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        <article-title>Analysis of the Spaceway NGSO satellite network via twin graphs</article-title>
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          <string-name>Larissa B. Grassi</string-name>
          <email>larissa.grassi@edu.ufes.br</email>
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          <string-name>Kamilla F. da Silva</string-name>
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          <string-name>Yrui G. Neris</string-name>
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          <string-name>Marcia H. M. Paiva</string-name>
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          <string-name>Marcelo E. V. Segatto</string-name>
          <email>segatto@ele.ufes.br</email>
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          <label>0</label>
          <institution>Eng. Elétrica - UFES</institution>
          ,
          <addr-line>Vitória, Brazil, 29075-910</addr-line>
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          <label>1</label>
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          <label>3</label>
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          <label>4</label>
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      <pub-date>
        <year>1998</year>
      </pub-date>
      <abstract>
        <p>Satellite networks still are subject of study and research, both in relation to the network itself and to the traffic demand, because it must be resilient to failures and capable of routing with low delay. Therefore, it is important to examine satellite network topologies and their properties. In this work we propose to model a satellite network, the Spaceway NGSO, using twin graphs, since this graph class has important properties such as fault tolerance, performance, cost and scalability.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
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  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>e penetração geográfica [Net88].</p>
      <p>Devido às funcionalidades e capacidade de
comunicação mencionadas, os satélites artificiais se tornaram
cruciais com o advento da globalização. Porém, com o
indispensável acesso a redes de computadores e
internet, houve o surgimento da latência como fator
limitante na comunicação. Outro fator interligado com
atrasos e que compromete a comunicação são as
falhas. Logo, essas redes ainda precisam de melhorias.</p>
      <p>Portanto, vale a pena examinar a topologia de redes
satélites a fim de otimizá-las. É com esse objetivo que
surge a ideia de modelagem das redes de satélites por
grafos.
1.1</p>
      <p>A rede de satélites Spaceway
(Non-Geostationary Orbit)
NGSO
Dentre diversas redes de satélites destacamos a
rede Spaceway NGSO (Non-Geostationary Orbit) para
modelagem [Woo01]. A escolha se baseou no fato de
que seu número de satélites é consideravelmente
inferior quando comparado com outras redes existentes.</p>
      <p>Essa rede possui 20 satélites distribuídos igualmente
em 4 órbitas, classificadas como MEO (Medium Earth
Orbits ). Estas órbitas podem permitir uma
cobertura total da Terra com menor quantidade de satélites
de maior tamanho. Nessa classificação, os satélites
têm uma cobertura maior em relação às redes LEO
(Low Earth Orbits ), devido ao aumento da altitude.
Porém, por possuir menos satélites, pelos caminhos
serem maiores e por se movimentarem a uma
velocidade menor, o atraso resultante é maior [Woo01].</p>
      <p>A Figura 1 apresenta a topologia da rede Spaceway
NGSO em um dado momento do tempo, sendo as
ligações intra-plano (mesmo plano orbital) representadas
pelas linhas pretas e as ligações interplano (diferentes
planos orbitais) representadas pelas linhas azuis.
(a) Projeção equidistante azimutal
(b) Projeção longitude x latitude
A Teoria dos grafos propicia a modelagem e resolução
de diversos tipos de problemas. Um grafo é composto
basicamente por um conjunto de vértices e um
conjunto de arestas, onde os vértices representam os
objetos de algum tipo de problema e as arestas representam
as relações entre esses objetos. Diante disso, podemos
representar os satélites por vértices e a comunicação
entre eles pelas arestas. Com a modelagem da rede
de comunicação por grafos, podemos calcular diversos
invariantes (em grafos, são parâmetros numéricos que
não levam em conta a forma como os nós estão
rotulados) extraídos da teoria dos grafos. Assim, com a
análise dos invariantes (como por exemplo, o número
de arestas, o grau máximo, distância média, diâmetro,
etc), podemos descobrir quais são importantes para
determinar caminhos mais eficientes, de maior
confiabilidade, robustez e menor custo, dentro de suas
limitações.</p>
      <p>Dentre as inúmeras métricas, destacamos
betweenness centrality de arestas, conectividade algébrica,
índice de Estrada, resistência e closeness centrality. A
betweenness centrality de arestas quantifica o número
de vezes que uma aresta participa do caminho mais
curto entre cada par de vértices [Fre77]. A
conectividade algébrica é o segundo menor autovalor da
matriz Laplaciana do grafo [Fie73]. O índice de Estrada
de um grafo G de n nós e autovalores 1; :::; n é
EE(G) = Pin=1 e 1 [dlPGR07]. A distância de
resistência entre dois nós se assemelha a comparar um
grafo como uma grade de resistência, onde calcula-se
a resistência entre esses dois nós [Vos16]. A métrica
closeness centrality refere-se à soma das distâncias
geodésicas de um nó a todos os outros n 1 nós da
rede [BH14].</p>
      <p>Dentro do universo dos grafos, os grafos gêmeos
se destacam devido a suas propriedades de
tolerância a falhas, desempenho, custo e
escalabilidade. Por definição, os grafos gêmeos são grafos
2geodesicamente-conexos minimais, ou seja, para cada
par de nós não adjacentes do grafo, existem no
mínimo 2 geodésicas (menores caminhos) disjuntas que os
interligam e, além disso, são os grafos com o menor
número de arestas a possuírem tal propriedade [Pai12].
Dessa forma, caso ocorra uma falha em qualquer nó ou
aresta, a comunicação entre dois nós não adjacentes
não é comprometida, pois a ligação entre eles pode ser
substituída por outra geodésica, sem prejuízo algum.
A Figura 2 exemplifica um grafo gêmeo de 14 nós e
24 arestas. Observe que, a cada par de nós não
adjacentes, há pelo menos duas geodésicas disjuntas os
conectando.</p>
      <p>Grafos gêmeos também garante escalabilidade, uma
vez que, ao adicionar um nó a um grafo gêmeo de n
nós, podemos gerar um outro grafo gêmeo de n + 1
nós, além de podermos gerar um grafo gêmeo a partir
de dois outros.</p>
      <p>Pensando nessas propriedades apresentadas de
grafos gêmeos, podemos associar os satélites e suas
ligações de uma rede de satélites mais simples, como
a Spaceway NGSO, aos nós e arestas de grafos
gêmeos. Dessa forma, ao trabalhar com modelagem
matemática em grafos, buscamos otimizar a rede de
satélites.
2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Objetivos</title>
      <p>Este trabalho tem como objetivo geral verificar se os
grafos gêmeos são uma boa alternativa para o projeto
de topologias de redes de satélites.</p>
      <p>Como objetivo específico buscaremos modelar uma
rede de comunicação via satélites de pequeno porte,
a rede Spaceway NGSO, com um grafo gêmeo
correspondente e analisar quais invariantes de grafos estão
relacionadas ao bom desempenho da rede citada.
Como a rede Spaceway NGSO possui 20 satélites,
buscamos relacioná-la aos grafos gêmeos de 20 nós, que
ao todo são 1770 grafos. Baseado na observação de
características topológicas de outras redes de satélites,
optamos por limitar nossa análise a grafos gêmeos com
grau máximo entre 4 e 6. Assim, o conjunto inicial de
1770 grafos foi reduzido para 510.</p>
      <p>A fim de restringir ainda mais nosso conjunto de
busca, utilizamos o algoritmo Nearest Neighbors para
selecionar os k = 30 grafos gêmeos mais semelhantes à
rede Spaceway [CH67]. As variáveis de entrada
consideradas para a aplicação desse algoritmo foram
métricas de grafos calculadas para os 510 grafos gêmeos e
para a rede original. As 23 métricas calculadas
inicialmente passaram por um processo de seleção de
variáveis que consistiu na exclusão de métricas cujo valor
obtido para a Spaceway era considerado um outlier
no conjunto. Após esse processo, apenas as métricas
máximo e média da betweenness centrality de arestas,
conectividade algébrica, índice de Estrada, resistência
mínima e closeness centrality máximo e mínimo foram
utilizadas como entrada do algoritmo.</p>
      <p>Por fim, depois da seleção desses 30 grafos gêmeos,
foi preciso associar os nós de cada grafo gêmeo aos
nós da rede Spaceway NGSO. Para isso, foi aplicado o
chamado Algoritmo Genético (AG) [Mit98].</p>
      <p>O AG parte de uma população inicial constituída
por alguns indivíduos (primeiras soluções). No nosso
caso, cada indivíduo da população foi representado por
um vetor com o tamanho igual a quantidade de nós,
ou seja, 20. O valor contido no vetor representa os
satélites, e o valor do índice representa a posição fixa
de cada satélite, que indica quais são suas coordenadas.
Também é criado um vetor com os satélites e suas
respectivas posições da rede original. O vetor original
é inalterável, servindo como base de comparação do
vetor indivíduo.</p>
      <p>Esses indivíduos são submetidos a uma avaliação
Fitness, ou seja, a função objetivo, que calcula a
aptidão de cada um. A aptidão ainda está em estudo,
sendo decidida pelo número de arestas em comum
entre as duas redes (quanto maior, mais apto), ou pela
soma do cálculo da distância de cada ligação entre cada
par de satélite (quanto menor, mais apto).</p>
      <p>Após, é feita uma seleção dos progenitores da
próxima população, onde os mais aptos possuem maior
probabilidade de cruzamento. No cruzamento, os
indivíduos são combiandos entre si, aumentando a
probabilidade de gerarem indivíduos ainda melhores que
a população anterior. Em seguida, alguns indivíduos
são escolhidos aleatoriamente para terem seus genes
modificados, a fim de aumentar a diversidade da
população. Após todo esse processo, se o critério de parada
for atendido, o indivíduo mais apto é a solução. Caso
contrário, o processo continua até atingir o critério de
parada. O critério de parada utilizado é o número de
ciclos que o melhor indivíduo da população não
melhora a sua aptidão. Assim, com o indivíduo solução
sabemos as coordenadas de cada nó do grafo gêmeo,
permitindo desenharmos a nova rede de maneira
similar à ilustrada na Figura 1 para a rede original.</p>
      <p>Após a conclusão da modelagem, serão realizadas
comparações entre métricas de desempenho da rede
original encontrada na literatura e das topologias
selecionadas a partir da etapa de modelagem.
4</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Conclusão</title>
      <p>Após a conclusão destes estudos iniciais, pretende-se
expandir as análises utilizando modelos de grafos
variantes no tempo, que permitam incorporar o
comportamento dinâmico característico das redes de satélites.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Agradecimentos</title>
      <p>Este trabalho foi parcialmente financiado pelo CNPq,
FAPES e Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal
de Nível Superior (CAPES) - Finance Code 001.
[BH14]
[CH67]</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>S.P. Borgatti and D. Halgin. Analyzing Affiliation Networks. The SAGE Handbook of Social Network Analysis, 2014.</title>
      </sec>
      <sec id="sec-4-2">
        <title>T. Cover and P. Hart. Nearest neighbor</title>
        <p>pattern classification. IEEE Transactions
on Information Theory, 13(1):21–27, 1967.
[dlPGR07] J. A. de la Peña, I. Gutman, and J. Rada.</p>
        <p>Estimating the estrada index. Linear
Algebra and its Applications, 427(1):70 – 76,
2007.
[Fie73]</p>
        <p>M. Fiedler. Algebraic connectivity of
graphs. Czechoslovak Mathematical
Journal, 23(98):298 – 305, 1973.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-3">
        <title>Marcia Helena Moreira Paiva. Aplicações</title>
        <p>na teoria (espectral) de grafos no projeto e
análise de topologias físicas para redes
ópticas. Doutorado, Universidade Federal do
Espírito Santo, 2012.
Lloyd Wood. Internetworking with
satellite constellations. Doutorado, University
of Surrey, 2001.</p>
      </sec>
    </sec>
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            <given-names>L. C.</given-names>
            <surname>Freeman</surname>
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          .
          <article-title>A set of measures of centrality based on betweenness</article-title>
          .
          <source>Sociometry</source>
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          <year>1977</year>
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            <surname>Neto</surname>
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          . Comunicações Via Satélite, volume
          <volume>6</volume>
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            <surname>SENAI-DN</surname>
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          <year>1988</year>
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