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<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><p>marilton.cerqueira@gm.ifbaiano.edu.br, roberto@uefs.br Abstract. The process of clinical learning in health sciences, especially in dentistry programs, presents bottlenecks related to problems of communication, coordination and cooperation, when analyzed from the lenses of the 3C model of collaborative systems. In this paper, we used an approach of grounded theory to more deeply understand this process. From the results, we designed and validated a BPM model of the process of clinical teaching and learning. The model we found allows highlighting with more precision the aforementioned problems. This may facilitate the construction of information systems to better support collaborative learning in clinics at schools of dentistry.</p><p>Resumo. O processo de aprendizagem clınica em saúde, em especial em cursos de odontologia, apresenta gargalos relacionados a problemas de comunicação, coordenação e cooperação, quando analisados sob uma ótica do modelo 3C de sistemas colaborativos. Neste trabalho, usamos uma abordagem de teoria fundamentada para compreender este processo com mais profundidade. A partir dos resultados, desenhamos e validamos um modelo BPM do processo de ensino e aprendizagem clínicos. O modelo encontrado permitiu destacar mais precisamente os problemas mencionados do processo, o que poderá facilitar a construção de sistemas de informação para apoiar a aprendizagem colaborativa nas clínicas-escola de odontologia.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="1.">Introdução</head><p>A aprendizagem clínica em cursos da a ´rea de sau ´ de e ´ um período de estudo onde os estudantes recebem capacitac ¸a ˜o pra ´tica sob a supervisa ˜o de professores especialistas, permitindo aplicar e consolidar os conhecimentos adquiridos em sua formac ¸a ˜o. Neste período, o estudante passa a maior parte do tempo de estudo em ambiente clínico, desenvolvendo atividades pra ´ticas que colocam em ac ¸a ˜o as habilidades previamente adquiridas. O ambiente clínico oferece ao estudante formac ¸a ˜o específica na a ´rea profissional, um requisito importante para a futura atuac ¸a ˜o do profissional em sau ´ de. Na a ´rea de odontologia, este período integra o ciclo profissionalizante, geralmente a partir do segundo ou terceiro ano de graduac ¸a ˜o.</p><p>Chaves e Grosseman (2007) afirmam que um dos fatores que limitam o processo de ensino e aprendizagem em pra ´tica clínica e ´ a comunicac ¸a ˜o deficiente entre os participantes que compo ˜ em este processo . Ale ´m disso, a falta de cooperac ¸a ˜o e comunicac ¸a ˜o adequadas, somadas a ` coordenac ¸a ˜o deficiente, podem ser um agravante nos diversos cursos da a ´rea de sau ´ de.</p><p>Ferramentas computacionais podem facilitar a colaborac ¸a ˜o dos atores do processo de ensino-aprendizagem clínica. Entretanto, antes de propor o uso de ferramentas específicas, e ´ necessa ´rio conhecer as atividades que compo ˜ em o processo de ensino e aprendizagem, buscando ter uma visa ˜o mais ampla de todo o processo. Uma abordagem de pesquisa qualitativa como a teoria fundamentada em dados <ref type="bibr" target="#b10">[Strauss and Corbin 1997]</ref> pode servir para subsidiar a compreensa ˜o e modelagem do processo. Esta abordagem de pesquisa qualitativa vem sendo bastante utilizada por coletar dados significativos dos participantes atrave ´s da extrac ¸a ˜o de experie ˆncias pre ´vias vivenciadas dentro de seu contexto social. No ´ s utilizamos a teoria fundamentada em dados neste trabalho na ˜o para construir uma teoria propriamente dita, mas para embasar cientificamente a modelagem do processo de ensinoaprendizagem clínica no curso de Odontologia da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS).</p><p>A partir dos resultados da coleta e ana ´lise de dados, construímos um modelo do processo de ensino-aprendizagem clínica em um curso de odontologia. Para tanto, utilizamos os conceitos da a ´rea de gere ˆncia de processos de nego ´ cio e descrevemos o referido processo utilizando a notac ¸a ˜o BPMN para modelos de processo de nego ´ cio.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="2.">Fundamentação Teórica</head><p>Cursos da a ´rea de sau ´ de, como Odontologia, precisam de ambientes que facilitem as discusso ˜ es em grupo. Lee e <ref type="bibr" target="#b6">Lee (2004)</ref> afirmam que, utilizando demonstrac ¸o ˜ es de pra ´ticas clínicas, expostas atrave ´s da atuac ¸a ˜o de professores e outros alunos, bem como das soluc ¸o ˜ es encontradas em grupo, o estudante adquire experie ˆncias que podera ˜o servir em sua futura atuac ¸a ˜o profissional. Na a ´rea de sau ´ de, o desenvolvimento de sistemas colaborativos pode proporcionar melhores condic ¸o ˜ es de estudo, fornecendo flexibilidade de ambiente aos grupos de trabalho, contribuic ¸a ˜o entre os alunos, atrave ´s de discusso ˜ es e confere ˆncias online, desenvolvimento de trabalho cooperativo para resoluc ¸a ˜o de problemas e outras atividades que sa ˜o inerentes a ` pra ´tica colaborativa <ref type="bibr" target="#b11">[Ward et al. 2001]</ref>. <ref type="bibr" target="#b5">Helic (2006)</ref> apresenta uma abordagem que da ´ e ˆnfase na aprendizagem colaborativa e como esta aprendizagem pode ser melhorada com a utilizac ¸a ˜o de tecnologias da informac ¸a ˜o e comunicac ¸a ˜o. Ele sugere que os processos de aprendizagem colaborativa, inseridos em ambientes e-learning, podem melhorar a aprendizagem ao proporcionarem espac ¸os de discusso ˜ es com moderac ¸a ˜o ou sesso ˜ es de confere ˆncias online. Segundo o autor, estas ferramentas proporcionam a aproximac ¸a ˜o dos participantes, viabilizando melhor comunicac ¸a ˜o e colaborac ¸a ˜o. Esta pesquisa se aproxima da nossa ao sugerir a necessidade de ferramentas de suporte para o gerenciamento das atividades em processos dina ˆmicos e de aprendizagem colaborativa, sugerindo ainda que a utilizac ¸a ˜o de te ´cnicas de BPM pode melhorar a compreensa ˜o do processo.</p><p>Outros pesquisadores esta ˜o dando atenc ¸a ˜o a ` utilizac ¸a ˜o de modelos de processos de nego ´ cios para gerenciar atividades pro ´ prias da a ´rea de educac ¸a ˜o, identificando ferramentas <ref type="bibr" target="#b7">[Marcondes 2008</ref>] ou arquiteturas <ref type="bibr" target="#b3">[Fang and Sing 2009]</ref> que promovam a resoluc ¸a ˜o de problemas, geralmente relacionados a ` interac ¸a ˜o dos participantes em processos de ensino e aprendizagem colaborativa.</p><p>O estudo <ref type="bibr">de Ostroski e Digiampietri (2012)</ref> e ´ semelhante ao nosso, ao realizar uma modelagem BPM a partir de uma perspectiva de interpretac ¸a ˜o dos dados atrave ´s de uma abordagem qualitativa sobre o processo de agendamento num laborato ´ rio de imunologia humana. Contudo, diferente de nosso trabalho baseado em teoria fundamentada, este estudo utiliza a metodologia de pesquisa-ac ¸a ˜o.</p><p>Em nosso estudo, utilizamos a teoria fundamentada para compreender as atividades e processos dentro do ambiente proposto.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="3.">Metodologia</head><p>A metodologia utilizada nesta pesquisa utiliza um misto de uma metodologia de pesquisa qualitativa para aquisic ¸a ˜o de dados e ana ´lise numa o ´ tica de teoria fundamentada em dados, com uma metodologia de cie ˆncias do artificial para modelagem. Para tanto, o trabalho foi subdividido em tre ˆs fases. Na primeira fase, utilizamos as etapas da teoria fundamentada em dados para coleta, codificac ¸a ˜o e ana ´lise de dados de entrevistas realizadas com 11 professores e 10 estudantes de um curso de Odontologia, bem como para a descric ¸a ˜o do processo de ensino-aprendizagem clínica. Na segunda fase, construímos um modelo usando a notac ¸a ˜o BPMN para analisar, descrever e integrar as diversas atividades do processo. Na terceira fase, realizamos checagem dos achados (member checking) de modo que os participantes validassem o modelo BPM encontrado e os temas descritos na pesquisa qualitativa.</p><p>Na primeira fase, as opinio ˜ es dos participantes foram coletadas atrave ´s de entrevistas semiestruturadas. Os dados foram analisados a partir de codificac ¸a ˜o atrave ´s de ana ´lise de conteu ´ do. Os resultados foram sistematizados primeiramente atrave ´s de memorandos e, finalmente, atrave ´s de uma descric ¸a ˜o detalhada dos temas relevantes encontrados para descrever o processo. Na ˜o chegamos a construir uma teoria, mas os procedimentos foram u ´ teis para descrever o processo de organizac ¸a ˜o do ensino e aprendizagem clínicos.</p><p>Foram construídos dois guias de entrevista semiestruturada: um que foi usado na entrevista com os professores; e outro que foi usado na entrevista com os estudantes. Ale ´m disso, entre os estudantes, foi necessa ´rio respeitar as diferenc ¸as de período de formac ¸a ˜o e o grau de complexidade de cada período.</p><p>Foram convidadas 21 pessoas para participar das entrevistas, sendo que 11 dos participantes eram professores e 10 eram estudantes, todos do curso de Odontologia da Universidade Estadual de Feira de Santana. Os estudantes foram selecionados de diferentes semestres letivos e os professores foram selecionados de diferentes disciplinas. A selec ¸a ˜o, tanto de professores quanto de estudantes, buscou, na maioria das vezes, dar prefere ˆncia a `queles que estivessem participando de alguma pra ´tica clínica. Os estudantes foram selecionados em períodos de aprendizagem diferentes. Vale salientar que alguns destes ja ´ tinham finalizado o curso de Odontologia.</p><p>Para a ana ´lise dos dados, procuramos obedecer a ` seque ˆncia típica de ana ´lise na teoria fundamentada: (1) comparac ¸o ˜ es diversas, (2) ana ´lise e abstrac ¸a ˜o dos co ´ digos de baixo nível, para gerac ¸a ˜o de categorias, (3) ana ´lise da interac ¸a ˜o entre as categorias, gerando temas mais específicos, (4) descric ¸a ˜o dos temas encontrados atrave ´s de memorandos, e (5) escrita de relato ´ rio sobre os resultados encontrados [Charmaz 2014]. Dessa forma, conseguimos acrescentar novas pec ¸as ao quebra-cabec ¸as em montagem. Depois de codificadas todas as entrevistas, o resultado foi de 454 co ´ digos iniciais em codificac ¸a ˜o aberta. A partir daí, se iniciou o trabalho de categorizac ¸a ˜o, necessitando novamente de diversas comparac ¸o ˜ es entre os co ´ digos, agregando-os de acordo com diferentes aspectos do ensino e aprendizagem clínicos do curso de Odontologia. O trabalho de categorizac ¸a ˜o resultou em 42 categorias iniciais. Essas categorias foram novamente categorizadas, resultando em 7 temas principais. Para as 42 categorias, foram construídos 42 memorandos; e a partir deles, construímos 7 memorandos dos temas principais. Um u ´ ltimo tema foi construído com a interac ¸a ˜o dos outros 7 temas, relatando as dificuldades no processo; e para este tema, tambe ´m foi redigido um memorando. Por fim, descrevemos os resultados numa narrativa organizada pelos temas Na segunda fase, construímos um modelo BPM do processo de ensinoaprendizagem a partir da compreensa ˜o gerada nos diversos memorados e no relato ´ rio descritivo dos temas encontrados. O objetivo da Gesta ˜o de Processos de Nego ´ cio (BPM) a partir da descric ¸a ˜o detalhada de um conjunto sequencial de passos, e ´ compreender e identificar as atividades, bem como o fluxo e a finalidade de cada processo, revelando quais formas e controles a gesta ˜o pode utilizar para alcanc ¸ar tais finalidades <ref type="bibr" target="#b4">[Gimenes et al. 2008]</ref>. A notac ¸a ˜o BPMN, por sua vez, permite construir representac ¸o ˜ es, atrave ´s de modelos gra ´ficos, demonstrando, em alto nível, como os nego ´ cios sera ˜o gerenciados e executados <ref type="bibr" target="#b8">[Osterwalder et al. 2005]</ref>.</p><p>Decidimos utilizar modelos BPM para esboc ¸ar os processos e as atividades que correspondem a ` dina ˆmica do processo de ensino e aprendizagem no curso de Odontologia. Os estudiosos da Teoria Fundamentada admitem a necessidade de usar diagramas para direcionar o pesquisador no enfoque das categorias em ana ´lises e melhorar a visualizac ¸a ˜o das conexo ˜ es entre as categorias [Charmaz 2014].</p><p>Na terceira e u ´ ltima fase, solicitamos aos entrevistados que retornassem para validar tanto os temas encontrados e suas descric ¸o ˜ es, quanto os detalhes do modelo BPM encontrado.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="4.">Resultados da pesquisa qualitativa</head><p>A seguir, descrevemos apenas uma síntese dos temas encontrados para descrever o processo de ensino-aprendizagem clínica em odontologia. T01 -A Clínicacaracterísticas, relac ¸o ˜ es ente elas, conteu ´ dos específicos e currículo. A pra ´tica clínica em Odontologia, de acordo com as diretrizes curriculares nacionais, deve ocorrer simultaneamente ao estudo teo ´ rico das disciplinas em cada período letivo. No entanto, o u ´ ltimo período (ou os dois u ´ ltimos) e ´ normalmente voltado apenas para as atividades de pra ´ticas clínica, podendo tambe ´m ser integrado com trabalhos de conclusa ˜o de curso. De maneira geral, os objetivos das pra ´ticas clínicas sa ˜o capacitar o estudante a identificar, diagnosticar e tratar diversas doenc ¸as e suas extenso ˜ es, ale ´m de permitir ao estudante adquirir habilidades para coletar dados físicos, clínicos, sociais, comportamentais e quaisquer informac ¸o ˜ es que possam servir como fonte para reconhecimento, ana ´lise e tratamento das doenc ¸as. De maneira mais específica, cada clínica tem características e objetivos pro ´ prios, seja em relac ¸a ˜o aos tratamentos realizados no pacientes (que podem ser agrupados por idade, por patologia ou pelo nível de prioridade no tratamento), bem como no estudo das doenc ¸as que necessitam de ana ´lise e cuidados diferenciados, no caso de doenc ¸as que podem comprometer a vida do paciente. O relacionamento entre as clínicas ocorre em diversos níveis: nos conteu ´ dos; na necessidade de pre ´-requisitos; no processo de aprendizagem partindo de procedimentos menos complexos ate ´ chegar aos mais complexos, bom como na subdivisa ˜o das etapas de aprendizagem em mais de um período letivo. T02 -Pra ´ tica clínicaetapas, atividades e subprocessos. A pra ´tica clínica em Odontologia contempla componentes pra ´ticos, teo ´ ricos e laboratoriais. Cada componente e ´ subdividido em subprocessos. O planejamento do processo de ensino e aprendizagem em clínica segue um aspecto sequencial linear. Ha ´ disciplinas que contemplam conteu ´ dos integrados, que, na maioria das vezes, tambe ´m sa ˜o pra ´ticos. O processo de ensino e aprendizagem envolve uma diversidade de pacientes em diferentes faixas eta ´rias. Qualquer atuac ¸a ˜o clínica deve ser precedida de planejamento. Os alunos que realizam os primeiros planejamentos de procedimentos, na ˜o o fazem diretamente no paciente; estes sa ˜o construídos com o auxilio do professor. O professor tem participac ¸a ˜o importante em todo o processo. Os estudantes devem adquirir habilidades interpessoais para saber atender o paciente, assim como habilidades para investigar uma patologia associada ao estado clínico, físico e comportamental do paciente, a aprender a planejar cada tratamento, dividindo-os em etapas e priorizando-as de acordo com sua complexidade e/ou urge ˆncia.</p><p>T03 -O processo de ensinopape ´is do professor, metodologias de ensino e orientac ¸a ˜ o. De forma geral, a atuac ¸a ˜o dos professores tanto na clínica quanto nos componentes teo ´ ricos e laboratoriais e ´ bastante fragmentada, sendo sua atuac ¸a ˜o em clínica ainda mais fragmentada do que nos outros componentes. A fragmentac ¸a ˜o ocorre geralmente na execuc ¸a ˜o dos diversos pape ´is que o professor necessita representar, a partir das atividades que ocorrem no processo de ensino e aprendizagem em Odontologia. As metodologias de ensino-aprendizagem utilizadas te ˆm como desafio a integrac ¸a ˜o dos diversos componentes a ` atuac ¸a ˜o pra ´tica. Em clínica pode ser necessa ´rio fazer demonstrac ¸o ˜ es, dar orientac ¸o ˜ es ou mesmo dar motivac ¸a ˜o a ` pra ´tica do estudante, a qual sempre ocorre sob orientac ¸a ˜o do professor. De maneira geral, um professor sempre exerce mais de um papel, seja em componentes teo ´ricos, pra ´ticos, laboratoriais ou em atividades extraclasse, demandando coordenac ¸a ˜o e ajustes no gerenciamento das atividades e dos pape ´is a serem exercidos.</p><p>T04 -O processo de aprendizagem do estudantepape ´is, compete ˆncias, habilidades e aprendizagem. Os estudantes atuam em pape ´is bem específicos em cada componente do curso de odontologia. Nos componentes teo ´ ricos, os estudantes sa ˜o, geralmente, apenas ouvintes, acompanhando as aulas e estudando os conceitos em casa. Ha ´ pouca ou quase nenhuma formac ¸a ˜o de grupos, e, quando existem, e ´, usualmente, na ve ´spera de exames. Em períodos de pra ´tica clínica, o estudante desempenha pape ´is diferentes, formando duplas para atendimento ao paciente, aspecto este bastante presente neste curso de graduac ¸a ˜o. Estes pape ´is permitem inserir o estudante em um ambiente pro ´ximo ao ambiente real de um profissional em odontologia. O estudante pode exercer o papel do dentista e, tambe ´m, o de assistente. No papel de dentista, o estudante faz os procedimentos específicos da clínica. No papel de assistente, faz a instrumentac ¸a ˜o e organizac ¸a ˜o dos materiais. O revezamento de pape ´is ocorre na mesma clínica, sob controle do professor. Em algumas clínicas, na ˜o ha ´ formac ¸a ˜o de duplas, assim como no laborato ´ rio. Os estudantes adquirem habilidades para identificar leso ˜ es referentes a cada clínica, fazer diagno ´ sticos, identificar instrumentos necessa ´rios a cada tipo de tratamento, interpretar diversos tipos de documentos (e.g., exames e laudos), ale ´m de projetar e construir prontua ´rios e planos de atendimento. T05 -Atuac ¸a ˜o pra ´tica dos alunosconstruc ¸a ˜o de artefatos, prontua ´rios, tratamentos e avaliac ¸o ˜es. O curso de odontologia utiliza ambientes reais, inserindo o estudante, desde o início, em pra ´ticas que fazem parte do dia-a-dia de um profissional em sau ´ de. Isto ocorre tanto nos contatos iniciais com o paciente, período em que o estudante necessita utilizar processos de investigac ¸a ˜o, planejamento e registro de procedimentos, bem como nas atividades mais avanc ¸adas de construc ¸a ˜o de artefatos e tratamento dos pacientes. A construc ¸a ˜o de artefatos acontece em todos os períodos do curso de odontologia, tanto em componentes laboratoriais como em componentes pra ´ticos. Os artefatos sa ˜o construídos de acordo com cada clínica. Entre outros artefatos, os estudantes constroem aparelhos ortodo ˆnticos, molduras de dentes, e fazem a confecc ¸a ˜o e acrilizac ¸a ˜o de grampos. As atuac ¸o ˜es dos estudantes sa ˜o paralelas a `s avaliac ¸o ˜ es pra ´ticas pelos professores. As avaliac ¸o ˜es ocorrem de forma integrada nos componentes teo ´ ricos, pra ´ticos e laboratoriais. O estudante e ´ avaliado amplamente, de forma verbal e na ˜o verbal, na agilidade do atendimento, na responsabilidade com a biosseguranc ¸a, no planejamento de tratamento conciso em seus esta ´gios iniciais, intermedia ´rios e finais, no conhecimento e tratamento de diversas patologias, na conduc ¸a ˜o adequada do tratamento, na familiaridade com a instrumentac ¸a ˜o, ale ´m de outras atividades comuns a qualquer estudante de graduac ¸a ˜o.</p><p>T06 -A administrac ¸a ˜ o do processo de ensino e aprendizagemobjetivos, planejamento, avaliac ¸o ˜ es e feedbacks. O planejamento das disciplinas, de maneira geral, ocorre a cada período letivo, e objetiva discutir e planejar todos as etapas e atividades que devera ˜o ser seguidas nas disciplinas. Um esforc ¸o maior por parte dos professores deve ser dedicado ao planejamento integrado, com o propo ´ sito de alinhar os conteu ´ dos teo ´ ricos a ` pratica clínica, o que e ´ um dos maiores desafios no planejamento. Desde as primeiras clínicas o professor deve acompanhar os estudantes, observando sua evoluc ¸a ˜o em relac ¸a ˜o ao planejamento, ao tratamento e a ` conclusa ˜o. Esta interac ¸a ˜o nem sempre e ´ fa ´cil, devido ao nu ´ mero de duplas que necessitam de atenc ¸a ˜o. Isto deixa clara a necessidade de um planejamento que ampare o estudante, individualmente, em dupla, ou acompanhado a turma inteira. Vale salientar que, apesar de os professores conhecerem o potencial dos feedbacks para auxiliar o replanejamento, estes ocorrem com pouca freque ˆncia no curso analisado. T07 -O relacionamento e as interac ¸o ˜es entre os processos de ensino e aprendizagem. O processo de ensino e aprendizagem no curso de Odontologia e ´ composto de diversas interac ¸o ˜ es que ocorrem atrave ´s dos diversos participantes do processo ou entre os componentes curriculares. Neste, por sua vez, ocorrem pela interac ¸a ˜o entre a diversidade de tratamentos e a execuc ¸a ˜o dos componentes estudados em diferentes períodos. Os relacionamentos e interac ¸o ˜ es entre os participantes podem ocorrer na comunicac ¸a ˜o entre estudante e estudante, estudante e professor, estudante e paciente, estudante, professor e paciente, estudantes, professores e outros profissionais, ale ´m da cooperac ¸a ˜o entre todos os membros do curso de Odontologia. Pelo fato de o curso ter uma multiplicidade de interações entre os componentes e entre os participantes (e sabendo que os professores atuam em diferentes pape ´is, em diversos períodos), este aspecto revela que a maior dificuldade do curso e ´ o ajuste destes diversos fragmentos, buscando uma melhor interac ¸a ˜o entre pessoas e componentes. T08 -As dificuldades encontradas no processo de ensino e aprendizagem. Este tema, em especial, foi construído atrave ´s dos insights e achados que foram emergindo ao longo do processo de fundamentac ¸a ˜o dos dados. As maiores dificuldades encontradas no curso de Odontologia estão diretamente relacionadas às clinicas ou à relação entre elas: em sua interac ¸a ˜o com os conteu ´ dos, na realizac ¸a ˜o de pra ´ticas clínicas levando em considerac ¸a ˜o etapas e atividades, na coordenac ¸a ˜o das metodologias e do processo de ensino integrado, na cooperac ¸a ˜o e comunicac ¸a ˜o no processo de aprendizagem, na aquisic ¸a ˜o de habilidades e construc ¸a ˜o de artefatos, no processo de avaliac ¸a ˜o quando os alunos executam tratamento nos pacientes. Finalmente, de forma geral, as dificuldades esta ˜o relacionadas a `s interac ¸o ˜ es entre processos de ensino e aprendizagem e entre os participantes, levando em considerac ¸a ˜o as dimenso ˜ es de comunicac ¸a ˜o, cooperac ¸a ˜o e coordenac ¸a ˜o.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="5.">Um Modelo BPM de ensino-aprendizagem em clínica em Odontologia</head><p>O modelo proposto, descrito numa notac ¸a ˜o BPMN, foi dividido em cinco atividades fundamentais: planejamento, aulas teo ´ ricas, aulas de laborato ´ rio, pra ´tica clínica e avaliac ¸a ˜o. Sua construc ¸a ˜o foi orientada pelos temas descritos na Sec ¸a ˜o 4.</p><p>Planejamento. As atividades de planejamento, descritas na Figura 1, levam em considerac ¸a ˜o os aspectos de integrac ¸a ˜o curricular ou na ˜o para a organizac ¸a ˜o dos componentes e dos temas específicos de cada disciplina. O planejamento dos componentes pra ´ticos, teo ´ ricos e laboratoriais ocorre simultaneamente e com prazo definido para finalizac ¸a ˜o. Uma atenc ¸a ˜o diferenciada e ´ dada a ` clínica integrada, disciplina ofertada no u ´ ltimo ano do curso, necessitando de arranjos adicionais para alinhar os componentes e os diferentes perfis dos professores. O encerramento do planejamento ocorre com o detalhamento de cronogramas. O modelo da Figura 1 sugere a necessidade de um planejamento diferenciado, adequando os conteu ´ dos e a disponibilidade de cada professor, de acordo com sua atuac ¸a ˜o em a ´rea específica do curso de Odontologia. Segundo o tema T06, deve haver um esforc ¸o maior no planejamento integrado, respeitando a formac ¸a ˜o de cada professor, que conforme o tema T03, pode atuar de forma fragmentada em mais de um componente.</p><p>Figura 1. Planejamento de Componentes Avaliac ¸a ˜o. As atividades de avaliac ¸a ˜o, descritas na Figura 2, esta ˜o diretamente relacionadas com os componentes teo ´ ricos e laboratoriais, enquanto que a avaliac ¸a ˜o pra ´tica e ´ feita diariamente em clínica. A interac ¸a ˜o das atividades de avaliac ¸a ˜o e ´ limitada, geralmente trabalhada no final do semestre, para o co ˆmputo dos resultados finais dos estudantes. Neste momento, ha ´ alguma integrac ¸a ˜o entre os componentes. O desempenho nos componentes teo ´ ricos e laboratoriais, bem como na prova final, e ´ baseada num modelo tradicional de avaliac ¸a ˜o somativa.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head>Figura 2. Avaliação das disciplinas</head><p>Aulas teo ´ ricas. Nas aulas teo ´ ricas, ha ´ poucas variac ¸o ˜ es com relac ¸a ˜o ao processo de ensino e aprendizagem. De modo geral, a execuc ¸a ˜o das aulas teo ´ ricas interage com o planejamento e com o processo de avaliac ¸a ˜o, ale ´m de envolver estudantes e professores numa mesma atividade, o que e ´ bastante simples e relativamente comum a qualquer curso de graduac ¸a ˜o. As aulas teo ´ ricas, descritas na Figura 3, apresentam um comportamento bem simples, uma raia para aluno e outra para o professor. Os conteu ´ dos e habilidades devem ser organizados, ale ´m de criar conexo ˜ es com alguns eventos da avaliac ¸a ˜o. Observa-se claramente a pouca independe ˆncia dos estudantes, como relatado no tema T01. A quase totalidade das deciso ˜ es fica a cargo dos professores, que seguem um modelo tradicional de ensino baseado em aulas expositivas. Percebe-se, portanto, um espac ¸o para inovac ¸o ˜ es metodolo ´ gicas neste ambiente que permitam a interac ¸a ˜o dos estudantes no sentido de promover a colaborac ¸a ˜o entre eles. Laborato ´ rio. Nos componentes laboratoriais, a mobilizac ¸a ˜o dos alunos esta ´ diretamente relacionada a ` construc ¸a ˜o de diversos tipos de artefatos. Este ambiente de ensino e aprendizagem ocorre em paralelo a outros componentes, e esta ´ diretamente relacionado com atividades de outros componentes, realc ¸ando aspectos de interdepende ˆncia e complementaridade com outros componentes. Nas atividades de laborato ´ rio, representadas na Figura 4, inicia-se com a avaliac ¸a ˜o da necessidade de realizac ¸a ˜o de treinamentos preliminares. A partir daí, o estudante recebe orientac ¸a ˜o para a realizac ¸a ˜o das atividades ou para a construc ¸a ˜o de artefatos. O encerramento ocorre com a possível avaliac ¸a ˜o por parte do professor, bem como pelo registro de documentac ¸a ˜o das atividades, se houver. Apesar de ser um ambiente aparentemente simples, existe uma complexidade de interac ¸o ˜ es das atividades em laborato ´ rio, seja na fragmentac ¸a ˜o de pape ´is entre os professores, como relatado no tema T03, seja pela integrac ¸a ˜o cumulativa de compete ˆncias provindas de disciplinas cursadas previamente pelo estudante. Ale ´m disso, mesmo nos laborato ´ rios, o diagrama revela que ha ´ pouca interac ¸a ˜o entre os alunos. Os temas T05, T07 e T08 destacam que estes ambientes sa ˜o pro ´ prios para cooperac ¸a ˜o e comunicac ¸a ˜o, dadas as características das atividades laboratoriais, o que na ˜o e ´ aproveitado em sua plenitude. Clínica. As atividades da clínica, descritas na Figura 5, redundam num diagrama um pouco mais complexo. O diagrama da clínica interage com todos os outros diagramas, e de forma interdependente e complementar. Na Figura 5, sa ˜o representadas as interac ¸o ˜ es entre os professores, estudantes, pacientes e outros profissionais que auxiliam de forma indireta o processo de ensino e aprendizagem em Odontologia. Este subprocesso atende a todas as disciplinas com pra ´tica clínica, independente de qual a ´rea específica esteja sendo trabalhada. Na clínica, esta ˜o representados atrave ´s das raias, tanto professores, com estudantes e recepcionistas. Os recepcionistas organizam a fila e encaminham os pacientes para os estudantes. Os estudantes, geralmente em duplas, recebem o paciente e iniciam uma seque ˆncia de atividades pro ´ pria do curso de Odontologia. Cada professor geralmente orienta mais de uma dupla, procurando observar todas as atividades mais relevantes, e au torizar os procedimentos a serem realizados pelos estudantes sob sua orientac ¸a ˜o. No caso da clínica integrada, por ela comportar va ´rias especialidades, ha ´ uma necessidade de acompanhar uma diversidade de tratamentos mais complexos, levando o professor a intervir, ou, ate ´ mesmo, a realizar alguns procedimentos.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="6.">Discussão</head><p>A presente discussa ˜o e ´ orientada por um framework de sistemas colaborativos chamado de modelo 3C de colaborac ¸a ˜o <ref type="bibr" target="#b2">[Ellis et al. 1991]</ref>. Neste modelo, a colaborac ¸a ˜o e ´ analisada em tre ˆs dimenso ˜ es: comunicac ¸a ˜o, coordenac ¸a ˜o e cooperac ¸a ˜o. Nesta sec ¸a ˜o, discutimos cada um dos temas encontrados a partir desta perspectiva.</p><p>Nas atividades de planejamento, o tema T06 revela a necessidade de coordenac ¸a ˜o em relação às questões de planejamento, avaliação e feedback. O tema T03 revela, tambe ´m, a necessidade de coordenac ¸a ˜o entre os componentes teo ´ ricos, pra ´ticos e laboratoriais, que muitas vezes precisam ser trabalhados de forma simulta ˆnea ou com os conteu ´ dos alinhados de modo a proporcionar conexa ˜o entre teoria e pra ´tica.</p><p>O processo de avaliac ¸a ˜o revela a necessidade de cooperac ¸a ˜o entre os professores para integrar as notas. Realc ¸a tambe ´m a necessidade de melhorar a comunicac ¸a ˜o entre alunos e professores. Um aspecto importante e ´ a necessidade de coordenac ¸a ˜o das atividades, para poder coletar melhor os dados da atuac ¸a ˜o dos estudantes.</p><p>Em relac ¸a ˜o a `s aulas teo ´ ricas, o tema T01 revela a necessidade de se utilizar metodologias e tecnologias que proporcionem melhor comunicac ¸a ˜o entre alunos e professores, ja ´ que comunicac ¸a ˜o e ´ fator fundamental no sucesso do processo de aprendizagem.</p><p>Em relac ¸a ˜o ao laborato ´ rio, o tema T03 revela a necessidade de coordenac ¸a ˜o no trabalho tanto simulta ˆneo como alternando entre as atividades teo ´ ricas e pra ´ticas, e ate ´ mesmo na subdivisa ˜o e alinhamento dos conteu ´ dos. Os temas T05 e T07 revelam a necessidade de cooperac ¸a ˜o e comunicac ¸a ˜o para o trabalho em grupo, para a construc ¸a ˜o de artefatos e para o estabelecimento de relac ¸o ˜ es e interac ¸o ˜ es entre estudantes e conteu ´ dos. O tema T08 reafirma os temas T03, T05 e T07, pois relata as dificuldades que envolvem as tre ˆs dimenso ˜ es de comunicac ¸a ˜o, coordenac ¸a ˜o e cooperac ¸a ˜o.</p><p>Finalmente, em relac ¸a ˜o a `s atividades em clínica, o tema T01 revela a necessidade de comunicac ¸a ˜o para a construc ¸a ˜o de um ambiente de discusso ˜ es sobre aspectos da clínica. O tema T02 aponta a necessidade de coordenac ¸a ˜o devido a ` fragmentac ¸a ˜o de pape ´is e a ` diversidade de atividades. Ja ´ o tema T03 sugere, tambe ´m, a necessidade de coordenac ¸a ˜o no acompanhamento e orientac ¸a ˜o dos estudantes. O tema T06 afirma a necessidade de coordenac ¸a ˜o em relac ¸a ˜o a ` avaliac ¸a ˜o e aos feedbacks. O tema T05 revela a necessidade de cooperac ¸a ˜o para a soluc ¸a ˜o de problemas e construc ¸a ˜o de artefatos. Finalmente, o tema T04 revela a necessidade de comunicac ¸a ˜o, cooperac ¸a ˜o e coordenac ¸a ˜o: a coordenac ¸a ˜o auxilia a definic ¸a ˜o de objetivos e estrate ´gias, a cooperac ¸a ˜o se relaciona diretamente com a necessidade de aquisic ¸a ˜o das habilidades cognitivas e a comunicac ¸a ˜o, com o propo ´ sito de incentivar a formac ¸a ˜o de grupos.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="7.">Conclusões</head><p>O presente trabalho procurou compreender as atividades dos participantes no processo de ensino e aprendizagem clínica de um curso de Odontologia, detalhando a seque ˆncia e as relac ¸o ˜ es das atividades deste processo na forma de um modelo de processo de nego ´ cios.</p><p>Analisando os temas encontrados a partir uma abordagem da teoria fundamentada e pela descric ¸a ˜o das atividades no modelo, percebemos as limitac ¸o ˜ es do processo. Tais limitac ¸o ˜ es indicam caminhos para melhorar o processo de ensino e aprendizagem, atrave ´s da otimizac ¸a ˜o dos aspectos de coordenac ¸a ˜o, cooperac ¸a ˜o e comunicac ¸a ˜o, principalmente com a utilizac ¸a ˜o de TICs para a construc ¸a ˜o de sistemas de aprendizagem colaborativa Construímos, a partir dos resultados deste trabalho, um ambiente de aprendizagem colaborativa para melhorar a interac ¸a ˜o entre os participantes do processo de ensinoaprendizagem, focado na discussa ˜o de casos clínicos <ref type="bibr" target="#b0">[Cerqueira et al. 2015</ref>]. </p></div><figure xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0" xml:id="fig_0"><head>Figura 3 .</head><label>3</label><figDesc>Figura 3. Atuac ¸ão de professores e estudantes em componentes teo ´ricos</figDesc><graphic coords="8,80.04,411.84,435.96,187.32" type="bitmap" /></figure>
<figure xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0" xml:id="fig_1"><head>Figura 4 .</head><label>4</label><figDesc>Figura 4. Atuação d e professores e estudantes em laborato ´rio</figDesc><graphic coords="9,80.04,168.48,435.96,158.88" type="bitmap" /></figure>
<figure xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0" xml:id="fig_2"><head>Figura 5 .</head><label>5</label><figDesc>Figura 5. Atuação de professores, estudantes e outros profissionais em clínica</figDesc><graphic coords="11,178.44,93.48,548.64,371.64" type="bitmap" /></figure>
<figure xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head></head><label></label><figDesc></figDesc><graphic coords="7,80.04,386.88,435.96,130.08" type="bitmap" /></figure>
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