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      <title-group>
        <article-title>Construindo um Questionário para Avaliar Transparência em Portais de Ecossistemas de Software</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Alexandre Inácio Meireles</string-name>
          <email>alexandre.meireles@uniriotec.br</email>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Rodrigo Pereira dos Santos e Claudia Cappelli</string-name>
          <email>claudia.cappelli@uniriotec.br</email>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Anais do VIII Workshop sobre Aspectos da Interação Humano-Computador na Web Social</institution>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Programa de Pós-graduação em Informática - PPGI/UNIRIO Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro</institution>
          ,
          <addr-line>Rio de Janeiro</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>25</fpage>
      <lpage>35</lpage>
      <abstract>
        <p>More and more companies have opened up their software and system architectures to allow collaboration among internal and external developers and users who interact with software and system components, creating software ecosystems (SECO). In this context, social web environments (e.g., web portals) are critical for community creation and socio-technical network maintenance in the SECO context, in which there exist cooperation, communication and coordination mechanisms supported by a SECO portal. However, a great challenge is how to ensure and assess transparency in such environments in order to provide developers and users with useful information for supporting their interaction with the platform. This paper aims to investigate which transparency characterists can be seen in SECO portals. To do so, an existing, generic transparency assessment questionaire for web sites was adapted and applied to two real cases of SECO portals (Apple Portal and Brazilian Public Software Portal). Auditability and informative were the most observed transparency charateristics in those portals. This result helped us to prepare an initial version of a transparency assessment questionnaire for SECO portals.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd />
        <kwd>Software Ecosystems</kwd>
        <kwd>Transparency</kwd>
        <kwd>Web Social</kwd>
        <kwd>Auditability</kwd>
        <kwd>Informative</kwd>
        <kwd>Assessment</kwd>
      </kwd-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>Com o surgimento de abordagens de desenvolvimento de software modernas, manter
uma arquitetura de software/sistema e funcionários trabalhando nos sistemas
relacionados tem sido um desafio para as empresas [1]. Por esta razão, as empresas têm
aberto suas arquiteturas para permitir a colaboração de desenvolvedores externos e
usuários no desenvolvimento de seus componentes, a fim de que eles interajam com seus
sistemas [2]. Surgiu assim um conceito moderno de desenvolvimento, onde várias
soluções, empresas e desenvolvedores colaboram em uma plataforma de software
comum, formando um ecossistema de software (ECOS) [1]. Neste contexto, os
ambientes de suporte a web social, por exemplo, os portais web, são fundamentais para
permitir a colaboração e interação em um ECOS, conhecidos como portais de ECOS.</p>
      <p>Com base nos resultados do mapeamento de Barbosa et al. [1], nota-se que a
abertura mencionada gera algumas indagações, tais como “plataformas livres ou
proprietárias, qual gera maior sucesso?”, “qual estratégia recebe maior atenção da comunidade
de desenvolvedores?” e “qual delas produz aplicações mais inovadoras?”. Um dos
desafios enfrentados está em avaliar a transparência desses portais a fim de melhorar a
experiências dos envolvidos. Dessa forma, a necessidade de lidar com transparência é
um fator que afeta a interação e o desenvolvimento de software de qualidade [3]. Um
problema está em como produzir/adquirir software e gerir negócios a partir de
informações ‘consumidas’ via ECOS de forma transparente.</p>
      <p>Neste artigo, buscou-se investigar que características de transparência são
observadas em portais de ECOS, uma vez que este requisito tem sido uma exigência atual das
sociedades modernas, pois permite que as partes interessadas avaliem a confiabilidade
de portais a partir da divulgação de informações institucionais relevantes [3]. A
conotação positiva normalmente associa a transparência a uma qualidade desejável, e até
mesmo imprescindível, pois atualmente transparência tem como uma das suas
premissas o fluxo aberto de informações [3].</p>
      <p>Os resultados de um estudo exploratório sobre avaliação de características de
transparência em dois portais de ECOS reais são apresentados. A principal
contribuição do trabalho está em iniciar a criação de um questionário para avaliação da
transparência em portais de ECOS. O artigo está organizado da seguinte forma: a Seção 2
apresenta a fundamentação teórica; a Seção 3 descreve o estudo exploratório
realizado; e a Seção 4 conclui o artigo com algumas considerações finais.
2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Fundamentação Teórica</title>
      <p>A fundamentação teórica foi dividida em duas partes. A primeira discute alguns
conceitos de ECOS que são utilizados no artigo. Por sua vez, a segunda explica alguns
conceitos relacionados à transparência.
2.1</p>
      <sec id="sec-2-1">
        <title>Ecossistemas de Software</title>
        <p>Segundo Campbell e Ahmed [2], o conceito de ECOS tem raiz nas teorias do
desenvolvimento de plataformas similares e das redes sociais, e pode ser um caminho para
a transição, evolução e inovação na indústria de software. Esses autores apresentam
uma visão de ECOS em três dimensões, visando entender as diferentes perspectivas
de um sistema, a saber: técnica, que envolve aspectos de abertura da arquitetura e da
plataforma do ECOS; negócio, que envolve o conhecimento sobre o mercado e as
decisões sobre modelos de negócio; e social, que define a maneira como os atores formam
uma rede socio-técnica e interagem dentro do ECOS para atingir os seus objetivos e
fomentar o crescimento do ecossistema.</p>
        <p>Outros aspectos investigados em ECOS são os tipos de atores. Ao buscar
identificar os possíveis papéis de um ator, pesquisou-se na literatura trabalhos sobre
modelagem de ECOS [4] [5]. Entre os principais papéis, estão: (i) hub: empresa central do
ECOS, que pode ser o keystone, que acrescenta valor para o ECOS e é o principal
responsável pela manutenção da saúde (i.e., longevidade e propensão ao crescimento
[6]), sendo a entidade de influência dominante, ou o dominator, que extrai valor do
ECOS, colocando em risco a sua saúde e sustentabilidade, por ser um competidor.
Outro papel é o niche player, que agrega, entre outro, o customer (cliente – que gera a
demanda dos produtos de software do ECOS) e o third-party developer (desenvolvedor
exteno – desenvolve produtos e serviços para o ECOS e contribui para sua saúde ao se
comprometer com a sua estratégia de negócio).</p>
        <p>
          Neste novo cenário criado pelo ECOS, tem-se buscado formas de discutir a
qualidade. As primeiras iniciativas foram voltadas para a avaliação das contribuições dos
atores, o que é crucial para o desenvolvimento e evolução da plataforma [7]. Além
disso, a qualidade em ECOS não tem se restringido à visão dos processos e dos
produtos, mas explora a visão de saúde e de prosperidade [8]. Em [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
          ], por exemplo,
percebe-se esta relação com a saúde do ECOS, i.e., o grau com que um ECOS oferece
oportunidades para colaboradores e para os que dele dependem. Em [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
          ], dois
indicadores são discutidos: (i) sustentabilidade: capacidade do ECOS aumentar ou manter a
comunidade de colaboradores diante do aparecimento de produtos de competidores; e
(ii) diversidade: capacidade do ECOS envolver diferentes colaboradores ao prover uma
plataforma que dê suporte a diferentes produtos, linguagens, dispositivos, perfis etc.
        </p>
        <p>Por sua vez, em [6], três categorias de indicadores de saúde são apresentadas: (i)
produtividade: capacidade do ECOS se adaptar e entregar novas tecnologias, processos
e ideias aos seus participantes; (ii) robustez: capacidade do ECOS sustentar a sua rede
de relacionamentos e manter a arquitetura da plataforma estável; e (iii) criação de
nicho: capacidade do ECOS inovar ou propiciar que a sua comunidade o faça.</p>
        <p>
          Neste artigo, buscou estudar o nível de abertura de suas plataformas. Em um
ecossistema aberto, no qual os participantes possuem grande influência sobre mudanças e
evoluções da plataforma tecnológica central. O relacionamento entre os participantes é
pautado em confiança mútua e novos parceiros podem facilmente entrar no
ecossistema. Já em ecossistemas fechados, o keystone possui um papel controlador forte,
definindo as evoluções do ecossistema e exigindo certificações formais dos parceiros [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
          ].
        </p>
      </sec>
      <sec id="sec-2-2">
        <title>2.2 Transparência</title>
        <p>
          Transparência tem sido uma preocupação crítica para a sociedade moderna [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
          ]. A
importância da abertura de informações sobre o funcionamento de sistemas se deve à
necessidade de atores capazes de entender e acessar as informações disponíveis. Lord
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
          ] estabelece transparência como condição para que as informações relativas a
prioridades, capacidades e comportamento estejam amplamente disponíveis.
        </p>
        <p>Neste artigo, buscou-se explorar como o compartilhamento de informações em
portais de ECOS considera o conceito de transparência. Cappelli [3] definiu transparência
como conjunto de características que permite fornecer aos interessados informações
sobre: (i) acessibilidade, que possui as subcaracterísticas portabilidade, disponibilidade
e publicidade; (ii) usabilidade, que possui as subcaracterísticas uniformidade,
simplicidade, operabilidade, intuitividade, desempenho e adaptação; (iii) informativo, que
possui as subcaracterísticas clareza, completeza, corretude, atualidade,
comparabilidade, consistência, integridade e acurácia; (iv) entendimento, que possui as
subcaracterísticas concisão, compositividade, divisibilidade, detalhamento e dependência; e (v)
auditabilidade, que possui as subcaracteristicas validade, controlabilidade,
verificabilidade, rastreabilidade e explicação.</p>
        <p>Cappelli [3] ainda propôs um questionário sobre transparência em software a partir
da operacionalizações destas características [3]. O questionário é composto por 93
questões distribuídas entre as cinco características de transparências mencionadas
anteriormente. Após a aplicação do questionário, obtém-se um panorama geral do grau de
transparência de um site; para o presente artigo, este site corresponde a um portal de
ECOS. Dessa forma, este artigo busca explorar que características de transparência
podem influenciar um portal de ECOS, pois as características estudadas por [8], por
exemplo usabilidade e acessibilidade, estão ligadas à saúde do ECOS e também à
transparência. Essas características podem ser influenciadas pelo hub do ECOS caso
contribua para aumentar a transparência para os niche players.
3</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Avaliando Transparência em Ecossistemas de Software</title>
      <p>
        A fim de avaliar como características de transparência são tratadas em portais de
ECOS, conduziu-se um estudo exploratório baseado na aplicação do questionário de
transparência em software desenvolvido por Cappelli [3]. Esse questionário foi
utilizado na pesquisa por conter um grande número de características utilizadas nos
estudos sobre transparência na literatura. O questionário foi aplicado em dois Portais de
ECOS: Portal do Software Público Brasileiro (SPB) e o Portal Apple Store. Esses
portais foram escolhidos por serem indicados como dois dos cinco ECOS mais
explorados na literatura, conforme apresentado em um mapeamento do assunto [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ].
Buscou-se por características de transparência que são discutidas na literatura em ECOS
[1] e que estão presentes nesses portais.
      </p>
      <p>O Portal SPB é capitaneado pela Secretaria de Logística e Tecnologia da
Informação do Ministério do Planejamento. Este sistema agrupa soluções de software feitas
públicas e comunidades de desenvolvimento que se auto gerenciam, incorporando
novos atores, novas parcerias e ensejando uma inteligência e padrões de
comportamento sistêmicos em seu ECOS. É caracterizado assim como um ECOS aberto
(colaborativo). Por sua vez, o Portal Apple Store dá suporte a uma plataforma baseada no
sistema operacional iOS, coordenado por uma entidade particular. Sua função é
sustentar o desenvolvimento de software focado em aplicativos para iOS, que são
disponibilizados na Apple Store. Esse ECOS é composto por fornecedores de tecnologia,
desenvolvedores de aplicativos (internos e externos), usuários e pela própria empresa.
É caracterizado assim como um ECOS fechado (controlado).</p>
      <p>O questionário de transparência em software foi aplicado nos dois portais por um
pesquisador com graduação em Computação, supervisionado por um especialista com
doutorado em transparência e por outro especialista com doutorado em ECOS, no
período de 01/03/2017 a 16/04/2017. Foram testados links e funcionalidades,
avaliados os processos dos ECOS e analisadas as informações divulgadas nos portais.
Foram aplicadas, nos dois portais, as 93 questões do questionário de transparência em
software. Algumas adaptações foram feitas nas possíveis respostas, de forma a
identificar se uma dada questão se aplica (A), se aplica parcialmente (AP) ou não se
aplica (NA) em dado portal do ECOS.</p>
      <p>Os resultados são sumarizados na Tabela 1. A partir dos resultados obtidos,
observou-se que a característica acessibilidade teve um resultado bem diferente nos dois
portais. Isso pode se dever ao fato de que a subcaracterística ‘divulgação’ está ligada à
dimensão de negócio do ECOS e considera que o ECOS SPB é aberto e o ECOS
Apple é fechado. Para a característica acessibilidade, o resultado obtido no Portal Apple
Características da
Transparência</p>
      <p>Acessibilidade</p>
      <p>Usabilidade
Informativo
Entendimento</p>
      <p>Auditabilidade
Total de Questões
Store foi superior ao do Portal SPB, o que pode demonstrar uma preocupação desse
ECOS com essa caracteristica.</p>
      <p>Sobre a característica usabilidade, o resultado obtido nos dois portais foi similar.
Apesar das diferenças entre os seus objetivos, isso pode sugerir que tal característica
é pensada durante o seu desenvolvimento. Para a característica informativo, no Portal
Apple Store, apenas uma questão não se aplicou. Por sua vez, para o Portal SPB, uma
questão não se aplicou e duas se aplicaram parcialmente, o que pode significar a
importância dessa característica nos ECOSs e a preocupação de usuários e
desenvolvedores em conhecer a qualidade dos dados do ECOS que estão utilizando.</p>
      <p>Para a característica entendimento, os dois portais tiveram resultados menos
positivos, o que pode demonstrar que esses ECOSs não visam um melhor entendimento por
parte dos envolvido, sendo isso uma preocupação para a transparência dos portais. Por
último, para a característica auditabilidade, apenas uma questão não se aplicou no
Portal SPB e todas as questões se aplicaram no Portal Apple Store. Essa questão não
se aplicou devido ao Portal SPB não possuir conferência parcial dos processos e, com
isso, pode haver relevância dessa característica para os atores desse ECOS.</p>
      <p>Tabela 1. Resultado da Aplicação do Questionário de Transparência nos portais de ECOS.</p>
      <p>Ao analisar a tabela, percebemos que auditabilidade e informativo são as
características que tiveram maior aplicabilidade nos dois portais de ECOS selecionados,
seguidas por usabilidade, acessibilidade e entendimento. As perguntas foram feitas
com intuito de identificar essas características nos portais, de modo que a não
aplicabilidade e aplicabilidade parcial da mesma pode ser vista como uma oportunidade de
melhoria, ou mesmo não ter sido necessária ou pensada para a construção do ECOS.</p>
      <p>Como primeiro passo, escolheu-se as duas características que tiveram a maior
aplicabilidade dentre as cinco existentes. A partir delas, buscou-se construir uma versão
inicial de um questionário que explore transparência em portais de ECOS. Nesse
sentido, as perguntas foram adaptadas do questionário sobre transparência de software
com base no contexto de atores e indicadores de ECOS e com foco na dimensão
social do ECOS. As Tabelas 2, 3, 4 e 5 apresentam as questões propostas/adaptadas e os
seus respectivos objetivos.
Tabela 2. Questionário de Avaliação de Transparência em ECOSs: Informativo.</p>
      <p>(Parte1)</p>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>INFORMATIVO</title>
      </sec>
      <sec id="sec-3-2">
        <title>Questão Justificativa</title>
        <sec id="sec-3-2-1">
          <title>Questão 2: Existem definições dos processos que podem ser realizados no portal?</title>
        </sec>
        <sec id="sec-3-2-2">
          <title>Questão 3: O portal oferece fontes alternativas (complementares) caso o usuário deseje saber mais detalhes sobre uma determinada informação ou processo?</title>
        </sec>
        <sec id="sec-3-2-3">
          <title>Questão 4: O portal é focado em temas bem definidos/relacionados? Questão 5: Existe lógica na organização das informações?</title>
          <p>Questão 6: O portal oferece acesso às
políticas usadas no mesmo?
Questão 7: Caso exista um fórum/lista de
discussão/serviços específicos no portal,
há uma organização pré-definida da
estrutura desses recursos? O portal
explica como o fórum/lista/serviço
funciona; como está organizado; se existe uma
forma de buscar informações aplicando
filtros; como ser membro desse fórum
(ou lista ou serviço); dentre outras
informações?</p>
        </sec>
      </sec>
      <sec id="sec-3-3">
        <title>Clareza</title>
        <p>O vocabulário é de extrema importância
para captação de usuários e
desenvolvedores, a fim de aumentar a diversidade
do ECOS.</p>
        <p>As definições de processos em um
ECOS podem elevar o conhecimento dos
stakeholders sobre a plataforma, a fim de
aumentar a sua produtividade.</p>
        <p>No portal e em um ambiente ECOS, essa
informação é de extrema importância,
caso os stakeholders queiram ampliar o
seu conhecimento sobre o uso de um
software, a fim de aumentar a sua
produtividade.</p>
        <p>Pode aumentar o conhecimento sobre o
ECOS.</p>
        <p>Pode aumentar a produtividade do
ECOS.</p>
        <p>Ao mostrar as políticas usadas pelo
ECOS, demonstra-se seu funcionamento
de forma clara para os seus stakeholders.</p>
        <p>Ao ter essa organização, o ECOS pode
catalisar a criação de nicho e a
produtividade do mesmo, além de poder
melhorar a convivência entre os seus
stakeholders.
Tabela 3. Questionário de avaliação de Transparência em ECOSs: Informativo
(Parte2)</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-4">
        <title>Questão</title>
      </sec>
      <sec id="sec-3-5">
        <title>Justificativa</title>
      </sec>
      <sec id="sec-3-6">
        <title>Acurácia</title>
        <p>Questão 1: Existem ambiguidades nas Ambiguidade dificulta o entendimento
informações ou processos? dos stakeholders, podendo prejudicar a
produtividade do ECOS.</p>
        <p>Questão 2: Existe redundância nos pro- Redundância pode prejudicar a
comprecessos? ensão dos stakeholders, diminuindo a
criação de nicho do ECOS.</p>
        <p>Questão 3: Caso o portal defina determi- Ao definir um processo no ECOS, esta
nado processo, o mesmo é realizado de definição tem que ser aderente à
realidaacordo com a sua definição? de, caso contrário isso pode contribuir
para afastar os stakeholders.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-7">
        <title>Completeza</title>
        <p>Questão 1: Em relação aos outros portais O ECOS deve possuir as funcionalidades
de mesmo domínio, o portal em questão para atingir os objetivos que almeja, a
possui as funcionalidades necessárias fim de que os seus stakeholders possam
(principais)? atingir os seus próprios objetivos.
Questão 2: De acordo com o domínio, o O ECOS deve possuir as informações
portal possui as informações necessá- necessárias para que os seus stakehoders
rias? possam atingir os seus objetivos.
Questão 3: De acordo com o domínio, o O ECOS deve possuir os processos
neportal possui os processos necessários? cessário a fim de atender ao que se
propõem, bem como atender aos seus
stakeholders.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-8">
        <title>Corretude</title>
        <p>Questão 1: As informações oferecidas Informações incorretas podem afastar
pelo site estão corretas? usuários e desenvolvedores.
Questão 2: Os processos oferecidos pelo Processos incorretos podem afastar
usuáportal estão corretos? rio e desenvolvedores.</p>
        <p>Questão 3: Os links, quando clicados, Caso isso não aconteça, prejudicará a
direcionam para as páginas corretas? navegação pelo portal do ECOS e poderá
afastar usuários e desenvolvedores.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-9">
        <title>Consistência</title>
        <p>Questão 1: Tudo que o portal se propõe a Caso isso não ocorra, poderá afastar
realizar, seja através de simulação, cál- usuários e desenvolvedores.
culo ou busca, sempre oferece o mesmo
resultado?</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-10">
        <title>Integridade</title>
        <p>Questão 1: O portal oferece mecanismos Garantir a integridade é primordial para
que garantem a integridade das informa- o ECOS; caso isso não ocorra, pode
ções armazenadas? ocorrer a “extinção” do ECOS.
Tabela 4. Questionário de avaliação de Transparência emECOSs: Auditabilidade
(Parte1)</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-11">
        <title>Auditabilidade</title>
      </sec>
      <sec id="sec-3-12">
        <title>Questão Justificativa Explicável</title>
        <p>Tabela 4. Questionário de avaliação de Transparência emECOSs: Auditabilidade
(Parte2)</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-13">
        <title>Auditabilidade</title>
      </sec>
      <sec id="sec-3-14">
        <title>Questão Justificativa</title>
      </sec>
      <sec id="sec-3-15">
        <title>Validação</title>
        <p>Questão 1: Existem formas de se legiti- A legitimação pode dar mais
credibilidamar o processo oferecido pelo portal? É de ao portal, atraindo mais usuários e
possível verificar se o processo executa- desenvolvedores, aumentando, com isso,
do é realmente o que acontece no mundo a produtividade do ECOS.
real?
Questão 2: Existem formas de se garantir
as informações oferecidas pelo portal por
meio de testes?</p>
        <sec id="sec-3-15-1">
          <title>Ao permitir testes para garantir as infor</title>
          <p>mações oferecidas pelo portal e pela
plataforma do ECOS, pode-se atrair mais
usuários e desenvolvedores, aumentado a
produtividade do ECOS.</p>
          <p>Questão 3: Existem formas de se garantir Ao permitir testes nos processos, pode-se
o processo oferecido pelo portal usando aumentar a produtividade no ECOS,
testes? atraindo mais usuários e
desenvolvedores.</p>
        </sec>
      </sec>
      <sec id="sec-3-16">
        <title>Controlabilidade</title>
        <p>Questão 1: O portal mantém log das Manter log de acessos pode ajudar a
alterações? execução de estudos da saúde do ECOS,
de forma que se possa agir na busca por
melhorias frente a problemas detectados.</p>
        <p>Questão 2: O portal oferece mecanismos Controlar as informações armazenadas
que garantam o controle sobre os pro- pode melhorar a qualidade das
informagramas armazenados? ções e aumentar a saúde do ECOS.
Questão 3: O portal oferece mecanismos A conferência parcial do processo pode
para conferências parciais do andamento melhorar o desenvolvimento do software
do desenvolvimento do software? trazendo ganhos a todos stakeholders.</p>
        <p>A criação da versão inicial do questionário se deu pela adaptação de perguntas do
questionário de transparência em software voltado para sites. A diferença explorada
para ECOS está em analisar mecanismos de colaboração, comunicação e coordenação
entre os atores dos portais de ECOS e na sua dimensão social.
4</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Considerações Finais</title>
      <p>Uma vez que as empresas têm aberto as suas arquiteturas de software/sistemas para
permitir a colaboração de desenvolvedores externos e usuários em um ECOS, os
ambientes de suporte a web social, como os portais web, são fundamentais para permitir
a coordenação, colaboração e comunicação em um ECOS. Isso pode levar à criação e
garantir a manutenção de comunidades, formando, assim, uma rede social em ECOS.</p>
      <p>Um dos desafios enfrentados está em avaliar a transparência desses portais, a fim
de melhorar a experiência dos envolvidos com relação a acessibilidade, usabilidade,
busca por informações, entendimento e confirmação das informações divulgadas
nesses portais. Neste artigo, apresentou-se os resultados de um estudo exploratório sobre
a avaliação de transparência em dois portais de ECOS reais. Para isso, aplicou-se um
questionário sobre características de transparência em software em cada portal a fim
de identificar que características de transparência estão presentes nesses ECOSs.</p>
      <p>Percebeu-se que os ECOS selecionados não foram projetados com a intenção de
atender ao requisito da transparência, o que atualmente é uma característica essencial
em um ECOS [13]. As características mais relevantes identificadas foram
auditabilidade e informativo e, a partir delas, trabalhou-se na criação de uma versão inicial de
um questionário para avaliação da transparência em portais de ECOS. Uma limitação
do trabalho está no fato de que foram analisados somente dois portais de ECOS, cujo
trabalho foi realizado por três pesquisadores.</p>
      <p>Como trabalhos futuros, pretende-se explorar as características que não foram
tratadas para a criação do questionário como, por exemplo, a usabilidade, visando
desenvolver uma segunda versão do questionário. Além disso, pretende-se desenvolver
uma ferramenta para apoiar o questionário, bem como planejar e executar um estudo
experimental com desenvolvedores e usuários a fim de verificar a utilidade e a
facilidade de uso do questionário.</p>
      <p>Referências</p>
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