<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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  <front>
    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Ontologias para Sistemas AAL que abordem Compliance: um mapeamento sistemático da literatura</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Timóteo G. Silva</string-name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Fernanda M. R. Alencar</string-name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>PE - Brazil</string-name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>The assisted living environment (in English, Ambient Assisted Living-AAL) is a new technological approach, which appears to meet the demands of the elderly. Among the challenges of developing AAL systems are meeting the ethical, legal, social, medical and technical restrictions. As a result, there is a need to address compliance. This work presents a systematic mapping of the literature on the use of ontologies in the development of AAL systems and on the aspects of compliance that are considered. After applying the MSL protocol, 210 articles were analyzed. The main evidence found is related to the lack of joint application of ontology and compliance in AAL systems. Resumo. O ambiente de vida assistida (do inglês, Ambient Assisted LivingAAL) se constitui em uma nova abordagem tecnológica, que surge para atender às demandas do público idoso. Dentre os desafios de desenvolvimento de sistemas AAL estão o atendimento às restrições éticas, legais, sociais, médicas e técnicas. Com isso, surge a necessidade de tratar a compliance. Esse trabalho apresenta um mapeamento sistemático da literatura sobre o uso de ontologias no desenvolvimento de sistemas AAL e sobre os aspectos de compliance que são considerados. Após a aplicação do protocolo da MSL, 210 artigos foram analisados. A principal evidência encontrada está relacionada à falta de aplicação conjunta da ontologia e compliance em sistemas AAL.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>
        A sociedade moderna está envelhecendo em alta velocidade. Em 2017, 13% da
população mundial tinha mais de 60 anos, ou seja, aproximadamente 962 milhões de
pessoas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Lentzas &amp; Vrakas 2019</xref>
        ]. Segundo os referidos autores, as projeções das
Nações Unidas estimam que a população mundial aumentará para 9,8 bilhões até 2050,
com a população com mais de 60 anos de idade sendo de aproximadamente 2,1 bilhões
(15% da população mundial).
      </p>
      <p>
        O aumento da média de idade da população traz consigo, consequentemente, o
aumento de doenças crônicas, resultando em um crescimento considerável da
necessidade de auxílio e assistência médica a este tipo de público [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">Ras et. Al 2007</xref>
        ].
Diante disso, o crescimento projetado no envelhecimento da população mundial, a
acessibilidade dos dispositivos inteligentes, a onipresença destes dispositivos e a
necessidade por custos controlados de assistência médica, não apenas oferecem novas
oportunidades de qualidade de vida para o público idoso e pessoas que precisam de
assistência especial, mas também introduzem novos desafios científicos que precisam
ser abordados [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Benghazi et. al 2012</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Nesse contexto, o ambiente de vida assistida (do inglês, Ambient Assisted
Living-AAL) se constitui em uma nova abordagem, baseada em soluções tecnológicas,
que surgem para atender às demandas do público idoso. Sistemas inteligentes e serviços
remotos estão sendo amplamente adotados nesse domínio para melhorar a qualidade de
vida, auto-independência e até reduzir custos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Kleinberger et al. 2007</xref>
        ].
      </p>
      <p>No desenvolvimento de sistemas, de forma geral, a especificação de requisitos é
fundamental para que o sistema proposto funcione de acordo com as necessidades dos
stakeholders e restrições às quais se encontre submetido. Assim, a má especificação e a
ausência de documentação suficiente podem ser fatores de insucesso dos sistemas.</p>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">Ras et. al. [2007</xref>
        ] aponta que os desafios de engenharia a serem enfrentados no
desenvolvimento de sistemas AAL, que são sistemas que requerem interfaces
padronizadas, capacidade de auto-localização, que sejam adaptáveis ao contexto,
invisíveis, móveis e autointegráveis, tudo isso associado à inadequação dos atuais
métodos de engenharia e abordagens de pesquisa complicam o processo de
desenvolvimento dos sistemas AAL. Para
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">Ras et. al. [2007</xref>
        ], entre os desafios
encontrados para estes tipos de sistemas, que são multidisciplinares, estão as restrições
éticas, legais, sociais, médicas e técnicas que devem ser reunidas e consolidadas em
uma especificação de requisitos. Paralelo a isso, segundo
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Cheng et. al. [2018</xref>
        ], nos
últimos anos, a complexidade e a escala dos requisitos de conformidade aumentaram
significativamente devido à globalização e ao amadurecimento de diferentes campos e
requisitos legais. Com isso, surge a necessidade de tratar a Compliance, que significa
conformidade com regras e regulamentos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Disi &amp; Zualkernan, 2009</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Os desafios em desenvolvimento de sistemas AAL em relação à conformidade
destes com regras e regulamentos estabelecidos, assim como a necessidade de
formalização da especificação de requisitos para tais sistemas, tem levado a comunidade
acadêmica a explorar e estabelecer novas abordagens para o desenvolvimento de
sistemas AAL e integrá-las a diferentes áreas do conhecimento, tais como compliance e
ontologia.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Culmone et al. [2014</xref>
        ] afirma que as ontologias são comumente usadas para
formalizar e especificar explicitamente um domínio do conhecimento, pois elas
melhoram a automação da integração de grupos de dados heterogêneos, fornecendo uma
especificação formal do vocabulário dos conceitos e de seus relacionamentos.
      </p>
      <p>
        Uma ontologia específica, que contemple os aspectos de Compliance para o
domínio de sistemas AAL, pode contribuir para o sucesso do desenvolvimento de tais
sistemas, pois apresenta uma formalidade para representar os conceitos internos do
domínio e as relações entre eles, assim como, incorpora os aspectos regulatórios desses
tipos de sistemas. Uma das vantagens deste tipo de abordagem, segundo
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">Sousa et al.
[2016</xref>
        ], é que essa formalidade diminui a ambiguidade e inconsistência entre os
requisitos.
      </p>
      <p>Nesse contexto, buscamos na literatura evidências que o uso de ontologias traz
benefícios no desenvolvimento de sistemas embarcados. Portanto, como metodologia de
pesquisa, aplicamos um Mapeamento Sistemático da Literatura (MSL) com objetivo de
identificar, interpretar e sintetizar os estudos disponíveis para responder às questões de
pesquisa sobre o uso de ontologias no desenvolvimento de sistemas AAL levando em
consideração os aspectos de Compliance.</p>
      <p>Na seção 2 é apresentado um referencial teórico tratando sobre AAL e
Compliance. Na seção 3 apresentamos o protocolo de pesquisa utilizado nesse MSL. Na
seção 4 os resultados e análises alcançados através da extração dos dados e as respostas
às questões de pesquisa.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Referencial Teórico</title>
      <p>Nesta seção, apresentamos o conhecimento de base necessário à compreensão da
temática proposta neste trabalho.</p>
      <sec id="sec-2-1">
        <title>2.1. Ambient Assisted Living (AAL)</title>
        <p>
          O Ambient Assisted Living (AAL, em português Ambiente de Vida Assistida) é um
campo de pesquisa surgido nos anos 90 e adquirindo crescente importância. Propõe
ferramentas e soluções residenciais dedicadas à melhoria da vida cotidiana, com foco na
pessoa e em suas interações com as tecnologias e o ambiente doméstico. Para
          <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Benghazi
et al. [2012</xref>
          ] o Ambient Assisted Living (AAL) é uma nova abordagem, baseada em
soluções tecnológicas, que surgiu para atender às demandas dos idosos. Já para
          <xref ref-type="bibr" rid="ref13">Machado et al. [2017</xref>
          ] o Ambient Assisted Living (AAL) caracteriza um ambiente
doméstico automatizado no qual os usuários interagem com objetos físicos, onde os
sistemas para AAL precisam conhecer dados sobre o mundo em torno dos usuários que
monitoram para executar ações, além de precisar ter consciência do contexto e perceber
os elementos que constituem o ambiente. Nesse contexto, as soluções da AAL visam
melhorar a qualidade de vida, o conforto e o bem-estar dos moradores e podem ser
personalizadas para abordar problemas específicos para segmentos específicos da
população, como idosos ou pessoas afetadas por deficiências [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref18">Spoladore, 2017</xref>
          ].
        </p>
        <p>
          Apesar do AAL ter surgido na década de 1990, somente em meados da década
de 2000 é que mais atenção foi dedicada a esta área. Portanto, é um campo
relativamente novo e tornou-se um tópico de pesquisa multidisciplinar cada vez mais
importante para as comunidades de pesquisa médica e tecnológica [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref14">Nakagawa et al.,
2013</xref>
          ].
2.2. Compliance
Segundo
          <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Coimbra e Manzi [2010</xref>
          ], Compliance vem do verbo em inglês “To Comply”,
que significa “cumprir”, “executar”, “satisfazer”, “realizar o que lhe foi imposto”, ou
seja, Compliance é o dever de cumprir, de estar em conformidade (conformidade com a
legislação e regulamentação aplicável ao negócio, código de ética e políticas da
instituição) e fazer cumprir regulamentos internos e externos impostos às atividades da
Instituição. Já para NBR ISO 19600 [2016], Compliance é definida como um conjunto
de mecanismos que visam atender normas, políticas e diretrizes de um negócio.
        </p>
        <p>
          De acordo com
          <xref ref-type="bibr" rid="ref19">Zhong et al. [2012</xref>
          ], a fase de construção de um projeto é regida
por muitos regulamentos e é importante inspecionar o processo de construção de
acordo com os regulamentos (denominada verificação ou inspeção de compliance) para
garantir a qualidade. Segundo
          <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Jorshari &amp; Tawil [2015</xref>
          ], inúmeras obras (por exemplo:
Islam, Mouratidis &amp; Wagner, 2010; Ghanavati, Amyot, &amp; Peyton, 2007; Shamsaei et
al., 2011) abordaram a Compliance como um requisito inicial do sistema, tomando os
direitos da lei como objetivos dos sistemas a serem satisfeitos e, portanto, alinhando a
engenharia de requisitos às técnicas de conformidade. No entanto, nos últimos anos, a
complexidade e a escala dos requisitos de Compliance aumentaram significativamente
devido à globalização, uma vez que, as instâncias de regulamentos, padrões e estruturas
aumentam em número e em escopo, assim como o processo de amadurecimento de
diferentes campos e regulamentos também aumentam à medida que as áreas ou
domínios que eles cobrem se tornam mais interligados [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Cheng et al., 2018</xref>
          ].
        </p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Metodologia de Pesquisa</title>
      <p>Esta seção apresenta os procedimentos realizados durante o desenvolvimento do
mapeamento sistemático da literatura definido para esse trabalho. Este mapeamento
visou traçar um panorama geral sobre ontologias, sistemas AAL e Compliance e os
problemas em aberto nessa área.</p>
      <p>
        Um mapeamento sistemático da literatura, assim como outros tipos de estudo de
revisão, é uma forma de pesquisa que utiliza como fonte de dados a literatura sobre
determinado tema. Esse tipo de investigação disponibiliza um resumo das evidências
relacionadas a uma estratégia de intervenção específica, mediante a aplicação de
métodos explícitos e sistematizados de busca, apreciação crítica e síntese da informação
selecionada [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">Sampaio &amp; Mancini, 2007</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Durante a etapa de planejamento foram estabelecidos os objetivos da pesquisa e
foi criado um protocolo de mapeamento, adaptado do modelo de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Kitchenham [2007</xref>
        ],
contendo itens como: objetivo, processo de busca, questões de pesquisa, bases de busca,
palavras-chave, strings de busca e critérios de inclusão e exclusão dos estudos. Esta
seção apresenta, de forma resumida, alguns tópicos do referido protocolo.
      </p>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>3.1. Questões de Pesquisa e Strings de busca</title>
        <p>O principal objetivo desse mapeamento sistemático da literatura foi entender o uso de
ontologias e Compliance no domínio de sistemas AAL. Desta forma, uma questão de
pesquisa geral foi definida: “Como as ontologias e a Compliance têm sido utilizadas no
domínio de sistemas AAL?”. Com base nessa questão foram definidas um conjunto de
questões. A Tabela 1 apresenta as 5 (cinco) questões de pesquisa que foram utilizadas
para formulação das strings de busca.</p>
        <p>#
QP1
QP2
QP2.1</p>
        <p>Tabela 1. Questões de Pesquisa
Questões de Pesquisa</p>
        <p>Descrição e Motivação da Questão
Quais ontologias O objetivo é identificar se existe alguma
existentes para sistemas ontologia para desenvolvimento de sistemas
AAL? AAL.</p>
        <p>Quais ontologias
existentes para
compliance?
Qual domínio essa
ontologia de
compliance aborda?</p>
        <p>O objetivo é identificar se existe alguma
ontologia que englobe os conceitos de
compliance.</p>
        <p>A proposta dessa questão é identificar qual
o domínio coberto pela ontologia de
compliance.</p>
        <p>String
St01
St02
QP4
QP5</p>
        <p>Existe compliance em
sistemas AAL?</p>
        <p>O objetivo é identificar se existe conceitos
de compliance para desenvolvimento de
sistemas AAL.</p>
        <p>Quais taxonomias O objetivo é identificar se existe taxonomia
existentes para sistemas para desenvolvimento de sistemas AAL.</p>
        <p>AAL?
Quais ontologias
existentes para
compliance para
sistemas AAL?</p>
        <p>O objetivo é identificar se existe alguma
ontologia que englobe os conceitos de
compliance para desenvolvimento de
sistemas AAL.
St04
St05</p>
        <p>A construção das strings de busca foi realizada seguindo uma estratégia
composta pelos seguintes passos: identificação das principais palavras-chave; busca de
sinônimos das palavras-chaves em: artigos, revisões e mapeamentos sistemáticos;
palavras-chaves formuladas no idioma universal inglês; strings geradas a partir da
combinação dessas palavras-chave e sinônimos.</p>
        <p>
          É importante destacar que como para [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Bailey, 1994</xref>
          ], as taxonomias são
estruturas classificatórias, sendo, no entanto, restritas em suas possibilidades de
exploração por conterem apenas relações hierárquicas e partitivas. Por isso,
          <xref ref-type="bibr" rid="ref7">da Silva et
al. [2004</xref>
          ] afirma que a categorização taxonômica oferecida pelas ontologias facilita a
seleção das informações relevantes, uma vez que ela trata das relações entre as
categorias. Essa é a justificativa do uso das QP 2 e QP4.
        </p>
        <p>As strings definidas são apresentadas a seguir no Quadro 1.</p>
        <p>Quadro 1 – Strings de busca</p>
        <p>String 01
St01: (("AAL" OR "Ambient Assisted Living") AND ("ontology" OR "ontologies"))
St02: (("ontology" OR "ontologies") AND ("compliance"))
St03: (("AAL" OR "Ambient Assisted Living") AND ("compliance"))
St04: (("AAL" OR "Ambient Assisted Living") AND ("taxonomy"))
St05: (("AAL" OR "Ambient Assisted Living") AND ("ontology" OR "ontologies") AND
("compliance"))
A busca por trabalhos foi realizada de forma eletrônica, através de mecanismos de
busca de web sites especializados e de renome científico-acadêmico. Três critérios para
a seleção das fontes foram: disponibilidade de consultar os artigos na web, presença de
mecanismo de busca usando palavras-chave; e importância e relevância das fontes.</p>
        <p>Ao todo foram usadas 9 fontes de busca para essa pesquisa, sendo elas: IEEE1;
Science Direct2; Scopus3; ACM4; Web of Science5; Engineering Village6; PubMed7;
JHI8; sendo Repositório de dissertações e teses da capes9.</p>
        <p>A inclusão de um estudo é determinada pela relevância em relação às questões de
pesquisa, determinada pela análise do título, palavras-chave, resumo, introdução e
conclusão. Diante disso, foram definidos os seguintes critérios de inclusão e exclusão:
Critérios de Inclusão:





</p>
        <sec id="sec-3-1-1">
          <title>Estudos primários;</title>
          <p>Estudos publicados entre 1990 a 2019;
Estudos acessíveis gratuitamente;
Estudos acessíveis digitalmente;
As fontes devem disponibilizar os trabalhos na íntegra;</p>
          <p>Estudos que abordem as questões de pesquisa.</p>
          <p>Critérios de Exclusão:






</p>
          <p>Estudos desenvolvidos em idiomas diferentes do inglês ou
português;
Estudos secundários;
Estudos não acessíveis gratuitamente;
Estudos duplicados (apenas um será considerado);
Artigos curtos (&lt; 5 páginas);
Estudos que não estejam relacionados às questões de pesquisa;
Estudo redundante (a versão mais completa será considerada);
1 http://ieeexplore.ieee.org/Xplore/home.jsp
2 http://www.sciencedirect.com/
3 http://dl.acm.org/
4 https://www.scopus.com/
5 http://login.webofknowledge.com/
6 https://www.engineeringvillage.com
7 https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pubmed/
8 http://www.jhi-sbis.saude.ws/ojs-jhi/index.php/jhi-sbis/search
9 http://catalogodeteses.capes.gov.br/catalogo-teses/#!/

</p>
        </sec>
        <sec id="sec-3-1-2">
          <title>Estudos que não estejam disponíveis em formato digital; Literatura cinza (publicações não convencionais com controle bibliográfico ineficaz).</title>
          <p>Figura 1. Fases de execução do MSL.</p>
        </sec>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Fases de execução do MSL</title>
      <p>Para apoiar a extração, registro dos dados e posterior análise, todos os 1774 trabalhos
encontrados na Fase I foram exportados para a ferramenta StArt
(http://lapes.dc.ufscar.br/software/start-tool). Em seguida, foi aplicada a Fase II do protocolo, onde
foram lidos os títulos dos trabalhos e resumos e analisados já considerando alguns dos
critérios de inclusão/exclusão. A Fase III consistiu em avaliar os resultados por meio da
leitura da introdução e conclusão, dos 308 estudos que ficaram da etapa anterior, 210
foram selecionados para a próxima fase. Na Fase IV, os trabalhos aprovados na fase
anterior passaram por uma leitura completa. A Figura 1 apresenta as fases para seleção
dos trabalhos.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Análise dos trabalhos e Resultados</title>
      <p>Esta seção apresenta os resultados alcançados através da extração dos dados e as
respostas às questões de pesquisa.</p>
      <p>QP1 – Quais ontologias existentes para sistemas AAL?
O objetivo é identificar se existe alguma ontologia para desenvolvimento de sistemas
AAL, quais os editores de ontologia que foram utilizados, o subdomínio AAL que foi
tratado e a aplicação da ontologia. A Figura 2.1 apresenta os subdomínios de AAL que
foram abordados nos 64 trabalhos que trataram sobre a QP1. Conforme pode ser visto,
44% desse total de trabalhos que responderam a QP1 abordaram a ontologia no
subdomínio AAL de serviços de melhoria de autonomia; 28% abordaram a ontologia no
subdomínio AAL de serviços de tratamento de emergência; 3% abordaram a ontologia
no subdomínio AAL de serviços de conforto e; 25% não especificaram o subdomínio de
AAL onde a ontologia pode ser aplicada. Ainda é possível verificar na Figura 2.2 os
editores de ontologia que foram citados nos referidos trabalhos. Podemos ver que 18%
dos 64 trabalhos utilizaram o Protégé para editar a ontologia, 2% usou o Hozo e 70%
não especificaram o editor de ontologia que utilizaram.</p>
      <p>Figura 2.1 Subdomínios ALL abordados
nas ontologias encontradas na QP1.</p>
      <p>Figura 2.2 Editores utilizados
nas ontologias encontradas na QP1.</p>
      <p>A Figura 3 retrata os tipos de abordagem dos trabalhos em relação ao uso de
ontologia, onde 70% dos trabalhos trataram de ontologias específicas para as mais
diversas aplicações em AAL (ontologia de reconhecimento de atividades em AAL,
ontologia do modelo de usuário AAL, ontologia de contexto do SafeRoute AAL,
Ontologia do modelo de usuário AAL e etc). Outros 14% trabalharam com Framework
para sistemas AAL baseados em ontologia. Em seguida 5% trataram sobre sistemas
AAL baseados em ontologia, 3% sobre redes de ontologia, 3% sobre conjunto de
ontologias, 3% sobre Modelo para AAL baseados em ontologia e 2% sobre arquiteturas
de referência para AAL baseadas em ontologia. O resultado desta questão de pesquisa é
importante para identificar os diferentes domínios que são abordados pelos estudos e
para quais domínios as ontologias de AAL estão sendo propostas.</p>
      <p>Figura 3. Abordagens de ontologias para sistemas AAL.</p>
      <p>Figura 4. Ontologias para compliance.</p>
      <p>QP2 e QP2.1 – Quais ontologias existentes para compliance? Qual domínio essa
ontologia de compliance aborda?
O objetivo da QP2 é identificar se existe alguma ontologia que englobe os conceitos de
compliance. A proposta da QP 2.1 é identificar qual o domínio coberto pela ontologia
de compliance que foi encontrada. A Figura 4 demonstra que 73% dos 139 trabalhos
que responderam a QP2 trataram de ontologias específicas para compliance; 14% tratou
sobre arquiteturas/framework para compliance baseados em ontologia; 6% tratou sobre
método/modelo/processo para compliance baseado em ontologia; 4% tratou sobre
sistema/plataforma/verificador de compliance baseado em ontologia; e 3% tratou sobre
abordagens de auditoria/verificação/representação de compliance baseado em ontologia.</p>
      <p>Já a Figura 5, que representa o resultado da QP2.1, apresenta os domínios que
são abordados por essas ontologias, sendo os mais representativos: Processos de
negócios, Privacidade de dados e Construção civil. O resultado desta questão de
pesquisa é importante para identificar os diferentes domínios que são abordados pelos
estudos e para quais domínios as ontologias de compliance estão sendo propostas.</p>
      <p>Figura 5. Domínios que as ontologias para compliance abordam.</p>
      <p>QP3 – Existe compliance em sistemas AAL?
O objetivo é identificar se existem conceitos de compliance para desenvolvimento de
sistemas AAL. Essa pergunta é importante, para saber se os aspectos de compliance são
considerados no desenvolvimento de sistemas AAL. A Figura 6 apresenta o resultado da
QP3, onde apenas 3, dos 210 trabalhos que foram lidos na Fase IV trataram sobre o
aspecto de compliance em Sistemas AAL. A intenção dessa questão é levantar como é
abordada a compliance em sistemas AAL e as normas que foram tratadas nessas
abordagens. Conforme visto na Figura 6, um dos trabalhos (id 5183) trata de arquitetura
de redes para assistência médica e para isso segue os padrões OPC UA, ISO/IEEE
11073 e HL7; o trabalho de id 4838 aborda a compliance no tocante ao atendimento do
sistema aos requisitos não funcionais conforme o que está disposto no Documento de
Especificação de Requisitos; e o trabalho de id 5797 aborda a compliance no
atendimento de padrão para interoperabilidade entre dispositivos no domínio de
monitoramento remoto de pacientes baseando-se na norma ISO/IEEE 11073. O
resultado desta questão de pesquisa é importante para identificar as diferentes normas
que podem ser consideradas quando no desenvolvimento de sistemas AAL.</p>
      <p>Figura 6. Resultado da QP3 (compliance em sistemas AAL).</p>
      <p>Figura 7. Resultado da QP4 (taxonomia para sistemas AAL).</p>
      <p>QP4 – Quais taxonomias existentes para sistemas AAL?
O objetivo é identificar se existem taxonomias para desenvolvimento de sistemas AAL.
A Figura 6 apresenta o resultado da QP4, onde apenas 3 (três), dos 210 (duzentos e dez)
trabalhos que foram lidos na Fase IV trataram/abordaram/apresentaram taxonomia para
Sistemas AAL. Conforme visto na Figura 7, um dos trabalhos (id 102738) trata da
categorização dos tipos de sistemas AAL; o trabalho de id 102752 apresenta uma
taxonomia para classificar estruturas de protocolo de sistemas AAL com foco em
sistemas DRE adaptativos (sistemas distribuídos em tempo real); e o trabalho de id
102753 aborda uma taxonomia específica de domínio para o design da interação do
usuário em sistemas AAL.</p>
      <p>QP5 – Quais ontologias existentes para compliance para sistemas AAL?
O objetivo é identificar se existe alguma ontologia que englobe os conceitos de
compliance para desenvolvimento de sistemas AAL. Não foi encontrado nenhum
trabalho que abordasse conjuntamente ontologia, compliance e sistema AAL.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>6. Conclusões</title>
      <p>Por se tratar de uma área com vários subdomínios e especificidades, o desenvolvimento
de sistemas AAL requer que uma cadeia de requisitos seja considerada, uma vez que
são sistemas tidos como multidisciplinares, estando dentro dessa cadeia à necessidade
de atenção às restrições éticas, legais, sociais, médicas e técnicas que devem ser
reunidas e consolidadas em uma especificação de requisitos. Com isso, surge a
necessidade de tratar a Compliance. Os desafios em desenvolvimento de sistemas AAL
em relação à conformidade destes com regras e regulamentos estabelecidos, assim como
a necessidade de formalização da especificação de requisitos para tais sistemas, tem
levado a comunidade acadêmica a explorar e estabelecer novas abordagens para o
desenvolvimento de sistemas AAL e integrá-las a diferentes áreas do conhecimento, tais
como ontologia e compliance.</p>
      <p>Este trabalho representa um mapeamento sistemático da literatura, no qual foi
possível identificar trabalhos relevantes que ajudaram a responder às cinco questões de
pesquisa estabelecidas para contribuir no atendimento a compliance em sistemas AAL.
Dos 1774 estudos primários encontrados, 210 artigos foram selecionados para o grupo
final a ser estudado. O MSL permitiu observar que, apesar de 30,47% dos trabalhos
terem tratado sobre ontologia para sistemas AAL, nenhum deles aborda o uso de
ontologia para tratar compliance nesse tipo de sistema. Além disso, observou-se que
muitas dessas ontologias foram desenvolvidas para domínios específicos de sistemas
AAL, uma vez que cada área possui características específicas.</p>
      <p>Portanto, a partir deste estudo, identificamos algumas direções para futuras
pesquisas na área. Dentra elas, é necessário refinar esse MSL, buscando, por exemplo,
legislações/normas/regulamentos que tratem de desenvolvimentos de sistemas AAL.
Além disso, diante das áreas AAL abordadas, será dado prosseguimento na análise de
qual delas possui uma maior demanda e ao mesmo tempo déficit na abordagem do
atendimento a compliance. Uma das intençoes é propor uma ontologia que possa
auxiliar no desenvolvimento de sistemas AAL, indicando as relações entre as
legislações/normas/regulamentos que tratem desses sistemas, dando um suporte aos
desenvolvedores de como cumprir tais requisitos legais no aspecto da engenharia de
requisitos.</p>
    </sec>
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