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      <title-group>
        <article-title>On the best link addition to improve resilience of the Brazilian RNP network</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Rogerio J. M. Alves rogerioalves.ee@gmail.com</string-name>
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          <label>0</label>
          <institution>Débora C.</institution>
          <addr-line>F. Lopes</addr-line>
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          <label>1</label>
          <institution>Laboratório de Telecomunicações - LabTel Universidade Federal do Espírito Santo - UFES Vitória</institution>
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          <addr-line>Brazil 29075-910</addr-line>
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          <label>2</label>
          <institution>Marcia H. M. Paiva</institution>
        </aff>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>The analysis of an optical telecommunication network topology is very important when it is desired to minimize the impact of possible node failures in this network. In this paper, we analyse how to improve the resilience of the RNP (Rede Nacional de Pesquisa) network, a Brazilian optical backbone that interconnects research and education institutions throughout the country. In order to obtain an optimized topology in terms of resilience, and using the graph invariant called Nodal Wiener Impact (NWI) to quantify that, we propose a Variable Neighborhood Search (VNS) algorithm to add a limited number of links to provide the network with a lower impact resulting from possible failures, that is, to increase its resilience by minimizing the NWI.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>É de grande importância que um projeto de topologia
de redes de telecomunicações seja otimizado a fim
de evitar grandes perdas devido a falhas pontuais
na rede. Uma única falha em um nó qualquer da
rede pode resultar no aumento do caminho que a
informação terá que percorrer em relação ao original,
concomitantemente, haverá um aumento na latência,
podendo levar a perdas de informação, como descrito
para a topologia anel em [Pai12].</p>
      <p>A Teoria de Grafos vem como uma aliada
no projeto de topologia de uma rede, de forma
que é possível modelá-la via grafos e estabelecer
comparativos entre parâmetros desejados em uma rede
de telecomunicações e invariantes de grafos [FDP+19].</p>
      <p>Este trabalho teve como intuito desenvolver um
algoritmo objetivando o aumento da resiliência da
rede por meio da adição de novos enlaces a ela. A
fim de se aumentar a resiliência, propomos o cálculo
dos impactos de cada vértice de grafos representativos
de redes ópticas de telecomunicações. De [FDP+19]
temos que o máximo NWI é usado para quantificar a
resiliência de uma rede, onde NWI é dado pela fórmula:
N W I(v) = W (G
v)</p>
      <p>W (G) + T (v);
(1)
onde W (G v) é o índice de Wiener do grafo sem o
vértice v onde ocorreu a falha, W (G) é o índice de
Wiener do grafo original e T (v) é a transmissão do
vértice v. O somatório dos impactos é dado pela soma
dos NWI de cada vértice do grafo, como na fórmula
abaixo:</p>
      <p>n
= X N W I(v);
v=1
(2)
onde n é o número de vértices do grafo.</p>
      <p>Para fins de otimização, utilizamos como parâmetro
o máximo NWI dentre o conjunto de vértices de um
dado grafo, de forma que ele representa o impacto
mais crítico do grafo, e também utilizamos o somatório
dos impactos de todos os vértices, já que este último
apresenta o impacto de forma mais global. O NWI está
ligado à resiliência devido ao fato que ele quantifica o
impacto, em unidades de distância, da falha em um
vértice sobre os demais pares de vértices do grafo.
Assim, quanto menor for o NWI de um vértice, menor
será o impacto caso ocorra uma falha nele e, portanto,
mais resiliente a falhas é a rede.</p>
      <p>Para a Rede Ipê [RNP16], por exemplo, temos que
o máximo impacto é de 181 unidades de distância,
referente ao nó de Fortaleza, e o somatório dos
impactos é de 630 unidades como pode ser visualizado
na Figura 1. Caso ocorra uma falha no vértice de
maior impacto, haverá um aumento de 181 unidades
nas distâncias entre os demais pares de vértices, o que
é muito preocupante caso haja uma falha nele e isso
resulte em uma má comunicação ou até em perdas de
informação, visto que existem enlaces ligados a ele
como uma taxa de transmissão de 10 Gb/s. Além
disso, este mesmo nó possui conexão internacional.
Em contrapartida, existem dois vértices com NWI
igual a zero, ou seja, caso ocorra uma falha em um
deles, não haverá aumento algum nas distâncias entre
os demais pares de vértices.</p>
      <p>Desta forma, a adição de arestas vem como um
método que proporciona o encurtamento de caminhos
em um grafo. Este encurtamento reduz o índice de
Winer, logo pode proporcionar a redução do NWI.</p>
      <p>Assim, foi desenvolvido um algoritmo utilizando
a meta-heurística Variable Neighborhood Search
(VNS) [MH97], meta-heurística amplamente utilizada
no meio de telecomunicações baseada em buscas locais
em distintas estruturas de vizinhanças, com intuito
de achar uma solução cada vez melhor à medida que
as vizinhanças são percorridas. Os resultados obtidos
com a implementação da meta-heurística foram muito
bons quando comparados com o método exaustivo,
apresentando uma grande redução na quantidade de
testes de adição de arestas realizados.
2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Metodologia</title>
      <p>desenvolvido procura pela adição de aresta que
minimiza o máximo NWI, Equação 1, ou o , Equação
2, de um grafo G, de acordo com a escolha do usuário
do algoritmo.</p>
      <p>O algoritmo inicializa selecionando como solução
inicial o máximo NWI ou o se o objetivo for
minimizar o máximo NWI ou o somatório dos
impactos, respectivamente. Em seguida os vértices
inicias v1 e v2 são escolhidos. As estruturas
de vizinhança são construídas seguindo o padrão:
[[0,0],[1,0],[0,1],[1,1], ..., [d1,d2], ..., [h(G), h(G)]], onde
h(G) é a distância média de G. Em cada estrutura
os vértices que estão distantes de v1 a uma distância
d1 são combinados com os vértices que distam de v2 a
uma distância d2. Ou seja, na estrutura de vizinhança
de índice 0 ([0,0]) os vértices a distância 0 de v1 serão
combinados com os vértices de distância 0 de v2, em
especial, nessa vizinhança, a combinação resulta nos
próprios vértices v1 e v2. Já na vizinhança de índice 1
([1,0]), os vértices a distância 1 de v1 serão combinados
com o vértice v2 e assim por diante. Cada combinação
forma um par de vértices e, portanto, arestas para a
realização dos testes de adição.</p>
      <p>Em cada teste uma nova solução é encontrada. Se a
menor solução dentro de uma estrutura for menor que
a melhor solução, v1 e v2 são atualizados pelos vértices
cuja adição da aresta correspondente proporcionou a
solução melhorada e o algoritmo é reiniciado. Caso o
algoritmo não encontre uma solução melhorada dentro
de uma estrutura de vizinhança, ele passa para a
vizinhança seguinte e continua a busca. O algoritmo
para quando nenhuma solução melhor for encontrada
nas estruturas de vizinhanças.</p>
      <p>Para fins de análise, os vértices inciais v1 e v2 foram
escolhidos de três formas distintas: (i) v1 e v2 são os
vértices que possuem o maior NWI dentre todos os
vértices do grafo G; (ii) v1 e v2 são escolhidos de forma
aleatória pelo algoritmo; (iii) v1 e v2 são os vértices
mais distantes da solução encontrada exaustivamente.</p>
      <p>Devido ao fato de que existem adições de aresta que
podem causar o aumento do máximo NWI e/ou do ,
a solução inicial foi escolhida como sendo o máximo
NWI ou o da rede original de forma que o algoritmo
não trabalhe com soluções ruins para o caso proposto
de minimizar as invariantes em questão.</p>
      <p>Com as rotinas computacionais já desenvolvidas e
aplicadas foi quantificado o número de testes de adição
de arestas que o algoritmo realizou a fim de estabelecer
um comparativo entre o algoritmo VNS e o exaustivo,
identificando a otimização obtida.
3</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Resultados</title>
      <p>O VNS é baseado em uma série de buscas locais
em diferentes estruturas de vizinhanças e o algoritmo
O algoritmo foi testado na rede RNP e, apesar
da meta-heurística não garantir que o resultado
encontrado seja o melhor global, foi possível chegar
neste resultado com um número muito reduzido de
testes de adição de arestas realizados comparado ao
método exaustivo.</p>
      <p>Para a RNP foi possível obter 2 melhores
configurações: uma que minimizou o máximo NWI
para 111 unidades e o para 486 e outra que
minimizou o para 457 unidades e o máximo NWI
para 132, como pode ser observado na Figura 2.
Assim sendo, foi possível reduzir o máximo NWI em
aproximadamente 38% e o em aproximadamente
27% com a adição de uma única aresta.</p>
      <p>Na Tabela 1 temos um comparativo entre o número
de operações, ou testes de adição de arestas, realizados
para os algoritmos exaustivo e utilizando VNS. Neste
último temos ainda a comparação do número de
operações realizadas pelo algoritmo para as 3 escolhas
distintas dos vértices iniciais: (i) v1 e v2 são os vértices
de maior NWI; (ii) v1 e v2 aleatórios; (iii) v1 e v2
são os vértices mais distantes da solução encontrada
exaustivamente.
2Como pode existir um conjunto de mais de um par de
vértices mais distantes da solução encontrada exaustivamente, o
número de operações, deste caso, foi contabilizado como sendo
a média aproximada das operações de todos os pares de vértices
mais distantes.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Conclusão</title>
      <p>Os resultados apresentados foram bastante
satisfatórios, sendo possível chegar no melhor
resultado global utilizando a meta-heurística
VNS, além de reduzir bastante a quantidade de
operações realizadas quando comparada ao método
exaustivo. Foi possível, também, obter resultados
bons adicionando apenas um enlace, de forma que o
aumento da resiliência não acarretasse em um grande
custo extra para a rede. Contudo, contabilizar o custo
da adição de enlaces é um assunto ainda um pouco
vago. De [Pai12] temos que a topologia de um grafo
completo é a que apresenta a melhor configuração em
termos de resiliência, haja vista que, nessa topologia,
o NWI de todos os vértices é igual a zero. Porém, essa
mesma topologia, apresenta um alto custo, porque
todos os vértices estão conectados entre si. Portanto,
faz-se necessário uma análise de quantos enlaces
adicionais proporcionam uma boa resiliência para a
rede de forma que não resulte em um custo muito
maior para a rede. Em contrapartida, na mesma
referência citada, temos que a topologia de grafos
gêmeos também apresenta a melhor configuração em
termos de resiliência, na qual todos os vértices tem
NWI nulo. Além disso possui um custo mais reduzido
em relação ao grafo completo, visto que não precisa
que todos os vértices estejam interligados para ter um
impacto nulo. Tomando como exemplo um grafo com
22 vértices, um grafo completo com essa quantidade
de vértices tem 231 arestas e um grafo gêmeo tem 40
arestas, enquanto o grafo da rede RNP (Figura 1),
que tem essa mesma quantidade de vértices, tem 31
arestas. Desta forma, é possível notar que o grafo
gêmeo apresenta uma boa relação custo-resiliência.
Portanto, vale questionar se adicionar novos enlaces
à rede é a melhor alternativa para o problema de
resiliência ou se realocar uma certa quantidade
de enlaces da rede, de forma a se aproximar da
configuração de grafos gêmeos, proporcionaria o
melhor custo-benefício ou, ainda, aplicar ambas ações
simultaneamente.</p>
      <p>Inclusive, é interessante observar que, até o
momento, sabemos que a rede suporta um enlace
que tenha o tamanho do maior enlace da mesma.
Contudo, será que ela tem suporte para um enlace
maior? Caso essa informação não seja fácil de ser
obtida, é viável que o algoritmo seja implementado de
forma a restringir adições de arestas maiores do que
sabemos que a rede suporta, de forma a garantir uma
boa comunicação da mesma.
5</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Agradecimentos</title>
      <p>Este trabalho foi foi parcialmente financiado pelo
CNPq, FAPES e Coordenação de Aperfeiçoamento de</p>
      <p>em:
Acesso</p>
    </sec>
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          . em: 10 de Outubro de
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