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    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Impactos da Educação a Distância na Vida dos Egressos: Uma Análise Comparativa de Estudos na Universidade Aberta do Brasil</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Meline Mesquista de Carvalho</string-name>
          <email>meline@virtual.ufc.br</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>José Gerardo Vasconcelos</string-name>
          <email>gerardo.vasconcelos@bol.com.br</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Edgar Marçal</string-name>
          <email>edgar@virtual.ufc.br</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>- Fortaleza - CE - Brasil</string-name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>- Fortaleza - CE - Brasil</string-name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <fpage>239</fpage>
      <lpage>248</lpage>
      <abstract>
        <p>Research shows that Distance Education (DE) provides several benefits for students, such as expanding training opportunities and courses with lower costs. However, most national DE studies focus on quantitative aspects, usually restricting themselves to checking and discussing the numbers of graduates, evaders, or academic performers. This article presents an analysis of the relationship between higher education distance courses and their transformation in the lives of graduates (with a total of 534 participants). From the analysis, it can be concluded that the EaD can produce important gains in social and economic aspects for its graduates, however the results cannot be generalized to any regions of the country.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>
        A EaD permite ao aluno maior autonomia, tendo em vista que o ensino está
voltado muito mais ao estudante que ao modelo tradicional do professor em sala de
aula. Nessa modalidade de educação, o aluno deixa de ser objeto ou produto para ser o
próprio sujeito ativo, responsável por sua aprendizagem [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Belloni 2006</xref>
        ]. Essa visão ativa
do papel do aluno conjuga com o proposto pelo movimento maker, que propõe a ação
direta do aluno na construção de soluções criativas para problemas multidisciplinares
através da manipulação de objetos reais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref20">Medeiros 2010</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        No Brasil, a EaD se encontra cada vez mais institucionalizada no ensino
superior, constituindo-se em parte indispensável no Plano de Desenvolvimento
Institucional (PDI) nas universidades [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Do Breviário 2016</xref>
        ]. O
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Censo EAD Brasil
2014</xref>
        /2015 revelou que existiam 1840 cursos à distância regulamentados no país, com
um total de quase 520 mil alunos ativos matriculados em cursos regulamentados e quase
três milhões registrados em cursos livres [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Censo EaD 2015</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Inúmeras pesquisas têm sido conduzidas no sentido de se compreender a Educação a
Distância a partir diferentes pontos de vistas, como os indicadores de conclusão e
evasão, os impactos proporcionados, as políticas educacionais adotadas, suas vantagens
e suas desvantagens [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Campos et al. 2012</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Bittencourt e Mercado 2014</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Ferreira e
Carneiro 2015</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">Marçal et al. 2016</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">Maciel e Sousa 2016</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Entretanto, observa-se que a maioria dos estudos relacionados ao ensino a distância
no Brasil está focada em quantitativos genéricos, como números de formação e de
evasão, desempenho dos cursistas, perfil demográfico, entre outros. Um exemplo é o
trabalho de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref26">Santana (2013)</xref>
        , que realiza um comparativo entre egressos de cursos de
nível superior nas modalidades à distância e presencial e mostra uma visão geral
comparada relacionada à empregabilidade. Portanto, constatou-se que são poucos os
estudos que tratam os alunos de EaD como pessoas individuais e não apenas como
números. A maioria dos trabalhos não busca investigar como a vida dos alunos, nas
relações familiares, sociais e profissionais, foi transformada e, se e como eles
propagaram os benefícios oriundos das formações recebidas.
      </p>
      <p>Este artigo apresenta um estudo que pesquisou, selecionou e analisou três artigos que
abordavam a relação entre os cursos de nível superior à distância e a transformação
proporcionada por eles na vida dos egressos (com um total de 534 participantes), do
ponto de vista da melhoria da qualidade de vida e da cidadania. É apresentada uma
discussão que compara os estudos analisados e aponta aspectos que poderiam ser
melhor desenvolvidos em pesquisas futuras.</p>
      <p>O restante do artigo está organizado da seguinte maneira. A seção 2 apresenta alguns
conceitos importantes que fundamentam o artigo e discute trabalhos relacionados. A
seção 3 detalha a metodologia utilizada para a realização do estudo. Na seção 4, os
estudos selecionados são pormenorizados e analisados criticamente. A seção 5 discute
as diferenças, similaridades e os pontos fortes e fracos dos trabalhos analisados. Por
fim, na seção 6 são apresentadas as considerações finais desse estudo.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Embasamento Teórico</title>
      <p>
        A Educação a Distância (EaD) ao longo de toda a sua história vem traçando uma
trajetória de evolução, com uma aceleração notadamente percebida nas últimas décadas
a partir da integração das Tecnologias de Informação e Comunicação (TICs). No início,
uma das primeiras formas de realização de cursos a distância era através de
correspondência, que tinham como finalidade ampliar a oferta de oportunidades
educacionais permitindo que as camadas sociais menos privilegiadas economicamente
pudessem participar do sistema formal de ensino [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref21">Mugnol 2009</xref>
        ]. As preocupações
iniciais da EaD estavam focadas na educação básica e em cursos preparatórios para o
trabalho.
      </p>
      <p>
        Em 2005, o Ministério da Educação criou o projeto da Universidade Aberta do
Brasil (UAB). Esse sistema nacional objetivava sistematizar as ações, programas,
projetos e atividades pertencentes às políticas públicas voltadas para a ampliação e
interiorização da oferta de ensino superior gratuito e de qualidade no Brasil através da
modalidade EaD [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref28">Zuin 2006</xref>
        ]. A UAB funciona baseada na integração entre as
Instituições Públicas de Ensino Superior (IPES) que ofertam os cursos e que utilizam os
espaços dos polos, não vinculados às IPES, para realização dos encontros presenciais.
      </p>
      <p>
        Um dos objetivos da Universidade Aberta do Brasil é ampliar o sistema nacional
de educação para proporcionar a interiorização da oferta de ensino superior gratuito e de
qualidade no país. Ou seja, assegurar o acesso à educação nos mais distantes cantos do
Brasil, promovendo um dos mais importantes direitos do cidadão brasileiro. Afinal, a
formação educacional é uma dimensão fundante da cidadania, sendo indispensável para
possibilitar a participação de todos nos espaços sociais e políticos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Cury 2005</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Segundo o dicionário, cidadania é a prática dos direitos e deveres de um
indivíduo em um Estado [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Ferreira 1986</xref>
        ]. Entretanto, conforme
        <xref ref-type="bibr" rid="ref27">Santana (2016)</xref>
        ,
cidadania é um conceito complexo de se definir. As origens do termo cidadania
remontam da Grécia Antiga, e, ao longo dos tempos, tem sofrido adaptações e
interpretações. Segundo
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">Melo (2015)</xref>
        , existe um conceito contemporâneo de
cidadania que prevê que o cidadão não é apenas aquele que vota, mas aquela pessoa que
tem meios para exercer o voto de forma consciente e participativa. Um dos motivos da
complexidade na definição do termo cidadania está relacionado à compreensão sobre
quais direitos e deveres são contemplados. Por exemplo, para
        <xref ref-type="bibr" rid="ref24">Oliveira, Alves e Vilar
(2016</xref>
        ), a inclusão digital passa a estar intimamente vinculada à inclusão social, de
forma a constituir uma condicionante para o efetivo exercício da cidadania.
      </p>
      <p>A concepção de cidadania adotada neste artigo, é aquela em que o sujeito, a
partir de uma formação educacional de qualidade com a participação da família e da
sociedade, possa ter acesso aos seus diretos sociais e econômicos, e ser capaz de atuar
na vida civil e política do país. Nesse sentido, os cursos de nível superior à distância
tem papel fundamental em preparar o cidadão para que possam desenvolver todas as
suas potencialidades e permitir uma participação ativa nos destinos da sociedade.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Metodologia</title>
      <p>
        Este artigo se caracteriza como um estudo bibliográfico com caráter exploratório, ao
tratar-se de uma pesquisa para conhecimento das contribuições científicas sobre um
determinado tema [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">Martins 2000</xref>
        ]. Ele foi realizado através de uma análise correlacional
que possibilitou a identificação de similaridades e diferenças entre os trabalhos
selecionados. Pôde-se então, a partir de comparações entre os diferentes estudos,
estabelecer os parâmetros mais relevantes para se conhecer as contribuições científicas
sobre o tema.
      </p>
      <p>Assim, pretendeu-se realizar um estudo para se conhecer as contribuições
práticas e teóricas existentes em diferentes pesquisas que demonstrassem os efeitos
(positivos e negativos) na vida das pessoas de cursos de ensino superior à distância no
Brasil. Então, esse estudo coletou, selecionou e analisou diferentes trabalhos sobre o
tema com, entre outros objetivos, a finalidade de formular problemas e hipóteses para
estudos posteriores.</p>
      <p>
        Foi realizada uma busca para se identificar estudos que demonstrassem o efeito
transformador dos cursos de nível superior à distância nas vidas de universitários
brasileiros. Observou-se que a grande maioria dos artigos disponíveis envolve pesquisas
com aspecto mais generalista e quantitativo, abordando assuntos como: caracterização
do estágio de institucionalização da EaD no Brasil [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Ferreira e Carneiro 2015</xref>
        ];
identificação de indicadores de gestão da UAB [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">Oliveira et al. 2013</xref>
        ]; e, estudo da
evasão e permanência nos cursos a distância [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">Marçal e Arco-Verde 2014</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">Fonseca 2015</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">Maciel e Sousa 2016</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Nesse sentido, após buscas nos sites do Google Acadêmico1 e no Portal de
Periódicos da CAPES2, foram selecionados para análise os seguintes artigos que
tratavam especificamente dos aspectos relacionados aos efeitos dos cursos de ensino
superior à distância nas vidas dos estudantes de diferentes cursos e regiões
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">do Brasil:
Narita et al. (2016</xref>
        ),
        <xref ref-type="bibr" rid="ref27">Santana (2016)</xref>
        e
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Ferrugini e De Castro (2015</xref>
        ).
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Análise dos Estudos Selecionados</title>
      <p>A seguir, serão apresentadas as análises sobre cada um dos estudos selecionados,
destacandose: um resumo sobre como se deu cada um dos trabalhos, os aspectos positivos para as
vidas dos participantes das pesquisas, e uma visão crítica sobre problemas identificados
nos estudos.</p>
      <p>
        4.1. Estudo 1 [Narita et al. 2016]
O artigo de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref25">Narita et al. (2016)</xref>
        apresenta um estudo com 84 participantes, concluintes ou
egressos de cursos da Universidade Aberta do Brasil de todas as regiões do país. O
estudo visou analisar os impactos e os efeitos dos cursos superiores à distância da UAB
no perfil e no desenvolvimento profissional dos alunos através de um questionário
online. Em particular, procurou-se identificar a situação dos alunos durante e depois da
graduação frente a questões relacionadas ao trabalho, aos ganhos salariais, às mudanças
de crenças e de valores e às novas formas de inserção na sociedade.
      </p>
      <p>A partir das respostas dos participantes, o estudo conclui que o ensino na
modalidade à distância pode contribuir significativamente para a formação de cidadãos,
independentemente da região do Brasil. Os autores apontam que esses efeitos positivos
foram observados não apenas na qualificação profissional dos alunos, como também na
qualidade de vida e na inserção deles na sociedade.</p>
      <p>A análise do ponto de vista do impacto profissional foi realizada a partir da
verificação das mudanças de faixas salariais dos alunos durante e após a graduação. O
estudo mostra que para a grande maioria dos participantes houve uma melhoria salarial
e evolução na faixa de rendimentos. Com relação às mudanças de qualidade de vida e
inserção social, o estudo analisou as respostas dos alunos agrupando-as em seis
categorias: Realização e trabalho; Relacionamentos e mudanças de crenças e valores;
1 http://scholar.google.com.br
2 http://www.periodicos.capes.gov.br
Uso de tecnologias; Novas oportunidades; Satisfação e crescimento pessoal; Respeito e
reconhecimento. O estudo conclui afirmando que, a partir das narrativas dos
participantes, pode-se afirmar que entrada e a conclusão nos cursos superiores à
distância afetaram positivamente a vida daquelas pessoas, nos aspectos sociais, laborais
e econômicos.</p>
      <p>
        O estu
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">do de Narita et al. (2016</xref>
        ) apresenta um retrato importante sobre os benefícios
da EaD, entretanto o maior problema do estudo está na generalização dos resultados
sem a devida fundamentação. Por exemplo, os autores afirmam que os resultados tem
alcance nacional e em distintos locais. Entretanto, dos 84 participantes da pesquisa,
apenas 4 são do Nordeste. Esse número claramente não permite uma projeção do perfil
dos alunos da região. Além disso, na parte relativa à melhoria da qualidade de vida, os
autores não apresentam os percentuais dentro de cada uma das categorias,
impossibilitando uma verificação sobre qual foi realmente o quantitativo de melhoria.
São citados exemplos de depoimentos individuais de alguns dos alunos, porém não é
possível deduzir que todos os participantes pensem da mesma forma. Por fim, o artigo
não apresenta nenhuma opinião contrária à EaD, como se essa modalidade só
apresentasse pontos positivos para os alunos. Fato esse que é contrariado por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Bittencourt e Mercado (2014</xref>
        ), que apresentam diferentes obstáculos à implementação
dessa modalidade de ensino, como a questão da alta evasão.
4.2. Estudo 2 [Santana 2016]
Em sua Tese de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Doutorado, Santana (2016</xref>
        ) apresenta um estudo aprofundado
considerando os aspectos cognitivos, sociais, emocionais e, especialmente, o sentimento
de cidadania à luz da inclusão social, política e econômica proporcionada pela formação
superior em cursos à distância. Em particular, a autora foca naqueles egressos que foram
os primeiros da família a concluir um curso de graduação.
      </p>
      <p>O estudo foi conduzido com Coordenadores de Polo, Tutores Presenciais e
egressos de cursos da Universidade Aberta do Brasil no estado de Sergipe.
Especificamente sobre os egressos, 118 participaram da pesquisa. Desses, 69 (58,47%)
respondentes se autodeclararam os primeiros da família a concluírem um curso de nível
superior.</p>
      <p>A autora observou que os alunos que eram os primeiros a cursarem uma
graduação em suas famílias se destacavam junto aos Coordenadores e Tutores por suas
ações cotidianas, pela dedicação, pela persistência, por demonstrarem mais confiança,
inspiração dos demais familiares, serem mais solidários, e buscarem melhorias de renda
pessoal e familiar.</p>
      <p>Mais da metade dos participantes afirmou que houve melhoria da sua condição
de vida com a realização do curso superior pela UAB (52,54%). A maioria dos
respondentes (53,39%) também afirmou que a conclusão de um curso superior público
proporcionou parcialmente a ampliação da cidadania e da participação política que eles
não tinham. Outros aspectos que os egressos apontaram que o curso superior
proporcionou melhoria foram: autoestima (60,17%), relações sociais (52,54%),
percepção crítica sobre seus direitos (62,71%) e para 41,53% houve uma melhoria plena
nas relações familiares. O principal aspecto negativo identificado no estudo diz respeito
à desaprovação recebida pelos egressos com relação à modalidade do curso. 45,76% dos
respondentes informaram que receberam críticas pelo curso ser na modalidade à
distância.</p>
      <p>
        A Tese de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Doutorado de Santana (2016</xref>
        ) apresenta um estudo bem completo
sobre a relação entre os egressos e os ganhos obtidos com a conclusão de um curso de
ensino superior à distância. Entretanto, questiona-se se as conclusões obtidas poderiam
ser estendidas a outros Estados do Brasil, além de Sergipe. Como o estudo não compara
as conclusões obtidas com outras pesquisas, não se pode inferir o alcance dos resultados
em nível nacional. Além disso, acredita-se que a análise realizada, de forma
generalizada considerando-se os 118 participantes, não permitiu uma observação mais
pormenorizada que possibilitasse a identificação de dificuldades enfrentadas pelos
alunos ou que justificasse algumas diferenças entre os ganhos obtidos. Por exemplo, o
artigo não esclarece porque 52,54% dos participantes afirmaram que tiveram uma
melhoria nas relações sociais, entretanto apenas 41,53% disseram que tiveram uma
melhoria nas relações familiares.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>4.3. Estudo 3 [Ferrugini e De Castro 2015]</title>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Ferrugini e De Castro (2015</xref>
        ) apresentam um estudo que buscava identificar os possíveis
benefícios socioeconômicos e as dificuldades percebidas pelos egressos do curso de
administração à distância da Universidade Aberta do Brasil (UAB). Além disso, os
autores ainda investigaram os fatores que levaram os alunos a escolher aquela
modalidade de formação em nível superior.
      </p>
      <p>A coleta dos dados ocorreu de duas formas: um questionário online com os
egressos do curso de Administração de 11 instituições de ensino superior da UAB e
entrevistas com os coordenadores do curso. A ideia era cruzar os dados quantitativos
das respostas ao questionário online com os dados qualitativos contidos nas entrevistas.
Foram analisadas as respostas de 332 egressos e 06 coordenadores de curso.</p>
      <p>Os autores concluíram o artigo afirmando que benefícios mais ligados ao
desenvolvimento pessoal, como maior capacidade de argumentação, desenvolvimento
do senso crítico e aumento da autoconfiança, superaram os benefícios econômicos,
como aumento da renda e mudança de emprego. Com relação aos obstáculos para
concluir o curso, os principais motivos foram: falta de tempo para as atividades e
dificuldade em aprender sozinho.</p>
      <p>Apesar de ser um estudo com 332 respondentes, os próprios autores assumem que
“os resultados e as contribuições desse estudo devem ser analisados com certa cautela...
fato este que inviabiliza generalizar os resultados a todos os egressos do curso”. Isso
porque não foi seguida uma metodologia de amostragem adequada para que os dados
obtidos apresentassem uma distribuição normal. Da mesma forma que não era possível
generalizar os resultados, também não era possível aplicá-los em contextos regionais,
tendo em vista que não foi apresentada uma análise por Unidades Federativas ou por
regiões. Além disso, o estudo não realizou investigações mais relacionadas à melhoria
da vida dos estudantes, tais como o impacto para os egressos nas relações com a
comunidade e com a família durante o curso e após sua conclusão.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>5. Discussão</title>
      <p>A maioria dos estudos sobre a EaD no Brasil tem analisado informações quantitativas
ou generalistas ou do ponto de vista gerencial, como os indicadores de conclusão e
evasão, as políticas educacionais utilizadas, e as vantagens e desvantagens da adoção da
modalidade de ensino a distância. Um dos focos dos pesquisadores tem sido mostrar
que o ensino à distância pode alcançar números e níveis de qualidade equivalentes aos
do ensino presencial.</p>
      <p>O enfoque desse artigo seguiu uma linha bem diferente. Buscou-se investigar,
através de outros tipos de questionamentos, se a EaD também melhora a vida dos
egressos e de seus familiares. Por exemplo, o que significa, em termos de retorno para a
comunidade, quando uma pesquisa mostra que um curso EaD teve 50% de
concludentes? Será que todos os alunos que estão entrando nos cursos de nível superior
à distância estão tendo melhoria de vida? Se não todos, porque alguns estão tendo e
outros não? Será que não seria melhor tentar desenvolver políticas que aumentassem os
benefícios nas vidas dos alunos, ao invés de buscar apenas uma ampliação na
quantidade de concludentes? Então, a principal questão que este artigo propõe é: será
que ao invés de formar mais não seria mais interessante formar melhor? É importante
deixar claro que quando, nesse artigo, se fala em formar melhor, isso não está
relacionado ao conteúdo aprendido. Claro que isso é essencial. Mas argumenta-se aqui
que, além disso, é importante considerar os benefícios sociais e econômicos que podem
ser proporcionados aos alunos da EaD, em especial aqueles com maiores dificuldades
de acesso a cursos de nível superior.</p>
      <p>Os estudos analisados nesse artigo apresentam contribuição importante para a
EaD no Brasil ao tratarem da questão da formação do aluno como um cidadão,
mudando o foco das pesquisas generalistas. Entretanto, ficaram algumas lacunas que
podem ser investigadas para se aprofundar a compreensão sobre os impactos
comportamentais e sociais para os alunos dos cursos superiores à distância.</p>
      <p>Por exemplo, nenhum dos estudos analisados, ou outros encontrados e não
descritos neste artigo, apresentou metodologia e resultados que permitiriam uma
generalização dos benefícios para as diversas regiões do país. Além disso, os estudos
não permitiam que se chegasse a uma conclusão sobre a relação entre os ganhos
proporcionados pela EaD e o nível de desenvolvimento social e educacional do
Município onde o aluno mora. Não há, nos trabalhos investigados, uma verificação
através de medidas comparativas, como o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH)
ou Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) ou a quantidade de cursos
ofertados de nível superior (presenciais ou à distância), por exemplo. Estas informações
poderiam facilitar uma análise comparativa contextualizada para municípios e regiões
com características similares.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>6. Conclusão</title>
      <p>Este estudo investigou os impactos que os cursos de nível superior à distância no Brasil
podem proporcionar aos alunos sob o ponto de vista da melhoria da qualidade de vida
dos egressos. Para isso, foram selecionados e analisados três artigos que descreviam
estudos sobre esse tema, a partir de diferentes óticas. Os estudos apontam que a EaD
pode produzir ganhos importantes nos aspectos sociais e econômicos para seus alunos e
pessoas próximas.</p>
      <p>Apesar do número de participantes compreendidos pelos três estudos, 534, a
maioria dos resultados ainda é localizada ou superficial, de forma que as conclusões
sobre o assunto ainda são limitadas. Assim, acredita-se que deveriam ser realizadas mais
pesquisas aprofundando a investigação sobre como a EaD influencia nas relações
sociais, familiares e econômicas do egresso, antes, durante e após a conclusão do curso.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>Referências</title>
      <p>da Pontifícia Universidade Católica do Rio Grande do Sul (PUC-RS), como
requisito parcial para a obtenção do grau de Doutor em Educação.</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Araújo</surname>
            ,
            <given-names>B.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2007</year>
          ).
          <article-title>“Educação a distância no contexto brasileiro: experiências em formação inicial e formação continuada”</article-title>
          . UFBA, ISP, PROGED.
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref2">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Belloni</surname>
            ,
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