<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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      <title-group>
        <article-title>Integrac¸ a˜o Sem aˆntica das Bases de Dados do Munic´ıpio de S a˜o Paulo: Um Estudo de Caso com Anomalias Congeˆnitas</article-title>
      </title-group>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>De´bora Lina N. Ciriaco Pereira</string-name>
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          <string-name>Renata Wassermann</string-name>
          <email>renatag@ime.usp.br</email>
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          <string-name>(Orientadora)</string-name>
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          <string-name>Lais Salvador</string-name>
          <email>laisns@dcc.ufba.br</email>
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          <string-name>(Orientadora)</string-name>
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      <pub-date>
        <year>2014</year>
      </pub-date>
      <abstract>
        <p>The lack of semantic information is a big challenge, even in contextdriven areas like Healthcare, characterized by established terminologies. Here semantic data integration is the solution to provide precise information and answers questions like: how many individuals diagnosed with a congenital anomaly live in the city of Sa˜o Paulo? This case study will evaluate two ontology based data access frameworks (Linked Data Mashup and Ontop) regarding integration quality (precision, completeness, and processing time to answer competence questions), time dispended and the possibility of scalability and replicability. We have a partnership with the city of Sa˜o Paulo's Health Department to access identified databases related to congenital anomalies. Resumo. A auseˆncia do uso de contexto nos dados tem sido um desafio mesmo para a´reas com terminologias estabelecidas como a da sau´de. A integrac¸a˜o semaˆntica dos dados e´ uma soluc¸ a˜o para obter informac¸ o˜es mais precisas e responder perguntas como: Quantos indiv´ıduos com anomalia congeˆnita vivem no munic´ıpio de Sa˜o Paulo? Este estudo de caso avaliara´ dois frameworks de acesso a dados baseado em ontologias (Linked Data Mashup e Ontop), quanto a` qualidade das junc¸o˜es (precisa˜o, cobertura e processamento para responder a`s questo˜es de competeˆncia), ao tempo demandado e a` possibilidade de escalabilidade e replicabilidade. A Secretaria Municipal de Sa˜o Paulo disponibilizara´ o acesso a`s bases identificadas referentes a anomalias congeˆnitas.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introduc¸a˜ o</title>
      <p>
        integrado por meio de seus significados. Para acessar esse conteu´do surguiu o paradigma
Ontology Based Data Access (OBDA). No OBDA uma ontologia define o esquema
global de alto n´ıvel de um conjunto de dados (ja´ existente, normalmente em bancos de
dados relacionais) e promove um vocabula´rio para realizac¸a˜o de buscas pelo usua´rio
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Kontchakov et al. 2013</xref>
        ].
      </p>
      <p>Segundo a iniciativa Open Data Barometer1, em 2016 o Brasil era o 18o
colocado no ranque de 144 pa´ıses avaliados quanto a` disponibilidade e qualidade dos dados
pu´blicos de seus munic´ıpios em a´reas como: sau´de, educac¸ a˜o, financ¸as, legislac¸a˜o.
Embora bem colocado e com diversas iniciativas de publicac¸ a˜o dos dados2, e´ percept´ıvel a
necessidade de melhora da qualidade das fontes, no que diz respeito a` presenc¸a de licenc¸as
para uso aberto, identificadores-chave para os registros e formatos leg´ıveis por ma´quinas.
Este cena´rio demonstra a fragilidade semaˆntica dos dados disponibilizados.</p>
      <p>
        O Brasil possui cerca de 140 sistemas de informac¸a˜o em sau´de, desenvolvidos
pelo Ministe´rio da Sau´de para a notificac¸a˜o de eventos relacionados a` atenc¸a˜o a` sau´de
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Brasil et al. 2017</xref>
        ]. Entretanto, por terem surgido a partir de demandas diferentes, os
sistemas sa˜o independentes, na˜o havendo um me´todo fa´cil e automa´tico para busca de
registros interbases, na˜o existindo em todas as bases o mesmo identificador u´nico. Outra
caracter´ıstica e´ o fato dos registros serem centrados em eventos, como procedimentos
realizados durante uma internac¸a˜o ou medicamentos dispensados por um estabelecimento
de sau´de, e na˜o no paciente. Somado a isso, a compreensa˜o dos dados se da´ pelo acesso
a diversos diciona´rios de dados e codificac¸ o˜es onde cada varia´vel corresponde a uma
codificac¸a˜o diferente, como a CID-103 (Co´digo Internacional de Doenc¸as) e o SIGTAP4
(que possui o Cata´logo de Procedimentos do Sistema U´nico de Sau´de). Este panorama
dificulta encontrar respostas a perguntas como: Quantos pacientes sa˜o atendidos pela rede
de sau´de? E, quais foram os procedimentos realizados pelo paciente na u´ltima internac¸a˜o?
      </p>
      <p>
        A redundaˆncia e fragmentac¸ a˜o das informac¸o˜es e´ evidenciada em temas como o
do reporte das anomalias congeˆnitas. Segundo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">SMS-SP 2012</xref>
        ], anomalias congeˆnitas
sa˜o malformac¸o˜es de o´rga˜os ou partes do corpo durante o desenvolvimento intra-uterino,
detecta´veis ao nascer. Estas exibem manifestac¸o˜es cl´ınicas diversificadas, desde
pequenas alterac¸o˜es morfolo´gicas ate´ defeitos complexos de o´rga˜os ou segmentos corporais,
correspondendo ao conjunto de CIDs-10 Q00-Q99 e D18. O principal instrumento de
registro desses casos e´ a Declarac¸ a˜o de Nascido Vivo (DN), instrumento base do
Sistema de Informac¸ o˜es de Nascidos Vivos (SINASC)5. No entanto, seus dados tambe´m
esta˜o distribu´ıdos por outras sete bases independentes: SIM6 (de mortalidade), SIH7 (de
1Open Data Barometer: https://opendatabarometer.org/?_year=2016&amp;indicator=
ODB
      </p>
      <p>2Algumas iniciativas nacionais para a disponibilizac¸a˜o de dados:
Portal Brasileiro de dados abertos: http://dados.gov.br/
Governo Aberto SP: http://www.governoaberto.sp.gov.br/
Dados Abertos, Prefeitura de Sa˜o Paulo: http://dados.prefeitura.sp.gov.br/
3CID-10: http://www.cid10.com.br/
4SIGTAP: http://sigtap.datasus.gov.br/
5SINASC: http://datasus.saude.gov.br/sistemas-e-aplicativos/eventos-v/
sinasc-sistema-de-informacoes-de-nascidos-vivos</p>
      <p>6SIM: http://datasus.saude.gov.br/sistemas-e-aplicativos/eventos-v/
sim-sistema-de-informacoes-de-mortalidade</p>
      <p>
        7SIH: http://datasus.saude.gov.br/sistemas-e-aplicativos/hospitalares/
informac¸o˜es hospitalares), TANU (de triagem auditiva neonatal), bases de gesta˜o do
sistema de sau´de (GSS e SIGA) e de produc¸ a˜o ambulatorial (BPA-I e APAC). Isso resulta
em pacientes presentes na base do TANU, mas na˜o na do SINASC, por exemplo. Ter as
informac¸o˜es dispersas entre as bases significa na˜o saber ao certo quantos pacientes foram
diagnosticados e quais esta˜o em tratamento. A falta de informac¸o˜es leva a` sub-notificac¸a˜o,
o que impede a elaborac¸a˜o de indicadores demogra´ficos e de sau´de acurados, bem como o
melhor desenvolvimento de sistemas de vigilaˆncia e estabelecimento de pol´ıticas de sau´de
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">SMS-SP 2012</xref>
        ].
      </p>
      <p>Ao inquirir soluc¸ o˜es, e´ observado que a compreensa˜o das terminologias utilizadas
para o preenchimento dos registros e a necessidade de ana´lises extremamente
contextualizadas dificultam iniciativas de profissionais de fora da a´rea da sau´de. Por outro lado,
lidar com o tamanho das bases e a complexidade computacional que as permeiam e´ um
fator limitador para os profissionais da sau´de. Isto e´ agravado quando a populac¸a˜o alvo
e´ a do munic´ıpio de Sa˜o Paulo, que em 2010 era de mais de 11 milho˜es de habitantes8,
equiparando a complexidade de seu sistema de sau´de a uma unidade da federac¸a˜o. Deste
modo na˜o ha´ relatos do desenvolvimento de uma soluc¸a˜o de integrac¸a˜o de bases de dados
escala´vel para todo o munic´ıpio.</p>
      <p>Para o desenvolvimento deste projeto de mestrado foi reconhecida a necessidade
de uma equipe multidisciplinar. Assim, foi realizada uma parceria com a Secretaria
Municipal de Sau´de de Sa˜o Paulo (SMS-SP), que: disponibilizara´ o acesso a`s bases de dados
identificadas (SINASC, SIM e SIH) com informac¸o˜es referentes a`s anomalias congeˆnitas;
auxiliara´ na compreensa˜o dos conceitos e na eleic¸a˜o das questo˜es de competeˆncias
utilizadas para validar as ontologias. As questo˜es de competeˆncia elencadas ate´ agora foram:
Qual a prevaleˆncia de anomalias congeˆnitas na cidade de Sa˜o Paulo?
Quem sa˜o os pacientes com anomalia congeˆnita? Quais sa˜o suas caracter´ısticas?
Qual o caminho de cuidado a que cada paciente tem se submetido?</p>
      <sec id="sec-1-1">
        <title>2. Proposta e Objetivos</title>
        <p>
          Este estudo de caso visa, a longo prazo, integrar as bases de dados identificadas,
relacionadas a`s anomalias congeˆnitas, SINASC, SIM e SIM, pertencentes a` Secretaria Municipal
de Sau´de de Sa˜o Paulo. No entanto, para isso e´ necessa´rio eleger uma metodologia
escala´vel para o problema. Assim, inicialmente havera´ a comparac¸a˜o de dois frameworks
de OBDA: Ontop e Linked Data Mashup (LDM). Estes sera˜o medidos quanto a` precisa˜o,
cobertura e tempo de processamento ao responder a`s questo˜es de competeˆncia e a`s
capacidades de escalabilidade e replicabilidade. O framework Ontop9, desenvolvido pela
Free University of Bozen-Bolzano, foi escolhido por fazer parte do estado da arte. A
selec¸a˜o do LDM [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Vidal et al. 2015</xref>
          ], por sua vez, ocorreu por ter sido empregado em uma
prova de conceito para integrac¸a˜o das bases de dados e-SUS (que conte´m dados cl´ınicos
dos indiv´ıduos) e SINASC no munic´ıpio de Taua´-CE [Lopes et al. 2016], cuja populac¸ a˜o
em 2010 era de 55.716 habitantes10, possuindo assim caracter´ısticas similares ao presente
trabalho, embora em menor escala.
sihsus
        </p>
        <p>8IBGE, Sa˜o Paulo, SP https://cidades.ibge.gov.br/brasil/sp/sao-paulo/
panorama
9Framework Ontop: http://ontop.inf.unibz.it/
10IBGE, cidade de Taua´-CE: https://cidades.ibge.gov.br/brasil/ce/taua/
panorama</p>
        <p>Os objetivos espec´ıficos sa˜o:
Mapear as terminologias utilizadas nas bases de dados SINASC, SIM e SIH;
Mapear as similaridades entre os dois frameworks: Ontop e LDM;
Criar as ontologias, contendo as terminologias e a estrutura das bases de dados;
Integrar o conteu´do das bases de dados SINASC e SIM atrave´s do nu´mero da
declarac¸a˜o de o´bito;
Integrar o conteu´do das bases de dados SINASC e SIH atrave´s das varia´veis
pessoais, tais como: nome, sexo e data de nascimento;
Realizar consultas atrave´s das ontologias;
Avaliar a qualidade da integrac¸a˜o;
Extrair um me´todo de trabalho;</p>
        <p>Disponibilizar os dados na˜o identificados, ja´ pu´blicos, em formato RDF;</p>
      </sec>
      <sec id="sec-1-2">
        <title>3. Metodologia</title>
        <p>O desenvolvimento do projeto se dara´ seguindo duas etapas. Ate´ que ocorra a aprovac¸ a˜o
para uso dos dados identificados por meio dos comiteˆs de e´tica do IME e da SMS-SP,
sera˜o utilizados os dados pu´blicos sem identificac¸ a˜o. Nesta fase se dara´ o processo de
criac¸ a˜o das ontologias seguindo os dois frameworks a serem testados. Com isso, e´
esperado que todas as terminologias relacionadas a`s bases de dados estejam em formato
ontolo´gico para o recebimento dos dados identificados. Tambe´m e´ prevista a publicac¸ a˜o
das bases de dados em formato RDF. Na segunda etapa, iniciada apo´s as autorizac¸o˜es,
sera˜o finalizados os mapeamentos semaˆnticos, realizadas as consultas de acordo com as
questo˜es de competeˆncia e analisados os dois frameworks, como pode ser observado na
Tabela 1.</p>
        <sec id="sec-1-2-1">
          <title>Aprovac¸o˜es Etapas</title>
          <p>Tabela 1. Apresenta c¸a˜ o da metodologia
Framework Framework LDM
Ontop Especifi-
Materiacac¸a˜o lizac¸a˜o</p>
        </sec>
        <sec id="sec-1-2-2">
          <title>Fase pre´aprovac¸a˜o</title>
        </sec>
        <sec id="sec-1-2-3">
          <title>Fase po´saprovac¸a˜o</title>
        </sec>
        <sec id="sec-1-2-4">
          <title>Edic¸a˜o do documento para o comiteˆ de e´tica Utilizac¸a˜o de dados pu´blicos</title>
          <p>Construc¸a˜o das
ontologias
Realizac¸a˜o dos
mapeamentos
Realizac¸a˜o das
consultas</p>
          <p>Ana´lise das respostas
3.1. Fases de modelagem pelo framework Linked Data Mashup
O framework LDM integra as bases de dados percorrendo treˆs etapas:
X
X
X</p>
        </sec>
        <sec id="sec-1-2-5">
          <title>Questo˜es de competeˆncia + Disponibilizac¸a˜o dos dados em LOD X X</title>
          <p>–
–</p>
        </sec>
        <sec id="sec-1-2-6">
          <title>Fase de avaliac¸a˜o X X –</title>
        </sec>
        <sec id="sec-1-2-7">
          <title>Visa˜o – – X</title>
          <p>Especificac¸a˜o de um LDM: E´ a etapa do processo ligada ao mapeamento e
projec¸a˜o da integrac¸a˜o semaˆntica. Aqui, sera˜o selecionados os conjuntos de
dados, modeladas as ontologias de dom´ınio, escolhidos os conceitos essenciais que
unira˜o as ontologias, especificados os links semaˆnticos e as regras de fusa˜o do
conjunto de dados.</p>
          <p>Materializac¸a˜o de um LDM: E´ na materializac¸a˜o onde de fato ocorrera´ a criac¸a˜o
das ontologias e a integrac¸a˜o semaˆntica. Nesta etapa, as bases de dados sera˜o
traduzidas em ontologias atrave´s do plugin R2RML processor11 e sera˜o acessadas
a partir do banco de dados pelo plugin D2RQ12. Os links semaˆnticos sera˜o criados
e importados para a ontologia por meio do SILK13. Por fim, as regras de fusa˜o
materializara˜o a integrac¸a˜o e avaliara˜o sua qualidade atrave´s do plugin SIEVE14.
Visa˜o de aplicac¸ a˜o de um LDM: Uma vez criadas as ontologias e realizadas
as ligac¸o˜es semaˆnticas sera´ poss´ıvel realizar buscas espec´ıficas nas bases. Nesta
etapa sera˜o selecionados os conceitos e filtrados os dados para fazer consultas de
acordo com as questo˜es de competeˆncia.</p>
        </sec>
      </sec>
      <sec id="sec-1-3">
        <title>3.2. Fases de modelagem pelo framework Ontop</title>
        <p>
          O framework Ontop engloba as fases de linkage das bases de dados utilizando
apenas o software de modelagem de ontologias Prote´ge´15 e seu plugin neste software
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Calvanese et al. 2017</xref>
          ]. Assim, para obter os dados integrados sera´ necessa´rio seguir
os esta´gios de:
        </p>
        <p>Construc¸a˜o da ontologia: Os conceitos ja´ presentes nas bases de dados sera˜o
modelados em ontologias correspondentes a cada base. Em seguida, sera´ constru´ıda
uma ontologia de ligac¸a˜o que sera´ utilizada pelo plugin do Ontop no Prote´ge´ para
realizar a integrac¸a˜o dos dados.</p>
        <p>Integrac¸a˜o dos dados: Para realizar a integrac¸a˜o dos dados sera´ necessa´rio
realizar uma conexa˜o com a base de dados e executar o mapeamento dos links
semaˆnticos por meio do assistente de mapeamentos do Ontop.</p>
        <p>Consultas SPARQL16: As consultas feitas a partir das questo˜es de competeˆncia
sera˜o realizadas na pro´pria interface do Prote´ge´ para consultas em SPARQL.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-1-4">
        <title>3.3. Avaliac¸a˜o dos frameworks</title>
        <p>Uma vez triplificadas as bases, os frameworks sera˜o avaliados. A ana´lise considerara´ a
qualidade das junc¸o˜es quanto a` precisa˜o, cobertura e tempo de processamento ao
responder a`s questo˜es de competeˆncia e as capacidades de escalabilidade e replicabilidade dos
me´todos.</p>
        <p>Em uma comparac¸a˜o na˜o metodolo´gica, e´ sabido que o framework LDM possui
a facilidade da descric¸ a˜o do me´todo e de ter sido testado em duas bases de dados do
Sistema U´nico de Sau´de. No entanto, isso ocorreu com poucos registros, dado o tamanho
do munic´ıpio em que o caso de uso foi realizado. Por outro lado, o framework Ontop e´
11R2RML: https://www.w3.org/TR/r2rml/
12D2RQ: http://d2rq.org/
13SILK: http://silkframework.org/
14SIEVE: http://sieve.wbsg.de/
15Prote´ge´: https://protege.stanford.edu/
16SPARQL https://www.w3.org/TR/rdf-sparql-query/
completamente integrado, na˜o sendo necessa´rio utilizar plugins dispersos. Entretanto na˜o
houve o teste para bases de dados como as que sera˜o integradas neste trabalho, embora
em sua documentac¸a˜o haja um apelo a` escalabilidade.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>4. Contribuic¸o˜ es</title>
      <p>As contribuic¸ o˜es propostas para este projeto esta˜o relacionadas a` comparac¸ a˜o de dois
frameworks que utilizam conceitos de OBDA para e a integrac¸a˜o semaˆntica dos conteu´dos
das bases de dados SINASC, SIM e SIH. Assim, e´ esperado realizar:</p>
      <p>Comparac¸a˜o dos frameworks de OBDA: LDM e Ontop, mapeando as
similaridades e extraindo um me´todo de trabalho;
Integrac¸a˜o das bases de dados identificadas SINASC e SIM, SINASC e SIH da
cidade de Sa˜o Paulo pertencentes a` SMS-SP, para indiv´ıduos cujos CIDs-10 sejam
iguais a Q00-Q99 ou D18, referentes a`s anomalias congeˆnitas;
Disponibilizac¸a˜o das bases de dados SINASC, SIM e SIH, na˜o identificadas do
munic´ıpio de Sa˜o Paulo em formato RDF.</p>
      <p>Com a integrac¸a˜o semaˆntica das treˆs bases de dados (SINASC, SIM e SIH) e´ esperado
poder seguir os pacientes por todo o fluxo de cuidado, localiza´-los, aumentar a quantidade
de informac¸o˜es sobre um indiv´ıduo, melhorar o acompanhamento cl´ınico e aumentar a
confiabilidade dos dados, acarretando num auxilio na tomada de decisa˜o dos gestores
de sau´de. Por outro lado as ontologias desenvolvidas podera˜o ser reutilizadas em outras
cidades que utilizam as mesmas bases.</p>
    </sec>
  </body>
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