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        <article-title>Avaliação de Softwares Educativos Voltados para Conscientização e Prevenção de Acidentes de Trânsito: um estudo de caso</article-title>
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          <string-name>Liviany Reis Rodrigues</string-name>
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          <string-name>Silvana da Silva Serafim Luiz</string-name>
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          <string-name>Jamile Felismina Sebastião</string-name>
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          <string-name>Thereza Patrícia Pereira Padilha</string-name>
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          <label>0</label>
          <institution>Centro de Ciências Aplicadas e Educação - Universidade Federal da Paraíba (UFPB) - Campus IV - Rua da Mangueira</institution>
          ,
          <addr-line>S/N - Rio Tinto - PB CEP 58.297-000 -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
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      <pub-date>
        <year>2017</year>
      </pub-date>
      <fpage>549</fpage>
      <lpage>555</lpage>
      <abstract>
        <p>The educational system is constantly changing, especially with the inclusion of technological resources that support learning in a more dynamic, interactive and participative way of students. This paper has a goal to present a study of three educational software evaluation about awareness, prevention and education in transit for children. In this study, pedagogical and interface aspects were observed, using the Thomas Reeves evaluation method. Resumo: O sistema educacional está em constante processo de mudança, especialmente com a inclusão de recursos tecnológicos que favoreçam a aprendizagem de forma mais dinâmica, interativa e participativa dos alunos. Diante deste contexto, este artigo tem como objetivo apresentar um estudo de avaliação de três softwares educativos que abordam a conscientização, prevenção e educação das crianças para o trânsito. Neste estudo, foram observados aspectos pedagógicos e de interface, utilizando o método de avaliação de Thomas Reeves.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
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    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>1. Introdução</p>
      <p>No sentido de amenizar o alto número de mortos em acidentes de trânsito, várias
campanhas são realizadas a fim de educar os condutores de veículos e pedestres como,
por exemplo: a “Semana Nacional de Trânsito”, promovida pelo Detran (Departamento
Estadual de Trânsito), e “faixa de pedestre: a gente respeita e a cidade anda melhor”,
promovida pelo Semob (Superintendência Executiva de Mobilidade Urbana). No
entanto, estas campanhas ainda não estão sendo suficientes para concretizar a formação
da cidadania e o comportamento adequado no trânsito.</p>
      <p>Softwares educativos (SE), programas que visam atender necessidades
específicas e possuem objetivos pedagógicos, têm sido cada vez mais utilizados para a
conscientização de crianças sobre a educação no trânsito. Os SEs têm se mostrado
bastante eficazes, quando aplicado de forma correta nas salas de aula, além de ser uma
maneira divertida e interativa de aprender. Apesar da pouca idade e ainda não serem
condutores de veículos automotores, as crianças já fazem parte das vias de trânsito, seja
como pedestres, ciclistas ou passageiros, e os softwares educativos podem ser um
grande aliado para se alcançar êxito neste desafio de tornar o trânsito um ambiente
seguro, colaborando com sua forma divertida e dinâmica de ensinar.</p>
      <p>Dessa forma, este trabalho tem como objetivo apresentar um estudo envolvendo
abordagens pedagógicas e de interface em 3 (três) softwares educativos (do tipo jogo)
voltados para a educação no trânsito, conscientização e prevenção de acidentes no
trânsito com o intuito de sugerir os mais apropriados para a conscientização infantil.
Neste caso, foram utilizados os critérios de avaliação do método de Reeves. Assim, para
cada SE analisado, são apresentados os resultados de cada critério.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Softwares Educativos</title>
      <p>
        A tecnologia dispõe de vários tipos de softwares para um melhor aproveitamento
educacional e como uma nova forma de aprendizagem. Estes softwares são classificados
de acordo com suas características, podendo ser tutoriais, simulação, jogo, entre outros
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Valente, 1999</xref>
        ]. Neste artigo, são abordados SEs do tipo jogo, que são softwares que
estimulam o conhecimento de maneira divertida, mantendo os propósitos educacionais.
      </p>
      <p>Na internet é possível encontrar vários jogos que abordam a temática da
educação infantil no trânsito, tais como: O Clubinho Salva Vidas e o portal de trânsito
do Paraná. O jogo “Cidade Virtual” do portal Clubinho Salva Vidas, foi desenvolvido,
inicialmente, como uma plataforma online, mas hoje encontra-se disponível para
downloads no próprio Play Store. Já os jogos disponibilizados no portal de Trânsito do
Paraná (“Jogos dos Erros”, “Jogo da Memória”) estão disponíveis apenas em plataforma
online. O endereço eletrônico desses jogos, bem como a sua tela inicial podem ser
observados na Figura 1.</p>
      <p>Figura 1: Exemplos de jogos voltados para educação no trânsito</p>
      <p>O jogo “Cidade Virtual” tem como cenário uma cidade onde a criança pode
fazer novos amigos e explorar o universo do Clubinho Salva Vidas. Como pedestre, o
jogador precisa se deslocar com segurança pela cidade atravessando as ruas sempre nas
faixas de pedestres ou utilizando as passarelas. Além disso, o jogador precisa manter a
cidade limpa fazendo a coleta seletiva de lixo. O “Jogo dos Erros” é um quebra-cabeça
que possui um cenário com várias infrações de trânsito cometidas por ciclistas,
pedestres e motoristas. O jogador deverá organizar as peças corretas do quebra-cabeça
de acordo com as normas de trânsito. O “Jogo da Memória” disponibiliza um quadro de
32 (trinta e duas) placas de trânsito, e o jogador deverá localizar o par de cada placa no
quadro.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Método de Reeves</title>
      <p>
        O processo de avaliação de um software educativo consiste em observar suas
características e, também, suas implicações para o uso educacional [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Pereira et al., 2016</xref>
        ].
Na literatura, existem vários métodos para avaliação de SEs abordando tanto aspectos
pedagógicos quanto de interface do usuário. Um deles é o método de Reeves, que
dispõe de dez critérios para aspectos de interface e quatorze critérios para aspectos
pedagógicos. Para cada critério, há uma escala bidirecional contendo seus conceitos
opostos. Nas extremidades à direita, ficam situados os conceitos mais positivos e, à
esquerda, os conceitos mais negativos. A conclusão da avaliação é obtida graficamente,
analisando-se a disposição dos pontos marcados nas escalas e ligando-os.
      </p>
      <p>Nas Figuras 2 e 3 são apresentados, respectivamente, os critérios de interface
com o usuário e os pedagógicos. Em cada tabela, é mostrado, código identificador do
critério, escala bidirecional que apresenta a avaliação das setas opostas, e a descrição
dos conceitos envolvidos.</p>
      <p>Figura 2: Exemplos de jogos voltados para educação no trânsito</p>
      <p>Figura 3: Critérios de Avaliação Pedagógica</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Resultados Obtidos</title>
      <p>Os resultados foram obtidos através do processo de avaliação de cada SE, observando
suas características e, também, suas implicações para o uso educacional aplicando o
método de Thomas Reeves. As avaliações foram realizadas por uma equipe de alunos
do curso de Licenciatura em Ciência da Computação da Universidade Federal da
Paraíba, campus IV, durante a disciplina de Softwares Educacionais. Os resultados
obtidos dos três jogos citados anteriormente estão disponibilizados na Figura 4.</p>
      <p>Figura 4: Resultados obtidos dos 3 jogos</p>
      <p>Pôde-se observar que os critérios referentes à interface dos softwares
apresentaram-se mais positivos que negativos, com algumas exceções como, por
exemplo, a do mapeamento (IU 04). É nele que o usuário terá acesso a sua localização
no SE indicando quais os caminhos percorridos e quantos ainda estão disponíveis, sem
ele o usuário não tem resposta alguma de qual momento se encontra no jogo,
percebeuse sua falta nos três jogos avaliados em decorrência de não apresentarem em nenhum
momento o caminho que foi percorrido. No entanto, os SEs possuem a característica de
serem utilizados com a finalidade de estimular o aprendizado de forma mais interativa,
participativa e divertida. Desse modo, mesmo sendo negativo o critério de mapeamento,
em todos os SEs analisados, pode-se observar que é garantido a aprendizagem dos
alunos, e que esse critério não prejudica a aquisição do conhecimento que é proposto
pelos jogos.</p>
      <p>Outro ponto bastante importante para se observar é em relação à integração de
mídias (IU 08), em que apenas o jogo “Cidade Virtual” obteve resultado positivo, este é
um do critério muito relevante, pois é nele que busca-se a possibilidade de articulação
do SE com outros recursos tecnológicos disponíveis, a fim de ampliar o seu potencial de
utilização e aumentar a possibilidade de aprendizagem do aluno. Portanto, faz-se
necessário a inclusão deste critério nos SEs para que se promova a melhor sensação de
interação entre o aluno e o SE, entretanto, é possível promover o aprendizado, mesmo
que não seja com a melhor experiência.</p>
      <p>Em relação aos critérios pedagógicos, o critério AP 05, obteve resultado mais
reducionista, pois em todos os jogos o aprendizado é promovido com a apresentação de
todos os componentes envolvidos no cenário, facilitando o entendimento sobre o
cumprimento das tarefas determinadas, de forma reduzida e facilitada.</p>
      <p>No critério AP 10, o resultado foi mais para alto, pois os caminhos são
previamente determinados pelos SEs, característica que facilita o aprendizado dos
alunos, levando em consideração que nosso público para esta análise é infantil. O
critério AP 14 atingiu positividade apenas para o jogo cidade virtual, pois ele permite o
trabalho cooperativo entre seus usuários, tendo como opção compartilhar suas
conquistas, pedir ajuda e jogar junto com outros usuários, características bastante
importantes para o aprendizado cooperativo.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Considerações Finais</title>
      <p>Devido à importância de educar, conscientizar as crianças dos perigos e dos riscos que
envolvem o trânsito brasileiro, a seleção de SEs que possibilitem a obtenção desses
objetivos é um desafio para os educadores, que apesar de muitos esforços, deparam-se
com dificuldades, principalmente, nas avaliações que dizem respeito à interface de
usuário, que observou-se que há necessidade de um olhar mais especializado quanto às
características dos SEs. Todavia, o presente estudo foi satisfatório, pois os SEs
analisados cumprem com seus propósitos, apesar de não possuírem desafios ou novas
fases com maiores dificuldades que estimulem as crianças a utilizarem os SEs por mais
tempo. Contudo, entre os três jogos sobre a temática educação no trânsito, o jogo
“Cidade Virtual” apresentou mais conveniente para a realização de atividades com as
crianças, observando aspectos de interface e pedagógicos.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>6. Referências Bibliográficas</title>
      <p>Bertoldi, Sérgio. and Ramos, Edla M. Faust. (1999). “Avaliação de Software Educacional:
Impressões e Reflexões”. 1999. 31 f. Dissertação (Bacharel em Ciência da Computação) –
Programa de Pós-Graduação, Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis.
Blog Educacional. (2016). “software educativo”.</p>
      <p>&lt;http://sweducativo.blogspot.com.br/&gt;. Acesso: Agosto de 2016.</p>
      <p>Disponível
em:
Frescki, Franciele Buss. (2008). “Avaliação da qualidade de softwares educacionais
para o ensino de álgebra linear”. 2008. 81 f. Monografia (Licenciado em</p>
    </sec>
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