<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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        <article-title>Ontologia das coisas para espaços inteligentes baseados em visão computacional</article-title>
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          <string-name>Alexandre Pereira do Carmo</string-name>
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          <string-name>Tiago Zamperini</string-name>
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          <string-name>Marina R. S. de Mello</string-name>
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          <string-name>André Luiz de Castro Leal</string-name>
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          <string-name>Anilton Salles Garcia</string-name>
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      </contrib-group>
      <fpage>180</fpage>
      <lpage>185</lpage>
      <abstract>
        <p>  “Smart homes” or “Smart Spaces” connect with all their objects and   allow   interconnectivity   between   them   in   order   to   collect   information about its residents and make decisions based on such data. Thus, VisIoT is a project that creates an architecture used as a platform for access to intelligent spaces based on computer vision. Finally, in the context of the project VisIoT, this   paper   develops   a   formal   representation   of   the   realm   of   things   in   this project and proposes a specific ontology for the domain in question. Resumo.  As “casas ou espaços inteligentes” se conectam com todos os seus objetos e permitem interconectividade entre eles, a fim de coletar informações sobre seus moradores e tomar decisões baseadas nas mesmas. Neste contexto, VisIoT é um projeto que cria uma arquitetura utilizada como uma plataforma para acesso a espaços inteligentes baseados em visão computacional. Sendo assim,   no   contexto   do   projeto   VisIoT,   o   presente   trabalho   desenvolve   uma representação   formal   do   domínio   das   coisas   deste   projeto   e   propõe   uma ontologia específica para o domínio em questão.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
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  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>esquemas   de   identificação   e   endereçamento   ou   mesmo   uma   semântica   definida   para
comunicação entre os objetos. Com essa falta de padronização, não há garantia de um
mínimo de interoperação dos objetos no ambiente, dificultando sua implementação.</p>
      <p>O projeto VisIoT tem por objetivo criar uma arquitetura que seja utilizada como
uma plataforma para acesso a espaços inteligentes baseados em visão computacional. O
objetivo desta arquitetura é gerar uma interface para aplicações de fácil utilização e que
abstraia  toda infraestrutura  e equipamentos  disponíveis no ambiente, disponibilizando
recursos   e   aplicações   específicas   como   serviços   no   modelo   conhecido   como   PaaS
(Plataform as a Service). Novos modelos de equipamentos ou novas aplicações de visão
e processamento de imagens poderão ser incorporados ao Projeto VisIoT na forma de
serviços.</p>
      <p>Nesse   contexto,   o   objetivo   deste   trabalho   é   desenvolver   uma   representação
formal do domínio das coisas para o Projeto VisIoT, através da ontologia proposta. Esta
representação   visa   estabelecer   um   entendimento   comum   entre   os   diversos   elementos
que   compõem   o   espaço   inteligente   utilizado   no   projeto,   de   forma   a   propiciar   a
interoperabilidade entre eles.</p>
      <p>As   demais   seções   do   artigo   estão   estruturadas   da   forma   descrita   a   seguir.   A
Seção  2  descreve   o   domínio   específico   de   espaços   inteligentes   baseados   em   visão
computacional   e   delimita   o   escopo   da   ontologia.   A   Seção   3   descreve   os   principais
trabalhos que contribuíram para o desenvolvimento deste artigo. O modelo ontológico é
apresentado   na   Seção   4   e   finalmente   na   Seção   5   as   conclusões   do   trabalho   são
apresentadas.
2. Domínio
Diversos   sensores   podem   ser   utilizados   para   detectar,   identificar,   seguir   pessoas   e
reconhecer suas atividades, porém a utilização de sensores de imagens passa a ser cada
vez mais realizada, devido à grande quantidade de informação proporcionada por uma
imagem de uma câmera. </p>
      <p>O   espaço   inteligente   estruturado   no   contexto   do   Projeto   VisIoT,   tem   como
objetivo   gerar   alternativas   para   melhoria   da   qualidade   de   vida   de   idosos.   Ele   será
baseado em visão computacional, utilizando, portanto, uma rede de câmeras distribuídas
como principal dispositivo do ambiente.</p>
      <p>A Figura 1 mostra a arquitetura do projeto composta por 4 camadas:
Camada de sensoriamento expõe os recursos do mundo físico para o mundo
virtual.   Simplifica   a   conectividade   entre   equipamentos   heterogêneos
possibilitando a troca de informações entre eles. Responsável pela adaptação dos
dados provenientes de diferentes tipos e modelos de sensores.
Camada   de   comunicação   provê   suporte   para   o   transporte   de   dados   entre   a
camada   de   sensoriamento   e   as   camadas   superiores.   É   responsável   pela
conversão de protocolos e roteamento para os destinos corretos.
Camada de middleware provê serviços às aplicações mantendo a abstração do
ambiente.   Os   serviços   podem   ser   do   tipo   que   fornecem   suporte   da   própria
arquitetura, como serviços de gerenciamento e segurança, ou serviços de visão
computacional e processamento de imagens que são específicos do domínio.
Camada   de   aplicação   que   provê   a   interface   para   o   desenvolvimento   das
aplicações   para   o   espaço   inteligente.   Fornece   uma   API   e   um   portal   para
desenvolvedores.</p>
      <p>Figura 1: Arquitetura do projeto VisIoT</p>
      <p>O   escopo   deste   trabalho   é   desenvolver   uma   representação   formal   dos
equipamentos que compõem a camada de sensoriamento do Projeto VisIoT. </p>
      <p>Além   das   câmeras,   o   espaço   inteligente   também   possuirá   robôs,   microfones,
leitores   RFID   e   monitores   como   dispositivos   que   poderão   fornecer   informações
complementares às fornecidas pelas câmeras  ou gerar uma  ação de resposta, após os
dados serem tratados e analisados conjuntamente. Qualquer um dos dispositivos poderá
ser composto por sensores (sensor de imagem, sensor de som, sensor RFID), atuadores
(motor, display) ou TAGS (TAG RFID).</p>
      <p>Dependendo de sua composição, cada um dos dispositivos pode disponibilizar
ao   ambiente   os   seguintes   recursos:   imagem,   ROI   (Region   of   interest),   imagem
infravermelho,   vídeo,   definição   de   FPS   (Frames   per   second),   distância   focal,
movimento, som, identificador de entidade (RFID). Os dispositivos possuem 4 estados:
desligado, stand­by, ligado livre, ligado ocupado.</p>
      <p>Todos  os  recursos   serão   disponibilizados   através   de   serviços   oferecidos   pelos
dispositivos   aos   usuários   de   forma   compartilhada,   sejam   eles   aplicações,   outros
dispositivos   ou   pessoas.   Serviços   podem   invocar   outros   serviços   de   forma   a   prover
funcionalidades de mais alto nível.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>3. Trabalhos Relacionados</title>
      <p>
        Recentemente, diversos projetos e pesquisas propuseram ontologias na área de sensores
e IoT. A ontologia SSN (Semantic Sensor Network) [M. Compton, et al., 2011] proposta
pelo   grupo   W3C   SSNO   W3C   (World   Wide   Web   Consurtium)   descreve   sensores
voltados para aplicações web. SSN é uma ontologia genérica independente de domínio
que   descreve   a   relação   entre   sensores   e   suas   observações   através   de   diferentes
perspectivas. No artigo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">L. Spalazzi, et al., 2014</xref>
        ] é desenvolvida uma ontologia relativa
      </p>
      <p>A SSN foi uma das ontologias  utilizadas  para o desenvolvimento  do presente
trabalho.   Uma   segunda   ontologia   utilizada   foi   desenvolvida   no   Projeto   IoT­A.   Este
propõe um modelo arquitetural de referência (Architectural Reference Model  ­ ARM)
[M.   Unis,   et  al.,   2013]   para   IoT.   O   ARM   provê   conceitos,   definições   e   métodos   de
como   arquiteturas   concretas   para   IoT   podem   ser   construídas.   O   modelo   de   domínio
proposto no Projeto IoT­A foca nos principais conceitos de IoT, em um alto nível de
abstração,   de   forma   a   capturar   a   sua   essência.   O   modelo   de   domínio   engloba   os
dispositivos e suas capacidades, recursos, serviços, identificação das entidades físicas,
contexto   e   localização.   Muitos   trabalhos   utilizam   o   projeto   IoT­A   como   referência.
Exemplo disso pode ser visto em [H. F. Elyamany, et al., 2015], onde uma arquitetura
IoT   para   sistemas   acadêmicos   é   apresentada.   [N.   R.   Yang,   et   al.,   2015]   propõe   um
modelo genérico para processamento de informações de contexto para um ambiente de
IoT. Um sistema de gerenciamento de energia para prédios inteligentes é apresentado
em [P. Bellagente, et al., 2015].</p>
      <p>Apesar dos trabalhos correlatos, não foi encontrada na literatura um modelo para
o domínio específico de espaços inteligentes baseados em visão computacional, o qual
possui suas próprias particularidades.  </p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>4. Modelo Ontológico</title>
      <p>A  fundamentação   utilizada   para   a   construção   do   modelo   ontológico   é   realizada   pela
UFO (Unified Foundational Ontology). Esta fundamentação ontológica foi adotada por
conter conceitos  e propriedades, que, formalizadas num dado modelo, transmite mais
informações do que outras fundamentações ontológicas [Guizzardi, G., 2005].</p>
      <p>A Figura 2 representa este modelo ontológico produzido utilizando a ferramenta
OntoUML.</p>
      <p>Este  modelo  exprime   que  a entidade   aumentada   é  composta  essencialmente  e
inseparavelmente por uma entidade física e uma entidade virtual. A entidade virtual é a
representação em software da entidade física. A entidade virtual consome serviços pré
existentes, que, por sua vez, podem invocar outros serviços. Tais serviços são acessados
por   um   determinado   tipo   de   usuário   que   pode   ser   tanto   uma   máquina   quanto   um
humano.</p>
      <p>Os   serviços   expõem   determinados   recursos   que   podem   estar   no   estado
disponível ou não. Esses recursos compõem os dispositivos complexos que monitoram
o ambiente. </p>
      <p>Uma determinante de quais os recursos fornecidos pelos dispositivos complexos
são os dispositivos simples que os compõem. Como exemplo, um dispositivo complexo
como  uma  câmera   pode  possuir  além do  sensor de  imagem,   um  sensor  de  som para
captura de vídeos e um sensor de movimento para posicionamento e escolha de cena. Os
dispositivos   podem   estar   em   quatro   estados   distintos:   Ligado   livre,   ligado   ocupado,
standby ou desligado.</p>
      <p>Este   trabalho   apresentou   uma   proposta   de   representação   formal   dos
equipamentos que compõe a camada de sensoriamento de uma arquitetura de IoT de um
espaço inteligente baseado em visão computacional. A ontologia proposta neste trabalho
,  já   com   um   protótipo   inicial,  se   fez   necessária   principalmente   para   garantir   a
interoperabilidade entre as diversas entidades do domínio, especialmente em relação a
heterogeneidade de equipamentos que o compõem.</p>
      <p>Este protótipo inicial da ontologia está na fase de refinamento e validação. Em
uma   etapa   posterior   ela   será   utilizada   na   implementação   final   da   camada   de
sensoriamento do Projeto VisIoT.</p>
    </sec>
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            <given-names>M.</given-names>
             Rampinelli, V. B. Covre, F. M. de Queiroz, R. F. Vassallo, T. F. 
            <surname>Bastos­Filho</surname>
          </string-name>
          , and
          <string-name>
            <surname>M. Mazo. </surname>
          </string-name>
          <article-title>An intelligent space  for mobile  robot localization  using a  multi­camera system</article-title>
          , Sensors 
          <volume>14</volume>
          (
          <issue>8</issue>
          ): 
          <fpage>15039</fpage>
          -
          <lpage>15064</lpage>
          , 
          <year>2014</year>
          .
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          <string-name>
            <surname>L.</surname>
          </string-name>
            Atzori,   A.   Iera,   e   G.   Morabito,   “The   Internet   of   Things:   A   survey”,   Comput. Networks, vol. 
          <volume>54</volume>
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          <fpage>15</fpage>
          , p. 
          <fpage>2787</fpage>
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          <lpage>2805</lpage>
          , 
          <year>2010</year>
          .
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            <surname>L.</surname>
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           Spalazzi, G. Taccari, e A. Bernardini, 
          <article-title>“An Internet of Things ontology for earthquake emergency   evaluation   and   response”</article-title>
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          .
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