<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Dicionários Semânticos de Dados para Integrar Dados de Prontuários Eletrônicos de Pacientes</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Marcello P. Bax</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Evaldo de Oliveira da Silva</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Programa de Pós-Graduação em Gestão &amp; Organização do Conhecimento - Universidade Federal de Minas Gerais (PPGGOC-UFMG) Caixa Postal 31.</institution>
          <addr-line>270-901 - Belo Horizonte - MG -</addr-line>
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>In the health area, it is necessary to represent, integrate, and organize the knowledge derived from clinical data found in Electronic Medical Records (EMRs), providing advantages for developing scientific studies. Ontologies have been used in this context, can facilitate the extraction of information, disambiguate terms, and preserve the semantics of patient health variables. The usage of ontologies in the annotation of data in EMRs is a question discussed in related works. This article presents how to annotate data from EMRs, using data from the mental health field. Also, this work uses semantics data technique to generate knowledge graphs from ontologies and metadata models. Graphs can be explored later to filter base data to verify hypotheses in different scientific studies in the field of mental health. Resumo. Na área da saúde é necessário representar, integrar e organizar o conhecimento oriundo de dados clínicos encontrados em Prontuários Eletrônicos de Pacientes (PEPs), proporcionando vantagens para o desenvolvimento de estudos científicos. Ontologias têm sido utilizadas neste contexto, pois podem facilitar a extração de informações, desambiguar termos e preservar a semântica das variáveis de saúde do paciente. A utilização de ontologias na anotação de dados sobre PEPs é uma questão discutida em trabalhos correlatos. Este artigo apresenta como anotar dados de PEPs, a partir de dados na área de saúde mental. Utiliza a técnica dos dicionários semânticos de dados para gerar grafos de conhecimento a partir de ontologias e de templates de metadados. Os grafos podem ser explorados posteriormente para filtrar dados necessários para verificar hipóteses em diferentes estudos científicos na área da saúde mental.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>
        Ontologias têm sido utilizadas para representar e organizar o conhecimento a fim de
anotar semanticamente dados e documentos [Gonçalves 2020]. Grafos de conhecimento
podem ser gerados a partir da anotação semântica enriquecendo técnicas de recuperação
de informação que auxiliam especialistas de domínio e cientistas de dados na fase de
preparação dos dados para análise. Os dados a serem explorados podem ser selecionados
pela navegação facetada em grafos que combinam e integram conceitualmente diferentes
datasets, ampliando e aprofundando o escopo investigativo dos estudos científicos e
levando à inferência de novos conhecimentos. O Dicionário Semântico de Dados
(Semantic Data Dictionary, SDD), proposto por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Rashid et al. (2017)</xref>
        , é uma abordagem
de anotação de dados por metadados fundamentada por ontologias que representa,
normaliza e integra datasets de diferentes fontes. Os datasets anotados por SDDs geram
Copyright © 2020 for this paper by its authors. Use permitted under Creative Commons License Attribution 4.0 International (CC BY 4.0).
grafos RDF (Resource Framework Description). Grafos de conhecimento expressos em
RDF e outros formatos têm sido propostos como base para desenvolver aplicações de IA
nas mais diversas áreas: financeira, logística, educacional e na saúde [Beyer, Hare e
Sallam 2020]. Especificamente, na saúde existe a necessidade de desambiguar termos,
formalizar a semântica e interoperar dados relacionados à saúde dos pacientes.
Prontuários Eletrônicos de Pacientes (PEPs) são fontes de extração de datasets que podem
ser anotados por meio de SDDs, a fim de especializar a recuperação da informação neles
contida. Grafos do conhecimento auxiliam na descoberta de relações entre doenças e
sintomas, apoiando o diagnóstico por evidências em dados clínicos enriquecidos
[Rotmensch et al. 2017]. O artigo apresenta por meio de um exemplo simplificado, o uso
de SDDs para anotar semanticamente dados de PEPs na área de saúde mental. Para
alcançar este objetivo, será aplicada a metodologia proposta por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Gonçalves (2020)</xref>
        . A
metodologia se baseia no método DSR (Design Science Research) que utiliza um ciclo
regulador que visa estruturar as etapas para integração dos dados semânticos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Bax 2015</xref>
        ].
A metodologia prevê a elicitação de questões de competências que fundamentam a
criação de uma ontologia de domínio caracterizada como uma versão simplificada do
conhecimento para anotar dados ou que podem se basear em conceitos presentes em
outras ontologias.
      </p>
      <p>A seguir Seção 2 descreve os conceitos de PEP bem como os trabalhos correlatos.</p>
      <p>A Seção 3 aborda os conceitos sobre SDDs e grafos. A Seção 4 apresenta um estudo de
caso simplificado de integração de dados de PEPs na área da saúde mental. A Seção 5
discute os resultados e a Seção 6 faz as considerações finais e lista os trabalhos futuros.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Referencial Teórico &amp; Trabalhos Correlatos</title>
      <p>
        Um PEP é um documento único que possui informações, sinais e imagens registradas,
geradas a partir de fatos, acontecimentos e situações relacionadas à saúde do paciente e
do atendimento realizado. Tais informações são de caráter legal, sigiloso e científico,
servindo de comunicação entre membros da equipe multiprofissional e a continuidade da
assistência oferecida ao paciente. PEPs são organizados com dados de anamnese, exame
físico, prescrição e evolução.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Hashemi et al. (2019)</xref>
        determinam os elementos necessários
aos PEPs no campo dos transtornos mentais. Os autores realizaram uma revisão da
literatura e selecionaram prontuários de pacientes com transtornos mentais para
identificar uma lista preliminar de elementos de dados essenciais. Os autores
identificaram sete classes tais como; dados demográficos de pacientes; dados
administrativos de médicos; dados administrativos de pacientes; histórico; dados clínicos;
tratamento; e dados financeiros. O Sistema e-SUS desenvolvido pelo Ministério da Saúde
no Brasil, informatiza o fluxo de atendimento do cidadão utilizando o Prontuário
Eletrônico do Cidadão (PEC) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">SAPS 2017</xref>
        ]. Por meio do PEC o profissional de saúde
efetua o registro da consulta médica usando o método SOAP (Subjetivo, Objetivo,
Avaliação e Plano). O SOAP permite registrar os dados de evolução do paciente de forma
sintética e estruturada com base em questões subjetivas, além das impressões objetivas
sobre o estado geral do paciente.
      </p>
      <p>
        Diferentes motivos ensejam a anotação de dados médicos. Alguns visam melhorar
a extração de informações, desambiguar termos, preservar a semântica das variáveis de
saúde do paciente, além de muitos outros.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">Xu et. al (2016</xref>
        ) propõem anotar dados de PEPs
com metamodelos de bancos de dados. Seu método transforma os termos que não podem
ser mapeados diretamente, alterando-os e mantendo sua semântica. Após a transformação
é possível obter a desambiguação dos significados a fim de garantir a precisão das
informações consultadas.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Chehab, Kalboussi e Kacem (2019</xref>
        ) propõem anotar os dados
com uma classificação unificada de sistemas de anotação médica. Uma ontologia preserva
a semântica dos dados. Para
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Christen, GROß e Rahm (2016</xref>
        ), a anotação manual é um
processo complexo e a anotação automática é altamente desejável para dar suporte a
anotadores humanos. Propõem uma abordagem baseada na linguagem e na reutilização,
anotando documentos médicos com conceitos de ontologias.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Rotmensch et al. (2017)</xref>
        geraram grafos de conhecimento a partir da leitura de dados sobre doenças e sintomas
diretamente de PEPs. Conceitos médicos são extraídos dos PEPs utilizando cálculos de
estimativas de verossimilhança com base em três modelos probabilísticos para construir
automaticamente os grafos de conhecimento.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Peleg, Keren, Denekamp (2008</xref>
        ) discutem
diretrizes clínicas e padrões de qualidade para o atendimento ao paciente, codificando-as
em formato interpretável com PEPs permitindo recomendações ao paciente quando e
onde necessário. Seu Knowledge-Data Ontological Mapper (KDOM) utiliza uma
ontologia e um modelo de referência para mapear código de PEPs.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">Yamada et al. (2018)</xref>
        propõem a ontologia de saúde mental OSM desenvolvida para apoiar a análise de
indicadores de saúde mental com dados inseridos de forma descentralizada a fim de apoiar
a decisão em Sistemas de Informação em Saúde Mental (SISAM). O SISAM monitora
consultas médicas, pedidos de hospitalização e a movimentação de pacientes na Rede de
Atenção Psicossocial (RAPS) permitindo a integração das ações dos serviços de saúde
em transtornos mentais.
      </p>
      <p>A pesquisa apresentada neste artigo se diferencia dos trabalhos acima por utilizar
a modelagem ontológica aplicando a abordagem SDD para anotar dados [Rashid et al.
2017]. A anotação é realizada manualmente por especialistas da área da saúde mental,
tais como médicos, terapeutas ou psicólogos. Assim, grafos de conhecimento são gerados
a partir de uma ontologia e de templates de metadados.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Anotação de Dados com Dicionário Semânticos de Dados</title>
      <p>
        Rashid et. al (2017) propõem o uso de SDDs para anotação da semântica de datasets. O
SDD é um conjunto de padrões de metadados fundamentados em ontologias que
descrevem objetos (representados por dados) em classes e relacionamentos. A anotação
por SDD associa os dados de um dataset a conceitos (ou classes) nas ontologias a fim de
enriquecer semanticamente os dados presentes em um dataset. A anotação de dados por
meio de SDD deve ser realizada por profissionais que compreendem o domínio, como
por exemplo, engenheiros do conhecimento ou cientistas, familiarizados tanto com os
conceitos fornecidos pela ontologia, quanto pelos datasets a serem anotados. A
preparação da anotação é feita de forma manual e utiliza um conjunto de documentos:
InfoSheet; Dictionary Mapping; CodeBook; Code Mapping; TimeLine; Properties Table.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Rashid et al. (2017)</xref>
        recomendam a SIO (Semanticscience Integrated Ontology) para
anotação de dados. Uma vez que a estrutura de anotação esteja pronta, a ferramenta
sdd2rdf [Rashid et al 2017] interpreta o SDD e integra os dados do dataset descrito pelo
SDD formando um grafo de conhecimento (RDF) persistido em triplestores. Um grafo
de conhecimento representa objetos (ou recursos) de interesse e conexões entre eles
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Hogan et al. 2020</xref>
        ]. Geralmente fornece um substrato compartilhado de conhecimento,
permitindo que pessoas e diferentes aplicações reutilizem as definições nele modeladas.
Possibilita também a inferência de novos fatos enriquecendo o compartilhamento do
conhecimento a partir do sdd2rdf, que produz consultas no formato SPARQL e regras
SWRL que permitem inferências. O RDF gerado pelo sdd2rdf se fundamenta em
ontologias, e possibilita a integração semântica dos dados. A ontologia formaliza o
vocabulário da anotação e abre caminho para interoperabilidade dos dados que podem ser
integrados de fontes diversas.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Aplicação na Integração de Dados de PEPs</title>
      <p>Datasets com dados fictícios oriundos de PEPs em saúde mental serão anotados. A Tabela
1 traz a tabela que relaciona dados assistenciais e de internação em hospitais de saúde
mental. A Tabela 2 traz o extrato do Boletim Médico Hospitalar (BMH), com dados de
internações de pacientes em um hospital caracterizados por variáveis como data da
admissão, alta faixa etária, pelos códigos CID (Classificação Internacional de Doenças) e
outros.</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>Tabela 1 - Dados Assistenciais.</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-2">
        <title>Tabela 2 - Dados do Boletim Médico Hospitalar (BMH).</title>
        <p>ID Fuma CInternacao
36 Não 1
78 Sim 3
... ... ...</p>
        <p>
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Fonte: O autor (2020</xref>
          )
        </p>
        <p>CID
F30-F39
F20-F29
...</p>
        <p>
          A anotação de dados é feita a partir de uma ontologia "base", i.e., a primeira versão
simplificada da ontologia de domínio. A ontologia utiliza conceitos da OSM e mais as
colunas das tabelas acima não mapeadas para conceitos da OSM. Questões de
competência ilustram problemas que poderiam ser respondidos pela análise das variáveis
nas Tabelas 1 e 2. (i) Qual é a prevalência de faixa etária das internações com demência
vascular? (ii) Avaliar os sintomas e monitorar o progresso dos pacientes melhora os
desfechos, qualidade de vida e funcionamento social? (iii) Reinternações compulsórias
estão associadas a quais transtornos mentais? Os templates de metadados em
          <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Rashid et
al. (2017)</xref>
          incluem o Dictionary Mapping (DM), elaborado na Tabela 3. Os conceitos
utilizados para anotação do cabeçalho das tabelas foram reutilizados da ontologia OSM,
formando a ontologia base deste estudo específico. A ontologia base é enriquecida com
outros conceitos relevantes para compreensão domínio discutido, tais como: “bmh” e
“tipoInternação”. As Tabelas 3 e 4 apresentam Dictionary Mapping e o CodeBook
respectivamente.
        </p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-3">
        <title>Tabela 3 - Especificação do DM para dados explícitos e implícitos.</title>
        <p>Column Attribute AtributeOf
ID osm:idPaciente ??Paciente
DataAdm osm:dataInternacao ??Bmh
Alta osm:dataAlta ??Bmh
Município osm:cidadePaciente ??Bmh
Sexo osm:Sexo ??Paciente
CID osm:Cid10 ??Bmh
Fuma osm:Tabagismo ??Paciente
CInternacao osm:tipoInternacao ??Bmh
FE osm:faixaEtaria ??Bmh
??paciente
??bmh</p>
        <p>
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Fonte: O autor (2020</xref>
          )
        </p>
        <p>Entity</p>
        <p>Unit</p>
        <p>Time</p>
        <p>Relation</p>
        <p>inRelationTo
sio:Date ??admissao
sio:Date ??alta
sio:Human;osm:Paciente;
osm:Bmh
osm:hasBmh ??bmh
osm:isBmhOf ??paciente</p>
        <p>Vários outros dados poderiam ter sido considerados para integração: médico,
psicólogo, leito e consistência da dieta. O grafo RDF gerado pela interpretação das tabelas
acima permite a navegação facetada pelos dados com a qual o pesquisador seleciona quais
dados farão parte do dataset a ser gerado.</p>
        <sec id="sec-4-3-1">
          <title>Column</title>
          <p>FE
FE</p>
          <p>FE
CInternacao
CInternacao
CInternacao</p>
        </sec>
        <sec id="sec-4-3-2">
          <title>Code</title>
          <p>ADL
ADT
IDS
1
2
3</p>
        </sec>
      </sec>
      <sec id="sec-4-4">
        <title>Fonte: O autor (2020)</title>
        <p>Class
osm:Demograficos
osm:Demograficos
osm:Demograficos
osm:Internacao
osm:Internacao
osm:Internacao</p>
        <p>A Figura 01 apresenta o grafo RDF, em sintaxe turtle, gerado pelo script sdd2rdf,
tendo como entradas os metadados das Tabelas 3 e 4 e a primeira linha dos arquivos de
dados das Tabelas 1 e 2.
@prefix rdf: &lt;http://www.w3.org/1999/02/22-rdf-syntax-ns#&gt; . example-kb:ID-04 a example-kb:ID , osm:idPaciente ;
@prefix rdfs: &lt;http://www.w3.org/2000/01/rdf-schema#&gt; . sio:isAttributeOf example-kb:Paciente-1d ;
@prefix xsd: &lt;http://www.w3.org/2001/XMLSchema#&gt; . sio:hasValue "36"^^xsd:integer .
@prefix sio: &lt;http://semanticscience.org/resource/&gt; . example-kb:Sexo-3f a example-kb:Sexo , osm:sexo ;
@prefix example-kb: &lt;http://example.com/kb/example#&gt; . sio:isAttributeOf example-kb:Paciente-1d ;
@prefix osm: &lt;http://www.w3.org/2008/05/osm#&gt; . sio:hasValue "M"^^xsd:string .
example-kb:ID rdfs:subClassOf osm:idPaciente ; example-kb:CID-1f a example-kb:CID , osm:Cid10 ;
sio:isAttributeOf example-kb:Paciente . sio:isAttributeOf example-kb:Bmh-18 ;
example-kb:Sexo rdfs:subClassOf osm:sexo ; sio:hasValue "F30-F39"^^xsd:string .</p>
        <p>sio:isAttributeOf example-kb:Paciente . example-kb:Fuma-27 a example-kb:Fuma , osm:Tabagismo ;
example-kb:CID rdfs:subClassOf osm:Cid10 ; sio:isAttributeOf example-kb:Paciente-1d ;</p>
        <p>sio:isAttributeOf example-kb:Bmh . sio:hasValue "Nao"^^xsd:string .
example-kb:Fuma rdfs:subClassOf osm:Tabagismo ; example-kb:CInternacao-32 a example-kb:CInternacao , osm:Voluntario ;
sio:isAttributeOf example-kb:Paciente . sio:isAttributeOf example-kb:Bmh-18 ;
example-kb:CInternacao rdfs:subClassOf osm:tipoInternacao ; sio:hasValue "1"^^xsd:integer .</p>
        <p>sio:isAttributeOf example-kb:Bmh . example-kb:FE-a5 a example-kb:FE , osm:adulto ;
example-kb:FE rdfs:subClassOf osm:faixaEtaria ; sio:isAttributeOf example-kb:Paciente-1d ;</p>
        <p>sio:isAttributeOf example-kb:Paciente . sio:hasValue "ADL"^^xsd:string .
example-kb:Paciente rdfs:label "Paciente"^^xsd:string ; example-kb:Paciente-1d a example-kb:Paciente , sio:Human ;
rdfs:subClassOf sio:Human ; rdfs:label "Paciente"^^xsd:string ;
sio:inRelationTo example-kb:Bmh . sio:inRelationTo example-kb:Bmh-18 .
example-kb:Bmh rdfs:label "Bmh"^^xsd:string ; example-kb:Bmh-18 a example-kb:Bmh , osm:Bmh ;
rdfs:subClassOf osm:Bmh ; rdfs:label "Bmh"^^xsd:string ;
sio:inRelationTo example-kb:Paciente . sio:inRelationTo example-kb:Paciente-1d .</p>
        <p>
          Figura 01. Grafo de Conhecimento.
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Fonte: O autor, 2020</xref>
          .
        </p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Discussão de Resultados</title>
      <p>Como contribuição o trabalho apresenta a preparação de dados1, utilizando SDD, no
âmbito de estudos científicos na área de saúde mental. Os dados anotados por metadados
semânticos fundamentam a produção de grafos de conhecimento que representam
conceitos e as conexões entre eles. Os elementos terminais dos grafos são valores que
instanciam propriedades de objetos que, por sua vez, populam estudos científicos.
Metadados semânticos utilizam a modelagem ontológica para organizar os dados. Os
arquivos de dados organizados nos grafos contêm os valores em células tabulares e os
templates de metadados (dicionários de dados e codebook) são compostos de anotações
formais de propriedades (variáveis em dicionários de dados), objetos e estudos. Os
templates de metadados fornecem estrutura para que especialistas no domínio
identifiquem e definam explicitamente quais são os diversos objetos de um estudo
científico; como tais objetos são organizados. Além disso, ontologias formalizam o
entendimento acima exigindo que as definições sejam declaradas usando termos</p>
      <sec id="sec-5-1">
        <title>1 Fase do ciclo de mineração de dados</title>
        <p>consensuados no domínio. Os conceitos e dados organizados contribuem para o reuso de
dados e a reprodução dos resultados de estudos realizados</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>6. Considerações Finais</title>
      <p>A relevância do problema e da abordagem apresentada advém do alto custo decorrente
dos desafios técnicos enfrentados hoje para reutilizar dados de estudos científicos. O
artigo descreve a abordagem de dicionário semânticos e infraestrutura técnica para anotar
dados de estudos científicos realizados sobre PEPs, que permitem a normalização e
harmonização sistemática das variáveis dos estudos. Os dados são organizados em grafos
RDF que podem ser explorados por consultas a fim de darem origem a outros arquivos
de dados. Limitações podem ser vistas a partir da aplicação apresentada neste artigo.
Campos de digitação livre da orientação médica e o relato de alta não foram explorados.
Os conceitos presentes nestes poderiam ter sido anotados por técnicas de processamento
de linguagem natural (NLP) a fim enriquecer os conjuntos de dados das Tabelas 1 e 2.
Como trabalhos futuros pretende-se utilizar técnicas de NLP para reconhecer e extrair
entidades salientes que representem outras variáveis para além daquelas presentes nos
arquivos de dados das Tabelas 1 e 2.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>7. Referencias</title>
      <p>em:</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
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          <source>ID DataAdm Alta FE Município Sexo 36</source>
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          27/06/2020 ADL Brasília M 78
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            <given-names>IDS</given-names>
            <surname>Belo Horizonte</surname>
          </string-name>
          <string-name>
            <surname>M ... ... ... ... ... ...</surname>
          </string-name>
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref2">
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          <string-name>
            <surname>Fonte</surname>
          </string-name>
          : O autor (
          <year>2020</year>
          )
        </mixed-citation>
      </ref>
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            ,
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            <surname>Design</surname>
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      </ref>
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          <string-name>
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