<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Reconhecimento de Atividades em Ambientes de Viveˆncia Assistida: uma Proposta Explorando um Modelo Ontol o´gico</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Roger da Silva Machado</string-name>
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          <string-name>Felipe Luzzardi da Rosa</string-name>
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          <string-name>Eduardo Abreu</string-name>
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          <string-name>Ana Marilza Pernas</string-name>
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          <string-name>Adenauer Yamin</string-name>
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          <string-name>rdsmachado</string-name>
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          <string-name>fldrosa</string-name>
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          <string-name>eabreu</string-name>
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          <string-name>marilza</string-name>
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          <string-name>adenauerg@inf.ufpel.edu.br</string-name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>In recent years, there has been an increasing interest in the use of assisted living environments, and these environments should include computational services that can recognize the activities performed by residents and support them when necessary. Thinking about this, this work aims at the design of a model capable of providing the activities recognition performed in a smart environment, being designed based on an ontology. The proposed model, called EXEHDA-AR, was evaluated through a case study using a database of an intelligent house, with an average accuracy of 94.89% in the activities recognition. These results indicate that the proposed model is a viable alternative, thus stimulating the continuity of research efforts. Resumo. Nos u´ltimos anos, pode-se notar um aumento no interesse do uso de ambientes de viveˆncia assistida, sendo que estes ambientes devera˜o contemplar servic¸os computacionais que possam reconhecer as atividades realizadas por moradores e auxilia´-los quando necessa´rio. Pensando nisso, o objetivo deste trabalho e´ a concepc¸ a˜o de um modelo capaz de prover o reconhecimento de atividades executadas em um ambiente inteligente, sendo este modelo concebido com base em uma ontologia. O modelo proposto, denominado EXEHDA-AR, foi avaliado por meio de um estudo de caso utilizando uma base de dados de uma casa inteligente, tendo sido obtida uma acura´cia me´dia de 94.89% no reconhecimento das atividades. Estes resultados apontam que o modelo proposto e´ uma alternativa via´vel, estimulando assim a continuidade dos esforc¸os de pesquisa.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>modo, com a evoluc¸a˜o dos ambientes inteligentes e com o emprego de me´todos
adequados, o Reconhecimento de Atividades vem gradualmente se consolidando em diferentes
a´reas [Al-Shaqi et al. 2016].</p>
      <p>
        Nesta perspectiva, nota-se um aumento na utilizac¸a˜o de casas inteligentes que
proporcionem um ambiente assistido de viveˆncia no contexto da sau´de. Nestas resideˆncias,
devem ser contemplados servic¸os computacionais que possam auxiliar as pessoas nas suas
pra´ticas dia´rias, da forma mais transparente poss´ıvel [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">Ro¨cker et al. 2014</xref>
        ]. Busca-se assim
integrar a tecnologia ao cotidiano do usua´rio, caracterizando uma infraestrutura
computacional de natureza ub´ıqua que deve exigir o menor envolvimento poss´ıvel das pessoas no
seu gerenciamento. Ale´m disso, torna-se importante que as atividades sejam
reconhecidas a partir de dados de contexto coletados por sensores, os quais podem estar presentes
em objetos carregados pelas pessoas ou incorporados ao ambiente em que as mesmas
interagem [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Perera et al. 2015</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Pensando nisso, o objetivo deste trabalho e´ a concepc¸a˜o de um modelo, chamado
aqui de EXEHDA-AR (Execution Environment for Highly Distributed
ApplicationsActivity Recognition), para o reconhecimento de atividades realizadas por moradores
em um ambiente de viveˆncia assistida. Este trabalho esta´ integrado com o middleware
EXEHDA [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Lopes et al. 2014</xref>
        ], contribuindo com o Subsistema de Reconhecimento de
Contexto e Adaptac¸a˜o do middleware por meio de um sistema para reconhecimento de
atividades (Activity Recognition), contemplando assim uma abordagem que permite o
reconhecimento de atividades em casas inteligentes.
      </p>
      <p>Para tanto, e´ concebido um mo´dulo de Pre´-processamento para se comunicar com
a aquisic¸a˜o dos dados realizada pelo middleware, bem como um modelo ontolo´gico capaz
de reconhecer atividades realizadas por um morador em uma casa inteligente. Um dos
diferenciais do modelo proposto, quando comparado com os trabalhos relacionados, e´ a
explorac¸a˜o do potencial do middleware para reconhecimento na˜o intrusivo de atividades
em intervalos de tempo pro´ximos ao momento em que as rotinas esta˜o sendo observadas.</p>
      <p>O restante deste artigo esta´ organizado da seguinte forma. A Sec¸a˜o 2 descreve as
principais caracter´ısticas do middleware EXEHDA. Na Sec¸a˜o 3 e´ apresentado o modelo
ontolo´gico para reconhecimento de atividade proposto. Ja´ na quarta Sec¸a˜o, e´ discutida
a avaliac¸a˜o da proposta, explorando cena´rios de uso. A Sec¸ a˜o 5 revisa alguns trabalhos
relacionados. Finalmente, a Sec¸a˜o 6 apresenta as considerac¸o˜es finais e trabalhos futuros.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Middleware EXEHDA</title>
      <p>
        O EXEHDA consiste de um middleware adaptativo ao contexto baseado em servic¸os,
o qual visa criar e gerenciar ambientes de computac¸a˜o ub´ıqua, como os providos
pela Internet das Coisas, bem como promover a execuc¸ a˜o de aplicac¸o˜es sobre ele
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Lopes et al. 2014</xref>
        ]. A arquitetura do middleware conte´m mo´dulos para reconhecimento
e adaptac¸a˜o ao contexto, compreendendo dois tipos principais de servidores: Servidor de
Borda e Servidor de Contexto. O Servidor de Borda e´ responsa´vel pela interac¸a˜o com
o meio atrave´s de sensores e atuadores, enquanto que o Servidor de Contexto atua no
armazenamento e processamento das informac¸o˜es contextuais.
      </p>
      <p>Uma visa˜o geral da arquitetura do Servidor de Contexto e´ apresentada na Figura 1,
na qual e´ caracterizada a relac¸a˜o com: (i) Servidores de Borda; (ii) outros servic¸os do
middleware EXEHDA; (iii) outros Servidores de Contexto remotos; e (iv) aplicac¸ o˜es de
usua´rios e administradores. Os mo´dulos presentes na Arquitetura do servidor de Contexto
sa˜o:</p>
      <sec id="sec-2-1">
        <title>Figura 1. Vis a˜o geral da arquitetura do servidor de contexto.</title>
        <p>Aquisic¸a˜o - fornece suporte para a captura de informac¸o˜es contextuais,
coletadas por servidores de borda, por meio de interfaces de software e/ou sensores de
hardware;
Atuac¸a˜o - e´ responsa´vel pelo controle dos atuadores (ativac¸a˜o, desativac¸a˜o e
configurac¸ a˜o), apo´s ser notificado por outros mo´dulos do servidor de contexto;
Processamento - processa informac¸o˜es contextuais baseadas em contextos de
interesse das aplicac¸o˜es. Este mo´dulo mante´m um Reposito´rio de Contexto que
emprega um modelo relacional para a representac¸a˜o de contexto;
Notificac¸a˜o - trata de notificar o resultado do processamento de contexto realizado
pelo mo´dulo de Processamento. O notificador recebe todas as deciso˜es de atuac¸a˜o,
resultantes da manipulac¸a˜o das regras de contexto;
Comunicac¸a˜o - usado por servidores de contexto remotos e/ou aplicativos para
solicitar dados contextuais e/ou acionar atuadores. Este mo´dulo fornece a
disseminac¸a˜o de informac¸o˜es de contexto para outros servic¸os do middleware,
assim como pode enviar mensagens para aplicativos do usua´rio.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Modelo Ontolo´ gico Proposto</title>
      <p>Com a inclusa˜o do modelo proposto ao middleware EXEHDA, tornou-se necessa´ria
a concepc¸a˜o de um mo´dulo de Pre´-processamento. Este modulo e´ responsa´vel por
comunicar-se com o componente de aquisic¸a˜o do middleware e receber os dados coletados
do ambiente de viveˆncia assistida monitorado, realizando a interpretac¸ a˜o e a agregac¸a˜o
das informac¸o˜es contextuais.</p>
      <p>O mo´dulo de Pre´-processamento realiza a agregac¸a˜o das informac¸o˜es relacionadas
aos sensores, onde sa˜o combinados os dados de hora´rio de in´ıcio e fim e a identificac¸a˜o
da janela em que foi coletado o evento. Outra abstrac¸ a˜o provida por este componente
e´ a normalizac¸ a˜o no formato da data coletado, cujas informac¸o˜es sa˜o convertidas para
milissegundos, com intuito de serem utilizadas na construc¸a˜o das regras.</p>
      <p>Ale´m disso, este mo´dulo emprega o conceito de janela de tempo finita para realizar
a coleta dos dados, permitindo assim agrupar as informac¸ o˜es coletadas, sendo poss´ıvel
aumentar ou diminuir a janela de tempo de acordo com perfil do morador do ambiente de
viveˆncia assistida. O tamanho da janela de tempo empregada varia de 60 segundos ate´ 1
hora.</p>
      <p>
        Apo´s o janelamento de tempo, os eventos coletados sa˜o repassados para o
modelo ontolo´gico para realizar o reconhecimento de atividade. A ontologia concebida
e´ apresentada na Figura 2, a qual utilizou como base a ontologia do projeto
PalSPOT [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">Riboni et al. 2011</xref>
        ], devido a mesma ser tambe´m instanciada em um middleware
e focada no reconhecimento de atividades.
      </p>
      <p>Foram herdadas da ontologia original as classes Activity, Location, Artifact, Time
e Person, com seus atributos e relacionamentos. Com base nessas classes, foram criadas
subclasses e a classe Windows, a qual possui a finalidade de receber as informac¸o˜es do
mo´dulo de Pre´-processamento.</p>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>Figura 2. Visa˜ o geral da ontologia concebida.</title>
        <p>A ontologia proposta conte´m 258 axiomas, 51 classes, 6 objetos de propriedades
e 11 propriedades de dados. Uma visa˜o parcial da ontologia pode ser visto na Figura 3.
No modelo proposto, quando uma atividade e´ reconhecida e´ criada uma nova instaˆncia na
classe Activity, relacionando-a com as demais classes para agregar informac¸o˜es relevantes
como localizac¸a˜o, objeto, segmento do dia e a janela em que a atividade foi reconhecida.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-3-2">
        <title>Figura 3. Classes e atributos da ontologia proposta.</title>
        <p>A classe Activity tem subclasses com as atividades que deseja-se reconhecer, como
Sleeping, Working, EnterHome, LeaveHome e BedToToilet. Cada vez que uma
atividade e´ reconhecida, o EXEHDA-AR cria uma instaˆncia na classe correspondente com as
informac¸o˜es do tempo inicial e final da janela, objetos, localizac¸a˜o, indiv´ıduo e sensores.</p>
        <p>As propriedades de dados recebem os valores oriundos dos sensores. Como
exemplo, hasStatusSensor recebe o valor “dt”quando ha´ eventos detectados. Devido a
utilizac¸a˜o da idempoteˆncia e do janelamento dos eventos de sensores, sa˜o inseridos
somente o tempo do primeiro e do u´ltimo evento na janela corrente.</p>
        <p>
          Para realizar o processamento dos dados e o reconhecimento de atividades,
foram constru´ıdas regras usando a linguagem SWRL (Semantic Web Rule Language)
utilizando os conceitos propostos por [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2 ref3">Chen and Nugent 2009</xref>
          ], por meio da relac¸a˜o entre
a localizac¸a˜o simbo´lica e o objeto para reconhecer qual atividade o indiv´ıduo esta´
realizando. Essas regras sa˜o processadas em n´ıvel de instaˆncias e, desta forma, motores de
infereˆncia conseguem raciocinar sobre as informac¸ o˜es contextuais. Considerando que as
regras esta˜o associadas aos objetos do ambiente e a localizac¸a˜o na casa a partir dessas
relac¸ o˜es, e´ poss´ıvel identificar a atividade que esta´ sendo realizado pelo indiv´ıduo.
        </p>
        <p>
          Apo´s o processamento da ontologia e o poss´ıvel reconhecimento de atividades,
os dados sa˜o enviados para o Reposito´rio de Contexto do EXEHDA, no qual foi inserido
o modelo de triplas. Com o armazenamento no modelo de triplas, e´ poss´ıvel oferecer
um modelo mais eficiente, por exemplo, que um modelo relacional [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Can et al. 2017</xref>
          ].
Desta forma, e´ poss´ıvel realizar consultas SPARQL tanto nos dados atuais que esta˜o sendo
processados na ontologia como, tambe´m, em dados histo´ricos que esta˜o no reposito´rio.
        </p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Avaliac¸ a˜o do Modelo Ontol o´gico</title>
      <p>
        Para realizar a avaliac¸a˜o do modelo proposto, foi selecionada uma base de dados
pertencente ao grupo de pesquisa CASAS da Universidade de Washington [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Cook 2012</xref>
        ]. Esta
base de dados e´ proveniente de uma casa denominada Aruba, na qual uma senhora idosa
reside sozinha. Na base de dados esta˜o presentes nove atividades monitoradas, sendo que
no estudo de caso realizado optou-se por analisar cinco destas atividades: (i) dormir; (ii)
deslocamento da cama para banheiro; (iii) entrar em casa; (iv) sair de casa; e (v) trabalhar
no escrito´rio.
      </p>
      <p>Com o intuito de realizar o reconhecimento das atividades presentes na base de
dados, foram concebidas regras utilizando a linguagem SWRL, sendo estas concebidas
utilizando a relac¸a˜o entre localidade, objeto e tempo. Na Figura 4 e´ apresentada a distribuic¸ a˜o
dos sensores na casa Aruba, os quais tera˜o seus valores coletados e analisados pelo modelo
proposto. A moradora da casa na˜o tem seu nome revelado por questo˜es de privacidade,
atribuiu-se, portanto, o pseudo nome de Maria a ser utilizado na descric¸a˜o dos cena´rios.</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>Figura 4. Distribui c¸a˜ o dos sensores casa Aruba.</title>
        <p>
          Fonte: [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref18">Yala et al. 2015</xref>
          ].
        </p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>4.1. Cena´rio 1: Atividade dormir</title>
      <p>Nesta atividade a moradora Maria dirige-se para o quarto de dormir, passa pela porta do
quarto, e deita-se na cama. Apo´s observar a distribuic¸a˜o dos sensores pelo quarto, foi
definido que o contexto de interesse esta´ associado a detecc¸a˜o de presenc¸a pelo sensor M003
(cama), e a interac¸a˜o da pessoa com objeto deve ser maior que 120000 milissegundos.
Por sua vez, os sensores M004 (banheiro), M005 (corredor), M006 (porta do quarto) na˜o
devem detectar presenc¸a, assim indicando que a pessoa permanece na cama. Na Figura 5
e´ apresentada a regra SWRL elaborada para reconhecer a atividade “dormir”.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Cena´rio 2: Atividade Deslocamento da Cama para o Banheiro</title>
      <p>Neste cena´rio, Maria acorda no meio da noite e sai da cama para banheiro. Para detecc¸ a˜o
dessa atividade, foram selecionados os sensores M003 (cama) e M004 (banheiro).</p>
      <p>Foi necessa´rio fazer uma sequeˆncia temporal dos eventos dos sensores. Para isso,
foram feitas comparac¸o˜es entre os tempos de cada sensor envolvido no contexto de
interesse. O tempo inicial da ativac¸a˜o do sensor do banheiro precisa ser maior que o tempo
final do sensor da cama, assim pode-se constatar que Maria saiu da cama para o banheiro.
A regra SWRL desenvolvida para realizar o reconhecimento da atividade “deslocamento
da cama para o banheiro” e´ apresentada na Figura 6.</p>
      <sec id="sec-6-1">
        <title>Figura 5. Regra SWRL para a atividade dormir.</title>
      </sec>
      <sec id="sec-6-2">
        <title>Figura 6. Regra SWRL para a atividade deslocamento da cama para banheiro</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>Cen a´rio 3: Atividade Entrar em Casa</title>
      <p>Neste cena´rio Maria esta´ chegando em casa. Ela abre a porta da garagem e passa pelo
corredor em direc¸a˜o a` sala de estar. Nessa atividade, considera-se como contexto de
interesse os sensores D004 (porta da casa), M030 (em cima da porta), M022 e M021
(presentes no hall de acesso a`s outras dependeˆncias da casa).</p>
      <p>A regra SWRL desenvolvida para realizar o reconhecimento da atividade “entrar
em casa” e´ apresentada na Figura 7.</p>
      <sec id="sec-7-1">
        <title>Figura 7. Regra SWRL para a atividade entrar em casa.</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>Cen a´rio 4: Atividade Sair de Casa</title>
      <p>Maria resolve sair de casa para fazer compras. Para isso, ela dirige-se ao corredor da
casa que da´ acesso a` porta da garagem. Na atividade “sair de casa”, foi elaborada uma
regra empregando como contexto de interesse o sensor M022 (hall de acesso a´ outras
dependeˆncias da casa) como evento inicial. Na sequeˆncia de eventos, os sensores M021
(hall de acesso), M030 (em cima da porta) e D004 (porta da casa) sa˜o empregados para
indicar a atividade.</p>
      <p>A regra SWRL concebida para realizar o reconhecimento da atividade “sair de
casa” e´ apresentada na Figura 8.</p>
      <sec id="sec-8-1">
        <title>Figura 8. Regra SWRL para a atividade sair de casa</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>Cen a´rio 5: Atividade Trabalhar no Escrit o´rio</title>
      <p>Maria decide trabalhar no computador, localizado no escrit o´rio. Nesse cena´rio,
utilizouse a seguinte sequeˆncia de eventos de sensores. O sensor M028 (porta do escrit o´rio) que
representa o evento inicial, o qual ira´ indicar se Maria esta´ entrando na localizac¸a˜o de
interesse da casa que e´ escrit o´rio. O sensor M026 que representa o objeto de interesse
(mesa do computador). Para realizar a detecc¸ a˜o dessa atividade optou-se por especificar a
necessidade de uma interac¸a˜o superior a 600000 milissegundos com o objeto de interesse.</p>
      <p>A regra SWRL elaborada para realizar o reconhecimento da atividade “trabalhar
no escrit o´rio” e´ apresentada na Figura 9.</p>
      <sec id="sec-9-1">
        <title>Figura 9. Regra SWRL para a atividade trabalhar no escrit o´rio.</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-10">
      <title>4.2. Discuss a˜o da Avaliac¸a˜ o</title>
      <p>
        A verificac¸ a˜o da acura´cia do modelo ontol o´gico proposto foi baseada na me´trica de
precisa˜o, que e´ a proporc¸ a˜o de instaˆncias classificadas corretamente. O uso dessa me´trica e´
justificado pelo fato de a mesma ser amplamente empregada para avaliar a qualidade dos
resultados em diversas pesquisas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Japkowicz and Shah 2011</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Aplicou-se como me´todo para avaliac¸ a˜o da acura´cia o desenvolvido por
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">van Kasteren et al. 2011</xref>
        ], que consiste em criar um matriz de confusa˜o na qual as linhas
representam atividades, e as colunas a frequeˆncia dos verdadeiros positivos das
atividades reconhecidas. Este me´todo foi escolhido por ser amplamente empregado na literatura
      </p>
      <sec id="sec-10-1">
        <title>Tabela 1. Matriz de confus a˜o dos cena´ rios realizados.</title>
        <p>Dormir
Deslocamento</p>
        <p>Entrar</p>
        <p>Sair
Trabalhar</p>
        <p>Dormir
398</p>
        <p>Deslocamento
154</p>
        <p>Entrar
400</p>
        <p>Sair
405</p>
        <p>Trabalhar
150
[Al Machot and Mayr 2016]. A tabela 1 apresenta a matriz de confusa˜o com a acura´cia
obtida pelo modelo proposto nos cena´rios realizados.</p>
        <p>Conforme pode ser visualizado na tabela 1, a acura´cia obtida variou entre os
diferentes cena´rios, mas de forma geral se manteve com uma taxa de acertos considerada
satisfato´ria. O nu´mero de ocorreˆncias analisadas para cada atividade e a respectiva acura´cia
foram:
dormir: acertou 398 atividades de 401 presentes na base de dados, obtendo uma
acura´cia de 99,25%;
deslocamento da cama para o banheiro: acertou 154 atividades de 157 presentes
na base de dados, obtendo uma acura´cia de 98,08%;
entrar em casa: acertou 400 atividades de 431 presentes na base de dados, obtendo
uma acura´cia de 92,80%;
sair de casa: acertou 405 atividades de 431 presentes na base de dados, obtendo
uma acura´cia de 93,96%;
trabalhar no escrito´rio: acertou 150 atividades de 171 presentes na base de dados,
obtendo uma acura´cia de 87,71%.</p>
        <p>O modelo proposto acertou ao total 1507 de 1588 atividades, alcanc¸ando uma
acura´cia me´dia de 94.89%. Dentre as atividades, “dormir”teve o melhor resultado,
enquanto que a atividade “trabalhar no escrito´rio”o pior. Os resultados obtidos mostraram
que o modelo proposto alcanc¸ou resultados promissores para ser empregado no
reconhecimento de atividades em ambientes de viveˆncia assistida.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-11">
      <title>5. Trabalhos Relacionados</title>
      <p>
        Em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Ni et al. 2016</xref>
        ] e´ proposto uma arquitetura para monitorar e reconhecer atividades da
vida dia´ria em uma casa inteligente. Essa arquitetura preveˆ a inclusa˜o de funcionalidades
que va˜o desde a coleta de dados de baixo n´ıvel ate´ a extrac¸a˜o de conhecimento de contexto
de alto n´ıvel. Para representar o dom´ınio e realizar o reconhecimento de atividades, e´
empregada uma ontologia, a qual foi modelada com base na ontologia DOLCE + Dns
Ultralite (DUL).
      </p>
      <p>
        O trabalho de [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Culmone et al. 2014</xref>
        ] apresenta um framework baseado em
ontologias que visa efetuar consultas semaˆnticas em um reposito´rio de dados contextuais, com
o objetivo de prover o reconhecimento de atividades. A ontologia empregada chama-se
OnoAALISABETH, sendo esta uma ontologia de dom´ınio explorada em diferentes n´ıveis
de abstrac¸a˜o, e sendo utilizada no processamento dos dados com uso de regras Jena.
      </p>
      <p>
        Em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">Wongpatikaseree et al. 2012</xref>
        ] e´ proposta uma infraestrutura baseada em
ontologias para reconhecimento de atividades de uma casa inteligente. A ontologia e´ utilizada
para distinguir as atividades por meio de conceitos baseados em objetos, localizac¸a˜o e
postura do corpo humano. Para realizar o processamento dos dados sa˜o usados axiomas,
sendo executado o racioc´ınio da ontologia a cada nova inserc¸a˜o na base de conhecimento.
      </p>
      <p>
        O trabalho de [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2 ref3">Chen et al. 2009</xref>
        ] apresenta uma arquitetura conceitual de casas
inteligentes, explorando a interac¸a˜o de componentes que constituem o ambiente. O foco
do trabalho e´ a metodologia de modelagem semaˆntica, a gerac¸a˜o e o gerenciamento de
conteu´do. A modelagem e o racioc´ınio das informac¸o˜es sa˜o realizados com o uso de uma
ontologia, empregando axiomas para gerac¸a˜o de novas informac¸o˜es.
      </p>
      <p>A Tabela 2 mostra uma comparac¸ a˜o entre os trabalhos relacionados e o modelo
ontolo´gico proposto EXEHDA-AR. Para esta comparac¸ a˜o, foram considerados os
seguintes crite´rios: (i) utilizac¸a˜o de base de dados na avaliac¸ a˜o do modelo; (ii) verificac¸a˜o da
acura´cia; (iii) explorac¸a˜o de conceitos de objeto e localizac¸a˜o; e (iv) tipo de regra
empregado para o reconhecimento de atividades.</p>
      <sec id="sec-11-1">
        <title>Tabela 2. Compara c¸a˜ o com os trabalhos relacionados.</title>
        <p>Trabalhos Relacionados</p>
        <p>
          [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Ni et al. 2016</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Culmone et al. 2014</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">Wongpatikaseree et al. 2012</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2 ref3">Chen et al. 2009</xref>
          ]
        </p>
        <p>EXEHDA-AR</p>
        <p>Utiliza Base de</p>
        <p>Dados
Na˜o
Na˜o
Na˜o
Na˜o
Sim</p>
        <p>Verifica a
Acura´cia</p>
        <p>Na˜o
Na˜o
Na˜o
Na˜o
Sim</p>
        <p>Explora Objeto e</p>
        <p>Localizac¸a˜o
Parcialmente
Parcialmente</p>
        <p>Utiliza
Utiliza
Utiliza</p>
        <p>Linguagem das</p>
        <p>Regras
SWRL
JENA
Axioma
Axioma
SWRL</p>
        <p>
          O modelo proposto foi avaliado utilizando uma base de dados pu´blica para
avaliar sua proposta, com dados de contextos coletados em um ambiente real,
enquanto os outros trabalhos simulam as atividades a serem reconhecidas. O trabalho
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">Wongpatikaseree et al. 2012</xref>
          ] faz uso de uma base de dados relacional com informac¸o˜es
de logs de uma casa inteligente, onde apo´s a extrac¸ a˜o desses dados os mesmos sa˜o
instanciados em uma ontologia para realizar o reconhecimento de atividades.
        </p>
        <p>Outro diferencial do modelo proposto em relac¸a˜o aos trabalhos relacionados e´ que
neste trabalho e´ realizada a verificac¸ a˜o da acura´cia com relac¸a˜o ao reconhecimento de
atividades dia´rias. A ana´lise desta medida representa a qualidade do modelo ontolo´gico
frente aos desafios no reconhecimento de atividades humanas por meio de sensores na˜o
intrusivos.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-12">
      <title>6. Considerac¸o˜ es Finais</title>
      <p>A principal contribuic¸a˜o deste trabalho e´ a concepc¸a˜o de um modelo ontolo´gico
responsa´vel pelo reconhecimento de atividades realizadas por um morador em uma casa
inteligente. A ontologia proposta utiliza regras SWRL para realizar o processamento das
informac¸o˜es coletadas em um ambiente. Ale´m disso, a proposta possui um mo´dulo de
Pre´-processamento que emprega o conceito de janela deslizante, permitindo combinar
dados coletados em um determinado intervalo de tempo.</p>
      <p>As contribuic¸ o˜es do modelo proposto foram introduzidas nos mo´dulos de
Aquisic¸a˜o e Processamento do middleware EXEHDA, introduzindo um mo´dulo de
Pre´processamento que se comunica com o mo´dulo de aquisic¸a˜o adicionando novas
funcionalidades para realizar a coleta dos dados. No mo´dulo de Processamento e´ inclu´ıda a
possibilidade de processar os dados por meio de um modelo ontolo´gico, permitindo um
processamento semaˆntico dos dados de contexto coletados. Essa caracter´ıstica
mostrouse oportuna para a detecc¸a˜o de atividades realizadas em uma casa inteligente, permitindo
ao usua´rio na˜o se envolver de forma direta com o procedimento de monitoramento das
suas atividades, empregando assim uma abordagem na˜o intrusiva.</p>
      <p>O modelo ontolo´gico foi avaliado por meio de um estudo de caso utilizando a base
de dados CASA, a qual proveˆ dados reais de uma casa inteligente. Nos testes realizados,
foi poss´ıvel reconhecer diferentes atividades executadas por um morador, as quais sa˜o:
(i) dormir; (ii) deslocamento da cama para o banheiro; (iii) entrando em casa; (iv) saindo
de casa; (v) trabalhar no escrito´rio. A ontologia proposta alcanc¸ou uma acura´cia me´dia
de 94.89% no reconhecimento das atividades presentes na base de dados. Os resultados
obtidos foram promissores, estimulando a continuidade da pesquisa.</p>
      <p>Dentre os aspectos levantados para continuidade do trabalho, destacam-se: (i)
melhorar as regras criadas para trabalhar com outros dados, tornando-as mais gene´ricas; (ii)
desenvolver um racioc´ınio h´ıbrido para reconhecimento de atividades, empregando ale´m
do modelo ontolo´gico te´cnicas baseadas em aprendizagem de ma´quina; e (iii) realizar
novos testes, utilizando para isso outras bases de dados.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-13">
      <title>Agradecimentos</title>
      <p>O presente trabalho foi realizado com apoio da Coordenac¸a˜o de Aperfeic¸oamento de
Pessoal de N´ıvel Superior - Brasil (CAPES) - Co´digo de Financiamento 001 e da FAPERGS
(Programa Pesquisador Gau´cho - PqG). Roger S. Machado e´ Bolsista FAPERGS/CAPES
- BRASIL, n´ıvel doutorado.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-14">
      <title>Refereˆncias</title>
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    </sec>
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