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        <article-title>Ambiente computacional desenvolvido para apoiar o aprendizado da Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS)</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Eltoni Guimarães</string-name>
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          <string-name>Lucas Lira</string-name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Willamys de Sousa</string-name>
        </contrib>
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          <string-name>Paul Rocha</string-name>
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          <string-name>Beth Barbosa</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Rommel Lima</string-name>
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          <string-name>RN - Brasil</string-name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2017</year>
      </pub-date>
      <fpage>614</fpage>
      <lpage>620</lpage>
      <abstract>
        <p>In Brazil, more than nine million seven hundred thousand people have a level of deafness, ranging from mild, moderate, severe, up to profound deafness. It is by means of the Brazilian Language of Signs (LIBRAS) that the deaf interact with the world from visual signals. However, a lack of knowledge of the Brazilian population on a LIBRAS entails isolation of the deaf from the rest of society. This work presents the Gsign tool, name derived from Gifs of Signs, a social network with support and interaction for the hearing impaired, with the main purpose of promoting learning in Brazilian language of signs. Resumo. No Brasil, mais de nove milhões e setecentos mil pessoas possuem algum nível de surdez, que varia de surdez leve, moderada, acentuada, severa, até a surdez profunda. É por meio da Libras que os surdos interagem como mundo a partir de sinais visuais. Porém, a falta de conhecimento da população brasileira sobre a Libras acarreta no isolamento dos surdos perante o restante da sociedade. Este trabalho apresenta a ferramenta Gsign, nome oriundo de Gifs de Sinais em Libras, rede social com suporte e interação para deficientes auditivos, com principal finalidade de promover o aprendizado em libras.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>O ser humano tem como característica a capacidade comunicativa e a necessidade
de relações sociais. Um grande facilitador desta comunicação foi o
desenvolvimento e aperfeiçoamento da escrita, leitura, interpretação e fala. Nos dias
atuais os meios instantâneos de comunicação advindos de aplicativos e plataformas
na web veem estreitando as relações do sujeito com o seu meio social, através da
dinâmica apresentada por estes novos componentes da atual vida em sociedade.</p>
      <p>Assim, forma de comunicação atrelada à tecnologia requer adaptações afim
de se tornar acessível a todos sem a pré-fixada exclusão de grupos. Atualmente a
disposição ao qual são projetadas as redes sociais tem agradado a grande maioria
dos usuários, e as taxas de adesões mostram-se crescentes. Perante os fatos, pode-se
dizer que estes instrumentos de comunicação suprem com grande eficiência uma
necessidade fundamental para o bem-estar do ser humano: a comunicação.</p>
      <p>Segundo Costa (2011), se fala muito na inclusão das informações e ao
conhecimento por meio do computador e de suas redes de comunicação, o
importante é democratizar o acesso e usos destas tecnologias, pois ocorre o risco de
não remover as divisões e barreiras entre os que podem e os que não podem usufruir
destas ferramentas.</p>
      <p>
        Segundo o IBGE
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">(CENSO, 2010)</xref>
        , cerca de 9,7 milhões de brasileiros
possuem deficiência auditiva. A deficiência auditiva severa foi declarada por mais
de 2,1 milhões de pessoas. Destas, 344,2 mil são surdas e 1,7 milhões de pessoas
têm grande dificuldade de ouvir.
      </p>
      <p>No Brasil existem softwares que auxiliam na aprendizagem de LIBRAS
(Língua Brasileira de Sinais), limitando-se ao ensino de palavras isoladas, sem a
devida interação e construção gramatical, não desenvolvendo corretamente o ensino
e a comunicação. Existem, também, softwares que não oferecem nenhum suporte
em relação a LIBRAS tornando a absorção de informações e o meio de
comunicação de difícil acesso.</p>
      <p>Para garantir que todos terão acesso ao conteúdo disponível na web e um
entendimento igual no meio comunicativo o World Wide Web Consortium (W3C),
instituição responsável pala definição de padrões para Web preza pela
acessibilidade como uma das abordagens principal. Por isso, uma de suas
iniciativas, a Web Accessibility Initiative (iniciativa de acessibilidade na Web, em
português) foi criada, com a missão de promover o uso de padrões benéficos a essa
causa.</p>
      <p>Ao contrário que muitos pensam, a LIBRAS é a principal língua adotada
pelos deficientes auditivos e em seguida vem a Língua Portuguesa. É uma língua
que possui uma estrutura gramatical própria, ultrapassa a ideia daqueles que
acreditam ser apenas gestos ou mímicas, como uma maneira de comunicação entre
os deficientes auditivos, possuindo corretamente níveis linguísticos fonológico,
morfológico, sintático e semântico e isto é o que diferencia essa língua da tão
conhecida Língua Portuguesa.</p>
      <p>O presente trabalho tem como objetivo incrementar a inclusão digital do
surdo ao ensino e à comunicação promovendo aprendizagem e uma interação
apropriada em LIBRAS por meio de uma plataforma na web, que proporcione a
troca de informações e a interação entre os deficientes auditivos e ouvintes.
Ferramenta esta que poderá ser aplicada as escolas e no dia-a-dia entre familiares
como facilitador no processo comunicativo de ensino em libras e aprendizagem
para discentes surdos e ouvintes e para professores.</p>
      <p>Este trabalho se encontra organizado da seguinte forma: na seção 2,
informa o referencial teórico. Na seção 3, localiza a metodologia abordada durante
o desenvolvimento deste trabalho. Na seção 4, são apresentados os resultados. Por
fim, na seção 5 estão as considerações finais.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Referencial Teórico</title>
      <p>
        Segundo
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">Sousa (2011)</xref>
        , na sociedade da informação, a acessibilidade ao
conhecimento digital permite ao usuário maximizar o tempo e suas potencialidades.
O domínio da informática e sua linguagem representam um suporte para melhorar
as condições de vida do indivíduo. “Logo, a informática é uma linguagem simbólica
em todas as suas variantes, transmitindo conhecimento à sociedade” [SOUSA,
2011, p.78]. Sendo assim, a informática por meio das redes sociais pode ser vista
como um importante marco para quebra de barreiras na comunicação e inclusão
social.
      </p>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">Tanenbaum (2003)</xref>
        afirma que a internet é uma grande rede de computadores
criada a partir de um conjunto de regras e protocolos que interligam
permanentemente milhões de computadores em todo o mundo. Com o advento da
internet surgiram as redes sociais no cotidiano dos múltiplos usuários de
aplicativos, blogs e sites do gênero, que representam uma nova forma de
comunicação instantânea e eficiente, de modo que percorre o caráter pessoal,
profissional e jornalístico. Desta forma, além da funcionalidade de comunicação e
troca de informações, é figura representativa de opiniões individuais e coletivas,
governamentais e do mundo corporativo, em prol dos mais variados interesses.
Diante de uma ferramenta com tamanho poder informativo, o importante é trabalhar
a acessibilidade porto dos independentes de suas limitações.
      </p>
      <p>
        De acordo com a Lei Nº 13.146
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">(BRASIL, 2015)</xref>
        , a acessibilidade é a
possibilidade e condição de alcance para utilização, com segurança e autonomia, de
espaços, mobiliários, equipamentos urbanos, edificações, transportes, informação e
comunicação, inclusive seus sistemas e tecnologias por pessoa com deficiência. O
acesso à informação e a comunicação tornou-se tão importante que a cada dia
percebe-se o crescente debate sobre meios que possam facilitar a inclusão digital
para pessoas com deficiência auditiva.
      </p>
      <p>
        Tais meios incluem a acessibilidade na web, responsável por eliminar as
barreiras que impedem as pessoas de fazerem o uso dos sistemas computacionais,
ou seja, significa que pessoas com deficiência podem perceber, entender, navegar,
interagir e contribuir para a web. Dessa forma, visando tornar a web acessível a
todas as pessoas, o W3C (World Wide Web Consortium), comitê formado por
grandes empresas da Internet Mundial, criou o WAI (Web Accessibility Initiative),
cuja principal atribuição é elaborar e manter um conjunto de recomendações que,
quando seguidas, garantem a construção de sites com conteúdo acessível a todos os
tipos de usuários. De acordo com
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Kaminski, Palazzo e Vanzin(2013</xref>
        ):
Uma Web acessível possibilita que as Pessoas com Deficiência tenham
oportunidades iguais para utilizar e ampliar suas potencialidades no
emprego dos diversos recursos oriundos deste meio como: educação,
governo eletrônico, comércio eletrônico, entretenimento, dentre outros.
      </p>
      <p>
        Atualmente no mercado, existem softwares para auxiliar os surdos a interagir
com o mundo junto com os ouvintes, tais como Hand Talk, ProDeaf, entre outros, que
são capazes de traduzir textos em libras. O Gsign se propõe à elevar as interações para
um novo nível, trazendo uma rede social em que os ouvintes e os surdos se interajam
como um círculo social, e promovendo assim o aprendizado de libras.
2.1 Deficiência Auditiva
Segundo
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Parker (1989)</xref>
        , o conceito sobre deficiência auditiva ou surdez se trata da
incapacidade parcial ou total da audição. Podem ser de nascença ou causada
posteriormente por doenças diagnosticadas e devidamente classificadas. Diversas
técnicas e métodos de avaliação podem detectar o motivo da perda da audição, e
estes diagnósticos caracterizamos diversos tipos de surdez.
      </p>
      <p>As últimas décadas trouxeram importantes conquistas no campo dos direitos
sociais, recriando o conceito de cidadania e associando a ela novos temas e novas
dimensões. Tais conquistas se refletiram na área da surdez, imprimindo um novo
paradigma na questão da identidade do deficiente auditivo como reconhecimento
político da surdez enquanto diferença. Neste contexto, a surdez deixa de ser vista
como deficiência e o deficiente auditivo passa a ser reconhecido como parte de uma
minoria linguística e cultural (BITTENCOURT, 2011).</p>
      <p>
        A Língua Brasileira de Sinais passou a ser reconhecida como língua oficial
da República Federativa do Brasil
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">(BRASIL, 2002)</xref>
        , no seu Art. 1º diz:
É reconhecida como meio legal de comunicação e expressão a Língua
Brasileira de Sinais-LIBRAS e outros recursos de expressão a ela
associados. Parágrafo único. Entende-se como Língua Brasileira de Sinais
- LIBRAS a forma de comunicação e expressão, em que o sistema
linguístico de natureza visual-motora, com estrutura gramatical própria,
constituem um sistema linguístico de transmissão de ideias e fatos,
oriundos de comunidades de pessoas surdas do Brasil.
      </p>
      <p>
        No âmbito das línguas de sinais,
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Capovilla e Raphael (2005</xref>
        ) trazem definição de
LIBRAS afirmando que:
É a língua natural dos surdos. A Libras como toda Língua de Sinais, é
uma língua de modalidade gestual visual porque utiliza, como canal ou
meio de comunicação, movimentos gestuais e expressões faciais que são
percebidos pela visão; portanto, diferencia da Língua Portuguesa, que é
uma língua de modalidade oral-auditiva por utilizar, como canal ou meio
de comunicação, sons articulados que são percebidos pelos ouvidos. Mas,
as diferenças não estão somente na utilização de canais diferentes, estão
também nas estruturas gramaticais de cada língua.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Metodologia</title>
      <p>Para tornar o projeto em realidade, foram abordadas várias tecnologias, como a
linguagem de script chamada de PHP que é open source de uso geral, muito
utilizada, e especialmente adequada para o desenvolvimento web e que pode ser
embutida dentro da linguagem de marcação HTML, a biblioteca jQuery conhecida
como uma biblioteca JavaScript cross-browser desenvolvida para simplificar os
scripts clientside que interagem também com o HTML e o Framework Semantic UI
baseado na linguagem de estilo CSS. A ferramenta possuirá um glossário com
diversos sinais em Libras, ainda em construção, e um anime responsável por traduzir
textos em português para língua de sinais. De modo geral, a ferramenta procura
desenvolver de acordo com a lei da acessibilidade.</p>
      <p>Os símbolos usados em gifs serão criados pelas as plataformas de animações,
photoshop, illustrato, aftereffects, juntamente com o auxílio dos intérpretes em
Libras dos alunos com deficiência auditiva do Instituto Federal de Ciência e
617
Tecnologia do Piauí (IFPI)- Campus Floriano, assim, havendo uma formalidade
expressiva no desenvolvimento dos gifs tanto na movimentação quanto na
expressão facial do personagem encontrado no gif. De modo geral, a ferramenta
procura desenvolver de acordo com a lei da acessibilidade.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Resultados</title>
      <p>Após várias fases de desenvolvimento da ferramenta em estudo, batizada como
Gsign, nome oriundo de Gifs de Sinais em Libras, rede social com suporte e
interação para deficientes auditivos, com principal finalidade de promover o
aprendizado em libras, foram obtidos resultados satisfatórios e com várias
características, que serão apresentadas por imagens com suas análises
descrevendoas passo a passo.</p>
      <p>A Figura1 representa a tela inicial da ferramenta, onde estão todas as
publicações realizadas por usuários ouvintes e não ouvintes, seguindo das seguintes
regras na qual o usuário tem a obrigação de escolher um gif como legenda para sua
publicação seguida com uma foto ou com textos em português.</p>
      <p>Figura 1- Tela Incial da Aplicação</p>
      <p>Na figura 2 é apresentado um glossário da letra A até Z repleto de gifs
sinalizando em libras que serão escolhidos por usuários para realizar publicações e
comentários e após deslizar o mouse na figura em gif aparece sua respectiva
tradução em português.</p>
      <p>O Gsign está em fase de desenvolvimento, pois é uma ferramenta muito
complexa e requer meses e talvez anos de trabalhos e estudos, estas imagens
representam o que já foi desenvolvida do início do projeto até este momento, com
layout apropriado e de fácil manuseio e entendimento onde o usuário irá escolher
um gif em libras como legenda de suas publicações das fotos ou textos, também
poderá realizar comentário sem gifs, e em relação aos textos existe um botão
tradutor em que após um clique aparecerá uma janela juntamente com
personagemtradutor que traduzirá todo o texto daquela publicação ou comentário.</p>
      <p>Figura 2 - Glossário em LIBRAS da aplicação.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Conclusão</title>
      <p>A busca por meio destes, subsídios teóricos, metodológicos e técnicos para a
elaboração e o desenvolvimento desta ferramenta tem como finalidade eliminar
todas as barreiras que impedem as pessoas de fazerem o uso das redes sociais e de
aplicativos em comum, tendo como resultado uma plataforma acessível a todos os
usuários, em especial aos deficientes auditivos, desenvolvida de acordo com a lei da
acessibilidade, através de gifs simbolizando em libras e um tradutor responsável
pela a tradução dos textos em português para libras, sendo umas das vantagens em
relação aos websites já existente.</p>
      <p>Sendo assim, esta plataforma desenvolvida tem a capacidade de fornecer um
campo da visão abrangente de como aprender, comunicar e receber informações em
Libras de forma divertida e com uma simples interação. Portanto, cada vez mais as
pessoassurdaseouvintesseriamcapazdeaprendere/oudesenvolverseusconhecimentos
de LIBRAS facilmente, consequentemente aproximando surdos e ouvintes através
da comunicação.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Referências</title>
      <p>Bittencourt, Zélia Z.L.C.et.al.(2011)“Surdez, redes sociais e proteção social”,Centro de
Estudos e Pesquisas em Reabilitação Prof. Dr. Gabriel Oliveira da Silva Porto.
Disponível em: &lt;
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      <p>Costa, Maria Stela Oliveira. Os benefícios da informática na educação dos surdos.</p>
      <sec id="sec-6-1">
        <title>Acesso em</title>
      </sec>
      <sec id="sec-6-2">
        <title>Disponível</title>
        <p>17 de</p>
      </sec>
    </sec>
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