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<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><p>Electronic Patient Records (EHR) represents an important source of healthcare information. However most of information an EHR contain is available as unstructured data, making difficult to reuse that data for clinical research purposes. The unstructured data, as recorded by physicians, present a huge variety of synonyms, acronyms, and idiosyncrasies that does not correspond to standardized medical terminologies, resulting in difficulties for information retrieval. To enable the clinical information retrieval, we need some sort of connection between the colloquial terms used by health professionals and those ones present in terminologies. This research aims to identify ways to connect textual clinical data of the EHRs with standardized medical terminologies Resumo. Prontuários Eletrônico do Paciente (PEP) representam uma importante fonte de informação em saúde. Entretanto a maioria das informações contidas em um PEP são disponibilizadas como dados não estruturados, o que dificulta a utilização dos dados clínicos para fins de pesquisa. Os dados não estruturados, como registrados por médicos, apresentam uma grande variedade de sinônimos, acrônimos, e idiossincrasias que não corresponde a terminologias médicas padronizadas, resultando em dificuldades para a recuperação de informação. Para possibilitar a recuperação de dados clínicos é necessária a algum tipo de conexão entre os termos usados coloquialmente pelos profissionais para registro e aqueles das terminologias. O objetivo desse estudo é identificar formas de conectar dados clínicos textuais do PEP com terminologias médicas padronizadas.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="1.">Introdução</head><p>O Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) representa uma fonte importante de informação em saúde. Entretanto, a maioria das informações neste sistema se encontram como dados não estruturados, o que dificulta a utilização dos dados clínicos para fins de recuperação. Neste cenário, os dados não estruturados do PEP apresentam uma variedade terminológica que, em muitos casos, não corresponde as terminologias médicas padronizadas, como a Classificação Internacional de Doenças (CID). Isto dificulta a recuperação de informação, uma vez que, as anotações no PEP realizadas pela equipe multiprofissional em saúde são feitas em linguagem natural, usando os assim chamados jargões médicos. [</p></div>
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<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><p>Para melhorar as possibilidades de recuperação de informação, no apoio ao cuidado ao paciente e na descoberta de novos conhecimentos em saúde, faz-se necessário a padronização de dados clínicos de campos textuais em prontuários eletrônicos. Uma solução para esta demanda seria a utilização de terminologias médicas padronizadas para realizar a conexão com a linguagem natural do PEP. As terminologias padronizadas, também conhecidas como sistemas de classificação, e as vezes chamados vocabulários controlados, são instrumentos importantes na Medicina para fins de relatar, administrar sistemas, classificar doenças além de explicar diagnósticos e tratamentos. <ref type="bibr">[DALIANIS, 2018, p.35]</ref> Um estudo envolvendo análise de padronização de terminologias foi realizado por <ref type="bibr" target="#b8">Schulz et al. (2017)</ref>. O autor cita três tipos de terminologias em saúde e propõe uma metodologia para realizar conexão entre elas: Terminologias de Interface (texto clínico do prontuário ou jargão médico), Terminologias de Referência (vocabulários controlados e/ou ontologias) e Terminologias de Agregação (CID, SNOMED-CT).</p><p>A presente pesquisa aborda a Terminologia de Interface, que inclui o jargão médico ou texto e dado clínico. O objeto de estudo será o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) do Hospital Felício Rocho (HFR) onde a pesquisa foi aprovada para realização pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) pelo número do CAAE:03384418.0.0000.5125.O objetivo da pesquisa é identificar formas de conectar dados clínicos textuais do Prontuário Eletrônico do Paciente com terminologias médicas padronizadas.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="2.">Terminologias em saúde</head><p>Na norma ABNT ISO/TR 12300 (2016, p.6), o conceito de terminologia de forma geral é "representação de conceitos estruturada, legível tanta para seres humanos como para máquinas". Já seu conceito relacionado à atenção à saúde "utilizado para indicar a ideia mais ampla da representação linguística sem especificação computacional". <ref type="bibr">[ABNT ISO/TR 12300,2016, p.6</ref>].</p><p>As terminologias basicamente precisam ser multilíngues, ser adequadas aos sistemas de informação médica, estar alinhadas as práticas clínicas e os relatórios gerenciais necessários a administração na área de saúde <ref type="bibr" target="#b7">[RECTOR, 1999]</ref>. Cada terminologia na área de saúde apresenta um propósito específico. A CID, por exemplo é um sistema de classificação de doenças para diagnóstico, a SNOMED CT é uma descrição de diagnóstico mais extensa e moderna, o Medical Subject Headings (MeSH) é um vocabulário controlado utilizado para classificar artigos indexados no PUBMED, já a UMLS foi desenvolvida especificamente para o mapeamento entre diferentes terminologias. As terminologias em saúde são importantes por realizar mapeamento de termos, para possibilitar a interoperabilidade entre SISs. <ref type="bibr">[DALIANIS, 2018]</ref> Os três tipos de terminologias em saúde: de Interface, Referência e Agregação, são definidas por <ref type="bibr" target="#b8">Schulz et al. (2017)</ref>: a)Terminologias de interface: são as terminologias dos textos clínicos, conhecidas como jargões médicos, os termos da interface geralmente são curtos e ambíguo fora de contexto. Apresentam abreviaturas e acrónimos. Por exemplo "CA" pode significar "cálcio", "câncer" e "ácido cólico". Os termos de interface têm diferentes significados para diferentes grupos de usuários e podem mudar de significado ao longo do tempo. b)Terminologias de referência: os termos são bem definidos e podem ser conhecidos como "conceitos", "classes", "descritores" e usam definições formais baseadas em lógica descritivas. c)Terminologias de agregação: apresentam regras de hierarquia e classes e princípios de classes disjuntas, são mais adequados para análises estatísticas. Uma das mais importantes terminologias de agregação é a Classificação Internacional de Doenças (CID).</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="2.1.">Diferenças entre ontologias, terminologia e vocabulários controlados em saúde</head><p>As principais diferenças entre ontologias, terminologias e vocabulários controlados se referem as suas finalidades e a forma como definem seus termos. A ontologia é independente da linguagem, representa a realidade, enquanto a terminologia e o vocabulário controlado são dependentes da linguagem e do contexto, são epistemológicos <ref type="bibr" target="#b1">[BAUD et al. 2007]</ref>. A terminologia tem como objetivo primário coletar os nomes das entidades (conceitos) empregadas no domínio biomédico. Fornecem listas de sinônimos para essas entidades em um determinado subdomínio, para um determinado propósito e desempenham um papel importante no reconhecimento de entidades <ref type="bibr" target="#b2">[BODENREIDER, 2006]</ref>.</p><p>Além disso, a maioria das terminologias possui algum tipo de organização hierárquica que pode ser explorada para fins de extração de relações.Algumas terminologias permitem herança múltipla e têm a estrutura de um gráfico acíclico direcionado. A Gene Ontology<ref type="foot" target="#foot_0">1</ref> e MeSH<ref type="foot" target="#foot_1">2</ref> fornecem exemplos de sistemas terminológicos criados para suportar diferentes tarefas. Por integrar um grande número de terminologias, o Metatesauro UMLS é o sistema terminológico mais utilizado na análise de textos biomédicos. <ref type="bibr">[BODENREIDER, 2006, p.50</ref> Para que o paciente que é atendido em várias instituições de saúde, encontre suas informações reunidas e conectadas onde os profissionais de saúde possuam de forma completa os dados clínicos requeridos para se prestar uma melhor assistência, é necessária a organização e padronização terminológica. Entretanto, o panorama atual das informações clínicas em saúde é outro, apresentando conhecimentos dispersos e sem conexão. O contexto de conhecimento especializado em saúde apresenta variação terminológica. O prontuário demanda por "Normas e terminologias das normas e terminologias que permitem a interoperabilidade sintática e semântica dos dados e informações dos prontuários. [GALVÃO; <ref type="bibr">RICARTE, 2011, p.82]</ref> O PEP ainda apresenta o desafio da modelagem conceitual de realidade médica. Isso porque entende-se a realidade física através de modelos mentais dessa realidade, já em Sistemas de Informação em Saúde (SIS) como PEP, os modelos mentais refletem de maneira implícita e explícita facetas da realidade e suas medidas que variam em confiabilidade e validade. Assim no PEP a representação da informação pode se apresentar de maneira conflitante, com dados faltantes, devido à complexidade que são os cuidados médicos. [SMITH; <ref type="bibr" target="#b9">KOPPEL, 2014]</ref> O desalinhamento da realidade física presente nos PEP em relação ao entendimento do clínico do diagnóstico e prática clínica, pode ser, devido à heterogeneidade dos fluxos de trabalho médicos, que exige que cada sistema seja projetado de forma personalizada na instituição. Desta forma, mesmo que os fluxos de trabalho fossem semelhantes de instituição para instituição, o número e os tipos de outros sistemas de Tecnologias da Informação (TI) que se relacionam com qualquer instalação de PEP são vastos, exigindo códigos especiais e algoritmos de conexão. Assim todo PEP, será diferente de uma instituição para outra [SMITH; <ref type="bibr" target="#b9">KOPPEL, 2014]</ref>. Como PEPs são preenchidos com informações dos cuidados ao paciente principalmente por médicos, as terminologias utilizadas por especialista tornam-se uma questão primordial.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="3.">Metodologia</head><p>Como etapas da pesquisa apresentam-se:</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="3.1">Descrição da obtenção da amostra</head><p>Estima-se que até o momento, o volume de prontuários do HFR seja mais de 823.796. Devido ao grande volume de prontuários na instituição, serão analisados os registros do ano de 2018 com cerca de 2.000 prontuários, caso seja necessário a mostra será ampliada para outros anos. Os campos utilizados para extração de dados clínicos serão a anamnese e a evolução médica dos pacientes internados da clínica de ginecologia. Além disso serão extraídos dos prontuários: número de identificação dos prontuários, CID, pacientes internados há mais de 2 dias, evolução somente de equipe médica. Estes critérios foram definidos junto à equipe de tecnologia da informação devido ao fato da evolução de pacientes atendidos no pronto atendimento não apresentarem dados relevantes para atender ao objetivo da pesquisa em analisar o jargão médico. Foram excluídas as evoluções da equipe multidisciplinar em saúde, composta por: enfermagem, técnicos de enfermagem, psicologia, farmácia e fisioterapia, também foram excluídos pacientes de ambulatório. A definição da pesquisa em somente um domínio médico de ginecologia se deve a diversidade terminológica de jargões entre as áreas da médica.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="3.2">Realização da extração de dados a partir de ferramenta automática de Processamento de Linguagem Natural (PLN)</head><p>Para encontrar informações específicas em um documento ou em uma coleção de documentos, utiliza-se a abordagem denominada de Text Mining (TM) que no âmbito da informática médica significa a utilização de regras baseadas em métodos para processar informações clínicas dos pacientes <ref type="bibr">[DALIANIS, 2018, p.55]</ref>. Para a análise de dados da pesquisa, será utilizada a abordagem de TM. As tarefas de preparação e análise dos dados são descritas a seguir <ref type="bibr">[DALIANIS, 2018, p.35</ref>]: A) Extração de informações: identificar abreviaturas, identificar erros de digitação, realizar analise sintática de negação e afirmações, realizar análise de processamento morfológico (stemming, Compound splitting), retirar stop words.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head>B)</head><p>Extração de conceitos: identificar os conceitos de doenças, diagnósticos, sinais e sintomas. Identificar relações semânticas formais.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head>C)</head><p>Aplicação da abordagem de <ref type="bibr">Schluz et al. (2017)</ref> para conexão entre terminologias:1. De Terminologias de interface para terminologias de referência;2. De Terminologias de referência para terminologias de agregação.</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="3.3">Comparação os dados extraídos com terminologias de referência e de agregação</head><p>Após a extração de termos do PEP será realizada a sua análise para conexão com a ontologia biomédica (terminologia de referência). As ontologias biomédicas são recursos que podem ser utilizadas em tarefas de reconhecimento de entidades em texto e extração de relações entre termo na técnica de mineração de texto, isto porque a ontologia define os tipos de entidades como as substâncias, qualidades e processos dos termos a relações entre eles <ref type="bibr" target="#b2">[BODENREIDER, 2006]</ref>. <ref type="bibr" target="#b2">Bodenreider (2006)</ref>    Realizar a verificação as possibilidades de interoperabilidade do tipo: interopera um com o outro, não interopera, interopera parcial. Os níveis e tipos de interoperabilidade, questões que possam assegurar a interpretação uniforme dos termos serão analisadas conforme cita <ref type="bibr" target="#b5">Farinelli (2017)</ref>, já os princípios para boas práticas na construção de ontologias serão seguidos os da OBO Foundry 3 .</p></div>
<div xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0"><head n="4">Considerações finais</head><p>A pesquisa ainda se encontra em fase inicial, nas próximas etapas serão definidos os algoritmos para realização do Text Mining, a revisão da literatura e soluções para realização de interoperabilidade entre os dados clínicos e as terminologias de referências e agregação. Com a realização desta pesquisa espera-se propor um modelo para conectar as terminologias de interface do PEP do HFR com as terminologias de referência e agregação.</p></div><figure xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0" xml:id="fig_0"><head></head><label></label><figDesc>afirma que terminologias que apresentam estrutura hierárquica podem ser utilizadas para extrair relações semânticas de TM. Por isso o suporte ao reconhecimento dos termos e relações nos textos clínicos, serão utilizadas as ontologias da The OBO Foundry 3 . Na segunda etapa da conexão da terminologia de referência com a terminologia de agregação, será utilizada a CID-10, por esta classificação ser a utilizada pelo MV-PEP no HFR. Para complementação da análise das terminologias de interface, também serão utilizados vocabulários controlados da área de saúde como o MeSH e sua tradução para o português DeCS. A seguir apresenta-se as Figuras 1 e 2 ilustrando o esquema da análise de conexão entre as terminologias conforme metodologia de Schulz et al. (2017):</figDesc></figure>
<figure xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0" xml:id="fig_1"><head>Figura 1 .</head><label>1</label><figDesc>Figura 1. Conexão entre as terminologias de interface para terminologias de referência e de referência para terminologias de agregação Fonte: Elaborada pelos autores baseados em Schulz et al. (2017).</figDesc><graphic coords="5,172.80,466.32,285.12,169.44" type="bitmap" /></figure>
<figure xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0" xml:id="fig_2"><head>3. 4</head><label>4</label><figDesc>Realizar analise da comparação dos dados extraídos com a norma ABNT ISO/TR 12300: Informática em saúdeprincípios de mapeamento entre sistemas terminológicos</figDesc></figure>
<figure xmlns="http://www.tei-c.org/ns/1.0" type="table" xml:id="tab_0"><head>] 2.2. Sistemas de Informação em Saúde: o Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) Considerando</head><label></label><figDesc>necessidades de organização de informação em saúde a busca deste campo por possibilidades de intercâmbio de dados e informações provenientes do PEP. A CI com foco de estudos os vocabulários controlados, ontologias, terminologias, classificações, entre outros instrumentos, para representar e recuperar informações, encontra nos prontuários um terreno fértil de pesquisa [GALVÃO;<ref type="bibr" target="#b6">RICARTE, 2011]</ref>.</figDesc><table /><note>o papel do Prontuário Eletrônico do Paciente (PEP) em meio as novas tecnologias de informação e comunicação vislumbra-se a Ciência da Informação (CI) com seu conhecimento e profissionais, campos com recursos para atender</note></figure>
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