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    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>O início de uma prática de letramento digital voltada para pessoas com deficiência visual</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Leonardo B. S. de Lima</string-name>
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          <string-name>Lindemberg C. dos Santos</string-name>
          <email>lindemberg.project@gmail.com</email>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Keila C. Moreira</string-name>
          <email>keila.moreira@ifrn.edu.br</email>
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        </contrib>
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          <label>0</label>
          <institution>Instituto Federal de Educação</institution>
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          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>550</fpage>
      <lpage>555</lpage>
      <abstract>
        <p>In the information society we live in, it is extremely important that teaching practices be focused on digital literacy. This article aims to demonstrate the elaboration of a practice aimed at teaching people with visual impairment, whether partial or total, seeking the development and computational autonomy. The methodology used was a case study, in the IERC / RN to survey the main difficulties in the use of technologies, the consequence of this study was the improvement of a teaching methodology and systematized contents in favor of the digital literacy of these students. Resumo. Na sociedade da informação que vivemos, é de extrema importância que práticas docentes sejam voltadas para o letramento digital. Este artigo visa evidenciar a elaboração de uma prática voltada para o ensino de pessoas com deficiência visual, seja ela parcial ou total, buscando o desenvolvimento e autonomia computacional. A metodologia empregada foi um estudo de caso, no IERC/RN para levantamento das principais dificuldades no uso de tecnologias. A consequência desse estudo foi o aperfeiçoamento de uma metodologia de ensino e conteúdos sistematizados em prol do letramento digital desses alunos.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>No mundo globalizado é de extrema necessidade que se promova a inclusão digital
e de se ter um cuidado ainda maior, como docentes, em auxiliar aqueles que não dispõem
de conhecimento tecnológico para desempenhar tarefas de forma independente com os
recursos digitais.</p>
      <p>Na sociedade da informação, tudo está na distância de um clique, informações vêm
e vão a cada instante, por isso é importante saber manusear essas tecnologias para se
manter informado não somente por notícias, pesquisas e estudos são altamente
disseminados pelas TIC (tecnologias da informação e comunicação), é inquietante que
seja privado o acesso de tais informações a pessoas com deficiências, sejam de qual
natureza for. Especificamente, o letramento digital a deficientes visuais pode torná-los
mais independentes, visando a busca de informações para desenvolvimento das mais
diversas atividades, desde como resolver um problema matemático a como cozinhar
determinado prato, abrir os horizontes dessas tecnologias a eles pode proporcionar uma
autonomia antes não vislumbrada, sem o uso das TIC. Atrelado a isso, várias tecnologias
vêm sendo aprimoradas para melhor atender esse público. Dentre essas tecnologias
podemos destacar teclados adaptados com mecanismos em braille, softwares de leitura
de telas, softwares que aumentam o tamanho de fontes e figuras, impressoras em braille,
hardwares que recebem informações do usuário via teclado braille e retornam a
informação solicitada por meio de dispositivos sonoros, dentre outros.</p>
      <p>Sendo docentes e nos preocupando com a inclusão por meio das tecnologias,
pensamos em pesquisar e desenvolver uma metodologia de ensino que auxiliasse alunos
com deficiências visuais a se incluir digitalmente e socialmente, visto que, um indivíduo
que não tem acesso a esses meios, ficará de fora de diversos assuntos e temas discutidos
na sociedade da informação.</p>
      <p>Vislumbrando este impasse, pensamos em aplicar uma metodologia de ensino junto
ao IERC/RN (Instituto de Educação e Reabilitação de Cegos do Rio Grande do Norte)
para que pudéssemos proporcionar o letramento digital dos alunos lá disponíveis para a
prática.</p>
      <p>Para aplicação, foi feita uma caracterização e avaliação do laboratório para as aulas
de letramento, conversamos com a atual gestão do IERC/RN e levantamos os maiores
problemas relacionados ao uso das tecnologias.</p>
      <p>Este levantamento bibliográfico e in loco tem por objetivo divulgar um problema
recorrente em diversas escolas e instituições, pretendendo uma maior visibilidade e assim
atrair mais pesquisadores para área. Tentando sensibilizar a questão, por que e como
realizar o trabalho docente de letramento digital para inclusão.</p>
      <p>2.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Inserção das tecnologias na educação</title>
      <p>Não é de hoje que a educação vem se apropriando dos recursos tecnológicos.
Computadores, rádios, televisão, entre outros são utilizados para auxílio e para
intermédio entre educador/aluno, proporcionando um melhor aprendizado, porém, não
somente o uso dessas tecnologias garantem uma melhor qualidade no ensino.</p>
      <p>
        Alguns autores como
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Maia &amp; Barreto (2012)</xref>
        discorrem como foi o início do uso
dessas tecnologias ao longo dos anos. De acordo com tais autores no ano de 1970,
algumas universidades públicas iniciaram os estudos, mas somente dez anos depois o
computador começou a ser tratado como ferramenta educacional. Vários programas
foram criados pelo governo em seguida, como o EDUCOM (Computadores na
Educação), FORMAR e o PROINFO (Programa Nacional de Tecnologia Educacional)
em destaque, pois foi o programa que viabilizou a inserção das TIC nas escolas.
      </p>
      <p>A partir deste programa, as TIC na educação ganharam um novo olhar, os docentes
perceberam que elas fazem parte deste momento histórico, e assim sendo sua inclusão no
ambiente escolar era necessário, no entanto não observada ainda o porquê dessa
necessidade, além de ser uma nova tecnologia, fato que deve ser refletido para que os
docentes não só repitam algo porque é atual, sem entender sua finalidade.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Especificidades da deficiência visual</title>
      <p>
        Com o passar dos anos, a tecnologia se faz cada vez mais presente em nosso
dia-adia, desde uma simples consulta em um mecanismo de busca na internet até uma
transação bancária via caixa eletrônico e etc. Para isso, torna-se necessário que todas as
pessoas tenha o mínimo de aptidão para realizar, de forma independente, tais tarefas.
Porém, sabemos que as pessoas com alguma necessidade especial enfrentam grandes
dificuldades no tocante a essas situações, em especial, as pessoas com deficiência visual.
Para
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Vanderheiden (1992)</xref>
        , a deficiência visual abrange as pessoas que possuem desde
visão fraca (ou baixa visão), passando por aquelas que conseguem distinguir luzes, mas
não formas, até aquelas que não conseguem distinguir sequer a luz. Este grupo de
pessoas pode ser divididas de duas formas: os que possuem visão subnormal e cegueira.
      </p>
      <p>As pessoas com visão subnormal são aquelas que cuja a capacidade de visão está
situada entre 20/40 e 20/200 após correção. Para simplificar essa afirmação, podemos
dizer que os indivíduos que possuem capacidade de visão 20/200 conseguem enxergar,
há uma distância de 6 metros, um objeto que uma pessoa com capacidade visual de
20/200 enxergam este mesmo objeto há uma distância de 60 metros. As pessoas com
visão considerada normal tem capacidade de 20/20.</p>
      <p>A visão subnormal pode variar de “intensidade” de pessoa para pessoa, ou seja,
alguns conseguem ler se o impresso for grande ou estiver próximo a seus olhos (ou
mesmo através de lentes de aumento), outros conseguem apenas detectar grandes formas,
cores ou contrastes. Além disso:
a visão subnormal inclui problemas (após a correção), como escurecimento da visão,
visão embaçada, névoa (película) sobre os olhos, visão apenas de objetos
extremamente próximos ou perda de visão à distância, visão distorcida, manchas na
frente da visão, distorção de cores ou daltonismo, defeitos no campo visual, visão
em túnel, falta de visão periférica, sensibilidade anormal à luz ou claridade e
cegueira noturna. (VANDERHEIDEN &amp; VANDERHEIDEN, 1991, p.8)</p>
      <p>
        Para
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Vanderheiden (1992)</xref>
        , uma pessoa é classificada como legalmente cega
quando sua acuidade visual é 20/200 ou pior, após correção, ou quando seu campo de
visão for menor que 20 graus de amplitude.
      </p>
      <p>A cegueira pode ser adquirida, que ocorre quando a pessoa vai perdendo a visão de
forma progressiva, na maioria dos casos lentamente, ou congênita, que ocorre quando a
pessoa possui a deficiência desde o seu nascimento. Existem duas formas de se adquirir
cegueira, que são: a forma aguda ou a forma progressiva crônica. Na forma aguda, o
indivíduo tem perda de visão de forma súbita. Na forma progressiva crônica, a pessoa já
nasce com o potencial de se tornar cego, como, por exemplo, através de problemas como
glaucoma congênito e catarata congênita. Entendendo um pouco a respeito desse tipo de
deficiência, podemos refletir sobre o quão difícil se torna, para essas pessoas, sentirem-se
incluídas em meio às tecnologias.</p>
      <p>4.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Importância da inclusão</title>
      <p>Analisando essa parcela da população e fazendo jus a esta pesquisa, futuramente
prática de ensino, vários estudos apontam que a inclusão digital é uma preocupação em
muitos países no mundo inteiro. Temos por exemplo A Global Education Agenda 2030
(UNESCO, 2015) que é uma iniciativa da UNESCO (Organização das Nações Unidas
para a Educação, a Ciência e a Cultura) e assinada pelos Estados Membros que aponta
um objetivo principal de “garantir uma educação inclusiva e igualitária de qualidade e
promover oportunidades de aprendizagem permanente para todos”. Dentro do
contextonda Global Education Agenda 2030 da UNESCO, um guia, intitulado The
Sustainable Development Goal 4 define um total de 17 objetivos a serem alcançados até
o ano 2030, incluindo o letramento digital o quanto antes para favorecer oportunidades
de emprego decente, igualdade de gênero e cidadania global para os futuros adultos no
mundo.</p>
      <p>
        Com isso, vários autores defendem o uso das TIC na escola e acreditam que essas
ações garantem uma base de inclusão extremamente sólida na sociedade, fazendo com
que o cenário digital se torne acessível a todos. Para abordar ainda mais essa questão,
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Pereira (2011)</xref>
        afirma que, atualmente, o grande desafio das escolas, dos educadores e da
sociedade civil é a exclusão digital, que aflige milhares de pessoas no país. Apesar do
Brasil estar entre os 12 países mais bem ranqueados com relação à inclusão digital,
apenas 5% da população utilizam algum serviço de Internet. Esse problema é causado
pela grande falta de recursos físicos, conteúdo midiático limitado em língua portuguesa,
poucos órgãos públicos de uso da Internet e um grande déficit na informatização das
escolas, sucateando, por muitas vezes, os poucos laboratórios de informática existentes
nessas instituições de ensino.
      </p>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Pereira (2011)</xref>
        ainda aponta que proporcionar aos alunos menos favorecidos o
letramento digital pressupõe ajudá-los a utilizar as TIC para conectar-se com o mundo,
sem limitar-se ao ensino descontextualizado das práticas virtuais. É preciso que os
estudantes usem efetivamente as novas tecnologias, identificando usos que lhe façam
significados no mundo.
      </p>
      <p>
        Para que isso ocorra de forma a suprir as necessidades dessas pessoas, torna-se
necessário haver uma mudança de pensamento e de comportamento, além de ações que
também promovam mudança nas escolas. Nesse sentido, é primordial uma capacitação
adequada aos docentes, como também o investimento adequado em hardwares e
softwares que auxiliem o processo de ensino.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Valente (2011)</xref>
        complementa, afirmando
que os computadores só fazem sentido se forem implantados para enriquecer o ambiente
de aprendizagem, e se nesse ambiente existirem as condições necessárias para favorecer
o aprendizado do aluno. O professor capacitado para esse fato é um dos elementos
indispensáveis para a existência de condição benéfica. Para isso, é essencial que os
docentes sejam preparados para o trabalho com as TIC ainda na formação inicial.
      </p>
      <p>Pensando nisso, esta pesquisa visa a aplicação uma metodologia voltada à assistir
alguns alunos do IERC, a instituição campo de nossa pesquisa ação, ela foi criada no ano
de 1952 através da iniciativa do Médico Psiquiatra Dr. Ricardo César Paes Barreto, a
Instituição desde então funciona com o apoio de sócios contribuintes, doações diversas
advindas da sociedade civil e parcerias com o Estado do Rio Grande do Norte e o
Município de Natal. O IERC oferece várias atividades de reabilitação entre elas:
arteeducação; educação física e desportiva; o ensino do Sistema Braille; estimulação
essencial; orientação, mobilidade e locomoção; letramento para crianças; estímulo a
leitura em Braille para áudio-livro e livros de letra ampliada; iniciação ao Sorobâ;
música, AEE (Atendimento Educacional Especializado); psicomotricidade e Serviço
Psicológico, conforme documento de divulgação do IERC.</p>
      <p>Apesar de ampla oferta de atividades identificamos que o letramento digital está
muito aquém do que poderia ser, assim inicialmente, iremos compor duas turmas de
alunos com deficência visual (parcial e/ou total) com prioridade para os mais velhos em
idade que estão a mais tempo longe do uso autônomo do mundo digital, em que os
discentes do curso de Licenciatura em Informática do Instituto Federal de Educação,
Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Norte (IFRN) ministrarão aulas voltadas ao
letramento digital destas pessoas. A proposta visa atingir 14(quatorze) alunos, dividida
em cinco metas.</p>
      <p>
        Nosso trabalho será uma pesquisa-ação entendida como uma “[...] pesquisa-ação
educacional que é principalmente uma estratégia para o desenvolvimento de professores
e pesquisadores de modo que eles possam utilizar suas pesquisas para aprimorar seu
ensino e, em decorrência, o aprendizado de seus alunos[...]”
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">(TRIPP, 2005, P.447)</xref>
        e
ainda com uma perspectiva de atividade de extensão, pois atenderá alunos de outra
instituição que não a nossa de origem, o IFRN.
      </p>
      <p>Então, a primeira meta (selecionar os alunos) acontecerá por meio de reuniões com
a direção e coordenação pedagógica do IERC para a seleção dos alunos que irão
participar do curso, priorizando aqueles que estiverem em maior tempo na exclusão, alvo
do curso. A segunda meta (entrevistar os alunos) será feita por meio de entrevistas com
os alunos selecionados, com o intuito de conhecê-los em suas especificidades,
dificuldades e identificar conteúdos e/ou curiosidades sobre a prática, que eles possam
ter. A terceira meta tem por objetivo preparar o laboratório do IERC, visto que,
atualmente, conta com um total de 7 computadores, porém apenas 3 estão em seu pleno
funcionamento. Para o recondicionamento das máquinas que estão momentaneamente
inutilizáveis, teremos suporte do projeto “E-lixo”, também oriundo do IFRN, para
auxiliar na plena execução deste projeto. Após as devidas adequações no Laboratório de
Informática, iniciamos a quarta meta, onde serão formadas duas turmas com no máximo
7 participantes, devido a quantidade de computadores e também, pensando em um
melhor acompanhamento individual dos discentes, com o intuito de promover uma
metodologia mais eficaz, não somente incluindo alunos, mas tornando-os capazes de
participarem das aulas de forma mais independente possível.</p>
      <p>A quinta meta é a execução das aulas, no qual estão programadas para acontecerem
em quatro módulos:</p>
      <p>Módulo I: Conhecendo o computador - Os alunos serão instruídos sobre como
manusear o computador, para que se orientem onde está cada peça, saibam para que
serve e como utilizá-la.</p>
      <p>Módulo II: Técnicas de digitação e reconhecimento do teclado - Tem por finalidade
fazer com que os alunos consigam utilizar o computador manuseando apenas pelo
teclado.</p>
      <p>O Módulo III: Ferramentas assistivas para o computador - Após a internalização
das técnicas de uso do teclado, os alunos poderão utilizar as ferramentas/softwares
assistivos para sua autonomia em diversos trabalhos de seus próprios interesses.</p>
      <p>Módulo IV: “Manuseando” a Internet - Este módulo promoverá a autonomia de
pesquisa dos alunos para que, caso haja alguma dúvidas, tenham independência
suficiente para utilizar mecanismos de pesquisa como o Google ou Bing por exemplo.</p>
      <p>Os encontros serão feitos duas vezes por semana, com duração de duas horas cada
aula, para cada turma matriculada. A execução das aulas serão previamente orientadas
por um plano de aula e discutidas com a coordenação do projeto, a coordenação
pedagógica e a direção do IERC, promovendo uma melhor comunicação entre os
discentes do IFRN e a gestão do IERC. Uma vez sendo concluído o projeto, será
elaborada pelos participantes da ação uma cartilha de letramento digital, que cumprirá o
objetivo deste trabalho: a divulgação de uma metodologia educacional para o letramento
digital de Pessoas com Deficiência, em especial portadores de deficiência visual, que
poderá ser usada pelos instrutores e professores que trabalham no IERC.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Acompanhamento e Avaliação do Projeto Durante a Execução</title>
      <p>A execução do projeto será acompanhada pela docente coordenadora/orientadora
no campus Natal-Zona Norte do IFRN e a coordenação e direção do IERC. Para esse
acompanhamento, serão realizadas reuniões semanais para discutir o desenvolvimento
dos alunos matriculados na ação, encontros didáticos-pedagógicos visando aprimorar a
metodologia e as estratégias de ensino para a sala de aula, reuniões com a direção do
IERC para avaliar o cumprimento de cada meta alçada e as atividades relacionadas,
incluindo o relacionamento dos discentes com os alunos da instituição.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Considerações finais</title>
      <p>Se analisarmos o ambiente educacional interligado a práticas pedagógicas em que
utilizamos recursos tecnológicos como aporte no processo ensino-aprendizagem,
compreendemos que as TIC estão se tornando cada vez mais indispensáveis nesse
contexto, ainda mais quando estamos tratando de alunos com deficiência visual. O
processo de evolução tecnológica vem acontecendo de forma desenfreada e estes alunos
precisam serem incluídos nessa evolução, já que almejamos viver em uma sociedade
justa e igualitária. Dia após dia, novos softwares e hardwares são lançados e isso não
pode passar despercebido. O processo pedagógico tem que estar sempre atrelado a novas
tecnologias, pois estas, são elementos dinamizadores e facilitadores do ensino. Dessa
forma, além de promover a inclusão digital dessas pessoas, este projeto busca intensificar
o aprimoramento dessa autonomia digital, através de uma metodologia eficaz, com o
objetivo de não apenas incluir, mas fazer com que esses alunos se sintam realmente
incluídos. Além disso, esta proposta também estimula os alunos a buscarem sempre mais
conhecimentos, atualizando-se com relação aos avanços tecnológicos por meio da
pesquisa-ação e convivendo de forma mais justa com a sociedade em que vivem, ao
alcançar os alunos com deficiência visual, possibilitando assim uma maior autonomia
para estes e para os que trabalham com eles.</p>
    </sec>
  </body>
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