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    <journal-meta>
      <journal-title-group>
        <journal-title>S. K. Routray, R. M. Morais, J. R. F.
da Rocha, and A. N. Pinto. Statistical
model for link lengths in optical transport
OSA Journal of Op-
tical Communications and Networking</journal-title>
      </journal-title-group>
    </journal-meta>
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>The Average Number of Hops for Working and Backup Paths in Telecommunication Networks</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Claunir Pavan Federal University of Fronteira Sul - UFFS</institution>
          ,
          <addr-line>Chapecó</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brazil</country>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Marina Girolimetto Laboratory of Telecommunications - LabTel Federal University of Espírito Santo - UFES</institution>
          ,
          <addr-line>Vitória</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brazil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2014</year>
      </pub-date>
      <volume>5</volume>
      <issue>7</issue>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>Resumo</title>
      <p>This work analyzes the average number of
hops needed to route working and backup
paths in telecommunication networks,
pointing out differences in its behavior when using
two routing methods based on the Dijkstra’s
algorithm and on the Suurballe’s algorithm,
respectively.</p>
      <p>Em redes de telecomunicações, o projeto topológico
deve garantir uma rede confiável, que seja tolerante a
alguns tipos de falhas, como a ruptura de uma ligação
ou a falta de energia em um nodo [MPPR11, Pav11].
Para dimensionar uma rede assim, é importante ter
informações detalhadas sobre a rede, incluindo as
topologias de rede, os volumes de tráfego a serem
suportados, as arquiteturas dos nodos e ligações e as
distâncias físicas entre nodos. Neste sentido, a
caracterização de redes e a identificação de variáveis de mérito
são recursos úteis para novos métodos de apoio ao
dimensionamento de redes de telecomunicações que
permitam prover, rapidamente, resultados aproximados
sobre custos de capital e operação.</p>
      <p>Uma propriedade importante na caracterização de
redes é a proteção a falhas de diferentes tipos para
evitar a interrupção do serviço oferecido pela rede e
a perda significativa de dados. Por estas razões, as
topologias físicas devem ser sobreviventes. Isto
significa que a topologia de rede deve ter estratégias que
Copyright c held by the author(s). Copying permitted for
private and academic purposes.
mantenham seu serviço disponível mesmo com falhas.
Para isso, técnicas e algoritmos podem ser úteis.</p>
      <p>Encontram-se disponíveis em [RMdRP13] um
pequeno conjunto de redes de telecomunicações reais que
contém entre 9 e 100 nodos, 12 a 171 arestas, com grau
médio entre 2 e 4; 7, e que são redes 2-aresta-conexas.
Nestas redes reais, caminhos de trabalho carregam o
tráfego normal e caminhos de proteção providenciam
a sobrevivência através de uma rota alternativa para
carregar o tráfego em caso de falhas ou manutenção
da rede.</p>
      <p>Uma variável que emprega caminhos de trabalho e
de proteção é o número de saltos [PMdRP10]. Em um
caminho, cada aresta percorrida representa um salto,
portanto o número de saltos é o comprimento de um
caminho do nodo i ao nodo j. O hhwi é o número
médio de saltos, ou seja, é um valor relacionado a
todos os comprimentos de caminhos de nodos origens
a nodos destinos de um determinado grafo,
considerando o caminho de trabalho; e hhbi é o número médio
de saltos considerando comprimentos de caminhos de
proteção. O caminho de trabalho é o menor caminho e
o caminho de proteção geralmente é o segundo menor
caminho disjunto por arestas.</p>
      <p>Existem algoritmos que podem ser utilizados para
definir o número de saltos, dentre eles, o algoritmo de
Dijkstra, que tem o objetivo de encontrar o menor
caminho de um nodo origem a um nodo destino em uma
topologia e o algoritmo de Suurballe, cujo objetivo é
encontrar dois menores caminhos disjuntos por
arestas, ou seja, garantindo proteção e sem nenhum tipo
de compartilhamento de ligação. Contudo, os valores
obtidos pelos dois algoritmos podem ser diferentes.</p>
      <p>Por exemplo, para a topologia ilustrada na Figura 1
e Figura 2, considerando que o peso de cada aresta é
1, saindo do nodo origem s e indo para o nodo destino
d, obtemos com o algoritmo de Dijkstra um caminho
de trabalho (linha tracejada) com 3 saltos, como pode
ser observado na imagem à esquerda. Entretanto, um
caminho de proteção não será encontrado, pois
qualquer outro caminho possível de s a d irá compartilhar
uma aresta com o caminho de trabalho. Nas mesmas
condições, ao usar o algoritmo de Suurballe, obtemos
um caminho de trabalho com 4 saltos, i.e., um salto
a mais que o caminho de trabalho obtido com o
algoritmo de Dijkstra, mas nesse caso obtemos ainda um
caminho de proteção disjunto por arestas com relação
ao caminho de trabalho, e também com 4 saltos.
Ambos os caminhos são ilustrados na imagem à direita
(linha tracejada e pontilhada).</p>
      <p>Figura 1: Caminho de trabalho obtido com o algoritmo
de Dijkstra.</p>
      <p>Figura 2: Caminhos de trabalho e de proteção obtidos
com o algoritmo de Suurballe.</p>
      <p>Uma estratégia que utiliza o algoritmo de Dijkstra
para o roteamento do número de saltos é apresentada
em [Pav11] onde as expressões são exatas, e outra
utilizando o algoritmo de Suurballe [Oli10] é apresentada
em [Gir14], onde expressões semi-empíricas que
dependem apenas do número de nodos e do número de
ligações foram obtidas para o número médio de saltos pelo
caminho de trabalho e para o número médio de saltos
pelo caminho de proteção.</p>
      <p>Com base no conjunto de redes reais disponíveis, foi
calculado o número médio de saltos para os caminhos
de trabalho e de proteção com roteamento pelo
algoritmo de Dijkstra (Figura 3) e o número médio de
saltos para os caminhos de trabalho e de proteção com o
Infinity
14
12
s
p
o10
h
f
ro 8
e
b
m6
u
N4
2
00
16
14
s12
p
fho10
o
re 8
b
m
u 6
N
4
2
00
roteamento pelo algoritmo de Suurballe (Figura 4). O
cálculo do número de saltos para ambas variáveis e seu
algoritmo de roteamento foi realizado através da
expressão exata do número de saltos definida em [Pav11]
e foi considerado que o peso de todas as arestas de
cada rede tem valor 1.</p>
      <p>h backup Dijkstra
h working Dijkstra</p>
      <p>AlgoritmoDijkstraprotection(:,1)</p>
      <p>AlgoritmoDijkstraprotection(:,2)
5 10 15 20 25 30 35
40 real-world telecommunication networks topologies
40
Figura 3: hhdwi e hhbdi: número médio de saltos para os
caminhos de trabalho e de proteção, respectivamente,
com o roteamento pelo algoritmo de Dijkstra.
h backup Suurballe
h working Suurballe
5 10 15 20 25 30 35
40 real-world telecommunication networks topologies
40
Figura 4: hhswi e hhbsi: número médio de saltos para os
caminhos de trabalho e de proteção, respectivamente,
com o roteamento pelo algoritmo de Suurballe.</p>
      <p>No eixo horizontal das Figuras 3 e 4 temos
um conjunto de 40 redes reais de
telecomunicações [RMdRP13] que estão organizadas a partir do
número de nodos (da rede com menor número de
nodos até a rede com maior número de nodos), e no eixo
vertical temos o número médio de saltos de cada rede
calculado a partir da técnica de roteamento utilizada.</p>
      <p>A partir dos gráficos, se verifica que em 40% das
redes, o algoritmo de Dijkstra não encontrou um
caminho de proteção (infinito), ainda que isto fosse possível,
já que todas as redes estudadas são 2-aresta-conexas.
Nas redes em que o algoritmo de Dijkstra encontrou
um caminho de proteção, a diferença do caminho de
trabalho para o caminho de proteção foi de em
média 66% (média entre todas as redes), sendo 25% no
melhor caso e 149% no pior caso. Já o algoritmo de
Suurballe encontrou ambos os caminhos e teve uma
diferença entre o caminho de trabalho e o de proteção
de em média 68% (média entre todas as redes), sendo
23% no melhor caso e 122% no pior caso.</p>
      <p>Comparando a diferença do caminho de trabalho
para ambos os algoritmos, os resultados do algoritmo
de Suurballe foram iguais aos do algoritmo de
Dijkstra no melhor caso, 21% maiores no pior caso, e 3%
maiores na média entre todas as redes. Já para o
caminho de proteção, considerando somente as redes que
encontraram caminho de proteção, os resultados do
algoritmo de Dijkstra foram iguais aos do algoritmo de
Suurballe no melhor caso, 6% maiores no pior caso,
e 2% maiores na média entre todas as redes. Estes
resultados estão resumidos na Tabela 1.
Melhor
Médio
Pior
hhbdi hhdwi
hhdwi
25%
66%
149%
hhbsi hhswi hhswi hhdwi hhbdi hhbsi
hhswi hhdwi hhbsi
23% 0% 0%
68% 3% 2%
122% 21% 6%
Tabela 1: Resultados das observações dos gráficos das
Figuras 3 e 4.</p>
      <p>Devido à elevada quantidade de redes que não
encontraram um segundo caminho no roteamento pelo
algoritmo de Dijkstra, existem grandes chances de
futuros problemas na rede em momentos de falhas nas
arestas. Portanto, em termos de robustez de rede, a
opção ideal seria o roteamento pelo algoritmo de
Suurballe.</p>
      <p>Para encontrar um resultado ainda melhor, podem
ser utilizadas estratégias que permitam ponderar as
arestas com os pesos desejados, somar os pesos dos
dois caminhos (de trabalho e de proteção) gerados a
partir do algoritmo de Suurballe e verificar pela soma
os menores caminhos com arestas disjuntas para a
definição do roteamento. Também, outros algoritmos de
roteamento podem ser utilizados com este objetivo e
atingir resultados diferentes.</p>
      <p>Deve-se observar que, mesmo usando o algoritmo
de Suurballe e considerando arestas com peso unitário,
não há garantia de que o mesmo par de caminhos será
sempre escolhido. Assim, outro ponto a ser
investigado em trabalhos futuros é a influência dos diferentes
pares de caminho obtidos pelo algoritmo de Suurballe
no processo de roteamento.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Referências</title>
      <p>M. Girolimetto. Variáveis de mérito de
topologias de redes ópticas de transporte
de telecomunicações. Trabalho de
conclusão de curso (graduação) - Universidade
[MPPR11]
[Oli10]
[Pav11]
R. M. Morais, C. Pavan, A. N. Pinto, and
C. Requejo. Genetic algorithm for the
topological design of survivable optical
transport networks. IEEE/OSA Journal
of Optical Communications and
Networking, 3:17–26, 2011.</p>
      <p>J. M. S. dos S. Oliveira. Protecção
máxima de redes de telecomunicações.
Mestrado, Universidade de Aveiro, 2010.</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list />
  </back>
</article>