<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
  <front>
    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Uma Arquitetura Baseada em Ontologias para Composic¸ a˜o Sem aˆntica de Workflows</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Luan Fonseca Garcia</string-name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Jean-Franc¸ois Rainaud</string-name>
          <email>jean-francois.rainaud@ifpen.fr</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Mara Abel</string-name>
          <email>marabelg@inf.ufrgs.br</email>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>The E&amp;P industry generates a big amount of data every day. These data are used by the involved professionals in various workflows. Due to the background difference of these professionals and the great amount of data involved, semantic interoperability between these data is a big challenge. In this work, we propose an ontology-based framework for semantic workflow composition in the Geology domain. We combine together an ontology network, the notion of ontology-based data access and the concept of data lake to propose a solution for the data interoperability problem during workflow execution. Resumo. A indu´stria de E&amp;P gera diariamente uma grande quantidade de dados. Estes dados sa˜o utilizados pelos profissionais envolvidos em diversos workflows. Devido a diferenc¸a de formac¸ a˜o destes profissionais e a grande quantidade de dados envolvida, a interoperabilidade semaˆntica destes dados e´ um grande desafio. Neste trabalho, propomos uma arquitetura baseada em ontologias para composic¸ a˜o semaˆntica de workflows para o dom´ınio da Geologia. Combinamos uma rede de ontologias, a noc¸a˜o de acesso a dados baseado em ontologias e o conceito de data lake para propor uma soluc¸a˜o ao problema de interoperabilidade de dados durante a execuc¸a˜o de workflows.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>
        Segundo
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Edison [Edison et al. 2011</xref>
        ], o entendimento da indu´stria de E&amp;P e´ de
que a interoperabilidade de dados e´ crucial para conectar tecnologias e inovac¸o˜es com as
pessoas e processos em sua cadeia.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Wache [Wache et al. 2001</xref>
        ] define Interoperabilidade
como o problema de integrar sistemas computacionais heterogeˆneos e distribu´ıdos. Para
isto, e´ necessa´rio que, ale´m de possuir acesso total aos dados, estes dados possam ser
interpretados e processados sem nenhuma perda do significado pretendido dos mesmos.
      </p>
      <p>Este trabalho investiga o tema de interoperabilidade semaˆntica de dados na cadeia
de explorac¸a˜o e produc¸ a˜o de petro´ leo, faz parte de um estudo de doutorado e tem previsa˜o
de defesa para fevereiro de 2020. Propomos neste artigo uma arquitetura para descric¸a˜o e
composic¸a˜o semaˆntica de workflows no dom´ınio da Geologia. Esta arquitetura e´ baseada
em uma Rede de Ontologias e no conceito de Acesso a Dados Baseado em Ontologias
(OBDA).</p>
      <p>
        Workflow no contexto deste trabalho tem sua origem na disciplina de Modelagem
de Processos de Nego´ cios (BPM). Um workflow e´ uma abstrac¸a˜o de um processo de
nego´ cios e compreende uma se´rie de passos (conhecidos como tarefas ou atividades),
dependeˆncias entre tarefas, regras de fluxo e participantes. Uma tarefa pode representar
uma tarefa humana ou um sistema computacional [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Cardoso and Sheth 2003</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Uma rede de ontologias e´ uma colec¸a˜o de ontologias que esta˜o conectadas entre si
atrave´s de relacionamentos como alinhamentos, dependeˆncias, versionamentos, entre
outras relac¸ o˜es [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Sua´rez-Figueroa et al. 2012</xref>
        ]. Grandes ontologias monol´ıticas sa˜o de dif´ıcil
compreensa˜o e possuem um alto custo de manutenc¸a˜o. Utilizar uma rede de ontologias
em face a uma grande ontologia monol´ıtica permite modularizar dom´ınios distintos em
ontologias menores e mais espec´ıficas, o que possibilita o reuso de ontologias ja´
existentes, tambe´m facilitando a manutenc¸a˜o do conhecimento.
      </p>
      <p>
        No paradigma de Acesso a Dados Baseado em Ontologias, uma ontologia
funciona como um esquema de alto n´ıvel sobre uma fonte de dados e fornece um vocabula´rio
para consultas de usua´rios. O sistema reescreve estas consultas de usua´rios para a
linguagem da fonte de dados original e realiza esta consulta [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Civili et al. 2013</xref>
        ].
      </p>
      <p>As contribuic¸ o˜es deste trabalho sa˜o a definic¸a˜o de uma rede de ontologias que
suporta a formalizac¸a˜o de conhecimento geol o´gico de forma integrada com tarefas e
processos realizados no dom´ınio, e uma arquitetura que suporta a integrac¸a˜o deste
conhecimento com o armazenamento de suas instaˆncias em um banco de dados relacional aliado
a um data lake atrave´s da noc¸a˜o de OBDA.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Trabalhos Relacionados</title>
      <p>Investigamos trabalhos que buscassem a descric¸a˜o de workflows com o suporte de
ontologias. A seguir, faremos uma descric¸a˜o dos principais trabalhos e uma breve comparac¸ a˜o
com a arquitetura que estamos propondo.</p>
      <p>
        Em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Cardoso and Sheth 2003</xref>
        ], os autores utilizam uma ontologia para descrever
semanticamente tarefas e interfaces de web services. O foco do trabalho e´ descobrir e
apresentar ao usua´rio web services ja´ existentes. Eles comp o˜em tarefas de usua´rio com
web services para definir workflows a serem executados. Este trabalho difere do nosso
pois os autores na˜o utilizam ontologias para definir o conhecimento do dom´ınio em que
as tarefas sa˜o realizadas, na˜o contempla tarefas que na˜o sejam automa´ticas e tambe´m na˜o
se preocupam com o armazenamento dos dados.
      </p>
      <p>
        Em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Dang et al. 2008</xref>
        ], os autores propo˜ em uma arquitetura baseada em
ontologia para workflows no dom´ınio da medicina. Eles extra´ıram os principais conceitos do
dom´ınio das ageˆncias Siemens Medical Solution e Agency for Healthcare Research, e
desenvolveram uma grande ontologia contendo cinco viso˜ es diferentes. O usua´rio da
arquitetura proposta pode compor workflows atrave´s de tarefas ja´ existentes na base de
dados. O sistema gera arquivos BPEL para serem executados por alguma orquestrador de
workflow. Nosso trabalho difere na forma como os dados sa˜o acessados e armazenados.
Ale´m disso propomos uma rede de ontologias que e´ alinhada por uma ontologia de topo,
enquanto o trabalho de Dang e colegas utiliza uma ontologia u´nica.
      </p>
      <p>
        Em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Belaid et al. 2010</xref>
        ], os autores propo˜em composic¸a˜o de workflows de web
services. Eles utilizam uma ontologia de dom´ınio para descrever dados geolo´gicos e
uma ontologia de servic¸os para descrever web services e enta˜o mapeiam os conceitos
geolo´gicos com os respectivos conceitos na ontologia de servic¸os como entradas e sa´ıdas.
O sistema gera arquivos BPEL com a composic¸a˜o dos web services em workflows. O
trabalho de Belaid e colegas difere do nosso por na˜o suportar a descric¸a˜o de tarefas que na˜o
sejam execuc¸ o˜es de web services e na˜o fornecer meio de armazenar os dados que sera˜o
utilizados durante a execuc¸a˜o destes workflows ou que sera˜o gerados apo´s sua execuc¸a˜o.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Conceitos e Tecnologias Utilizadas</title>
      <p>
        As ontologias desenvolvidas ou reutilizadas neste trabalho esta˜o alinhadas com a
ontologia de topo Basic Formal Ontology (BFO). A BFO e´ uma ontologia de topo desenvolvida
para auxiliar na integrac¸a˜o de dados para a pesquisa cient´ıfica. Ela foi constru´ıda
deliberadamente pequena e seus conceitos sa˜o independentes de dom´ınio. A BFO auxilia na
interoperabilidade entre va´rios dom´ınios fornecendo uma estrutura comum de alto n´ıvel,
o que propicia a informac¸a˜o existente em diferentes ontologias a fazer parte de uma
arquitetura comum para categorizac¸a˜o e racioc´ınio [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Arp et al. 2015</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Para nos beneficiarmos do conceito de ODBA utilizamos o sistema open-source
Ontop. O sistema Ontop transforma um banco de dados relacional em um grafo RDF
virtual, e enta˜o mapeia os conceitos e relac¸ o˜es da ontologia ao banco de dados. Este
grafo virtual pode ser enta˜o consultado atrave´s da linguagem SPARQL, que sera´
traduzida para consultas SQL sobre o banco de dados de forma transparente ao usua´rio
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Calvanese et al. 2017</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Como forma de armazenar arquivos e recursos que sa˜o utilizados durante a cadeia
de E&amp;P combinamos a estrutura formal dada pelas ontologias aliadas ao banco de dados
relacional com um reposito´rio de dados do tipo data lake. Um data lake e´ um reposito´rio
massivo de dados na˜o estruturado baseado em tecnologias de baixo custo que
incrementam a captura, refino, arquivamento e explorac¸a˜o de dados brutos dentro de uma empresa
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Fang 2015</xref>
        ].
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Arquitetura Proposta</title>
      <p>A arquitetura proposta neste artigo pode ser dividida em duas grandes camadas. Uma
Camada de Conhecimento, responsa´vel por armazenar e gerenciar o conhecimento, e
outra Camada de Aplicac¸a˜o, responsa´vel por gerenciar buscas, visualizac¸ o˜es e composic¸a˜o
semaˆntica de workflows sobre este conhecimento.</p>
      <p>A camada de conhecimento possui dois mo´dulos. Uma rede de ontologias para
descrever conhecimento de dom´ınios da Geologia e de Modelagem de Processos de
Nego´cio e uma camada contendo um banco de dados relacional e um data lake. O
mapeamento entre a rede de ontologias e o banco de dados ocorre atrave´s do sistema Ontop. A
figura 1 apresenta um esquema da camada de conhecimento.</p>
      <p>Figura 1. Arquitetura do Mo´ dulo de Conhecimento.</p>
      <p>A rede de ontologias que propomos possui dois ramos de conhecimento distintos:
um para descrever conhecimento relacionado a Geologia, e outro para descrever
conhecimento relacionado a Modelagem de Processos de Nego´cio. Como base para alinhar estes
dois ramos utilizamos a ontologia de topo BFO. Para cada ramo, uma ontologia core
descreve conceitos gene´ricos que sa˜o compartilhados entre seus subdom´ınios, e ontologias
de dom´ınio espec´ıficas descrevem o conhecimento de dom´ınio que na˜o e´ compartilhado
por todas as outras ontologias. A figura 2 apresenta um exemplo da hierarquia existente
entre as ontologias contidas na rede.</p>
      <p>Figura 2. Hierarquia entre ontologias contidas na rede.</p>
      <p>Para o ramo da Geologia, a ontologia core define termos gene´ricos como
Objeto Geolo´gico, Unidade Geolo´gica e Processo Geolo´gico e as relac¸o˜es existentes entre
eles, enquanto as ontologias de dom´ınio especializam estes conceitos gene´ricos, como
por exemplo o conceito de Unidade Litolo´gica (volume de rocha distingu´ıvel por suas
caracter´ısticas litolo´gicas).</p>
      <p>Para o ramo de BPM, a ontologia core define conceitos gene´ricos como Tarefa
e Workflow, enquanto as ontologias de dom´ınio especializam conceitos como Interpretar
Textura ou Descrever Contatos, tarefas mais espec´ıficas. A ontologia core tambe´m conte´m
relac¸ o˜es que permitem compor novos workflows semaˆnticos a partir de tarefas que esta˜o
definidas nas ontologias de dom´ınio, como por exemplo relac¸o˜es de fluxo, que definem a
sequeˆncia em que as tarefas devem ser executadas, e relac¸o˜es de entrada e sa´ıda.</p>
      <p>O mo´dulo de armazenamento de dados e´ composto por um banco de dados
relacional e um data lake. O banco de dados armazena instaˆncias dos conceitos existentes
nas ontologias. Estas instaˆncias podem ser refereˆncias a objetos da realidade, como um
poc¸o de petro´leo em espec´ıfico ou uma unidade litolo´gica espec´ıfica, ou refereˆncias a
arquivos, como por exemplo um arquivo XML ou um arquivo com dados s´ısmicos, e que
esta˜o armazenados no data lake. Ale´m disso, o banco tambe´m armazena instaˆncias de
tarefas e workflows espec´ıficos e dados relacionados a eles, como o usua´rio que realizou
a tarefa, quais as instaˆncias de dados de entrada utilizados ou quais as instaˆncias de dados
resultantes ao fim do workflow.</p>
      <p>A conexa˜o entre o mo´dulo de armazenamento de dados e a rede de ontologias e´
realizada atrave´s do sistema Ontop. Os mapeamentos sa˜o realizados com a linguagem
nativa de mapeamento do framework e relacionam classes e relac¸o˜es das ontologias com
viso˜es do banco de dados por SQL. As ontologias junto com os mapeamentos resultam
em uma grafo RDF virtual que pode ser consultado atrave´s da linguagem SPARQL.</p>
      <p>A camada de aplicac¸a˜o e´ uma interface responsa´vel por gerenciar consultas do
usua´rio sobre a camada de conhecimento e compor workflows. Consultas podem ser no
n´ıvel de conceitos (Universais), cujo resultado sa˜o definic¸ o˜es ontolo´gicas, ou no n´ıvel de
instaˆncias (Particulares), cujo resultado sa˜o instaˆncias do banco ou arquivos existentes no
data lake. Por exemplo, o usua´rio pode consultar o que e´ uma Unidade Litolo´gica, e neste
caso o resultado deve ser a definic¸a˜o ontolo´gica de Unidade Litolo´gica, ou o usua´rio pode
consultar quais Unidades Litolo´gicas existem, e neste caso o resultado deve ser todas as
instaˆncias de Unidade Litolo´gica espec´ıficas existentes no banco de dados.</p>
      <p>A composic¸a˜o de workflows se da´ atrave´s da associac¸ a˜o de tarefas e workflows
existentes com as relac¸ o˜es definidas nas ontologias de BPM. A figura 3 apresenta um
exemplo fragmentado de como a tarefa de Interpretac¸a˜o Textural pode ser definida na
ontologia. A tarefa possui como entrada uma Unidade Litolo´gica e tem como sa´ıda a
Granulometria desta Unidade. Ou seja, para esta tarefa o usua´rio deve analisar uma
Objeto Geolo´gico (entidade 3D que existe no mundo real) e definir o valor de sua
qualidade Granulometria (tamanho dos gra˜os de rocha nesta unidade). Para instanciar esta
tarefa devemos possuir uma instaˆncia de Unidade Litolo´gica no banco (que referencia
uma Unidade do mundo real). Ao te´rmino desta tarefa deve ser adicionado ao banco o
valor da qualidade Granulometria para essa instaˆncia de Unidade Litolo´gica espec´ıfica e
informac¸ o˜es sobre a realizac¸a˜o desta tarefa, como usua´rio, valores de entrada, e valores
de sa´ıda.</p>
      <p>Figura 3. Exemplo de defini c¸a˜ o para a tarefa de Interpreta c¸a˜ o Textural.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Conclus a˜o</title>
      <p>Neste artigo, propomos uma arquitetura baseada em ontologias para composic¸a˜o
semaˆntica de workflows. A arquitetura utilizada uma rede de ontologias para definir
formalmente conceitos do dom´ınio e como relaciona´-los com tarefas e workflows que os
utilizam.</p>
      <p>A arquitetura proposta permite representar conhecimento de dom´ınio, descrever
semanticamente as tarefas e workflows, mapea´-los para os conceitos de dom´ınio como
entradas e sa´ıdas, compor novos workflows a partir das tarefas e workflows ja´ existentes,
armazenar informac¸o˜es e arquivos que sera˜o de fato utilizados nos workflows a serem
executados e rastrear os dados que foram utilizados durante a instanciac¸a˜o de um workflow.</p>
      <p>Este trabalho esta´ em andamento e possui previsa˜o de defesa da tese de doutorado
para fevereiro de 2020. A previsa˜o para te´rmino dos mapeamentos entre a rede de
ontologias e o banco de dados e´ para o final de 2018 e a validac¸a˜o dos resultados esta´ prevista
para o primeiro semestre de 2019.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Refereˆncias</title>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Arp</surname>
            ,
            <given-names>R.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Smith</surname>
            ,
            <given-names>B.</given-names>
          </string-name>
          , and
          <string-name>
            <surname>Spear</surname>
            ,
            <given-names>A. D.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2015</year>
          ).
          <article-title>Building ontologies with basic formal ontology</article-title>
          . Mit Press.
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref2">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Belaid</surname>
            ,
            <given-names>N.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Ameur</surname>
            ,
            <given-names>Y. A.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Jean</surname>
            ,
            <given-names>S.</given-names>
          </string-name>
          , and
          <string-name>
            <surname>Rainaud</surname>
            ,
            <given-names>J.-F.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2010</year>
          ).
          <article-title>Toward a semantic management of geological modeling workflows</article-title>
          .
          <source>In KEOD</source>
          , pages
          <fpage>282</fpage>
          -
          <lpage>287</lpage>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref3">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Calvanese</surname>
            ,
            <given-names>D.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Cogrel</surname>
            ,
            <given-names>B.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Komla-Ebri</surname>
            ,
            <given-names>S.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Kontchakov</surname>
            ,
            <given-names>R.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Lanti</surname>
            ,
            <given-names>D.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Rezk</surname>
            ,
            <given-names>M.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Rodriguez-Muro</surname>
            ,
            <given-names>M.</given-names>
          </string-name>
          , and
          <string-name>
            <surname>Xiao</surname>
            ,
            <given-names>G.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2017</year>
          ).
          <article-title>Ontop: Answering sparql queries over relational databases</article-title>
          .
          <source>Semantic Web</source>
          ,
          <volume>8</volume>
          (
          <issue>3</issue>
          ):
          <fpage>471</fpage>
          -
          <lpage>487</lpage>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref4">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Cardoso</surname>
            ,
            <given-names>J.</given-names>
          </string-name>
          and
          <string-name>
            <surname>Sheth</surname>
            ,
            <given-names>A.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2003</year>
          ).
          <article-title>Semantic e-workflow composition</article-title>
          .
          <source>Journal of intelligent information systems</source>
          ,
          <volume>21</volume>
          (
          <issue>3</issue>
          ):
          <fpage>191</fpage>
          -
          <lpage>225</lpage>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref5">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Civili</surname>
            ,
            <given-names>C.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Console</surname>
            ,
            <given-names>M.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>De Giacomo</surname>
            ,
            <given-names>G.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Lembo</surname>
            ,
            <given-names>D.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Lenzerini</surname>
            ,
            <given-names>M.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Lepore</surname>
            ,
            <given-names>L.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Mancini</surname>
            ,
            <given-names>R.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Poggi</surname>
            ,
            <given-names>A.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Rosati</surname>
            ,
            <given-names>R.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Ruzzi</surname>
            ,
            <given-names>M.</given-names>
          </string-name>
          , et al. (
          <year>2013</year>
          ).
          <article-title>Mastro studio: managing ontologybased data access applications</article-title>
          .
          <source>Proceedings of the VLDB Endowment</source>
          ,
          <volume>6</volume>
          (
          <issue>12</issue>
          ):
          <fpage>1314</fpage>
          -
          <lpage>1317</lpage>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref6">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Dang</surname>
            ,
            <given-names>J.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Hedayati</surname>
            ,
            <given-names>A.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Hampel</surname>
            ,
            <given-names>K.</given-names>
          </string-name>
          , and
          <string-name>
            <surname>Toklu</surname>
            ,
            <given-names>C.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2008</year>
          ).
          <article-title>An ontological knowledge framework for adaptive medical workflow</article-title>
          .
          <source>Journal of biomedical informatics</source>
          ,
          <volume>41</volume>
          (
          <issue>5</issue>
          ):
          <fpage>829</fpage>
          -
          <lpage>836</lpage>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref7">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Edison</surname>
            ,
            <given-names>L. S.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Brantley</surname>
            ,
            <given-names>J. D.</given-names>
          </string-name>
          , and
          <string-name>
            <surname>Edwards</surname>
            ,
            <given-names>S.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2011</year>
          ).
          <article-title>The value of smarter oil and gas fields</article-title>
          .
          <source>IBM Center for Applied Insights.</source>
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref8">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Fang</surname>
            ,
            <given-names>H.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2015</year>
          ).
          <article-title>Managing data lakes in big data era: What's a data lake and why has it became popular in data management ecosystem</article-title>
          .
          <source>In Cyber Technology in Automation, Control, and Intelligent Systems (CYBER)</source>
          ,
          <year>2015</year>
          IEEE International Conference on, pages
          <fpage>820</fpage>
          -
          <lpage>824</lpage>
          . IEEE.
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref9">
        <mixed-citation>
          <article-title>Sua´rez-</article-title>
          <string-name>
            <surname>Figueroa</surname>
            ,
            <given-names>M. C.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Go´</surname>
            mez-Pe´rez,
            <given-names>A.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Motta</surname>
            ,
            <given-names>E.</given-names>
          </string-name>
          , and
          <string-name>
            <surname>Gangemi</surname>
            ,
            <given-names>A.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2012</year>
          ).
          <article-title>Ontology engineering in a networked world</article-title>
          . Springer Science &amp; Business Media.
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref10">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Wache</surname>
            ,
            <given-names>H.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Voegele</surname>
            ,
            <given-names>T.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Visser</surname>
            ,
            <given-names>U.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Stuckenschmidt</surname>
            ,
            <given-names>H.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Schuster</surname>
            ,
            <given-names>G.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Neumann</surname>
            ,
            <given-names>H.</given-names>
          </string-name>
          , and Hu¨bner,
          <string-name>
            <surname>S.</surname>
          </string-name>
          (
          <year>2001</year>
          ).
          <article-title>Ontology-based integration of information-a survey of existing approaches</article-title>
          .
          <source>In IJCAI-01 workshop: ontologies and information sharing</source>
          , volume
          <volume>2001</volume>
          , pages
          <fpage>108</fpage>
          -
          <lpage>117</lpage>
          . Citeseer.
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref11">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Werlang</surname>
            ,
            <given-names>R.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Abel</surname>
            ,
            <given-names>M.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Perrin</surname>
            ,
            <given-names>M.</given-names>
          </string-name>
          ,
          <string-name>
            <surname>Carbonera</surname>
            ,
            <given-names>J. L.</given-names>
          </string-name>
          , and
          <string-name>
            <surname>Fiorini</surname>
            ,
            <given-names>S. R.</given-names>
          </string-name>
          (
          <year>2014</year>
          ).
          <article-title>Ontological foundations for petroleum application modeling</article-title>
          .
          <source>In 18th International Conference on Petroleum Data, Integration and Data Management.</source>
        </mixed-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
</article>