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        <journal-title>Claunir Pavan, Rui Manuel Morais, José R
Ferreira da Rocha, and Armando Nolasco
Pinto. Generating realistic optical trans-
port network topologies. Journal of Optical
Communications and Networking</journal-title>
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      <title-group>
        <article-title>Analysis of the Relationship Between Topological Characteristics of Optical Networks and their Number of Wavelengths</article-title>
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          <string-name>Depizzol</string-name>
          <email>1ddepizzol@ifes.edu.br</email>
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          <string-name>Daniela Bertolini</string-name>
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          <string-name>Paiva</string-name>
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          <string-name>Marcia Helena Moreira</string-name>
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          <string-name>Segatto</string-name>
          <email>3segatto@ele.ufes.br</email>
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          <string-name>Marcelo Eduardo Vieira</string-name>
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          <label>0</label>
          <institution>Laboratory of Telecommunications - LabTel, Federal University of Espírito Santo - UFES</institution>
          ,
          <addr-line>Vitória</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brazil</country>
        </aff>
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      <pub-date>
        <year>1960</year>
      </pub-date>
      <volume>2</volume>
      <issue>1</issue>
      <fpage>1338</fpage>
      <lpage>1343</lpage>
      <abstract>
        <p>This study analyzes the influence of the variability of topological characteristics of optical networks in their desirable performance, with respect to the requirement of wavelengths. The studies were focused on real-world networks and random graphs with characteristics of realworld networks. It was observed that some topological features exalted in the literature may not necessarily be good representatives of the behavior of optical networks.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
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    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>As redes ópticas de transporte (OTN - Optical Transport
Networks ) se tornaram o ramo central da imensa malha
de redes de comunicações da sociedade atual devido a
vários fatores, como a sua grande capacidade de tráfego,
velocidade e alcance. Vários canais independentes podem
compartilhar a mesma fibra óptica, aumentado a taxa de
dados sobre a mesma infraestrutura. Nas redes
convencionais utiliza-se a tecnologia de Wavelength Division
Multiplexing (WDM), permitindo assim a implementação de
redes com roteamento de tráfego por comprimentos de
onda (WRON - Wavelength Routed Optical Networks ).
Todavia, as redes da nova geração, chamadas de Elastic
Optical Networks (EON), são baseadas em Optical
Orthogonal Frequency Division Multi-plexing (OOFDM). Essa
tecnologia se diferencia por permitir um uso mais
flexível do espectro óptico, com canais de tamanho variado,
alcançando uma maior eficiência espectral [ZDLMM13].</p>
      <p>Em redes WRON, temos o problema de Routing and
Wavelength Assignment (RWA) que envolve o roteamento
das demandas e a alocação de comprimentos de onda aos
canais ópticos. Neste problema há a restrição de
continuidade de comprimentos de onda, que o torna um
problema NP-Hard. Cada canal deve utilizar o mesmo
comprimento de onda do início ao fim da rota. Isso gera uma
fragmentação do espectro disponível, onde se pode ter
comprimentos de onda disponíveis em vários enlaces, mas
sem continuidade entre enlaces consecutivos, impedindo
que rotas de mais de um salto sejam criadas. O termo
número mínimo de comprimentos de onda será daqui em
diante chamado apenas de número de comprimentos de
onda, e será denotado por .</p>
      <p>Por sua vez, nas redes EON temos o respectivo
Routing, Modulation, and Spectrum Assignment (RMSA)
Copyright c held by the authors.
problem, que acrescenta ao RWA a restrição de não
sobreposição (non-overlapping ) [ZDLMM13]. O espectro
óptico é subdividido em slots e canais de tamanho variado
são criados combinando os slots para atender demandas
de taxa e requisitos distintos. Ainda há a restrição de
continuidade para os canais, mas a combinação de canais
de diferentes tamanhos cria outro tipo de fragmentação,
pois os canais só podem ser formados por slots contíguos
em cada enlace. Uma estratégia mais comum para se
tratar esse problema é subdividindo o espectro em partições,
e em cada uma alocar apenas canais do mesmo tamanho.
Deste modo, em cada partição o problema se reduz ao
RWA clássico [WM14]. De todo modo, como o RMSA é
um problema ainda mais complexo, seria ideal que a rede
tenda a ter um baixo requisito para a quantidade de
comprimentos de onda necessária para atender a restrição de
continuidade [TAK+14].</p>
      <p>O uso de mais
comprimentos de λ = 5 λ = 3
onda diminui a 1 3 3 5
disponibilidade
da rede, pois 6 5 1 6
reduz a
quantidade de canais 4 2 4 2
disponíveis para
novas conexões. Figura 1: Redes com mesmo
núAumentar a mero de nós (n = 6), enlaces
quantidade de (m = 8) e, logo, mesmo grau
mécanais dispo- dio (2m=n = 2:66), mas com
diníveis é muito ferente.
dispendioso
devido ao alto custo dos equipamentos ópticos. Portanto,
o ideal é que a topologia da rede facilite a alocação
de comprimentos de onda. Por exemplo, na Figura 1
vemos redes com mesma quantidade de nós e arestas, e
logo mesmo grau médio (onde o grau de um vértice é
definido como a quantidade de arestas que se ligam a
esse vértice), mas com um requisito de diferente, sendo
que a diferença entre as duas redes é basicamente a
topologia. Ao se planejar uma topologia de rede óptica,
entre as múltiplas formas de se conectar nós e arestas,
não é fácil se controlar o , pois seu cálculo envolve
um a resolução de um problema N P Hard. Daí
surge o interesse em invariantes topológicos que sejam
bem correlacionados com e também mais fáceis de se
calcular, e que possam assim ser usados no projeto da
rede, como indicadores de topologia que propiciarão um
60
menor na rede.</p>
      <p>Ao longo do tempo, alguns trabalhos na literatura tem
se debruçado a trabalhar no cálculo de invariantes
topológicos que se relacionam com e que não envolvam a
resolução de outro problema N P [BB97, FLGM00, YX10].
No presente trabalho são então calculados (usando o
pacote igraph do programa R) dois invariantes de grafos
com o objetivo de verificar, de forma mais abrangente,
como a variabilidade de características topológicas das
redes podem influenciar no número de comprimentos de
onda.
2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Metodologia</title>
      <p>Os estudos foram concentrados em grafos aleatórios que
simulavam redes reais, com número de nós n = 10; :::; 20,
e para cada n foram gerados aleatoriamente 200:000
deles, resultando assim numa amostra com 2; 2 106 grafos
aleatórios simples, 2-conexos, de arestas com peso
unitário, não isomorfos entre si, e ainda com grau médio de
cada grafo assumindo valores entre 2 e 4, que é o
esperado em redes reais [PMFdRP10]. Foram geradas redes
aleatórias com no mínimo 10 nós, para evitar possíveis
efeitos de borda em grafos muito pequenos, e no máximo
20 nós, em função do custo computacional de tratar toda
a amostra. Os grafos aleatórios foram gerados utilizando
o modelo de Erdös-Rényi [ER60], onde, com a hipótese
do grau médio estar entre 2 e 4, a probabilidade
encontrada de existir uma aresta ligando cada par de nós foi de
3=(n 1). Dos grafos gerados, foram considerados
apenas os 2-conexos, até se chegar a quantidade de 200:000
por tamanho de rede, resultando nos 2; 2 106 grafos
aleatórios.</p>
      <p>A título de comparação, foram incluídas na análise 15
redes reais disponívies em Pavan et al. [PMFdRP10]. O
RWA foi resolvido para cada grafo da amostra pelo
método dado em Cousineau et al [CPC+15]. Para isso foi
considerada uma demanda lógica bidirecional estática
entre cada par de nós, com roteamento feito utilizando
apenas os caminhos mais curtos (geodésicas).
3</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Resultados</title>
      <p>Em [BB97] é dito que decresce fortemente com o
crescimento do invariante densidade de arestas ( ), que é dado
pela razão entre o número de arestas que o grafo possui e
o maior número de arestas que ele poderia ter (grafo
completo). Para visualizar esse relacionamento, a densidade
de arestas foi calculada para nossas amostras e pode ser
observada na Figura 2. Na Figura 2a, onde os losangos
vermelhos representam as redes reais, com a densidade
de todas as redes juntas, vê-se o decaimento de
descrito em [BB97], inclusive dentre as redes reais. Porém,
analisando os mesmos dados de forma mais detalhada, na
Figura 2b a amostra aleatória foi separada para cada n
e comparada com todas as redes reais, representadas nos
losangos pretos. O decaimento visto inicialmente já não
é mais observado, e não há uma relação clara entre e .
O relacionamento visualizado inicialmente na Figura 2a
aparenta ser apenas o acoplamento dos comportamentos
para cada n. Ou seja, o comportamento de em
função de não é muito claro e nem único ao se variar o
n, ou pelo menos não tão evidente quanto se afirmou
em [BB97].</p>
      <p>Counts</p>
      <p>Outra análise que podemos fazer é quanto ao grau
médio. Em [FLGM00] é defendido que o grau médio
tem grande correlação com o número de comprimentos
de onda; porém, ao buscar esse mesmo comportamento
em nossos dados, não é o que observamos. Na Figura 3,
vê-se que o grau médio não está explicando
satisfatoriamente o , nem para todas as redes juntas (Figura 3a),
nem separadas por n (Figura 3b).
4</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Conclusões</title>
      <p>Diante do aqui exposto, concluímos que um cuidado
ainda maior deve ser tomado, no sentido de verificar quais
características topológicas podem ser mais ou menos
importantes para o planejamento de redes ópticas. Para
trabalhos futuros, investigaremos outras métricas
também sugeridas na literatura para explicar o , como a
variância do grau e o número de árvores geradoras
mínimas ([FLGM00]), além da distância média e a
conectividade algébrica ([CBT+09]). Serão buscados ainda
invariantes que expliquem de uma forma mais robusta do
que os apurados na literatura.
Figura 3: Grau médio de todas a redes aleatórias e reais
analisadas (em losangos) versus o número de
comprimentos de onda. O número em cima do losango é seu n, e
o número de baixo é seu grau médio. Em (a) todas as
redes estão num mesmo gráfico, e em (b) há um gráfico
para cada n.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Referências</title>
      <p>[CBT+09]
[CPC+15]
[ER60]</p>
      <sec id="sec-5-1">
        <title>Stefano Baroni and Polina Bayvel. Wa</title>
        <p>velength requirements in arbitrarily
connected wavelength-routed optical
networks. Lightwave Technology, Journal
of, 15(2):242–251, 1997.
52072
43394
34715
26037
17358
8680
[TAK+14]
[YX10]</p>
      </sec>
      <sec id="sec-5-2">
        <title>Christian Fenger, Emmanuel Limal, Ul</title>
        <p>rik Gliese, and Cathal J Mahon.
Statistical study of the correlation between
topology and wavelength usage in optical
networks with and without conversion. In
Networking 2000 Broadband
Communications, High Performance Networking, and
Performance of Communication Networks,
pages 168–175. Springer, 2000.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-5-3">
        <title>Sahar Talebi, Furqan Alam, Iyad Katib,</title>
        <p>Mohamed Khamis, Reda Salama, and
George N Rouskas. Spectrum management
techniques for elastic optical networks: A
survey. Optical Switching and Networking,
13:34–48, 2014.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-5-4">
        <title>Rui Wang and Biswanath Mukherjee.</title>
        <p>Spectrum management in heterogeneous
bandwidth optical networks. Optical
Switching and Networking, 11:83–91, 2014.</p>
      </sec>
    </sec>
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        <mixed-citation>[WM14]</mixed-citation>
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