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    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Avaliação de Aprendizagem Após o Uso de Jogo Educativo para Educação Permanente em Enfermagem</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Luciana Schleder Gonçalves</string-name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Jossandro Rodrigues da Cruz</string-name>
          <email>jossandroc@gmail.com</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Ana Paula Magalhães de Abreu de Giacomo</string-name>
          <email>apma.giacomo@gmail.com</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Programa de Pós-graduação em Enfermagem, Universidade Federal do Paraná</institution>
          ,
          <addr-line>UFPR</addr-line>
        </aff>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2017</year>
      </pub-date>
      <fpage>187</fpage>
      <lpage>196</lpage>
      <abstract>
        <p>This paper reports the evaluation of learning that occurred after intensive care unit nursing technicians played a game focusing the safe management of high surveillance drugs, in the perspective of the Permanent Education in Nursing. To that end, a pre and post questionnaire was used, and results were compared. It was observed that the serious game contributed to the learning of protocols and guidelines, and might contribute to the reduction of incidents related to high surveillance drugs in Intensive Care Units. Resumo. Este artigo avalia a aprendizagem após uso de jogo educativo para fins de Educação Permanente em Enfermagem, que tem como público alvo os técnicos de enfermagem que atuam em Unidades de Terapia Intensiva, sobre o tema manejo seguro de medicamentos de alta vigilância. Para tanto, aplicou-se um questionário pré e pós uso do jogo sobre esta temática, sendo realizada comparação entre os resultados obtidos. O serious game contribuiu para a aprendizagem relacionada aos protocolos e diretrizes vigentes sobre a temática, e pode contribuir para diminuição dos incidentes decorrentes do manejo dessas medicações nas Unidades de Terapia Intensiva.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>Diante deste cenário, a necessidade de profissionais altamente qualificados é
preponderante para o alcance de um cuidado que permita ao paciente a estabilização do
seu quadro clínico e consequente melhora. Assim a participação dos trabalhadores da área
de terapia intensiva em processos educativos permite o seu desenvolvimento,
incorporando novos saberes e tecnologias à prática diária no ambiente de trabalho, tendo
como resultado final um cuidado com qualidade e segurança ao paciente [Brasil 2010].</p>
      <p>
        Junto aos diversos profissionais que atuam em UTI, há enfermeiros e técnicos de
enfermagem, e cabe ao enfermeiro o gerenciamento administrativo e do processo
assistencial, bem como as atividades assistenciais de maior complexidade. Ao técnico de
enfermagem, cabe auxiliar o enfermeiro em suas atividades e prestar assistência ao
paciente em estado crítico, sob supervisão do primeiro, com exceção das atividades que
lhes são privativas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Brasil 1986</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Entre as atividades executadas pelos profissionais de enfermagem, uma das mais
significativas é a administração de medicamentos, pois requer conhecimentos diversos
como farmacologia, princípios de biossegurança, noções de fisiologia e fisiopatologia,
princípios ativos das soluções e dos produtos químicos utilizados na assistência, técnicas
de administração de medicamentos pelas diversas vias, bem como preparo e conservação
dos medicamentos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Brasil 2000</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Considerando todos os medicamentos administrados pelos profissionais de
enfermagem, um grupo que requer atenção especial são os medicamentos de alta
vigilância ou potencialmente perigosos. Que apesar de um quantitativo menor de uso nos
ambientes hospitalares, estão relacionados a maiores riscos de causarem danos em seu
uso, o que exige ações específicas de educação e informações das instituições para mitigar
ou minimizar a ocorrência de falhas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Brasil 2013</xref>
        ].
      </p>
      <p>Assim, as ações educativas no ambiente de trabalho devem ser pautadas nas
necessidades de conhecimento advindas das situações, e nas dúvidas vivenciadas pelos
profissionais na execução de suas atividades, permitindo assim a incorporação de novos
conceitos, valores e conhecimentos, reafirmando e reformulando as ações dos sujeitos
para uma prática crítica e reflexiva [Tavares 2006].</p>
      <p>Em 2004, o Ministério da Saúde lançou a Política Nacional de Educação
Permanente em Saúde para o Sistema Nacional de Saúde, sendo norteador das ações de
formação e desenvolvimento dos trabalhadores da área, tendo como objetivo a melhoria
do cuidado, o compromisso social entre os atores envolvidos, a valorização da experiência
e dos saberes dos sujeitos no trabalho e fomentar a produção de novos saberes com uma
postura crítica-reflexiva diante da realidade [Brasil 2004].</p>
      <p>
        Para pôr em prática as ações de educação permanente, tem-se observado a
utilização de diversos recursos tecnológicos, devido ao fato de que o grau de instrução
dos trabalhadores da saúde está estreitamente relacionado à qualidade da assistência
prestada [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7 ref8">Góes 2014</xref>
        a].
      </p>
      <p>
        Logo, o uso de processos pedagógicos dinâmicos que incorporem novos recursos
tecnológicos pode ser potencializado propiciando melhor adaptação e aprendizado
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7 ref8">Gomes, Serrano 2014</xref>
        ]. O emprego de jogos eletrônicos com conteúdo instrucional pode
propiciar experiências inovadoras, auxiliando no processo de ensino-aprendizagem,
possibilitando ao docente e discente inúmeras experimentações mediadas por
equipamentos eletrônicos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Bomfoco 2012</xref>
        , Azevedo 2012]. Sabe-se que o emprego de
jogos no processo educativo aumenta a satisfação dos alunos e contribui para a retenção
de informações, bem como promove o raciocínio baseado em problemas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Blakely et al.
2009</xref>
        ].
      </p>
      <p>Considerando a necessidade de inovar no processo educacional continuado dos
profissionais da saúde de nível médio relacionado ao manejo seguro das medicações de
alta vigilância em UTI, foi elaborado um projeto de pesquisa que envolvia o
planejamento, desenvolvimento e avaliação de um serious game sobre essa temática e
para esse público alvo. Importante ressaltar que este relato diz respeito à terceira fase
deste projeto de pesquisa, mais especificamente à fase de avaliação, a qual contemplou
um questionário para avaliação da aprendizagem dos profissionais de nível médio em
enfermagem – alvo deste relato – e a avaliação do serious game por especialistas na
temática de segurança do paciente.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2.Metodologia</title>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>2.1 Apresentação do projeto</title>
      <p>A presente pesquisa é classificada como quantitativa, exploratória e descritiva, cuja coleta
de dados foi realizada em fevereiro de 2017. O cenário da pesquisa foi composto por três
unidades de terapia intensiva adulto de um hospital universitário terciário na cidade de
Curitiba.</p>
      <p>Os participantes foram convidados pessoalmente, sendo apresentados os objetivos
da pesquisa, garantida sua participação voluntária. Os critérios de inclusão foram: ser
profissional de nível médio de enfermagem, estar lotados em uma das três UTI do hospital
de ensino terciário e não estar sob nenhum tipo de afastamento.</p>
      <p>Um total de 45 profissionais manifestaram interesse em participar da pesquisa,
mediante assinatura do Termo de Consentimento Livre Esclarecido (TCLE), sendo
aplicado o questionário de aprendizagem; apresentado o serious game para que o
participante jogasse, e após, aplicado novamente o mesmo questionário ao participante.</p>
      <p>
        O questionário é constituído por 14 questões baseadas no protocolo do Ministério
da Saúde, ANVISA, FIOCRUZ e FHEMIG, sobre Segurança na Prescrição, Uso e
Administração de Medicamentos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Brasil 2013</xref>
        ] que foi adaptado à realidade da
instituição.
      </p>
      <p>Os dados obtidos referentes a avaliação dos participantes foram registrados em
planilhas eletrônicas e apresentados em gráficos, e analisados por estatística descritiva
simples.</p>
      <p>Este projeto de pesquisa foi aprovado pelo Comitê de Ética em Pesquisas do
Complexo do Hospital de Clínicas da Universidade Federal do Paraná (CHC-UFPR), sob
o processo no 1.826.706/2016/CEP/HC/UFPR CAEE: 58865816.9.0000.0096 em 20 de
novembro de 2016.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>2.2 Apresentação do jogo</title>
      <p>
        O processo de desenvolvimento do jogo educativo intitulado Nurses for Safety baseou-se
na metodologia ágil SCRUM [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">Schwaber e Beedle 2002</xref>
        ], e seguindo as fases de
planejamento, desenvolvimento e avaliação propostos por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Prado, Vaz e Almeida (2011</xref>
        ).
Foram realizadas reuniões quinzenais com um grupo de profissionais das áreas de
enfermagem, jogos digitais, análise de sistemas, artes visuais e design gráfico. Ocorrendo
discussões e definições das atividades e novas encomendas a cada membro.
      </p>
      <p>
        Foram elaborados três casos fictícios, sendo o primeiro baseado em literatura
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Mohallem, Farah e Laselva 2011</xref>
        ], com perguntas relacionadas ao tema “medicamentos
de alta vigilância”, incluídas nos casos, gerando escolhas relevantes e interatividade para
as histórias do jogo. Definiu-se o design, roteiro, dinâmica do jogo, logotipo do jogo,
background (planos de fundo), personagens e ícones (objetos relacionados a temática do
jogo). Foram realizados rascunhos dos desenhos em papel, seguido de suas digitalizações,
pintura digital do desenho e fechamento dos arquivos de imagem.
      </p>
      <p>O desenvolvimento do jogo foi iniciado pelas telas de Splash e do menu principal
e, posteriormente, deu-se início ao desenvolvimento da lógica de diálogo do jogo. Houve
a preocupação constante em deixar a tela de jogo harmoniosa, evitando ambiguidades.</p>
      <p>Quanto aos elementos de jogo, foram incluídos personagens que interagiam com
o personagem principal que era controlado pelo usuário. Os scores são definidos de forma
que o protagonista obtinha níveis de respeito conforme o seu aproveitamento quanto as
questões técnicas referentes aos medicamentos de alta vigilância. Enquanto que os níveis
de amizade são relacionados aos aspectos relacionais dos personagens. Para as fases de
digitalização, pintura digital do desenho e fechamento dos arquivos de imagem foram
utilizados PainTool SAI 1.2.0.4 (Figura 1), Photoshop CS2, Photoshop CS6, Illustrator
CS6. Já para a programação, foi utilizada a engine Unity 5.1.1f1Personal Edition, e a
linguagem C#.</p>
      <p>
        O Nurses for Safety foi desenvolvido para o treinamento de profissionais de
enfermagem de nível médio (técnicos e auxiliares de enfermagem). O foco do
treinamento é o manuseio de medicamentos de alta vigilância nas UTI, conforme o
Protocolo de Segurança na Prescrição, Uso e Administração de Medicamentos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Brasil,
2013</xref>
        ], adaptado a realidade da instituição.
      </p>
      <p>O personagem principal, Pedro, é controlado pelo jogador, inicia o jogo contando
que seu objetivo é ser efetivado como técnico de enfermagem no hospital em que a pouco
tempo foi contratado. Em seguida, já no hospital são apresentados outros personagens
(Figura 1) que interagem com Pedro. Eles são a técnica de enfermagem Marcele, a
enfermeira Elza e o médico Carlos. Cada personagem possui uma personalidade distinta
e reage de forma única para as ações de Pedro. Cada um possui um nível de amizade e
respeito com relação a ele. Conforme o desenrolar da história as ações do jogador irão
influenciar estes níveis que dizem respeito à probabilidade de efetivação do personagem
principal, de acordo com os scores acumulados.</p>
      <p>Figura 1. Personagens do Nurses for Safety (Pedro, Marcele, Elza e Carlos)</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>3. Resultados</title>
      <p>Dos 45 participantes da pesquisa a grande maioria são técnicos de enfermagem (n=30,
66,66%) e os demais auxiliares de enfermagem (n=15, 33,33%). Sendo que 22,66% são
homens e 73,33% são mulheres. Quanto ao grau de instrução 26,66% declaram ter nível
superior, 55,55% curso técnico e 13,33% não declararam.</p>
      <p>O Gráfico 1 apresenta as frequências relativas das respostas dos participantes
jogadores ao questionário pré-teste. De maneira geral, nota-se um baixo número de
acertos nas questões. Somente nas questões q4, q6 e q14 houve um percentual maior de
acertos por parte dos participantes, contabilizando, respectivamente, 66,66%, 77,77% e
75,55%.</p>
      <p>O Gráfico 2 apresenta as frequências relativas das respostas dos participantes
jogadores ao questionário pós-teste. De maneira geral, nota-se um aumento de acertos nas
questões.</p>
      <p>Gráfico 1: Frequência relativa das respostas dos participantes ao
Gráfico 2: Frequência relativa das respostas dos participantes ao
questionário pré-teste (n=45)</p>
      <p>Ao comparar os dados dos gráficos 1 e 2, percebe-se que, de maneira geral, houve
um aumento na frequência relativa dos acertos dos participantes jogadores após o uso do
serious game.</p>
      <p>Ressalta-se que na questão 3 – ‘Segundo o protocolo de segurança, ao ter uma
dúvida durante o processo de preparo e administração de medicamentos, deve-se
consultar prioritariamente qual destes? a) colega de trabalho; b) enfermeiro do plantão;
c) manual institucional; d) internet; e) farmácia; f) outros.’. No questionário
préteste,17,77% dos participantes jogadores acertaram a resposta correta (manual
institucional); no pós-teste, 95,55%.</p>
      <p>Na questão 5 – ‘Quais são os locais de armazenamento dos medicamentos de alta
vigilância no posto de enfermagem? a) gaveta do paciente; b) geladeira; c) armário com
controle; d) gaveta com controle; e) Bim do paciente; f) caixa com controle; g) outros’.
No questionário pré-teste não houve nenhum acerto dos participantes jogadores a esta
questão; no pós-teste, 4,44% de acertos.</p>
      <p>Na questão 7 – ‘Marque quais são os itens de verificação para uma administração
segura adotados na instituição: 1. Forma certa; 2. Paciente certo; 3. Registro certo; 4.
Orientação certa; 5. Medicamento certo; 6. Resposta certa; 7. Dose certa; 8. Via certa; 9.
Hora certa’. No questionário pré-teste, 17,77% dos participantes jogadores acertaram a
resposta correta (paciente certo, registro certo, medicamento certo, dose certa, via certa,
hora certa); no pós-teste, 73,33%.</p>
      <p>Na questão 9 – ‘Quantos itens de verificação na administração de medicamentos
são adotados na instituição? a) cinco; b) seis; c) sete; d) oito; e) nove. No questionário
pré-teste, 15,55% dos participantes jogadores acertaram a resposta correta (seis); no
pósteste, 93,33%.</p>
      <p>Já a questão 13, ‘Quais estratégias aplicadas ao medicamento de alta vigilância
são adotadas na instituição? 1. Dupla checagem na prescrição; 2. Dupla checagem no
cálculo; 3. Dupla checagem no preparo; 4. Identificação diferenciada; 5. Lista
padronizada na instituição; 6. Dupla checagem na dispensação; 7. Dupla checagem na
administração; 8. Controle e registro diferenciado; 9. Etiquetas com cores diferenciadas.
10. Checagem por farmacêutico; 11. Informações padronizadas de reconstituição,
diluição, tempo de infusão e via de administração; 12. Outros’. No questionário pré-teste,
8,88% dos participantes jogadores acertaram a resposta correta (dupla checagem na
prescrição; dupla checagem no preparo; dupla checagem na dispensação; controle e
registro diferenciado; etiquetas com cores diferenciadas; informações padronizadas de
reconstituição, diluição, tempo de infusão e via de administração); no pós-teste, 4,44%.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>4. Discussão</title>
      <p>Apesar de a instituição na qual os participantes trabalham ter passado recentemente pelo
processo de acreditação hospitalar e estar comprometida com a cultura da qualidade e
segurança do paciente, parece que antes de os participantes jogarem o jogo, não estava
claro que era necessário consultar o manual institucional de orientação para preparo e
diluição de medicamentos quando tivessem dúvidas, tema apresentado na questão 3 do
questionário. Guerrero et al. (2008) em um estudo sobre a utilização de procedimentos
operacionais padrão (POP) em serviços hospitalares ressalta a importância do uso desses
POP ou manuais, bem como que estejam acessíveis para consulta, não só em momentos
de dúvidas, mas de forma continuada pela equipe de enfermagem.</p>
      <p>
        Percebe-se que o uso do jogo educativo possibilitou que os participantes jogadores
atualizassem seu conhecimento acerca dos verificadores de segurança na administração
de medicamentos. A
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">REBRAENSP (2013)</xref>
        recomenda a utilização desses verificadores,
reconhecendo que há literatura que indica a utilização dos 5, 6, 7, 8 e 9 ‘certos’, o que
pode realmente gerar dúvidas aos profissionais, quando na sua prática profissional. Já o
Ministério da Saúde (2013) e
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">Rocha et al. (2016)</xref>
        , recomenda que as instituições adaptem
o protocolo à sua realidade local, respeitando os princípios de segurança na administração
de medicamentos. A temática foi apresentada na questão 9 do questionário.
      </p>
      <p>
        Quanto questão 5, que trata do armazenamento dos medicamentos de alta
vigilância, a
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">REBRAENSP (2013)</xref>
        recomenda que seja desenvolvida e amplamente
divulgada uma lista padronizada desses medicamentos, com orientação de preparo,
administração e armazenamentos específicos, respeitando as características
institucionais. De qualquer forma, parecem ser necessárias ações de capacitação da
equipe de enfermagem da instituição pesquisada quanto ao manual institucional,
especificamente no que se trata dos medicamentos de alta vigilância e suas
especificidades.
      </p>
      <p>
        Nas questões 5 e 13, houve um baixo acerto em ambos os testes, salienta-se que
havia mais de uma alternativa a ser marcada, e considerado errado quem não marcou pelo
menos duas alternativas corretas, embora na hora do jogo, a interpretação das questões e
das respostas foi deixada livre para os participantes jogadores. E embora todas as
recomendações, dentre outras, sejam feitas pela
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">REBRAENSP (2013)</xref>
        , Ministério da
Saúde [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Brasil 2013</xref>
        ] e
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">Rocha et al. (2016)</xref>
        , os resultados reforçam a necessidade de
enfatizar junto a equipe de enfermagem as estratégias aplicadas ao uso seguro de
medicamentos de alta vigilância e todos os locais de guarda destes.
      </p>
      <p>O aumento significativo de acertos das respostas no pós-teste indica que o uso de
jogos educativos, permitem a agregação de conhecimento aos jogadores, e sua aplicação
na área de saúde corrobora com o que a literatura evidência ao afirmar que seu uso na
educação em serviço e na formação de profissionais tem significância, desde que tenha
relação com temas da área e um propósito definido [WHO 2016].</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>5. Conclusão</title>
      <p>Com o objetivo de avaliar a aprendizagem da equipe de enfermagem sobre o protocolo
de segurança voltado aos medicamentos de alta vigilância, os resultados apontam que o
jogo educativo contribui para aquisição de conhecimentos. Além de aspectos relativos ao
conhecimento do protocolo pela equipe de enfermagem, foram identificadas lacunas em
relação a divulgação do protocolo pela instituição, por estarem relacionadas a evolução
do conhecimento sobre o assunto, ou por adaptações dos protocolos brasileiros à realidade
específica da instituição, como por exemplo no caso dos verificadores de segurança.</p>
      <p>Esses resultados preliminares da avaliação da aprendizagem após o uso do serious
game no ensino de profissionais do nível médio de enfermagem encoraja a sua
incorporação frente à necessidade de inovação das tecnologias educativas dos programas
de educação permanente em enfermagem. Ainda, vêm ao encontro da preocupação atual
com a qualidade e segurança no cuidado ao paciente, a qual demanda por esforços e novas
estratégias que motivem os profissionais a mudanças de comportamentos.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>6. Referências</title>
      <p>http://www20.anvisa.gov.br/segurancadopaciente/index.php/publicacoes/item/segura
nca-na-prescricao-uso-e-administracao-de-medicamentos, Junho, 2015.
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a Política Nacional de Educação Permanente em Saúde como estratégia do Sistema
Único de Saúde para a formação e o desenvolvimento de trabalhadores para o setor e
dá outras providências”,
https://www.nescon.medicina.ufmg.br/biblioteca/registro/referencia/0000001427,
Fevereiro.</p>
      <p>Guerrero, G. P. et al. (2008) “Procedimento Operacional Padrão: utilização na assistência
de enfermagem em serviços hospitalares”,
http://www.scielo.br/scielo.php?pid=S010411692008000600005&amp;script=sci_arttext
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      <p>Hall.</p>
      <p>Tavares, C. M. M. (2006) “Educação permanente da equipe de enfermagem para o
cuidado nos serviços de saúde mental”, http://www.scielo.br/pdf/tce/v15n2/a12v15n2,</p>
      <p>
        WHO. World Health Or
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7 ref8">ganization. (2016</xref>
        ) “Guia curricular de segurança do paciente da
Organização
      </p>
      <p>Mundial</p>
      <p>Saúde:
multiprofissional”,
http://www.who.int/patientsafety/education/curriculum/tools-download/em/ .</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
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