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    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Análise de Planos de Aula com Uso de Objetos de Aprendizagem para Matemática</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Ana Cláudia Nunes Silva</string-name>
          <email>anaclaudianunes@ufrn.edu.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Mauro Cavalcante de Souza Filho</string-name>
          <email>mcavalcante62@hotmail.com</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Dennys Leite Maia</string-name>
          <email>dennys@imd.ufrn.br</email>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Centro de Educação - Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) Av. Sen. Salgado Filho</institution>
          ,
          <addr-line>3000 - Lagoa Nova, CEP: 59.078-970 - Natal - RN -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>523</fpage>
      <lpage>529</lpage>
      <abstract>
        <p>This article aims at analyzing lesson plans for the teaching of mathematics, produced by in-service teachers and undergraduate students in Mathematics and Pedagogy, in the course of training during the year 2017 on the use of the Learning Objects for Mathematics Platform (OBAMA). The participants were linked to five cities of Rio Grande do Norte, totaling 204 contemplated. The results indicate that the construction plans of OA use 58.1% of the total, as well as the fact that 29.5% of the total plans present the objectives centered on the teacher and not for the student, which will be analyzed more carefully in future work. Resumo. Este artigo tem como objetivo analisar planos aula para o ensino de Matemática, produzidos por professores em exercício e alunos das licenciaturas em Matemática e em Pedagogia, no decorrer de formações realizadas, ao longo do ano de 2017, sobre o uso da plataforma Objetos de Aprendizagem para Matemática (OBAMA). Os participantes eram vinculados a cinco municípios do Rio Grande do Norte, totalizando 204 contemplados. Os resultados apontam, no tocante aos planos válidos, a prevalência da perspectiva construcionista de uso do OA 58,1% do total, assim como chama a atenção o fato de 29,5% do total de planos apresentar os objetivos centrados no professor e não para o aluno, o que será analisado mais cuidadosamente em trabalhos futuros.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>
        encontrar tais recursos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Pinheiro, Carvalho &amp; Maia 2013</xref>
        ] e de uma concepção limitada
sobre a contribuição das TDICs no ensino e aprendizagem da disciplina [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Maia &amp;
Barreto 2014</xref>
        ].
      </p>
      <p>Com o intuito de facilitar a professores que ensinam Matemática, acesso a
objetos de aprendizagem (OA), foi desenvolvida a plataforma Objetos de Aprendizagem
para Matemática (OBAMA), um repositório que oferece acesso a mais de 500 OA,
organizados em etapas de ensino, com indicação de tema curricular e descritores, de
acordo com a matriz de referência da Prova Brasil e que, em uma etapa subsequente,
contará também com a indicação das habilidades, de acordo com a Base Nacional
Comum Curricular (BNCC).</p>
      <p>
        Plataformas deste tipo incentivam a utilização de recursos digitais na medida em
que, para o professor da Educação Básica, tarefas de busca, classificação e catalogação
de recursos digitais, ficam praticamente inviabilizadas, considerando-se os desafios
inerentes ao exercício da docência e as múltiplas jornadas que este, muitas vezes,
necessita assumir. Neste cenário, no qual o professor dispõe de uma quantidade de
tempo cada vez mais restrita para a realização deste tipo de tarefa, o desenvolvimento
de repositórios que congreguem, organizem e disponibilizem acesso a tais conteúdos
representa um importante passo na direção da difusão do uso de OA em sala de aula.
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Oliveira et al 2017</xref>
        ]
      </p>
      <p>
        Além disso, a plataforma oferece também uma funcionalidade para elaboração
de planos de aula, que visa facilitar ao professor a tarefa do planejamento,
possibilitando a criação e armazenamento de sequências didáticas com uso dos OA
encontrados na mesma plataforma. Outro objetivo é o de favorecer o compartilhamento
de experiências e a colaboração entre docentes, uma vez em que o OBAMA possibilita
a produção colaborativa e acesso público aos planos elaborados pela comunidade
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Batista et al 2017</xref>
        ]. Diante deste contexto, nos parece relevante conhecer a qualidade e
o potencial de inovação de aulas, propostas por professores que participaram da
formação sobre a plataforma, a partir da integração de OAs.
      </p>
      <p>Assim, este artigo trata da análise de planos de aula produzidos por professores
da rede pública e alunos das licenciaturas em Matemática e Pedagogia, utilizando a
ferramenta Planos de Aula da plataforma, ao longo de formações oferecidas pela equipe,
no decorrer do segundo semestre de 2017, no estado do Rio Grande do Norte. Esta é
uma pesquisa em andamento e que será ampliada com o trabalho de final de curso de
uma das autoras. Na próxima seção deste artigo, traremos a fundamentação teórica,
seguida pela metodologia utilizada na pesquisa. Em seguida, serão apresentados os
resultados e discussões e finalizamos com nossas considerações finais.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Fundamentação Teórica</title>
      <p>
        Quando se fala a respeito do uso das TDICs em sala de aula, os principais argumentos
para se justificar sua baixa inserção no cotidiano escolar são: (i) a falta de infraestrutura
nos laboratórios de informática e (ii) a falta de formação docente inicial e continuada
para uso destas ferramentas. Acerca da formação docente,
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Beira e Nakamoto (2016</xref>
        )
apontam que a informatização nas escolas públicas brasileiras é, até o momento, apenas
aparente, em razão da formação ineficaz para a utilização destas ferramentas.
      </p>
      <p>
        Paradoxalmente, para
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Kenski (2015)</xref>
        , uma das principais características do
professor é se colocar à disposição das mudanças, pois apesar das dificuldades inerentes
à profissão, os docentes enchem as salas dos cursos de atualização, participam de
seminários, compram livros e estudam espontaneamente. Sendo assim é preciso refletir
sobre a diferença existente entre o desejo manifesto de aprender e de incorporar o novo
ao cotidiano docente e a efetividade do resultado dos esforços das formações inicial e
continuada realizadas no contexto educacional brasileiro.
      </p>
      <p>Para reduzir a lacuna entre o que se espera da formação docente, no tocante ao
uso das TDICs, e os resultados observados no cotidiano escolar, é necessário lançar mão
de um arcabouço teórico-metodológico que oportunize ao professor melhor apreensão
do potencial existente na associação dos conhecimentos conceituais, pedagógicos e
tecnológicos.</p>
      <p>
        O conceito de TPACK (acrônimo para Technological Pedagogical And Content
Knowledge), onde: Conteúdo equivale ao o quê será ensinado; Pedagógico corresponde
ao como, às ferramentas destinadas ao ensino ou ao arcabouço teórico-metodológico do
qual o professor se utiliza para ensinar determinado conteúdo e; Tecnológico diz
respeito aos recursos tecnológicos que facilitarão aos estudantes a apreensão dos
conteúdos; vem a ser um exemplo de conceito que busca estudar minuciosamente as
áreas de conhecimento envolvidas no uso de TDICs em sala de aula, a fim de reduzir a
distância entre o que se pretende e o que na realidade acontece no cotidiano escolar. O
TPACK trata, portanto, do campo conceitual contido no ponto de interseção entre
conhecimentos tecnológicos, conhecimentos pedagógicos e conhecimento dos
conteúdos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Mishra &amp; Koehler 2006</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Thompson 2008</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Koehler &amp; Mishra 2009</xref>
        ].
      </p>
      <p>Figura 1. Os sete componentes do TPACK.</p>
      <p>Fonte: http://tpack.org/</p>
      <p>Almeida (2005) elucida a relevância da formação do professor trazendo à tona o
entendimento da colaboração ao aprendizado oferecendo práticas pedagógicas com o
uso das TDICs, a partir de três posturas indispensáveis: (i) o que se deseja atingir e as
ações que se pretende realizar, (ii) a integração das tecnologias e mídias; e (iii) as
concepções relacionadas às áreas de conhecimento. Esses aspectos são facilmente
encontrados em um planejamento estruturado e estão alinhados à proposta do TPACK.</p>
      <p>
        A formação continuada do professor é o momento de entendimento e reflexão
sobre como se utiliza de forma interativa as TDICs em sala de aula, e o que realmente é
significativo em trabalhar com elas, buscando assim, o aperfeiçoamento das práticas
pedagógicas. Essa formação deve ser refletida em forma de um espiral ascendente de
aprendizagem, permitindo assim, as habilidades e competências pedagógicas
necessárias para seu aperfeiçoamento [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">Valente 2005</xref>
        ]. Tais concepções nortearam as
formações oferecidas a professores e estudantes de licenciatura acerca da plataforma
OBAMA.
      </p>
      <p>
        Promover efetivamente a integração entre TDICs e conhecimentos, configura-se
como desafio para a formação continuada de professores, que deve pautar-se na
reflexão, na ação e na reflexão sobre a ação, propiciando ao docente a possibilidade de
compreender, investigar corretamente o emprego do computador em sua prática,
oportunizando novas formas de aprender, interagir e, principalmente utilizar diferentes
formas de linguagens e estruturas de pensamentos da escola e de seus atores de ensino
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Prado 2005</xref>
        ]. Imbuídos desse sentimento é que planejamos a formação e procedemos à
análise dos planos de aulas com OAs elaborados por professores com suporte da
plataforma.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Metodologia</title>
      <p>No decorrer desta pesquisa fizemos a análise qualitativa dos planos de aula produzidos
durante formações para uso da plataforma OBAMA, oferecidas gratuitamente pela
equipe do projeto, no período de junho a dezembro de 2017, como devolutiva do
financiamento público deste projeto de pesquisa. Os encontros ocorreram em cinco
municípios do estado do Rio Grande do Norte: Natal, Ceará-Mirim, Martins,
Parnamirim e Pureza, em escolas das redes municipal e federal de ensino.</p>
      <p>As formações tiveram duração de 4 horas cada uma, organizadas em três
momentos. Em um primeiro momento realizamos a contextualização acerca das
mudanças ocorridas na sociedade devido aos avanços tecnológicos, da origem, das
aplicações possíveis, das vantagens do uso OAs para o ensino e aprendizagem de
Matemática. Em um segundo momento, apresentamos a interface de busca da
plataforma e, na sequência, oportunizamos aos participantes a livre busca, interação e
avaliação de OAs. Em um terceiro momento apresentamos a função Planos de Aula,
suas principais funcionalidades e como atividade final da formação, propusemos aos
participantes a produção de um plano de aula, para o ensino de Matemática, fazendo uso
de um ou mais OAs, a ser realizada individual ou coletivamente, de acordo com a
infraestrutura disponível no local.</p>
      <p>
        Finalizadas as formações, avançamos para a fase de análise dos planos de aula
produzidos. Inicialmente identificamos e desprezamos os 29 planos de aula teste,
aqueles produzidos pela equipe de desenvolvimento da plataforma durante o período de
implementação da funcionalidade, e os 18 planos de aulas incompletos, iniciados pelos
cursistas, mas não concluídos por alguma razão que não mensuramos. A seguir,
analisamos os 44 planos de aula considerados válidos, com ênfase nos objetivos e na
metodologia. No tocante aos objetivos, os planos foram divididos em dois grupos: (i)
centrados no aluno e (ii) centrados no professor. Após esse processo, selecionamos para
a fase seguinte de análise, apenas os planos cujos objetivos estavam focados no aluno,
conforme se espera de um plano de aula [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Libâneo 2012</xref>
        ]. Estes foram classificados em
duas categorias, a partir da abordagem pedagógica dos OAs - instrucionista e
construcionista [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Papert 2008</xref>
        ]. A seguir realizaremos a análise preliminar dos resultados
obtidos, apontando tanto para as principais fragilidades quanto para as potencialidades
observadas.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Resultados e Discussões</title>
      <p>Com relação às formações para uso da plataforma, ao final do segundo semestre do ano
de 2017, foram certificados 204 participantes. Esta experiência enriqueceu não apenas
aos cursistas, mas principalmente à equipe, pois, por meio da devolutiva realizada pelos
participantes via formulário de avaliação da plataforma, foi possível o aperfeiçoamento
da mesma, bem como a implementação de novas funcionalidades. Ademais a interação
entre os diferentes grupos oportunizou à equipe de produção uma visão mais ampla da
realidade regional, das potencialidades e dificuldades existentes, o que orientou as fases
subsequentes de desenvolvimento da plataforma.</p>
      <p>No tocante aos planos de aula obtidos, aqueles que apresentaram seus objetivos
centrados no aluno (70,5%), foram classificados em duas categorias baseados no uso do
OA: (i) como ferramenta para fixação do conteúdo, alinhada à abordagem instrucionista
(41,9%) e; (ii) como ferramenta para a estruturação da aprendizagem, alinhada à
abordagem construcionista (58,1%). Antes de adentrarmos às análises dos planos
válidos, cumpre destacar o elevado número de propostas (quase ⅓) que não traziam as
metas de aprendizagem a serem desenvolvidas pelos alunos. A definição do objetivo de
aprendizagem do aluno auxilia o professor, não só na escolha das ações que tomará para
conduzir sua aula, quanto na escolha do próprio OA e como ele se integra à proposta da
aula. Esse achado da pesquisa demandará, a posteriori, análise mais apurada, levando
em consideração o perfil dos autores: alunos das licenciaturas ou professores em
exercício.</p>
      <p>
        Dentre os planos de aula que propuseram o uso instrucionista do OA, houve
prevalência da aula expositiva, seguida de uma sessão de prática, com a utilização do
OA. Esse tipo de uso da TDIC apesar de válido traz uma concepção restrita da
contribuição dos OAs no ensino da Matemática. Nesses casos os recursos são utilizados
para validar ou testar o conteúdo apresentado pelo professor ou pela própria TDIC, ou
seja, trata-se de uma perspectiva instrucionista [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Papert 2008</xref>
        ]. Abaixo um trecho da
metodologia de plano de aula, para os anos iniciais do Ensino Fundamental, alinhado a
esta perspectiva.
      </p>
      <p>[...]Iniciaremos a aula retomando o conceito de fração, bem como os
elementos que a constituem. No segundo momento introduziremos o jogo,
deixando livre para aproximação com o mesmo, em seguida daremos uma
explicação mais formal de como se dá o funcionamento do jogo. No último
momento retomaremos todos os conceitos trabalhados no jogo, por meio de
questionamentos.</p>
      <p>Dentre os planos de aula que propuseram o uso construcionista do OA, que
coloca o aprendiz como construtor dos conceitos, identificamos maior criatividade nas
propostas de atividade, com destaque para a associação entre experiências práticas em
sala ou atividades de campo com a utilização do OA. Abaixo ilustramos essa análise
com trechos de um plano de aula que utiliza o descritor “Espaço e Forma”, para os anos
iniciais do Ensino Fundamental, como exemplo da associação entre OA e experiências
práticas. Os dados de autoria serão intencionalmente omitidos.</p>
      <p>[...]realizar a medição das dimensões da sala de aula onde eles se encontram e
solicitar que anotem estes dados; No terceiro momento, o professor deverá
dividir a turma em grupos de 2 ou 4 alunos e com a disponibilidade de
computadores ou dispositivos móveis apresentá-los o objeto de aprendizagem
(OA) Construtora Rived, disponível na Plataforma OBAMA; Cada grupo
deverá criar um nome e entrar (OA) Construtora Rived; A primeira atividade
consiste em resolver as questões da planta baixa, fornecendo as respostas
para as 3 possibilidades da aplicação de pisos para sala; Nesta etapa, os
alunos terão como saber se as respostas estão ou não de acordo, já que o
(OA) fará o feedback. Na segunda atividade, os alunos deverão elaborar
estratégias para encontrar a quantidade mínima de pisos necessários, dentro
das três opções disponíveis no (OA), considerando as dimensões das sala de
aula, registradas inicialmente; Nessa etapa, os alunos já não dispõe de uma
correção automática disponível no (OA), sendo importante a interação e
participação entre todos [...] do grupo; No momento final, o professor deverá
conduzir uma discussão no grande grupo onde cada grupo apresentará e
justificará sua resposta; Por fim o professor formalizará o conceito
matemático das áreas das figuras planas trabalhadas durante a presente aula.</p>
      <p>Este exemplo demonstra a possibilidade de associação entre o OA e experiências
práticas. Ao realizar esse tipo de atividade, o professor facilita ao aluno a apreensão do
conceito, uma vez em que oportuniza a observação do mesmo conceito em ambientes
diferentes. Deste o professor se utiliza tanto do conhecimento Pedagógico (PK) e
conhecimento Conteúdo (CK), o que aponta para a possibilidade de formações que
subsidiem o uso das interseções inerentes ao conceito de TPACK. Esta é apenas uma
das múltiplas possibilidades de uso de TDIC em sala de aula. O planejamento para uso
dessas ferramentas possibilita ao professor tanto maior segurança no momento da
aplicação da atividade, quanto maior clareza quanto aos resultados a serem alcançados
pela turma. É importante lembrar que embora os OAs sejam, em sua maioria,
autoexplicativos e de manipulação intuitiva, ainda assim a mediação do professor
permanece essencial, pois é por meio dela que o aluno poderá realizar a abstração
necessária à apreensão do conteúdo.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Considerações</title>
      <p>As demandas da atualidade exigem transformações na escola e na prática
docente a fim de atender às demandas do aluno do século XXI. A partir da análise dos
planos de aula elaborados na plataforma OBAMA identificamos a necessidade de
formação continuada que subsidie a práxis do professor na sociedade digital, não apenas
no tocante aos aspectos técnicos do uso dos dispositivos, mas também quanto ao
Conhecimento Tecnológico e Pedagógico dos Conteúdos (TPACK).</p>
      <p>Este artigo trata de uma análise preliminar de dados e será aprofundado em
trabalhos futuros. Os planos cujos objetivos estão centrados no professor merecerão
maior aprofundamento a fim de determinar a motivação do alto índice de um equívoco
em um campo considerado como conhecimento pedagógico elementar. Também os
elementos que colaboram para a estruturação de práticas construcionistas serão
analisados com maior minúcia, a fim de auxiliar na compreensão dos fatores
influenciam na criação de planos de aula que integrem tais práticas no uso das TDIC.
Especial atenção será dada ao quadro teórico TPACK e suas interseções.</p>
      <p>Esperamos que este estudo possa contribuir para a realização trabalhos que
aprofundem as questões aqui levantadas de modo contribuir para efetiva integração das
TDIC no contexto educacional brasileiro.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Referências</title>
      <p>Almeida, M.E.B. (2005) Prática e formação de professores na integração de mídias.</p>
    </sec>
  </body>
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    <ref-list>
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