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      <title-group>
        <article-title>Produção de Vídeos Educacionais em Um Curso de Graduação a Distância: Importância e Dificuldades Sob a Ótica Discente</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Renata B. M. Machado</string-name>
          <email>renata.machado@aluno.uece.br</email>
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          <email>mayla.benevides@aluno.uece.br</email>
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          <string-name>Otávio V. Sobreira Júnior</string-name>
          <email>otavio.sobreira@uece.br</email>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Lydia D.M. Pantoja</string-name>
          <email>lydia.pantoja@uece.br</email>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Germana C. Paixão</string-name>
          <email>germana.paixao@uece.br</email>
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          <label>0</label>
          <institution>Curso de Licenciatura em Ciências Biológicas a distância da Universidade Estadual do Ceará/Universidade Aberta do Brasil (UECE/UAB) Avenida Dr. Silas Munguba</institution>
          ,
          <addr-line>1700 - 60.714-903 - Fortaleza - CE -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>271</fpage>
      <lpage>278</lpage>
      <abstract>
        <p>The objective of this work was to analyze the importance and the difficulty in the production of educational videos in the disciplines, from the perception of students from the Biological Sciences Course at a distance of UECE/UAB, pole of Maracanaú-CE. For that, a semistructured online questionnaire was used, being made available to 25 students of the class through a hyperlink. The questionnaire collected the participant's impressions about the advantages, disadvantages and difficulties in the use of educational video in the evaluation process of learning. The results show that it is necessary to rethink the pedagogical use of this tool, especially in the evaluation process used in the course. Resumo. Este trabalho tem por objetivo analisar a importância e a dificuldade quanto à produção de vídeos educacionais nas disciplinas, sob a ótica de alunos do Curso de Ciências Biológicas à distância da UECE/UAB, polo Maracanaú-CE. Para tal, utilizou-se um questionário online semiestruturado, sendo disponibilizado a 25 alunos da turma por meio de um hiperlink. O questionário coletou as impressões dos participantes sobre as vantagens, desvantagens e dificuldades na utilização do vídeo educacional no processo de avaliação da aprendizagem. Os resultados revelam que se faz necessário o repensar pedagógico do uso desta ferramenta, em especial no processo de avaliação utilizado no curso.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>Nesse contexto, tornar o aluno participante efetivo de seu processo de
aprendizagem pode gerar resultados eficazes, fazendo com que ele se sinta cada vez
mais incluído no cenário, levando em conta sua autonomia quanto ao tempo, sua
cultura, motivação, valores, objetivos, dentre outros fatores que podem interferir
positiva ou negativamente na capacidade de assimilar informações novas.</p>
      <p>Sendo assim, as ações em EaD são norteadas por alguns princípios, segundo
Leite (1998, p. 38), podem ser citados:</p>
      <p>Flexibilidade, permitindo mudanças durante o processo, não só para os
professores, mas também para os alunos; Contextualização, satisfazendo com
rapidez demandas e necessidades educativas ditadas por situações
socioeconômicas específicas de regiões ou localidades; Diversificação,
gerando atividades e materiais que permitam diversas formas de
aprendizagem; Abertura, permitindo que o aluno administre seu tempo e
espaço de forma autônoma.</p>
      <p>
        Vale ressaltar que os Ambientes Virtuais de Aprendizagem – AVA dos cursos à
distância apresentam várias ferramentas que facilitam a comunicação entre os
participantes e, também, gerenciam a publicação de conteúdos e as atividades na
plataforma. Essas ferramentas são denominadas em síncronas, em que os participantes
estão conectados no ambiente simultaneamente (online), como webconferência,
audioconferência e chat, e assíncronas, onde os interlocutores interagem no sistema em
tempos diferentes, podendo ser citados os fóruns de discussão, blogs, e-mail [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Corrêa
2007</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Uma das ferramentas com potencial para promover interação do aluno com o
conteúdo estudado é o vídeo educacional, tendo em vista que reúne a linguagem falada
e escrita, com a exploração de situações, sons, cores, cenários e pessoas por meios de
imagens, em sua maioria, dinâmicas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Schneider, Caetano e Ribeiro, 2012</xref>
        ]. Essa
ferramenta possibilita que o aluno sintetize e sistematize a abordagem no assunto e
consiga dominar aspectos para então se posicionar, produzir pensamentos e gerar
opiniões acerca de seus resultados alcançados, para só então repassar no seu vídeo toda
a sua conclusão ao telespectador. Para
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Ferres (1996</xref>
        ), o uso dos vídeos como recurso
pedagógico se justifica à medida que quanto mais sentidos são mobilizados durante uma
exposição, melhor é a porcentagem de retenção mnemônica.
      </p>
      <p>
        Inúmeras são as possibilidades de aplicações pedagógicas que podem ser
atribuídas ao vídeo educacional, tais como a produção de vídeo-aulas, resenhas críticas
e/ou documentários. A isso, soma-se a possibilidade de realizar diferentes avaliações de
aprendizagem do aluno, não se resumindo apenas a provas escritas ou questões de
múltipla escolha. Afinal, é notável que ao gravar um vídeo, o aluno desenvolve
habilidades que contribuem para sua formação integral, tais como, a autoconfiança,
postura, habilidade de falar em público, dentre outras que servirão não apenas no eixo
acadêmico, mas para outras áreas de atuação profissional [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Bacich, Tanzi Neto e
Trevisani 2015</xref>
        ].
      </p>
      <p>A formação do aluno deve ter como cerne principal a construção de seres
pensantes, capazes de formular opiniões e atribuir críticas construtivas. Por isso a
avaliação dos vídeos educacionais precisa ter um foco no desenvolvimento múltiplo do
aluno, proporcionando-lhe novos desafios, permitindo-lhes expandir seus
conhecimentos e percorrer novos caminhos na educação, integrando infinitas
possibilidades a todas as partes envolvidas no processo.</p>
      <p>De acordo com Gomes (2009) e Klein (2012), um vídeo educacional necessita
apresentar as seguintes características: a) Conteúdo – refere-se à qualidade científica,
exatidão e apropriação do assunto, atualização, clareza, contextualização, pertinência,
adequação da linguagem e do conteúdo ao público-alvo; b) Proposta pedagógica –
relaciona-se às aplicações práticas do conteúdo, habilidades e competências que serão
trabalhadas, sugestões de atividades, motivações para leituras mais amplas,
exemplificações, esquemas e gráficos, dentre outros; c) Material de acompanhamento –
presença de dados de identificação/créditos com as seguintes informações (título, autor,
data e local da gravação, público a que se destina e duração); d) Veracidade – postura
ética quanto à mensagem que deseja transmitir nesse tipo de material, sendo
fundamental a dedicação, responsabilidade e uma profunda análise a respeito das
informações que serão disponibilizadas; e) Legibilidade – qualidade do áudio e a
imagem (iluminação, cores, qualidade técnica e estética dos elementos visuais); f)
Originalidade – utilização de imagens e áudios próprios (inéditos).</p>
      <p>Neste mister, o presente trabalho tem por objetivo analisar a importância e a
dificuldade quanto à produção de vídeos educacionais nas disciplinas, sob a ótica de
alunos do Curso de Ciências Biológicas a distância da Universidade Estadual do
Ceará/Universidade Aberta do Brasil – UECE/UAB, polo Maracanaú-CE.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Metodologia</title>
      <p>A abordagem metodológica quantitativa da pesquisa consistiu na aplicação de um
questionário semiestruturado, com perguntas elaboradas através das vivências
observadas e relatadas pelos alunos durante os encontros presenciais nas disciplinas.</p>
      <p>Utilizou-se um questionário online semiestruturado, sendo disponibilizado a 25
alunos da turma por meio de um hiperlink utilizando a ferramenta Google Drive® como
hospedagem. O questionário coletou as impressões dos participantes sobre as vantagens,
desvantagens e dificuldades na utilização do vídeo educacional no processo de
avaliação da aprendizagem. Ressalta-se que os participantes foram devidamente
comunicados de que todos os dados coletados durante a pesquisa eram completamente
anônimos e tinham fins estritamente acadêmicos.</p>
      <p>O hiperlink da pesquisa foi disponibilizado por um período de sete dias,
contendo dez perguntas, distribuídas em cinco seções, que abrangiam opções de
respostas de múltipla escolha, escala linear e subjetiva (de livre resposta). As seções
contempladas foram: informações gerais; dificuldades em produzir vídeos educacionais;
envio das atividades em forma de vídeos educacionais; justificativa para não entregar o
vídeo educacional; e sugestões para otimizar o uso da ferramenta. Na sessão em que era
aferida as dificuldades em produzir vídeos educacionais, utilizou-se no instrumento de
pesquisa uma escala linear de 1 a 5 para apontar o grau de dificuldade quanto a certas
situações, sendo 1 equivalente a “nenhum” e 5 equivalente a “muito difícil”.</p>
      <p>Em seguida, os dados foram catalogados, apresentados através de percentagens
simples e confrontados a luz da literatura atual e pertinente.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Resultados e Discussão</title>
      <p>No total, 14 alunos participaram da pesquisa, equivalendo a 56% da turma matriculada
no polo de Maracanaú-CE. Quando indagados sobre a importância das mídias sociais no
dia-a-dia, 71,4% dos alunos responderam ser de “muita importância”, enquanto 28,6%
afirmaram que as tais “são necessárias, mas somente em alguns momentos”. Isso
evidencia que todos estão de acordo com o uso de mídias sociais e, consequentemente,
tem ciência dos seus recursos, tais como: fotos, vídeos, áudios, dentre outros.</p>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8 ref9">Paixão e Vidal (2015</xref>
        , p. 34) destacam que existem muitas vantagens na criação
de suas próprias mídias, como os vídeos educacionais, uma vez que proporcionam ao
aluno tornar-se:
[...] produtor do seu próprio conhecimento, possibilita a pesquisa, permite a
experiência na produção de um material colaborativo, otimiza o
desenvolvimento do pensamento crítico, promove a expressão e da
comunicação, favorece uma visão interdisciplinar, integra diferentes
capacidades e inteligências e valoriza o trabalho em grupo.
      </p>
      <p>Em relação ao hábito dos alunos de produzirem vídeos autorais, de qualquer
natureza, para serem postados em suas redes sociais (Facebook®, Instagram®, Twitter®,
dentre outros), 64,3% dos participantes informaram que nunca postam seus vídeos em
redes sociais; enquanto 26,6% responderam que elaboram os vídeos, mas raramente os
postam em suas redes sociais; e, a minoria, 7,1% afirmou que além de produzir vídeos
autorias tem o hábito de publicá-los (Figura 1).</p>
      <p>Figura 1. Representação gráfica do hábito de alunos de um curso de Licenciatura em
Ciências Biológicas a distância de produzir vídeos autorais para serem postados em
redes sociais</p>
      <p>A pesquisa evidencia que a grande maioria dos alunos não tem o hábito de
postar os vídeos pessoais em redes sociais. No próprio questionário, essa situação é
justificada porque os alunos não se sentem confortáveis com a exposição nas redes.
Autores como Gomes (2009) e Klein (2012) afirmam que a ferramenta precisa
contemplar a originalidade, tal quesito é atingido com a utilização de imagens e áudios
próprios (inéditos), logo, o aluno inevitavelmente precisa se expor durante a confecção
do vídeo.</p>
      <p>
        Quando indagados sobre a percepção da gravação de vídeos educacionais como
uma estratégia relevante no processo de avaliação em EaD, notou-se que 42,9% dos
alunos responderam ser de muita relevância, 35,5% afirmam que se faz necessário em
alguns momentos, 14,3% percebem nenhuma relevância; enquanto 7,1% constatam
pouca relevância (Figura 2). Isso demonstra que, apesar da maioria dos alunos estar
ciente da importância do uso de vídeos educacionais como forma de avaliação no curso,
alguns ainda não atribuem tanta relevância, o que reflete, diretamente, nas dificuldades
apresentadas em produzir os vídeos, onde muito se questiona a necessidade de realizar
essa atividade [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Schneider, Caetano e Ribeiro 2012</xref>
        ].
      </p>
      <p>Figura 2. Representação gráfica da percepção de alunos de um curso de Licenciatura em
Ciências Biológicas a distância sobre a gravação dos vídeos como estratégia relevante de
avaliação em EaD</p>
      <p>Cerca de 57% dos participantes mencionam apresentar alguma/muita dificuldade
em se expor/apresentar em vídeos, ao passo que a metade afirmou apresentar bastante
dificuldade em falar sobre as temáticas exigidas respeitando o tempo estipulado no
comando da atividade; 64,3% dos participantes afirmaram que apresentam alguma ou
muita dificuldade na edição dos vídeos; já em relação à postagem/envio do vídeo
educacional produzido no YouTube® (no canal específico da turma), 78% dos alunos
informou apresentar alguma/muita dificuldade na postagem, enquanto o restante afirma
possuir pouca/nenhuma dificuldade (Tabela 1).</p>
      <p>Ao serem questionados se no ano de 2017 haviam se abstido de entregar alguma
das atividades que exigiam a produção de vídeo educacional, percebeu-se que três
alunos informaram que “sim, deixei de entregar alguma um ou mais vídeos solicitados”,
o que representa 21,4% do total de participantes. Ao serem instigados a relatar sobre os
motivos principais da não entrega dos vídeos, obtivemos as respostas abaixo:
“Tempo.” (sic) (Aluno 1)
“Acho perda de tempo, algumas atividades poderiam focar mais nas
discussões dos conteúdos empíricos ou em aulas práticas relacionadas aos
assuntos da biologia.” (sic) (Aluno 2)
“Pouco tempo hábil para gravar.” (sic) (Aluno 3)
Tabela 1. Distribuição do grau de dificuldade em produzir vídeos educacionais na
percepção dos alunos de um curso de Licenciatura em Ciências Biológicas a distância
Apresentar-se em vídeo
educacional, que será
utilizado como avaliação
Falar sobre as temáticas
exigidas no comando da
atividade, se atentando ao
tempo estipulado no
comando da atividade
Editar o vídeo produzido
por você, utilizando
ferramentas de edição
Postar (enviar) o vídeo
educacional produzido
por você no YouTube®
(no Canal específico da
Turma)</p>
      <p>Nenhum
21,4%
21,4%
7,1%
7,1%</p>
      <p>Pouco
7,1%
7,1%
28,6%
14,3%</p>
      <p>Grau de dificuldade</p>
      <p>Algum
14,3%
14,3%
14,3%
28,6%</p>
      <p>Difícil
35,7%
35,7%
21,4%
14,3%</p>
      <p>Muito difícil
21,4%
21,4%
28,6%
35,7%</p>
      <p>As informações revelam que alguns alunos não dispõem de tempo suficiente
para elaborarem certas atividades que julgam ser mais laboriosas, ou não costumam
organizarem-se para tal. No caso dos vídeos, além de alguns ainda não perceberem a
importância da ferramenta no processo avaliativo, compreendem que seria mais
vantajoso produzir outro tipo de atividade, utilizando outras ferramentas.</p>
      <p>Por fim, foi solicitado aos alunos que conferissem sugestões para o
aprimoramento do uso da ferramenta vídeos educacionais como instrumento avaliativo
no curso. Dentre as respostas transcritas pelos alunos, se destacam:
“Ser de uso optativo incluir pessoas externas ao trabalho como fazer em
dupla ou sozinho.” (sic) (Aluno 4)
“Minha maior dificuldade é na edição do vídeo e na criação de uma
estrutura e apoio que possibilite a gravação do vídeo, como tripé, auxílio de
outra pessoa para gravar, dar pause, fazer a direção da cena, dar dicas de
cenários, elaborar o roteiro do vídeo.” (sic.) (Aluno 5)
“A minha sugestão seria minicurso para utilização de certas ferramentas.</p>
      <p>Tipo: como editar vídeos.” (sic) (Aluno 6)
“Acredito que uma forma de otimizar o uso de vídeos educacionais para
contribuir com o ensino a distância seria estabelecer um critério opcional
com relação a gravação de vídeos que envolvam outras pessoas não
relacionadas ao curso, pois há situações que as pessoas se recusam a
gravar, por que não gostam de se expor. Outra sugestão, seria disponibilizar
mais recursos para as pessoas que possuem mais dificuldades em postar os
vídeos no canal, seria uma maneira de evitar que alguns alunos deixassem
de fazer a atividade por não dominarem este comando.” (sic) (Aluno 7)
“Se for para usar os vídeos que sejam em equipes e que não precise se
deslocar para algum lugar, onde todos os participantes estejam presentes,
bem como edição não seja considerada como ponto de avaliação.” (sic)
(Aluno 8)
“Acho que não deveria ser exigida essa forma de avaliação.” (sic) (Aluno 9)</p>
      <p>Dentre as sugestões, é apontado como uma vantagem criar a opção de realizar o
vídeo de forma individual ou em equipe, o que ocasionaria em uma maior flexibilidade
para os participantes. Atualmente, esta opção é definida pelo comando da atividade que
explicita se a gravação deverá acontecer individualmente, ou em grupos, inclusive
especificando a quantidade de membros. Outros alunos, além da preferência pelo vídeo
ser gravado em equipe, solicitam que as gravações aconteçam sem que haja a
necessidade de todos estarem presentes no mesmo local durante a gravação, ou seja, o
vídeo deveria ter as partes individuais unidas por meio de edição, situação que
atualmente não é permitida. Houve ainda sugestões de que este tipo de ferramenta não
seja utilizada como um instrumento de avaliação.</p>
      <p>O curso de Licenciatura em Ciências Biológicas – UECE/UAB dispõe de um
conjunto próprio de normas e diretrizes para elaboração e avaliação de vídeo
educacional. Essas normas são disponibilizadas a todos os envolvidos, trazendo
orientações aos alunos para a elaboração dos vídeos educacionais, bem como
oferecendo parâmetros para os tutores à distância avaliarem, utilizando parâmetro, os
vídeos exigidos nas atividades do AVA.</p>
      <p>
        No referido documento de orientações técnico-pedagógicas estão evidenciados
os elementos e características necessários que serão avaliados na produção do vídeo
educacional, a saber: conteúdo; proposta pedagógica; aspectos técnico-estéticos
(linguagens, roteiro, estrutura narrativa, formato, material de acompanhamento);
veracidade; legibilidade (qualidade do áudio e a imagem); e originalidade [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8 ref9">Paixão e
Vidal 2015</xref>
        ].
      </p>
      <p>Por fim, os apontamentos dos alunos na pesquisa levam o referido curso de
graduação à distância a um repensar de sua prática, inclusive apontando para a
necessidade da disposição de tutoriais, com vistas a possibilitar ao aluno leigo um
manuseio das ferramentas de edição de vídeos. Também precisa ser pensado em uma
reformulação das diretrizes de avaliação adotadas pela instituição, objetivando mitigar
as dificuldades apresentadas pelos alunos, contribuindo assim para uma maior aceitação
quanto ao uso da ferramenta vídeo educacional.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Considerações Finais</title>
      <p>Sob o olhar de discentes de uma graduação à distância constatou-se que há certas
dificuldades em relação à produção de vídeos educacionais, ocasionando inclusive a
abstenção das entregas em alguns casos. Dentre as dificuldades mais evidentes,
destacou-se: a falta de habilidade no uso das ferramentas de gravação, edição e
postagem; a opção de não querer se expor nas gravações; o pouco tempo para produzir
os vídeos.</p>
      <p>Foram apresentadas sugestões que possibilitem uma melhor adequação da
ferramenta como instrumento de avaliação no curso, a saber: cursos de edição e
manuseio dos vídeos; opção de escolher produzir os vídeos em equipe ou individual,
com vistas a uma maior flexibilidade por parte dos alunos.</p>
      <p>Diante dos resultados apresentados, faz-se necessário o repensar pedagógico do
uso desta ferramenta, em especial no processo de avaliação utilizado no curso, bem
como a criação de tutoriais e até mesmo uma reformulação das diretrizes adotadas pela
instituição, visando reduzir as dificuldades apontadas, contribuindo assim para uma
maior aceitação discente quanto ao uso da ferramenta vídeo educacional.</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
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