente ordenadas. Por exemplo,
conversas são sequências de comentários temporalmente
ordenadas sobre um tipo de mídia compartilhada [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ]. Tal relação
temporal-ordinal pode ser explorada na extração automática
de contingências comportamentais como padrões
sequenciais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">18</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Uma abordagem comumente utilizada na extração de padrões
sequenciais é conhecido como de força bruta ou abordagem
Apriori_like [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref34">34</xref>
        ], como é o caso do algoritmo GSP [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ] que
faz várias passagens sob o conjunto de dados. Na primeira
passagem, todos os itens simples (sequências de tamanho 1)
são contados. A partir dos itens frequentes, um conjunto de
candidatos sequências do tipo são formadas, e outra passagem
pelo conjunto de dados é feita para identificar a sua
frequência, e este processo é repetido até que sequências mais
frequentes são encontrados. Sequências que não preenchem uma
frequência mínima (suporte mínimo) especificado pelo
usuário são eliminados numa fase poda. Vale a pena observar que
o algoritmo GSP não é capaz de manipular atributos com
valores nulos/faltosos. Além disso, o GSP não é capaz de iniciar
uma geração de sequência com comprimento 1.
Algumas abordagens eficientes de GSP são propostos na
literatura, enfocando principalmente a extração de padrões
sequenciais sem verificações redundantes do conjunto de
dados [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ]. Em termos gerais, tais abordagens executam uma
pesquisa global do conjunto de dados e utilizam suporte
mínimo de apoio (frequência mínima) para a redução do espaço
de busca. Mesmo nessas abordagens, um grande número de
sequências é gerado e muitas destas sequências podem ser
inúteis, ou pior, sequências importantes podem ser
eliminadas ou não extraídas por conta desse limiar de apoio.
A fim de superar essa limitação, algumas características
particulares podem ser úteis na tarefa de mineração contingências
comportamentais como padrões de sequências. Por exemplo,
contingências comportamentais que apresentam frequência
mínima de ocorrência especificada pelo usuário são tão
interessantes quanto contingências comportamentais que não
apresentam essa frequência mínima. Sendo assim, não é
necessário o usuário especificar essa frequência mínima
para o algoritmo realizar sua tarefa, como em abordagens
clássicas do algoritmo Apriori;
a identificação de agente de ações, ações e consequências
nos dados capturados da rede, que estão relacionados com
as interações sociais dos usuários, são úteis para a redução
do espaço de busca do algoritmo;
um número finito de ações e consequências é conhecido
para a codificação das contingências comportamentais na
Linguagem de Mechner, ou seja, tanto o comprimento
máximo quanto o comprimento mínimo das sequências
candidatas são conhecidos a priori;
ações não realizados por usuários não têm consequências,
o que significa que as ações não realizadas pelos usuários
tem consequências com valor nulo.
      </p>
      <p>
        Considerando tais características particulares, uma
modificação para o algoritmo de GSP [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">18</xref>
        ] é capaz de extrair
contingências comportamentais como sequencias no formato de
regras se-então.
      </p>
      <p>Antes da execução de uma implementação do algoritmo que
propomos, o conjunto de dados deve ser preparado, em
primeiro lugar, organizando agente de ações e ações como
atributos desse conjunto de dados e, em segundo lugar,
organizando as consequências. As ações são organizadas na ordem
que estão disponíveis no dentro da mídia social (por exemplo,
no Facebook; aA1 = Postar, lA2 = Curtir, kA3 = Comentar ).
As consequências seguir a ordem organização das ações (ex.,
no Facebook; alksC1 = notificação do Post, alksC2 =
notificação do Curtir, alksC3 = notificação do Comentar ). Esses
cuidados na preparação dos dados tem impacto sobre a
redução do espaço de busca do algoritmo.</p>
      <p>A estratégia empregada no algoritmo que propusemos para
sequências no formato de regras se-então, explora do
conjunto de dados uma vez. Em resumo, cada linha diferente
com ações e consequências (com valores nulos/faltosos) são
computados como sequência candidata. O número de
contingências comportamentais observados n (cada linha no
conjunto de dados) e a frequência de ocorrência de cada
sequência candidata são contadas. No final da execução deste passo,
todas as sequências com comprimento máximo são geradas,
por exemplo, &lt; aA1; lA2; kA3; alksC1; alksC2; alksC3 &gt;
and &lt; aA1; lA2; kA3; alksC1; null; null &gt;.</p>
      <p>Em seguida, cada sequência candidata é digitalizada e
dividese em Body (agente das ações e ações) e Head
(consequências). Se um Body aparece em mais de uma sequência, a
frequência de ocorrência é aumentada; da mesma forma, se
um Head aparece em mais de uma sequência, a frequência
de ocorrência também é aumentada. Enquanto aumenta as
frequências, valores nulos são removidos de Body e Head
(ex., aA1 \ lA2 \ kA3 ! alksC1). Em contraste com GSP, o
algoritmo proposto gera primeiramente sequências com
comprimento máximo e, ao mesmo tempo, gera sequências com
outros comprimentos removendo valores faltosos/nulos. No
final da execução do algoritmo, cada sequência está
preparado para ser representada uma regras na forma B ! H.
Cada sequencia (regra) tem valores de bh, b (bh + bh) e h
(bh + bh) computadas a partir das frequências de ocorrência
de B ! H, Body e Head. Usando esses valores, medidas
de avaliação de regras no formato se-então são computadas,
como explicado a seguir.</p>
      <p>
        Mensuração das Contingências Comportamentais
Utilizando um processo de mineração de dados, o valor de
uma regra B ! H pode ser medido comparando-a com um
conjunto de dados (observações) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">23</xref>
        ]. Por exemplo, o
número n de contingências comportamentais observadas dentro
de uma rede social particular pode ser calculada utilizando
valores de uma tabela de contingência bh; bh; bh; bh, típico
de mineração de dados onde:
bh o número de situações observadas para as quais corpo b
(antecedente) e cabeça h (consequência) são verdadeiros.
bh o número de situações observadas para as quais corpo b
(antecedente) é verdadeiro e cabeça h (consequência) é
falso.
bh o número de situações observadas para as quais corpo b
(antecedente) é falso e cabeça h (consequência) é
verdadeiro.
bh o número de situações observadas para as quais corpo b
(antecedente) e cabeça h (consequência) são falsos.
      </p>
      <p>
        Como uma aplicação do mapeamento das contingências
comportamentais na Linguagem de Mechner, representadas no
formado de regras, os valores da tabela de contingência
podem ser usados para calcular medidas de uma determinada
regra como resultado da avaliação de conjunto de dados
(observações). Por exemplo, os valores da tabela de
contingência bh, bh, bh, e bh podem ser utilizados no cálculo de
medida clássicas tais como Suporte = P (BH) bnh , onde
n = bh + bh + bh + bh. Esta medida determina como uma
regra se-então é aplicável a um determinado conjunto de
observações, determinando a frequência com h e b ambos
aparecem conjuntamente no conjunto de observações. Esta é uma
medida de frequência da regra no conjunto de dados. Por
convenção, essas medidas tem valores entre 0% 100%, ao invés
de entre 0 1 [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref20">20</xref>
        ].
      </p>
      <p>UM MÉTODO PARA APLICAR A TÉCNICA
Os artefatos de software que são produzidos a partir da
aplicação da técnica apresentada na seção anterior, precisam ser
encadeados numa sequencia específica de modo que os
artefatos de uma etapa possam ser utilizados numa etapa
seguinte. Identificamos a oportunidade de elaborar uma
sistemática para orientação da aplicação da técnica de
representação, extração automática e mensuração de interações
sociais. A partir dessa sistematização é possível especificar um
método interativo e iterativo para representar e medir as
interações sociais: o método permite detalhamento de: ações,
tipos de mídia, tipos de aplicações e/ou tipos de dispositivos,
dentro a descrição da regra de forma incremental. O método
tem seis fases: Captura, Preparação, Representação,
Mensuração, Interpretação, Especialização. De uma fase para outra,
o método tem cinco entradas e saídas: atributos especificados,
conjuntos de dados, conjuntos de regras, medidas de regras e
novos atributos especificados.</p>
      <p>
        Na Figura 1 é apresentada uma visão sequenciada das etapas
envolvidas no método apresentado neste trabalho,
especificando entradas e saídas de cada etapa:
1. Observação: O primeiro passo é obter a orientação de
psicólogos sociais na observação da Rede Social Online,
com o objetivo de identificar quais os elementos que
estão relacionados com as interações sociais devem ser
capturados, considerando os elementos da linguagem
Mechner [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">13</xref>
        ]. Esta etapa produz uma lista de atributos
(atributos dos elementos associados as atividades dos usuários)
para a próxima fase.
2. Captura: captura de dados acontece automaticamente, por
exemplo, quando se utiliza API’s [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">14</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">15</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">19</xref>
        ] ou na
análise de logs gerados a partir da utilização de mídias
sociais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ]. A identificação, a seleção e preparação dos
dados a serem capturados são atividades típicas desta fase,
levando em conta as observações das interações sociais
dentro da rede social. Podem ser coletadas informações
pessoais sobre os usuários (nome, endereço, sexo, preferências,
etc.) ou informações no que diz respeito ao conteúdo de
uma mensagem, o servidor que provém uma mídia para
um post, URL, fonte, legenda, data e hora, e localização
Figura 1. Uma Visão Sequenciada das Etapas do Método.
disponível de cada post, etc. Esta fase produz como saída
os dados em bruto para a próxima fase.
3. Preparação: Todos os dados coletados podem ser limpos,
selecionados e/ou transformados para serem utilizados nas
subsequentes fases de representação e medição de
interações sociais. Nesta fase, é necessária a identificação dos
elementos da linguagem de Mechner (ações, usuários e
consequências) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">19</xref>
        ]. Por exemplo, atributos
especificados podem ser o tipo de mídia postado numa mensagem,
as ações de usuários realizadas em torno da publicação de
um post, a notificação de cada publicação, etc. Esta fase
produz conjuntos de dados como saída para a próxima fase;
4. Representação/Extração: As interações sociais são
representados como contingências comportamentais na forma
de regras se-então, considerando, por exemplo, cenários de
colaboração [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ] que tem como base uma abordagem
social do paradigma Watch-and-Comment [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ]; ou ainda, em
cenários que envolvem os usuários do Facebook em
interações sociais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">15</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">16</xref>
        ] providas via aplicações disponíveis
em smartfones [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">14</xref>
        ], bem como nas interações sociais que
espalham conteúdo viral [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">19</xref>
        ] dentro de uma rede social. A
aquisição (extração) manual das contingências
comportamentais, pode ser feita a partir da observação de situações
sociais dentro da mídia social, com o apoio de
especialistas na identificação de interações sociais. Em seguida, são
identificados os elementos da Linguagem de Mechner que
serão utilizados na descrição das interações sociais no
formato de regras. A extração automática de contingências
comportamentais pode ser feita a partir de conjuntos de
dados (com ações e consequências especificadas) coletados a
partir da observação das interações sociais entre usuários
dentro de uma mídia social. Neste trabalho foi utilizado o
algoritmo apresentado na Seção 3.3 para mineração
contingências comportamentais. Esta fase produz conjuntos
de regras como saída;
5. Mensuração: Cada interação social descrita no formato de
uma regra se-então é, na forma geral, representada como
B ! H para o cômputo dos valores bh; bh; bh; bh.
Depois disso, cada regra é mensurada calculando-se medidas
de avaliação regra. Medidas como Suporte, Confidencia
e Utilidade com Peso são utilizadas na avaliação de
interações sociais em cenários colaborativos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ].
Adicionalmente, medidas como Suporte, Confidencia e Correlação
Cosseno são usadas para medir interações baseadas em
mídias [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">14</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">15</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">16</xref>
        ], e ainda Sensitividade e Laplace na
mensuração de interações sociais as quais espalham conteúdo
viral [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">19</xref>
        ] dentro do Facebook. Esta fase produz um
conjunto de regras mensuradas como saída;
6. Interpretação: As medições devem ser interpretadas
pelos usuários, analistas ou especialistas, os quais estão
interessados em avaliar as interações sociais submetidas ao
método. Se os resultados forem suficientes, o processo de
aplicação do método termina nesta fase. Caso contrário,
a especialização de uma regra pode ser feita, e o processo
pode ser repetido a partir das fases de Representação ou
Preparação. Por exemplo, as interações sociais subjacentes
pode ser especializadas em interações sociais com base em
mídia, detalhando os tipos de mídia compartilhados nas
interações sociais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">15</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">16</xref>
        ], ou ainda detalhando aplicações
dos usuários de smartfones [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">14</xref>
        ]. Se o processo não foi
terminado, os novos atributos podem ser especificados como
saída para a fase seguinte;
7. Especialização: A especialização de uma regra é feitas por
detalhando outros elementos de interesse para um usuários
ou um analista (por exemplo, aplicações móveis ou
aplicações web) dentro das regras. Se tais elementos de interesse
já tiverem sido capturados e estiverem disponíveis como
atributos do conjunto de dados, o processo é repetido a
partir da fase de Preparação, ou seja, novos conjuntos de dados
detalhados com esses elementos de interesse são gerados,
e nos próximos passos, regras especializadas são extraídas.
Entretanto, se tais elementos de interesse não tiverem sido
recolhidos como atributos, o processo é repetido a partir da
fase de Captura.
      </p>
      <p>A seguir, apresentamos um experimento para verificar a
aplicação do nosso método a partir da coleta de dados de um
grupo de usuários do Facebook.</p>
      <p>
        APLICANDO O MÉTODO
O método aqui apresentado foi aplicado na avaliação de
interações sociais entre usuários dentro do Facebook. Foi
fornecida uma implementação como um script Python1. Um grupo
com cinco voluntários que tem perfil no Facebook, forneceu
acesso autorizado a suas contas individuais, viabilizando a
coletar dados de cada perfil e gerando cinco unidades de
observação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref38">38</xref>
        ], ou seja, coletamos informações sobre as
atividades dos usuários dentro do Facebook a partir de 5 diferentes
pontos da rede.
      </p>
      <p>Observação, Captura e Preparação
Com o propósito de identificar os elementos da linguagem de
Mechner, foram observadas as interações entre usuários do
Facebook e, a partir dessas observações, foram representadas
ações e consequências como as apresentadas na Tabela 1.
Para capturar dados de cada unidade de observação do
Facebook, um script Python foi disponibilizado para coleta de
informações relativas as interações sociais, incluindo atividades
do usuário dentro da rede, como postagem, número de Curtir
e/ou Comentar de um post, o conteúdo dos comentários
adicionados a um post, a identificação Facebook do usuário que
executou tais ações de Curtir e/ou Comentar, e a respectiva
notificação das atividades dos usuários. Além disso, foram
coletados o conteúdo das mensagems, URL, legenda e
descrição disponíveis de cada post.</p>
      <p>Coletando dados sobre usuários, ações e consequências,
foram construídos conjuntos de dados com atributos
apresentados na Tabela 2 para a extração e avaliação das interações
sociais genéricas.</p>
      <p>Tabela 1. Ações e Consequências</p>
      <p>Ações
A1 fazer um post no Mural
A2 Curtir o post
A3 Comentar o post</p>
      <p>Consequências
C1 ser notificado de um Post (estímulo social)
C2 ser notificado de um Curtir no post</p>
      <p>C3 ser notificado de um Comentar no post
Tabela 2. Exemplo de Atributos dos Conjuntos de Dados</p>
      <p>Ações / Consequências
At1 Posts (aA1)
At2 Curtir (lA2/lA2)
At3 Comentar (kA3/kA3)
At4 notificação de Postagem (alkC1/null)
At5 notificação de Curtidas (alkC2/null)</p>
      <p>
        At6 notificação de Comentários (alkC3/null)
Representação, Mensuração e Interpretação
A partir de cada conjunto de dados foram extraídas
interações sociais genéricas, aplicando uma implementação do
algoritmo GSP Apriori_like [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
        ]. As interações sociais
genéricas extraídas são apresentados na Listagem 1.
      </p>
      <p>R1. aA1 \ lA2 \ kA3 ! alkC1
R2. aA1 \ lA2 \ kA3 ! alkC1 \ alkC2
R3. aA1 \ lA2 \ kA3 ! alkC1 \ alkC3
R4. aA1 \ lA2 \ kA3 ! alkC1 \ alkC2 \ alkC3</p>
      <p>Listagem 1. Interações Sociais Genéricas
As interações sociais R1 representada como uma regra na
Listagem 1 é descrito como: Se usuário a fizer um post (ação
A1) e os usuários l não Curtir o Post (ação A2 ) e os
usuários k não Comentar (ação A3) o post então usuário a e seus
amigos (os utilizadores l e k) são notificados apenas da
consequência C1. Em outras palavras, o usuário a fez um post e
este post não recebeu nem Curtir ou Comentar ({P}).
A medida Suporte foi calculada para as regras (interações
sociais) R1 a R4 considerando cada conjunto de dados
(observações) capturados. O comportamento coletivo descrito
como um conjunto de regras se-então é mensurado pela
medida de Suporte (SupR) e o resultado é apresentado na
Figura 2 A. Pode ser observado que cada curva é muito
semelhante uma as outras, ou seja, é possível observar que os
usuários têm comportamento coletivo muito semelhante. A
Figura 2 B apresenta a mensuração do comportamento
coletivo dos usuário como um grupo só. Os 5 conjuntos de dados
foram agrupados em um único, e, em seguida, foi calculado o
valor da medida de Suporte (SupR) para as regras R1 a R4.
Em comparação entre as Figuras 2 A e 2 B novamente
é possível observar um comportamento semelhante entre
os usuários. Em uma interpretação adicional dos
resultados, o comportamento dos usuários medido como um grupo
único corresponde ao ranqueamento R4fP; L; Kg, R1fP g,
R2fP; Lg, R3fP; Kg. Em seguida, o método foi
aplicado na avaliação de interações sociais baseadas em mídia,
especializando-se interações sociais genéricas e repetindo-se
o método.</p>
      <p>Figura 2. SupR das Interações Sociais Genéricas
Especialização e Repetição do Método
Através da representação dos tipos de mídia categorizados
Facebook dentro da ação A1, identificado como estímulo
social que começa uma interação entre usuário dentro da rede,
um conjunto com ações A1 especializadas com tipos de
mídia, por ex. A1:link = para fazer um post do tipo link ou
A1:photo = para fazer um post do tipo photo.</p>
      <p>Partindo de tal especialização da ação A1, podemos repetir
a aplicação do método para extrair e mensurar interações
sociais baseadas em mídia. Definimos interações sociais com
base em mídia como interações entre usuários que são
estabelecidas a partir do compartilhamento de diferentes tipos de
mídia (texto, foto, vídeo, música, etc) dentro da rede social.
R1.1 aA1:link \ lA2 \ kA3 ! aklC1
R1.2 aA1:link \ lA2 \ kA3 ! aklC1 \ aklC2
R2.1 aA1:photo \ lA2 \ kA3 ! aklC1
R2.2 aA1:photo \ lA2 \ kA3 ! aklC1 \ aklC2
R2.3 aA1:photo \ lA2 \ kA3 ! aklC1 \ aklC2 \ aklC3</p>
      <p>
        Listagem 2. Algumas Interações Sociais baseadas em Mídia
Por exemplo, a regra R2.1 na Listagem 2 pode ser descrito
como: Se o usuário a faz um post do tipo photo (ação A1) e os
usuários l não Curtir (ação A2) esse post e os usuários k não
Comentar (ação A3) esse post então usuário a e seus amigos
( utilizadores l e k) são notificados desse post (consequência
C1). Em outras palavras, o usuário a compartilha photo que
não recebe qualquer Curtir ou Comentar ({photo }).
Na repetição do método, os conjuntos de dados foram
reconstruídos com novos atributos. A partir desses
conjuntos de dados foram extraídas interações sociais baseadas em
mídia, usando uma implementação do algoritmo GSP
Apriori_like [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
        ] que foi proposto. As interações sociais baseadas
em mídia mais frequentes foram selecionadas e são
apresentadas na Listagem 2.
      </p>
      <p>Da mesma forma que na fase de avaliação das interações
sociais genéricas, os 5 conjuntos de dados diferentes
foram unificados em um único e, a partir desse conjunto, foi
calculada a medida de Suporte para as interações
baseadas em mídia (Listagem 2). O ranqueamento dessas
interações é R2:3fphoto; L; Kg, R2:1fphotog, R1:1flinkg,
R2:2fphoto; Lg e R1:2flink; Lg. Deve-se observar que
a interação social baseada em mídia mais frequente é
R2:3fphoto; L; Kg é tão importante identificar e analisar
essa interação social quanto a menos frequente que é R1:2
flink; Lg.</p>
      <p>AVALIAÇÃO COM USUÁRIOS
O método foi avaliado com os 5 voluntários que permitiram
acesso autorizado à sua conta individual do Facebook para
coleta de dados. Os voluntários tem idade entre 25 e 30 anos, 4
do sexo masculino e 1 do sexo feminino. Esses participantes
têm know-how para o desenvolvimento de aplicações
computacionais, ou seja, sob esse ponto de vista podem ser
considerados usuários especialistas. Como já relatado, foi fornecida
uma implementação do método como um script Python. Cada
usuário foi acompanhado durante a execução do script em sua
máquina pessoal, em um ambiente onde eles se sentiram mais
confortáveis.</p>
      <p>Os resultados foram coletados e preparados para
apresentação para cada usuário em uma sessão de entrevista individual.
Primeiro, foram apresentados os resultados da avaliação das
interações sociais genéricas e, em seguida, foram
apresentados os resultados de interações sociais baseadas em mídia.
Após a apresentação dos resultados, foi feita a entrevista
individual com os usuários. O objetivo geral da entrevista é
verificar potencialidades de uso do método, sob o ponto de
vista dos participantes.</p>
      <p>Na primeira etapa da entrevista, os participantes fizeram
apontamentos importantes no que diz respeito da utilização
do método. Por exemplo, antes da apresentação dos
resultados, eles não se sentiram confortáveis com a exposição das
informações coletadas a partir de suas contas, ou seja, eles
estavam preocupados com a confidencialidade de tal conteúdo.
Quando foram apresentados os resultados que não estão
diretamente ligados a um usuário específico, eles sentiram-se
menos preocupados com essa questão da confidencialidade.
Na etapa seguinte, os participantes foram questionados se
seriam capazes de associar as regras se-então com as interações
sociais que ocorrem dentro rede. Eles responderam que foram
capazes e, como resultado dessa interpretação, os usuários
uma sugestão para simplificação da representação das
interações sociais. Essa simplificação da representação foi utilizada
já neste trabalho, por exemplo, a regra R1 foi simplificada
para P , R2 para P,L e assim por diante. Essa simplificação
também foi sugerida para as interações sociais baseadas em
mídia, por exemplo, R2:3 = photo; L;
Os participantes também avaliaram a utilidade de usar
medidas de avaliação de regras para mensurar interações sociais.
Do ponto de vista dos participantes da entrevista, a medida de
Suporte é adequada para interpretação e compreensão dos
resultados na avaliação de interações sociais, pois permite
contar o número de ocorrências dessas interações dentro da
rede, ou seja, faz sentido aplicar essa medida de Suporte a
mensuração de interações sociais.</p>
      <p>Finalmente, na ultima etapa da entrevista, os participantes
foram questionados se havia alguma potencialidade de uso do
método. Eles responderam que havia a possibilidade de uso
no desenvolvimento de aplicações computacionais. Foram
questionados se já haviam desenvolvido algum tipo de
ferramenta computacional para Redes Sociais. Eles responderam
que não. Por fim, foram questionados se poderiam sugerir um
perfil para potenciais usuários do método. Eles sugerem que
seriam usuários especialistas, tais como: analistas de mídias
sociais, cientistas sociais e analistas de comportamento em
ambientes computacionais, etc.</p>
      <p>CONSIDERAÇÕES FINAIS
Neste artigo foi apresentado um método capaz de guiar a
aplicação de uma técnica computacional que permite mensurar
interações sociais no formato de regras se-então. A
utilização do método permite computar comportamentos coletivos
de usuários dentro de Redes Sociais Online como Facebook.
A utilização do método está atrelada a aplicação da técnica.
Sendo assim, ocorrendo algum aprimoramento ou
modificação da técnica, é necessário avaliar ser haverá algum impacto
na utilização do método.</p>
      <p>O método foi aplicado na mensuração de interações sociais a
partir da coleta de dados de 5 diferentes unidades de
observações (contas de usuários) da rede Facebook. Além disso, o
método foi avaliado esses 5 participantes em uma entrevista.
Como resultado da entrevista, foi possível (i) coletar
informações sobre a utilização do método, (ii) verificar se os usuários
seriam capazes de associar as regras no formato se-então com
as interações sociais que ocorrem dentro da rede, (iii) verificar
com os usuários se fazia sentido utilizar a medida de Suporte
na avaliação das interações sociais, (iv) indicar um perfil de
potenciais utilizadores para o método.</p>
      <p>Em trabalhos futuros, o método poderia ser melhorado para
promover um ranqueamento entre os usuários, estabelecendo,
por exemplo, quais são os usuários mais ativos na rede,
considerando as ações dos usuários que foram explicitadas. Além
disso, o comportamento coletivo dos usuários pode ser
melhor estudado a partir da combinação dos resultados obtidos
no cálculo das medidas de regras com medidas estatísticas
e/ou baseadas em grafos. Outro trabalho futuro, é o
aprimoramento do método para que ele se torne um processo de
desenvolvimento de ferramentas computacionais voltadas para
a mensuração de interações sociais.</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
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