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  <front>
    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>A Geometria Dinâmica na identificação das propriedades do quadrado e do cubo: relato de uma intervenção com o software Geogebra</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Melquisedec Anselmo da Costa Azevêdol</string-name>
          <email>melquisedec_anselmo@hotmail.com</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Cibelle de Fátima Castro de Assis</string-name>
          <email>cibelle@dce.ufpb.br</email>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2017</year>
      </pub-date>
      <fpage>16</fpage>
      <lpage>26</lpage>
      <abstract>
        <p>The little understanding of geometric objects reveals some of the difficulties of the teaching and learning process in Geometry. In contrast, Dynamic Geometry software appears as a resource in favor of students and teachers. In this article we present the report of an experiment that investigated the potentialities of the Geogebra software in the exploration of the geometric properties of the square and the cube, from the records of the students of an 8th grade class from a public school in Paraíba. After pretest and post test, the Geogebra allowed students to explore and manipulate the square and cube favoring the learning and mobilization of new forms of express ideas and concepts in mathematics. Resumo. A pouca compreensão dos objetos geométricos revelam algumas das dificuldades do processo de ensino e aprendizagem em Geometria. Em contrapartida, softwares de Geometria Dinâmica aparecem como um recurso a favor de alunos e professores. Neste artigo apresentamos o relato de uma experiência que investigou potencialidades do software Geogebra na exploração das propriedades geométricas do quadrado e do cubo, a partir dos registros dos alunos de uma turma de 8º ano de uma escola pública da Paraíba. Após pré-teste e pós-teste, o Geogebra possibilitou aos estudantes a exploração e manipulação do quadrado e do cubo favorecendo a mobilização de novas formas de expressão das ideias e conceitos em matemática.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>Os Parâmetros Curriculares Nacionais para o Ensino Fundamental [Brasil 1998]
orientam que os conteúdos sejam trabalhados na forma de conceitos e procedimentos.
Assim, por exemplo, no estudo dos polígonos, este se daria através do reconhecimento
de semelhanças e diferenças entre eles, classificando-os pelo número de lados; a
identificação dos polígonos regulares ocorreria pela observação de suas propriedades
classificando-os pelos ângulos ou eixos de simetria; para conceituar os quadriláteros em
paralelogramos (retângulos, quadrados e losangos) ou trapézios, seria necessário o
reconhecimento das características próprias de cada figura de acordo com a posição e a
medida dos lados ou a medida dos ângulos internos [Brasil 1998].</p>
      <p>No entanto, essas são algumas das habilidades para as quais os alunos sentem
dificuldades a ponto de muitos “chega(rem)m a universidade sem terem atingido os
níveis mentais superiores de dedução e rigor, apresentando até mesmo pouca
compreensão dos objetos geométricos, confundindo propriedades do desenho com
propriedades do objeto” [Gravina 1996]. Dessa forma, não é difícil encontrar alunos do
Ensino Fundamental que ao falarmos em Geometria associam-na com o estudo dos
desenhos ou com o próprio desenho ou ainda com o estudo das medidas, revelando
então um conhecimento superficial das figuras geométricas e suas propriedades.</p>
      <p>Neste sentido buscamos nas ferramentas dos softwares de Geometria Dinâmica,
especificamente no Geogebra, um recurso que pudesse contribuir para os processos de
aprendizagem das figuras geométricas, que fosse acessível nas escolas e que, ao mesmo
tempo despertasse a atenção e o interesse dos alunos.</p>
      <p>Para [Gravina 1996], quando integrados a uma proposta didática, os softwares de
Geometria Dinâmica acrescentam positivamente no processo de aprendizagem, pois
possibilitam aos alunos visualizar os objetos de estudo; estabelecer conjecturas e através
de feedbacks oferecidos constantemente pelo software (como atualização automática das
medidas), permitem que os estudantes corrigir ou refinar suas conjeturas até chegarem a
resultados mais concretos.</p>
      <p>
        Segundo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">King e Schattschneider 2003</xref>
        ], os programas de Geometria Dinâmica
são “um construtor rigoroso para qualquer construção com régua e compasso da
geometria euclidiana, para qualquer configuração que resulte da aplicação de
transformações afins (isometrias e dilações) a uma construção euclidiana”.
      </p>
      <p>
        Pesquisas com relatos concretos de intervenções com estudantes ou com
professores de Matemática revelam que os softwares de Geometria Dinâmica podem ser
utilizados de diferentes maneiras aplicando diversas metodologias. Por exemplo, no
conjunto dos artigos de [Baldin e Felix 2008], [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Menegotto 2010</xref>
        ] e [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Zotto et al 2013</xref>
        ],
percebemos o software como “verificador” das atividades propostas pelos livros
didáticos, como “visualizador” de imagem possibilitando o reconhecimento das
propriedades ou como fonte de conhecimento proporcionando o teste de conjeturas. Em
comum, apresentam o software como uma forma de possibilitar uma aprendizagem
significativa dos conteúdos e conceitos geométricos, funcionando como instrumento
mediador para o ensino e a aprendizagem da Geometria.
      </p>
      <p>Assim, pela possibilidade dos estudantes desenvolverem processos de
pensamento matemático mais genuíno e novas estratégias para resolução de problemas,
acreditamos ser possível que eles desenvolvam não apenas o pensar geométrico, mas
também atitudes mais positivas diante de seu estudo.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Contextualizando as ações</title>
      <p>O presente texto apresenta um relato de uma experiência vivenciada durante a
elaboração do Trabalho de Conclusão de Curso – TCC no curso de Licenciatura em
Matemática da UFPB/ Campus Rio Tinto, no ano de 2016, intitulado Geometria
Dinâmica e figuras geométricas: uma investigação das propriedades do quadrado e do
cubo com alunos e professores da escola básica.</p>
      <p>Entre as fases do desenvolvimento do TCC, no que diz respeito à intervenção em
sala, ocorreram às seguintes ações: 1) a elaboração de uma proposta didática (composta
por três atividades) contemplando a construção e exploração do quadrado e do cubo, por
meio de propriedades, usando o software GeoGebra; 2) intervenção em uma turma de 8º
ano com o desenvolvimento da proposta didática; 3) a aplicação de um questionário,
anterior e posteriormente à intervenção, com o objetivo de realizar comparações entre os
conhecimentos mobilizados nos dois momentos.</p>
      <p>Neste relato focaremos na experiência vivenciada na escola com os alunos e que
nos permitiu responder a seguinte questão: quais as contribuições da Geometria
Dinâmica na identificação das propriedades do quadrado e do cubo por estudantes do
8º ano de uma escola pública?</p>
      <p>A escola de referência foi uma Escola Estadual de Ensino Fundamental da
cidade de Itapororoca – PB onde a intervenção ocorreu em três encontros com duas
horas - aula cada. Participaram da intervenção oito dos doze alunos da turma A,
identificados pelas letras do alfabeto. A intervenção ocorreu na sala de aula e no
Laboratório de Informática.</p>
      <p>A seguir, descreveremos inicialmente os três encontros com a turma e o
desenvolvimento da proposta didática. Em seguida, apresentaremos os resultados da
aplicação dos dois questionários e por fim, as nossas conclusões sobre eles.
2.1. Primeiro encontro – Diagnóstico e realização da Atividade 1
No primeiro encontro iniciamos com a aplicação de um questionário diagnóstico com o
objetivo de identificar os conhecimentos prévios dos alunos relativos às definições de
quadrado e cubo. Posteriormente a devolução do questionário respondido pelos alunos,
o pesquisador definiu o quadrado e o cubo no quadro branco com as seguintes
descrições: o quadrado como um quadrilátero regular, ou seja, possui quatro lados de
mesmo comprimento e com quatro ângulos retos; e o cubo como um poliedro regular de
base quadrada, ou seja, todas as arestas de mesmo comprimento e seus ângulos internos
retos.</p>
      <p>No laboratório de Informática, o pesquisador apresentou com ajuda de uma
projeção na parede o GeoGebra, mas que também estava acessível no computador de
cada estudante. Para este momento foram planejadas duas atividades (Atividades 1 e 2)
que, além dos protocolos de construção que seria realizada no software, continham
perguntas a serem respondidas pelos estudantes.</p>
      <p>A primeira atividade orientava para o desenho de um quadrado sem uso de suas
propriedades. Com ajuda do roteiro, os estudantes criariam no GeoGebra quatro pontos
determinados, em seguida, criariam segmentos de reta ligando esses pontos que
gerariam o desenho de um quadrado e, logo após, exibiriam o valor dos ângulos internos
desse quadrado. Com o desenho formado, os alunos movimentariam os pontos (vértices)
observando as modificações que aconteciam no desenho, para que assim pudessem
responder a algumas questões contidas na Atividade 1. A Figura 1 ilustra um desenho de
um quadrilátero ao ser movimentado pelo vértice A, deixando a sua aparência de
quadrado.</p>
      <p>Na sala, o roteiro era lido à medida que as etapas da construção eram realizadas
exibindo-as na projeção para melhor entendimento dos estudantes, além de tirar dúvidas
e ajudar no manuseio do software. Mesmo com dificuldades no manuseio do mouse e na
localização de algumas letras no teclado, os estudantes conseguiram criar os quatro
pontos através do campo de entrada do GeoGebra e os segmentos de reta. Porém, na
construção dos ângulos internos foi necessário que ajudássemos. Com o desenho
formado, os estudantes movimentaram os pontos (vértices), e responderam às três
questões propostas na atividade. A seguir apresentaremos essas questões e respostas dos
alunos através de alguns exemplos.</p>
      <p>Na primeira pergunta, quando mexemos os vértices (pontos) o que acontece com
a figura? O Aluno B respondeu que “a figura muda de forma quando tira ela do lugar.”
No item b, O que acontece com os ângulos internos da figura? O Aluno F respondeu
que “mudou os ângulos”. No item c, perguntamos: o que poderíamos concluir sobre
essa figura?, e a resposta do Aluno C foi “que era um quadrado regular que mexemos e
ficou diferente”</p>
      <p>No geral, as respostas dos demais alunos foram semelhantes aos exemplos
citados. O que nos permite concluir que os alunos conseguiram identificar, que a figura
apenas tratava de um desenho qualquer e que era modificada quando os vértices eram
movimentados. O objetivo da atividade era que os alunos identificassem as condições
necessárias quanto às medidas dos lados (medidas iguais) e dos ângulos (quatro ângulos
retos) de modo que a figura permanecesse um quadrado mesmo após ser movimentado,
não importando como, e descartassem aquelas que seriam comuns a qualquer
quadrilátero.</p>
      <p>Embora tivessem identificado onde ocorriam os problemas (nas medidas dos
lados e dos ângulos), os estudantes não deram informações mais precisas sobre as
propriedades tratando apenas da aparência da nova figura gerada.</p>
      <p>Na realização dessa atividade foi identificado que os alunos não tinham
nenhuma familiaridade com o computador, nem com o mouse e confundiam
repetidamente o botão direito com o esquerdo, o que dificultou a desenvolvimento da
atividade e prolongou o tempo para sua realização. Porém com relação ao Geogebra os
alunos não tiveram dificuldades, pois o software é de simples manuseio, com
ferramentas de fácil utilização.
2.2 Segundo encontro – Diagnóstico e realização da Atividade 2
O segundo encontro teve início com a realização da segunda atividade que compreendeu
a construção de um quadrado, por meio de propriedades, através de um roteiro
distribuído aos alunos e pela projeção da atividade com uso de um data-show. A Figura
2 a seguir exibe um exemplo de construção no Geogebra.</p>
      <p>Para a construção do quadrado, o roteiro utilizado considerou dois círculos, onde
o centro de um estava posicionado na circunferência do outro; os círculos foram
ocultados e foram acrescentadas duas retas perpendiculares ao raio, posicionadas no
centro das circunferências; foi construído um segmento paralelo ao raio e desse modo o
quadrado foi fechado e os raios se tornaram os lados do quadrado. A construção suporte
foi ocultada deixando apenas a imagem do quadrado. Assim, ao movimentar os pontos
(centro dos círculos ocultos) o quadrado apenas diminuía ou aumentava de tamanho,
mas permanecendo um quadrado. Os ângulos internos do quadrado foram exibidos
através da ferramenta “ângulo” para melhor observação e entendimento dos alunos.</p>
      <p>O objetivo desta construção era mobilizar nos estudantes conjecturas sobre quais
características (propriedades) definiam os quadrados e os faziam “resistir” quando seus
vértices eras movimentados.</p>
      <p>Dessa forma, os alunos após a construção responderam as quatro questões
contidas na atividade e compararam as duas construções verificando as diferenças entre
desenhar (Atividade 1) e construir uma figura (Atividade 2) no Geogebra.</p>
      <p>Para a primeira pergunta: quando mexemos os vértices (pontos), o que acontece
com a figura? o Aluno C respondeu que “sempre fica um quadrado não muda”. Quando
perguntamos: o que acontece com os ângulos internos da figura?, o Aluno D respondeu
que “eles permanece com o mesmo valor dos seus ângulos” (sic). Para a pergunta, o que
podemos concluir sobre essa figura? a resposta do Aluno C foi: “que podemos mexela
como quizer mais sempre fica um quadrado”(sic). Para a última pergunta: quais as
diferenças entre a figura na atividade 1 e a figura formada na atividade 2? O Aluno F
respondeu que “a figura 1 muda de forma e a figura 2 não muda de forma é sempre um
quadrado”.</p>
      <p>De maneira geral, as respostas dos demais alunos foram semelhantes aos
exemplos. Podemos observar que apesar de uma linguagem matemática superficial, eles
descreveram de modo compreensivo a interferência das medidas dos ângulos, assim a
atividade nos sugere que os mesmos conseguiram identificar as principais diferenças e
propriedades mobilizadas no desenho (Atividade 1) e na construção geométrica
(Atividade 2).
2.3. Terceiro encontro – Diagnóstico e realização da atividade 3
O terceiro encontro teve por objetivo identificar o cubo através de suas propriedades e
sua planificação. Neste encontro, os estudantes não construíram o cubo porque optamos
por um arquivo criado no GeoGebra 5.0 com recursos 3D e pela relativa complexidade
na elaboração e na manipulação do mouse, dificultaria a análise das propriedades pelos
alunos. O arquivo criado incluiu uma janela com uma face do cubo contida no plano
(janela da esquerda), e na outra (janela da direita), um cubo em 3D, conforme mostra a
Figura 3.</p>
      <p>O objetivo da construção era possibilitar aos estudantes visualizar o cubo por
vários ângulos e obter uma planificação com ajuda do seletor, para que eles pudessem
examinar as suas características e propriedades, relacionando-as com as do quadrado. A
Figura 3 ilustra o momento que se move o seletor b para a obtenção de uma planificação
do cubo.</p>
      <p>Para motivar a reflexão sobre os elementos e as propriedades do Cubo, a
Atividade 3 foi composta por seis questões relativas ao que eles observaram com ajuda
do arquivo.</p>
      <p>A primeira pergunta foi, Quando mexemos os vértices (pontos), o que acontece
com o Cubo?, o Aluno D respondeu que, “ele se movimenta apresentando suas de
formas de ângulo”. Indagados posteriormente sobre o que acontece com o cubo quando
movimentamos o seletor “b”, o Aluno D respondeu que, “ele se abre e se fecha virando
lados, mostrando suas formas”. Após, quando perguntados sobre o que é preciso para
formar um Cubo, o Aluno A respondeu “6 quadrados”. Depois, os alunos responderam a
seguinte pergunta, o que dizer sobre os ângulos e como as faces do Cubo são obtidas?,
o Aluno C disse que é “através dos ângulos que tem 90º e a face é formada por
quadrados”</p>
      <p>Questionados sobre quantas faces, quantos vértices e quantas arestas formam o
cubo, nenhum dos estudantes soube responder corretamente. Uma das respostas
parcialmente correta foi do Aluno A que respondeu que o cubo tem 6 faces, 8 vértices e
16 arestas. Na última pergunta feita, o que o software Geogebra pôde lhe ajudar na
identificação do cubo? O Aluno A respondeu da seguinte forma: “consegui ver todos os
lados, vértices e arestas faces e ângulos perfeitos.”</p>
      <p>As respostas dos alunos foram semelhantes aos exemplos acima citados. Porém
percebemos que, apesar de ter sido o primeiro contato dos alunos com a geometria
espacial, os mesmos conseguiram identificar as propriedades e os elementos do cubo, a
partir do quadrado, o que possibilitou uma melhor visualização das faces e interpretação
da planificação do cubo. Cabe destacar que apenas um tipo de planificação foi
considerado na atividade.
3. Respostas dos alunos aos Questionários 1 e 2
Nesta sessão faremos uma reflexão sobre as contribuições do GeoGebra na exploração
das propriedades do quadrado e do cubo a partir da intervenção com os alunos
considerando os questionários diagnósticos aplicados antes e depois da intervenção.
Para tanto, organizamos no Quadro 1 as perguntas e as respostas dadas pelos alunos, tais
quais como eles escreveram, nos dois momentos da aplicação, identificadas como
Resposta 1 e Resposta 2.</p>
      <sec id="sec-2-1">
        <title>Aluno A B C</title>
        <p>Quadro 1. Respostas dos alunos antes e depois da intervenção</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Pergunta 1- O que é um quadrado?</title>
      <p>Resposta 1</p>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>Resposta 2</title>
        <p>Linhas retas Um comprimento de 90º graus
Um quadrado é desenho em forma de um quadrado é elemento formado
televisão por 4 lados
um quadrado é 4 linhas que se encontra um quadrado são 6 lados perfeitos
e forma um quadrado que mede o mesmo ângulo
D
E
F
G
A
B
C
D
E
F
G
A
B
C
D
E
F
G
A
B
C
bom, pra é uma forma geométrica de É um figura onde apresenta
ângulos e vértices dimensões e ângulos
Com linhas retas É comprimento de 90º grau de
linhas retas
um quatrado ele tem quatro linhas então Um quadrado ele tem 4 linhas e ele
juntando as quatro linhas forma um tem 90º então ele é bem facio de
quadrado desenhar e de explicar
um quadrado é umas quatropate Um quadrado tem quato parte e
todas em quais tem 90º grau</p>
        <p>Pergunta 2 - Como podemos desenhar um quadrado?
Quadrado é feito com quatro linhas com linhas retas de 90º graus
retas
Com 4 lados, 4 vértices e 4 ângulos ele se desenha com uma régua
Com 4 linhas podemos formar o Com 6 lados podemos desenhar um
desenhar um quadrado quadrado
através das medidas e ângulos que Usando as medidas de ângulos e
corresponde ao desenho retas
pode desenhar com quatro linhas retas Com linhas retas e iguais
com quatro linhas podemos desenhar Com 4 linhas podemos desenhar
um quadrado um quadrado
Quadrado foma do quato parte em
quais tem 90º grau</p>
        <p>Pergunta 3 - O que é um cubo ?
É uma esfera Cubo é um quadrado com a
imagem de um dado de 90º graus. 6
figuras
O cubo é como um dado Cubo é um elemento que se parece
um dado
É parecido com um quadrado mas é É formado por 6 faces, os ângulos
mais complexo como um dado tem 6 são de 90º
lados
é uma medida que corresponde a 4 lados É uma figura obtida do quadrado
entre seus ângulos onde divide-se por suas linhas
O cubo é uma esfera É um dado
um cubo ele é mais pequeno e mais O cubo ele é parecido com o
facio de desenhar quadrado mais o cubo tem mais
linhas do que o quadrado
Um cubo é umas dozepate Um cubo tem 6 quatrado tem 90º
grau</p>
        <p>Pergunta 4 - Como podemos desenhar um cubo?
Cubo é feito com duas linhas verticais, e Com faces, vértices, ângulos
uma reta.
com 7 lados, 7 vértices e 7 ângulos Ele é desenhado como um quadrado
com 6 lados desenhamos um cubo Com 6 quadrados formamos um
E
F
G</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-2">
        <title>Aluno A B C</title>
        <p>D
E
F
G
cubo
através da sua forma representando seus Usando as medidas do quadrado
lados e ângulos diferenciando suas linhas
é feito com uma linha reta e duas Com linhas retas
virtical
com quatro linhas podemos desenhar O cubo ele tem 6 quadrados então
um cubo ele é facio de desenhar</p>
        <p>Um cubo tem 6 quadrado tem 90º
grau</p>
        <p>Pergunta 5 - Quais as diferenças entre o quadrado e o cubo?
Resposta 1 Resposta 2
O quadrado pode ser feito com muitas Quadrado é formado por linhas
linhas retas, já o cubo com algumas retas de 90º graus. Cubo com faces,
linhas verticais vértices mais também de 90º graus
As diferenças são quadrado é parecido porque o quadrado é formado
como uma televisão e o cubo é parecido quatrilatero e o cubo é formado
com o dado como um dado
o quadrado tenhe 4 linhas e o cubo É que um é um hexago e um é
tenhe 6 lados pentagono
o quadrado apresenta 4 lados já o cubo O quadrado apresenta se de quatro
apresenta mais por suas repartições vértices, o cubo das repartições de
suas linhas
o quadrado pode ser feito com muitas O cubo é um dado e o quadrado
linhas retas não o dado
um cubo ele é diferente de um quadrado O quadrado ele tem 4 linhas e o
porque ele é mais pequeno e o quadrado cubo ele tem 4 quadrados então o
ele tem linhas retas e mais maior que o cubo é diferente do que o quadrado
cubo
as diferenças porque um quadrado e Diferenças entre o quadrado e
neno que um cubo meno e cubo não</p>
        <p>Ao observarmos as respostas do Questionário 1, percebemos que os estudantes, à
época da aplicação, confundiram as figuras do quadrado e do cubo, e demonstraram
desconhecer as suas principais propriedades, associando-o às figuras do cotidiano e
utilizando terminologia inadequada para descrever tais figuras. Por exemplo, o estudante
B relacionou o quadrado com uma televisão, o estudante A relacionou o cubo com uma
esfera, o estudante E relacionou o cubo com o triângulo, onde a linha reta citada por ele
seria a base (lado de baixo) do triângulo e duas “vertical” os outros dois lados do
triângulo.</p>
        <p>Notamos que após a intervenção, observando as repostas do questionário 2, os
estudantes conseguiram melhorar as definições matemáticas, como também as
referências aos termos e aspectos visuais, chegando a discutir com os colegas e com o
pesquisador observações referentes às propriedades das figuras, embora ainda
insuficientemente. Por exemplo, podemos citar o estudante F que respondeu que
podemos desenhar um cubo com quatro linhas e após a intervenção respondeu que o
cubo tem 6 quadrados, e o estudante A, que quando diferenciou o quadrado do cubo
respondeu que o quadrado pode ser feito com muitas linhas retas, já o cubo com
algumas linhas verticais e após a intervenção respondeu que o quadrado é formado por
linhas retas de 90º, já o cubo com faces, e "vértices de 90º", referindo-se a posição
(perpendicular) entre duas retas.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Conclusões</title>
      <p>Registramos, infelizmente, muita fragilidade desses estudantes na escrita e na expressão
de seus pensamentos, mas acreditamos que propostas como a desenvolvida neste estudo
podem colaborar positivamente para a correção desses aspectos, desde que não se tratem
de uma ação isolada na escola.</p>
      <p>Fazendo uma análise comparativa entre os alunos, percebemos que os estudantes
A e F se destacaram por apresentar melhoras na forma de expressar as ideias e os
conceitos matemáticos à medida que utilizavam e observavam as respostas do Geogebra
quanto aos ângulos e às medidas dos lados. Não podemos afirmar que houve
aprendizagem desses conteúdos através desta ação pontual, mas ela foi suficiente para
identificar potencialidades do software na exploração das propriedades do quadrado e do
cubo, nosso objetivo aqui anunciado.</p>
      <p>De fato, acreditamos que a maior potencialidade trazida pelas atividades
realizadas no Geogebra está na manipulação dos objetos (diferentes vistas e
perspectivas), na observação dos invariantes que definem quadrado e cubo (medidas dos
ângulos e dos lados atualizados como feedback).Além disso, através das ações sobre o
software, os estudantes puderem iniciar processos de construção de suas aprendizagens.
Foi durante as intervenções em sala de aula, registradas em áudio e vídeo, ao
movimentarem as figuras, que percebemos que eles observavam as propriedades
geométricas e como elas se atualizavam e, a partir dos questionamentos levantados pelo
pesquisador e por eles mesmos, buscavam respostas baseadas em suas ações. Esses
aspectos já evidenciam uma mudança positiva na relação dos estudantes com a
Geometria.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Referências</title>
      <p>Baldin, Y. Y.; Felix, T. F. (2008) “Utilização de Programa de Geometria Dinâmica Para
Melhorar A Aprendizagem de Geometria em Nível Fundamental”, In: Anais do IV
Colóquio de História e Tecnologia em Ensino da Matemática - IV HTEM, Brasil.
Brasil. (1998) “Parâmetros curriculares nacionais: Matemática”. Secretaria de Educação</p>
      <p>Fundamental. Brasília: MEC/SEF.</p>
      <p>Gravina, M. A. (1996) “Geometria Dinâmica: Uma Nova Abordagem para o
Aprendizado da Geometria”. Belo Horizonte, Anais do VII Simpósio Brasileiro de
Informática na Educação, p.1-13,</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
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            <surname>Schattschneider</surname>
            ,
            <given-names>D.</given-names>
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          <article-title>“Geometria Dinâmica”</article-title>
          . Seleção de textos do livro Geometry Turned on!.
          <source>Lisboa: APM.</source>
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          et al. (
          <year>2013</year>
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          <article-title>“Geogebra 3D e Quadro Interativo: Uma Possibilidade Para o Ensino de Geometria Espacial no Ensino Médio”</article-title>
          , In: Congresso Internacional de Ensino da Matematica, Canoas.
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