<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Proveniência arquivística em um poço de petróleo: uso de ontologias para representação semântica de documentos.</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Marieta Marks Löw</string-name>
          <email>marieta.low@ufrgs.br</email>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Rafael Port da Rocha</string-name>
          <email>rafael.rocha@ufrgs.br</email>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>The paper presents a master's degree research in the context of semantic representation of records production. It focuses on applied exploratory research, with a qualitative approach. The research aims at analyzing the document ontologies (IAO, D-Acts) in the semantic representation of records production in an oil production sharing contract in the oil and gas domain. It presents the problem of semantics in the representation of archival record production, theoretical references, and the proposed solution involving analysis of document ontologies, representation of record production based on archival theory, semantic enrichment with the result of analysis and evaluation of results. Resumo. O texto apresenta pesquisa de mestrado no contexto de representação semântica da produção documental arquivística. Trata-se de pesquisa exploratória aplicada, de abordagem qualitativa. A pesquisa tem por objetivo analisar as ontologias de documentos (IAO, D-Acts) na representação semântica da produção documental em um contrato de partilha de petróleo no domínio de óleo e gás. Apresenta o problema da semântica na representação da produção documental arquivística, o referencial teórico e a proposta de solução envolvendo análise de ontologias de documentos, representação de produção documental a partir da teoria arquivística, enriquecimento semântico da representação com resultado da análise e, ainda, avaliação dos resultados.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>Esse fazer, entretanto, não costuma ser expresso nas representações semânticas
desenvolvidas em sistemas de informação, fator que dificulta seu uso integrado com
ontologias de domínio e na recuperação da informação tendo como base a proveniência. Os
sistemas de busca de documentos, por exemplo, são baseados, de maneira geral, na
recuperação a partir do conhecimento sobre o domínio de uma determinada área em dado
sistema de gestão de informação, e normalmente não incluem o contexto em que os
documentos são produzidos. Já os instrumentos arquivísticos que expressam esse
conhecimento não foram desenvolvidos para representação semântica, tornando difícil sua
integração com outras representações semânticas do domínio em sistemas de informações.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Agregar uma camada semântica à representação da produção documental pode contribuir não somente para uma melhor compreensão do documento como também para o desenvolvimento de ferramentas de gestão e uso da informação mais eficientes e precisas.</title>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Existem ontologias que trazem conceitos associados à produção de documentos. Vale</title>
      <p>
        citar, especialmente, a Information Artifact Ontology (IAO) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Smith, 2012</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Smith &amp; Ceusters,
2015</xref>
        ] e a Ontology of Document Acts (D-Acts) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Brochhausen et al., 2013</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Smith, 2014</xref>
        ].
Ambas partem da Basic Formal Ontology (BFO) como ontologia de fundamentação, o que
favorece o seu reúso, à medida que BFO é base para o desenvolvimento de várias ontologias
de domínio, incluindo as desenvolvidas no escopo do projeto em que este estudo se insere.
Ambas derivam de estudos de Barry Smith para ontologias na área da saúde. Mesmo não
originadas de estudos da Arquivologia, percebemos uma visível convergência de conceitos
para seu uso em representação da produção documental arquivística.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Pela via dos estudos arquivísticos, por outro lado, surge em 2016 uma proposta de</title>
      <p>
        modelo conceitual, ainda em desenvolvimento, apresentada pelo Conselho Internacional de
Arquivos (ICA) denominada Record in Context Conceptual Model (RiC-CM) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">International
Council on Archives ICA, 2016</xref>
        ;
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Llanes-Padrón &amp; Pastor-Sánchez, 2017</xref>
        ]. Esse modelo foi
revisado e uma segunda versão rascunho (draft) foi apresentada em dezembro de 2019. A
partir do modelo conceitual foi derivada uma ontologia chamada RiC-O. Essa ontologia
apresenta os conceitos do modelo e uma série de relacionamentos possíveis. Contudo esta,
por derivar do modelo RiC-CM, não está fundamentada em BFO, como as anteriormente
citadas, dificultando o reúso e sua integração com outras ontologias que utilizam BFO.
      </p>
      <p>Nesta pesquisa propomos um estudo sobre a representação da documentação
produzida em razão do poço de petróleo, sob contrato de partilha, a partir do olhar
arquivístico e com o uso de ontologias como ferramentas de organização do conhecimento
para melhoria semântica dessa representação. Dessa forma, uma ontologia do domínio de
produção e exploração do petróleo sob regime de partilha pode englobar também o fazer da
instituição, sob o olhar da gestão arquivística de documentos, na qual funções, processos e
atividades representam a proveniência dos documentos produzidos ou recebidos.</p>
      <p>O objetivo final do estudo é analisar as ontologias de documentos (IAO e D-Acts) na
representação semântica da produção documental arquivística em um contrato de partilha de
petróleo no domínio de óleo e gás. Como principais marcos do trabalho, para se alcançar esse
objetivo final, estão: (1) analisar as ontologias de documentos IAO e D-Acts quanto à
representação da produção documental usando os principais conceitos do RiC-CM como
referência para análise; (2) demonstrar a representação da produção documental de um poço
de petróleo em regime de partilha de produção a partir da metodologia arquivística; (3)
enriquecer semanticamente a representação da produção documental a partir dos resultados
encontrados na análise e avaliar esses resultados.</p>
      <p>Os documentos arquivísticos produzidos em razão da existência de um poço de
petróleo permitem compreender as funções e atividades desenvolvidas pela indústria do
petróleo, bem como conhecer os relacionamentos entre o produtor e os diferentes agentes da
cadeia produtiva, como parceiros comerciais, agências governamentais e outros. A
representação formal dos relacionamentos gerados pelos documentos é uma forma de
organização do conhecimento que permite a criação de diferentes aplicações, tanto para
recuperação da informação, como para outros serviços informacionais, como automatização
da produção documental e do fluxo informacional. Desse modo, representar os documentos
e seus relacionamentos orgânicos no contexto complexo da indústria do petróleo pode
significar uma melhora na capacidade de organização do conhecimento desse domínio, bem
como o desenvolvimento de ferramentas mais efetivas na gestão e recuperação da informação</p>
      <p>P&amp;D e Inovação estão presentes à medida que o estudo: potencializa a organização
da informação apresentando recursos que permitem recuperação e uso de documentos a partir
de seu contexto de produção; analisa e classifica o documento a partir das funções do negócio
que o geraram, a partir de regulamentações que constituem esse negócio; discute e enriquece,
com o uso de ontologias, as técnicas e os modelos arquivísticos para representação de funções
de negócio, frente à complexidade da representação da produção documental de um poço.</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>2. Metodologia e Proposta de Solução</title>
        <p>Trata-se de pesquisa exploratória aplicada, de abordagem qualitativa. Seu objeto será a
representação da produção documental relacionada a funções e atividades desenvolvidas em
um poço de petróleo sob contrato de regime de partilha. O método utilizado será bibliográfico
documental. O levantamento dos documentos relacionados ao domínio de óleo e gás será
feito a partir de literatura da área, documentação disponível em repositórios e acervos
públicos e legislação da área. Para a análise de ontologias serão utilizados, além da literatura,
a documentação disponível em repositórios.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>O desenvolvimento da pesquisa se apoiará em instrumentos e técnicas da</title>
      <p>Arquivologia para o desenvolvimento da representação da produção documental e em
ontologias para a análise de conceitos. Considerando o objetivo final da pesquisa, foram
estabelecidas três principais etapas de desenvolvimento da pesquisa, como indicado
anteriormente.</p>
      <p>Na primeira etapa será feita uma análise das ontologias IAO e D-Acts. Para isso, elas
serão analisadas quanto ao seu uso para representação da produção documental. Cada
ontologia será analisada no seu conjunto e também quanto às entidades que podem servir à
representação da documentação arquivística. Para isso serão usados os princípios
arquivísticos e os principais conceitos do modelo RiC-CM como referência de análise. Os
conceitos de BFO serão utilizados subsidiariamente para compreensão do contexto. Com esta
etapa espera-se identificar estratégias para o enriquecimento semântico da representação
documental, bem como apontar possíveis ausências conceituais nas ontologias analisadas.</p>
      <p>Na segunda etapa será demonstrada uma representação da produção documental de
um poço de petróleo em regime de partilha. Os instrumentos da Arquivologia darão apoio à
definição da estrutura de representação da produção documental e subsidiarão a definição de
estratégias a serem adotadas para o processo de construção da representação da produção
documental de um poço. A estrutura do modelo de representação da produção documental
tem como base esquemas de classificação de atividades de negócio propostos pela
metodologia DIRKS (Design and Impementing Recordkeeping System), pela norma ISO
15489 e pela norma arquivística para a descrição de funções ISDF (International Standard
for Describing Functions). Esses esquemas são estruturas que ligam documentos aos
contextos de suas criações, contextos estes representados através de funções de negócio e
suas subdivisões em atividades e transações. Dessas propostas são também utilizados os
aspectos considerados relevantes para a construção de um esquema de classificação de
atividades do negócio, quais sejam, os passos nomeados na metodologia como: Investigação
Preliminar, Análise das Atividades de Negócio e Avaliação de Sistemas Existentes. Com essa
etapa espera-se identificar a representação da produção documental a partir dos instrumentos
tradicionais para o desenvolvimento de sistemas arquivísticos de gestão documental.</p>
      <p>A terceira etapa tem como objetivo utilizar as estratégias de enriquecimento
semântico identificadas na etapa um para melhorar a representação demonstrada na segunda
etapa. A partir disso será feita uma avaliação dos resultados obtidos. Como critérios para essa
avaliação serão considerados aspectos semânticos representados e não representados na
representação com instrumentos tradicionais resultantes da segunda etapa e aspectos
relacionados à integração da representação semântica obtida na terceira etapa com
representação do domínio.</p>
      <p>BFO é usada ao longo das etapas para apoiar a compreensão do contexto da produção
documental. Considerando a complexidade que é a constituição e a operação de um poço de
petróleo sob o regime de partilha, o que envolve diversificadas relações entres agentes (como
consórcio, operador, membro de consórcio, agência regulamentadora), diferentes atividades
de negócio (como exploração e produção) e diferentes conceitos (como bacia, área de
produção, campo de petróleo, poço de exploração de petróleo, poço de produção de petróleo),
considerou-se que uma ontologia de fundamentação como a BFO pode auxiliar na
estruturação do modelo e na classificação da natureza dos conceitos envolvidos.</p>
      <sec id="sec-5-1">
        <title>3. Revisão de Literatura</title>
        <p>
          Tradicionalmente, a produção documental de uma determinada instituição é vista pela
Arquivologia como o resultado do fazer dessa instituição. O conjunto dos documentos
produzidos compõe o arquivo da instituição. São justamente as características próprias de
produção dos documentos e do contexto de produção que tornam dado conjunto de
documentos único. Aí reside a base teórica da Arquivologia, consubstanciada no chamado
Princípio da Proveniência [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Bellotto, 2004</xref>
          ]. O Dicionário Brasileiro de Terminologia
Arquivística define como: “Princípio básico da arquivologia segundo o qual o arquivo(1)
produzido por uma entidade coletiva, pessoa ou família não deve ser misturado aos de outras
entidades produtoras. Também chamado princípio do respeito aos fundos”. Assim, os
documentos de um dado produtor compõem um conjunto que representa o produtor, sua
história, suas atividades e funções, ou seja, o chamado contexto de produção.
        </p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Nas últimas décadas, com o desenvolvimento tecnológico, a Arquivologia passou a</title>
      <p>dialogar com outros campos científicos, como a Ciência da Informação, Administração e
Tecnologia da Informação. Essa aproximação com a tecnologia e, por consequência, com as
questões de organização e recuperação da informação em ambiente digital, fez com que as
práticas da área fossem também modernizadas e saíssem dos arquivos para atuar com
soluções para as necessidades de gestão nas etapas de produção e uso da documentação. Os
estudos da área se voltaram novamente para o Princípio da Proveniência e métodos de
classificação e descrição dos conjuntos documentais. A metodologia de análise funcional se
consolida como a principal ferramenta para construção dos instrumentos de gestão e
representação arquivística.</p>
      <p>
        A classificação por funções está pacificada na literatura arquivística. Ela ganha força
com as padronizações administrativas e o desenvolvimento da burocracia moderna, a partir
do final de Segunda Guerra Mundial. Isso proporcionou uma racionalização e, ao mesmo
tempo, um aumento exponencial da complexidade de produção e uso dos documentos
jurídico-administrativos. A partir de estudos realizados na Austrália foi construída uma
metodologia para desenvolvimento e implantação de sistemas de gestão de documentos
chamada DIRKS – Designing and Implementing Recordkeeping Systems. Para
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Dias [2010</xref>
        ,
p. 124], essa metodologia “assegura que a gestão da informação esteja baseada nas
necessidades do negócio da organização, e, por isso, possibilita um estudo minucioso das
atividades, processos e funções.”
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>Apesar das normas e do desenvolvimento, nas últimas décadas, de metodologias para</title>
      <p>
        classificação e organização da documentação arquivística, os estudos aproximando a
documentação de arquivo com a área de Organização do Conhecimento ainda são tímidos.
Entretanto, já é possível localizar alguns autores que tratam do tema, tanto
epistemologicamente, quanto metodologicamente [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Tognoli &amp; Guimarães, 2018</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        A representação semântica de documentos em ontologias foi também discutida para
desenvolvimento de ontologias para a área médica. A necessidade de entidades que
retratassem os atos sociais foi apontada por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Smith [2012</xref>
        ]. Desses estudos derivaram as duas
ontologias aqui estudadas. A IAO é uma ontologia de entidades de informação, tendo sido
“criada para servir como um recurso de domínio neutro para a representação de tipos de
entidades de conteúdo informacional (ICE) como documentos, bases de dados e imagens
digitais” [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Smith &amp; Ceusters, 2015</xref>
        , p. 1, tradução nossa]. Nessa ontologia há uma relação
entre a entidade informacional e a realidade expressada pelo assunto (aboutness). Além disso,
essa entidade informacional, para existir, depende de uma entidade material, como um
contrato, que é uma entidade informacional que depende de um suporte para existir. Essa
dependência é genérica, pois o contrato pode mudar de entidade material, ao passar a existir
em um suporte eletrônico, por exemplo.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>A D-Acts originou-se na teoria dos atos documentais proposta por Smith [2012]. Está</title>
      <p>fundamentada na concepção de que os documentos possuem estabilidade e, portanto, podem
ser preservados no tempo. Além disso, os documentos são a materialização de ações que
ocorrem no mundo real, cujo registro atesta essa ação. Ao mesmo tempo, o fato de a ação ser
registrada traz consequências sociais que impactam o mundo real. O mesmo documento pode
servir a diferentes atos sociais ao longo de sua existência, e ter diferentes destinatários.</p>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Smith [2014</xref>
        , pp. 4–5] observa a relação entre documentos e atos de fala: os
documentos são objetos, portanto, continuantes, pela BFO, enquanto os atos de fala são
eventos, ou seja, ocorrentes. Isso significa que os documentos não apenas se mantêm
idênticos no tempo, como se separam de seu criador e ganham vida própria. É possível, assim,
entender ODA como uma ontologia que estende a IAO pela incorporação da teoria dos atos
sociais. Com isso, é possível descrever o documento e o que as pessoas podem fazer com os
documentos.
      </p>
      <p>
        Em estudo sobre a dimensão normativa das organizações,
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Almeida e outros [2017</xref>
        ]
verificam a possibilidade de aplicação da ODA em contextos institucionais. São analisadas
o que os autores entendem por dimensão descritiva (estrutura física) e dimensão prescritiva
(estrutura de regras). Essa abordagem nos parece bastante interessante e pode contribuir com
a compreensão sobre o uso de ontologias de documentos em ambientes corporativos. Já a
abordagem arquivística de gestão de documentos utiliza as funções e as atividades das
organizações para nortear a classificação da documentação produzida, recebida e acumulada.
Podemos inferir que o documento é visto, então, como consequência de atos sociais que
ocorrem na realidade. Eles são criados para registrar ações e informações da realidade, e
podem produzir efeitos nessa realidade.
      </p>
    </sec>
  </body>
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