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        <article-title>Processo de Ensino-Aprendizagem Clínica em Odontologia numa Visa˜ o de Colaboração e Processos de Negócio</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Marilton Miranda de Cerqueira</string-name>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
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          <string-name>Douglas da Cruz Cerqueira</string-name>
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          <string-name>Vale´ria Souza</string-name>
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          <string-name>Freitas</string-name>
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          <string-name>Roberto Almeida Bittencourt</string-name>
          <email>roberto@uefs.br</email>
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          <label>0</label>
          <institution>IFBAIANO - Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia Baiano. Rua Waldemar Mascarenhas</institution>
          ,
          <addr-line>s/n, - portão Governador Mangabeira - BA, Brasil - 44350-000</addr-line>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>UEFS - Universidade Estadual de Feira de Santana. Av. Transnordestina</institution>
          ,
          <addr-line>s/n, Novo Horizonte. Feira de Santana - BA, Brasil - 44036-900</addr-line>
        </aff>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2017</year>
      </pub-date>
      <fpage>357</fpage>
      <lpage>368</lpage>
      <abstract>
        <p>The process of clinical learning in health sciences, especially in dentistry programs, presents bottlenecks related to problems of communication, coordination and cooperation, when analyzed from the lenses of the 3C model of collaborative systems. In this paper, we used an approach of grounded theory to more deeply understand this process. From the results, we designed and validated a BPM model of the process of clinical teaching and learning. The model we found allows highlighting with more precision the aforementioned problems. This may facilitate the construction of information systems to better support collaborative learning in clinics at schools of dentistry. Resumo. O processo de aprendizagem clınica em saúde, em especial em cursos de odontologia, apresenta gargalos relacionados a problemas de comunicação, coordenação e cooperação, quando analisados sob uma ótica do modelo 3C de sistemas colaborativos. Neste trabalho, usamos uma abordagem de teoria fundamentada para compreender este processo com mais profundidade. A partir dos resultados, desenhamos e validamos um modelo BPM do processo de ensino e aprendizagem clínicos. O modelo encontrado permitiu destacar mais precisamente os problemas mencionados do processo, o que poderá facilitar a construção de sistemas de informação para apoiar a aprendizagem colaborativa nas clínicas-escola de odontologia.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Chaves e Grosseman (2007</xref>
        ) afirmam que um dos fatores que limitam o processo de
ensino e aprendizagem em pra´tica cl´ınica e´ a comunicac¸a˜o deficiente entre os participantes
que comp o˜em este processo . Ale´m disso, a falta de cooperac¸a˜o e comunicac¸a˜o adequadas,
somadas a` coordenac¸a˜o deficiente, podem ser um agravante nos diversos cursos da a´rea de
sau´de.
      </p>
      <p>
        Ferramentas computacionais podem facilitar a colaborac¸a˜o dos atores do processo
de ensino-aprendizagem cl´ınica. Entretanto, antes de propor o uso de ferramentas
espec´ıficas, e´ necessa´rio conhecer as atividades que comp o˜ em o processo de ensino e
aprendizagem, buscando ter uma visa˜o mais ampla de todo o processo. Uma abordagem de
pesquisa qualitativa como a teoria fundamentada em dados [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Strauss and Corbin 1997</xref>
        ] pode
servir para subsidiar a compreensa˜o e modelagem do processo. Esta abordagem de pesquisa
qualitativa vem sendo bastante utilizada por coletar dados significativos dos participantes
atrave´s da extrac¸a˜o de experieˆncias pre´vias vivenciadas dentro de seu contexto social. No´s
utilizamos a teoria fundamentada em dados neste trabalho na˜o para construir uma teoria
propriamente dita, mas para embasar cientificamente a modelagem do processo de
ensinoaprendizagem cl´ınica no curso de Odontologia da Universidade Estadual de Feira de Santana
(UEFS).
      </p>
      <p>A partir dos resultados da coleta e ana´lise de dados, constru´ımos um modelo do
processo de ensino-aprendizagem cl´ınica em um curso de odontologia. Para tanto,
utilizamos os conceitos da a´rea de gereˆncia de processos de neg o´cio e descrevemos o referido
processo utilizando a notac¸a˜o BPMN para modelos de processo de neg o´cio.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Fundamentação Teórica</title>
      <p>
        Cursos da a´rea de sau´de, como Odontologia, precisam de ambientes que facilitem as
discusso˜es em grupo. Lee e
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Lee (2004)</xref>
        afirmam que, utilizando demonstrac¸o˜es de
pra´ticas cl´ınicas, expostas atrave´s da atuac¸a˜o de professores e outros alunos, bem como das
soluc¸o˜es encontradas em grupo, o estudante adquire experieˆncias que podera˜o servir em sua
futura atuac¸a˜o profissional.
      </p>
      <p>
        Na a´rea de sau´de, o desenvolvimento de sistemas colaborativos pode proporcionar
melhores condic¸o˜ es de estudo, fornecendo flexibilidade de ambiente aos grupos de
trabalho, contribuic¸a˜o entre os alunos, atrave´s de discuss o˜ es e confereˆncias online,
desenvolvimento de trabalho cooperativo para resoluc¸a˜o de problemas e outras atividades
que sa˜o inerentes a` pra´tica colaborativa [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Ward et al. 2001</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Helic (2006)</xref>
        apresenta uma abordagem que da´ eˆnfase na aprendizagem colaborativa
e como esta aprendizagem pode ser melhorada com a utilizac¸a˜o de tecnologias da
informac¸a˜o e comunicac¸a˜o. Ele sugere que os processos de aprendizagem colaborativa,
inseridos em ambientes e-learning, podem melhorar a aprendizagem ao proporcionarem
espac¸os de discuss o˜es com moderac¸a˜o ou sesso˜es de confereˆncias online. Segundo o autor,
estas ferramentas proporcionam a aproximac¸a˜o dos participantes, viabilizando melhor
comunicac¸a˜o e colaborac¸a˜o. Esta pesquisa se aproxima da nossa ao sugerir a necessidade de
ferramentas de suporte para o gerenciamento das atividades em processos dinaˆmicos e de
aprendizagem colaborativa, sugerindo ainda que a utilizac¸a˜o de te´cnicas de BPM pode
melhorar a compreensa˜o do processo.
      </p>
      <p>
        Outros pesquisadores esta˜o dando atenc¸a˜o a` utilizac¸a˜o de modelos de processos de
nego´cios para gerenciar atividades pro´prias da a´rea de educac¸a˜o, identificando ferramentas
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Marcondes 2008</xref>
        ] ou arquiteturas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Fang and Sing 2009</xref>
        ] que promovam a resoluc¸a˜o de
problemas, geralmente relacionados a` interac¸a˜o dos participantes em processos de ensino e
aprendizagem colaborativa.
      </p>
      <p>
        O estudo de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Ostroski e Digiampietri (2012</xref>
        ) e´ semelhante ao nosso, ao realizar uma
modelagem BPM a partir de uma perspectiva de interpretac¸a˜o dos dados atrave´s de uma
abordagem qualitativa sobre o processo de agendamento num laborat o´rio de imunologia
humana. Contudo, diferente de nosso trabalho baseado em teoria fundamentada, este estudo
utiliza a metodologia de pesquisa-ac¸a˜o. Em nosso estudo, utilizamos a teoria
fundamentada para compreender as atividades e processos dentro do ambiente proposto.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Metodologia</title>
      <p>A metodologia utilizada nesta pesquisa utiliza um misto de uma metodologia de pesquisa
qualitativa para aquisic¸a˜o de dados e ana´lise numa o´tica de teoria fundamentada em dados,
com uma metodologia de cieˆncias do artificial para modelagem. Para tanto, o trabalho foi
subdividido em treˆs fases. Na primeira fase, utilizamos as etapas da teoria fundamentada
em dados para coleta, codificac¸a˜o e ana´lise de dados de entrevistas realizadas com 11
professores e 10 estudantes de um curso de Odontologia, bem como para a descric¸a˜o do
processo de ensino-aprendizagem cl´ınica. Na segunda fase, constru´ımos um modelo usando
a notac¸a˜o BPMN para analisar, descrever e integrar as diversas atividades do processo. Na
terceira fase, realizamos checagem dos achados (member checking) de modo que os
participantes validassem o modelo BPM encontrado e os temas descritos na pesquisa
qualitativa.</p>
      <p>Na primeira fase, as opini o˜ es dos participantes foram coletadas atrave´s de
entrevistas semiestruturadas. Os dados foram analisados a partir de codificac¸a˜o atrave´s
de ana´lise de conte u´do. Os resultados foram sistematizados primeiramente atrave´s de
memorandos e, finalmente, atrave´s de uma descric¸a˜o detalhada dos temas relevantes
encontrados para descrever o processo. Na˜o chegamos a construir uma teoria, mas os
procedimentos foram u´ teis para descrever o processo de organizac¸a˜o do ensino e
aprendizagem cl´ınicos.</p>
      <p>Foram constru´ıdos dois guias de entrevista semiestruturada: um que foi usado na
entrevista com os professores; e outro que foi usado na entrevista com os estudantes.
Ale´m disso, entre os estudantes, foi necessa´rio respeitar as diferenc¸as de per´ıodo de
formac¸a˜o e o grau de complexidade de cada per´ıodo.</p>
      <p>Foram convidadas 21 pessoas para participar das entrevistas, sendo que 11 dos
participantes eram professores e 10 eram estudantes, todos do curso de Odontologia da
Universidade Estadual de Feira de Santana. Os estudantes foram selecionados de diferentes
semestres letivos e os professores foram selecionados de diferentes disciplinas. A selec¸a˜o,
tanto de professores quanto de estudantes, buscou, na maioria das vezes, dar prefereˆncia
a`queles que estivessem participando de alguma pra´tica cl´ınica. Os estudantes foram
selecionados em per´ıodos de aprendizagem diferentes. Vale salientar que alguns destes ja´
tinham finalizado o curso de Odontologia.</p>
      <p>Para a ana´lise dos dados, procuramos obedecer a` sequeˆncia t´ıpica de ana´lise na
teoria fundamentada: (1) comparac¸o˜es diversas, (2) ana´lise e abstrac¸a˜o dos co´digos de
baixo n´ıvel, para gerac¸a˜o de categorias, (3) ana´lise da interac¸a˜o entre as categorias, gerando
temas mais espec´ıficos, (4) descric¸a˜o dos temas encontrados atrave´s de memorandos, e (5)
escrita de relat o´ rio sobre os resultados encontrados [Charmaz 2014]. Dessa forma,
conseguimos acrescentar novas pec¸as ao quebra-cabec¸as em montagem.</p>
      <p>Depois de codificadas todas as entrevistas, o resultado foi de 454 co´digos iniciais em
codificac¸a˜o aberta. A partir da´ı, se iniciou o trabalho de categorizac¸a˜o, necessitando
novamente de diversas comparac¸o˜ es entre os c o´ digos, agregando-os de acordo com
diferentes aspectos do ensino e aprendizagem cl´ınicos do curso de Odontologia. O trabalho
de categorizac¸a˜o resultou em 42 categorias iniciais. Essas categorias foram novamente
categorizadas, resultando em 7 temas principais. Para as 42 categorias, foram constru´ıdos 42
memorandos; e a partir deles, constru´ımos 7 memorandos dos temas principais. Um u´ltimo
tema foi constru´ıdo com a interac¸a˜o dos outros 7 temas, relatando as dificuldades no
processo; e para este tema, tambe´m foi redigido um memorando. Por fim, descrevemos os
resultados numa narrativa organizada pelos temas</p>
      <p>
        Na segunda fase, constru´ımos um modelo BPM do processo de
ensinoaprendizagem a partir da compreensa˜o gerada nos diversos memorados e no relat o´rio
descritivo dos temas encontrados. O objetivo da Gesta˜o de Processos de Neg o´cio
(BPM) a partir da descric¸a˜o detalhada de um conjunto sequencial de passos, e´
compreender e identificar as atividades, bem como o fluxo e a finalidade de cada processo,
revelando quais formas e controles a gesta˜o pode utilizar para alcanc¸ar tais finalidades
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Gimenes et al. 2008</xref>
        ]. A notac¸a˜o BPMN, por sua vez, permite construir representac¸o˜es,
atrave´s de modelos gra´ficos, demonstrando, em alto n´ıvel, como os neg o´cios sera˜o
gerenciados e executados [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Osterwalder et al. 2005</xref>
        ].
      </p>
      <p>Decidimos utilizar modelos BPM para esboc¸ar os processos e as atividades que
correspondem a` dinaˆmica do processo de ensino e aprendizagem no curso de Odontologia. Os
estudiosos da Teoria Fundamentada admitem a necessidade de usar diagramas para
direcionar o pesquisador no enfoque das categorias em ana´lises e melhorar a visualizac¸a˜o das
conex o˜es entre as categorias [Charmaz 2014].</p>
      <p>Na terceira e u´ltima fase, solicitamos aos entrevistados que retornassem para
validar tanto os temas encontrados e suas descric¸o˜es, quanto os detalhes do modelo BPM
encontrado.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Resultados da pesquisa qualitativa</title>
      <p>A seguir, descrevemos apenas uma s´ıntese dos temas encontrados para descrever o
processo de ensino-aprendizagem cl´ınica em odontologia.</p>
      <p>T01 – A Cl´ınica – caracter´ısticas, relac¸o˜es ente elas, conteu´ dos espec´ıficos e
curr´ıculo. A pra´tica cl´ınica em Odontologia, de acordo com as diretrizes curriculares
nacionais, deve ocorrer simultaneamente ao estudo teo´rico das disciplinas em cada per´ıodo
letivo. No entanto, o u´ltimo per´ıodo (ou os dois u´ltimos) e´ normalmente voltado apenas
para as atividades de pra´ticas cl´ınica, podendo tambe´m ser integrado com trabalhos de
conclusa˜o de curso. De maneira geral, os objetivos das pra´ticas cl´ınicas sa˜o capacitar o
estudante a identificar, diagnosticar e tratar diversas doenc¸as e suas extens o˜es, ale´m de
permitir ao estudante adquirir habilidades para coletar dados f´ısicos, cl´ınicos, sociais,
comportamentais e quaisquer informac¸o˜ es que possam servir como fonte para
reconhecimento, ana´lise e tratamento das doenc¸as. De maneira mais espec´ıfica, cada
cl´ınica tem caracter´ısticas e objetivos pro´prios, seja em relac¸a˜o aos tratamentos realizados
no pacientes (que podem ser agrupados por idade, por patologia ou pelo n´ıvel de
prioridade no tratamento), bem como no estudo das doenc¸as que necessitam de ana´lise e
cuidados diferenciados, no caso de doenc¸as que podem comprometer a vida do paciente. O
relacionamento entre as cl´ınicas ocorre em diversos n´ıveis: nos conte u´dos; na necessidade
de pre´-requisitos; no processo de aprendizagem partindo de procedimentos menos
complexos ate´ chegar aos mais complexos, bom como na subdivisa˜o das etapas de
aprendizagem em mais de um per´ıodo letivo.</p>
      <p>T02 – Pra´ tica cl´ınica – etapas, atividades e subprocessos. A pra´tica cl´ınica em
Odontologia contempla componentes pra´ticos, te o´ricos e laboratoriais. Cada componente e´
subdividido em subprocessos. O planejamento do processo de ensino e aprendizagem em
cl´ınica segue um aspecto sequencial linear. Ha´ disciplinas que contemplam conteu´ dos
integrados, que, na maioria das vezes, tambe´m sa˜o pra´ticos. O processo de ensino e
aprendizagem envolve uma diversidade de pacientes em diferentes faixas eta´rias. Qualquer
atuac¸a˜o cl´ınica deve ser precedida de planejamento. Os alunos que realizam os primeiros
planejamentos de procedimentos, na˜o o fazem diretamente no paciente; estes sa˜o
constru´ıdos com o auxilio do professor. O professor tem participac¸a˜o importante em todo o
processo. Os estudantes devem adquirir habilidades interpessoais para saber atender o
paciente, assim como habilidades para investigar uma patologia associada ao estado cl´ınico,
f´ısico e comportamental do paciente, a aprender a planejar cada tratamento, dividindo-os em
etapas e priorizando-as de acordo com sua complexidade e/ou urgeˆncia.</p>
      <p>T03 – O processo de ensino – pape´is do professor, metodologias de ensino e
orientac¸a˜ o. De forma geral, a atuac¸a˜o dos professores tanto na cl´ınica quanto nos
componentes teo´ricos e laboratoriais e´ bastante fragmentada, sendo sua atuac¸a˜o em cl´ınica
ainda mais fragmentada do que nos outros componentes. A fragmentac¸a˜o ocorre
geralmente na execuc¸a˜o dos diversos pape´is que o professor necessita representar, a partir
das atividades que ocorrem no processo de ensino e aprendizagem em Odontologia. As
metodologias de ensino-aprendizagem utilizadas teˆm como desafio a integrac¸a˜o dos diversos
componentes a` atuac¸a˜o pra´tica. Em cl´ınica pode ser necessa´rio fazer demonstrac¸o˜es, dar
orientac¸o˜ es ou mesmo dar motivac¸a˜o a` pra´tica do estudante, a qual sempre ocorre sob
orientac¸a˜o do professor. De maneira geral, um professor sempre exerce mais de um papel,
seja em componentes te o´ricos, pra´ticos, laboratoriais ou em atividades extraclasse,
demandando coordenac¸a˜o e ajustes no gerenciamento das atividades e dos pape´is a serem
exercidos.</p>
      <p>T04 – O processo de aprendizagem do estudante – pape´is, competeˆncias,
habilidades e aprendizagem. Os estudantes atuam em pape´is bem espec´ıficos em cada
componente do curso de odontologia. Nos componentes te o´ ricos, os estudantes sa˜o,
geralmente, apenas ouvintes, acompanhando as aulas e estudando os conceitos em casa.
Ha´ pouca ou quase nenhuma formac¸a˜o de grupos, e, quando existem, e´, usualmente, na
ve´spera de exames. Em per´ıodos de pra´tica cl´ınica, o estudante desempenha pape´is
diferentes, formando duplas para atendimento ao paciente, aspecto este bastante presente
neste curso de graduac¸a˜o. Estes pape´is permitem inserir o estudante em um ambiente
pro´ximo ao ambiente real de um profissional em odontologia. O estudante pode exercer o
papel do dentista e, tambe´m, o de assistente. No papel de dentista, o estudante faz os
procedimentos espec´ıficos da cl´ınica. No papel de assistente, faz a instrumentac¸a˜o e
organizac¸a˜o dos materiais. O revezamento de pape´is ocorre na mesma cl´ınica, sob controle
do professor. Em algumas cl´ınicas, na˜o ha´ formac¸a˜o de duplas, assim como no laborat o´
rio. Os estudantes adquirem habilidades para identificar les o˜es referentes a cada cl´ınica,
fazer diagn o´sticos, identificar instrumentos necessa´rios a cada tipo de tratamento, interpretar
diversos tipos de documentos (e.g., exames e laudos), ale´m de projetar e construir
prontua´rios e planos de atendimento.</p>
      <p>T05 – Atuac¸a˜o pra´tica dos alunos – construc¸a˜o de artefatos, prontu a´rios,
tratamentos e avaliac¸o˜es. O curso de odontologia utiliza ambientes reais, inserindo o
estudante, desde o in´ıcio, em pra´ticas que fazem parte do dia-a-dia de um profissional em
sau´ de. Isto ocorre tanto nos contatos iniciais com o paciente, per´ıodo em que o estudante
necessita utilizar processos de investigac¸a˜o, planejamento e registro de procedimentos, bem
como nas atividades mais avanc¸adas de construc¸a˜o de artefatos e tratamento dos pacientes.
A construc¸a˜o de artefatos acontece em todos os per´ıodos do curso de odontologia, tanto em
componentes laboratoriais como em componentes pra´ticos. Os artefatos sa˜o constru´ıdos de
acordo com cada cl´ınica. Entre outros artefatos, os estudantes constroem aparelhos
ortod oˆnticos, molduras de dentes, e fazem a confecc¸a˜o e acrilizac¸a˜o de grampos. As
atuac¸o˜es dos estudantes sa˜o paralelas a`s avaliac¸o˜ es pra´ticas pelos professores. As
avaliac¸o˜es ocorrem de forma integrada nos componentes te o´ricos, pra´ticos e laboratoriais.
O estudante e´ avaliado amplamente, de forma verbal e na˜o verbal, na agilidade do
atendimento, na responsabilidade com a biosseguranc¸a, no planejamento de tratamento
conciso em seus esta´gios iniciais, intermedia´rios e finais, no conhecimento e tratamento
de diversas patologias, na conduc¸a˜o adequada do tratamento, na familiaridade com a
instrumentac¸a˜o, ale´m de outras atividades comuns a qualquer estudante de graduac¸a˜o.</p>
      <p>T06 – A administrac¸a˜o do processo de ensino e aprendizagem – objetivos,
planejamento, avaliac¸o˜ es e feedbacks. O planejamento das disciplinas, de maneira geral,
ocorre a cada per´ıodo letivo, e objetiva discutir e planejar todos as etapas e atividades que
devera˜o ser seguidas nas disciplinas. Um esforc¸o maior por parte dos professores deve ser
dedicado ao planejamento integrado, com o prop o´sito de alinhar os conte u´dos teo´ ricos a`
pratica cl´ınica, o que e´ um dos maiores desafios no planejamento. Desde as primeiras cl´ınicas
o professor deve acompanhar os estudantes, observando sua evoluc¸a˜o em relac¸a˜o ao
planejamento, ao tratamento e a` conclusa˜o. Esta interac¸a˜o nem sempre e´ fa´cil, devido ao n u´
mero de duplas que necessitam de atenc¸a˜o. Isto deixa clara a necessidade de um
planejamento que ampare o estudante, individualmente, em dupla, ou acompanhado a turma
inteira. Vale salientar que, apesar de os professores conhecerem o potencial dos feedbacks
para auxiliar o replanejamento, estes ocorrem com pouca frequeˆncia no curso analisado.</p>
      <p>T07 – O relacionamento e as interac¸o˜es entre os processos de ensino e
aprendizagem. O processo de ensino e aprendizagem no curso de Odontologia e´ composto
de diversas interac¸o˜es que ocorrem atrave´s dos diversos participantes do processo ou entre
os componentes curriculares. Neste, por sua vez, ocorrem pela interac¸a˜o entre a diversidade
de tratamentos e a execuc¸a˜o dos componentes estudados em diferentes per´ıodos. Os
relacionamentos e interac¸o˜es entre os participantes podem ocorrer na comunicac¸a˜o entre
estudante e estudante, estudante e professor, estudante e paciente, estudante, professor e
paciente, estudantes, professores e outros profissionais, ale´m da cooperac¸a˜o entre todos os
membros do curso de Odontologia. Pelo fato de o curso ter uma multiplicidade de
interações entre os componentes e entre os participantes (e sabendo que os professores
atuam em diferentes pape´is, em diversos per´ıodos), este aspecto revela que a maior
dificuldade do curso e´ o ajuste destes diversos fragmentos, buscando uma melhor interac¸a˜o
entre pessoas e componentes.</p>
      <p>T08 – As dificuldades encontradas no processo de ensino e aprendizagem. Este
tema, em especial, foi constru´ıdo atrave´s dos insights e achados que foram emergindo ao
longo do processo de fundamentac¸a˜o dos dados. As maiores dificuldades encontradas no
curso de Odontologia estão diretamente relacionadas às clinicas ou à relação entre elas: em
sua interac¸a˜o com os conte u´dos, na realizac¸a˜o de pra´ticas cl´ınicas levando em considerac¸a˜o
etapas e atividades, na coordenac¸a˜o das metodologias e do processo de ensino integrado, na
cooperac¸a˜o e comunicac¸a˜o no processo de aprendizagem, na aquisic¸a˜o de habilidades e
construc¸a˜o de artefatos, no processo de avaliac¸a˜o quando os alunos executam tratamento nos
pacientes. Finalmente, de forma geral, as dificuldades esta˜o relacionadas a`s interac¸o˜es entre
processos de ensino e aprendizagem e entre os participantes, levando em considerac¸a˜o as
dimens o˜es de comunicac¸a˜o, cooperac¸a˜o e coordenac¸a˜o.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Um Modelo BPM de ensino-aprendizagem em clínica em Odontologia</title>
      <p>O modelo proposto, descrito numa notac¸a˜o BPMN, foi dividido em cinco atividades
fundamentais: planejamento, aulas teo´ricas, aulas de laborat o´rio, pra´tica cl´ınica e avaliac¸a˜o.
Sua construc¸a˜o foi orientada pelos temas descritos na Sec¸a˜o 4.</p>
      <p>Planejamento. As atividades de planejamento, descritas na Figura 1, levam em
considerac¸a˜o os aspectos de integrac¸a˜o curricular ou na˜o para a organizac¸a˜o dos
componentes e dos temas espec´ıficos de cada disciplina. O planejamento dos
componentes pra´ticos, te o´ ricos e laboratoriais ocorre simultaneamente e com prazo
definido para finalizac¸a˜o. Uma atenc¸a˜o diferenciada e´ dada a` cl´ınica integrada, disciplina
ofertada no u´ltimo ano do curso, necessitando de arranjos adicionais para alinhar os
componentes e os diferentes perfis dos professores. O encerramento do planejamento
ocorre com o detalhamento de cronogramas. O modelo da Figura 1 sugere a necessidade
de um planejamento diferenciado, adequando os conte u´dos e a disponibilidade de cada
professor, de acordo com sua atuac¸a˜o em a´rea espec´ıfica do curso de Odontologia. Segundo
o tema T06, deve haver um esforc¸o maior no planejamento integrado, respeitando a formac¸a˜o
de cada professor, que conforme o tema T03, pode atuar de forma fragmentada em mais de
um componente.</p>
      <p>Figura 1. Planejamento de Componentes</p>
      <p>Avaliac¸ a˜o. As atividades de avaliac¸a˜o, descritas na Figura 2, esta˜o diretamente
relacionadas com os componentes teo´ricos e laboratoriais, enquanto que a avaliac¸a˜o pra´tica
e´ feita diariamente em cl´ınica. A interac¸a˜o das atividades de avaliac¸a˜o e´ limitada,
geralmente trabalhada no final do semestre, para o c oˆmputo dos resultados finais dos
estudantes. Neste momento, ha´ alguma integrac¸a˜o entre os componentes. O desempenho
nos componentes te o´ricos e laboratoriais, bem como na prova final, e´ baseada num modelo
tradicional de avaliac¸a˜o somativa.</p>
      <p>Figura 2. Avaliação das disciplinas</p>
      <p>Aulas teo´ricas. Nas aulas te o´ricas, ha´ poucas variac¸o˜es com relac¸a˜o ao processo
de ensino e aprendizagem. De modo geral, a execuc¸a˜o das aulas te o´ricas interage com o
planejamento e com o processo de avaliac¸a˜o, ale´m de envolver estudantes e professores
numa mesma atividade, o que e´ bastante simples e relativamente comum a qualquer curso de
graduac¸a˜o. As aulas te o´ricas, descritas na Figura 3, apresentam um comportamento bem
simples, uma raia para aluno e outra para o professor. Os conte u´dos e habilidades devem ser
organizados, ale´m de criar conex o˜es com alguns eventos da avaliac¸a˜o. Observa-se claramente
a pouca independeˆncia dos estudantes, como relatado no tema T01. A quase totalidade das
decis o˜es fica a cargo dos professores, que seguem um modelo tradicional de ensino baseado
em aulas expositivas. Percebe-se, portanto, um espac¸o para inovac¸o˜es metodol o´gicas neste
ambiente que permitam a interac¸a˜o dos estudantes no sentido de promover a colaborac¸a˜o
entre eles.</p>
      <p>Figura 3. Atua¸cão de professores e estudantes em componentes teo´ricos</p>
      <p>Laborato´rio. Nos componentes laboratoriais, a mobilizac¸a˜o dos alunos esta´
diretamente relacionada a` construc¸a˜o de diversos tipos de artefatos. Este ambiente de ensino e
aprendizagem ocorre em paralelo a outros componentes, e esta´ diretamente relacionado com
atividades de outros componentes, realc¸ando aspectos de interdependeˆncia e
complementaridade com outros componentes. Nas atividades de laborat o´rio, representadas na
Figura 4, inicia-se com a avaliac¸a˜o da necessidade de realizac¸a˜o de treinamentos
preliminares. A partir da´ı, o estudante recebe orientac¸a˜o para a realizac¸a˜o das atividades ou para a
construc¸a˜o de artefatos. O encerramento ocorre com a poss´ıvel avaliac¸a˜o por parte do
professor, bem como pelo registro de documentac¸a˜o das atividades, se houver. Apesar de ser
um ambiente aparentemente simples, existe uma complexidade de interac¸o˜es das atividades
em laborat o´rio, seja na fragmentac¸a˜o de pape´is entre os professores, como relatado no tema
T03, seja pela integrac¸a˜o cumulativa de competeˆncias provindas de disciplinas cursadas
previamente pelo estudante. Ale´m disso, mesmo nos laborat o´rios, o diagrama revela que
ha´ pouca interac¸a˜o entre os alunos. Os temas T05, T07 e T08 destacam que estes ambientes
sa˜o pro´ prios para cooperac¸a˜o e comunicac¸a˜o, dadas as caracter´ısticas das atividades
laboratoriais, o que na˜o e´ aproveitado em sua plenitude.</p>
      <p>Figura 4. Atuação d e professores e estudantes em laborato´rio</p>
      <p>Cl´ınica. As atividades da cl´ınica, descritas na Figura 5, redundam num diagrama
um pouco mais complexo. O diagrama da cl´ınica interage com todos os outros diagramas, e
de forma interdependente e complementar. Na Figura 5, sa˜o representadas as interac¸o˜es entre
os professores, estudantes, pacientes e outros profissionais que auxiliam de forma indireta
o processo de ensino e aprendizagem em Odontologia. Este subprocesso atende a todas as
disciplinas com pra´tica cl´ınica, independente de qual a´rea espec´ıfica esteja sendo trabalhada.
Na cl´ınica, esta˜o representados atrave´s das raias, tanto professores, com estudantes e
recepcionistas. Os recepcionistas organizam a fila e encaminham os pacientes para os
estudantes. Os estudantes, geralmente em duplas, recebem o paciente e iniciam uma
sequeˆncia de atividades pro´pria do curso de Odontologia. Cada professor geralmente orienta
mais de uma dupla, procurando observar todas as atividades mais relevantes, e au torizar os
procedimentos a serem realizados pelos estudantes sob sua orientac¸a˜o. No caso da cl´ınica
integrada, por ela comportar va´rias especialidades, ha´ uma necessidade de acompanhar
uma diversidade de tratamentos mais complexos, levando o professor a intervir, ou, ate´
mesmo, a realizar alguns procedimentos.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>6. Discussão</title>
      <p>
        A presente discussa˜o e´ orientada por um framework de sistemas colaborativos chamado de
modelo 3C de colaborac¸a˜o [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Ellis et al. 1991</xref>
        ]. Neste modelo, a colaborac¸a˜o e´ analisada em
treˆs dimens o˜es: comunicac¸a˜o, coordenac¸a˜o e cooperac¸a˜o. Nesta sec¸a˜o, discutimos cada
um dos temas encontrados a partir desta perspectiva.
      </p>
      <p>Nas atividades de planejamento, o tema T06 revela a necessidade de coordenac¸a˜o em
relação às questões de planejamento, avaliação e feedback. O tema T03 revela, tambe´m, a
necessidade de coordenac¸a˜o entre os componentes te o´ricos, pra´ticos e laboratoriais, que
muitas vezes precisam ser trabalhados de forma simultaˆnea ou com os conteu´dos alinhados
de modo a proporcionar conexa˜o entre teoria e pra´tica.</p>
      <p>O processo de avaliac¸a˜o revela a necessidade de cooperac¸a˜o entre os professores
para integrar as notas. Realc¸a tambe´m a necessidade de melhorar a comunicac¸a˜o entre
alunos e professores. Um aspecto importante e´ a necessidade de coordenac¸a˜o das
atividades, para poder coletar melhor os dados da atuac¸a˜o dos estudantes.</p>
      <p>Em relac¸a˜o a`s aulas teo´ricas, o tema T01 revela a necessidade de se utilizar
metodologias e tecnologias que proporcionem melhor comunicac¸a˜o entre alunos e professores, ja´
que comunicac¸a˜o e´ fator fundamental no sucesso do processo de aprendizagem.</p>
      <p>Em relac¸a˜o ao laborat o´rio, o tema T03 revela a necessidade de coordenac¸a˜o no
trabalho tanto simultaˆneo como alternando entre as atividades teo´ricas e pra´ticas, e ate´
mesmo na subdivisa˜o e alinhamento dos conteu´dos. Os temas T05 e T07 revelam a
necessidade de cooperac¸a˜o e comunicac¸a˜o para o trabalho em grupo, para a construc¸a˜o de
artefatos e para o estabelecimento de relac¸o˜es e interac¸o˜es entre estudantes e conte u´dos. O
tema T08 reafirma os temas T03, T05 e T07, pois relata as dificuldades que envolvem as
treˆs dimens o˜es de comunicac¸a˜o, coordenac¸a˜o e cooperac¸a˜o.</p>
      <p>Finalmente, em relac¸a˜o a`s atividades em cl´ınica, o tema T01 revela a necessidade
de comunicac¸a˜o para a construc¸a˜o de um ambiente de discuss o˜es sobre aspectos da
cl´ınica. O tema T02 aponta a necessidade de coordenac¸a˜o devido a` fragmentac¸a˜o de pape´is
e a` diversidade de atividades. Ja´ o tema T03 sugere, tambe´m, a necessidade de
coordenac¸a˜o no acompanhamento e orientac¸a˜o dos estudantes. O tema T06 afirma a
necessidade de coordenac¸a˜o em relac¸a˜o a` avaliac¸a˜o e aos feedbacks. O tema T05 revela a
necessidade de cooperac¸a˜o para a soluc¸a˜o de problemas e construc¸a˜o de artefatos.
Finalmente, o tema T04 revela a necessidade de comunicac¸a˜o, cooperac¸a˜o e coordenac¸a˜o: a
coordenac¸a˜o auxilia a definic¸a˜o de objetivos e estrate´gias, a cooperac¸a˜o se relaciona
diretamente com a necessidade de aquisic¸a˜o das habilidades cognitivas e a comunicac¸a˜o,
com o prop o´sito de incentivar a formac¸a˜o de grupos.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>7. Conclusões</title>
      <p>O presente trabalho procurou compreender as atividades dos participantes no processo de
ensino e aprendizagem cl´ınica de um curso de Odontologia, detalhando a sequeˆncia e as
relac¸o˜es das atividades deste processo na forma de um modelo de processo de neg o´cios.</p>
      <p>Analisando os temas encontrados a partir uma abordagem da teoria fundamentada e
pela descric¸a˜o das atividades no modelo, percebemos as limitac¸o˜es do processo. Tais
limitac¸o˜es indicam caminhos para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, atrave´s da
otimizac¸a˜o dos aspectos de coordenac¸a˜o, cooperac¸a˜o e comunicac¸a˜o, principalmente com
a utilizac¸a˜o de TICs para a construc¸a˜o de sistemas de aprendizagem colaborativa</p>
      <p>
        Constru´ımos, a partir dos resultados deste trabalho, um ambiente de aprendizagem
colaborativa para melhorar a interac¸a˜o entre os participantes do processo de
ensinoaprendizagem, focado na discussa˜o de casos cl´ınicos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Cerqueira et al. 2015</xref>
        ].
Figura 5. Atuação de professores, estudantes e outros profissionais em clínica
      </p>
    </sec>
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          <year>2001</year>
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          <article-title>Communication and information technology in medical education</article-title>
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