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        <article-title>Objetos de Aprendizagem para Matemática: yes we can!</article-title>
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          <string-name>Dennys Leite Maia</string-name>
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          <string-name>Amanda Maria Domingos de Oliveira</string-name>
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          <string-name>Ana Cláudia Nunes da Silva</string-name>
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          <string-name>Clésia Jordania Nunes da Costa</string-name>
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          <string-name>Daniel Tiago da Costa Brito</string-name>
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          <string-name>Elvis Medeiros de Melo</string-name>
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          <string-name>Nelson Ion de Oliveira</string-name>
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          <label>0</label>
          <institution>Instituto Metrópole Digital (IMD) - Universidade Federal do Rio Grande do Norte Av. Sen. Salgado Filho</institution>
          ,
          <addr-line>3000 - Lagoa Nova, CEP: 59.078-970 - Natal - RN -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
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      <pub-date>
        <year>2017</year>
      </pub-date>
      <fpage>744</fpage>
      <lpage>750</lpage>
      <abstract>
        <p>Learning objects (LO) contribute to diversify teaching practices and promote learning. However, it is necessary that these resources be known and appropriated by the teachers so they can be integrated into the classes, especially in areas with low proficiency levels, such as Mathematics. In this sense, the Learning Objects for Mathematics Project (OBAMA) developed and updated a repository with 578 LO, of type animation and simulation, to work Basic Education mathematical contents. The LO available in OBAMA include, in addition to desktop resources, mobile apps. In order to facilitate the search and selection by the teachers, the LO were classified by education level they were designed, content themes and mathematical abilities, listed in the Prova Brasil descriptor matrix. Resumo. Objetos de aprendizagem (OA) contribuem para diversificar as práticas de ensino e promover aprendizagem. Entretanto, é preciso que estes recursos sejam conhecidos e apropriados pelos docentes para que possam ser integrados às aulas, sobretudo em áreas com baixos índices de proficiência, como é a Matemática. Nesse sentido, o Projeto Objetos de Aprendizagem para Matemática (OBAMA) desenvolveu e atualizou um repositório com 578 OA, do tipo animação e simulação, para trabalhar conteúdos matemáticos da Educação Básica. Os OA disponíveis no OBAMA contemplam, além de recursos para desktop, apps para dispositivos móveis. Para facilitar a busca e escolha pelos docentes, os OA foram classificados pelo nível de ensino a qual foram planejados, temas de conteúdo e habilidades matemáticas, listados na matriz de descritores da Prova Brasil.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>Nesse sentido, os objetos de aprendizagem (OA) se destacam na literatura
nacional e internacional como recursos educativos digitais inseridos no currículo escolar.
OA contribuem para diversificar as práticas de ensino de professores e promover
aprendizagem discente. Esses recursos, quando oportunizam o contato com o objeto do
conhecimento, a partir de atividades que instiguem o raciocínio, a criatividade e a
resolução de problemas, auxiliam na construção dos conceitos.</p>
      <p>Mais do que características pedagógicas do OA, o papel do professor é
fundamental para propor atividades significativas aos alunos e explorar o potencial
didático do recurso. Para tanto, é preciso que esses sejam conhecidos e apropriados pelos
docentes, para que possam ser integrados às aulas, sobretudo em áreas com baixos índices
de proficiência, como é a Matemática.</p>
      <p>No sentido de viabilizar a professores acesso facilitado a OA, o repositório
Objetos de Aprendizagem para Matemática1 (OBAMA) foi desenvolvido. A plataforma
possui 497 OA do tipo animação e simulação catalogados, todos aptos para trabalhar
conceitos e conteúdos matemáticos da Educação Básica. O rico acervo do repositório
beneficia tanto professores quanto alunos. Os primeiros passam a dispor de uma
variedade de recursos educativos digitais para diversificar suas aulas, o que amplia a
possibilidade de atender aos diferentes perfis intelectuais dos discentes. Isto oportuniza
que todos vejam os conceitos matemáticos como possíveis de serem aprendidos.</p>
      <p>Assim, o objetivo geral deste minicurso é apresentar o repositório OBAMA a
professores que ensinam Matemática e demais interessados. Para os participantes,
almejamos que, ao final da experiência, eles conheçam e analisem os OA disponíveis e
considerem as possibilidades pedagógicas. Este artigo, que fundamentará a apresentação
do minicurso, é composto por, além desta introdução, uma seção para tratar das TDIC na
Educação Matemática, em que destacamos os pressupostos teóricos da experiência; uma
terceira seção para apresentar o OBAMA, descrevendo seu funcionamento e proposta; e,
por fim, as considerações finais em que registramos expectativas com o minicurso
realizado.
2.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>TDIC e Educação Matemática</title>
      <p>Apesar de vivermos numa sociedade em que as TDIC ressignificaram diversos setores
tais como indústria, economia, saúde, dentre outros, a Educação ainda ensaia experiências
de integração dessas tecnologias em sua rotina. Em parte isto se deve ao fato de que
professores da Educação Básica pouco conhecem sobre o potencial pedagógico de TDIC,
Muitos sequer sabem da existência de recursos educativos digitais ou como ocorre o
acesso a eles.</p>
      <p>
        Tal realidade é fruto de uma formação inicial de professores que ainda não
contempla plenamente esse aspecto [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Maia &amp; Barreto 2012</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Monteiro et al 2015</xref>
        ]. No caso
da Matemática, foco deste trabalho, em que os docentes são formados, prioritariamente,
nos cursos de Licenciatura em Pedagogia e Matemática, os futuros professores da
disciplina dispõem de restrito espaço curricular nesses cursos para tratar e explorar o
potencial didático das TDIC.
      </p>
      <p>Esta realidade da formação docente vai na contramão do processo de integração
das TDIC pela sociedade. Tais tecnologias estão presentes em nosso cotidiano e cada vez
1Endereço: obama.imd.ufrn.br.
mais ubíquas e, por estas razões, também mais presentes nas escolas. Contudo,
atualmente, as TDIC estão adentrando as escolas nas mãos de alunos e professores que
carregam seus smartphones. A proposta do BYOD (bring your own device2) parece se
disseminar à revelia de qualquer orientação pedagógica.</p>
      <p>
        O senso comum nos ensina que o desconhecido, causa medo e aversão. Isto parece
ser o que acontece com as TDIC na Educação. Como não se sabe o que fazer com os
smartphones em sala de aula, a solução é bani-los da escola. De acordo com dados do
Cetic.br, 94% dos estudantes brasileiros afirmaram que não têm autorização para utilizar
o celular na sala de aula. A despeito da proibição, 39% dos professores brasileiros
afirmam nunca ter utilizado o telefone celular para atividades com alunos e 15% utilizam
menos de uma vez por mês [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Cgi.br 2016</xref>
        ]. Portanto, menos da metade dos professores
exploram o potencial dos smartphones em sala de aula.
      </p>
      <p>
        O fato é que proibição que alguns educadores ainda insistem em colocar a tais
dispositivos não se sustenta. Quando bem planejados e integrados em práticas educativas,
tais recursos deixam de ser vilões, elementos que desviam a atenção discente, para aliados
à práticas de ensino que os coloquem mais ativos, colaborativos e autônomos na
construção do conhecimento.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Borba e Lacerda (2015</xref>
        ) inclusive defendem a utilização de
smartphones nas salas de aula e argumentam em favor do que denominaram “Projeto Um
Celular por Aluno”, considerando que as TDIC já estão na escola pelas mãos dos alunos
o que, dentre outras vantagens, reduz os custos de implementação de uma política pública.
      </p>
      <p>
        Portanto, seja por smartphones, laptops ou desktops, uma das maneiras de se
utilizar as TDIC em Educação é explorando OA. De acordo com
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Wiley (2000)</xref>
        , um OA é
qualquer recurso digital que pode ser reutilizado para apoiar a aprendizagem como
animações, textos, slides, software e vídeos. Recursos educativos digitais como os OA
possuem característica didático-pedagógica pois estão direcionados a uma parte ou um
conjunto de partes de determinado conteúdo. Geralmente disponíveis na internet, os OA
contam com metadados para facilitar sua indexação e busca.
      </p>
      <p>
        Especificamente para a Matemática, que apresenta graves problemas de
aprendizagem, os OA podem contribuir para diversificar as situações de ensino e
aprendizagem por oportunizarem distintas formas de representar e manipular o
pensamento matemático [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro-Filho et al 2016</xref>
        ]. Alguns desses recursos didáticos
digitais proporcionam atividades dinâmicas e interativas que, quando bem conjugadas às
aulas de Matemática podem contribuir para atender a demandas de aprendizagem discente
e o desenvolvimento de competências e habilidades ligadas ao pensamento
lógicomatemático.
      </p>
      <p>
        Evidentemente que os OA, per si, não são capazes de promover mudanças no
ensino e na aprendizagem matemáticos. O professor consciente das possibilidades do
recurso é que pode transformar o OA numa ferramenta que auxilie sua prática. Afinal, os
OA também possuem uma abordagem pedagógica em sua concepção, portanto, podem
ser instrucionista ou construcionista [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Papert 2008</xref>
        ]. Enquanto a primeira tem base
epistemológica behaviorista, o dispositivo computacional assume o papel de máquina de
ensinar; na segunda abordagem o uso das TDIC em processos educacionais têm cunho
cognitivista e os recursos didáticos digitais são vistos como ferramentas que estimulam o
pensamento e a criação, pois centram-se no desafio, no conflito e na descoberta pelo
2Tradução: traga seu próprio dispositivo.
aprendiz.
      </p>
      <p>Em ambos os casos, os docentes precisam, primeiro, saber onde conseguir os OA
para então analisá-los técnica e pedagogicamente. Após conhecer os recursos é que os
professores poderão integrá-los em suas práticas de acordo com seus planos de aula.
Portanto, além de desenvolver OA é necessário garantir o acesso, analisando se a forma
como é disponibilizado no repositório facilita à prática do docente e se o OA está alinhado
aos parâmetros pedagógicos inerentes ao ensino dos conceitos matemáticos
desenvolvidos em cada faixa etária escolar.</p>
      <p>É nesse sentido que o OBAMA procura contribuir como repositório de OA
específicos para a Matemática, ao congregar, num único ambiente, centenas de OA
catalogados por nível de ensino da Educação Básica, blocos de conteúdo (tema curricular)
e descritores de Matemática explorados. Para garantir o acesso irrestrito por qualquer
educador, foram listados no OBAMA recursos licenciados, preferencialmente, sob
licenças livres e criativas, como a Creative Commons. Dessa maneira, os OA do
repositório ficam alinhados ao conceito de recursos educacionais abertos (REA). Sobre
essas e outras características do referido repositório, passamos a discutir a seguir.
3.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>O Repositório OBAMA</title>
      <p>O projeto que culminou no desenvolvimento do repositório Objetos de Aprendizagem
para Matemática (OBAMA), integra ações do Grupo Interdisciplinar de Estudos e
Pesquisas em Informática na Educação (GIIfE), vinculado ao Instituto Metrópole Digital
(IMD) da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN). Fazem parte do projeto
professores do IMD e estudantes dos cursos de Bacharelado em Tecnologia da
Informação e Licenciaturas em Matemática e Pedagogia.</p>
      <p>O OBAMA teve sua primeira versão3 divulgada em 2013. Inicialmente foi
desenvolvido no Grupo de Pesquisa Matemática e Ensino (MAES), da Universidade
Estadual do Ceará (UECE), sob a coordenação do professor Dennys Leite Maia. Em sua
versão preliminar, o repositório congregava 261 OA do tipo animação/simulação,
oriundos de cinco instituições produtoras. Do ponto de vista computacional, o OBAMA
era simples, desenvolvido em uma página HTML, hospedado no serviço do Google Sites
e não possuía campo de busca. Contudo, do ponto de vista pedagógico, o repositório já
congregava metadados relevantes para a classificação e busca de OA, como: nível de
ensino; blocos de conteúdos e descritores da Prova Brasil. Estes itens são pertinentes para
que o professor que acesso o repositório pudesse escolher o OA que melhor se adequasse
a sua aula.</p>
      <p>Diante das fragilidades do sistema, era preciso avançar na concepção do
repositório e criar mecanismos que otimizassem a busca a partir daqueles e outros
critérios pedagógicos. Era preciso implementar uma atualização e sofisticação da
estrutura do OBAMA, a fim de aprimorar os resultados encontrados pelos usuários e a
própria usabilidade do sistema. Além da ausência de um campo de buscas, a primeira
versão do OBAMA apresentava outras limitações como design de interface e falta de
interatividade com o usuário. Assim, o projeto de atualização previu também a inclusão
de recursos específicos para dispositivos móveis – apps – devido a disseminação de
dispositivos móveis. Por esta mesma razão, foi implementado também um design de
3Endereço: http://j.mp/projeto_obama.
interface responsivo, adaptável às telas de smartphones e tablets.</p>
      <p>
        Apps educativos devem ser incluídos na categoria de OA para dispositivos móveis.
Isso se trata de uma ampliação do conceito de OA, considerando a constante atualização
das próprias TDIC. Afinal, muitos apps satisfizeram os critérios definidos por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Wiley
(2000)</xref>
        para OA, como ser um recurso digital de aprendizagem cuja característica
principal é a reusabilidade. Além dessa atualização teórica, é relevante catalogar apps
educativos em um repositório de OA para Matemática para disponibilizar aos professores
mais recursos educativos digitais que, efetivamente, contribuam para o processo
educacional e que estão alinhados à disseminação e popularização dos dispositivos
móveis.
      </p>
      <p>Todas as atualizações do OBAMA foram implementadas a partir do segundo
semestre de 2016 com a aprovação do projeto de pesquisa “Objetos de aprendizagem para
o ensino de Matemática: pesquisa, formação e desenvolvimento”, aprovado pela
PróReitoria de Pesquisa da UFRN. As intervenções desse projeto no repositório ocorreu pelas
seguintes ações: i) reprogramação da interface, desenvolvendo uma nova identidade
visual e aprimorando aspectos relativos à usabilidade e ao design; ii) inclusão de recursos
educativos digitais para dispositivos móveis, ampliando as possibilidades oferecidas aos
professores, iii) revisão dos OA para desktop4 presentes e adição de novos, classificando
de acordo com os critérios pedagógicos (metadados) usados na primeira versão. O
referido projeto é coordenado pelo mesmo professor que idealizou o desenvolvimento da
primeira versão do OBAMA. Além disso, a atualização foi possível uma vez que o
repositório é licenciado sob Creative Commons, o que permite a adaptação desde que
referenciados os autores originais. A atualização do repositório de OA para Matemática,
desta vez empreendida no IMD/UFRN, ficou conhecida como “OBAMA 2.0”.</p>
      <p>Atualmente todos os OA disponíveis no OBAMA são provenientes de instituições
produtoras ou que albergam os recursos. São vinte e três fontes de OA para desktop e sete
repositórios de apps educativos. Portanto, em um único repositório, professores passam
a ter acesso a trita bases diferentes de recursos educativos digitais para a Matemática.
Com a recente atualização, o OBAMA passou a contar com quinhentos e setenta e oito
OA que exploram conceitos e conteúdos da Matemática. Destes, trezentos e noventa e
quatro são OA para desktop, sendo cento e trinta e três novos, e cento e oitenta e quatro
para dispositivos móveis.</p>
      <p>Como são voltados, efetivamente, para processos de ensino e aprendizagem, os
OA albergados nos OBAMA contemplam conteúdos de, pelo menos, uma etapa da
Educação Básica. Assim, para facilitar a busca e escolha dos OA pelos professores que
ensinam Matemática, os recursos foram classificados tanto pelo nível de ensino o qual
foram planejados, quanto pelos temas de conteúdo e habilidades e competências
matemáticas, listados na matriz de descritores da Prova Brasil. Portanto, os OA do
OBAMA seguem três critérios de classificação, quais sejam: i) nível de ensino; ii) bloco
de conteúdo e iii) descritores. Estes critérios estão relacionados entre si e compõe
metadados para a indexação e busca dos OA no repositório.</p>
      <p>Em relação ao primeiro critério, organizamos os OA de acordo com a faixa etária
escolar a qual estão aptos a trabalhar. Assim, estabelecemos quatro etapas, quais sejam:
4Embora utilizemos a nomenclatura desktop, consideramos também os laptops/notebooks, ou seja, a ideia
de PC – personal computer.
Educação Infantil; anos iniciais do Ensino Fundamental; anos finais do Ensino
Fundamental e Ensino Médio. Consideramos este o primeiro nível de filtro da busca que
o professor pode fazer, pois levará em conta seu espaço de atuação. A figura 01 representa
o resultado de uma busca pelo nível de ensino Educação Infantil.</p>
      <p>Figura 1. Resultado de uma busca pelo nível de ensino Educação Infantil.</p>
      <p>
        Os blocos de conteúdos são os agrupamentos de temas curriculares das disciplinas
da Educação Básica. Eles são apresentados nos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN)
e utilizados também, com pequena adaptação, pela matriz de avaliação da Prova Brasil.
Em Matemática os quatro blocos são: Espaço e Forma; Grandezas e Medidas; Números
e Operações/Álgebra e Funções e Tratamento da Informação
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2 ref3 ref4">(Brasil, 1997, 1998, 2011)</xref>
        .
Nesse segundo nível, o professor já pode especificar a área de conteúdos que pretende
trabalhar em sua aula.
      </p>
      <p>O terceiro critério são os descritores que representam uma série de competências
e habilidades que devem ser desenvolvidas pelos estudantes, ligadas a uma tema
curricular. Para Matemática existem descritores para o 5o e 9o anos do Ensino
Fundamental e 3o ano do Ensino Médio. Como não contemplam todas os anos da
educação Básica, os descritores do 5o foram utilizados como referência para os anos
iniciais do Ensino Fundamental, o 9o para os anos finais e os descritores do 3o ano como
referência para o Ensino Médio. Este terceiro nível da busca oportuniza ao professor
encontrar um OA que se adéque a habilidade específica que deseja desenvolver com seus
alunos. Com a finalização e aprovação da Base Nacional Curricular Comum (BNCC),
pretendemos atualizar os descritores do OBAMA de acordo com as recomendações dos
descritores da BNCC.</p>
      <p>Depois de inseridos os critérios de busca, o usuário tem o retorno do sistema do
repositório com uma lista de OA relacionados aqueles metadados. Em um card são
apresentados os OA, indicando o título e uma imagem que representa uma tela do recurso.
Como todos os OA do OBAMA são, preferencialmente, licenciados sobre Creative
Commons, os créditos dos autores é indispensável. Para tanto, ao ser apresentado ao
resultado da busca, o usuário também terá acesso ao nome dos autores ou instituições
desenvolvedores.</p>
      <p>Algumas atualizações do OBAMA ainda estão sendo implementadas. Este é o
caso de o usuário poder compartilhar qualquer conteúdo encontrado no repositório por
meio de suas contas de redes sociais. Também está previsto a implantação de um ranking
de acesso e avaliação dos OA pelos usuários, que prioritariamente, serão educadores. Essa
função está prevista e em breve será implementada pois compreendemos que são eles
quem mais têm propriedade para esta ação, pois são as pessoas que utilizaram no contexto
real de sala de aula. Nessa mesma linha, outra novidade será a possibilidade de os
professores contribuírem com planos de aula ou sequências didáticas que explorem os
recursos listados no repositório. Estas novas funções poderão contribuir para a
disseminação do uso e para a integração de TDIC na Educação, sobretudo, no ensino da
Espera-se que com esta experiência, os participantes do minicurso possam incluir os
recursos educativos digitais disponíveis no OBAMA em seus planejamentos de aula com
vistas a inovar e diversificar as estratégias de ensino em Matemática. Acreditamos que os
minicursistas possam ser multiplicadores para que mais professores que eninam
Matemática possam usufruir do OBAMA, buscando, escolhendo e planejando aulas com
as TDIC de acordo com suas demandas. Se possível, contribuam com o repositório
avaliando os recursos e compartilhando suas experiências de integração deles em sala de
aula.</p>
      <p>Com isso, pretendemos desenvolver um círculo virtuoso em favor da
aprendizagem matemática e contribuir para o fim do estigma que a disciplina carrega
como a vilã da vida estudantil. Afinal, sobre aprender Matemática?</p>
      <p>Sim, nós podemos!</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
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