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      <title-group>
        <article-title>Diretrizes de Acessibilidade na Web e Redes Sociais: Uma Revis~ao Sistematica da Literatura</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Tiago Nogueira</string-name>
          <email>tiago.nogueira@bag.ifmt.edu.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Jackelline Santos</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
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          <string-name>Ana Vitoria Barros</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
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          <string-name>Franciely Santos</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Deller Ferreira</string-name>
          <email>deller@inf.ufg.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Anais do VIII Workshop sobre Aspectos da Interação Humano-Computador na Web Social</institution>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Departamento de Informatica, Instituto Federal de Mato Grosso</institution>
          ,
          <addr-line>IFMT</addr-line>
        </aff>
        <aff id="aff2">
          <label>2</label>
          <institution>Instituto de Informatica, Universidade Federal de Goias</institution>
          ,
          <addr-line>UFG</addr-line>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>70</fpage>
      <lpage>81</lpage>
      <abstract>
        <p>The online social networks develop a great role on relationship visual representation, impacting on people's interaction. Thus, it is essential that social network is accessible, so that every person with disability has access to the contents and interactivity in a equal way. Nevertheless, current researches only focus on measuring the bene ts during the interaction, leaving aside the identi cation and mitigation of accessibility problems. Therefore, this article identi es, through a systematic review, the existing correlation among the Web Content Accessibility Guidelines (WCAG) and social network, identifying the main di culties faced by disabled people. The review results prove that the di culties are related to content, loss of identity, navigability and accessibility. However, there is a lack of works that correlate to the guidelines applicability in the social network constructions.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd>Social Networking</kwd>
        <kwd>Web Accessibility</kwd>
        <kwd>Usability</kwd>
        <kwd>User Experience</kwd>
      </kwd-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>Com o aumento signi cativo de informac~oes compartilhadas na web,
especialmente pelas redes sociais, gigantescas massas de dados s~ao geradas,
desorientando frequentemente os usuarios. Alem disso, varias barreiras s~ao
exponencialmente geradas, impossibilitando assim, as interac~oes entre pessoas com de ci^encias.</p>
      <p>
        Para Wu e Adamic [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ], atualmente, existem varias barreiras que
impossibilitam os de cientes visuais a desenvolverem suas habilidades com as redes sociais,
especi camente, o Facebook. Assim, utilizar-se de elementos como Java script,
por exemplo, jQuery para a gerac~ao de paginas din^amicas, causam barreiras na
navegabilidade, impossibilitando sua leitura pelas tecnologias assistivas.
      </p>
      <p>
        Dessa forma, essas barreiras de acessibilidade tornam mais dif ceis de ser
capturadas e tratadas, uma vez que os usuarios da web constituem entidades
altamente heterog^eneas com diferentes de ci^encias e exig^encias [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Neste sentido, varios trabalhos na literatura correlacionam os impactos das
diretrizes de acessibilidade do conteudo na web (WCAG) nas redes sociais.
Segundo Shpigelman e Gill [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ], a participac~ao de pessoas com de ci^encia intelectual
em redes sociais on-line possui a capacidade de quali ca-las, retirando-as do
isolamento social do mundo real. Entretanto, este vies de investigac~ao n~ao tem sido
explorado pelas pesquisas na area da Interac~ao Humano-Computador (IHC) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Realizando-se uma investigac~ao on-line de como se comportam as pessoas
com de ci^encias nas interac~oes em redes sociais, utilizando-se de estat sticas
descritivas, comparando as atividades relacionadas a grupos de cientes e n~ao
de cientes, pode-se estabelecer padr~oes comportamentais, os quais corroboram
na construc~ao de redes sociais mais inclusivas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ]. Essas descobertas tornam
as redes sociais on-line mais acess veis a essa populac~ao [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Por meio da utilizac~ao das melhores tecnicas das interac~oes adaptativas,
entre usuarios e espaco informacional na web, explorando os principais metodos e
tecnicas de acessibilidade adaptativa para cegos e de cientes visuais, as
possibilidades da aplicac~ao da acessibilidade adaptativa podem ser exploradas para
avaliar a acessibilidade de acordo com a WCAG [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Assim, para Rau et al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
        ], estudos indicam que mesmo quando as diretrizes
s~ao aplicadas em sistemas web, ha pouca indicac~ao sobre se essas aplicac~oes ser~ao
realmente acess veis as pessoas com de ci^encias. Para solucionar estes problemas,
abordagens visuais e auditivas tornam-se essenciais para o entendimento das
principais tecnicas adaptativas para cegos e de cientes visuais.
      </p>
      <p>Nesse sentido, o objetivo deste trabalho e identi car, por meio da literatura,
quais s~ao as correlac~oes existentes entre a WCAG e as redes sociais e as
principais barreiras enfrentadas por usuarios, veri cando o impacto da aplicac~ao
das diretrizes de acessibilidade. Para tal, na sec~ao 2 e apresentado o referencial
teorico com os trabalhos relacionados as diretrizes de acessibilidade na web e
redes sociais; na sec~ao 3 e realizado uma Revis~ao Sistematica da Literatura; na
sec~ao 4 s~ao apresentados os resultados e discuss~oes; e na sec~ao 5 as conclus~oes.
2
Nesta sec~ao s~ao apresentados trabalhos relacionados as diretrizes de
acessibilidade na web (subsec~ao 2.1) e trabalhos que tratam de redes sociais sob a
perspectiva da acessibilidade na web (subsec~ao 2.2).
2.1</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Diretrizes de Acessibilidade na Web</title>
      <p>
        A web desempenha um papel importante em diversas areas da sociedade, e
impacta em uma in nidade de coisas relacionadas a vida e ao cotidiano das
pessoas. De acordo com o Consorcio da Rede Mundial de Computadores (W3C),
e essencial que a web seja acess vel, de modo que todas as pessoas com algum tipo
de de ci^encia, sejam elas f sicas ou psicologicas, tenham acesso aos conteudos e
as oportunidades de forma igualitaria [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ]. As Diretrizes de Acessibilidade do
Conteudo na Web (WCAG), desenvolvidas pela W3C por meio da Iniciativa de
Acessibilidade da Web (WAI), s~ao um conjunto de diretrizes que pormenorizam
as formas de tornar um conteudo web acess vel a todas as pessoas com algum
tipo de de ci^encia, ou n~ao, para que sejam capazes de perceber, compreender,
navegar e interagir com conteudo web, ou ate mesmo contribu rem na produc~ao
de conteudo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ]. Assim, a WCAG e dividida em quatro princ pios:
{ Perceb vel { os criterios permitem que o produto seja percept vel por pessoas,
independentemente da sua de ci^encia;
{ Operavel { os componentes da interface do usuario e a navegac~ao devem ser
operaveis;
{ Compreens vel { as informac~oes e a operac~ao da interface do usuario devem
ser compreens veis;
{ Robusto { o conteudo deve ser robusto o su ciente para que possa ser
interpretado de forma con avel por uma ampla variedade de agente de usuario,
incluindo tecnologias de apoio.
      </p>
      <p>Tais recomendac~oes incluem criterios de sucesso, cada criterio tem um n vel
de adequac~ao de conformidade que pode indicar o impacto da acessibilidade
(Tabela 1).</p>
      <p>Tabela 1. N veis de acessibilidade de acordo com a WCAG</p>
      <p>Para aderir aos criterios, s~ao disponibilizadas tecnicas documentadas para
desenvolver e avaliar o conteudo da web, sendo divididas em tecnicas su cientes,
tecnicas recomendadas e falhas comuns.</p>
      <p>
        Um dos exemplos da aplicabilidade da WCAG e proposto por Calle et al.
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ], apresentando um estudo alternativo para o desenvolvimento e melhoria dos
mapas geogra cos para facilitar a acessibilidade, em conformidade com a WCAG
e testado por usuarios cegos, em diferentes navegadores. Tambem ha estudos
sobre o desempenho de metricas baseadas na web para avaliar a con abilidade e a
manutenc~ao de aplicac~oes hiperm dia, que recomendam a aplicac~ao de algoritmos
de substituic~ao de paginas da web para aumentar a usabilidade, a manutenc~ao,
a con abilidade e a classi cac~ao do website [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Como ja foi levantado anteriormente, a acessibilidade serve para todas as
pessoas com algum tipo de de ci^encia, ou n~ao. Mas, alem dessas pessoas,
observase que os idosos tambem se bene ciam seguindo estas diretrizes de acessibilidade.
De acordo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ], os designers devem levar em considerac~ao todos os tipos diferentes
de de ci^encias, como visuais, auditivas, problemas de fala e de aprendizagem,
etc., quando o acesso a todos e um aspecto essencial e o poder da web esta em
sua universalidade. Alem disso, seja qual for o hardware, software, linguagem,
cultura, localizac~ao ou capacidade f sica ou mental, a web e fundamentalmente
concebida para funcionar para todas as pessoas, cujo elemento cr tico para o
mundo web e a acessibilidade.
      </p>
      <p>
        A maioria das ferramentas de avaliac~ao automatizada baseia-se nas diretrizes
de acessibilidade da WCAG 2.0. Isso implica que a plataforma vem se ampliando
cada vez mais, com resultados signi cantes para a sociedade, pois as ferramentas
de avaliac~ao s~ao fortemente empregadas, uma vez que ajudam a reduzir a carga
de identi car barreiras de acessibilidade [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        De uma perspectiva ampla, para que websites sejam considerados acess veis,
devem obedecer aos regulamentos e diretrizes existentes. Portanto, a
acessibilidade de websites e um dos criterios importantes para disseminac~ao da informac~ao
para um grupo mais amplo de pessoas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ].
      </p>
      <p>Portanto, de um modo geral, pode-se a rmar que a WCAG, e o padr~ao
universalmente adotado para projetar ou tornar um site totalmente acess vel
que ajuda a reduzir os problemas com acessibilidade na web, tornando-a um
instrumento auxiliador nas construc~oes de interfaces acess veis e corroborando
para um design universal, isto e, acess vel por todos.
2.2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Redes Sociais e a Acessibilidade na Web</title>
      <p>
        Para Shpigelman e Gill [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ], a participac~ao em redes sociais on-line por pessoas
com de ci^encias tem o objetivo de realizar a capacitac~ao dos indiv duos, por
exemplo, pessoas com de cit intelectual que possam ter isolamento no mundo
real. Pessoas com de ci^encias acessam estes recursos computacionais com aux lio
de outras pessoas, se comunicando com amigos e familiares.
      </p>
      <p>
        No entanto, pesquisas em redes sociais on-line se concentram em mensurar
apenas seus benef cios durante as interac~oes, deixando de lado a identi cac~ao
e a mitigac~ao dos problemas de acessibilidade [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ]. Dessa forma, redes sociais
on-line tornaram-se um meio integral de comunicac~ao, fomentando as relac~oes
interpessoais, por exemplo, pessoas do mesmo grupo familiar [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ]. Neste sentido,
as redes sociais foram desenvolvidas para fornecer uma representac~ao visual e os
resultados dependem da abstrac~ao da rede, sendo de nido pela capacidade de
ou iteratividade dos usuarios [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Segundo Fox e Moreland [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ], o Facebook e avaliado como a rede social
mais popular, por colocar varios recursos aos usuarios, tais como a habilidade
de conectar-se a sua rede o -line ou on-line, bem como fazer novas conex~oes
on-line, permitindo que usuarios se comuniquem facilmente com membros da
rede, por meio das func~oes de publicac~oes e compartilhamento e distribuindo
facilmente as informac~oes armazenadas entre seus membros.
      </p>
      <p>
        Entretanto, as redes sociais podem ser classi cadas como redes sociais claras e
escuras. Assim, o Facebook, classi cando o seu lado claro, oferece a capacidade
de fortalecer lacos entre amigos e familiares, mantendo relacionamentos
existentes. No seu lado escuro, o Facebook apresenta aos usuarios uma reduc~ao da
autoestima, sobrecarga cognitiva e sentimentos de angustia e inveja. Conclui-se,
portanto, que as redes sociais exploram a profundidade das experi^encias
emocionais e negativas que os usuarios podem ter usando-as [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Sob perspectivas emocionais, Fox e Moreland [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ], identi cou, por meio de
narrativas dos usuarios, as experi^encias psicologicas e os impactos negativos nas
pessoas causados por redes sociais inacess veis, avaliando a conectividade, a
visibilidade, a acessibilidade e o feedback social. Com essas avaliac~oes, as redes
sociais tornam-se um potencial signi cativo para a capacitac~ao de pessoas de
cientes, permitindo-lhes expandir seus canais de comunicac~oes e c rculos sociais
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Percebe-se que as participac~oes bene ciam pessoas com de ci^encias que
possam experimentar o isolamento social no mundo real [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ], mas apesar disso,
usuarios ainda enfrentam barreiras que os privam de se comunicar
adequadamente. Um dos desa os s~ao as de ci^encias de habilidades, por exemplo, pessoas
com de ci^encia intelectual ou de aprendizagem, uma vez que as comunicac~oes
em redes sociais acontecem por meio de mecanismos textuais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        No entanto, segundo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ], embora os usuarios do Facebook enfrentam emoc~oes
negativas durante as interac~oes, os mesmos se sentem pressionados a acessar
a aplicac~ao com frequ^encia devido ao medo de perder os v nculos sociais de
amizades, mantendo, assim, as suas relac~oes. Outros sentimentos que podem ser
avaliados e correlacionados com a acessibilidade em redes sociais s~ao emoc~oes de
ansiedade, ciumes, estresse e a experi^encia do usuario (UX).
      </p>
      <p>Portanto, faz-se necessario uma investigac~ao profunda, sob a perspectiva da
acessibilidade e experi^encia do usuario em redes sociais on-line, especi camente,
pessoas com de ci^encias e as principais barreiras enfrentadas durante as
interac~oes.
3</p>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>Revis~ao Sistematica da Literatura</title>
        <p>
          Nesta sec~ao, sera apresentado o planejamento da revis~ao sistematica da literatura
(subsec~ao 3.1) e a fase de execuc~ao desta pesquisa (subsec~ao 3.2). Esta revis~ao
sistematica da literatura incidiu sobre as publicac~oes indexadas entre janeiro de
2010 a dezembro de 2016, utilizando-se a abordagem proposta por Keele et al.
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref13">13</xref>
          ] nos processos de planejamento e execuc~ao desta pesquisa.
3.1
        </p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Planejamento da Revis~ao Sistematica da Literatura</title>
      <p>
        No processo de realizac~ao da revis~ao sistematica, e fundamental, a partir da
identi cac~ao de poss veis problemas, construir indagac~oes as quais possam ser
respondidas durante o processo de sumarizac~ao dos resultados [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">14</xref>
        ]. Dessa forma,
elencam-se as seguintes indagac~oes:
{ Q01 { Existem correlac~oes entre as Diretrizes de Acessibilidade do Conteudo
na web e as redes sociais?
{ Q02 { E poss vel identi car, por meio da literatura, as principais barreiras
de acessibilidade na web enfrentadas por usuarios em redes sociais?
{ Q03 { Qual e o impacto da aplicac~ao das Diretrizes de Acessibilidade do
Conteudo na web em redes sociais?
      </p>
      <p>Para realizac~ao desta revis~ao sistematica da literatura, foram selecionadas
as bases Google Scholar, IEEE Digital Library, ACM Digital Library, Springer
Link e Science Direct.</p>
      <p>A construc~ao da string de busca se deu por meio da extrac~ao das
palavraschaves das quest~oes de pesquisas Q01, Q02 e Q03. Assim, as principais
palavraschaves e sin^onimos extra dos foram: \acessibilidade", \redes sociais", \WCAG",
\comunidade virtual". Por se tratar de pesquisas que enderecam a acessibilidade
na web, o sin^onimo mais proximo e adequado foi a palavra/sigla \WCAG".
Conseguintemente, geraram-se os seguintes protocolos de pesquisa:
{ P01 (\WCAG " AND (\redes sociais " OR \comunidades virtuais "));
{ P02 (\WCAG " AND (\social network " OR \virtual communities ")).</p>
      <p>Para testar a e cacia dos protocolos de pesquisa (P01 e P02), foram
submetidos a uma pesquisa primaria na base Google Scholar. Desse modo, retornaram
324 artigos cient cos, os quais enderecam as Diretrizes de Acessibilidade do
Conteudo na Web (WCAG) e redes sociais.</p>
      <p>Apos a construc~ao dos protocolos de pesquisa P01 e P02, deu-se in cio a
construc~ao dos criterios de inclus~ao e exclus~ao, isto e, criterios para a aceitac~ao
e rejeic~ao dos artigos mapeados por esta pesquisa. A Tabela 2 apresenta os
criterios de inclus~ao e exclus~ao adotados por esta pesquisa.</p>
      <p>Tabela 2. Criterios de inclusa~o e exclus~ao adotados para a revisa~o sistematica da
literatura</p>
      <p>Criterios de Inclus~ao Criterios de Exclus~ao
a) Artigos em Ingl^es e Portugu^es a) Artigos que n~ao contemplem as
di(Brasil); retrizes de acessibilidades aplicadas nas
construco~es de redes sociais;
b) Artigos que abordam a correlaca~o en- b) Estudos que apresentam apenas
retre as diretrizes de acessibilidades apli- latos de experi^encias;
cadas nas construco~es de redes sociais;
c) Artigos referentes as principais bar- c) Artigos que apresentem as diretrizes
reiras de acessibilidades enfrentadas pe- de acessibilidades, mas na~o abordam as
los usuarios em redes sociais; redes sociais;
d) Artigos que discutem o principal im- d) Artigos duplicados.
pacto da aplicaca~o das diretrizes de
acessibilidades nas construco~es de redes
sociais.
3.2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Execuc~ao da Pesquisa</title>
      <p>Por meio da execuc~ao dos protocolos P01 e P02, identi cando artigos que
correlacionam as Diretrizes de Acessibilidade do Conteudo na Web e redes sociais,
Tabela 3. Quantitativo de artigos identi cados por meio da execuca~o dos protocolos
P01 e P02
foram identi cados 718 artigos cient cos. A Tabela 3 apresenta o quantitativo
de publicac~oes por base e por per odo/ano.</p>
      <p>Percebe-se que, por meio da Tabela 2, foram identi cados 718 artigos que
enderecavam diretrizes de acessibilidade aplicadas nas construc~oes de redes
sociais. Dessa forma, 83 artigos foram identi cados na base IEEE Digital Library,
115 artigos na base Springer Link, 142 artigos na base ACM Digital Library, 326
artigos na base Google Scholar e por m, 52 artigos na base Science Direct.</p>
      <p>O processo de selec~ao dos artigos, isto e, o procedimento de decis~ao de
aceitac~ao ou rejeic~ao dos artigos, por meio da aplicac~ao dos criterios de inclus~ao
e exclus~ao, deu-se pela leitura exaustiva dos t tulos, resumos e palavras-chaves
identi cadas nos artigos. A leitura foi realizada por pares de revisores, dividida
em tr^es rodadas, supervisionada pelo orientador pesquisador. Logo, por meio
desta analise, na primeira fase foram identi cados 175 artigos que estavam
duplicados, sendo rejeitados por esta revis~ao. Assim, restaram 457 artigos para
serem selecionados, aplicando os criterios de inclus~ao e exclus~ao.</p>
      <p>Na segunda fase, aplicando-se apenas os criterios de exclus~ao, foi poss vel
rejeitar 528 artigos. A Figura 1 apresenta o quantitativo de artigos rejeitados
por per odo.</p>
      <p>140
120
so100
g
!
r
eA 80
d
e
add 60
!
n
a
uQ 40
20
0</p>
      <p>A Figura 1 descreve a quantidade de artigos rejeitados por per odo. Assim,
percebe-se que em 2010 foram rejeitados 56 artigos, em 2011 foram rejeitados 46
artigos, em 2012 foram rejeitados 61 artigos, em 2013 foram rejeitados 96 artigos,
em 2014 foram rejeitados 124 artigos, em 2015 foram rejeitados 78 artigos e, em
2016 foram rejeitados 67 artigos. Desta forma, obteve-se como resultado um total
de 528 artigos rejeitados por meio da aplicac~ao dos criterios de exclus~ao.</p>
      <p>Na terceira fase, aplicando-se os criterios de inclus~ao, foi poss vel aceitar
todos os 15 artigos restantes. A Figura 2 apresenta o quantitativo de artigos
aceitos por per odo.</p>
      <p>9
8
7
s
g6
o
!
r
A
e5
d
aedd4
!
a3
n
u
Q
2
1
0</p>
      <p>
        A Figura 2 descreve a quantidade de artigos aceitos por per odo/ano. Assim,
percebe-se que, em 2011 foi aceito 1 artigo, em 2013 foram aceitos 5 artigos,
em 2014 foram aceitos 8 artigos e, em 2016 foi aceito 1 artigo. Desta forma,
obteve-se como resultado um total de 15 artigos aceitos por meio da aplicac~ao
dos criterios de inclus~ao [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">15</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">16</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">18</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">19</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref20">20</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref21">21</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref22">22</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">23</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref24">24</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref25">25</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref26">26</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref27">27</xref>
        ]
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref28">28</xref>
        ], os quais enderecavam a aplicac~ao das Diretrizes de Acessibilidade em redes
sociais.
4
      </p>
      <sec id="sec-5-1">
        <title>Resultados e Discuss~oes</title>
        <p>Por meio da revis~ao sistematica da literatura, foi poss vel responder a quest~ao
de pesquisa (Q02), identi cando, por meio da literatura, as principais barreiras
de acessibilidade na web enfrentadas por usuarios em redes sociais.</p>
        <p>
          Neste sentido, as barreiras enfrentadas por usuarios durante a navegac~ao na
web s~ao classi cadas em quatro categorias: a) barreiras de acessibilidade; b)
barreiras de conteudo; c) perda de identidade; e d) barreiras de navegabilidade
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref26">26</xref>
          ] [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref24">24</xref>
          ] [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref25">25</xref>
          ] [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref28">28</xref>
          ]. Assim, e poss vel por meio da leitura criteriosa dos artigos
aceitos, classi ca-los de acordo com as suas respectivas barreiras.
        </p>
        <p>
          Uma das principais barreiras identi cadas pelos usuarios durante as interac~oes
s~ao os elementos inacess veis em aplicac~oes web [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref24">24</xref>
          ] [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref15">15</xref>
          ]. Assim, pode-se
classi ca-las como barreiras de acessibilidade. Uma das possibilidades de eliminac~ao
dessas barreiras e oferecer alternativas adicionais de acesso por diferentes tipos
de de ci^encia, pois a oferta de tecnologias para pessoas com de ci^encia (PcD)
possibilita a manipulac~ao de volumes de informac~oes, que antes n~ao era poss vel.
Dessa forma, os usuarios podem acessar a mesma informac~ao, em varios formatos
e por diferentes org~aos perceptivos.
        </p>
        <p>
          Conteudo e navegabilidade s~ao barreiras signi cativas que impactam na
iteratividade em redes sociais. Para Pivetta e Saito [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref26">26</xref>
          ], as pessoas surdas geralmente
encontram di culdades ao interagir com interfaces digitais que foram projetadas
para pessoas ouvintes. Observa-se que muitas dessas barreiras n~ao s~ao
limitadoras nas interac~oes apenas por pessoas surdas, mas tambem por todas as demais
pessoas.
        </p>
        <p>
          Assim, a acessibilidade dos recursos na web e uma premissa fundamental
para a inclus~ao digital das pessoas com de ci^encias [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref26">26</xref>
          ].
        </p>
        <p>
          Outras barreiras identi cadas est~ao relacionadas a n~ao conformidade com as
Diretrizes de Acessibilidade. Para Silva e Ferreira [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref28">28</xref>
          ], um usuario pode n~ao
conseguir acessar alguns dados, devido a problemas de n~ao conformidade com as
diretrizes de acessibilidade, por consequ^encia de problemas de incompatibilidade
das ferramentas assistivas com os navegadores web ou baixa usabilidade nas
ferramentas assistivas. Em muitos casos, usuarios n~ao conseguem ter acesso a
alguns dados por falha de conformidades, ou seja, pela falta de informac~oes
adicionais dos conteudos na web ou por uma baixa experi^encia do usuario (UX)
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref28">28</xref>
          ].
        </p>
        <p>Assim, por meio desta revis~ao, foi poss vel responder a quest~ao de pesquisa
(Q03), identi cando, por meio da literatura, os impactos da aplicac~ao das
Diretrizes de Acessibilidade do Conteudo na Web em redes sociais.</p>
        <p>
          Neste sentido, segundo Kaminski et al. [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref25">25</xref>
          ], em muitos pa ses da Asia,
Europa, Oceania e da America do Norte, observou-se que uma parcela signi cativa
da populac~ao e exclu da do acesso a esse novo espaco informacional. Este fato
ocorre por uma serie de fatores, entre eles, a inexist^encia de descric~oes textuais
para imagens e falhas na codi cac~ao das paginas web.
        </p>
        <p>
          Uma das soluc~oes para estes problemas inserem a responsabilidade
governamental de inclu rem em suas metas a legislac~ao de acessibilidade como requisito
em seus proprios materiais de divulgac~oes, sejam eles publicados na web ou n~ao
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref25">25</xref>
          ] [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref27">27</xref>
          ].
        </p>
        <p>Dessa forma, o maior impacto das diretrizes de acessibilidade seria
utilizarse de meios para combater a exclus~ao de pessoas com de ci^encias, tanto em
ambientes virtuais quanto em ambientes f sicos.</p>
        <p>
          Observou-se, no Brasil, entre 2000 a 2010 um aumento signi cativo, 87% dos
ndices de pessoas com de ci^encias. Percebe-se que, mesmo com ndice elevado de
pessoas com de ci^encia, as desigualdades permanecem, por exemplo, as pessoas
com algum tipo de de cit t^em taxas de escolaridade menores do que o restante
das pessoas [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref24">24</xref>
          ]. Dessa maneira, um dos impactos da aplicac~ao das diretrizes de
        </p>
      </sec>
      <sec id="sec-5-2">
        <title>Conclus~oes</title>
        <p>acessibilidade e proporcionar maneiras de mudar esses ndices, proporcionando
igualdade a todos.</p>
        <p>Este artigo apresenta uma revis~ao sistematica da literatura sobre as Diretrizes de
Acessibilidade no Conteudo da Web e redes sociais. Foram identi cados 718
artigos cient cos publicados entre janeiro de 2010 a dezembro de 2016, nos ultimos
sete anos. Aplicando-se os criterios de inclus~ao e exclus~ao, foram selecionados 15
artigos cient cos que enderecavam as Diretrizes de Acessibilidade aplicadas nas
construc~oes de redes sociais.</p>
        <p>Percebeu-se, por meio das analises, a identi cac~ao das principais barreiras
de acessibilidade na web enfrentadas por usuarios em redes sociais. As barreiras
classi cam-se em barreiras de acessibilidade, conteudo, identidade e
navegabilidade.</p>
        <p>N~ao obstante, foi poss vel identi car, por meio das analises, barreiras que
est~ao ligadas a n~ao conformidade com as Diretrizes de Acessibilidade, baixo
n vel de usabilidade em ferramentas assistivas ou incompatibilidade com os
navegadores web.</p>
        <p>Assim, esta revis~ao apresentou os principais impactos da aplicac~ao das
Diretrizes de Acessibilidade do Conteudo na Web em redes sociais. Neste sentido,
observou-se que ainda ha uma parcela signi cativa da populac~ao mundial que e
exclu da deste processo informacional. Isto ocorre, por exemplo, devido a
inexist^encia de textos alternativos para imagens, ocasionando uma falha de
acessibilidade em websites. Porem, ainda s~ao escassos trabalhos que correlacionam a
aplicabilidade das Diretrizes de Acessibilidade nas construc~oes de Redes Sociais.</p>
        <p>Portanto, e de grande relev^ancia a import^ancia da aplicabilidade dessas
diretrizes para melhorar a acessibilidade em Redes Sociais contribuindo, assim, para
a construc~ao de um design universal, isto e, uma aplicac~ao que possua um bom
ndice de usabilidade, acessada por todos, independentemente da impossibilidade
f sica ou mental dos seus usuarios.</p>
      </sec>
    </sec>
  </body>
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