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        <article-title>Spread Factor Optimization using Fuzzy for Planning IoT Networks</article-title>
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    <sec id="sec-1">
      <title>Resumo</title>
      <p>IoT networks play an important role in the
fth generation of mobile networks, as IoT
networks have applications in several areas,
with the objective of sensing and helping in
decision making for several systems that exist
today. Among these applications, we can
highlight smart city, smart farms, smart
campus and applications in health and industry.
The technologies belonging to the IoT, LoRa
is one of the most used due to its wide range
and high number of sensors in the network.
This work uses this technology in order to
optimize the physical layer parameter, spread
factor (SF), in order to adapt the LoRa
channel to variations in the environment, mobile
nodes, and to plan links between the LoRa
node and gateway. Through the conditions
for receiving the packages, the SF variation
increases the probability of receiving the
packages. To determine the best SF based on
the channel conditions, we propose a fuzzy
logic initially with input parameters: RSSI and
SNR, with the possible SF values output in
the range 7 to 12.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Introduc~ao</title>
      <p>Internet of Things (IoT) e um conceito de rede que
permite a varios dispositivos, que antes exerciam
apenas func~oes unicas, conectar-se uns aos outros. Estes
dispositivos s~ao equipados com tecnologias que os
permite produzir dados sobres as condic~oes internas do
sistema, assim como interagir com o ambiente que os
envolve [Set17].</p>
      <p>Muitas pesquisas s~ao realizadas para IoT, o que
levou ao seu aprimoramento e desenvolvimento,
prometendo que a partir do uso de tecnologias integradas
e de processamento massivo de dados, soluco~es mais
e cazes para diversos objetivos como: casas
inteligentes (Smart home), campus inteligente (Smart campus ),
agricultura inteligente (Smart farming ), cidades
inteligentes (Smart Cities ) entre outros [Lop19].</p>
      <p>A comunicac~ao e o ponto chave que possibilitar
agregar todos os dispositivos em uma rede IoT.
Comunicac~ao Sem Fio (CSF) fornece os benef cios de
mobilidade, sem cabo e facilita adicionar mais
dispositivos a rede e facilmente o fornecimento a qualquer
objeto a capacidade de se conectar a internet [Kha20].
RSSF se apresenta como uma parte fundamental da
IoT, pois serve ao proposito de habilitar a
interconex~ao e integrac~ao dos dispositivos do mundo f sico
com o ciberespaco. RSSF consiste em sensores sem
o de baixa pot^encia que s~ao validos como
infraestrutura para uma implantac~ao prevendo longos per odos
de tempo. No entanto, RSSF esta associada a muitos
desa os herdados devido as restric~oes dos nos onde os
sensores est~ao associados, como capacidade de
energia, capacidade computacional e largura de banda de
comunicac~ao [Kob20], [Mod20].</p>
      <p>Diferentes cenarios requerem diferentes modelos de
implantac~ao com diferentes par^ametros de uma rede.
Por exemplo: transporte inteligente exige uma
implantac~ao de rede que seja capaz de lidar com a
mobilidade, cidades inteligentes exigir~ao implantac~ao de
rede que capaz de lidar com comunicac~oes de longo
alcance e assim por diante. Hoje em dia, existem varias
tecnologias de CSF desenvolvidas para cada
perspectiva, variando de curto alcance (ZigBee, 6LowPAN) a
medio e longo alcance (LoRa, Sigfox, UNB, LTE-M,
etc.) [Mek19].</p>
      <p>Redes de longa dist^ancia e baixa pot^encia
(LPWANs) ir~ao melhorar as aplicac~oes IoT existentes
devido ao baixo consumo de energia e a comunicac~ao
de longo alcance associada. LPWANs operam em
bandas sem o licenciadas e n~ao licenciadas. As principais
caracter sticas dos LPWANs que devem orientar o
design para redes IoT s~ao: baixo consumo de energia,
facil implantac~ao de infraestrutura de rede em todo o
pa s, seguranca e cobertura estendida [Khu17].
2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>LoRa e LoRaWAN</title>
      <p>LoRa (Long Range) e a camada f sica usada em
LoRaWAN. Apresenta operac~ao de baixa pot^encia, baixa
taxa de dados e longo alcance de comunicaca~o. As
redes LoRaWAN s~ao organizadas em uma topologia
estrela, no qual os nos transmitem dos dispositivos nais
para os gateways conectados a rede central.
Dispositivos nais enviam dados para gateways em um unico
salto sem o, e os gateways s~ao conectados ao
servidor por meio de uma rede n~ao LoRaWAN (IP, LTE
ou Ethernet). A comunicac~ao e bidirecional, embora
a comunicac~ao de uplink dos dispositivos nais para
o servidor da rede seja priorizada devido a certas
limitac~oes [Sorn20].</p>
      <p>LoRaWAN de ne tr^es tipos de dispositivos classes
A, B e C com diferentes capacidades. Os dispositivos
da Classe A usam acesso ALOHA puro para o uplink.
Depois de enviar um quadro, um dispositivo de Classe
A escuta uma resposta durante duas janelas de
recepc~ao de downlink. A transmiss~ao de downlink so
sera permitida apos uma transmiss~ao de uplink
bemsucedida. Portanto, o trafego de downlink n~ao pode
ser transmitido ate que uma transmiss~ao de uplink
bem-sucedida seja decodi cada pelo gateway [Sor20].
Os dispositivos de Classe B s~ao projetados para
aplicativos com necessidades adicionais de trafego de
downlink. Finalmente, os Classe C est~ao sempre ouvindo
o canal, exceto quando est~ao transmitindo geralmente
s~ao usados como gateways.</p>
      <p>A comunicac~ao entre os dispositivos nais e os
gateways comeca com um procedimento de junc~ao que
pode ocorrer em varios canais de frequ^encia por
implementac~ao de salto de canal pseudoaleatorio. Cada
quadro e transmitido com um fator de espalhamento
espec co (SF), de nido como SF = log2(Rc=Rs),
onde Rs e a taxa de s mbolo e Rc e a taxa de chip.
Consequentemente, ha uma compensac~ao entre SF e
o alcance de comunicac~ao. Quanto maior o SF mais
lenta e a transmiss~ao e maior sera o alcance da
comunicac~ao. O numero de chips por s mbolo e calculado
como 2 elevado ao SF. Cada aumento no SF reduz
pela metade a taxa de transmiss~ao e, portanto, dobra
a durac~ao da transmiss~ao, consequentemente
aumentando o consumo de energia. Os codigos usados nos
diferentes SFs s~ao semi-ortogonais. Isso signi ca que
varios quadros podem ser trocados na rede ao mesmo
tempo, desde que cada um seja enviado com um dos
seis diferentes SFs de SF = 7 a SF = 12 [Ade17].</p>
      <p>A camada f sica LoRa usa modulac~ao de espectro
de propagac~ao de chirp (CSS), uma tecnica de
espectro de propagac~ao em que o sinal e modulado por
pulsos de chirp (pulsos sinusoidais de frequ^encia variavel),
melhorando assim a resili^encia e a robustez contra
interfer^encia, efeito Doppler e multipercusso. Os
pacotes cont^em um pre^ambulo (com 8 s mbolos), um
cabecalho, a carga util e um campo de veri cac~ao de
redund^ancia c clica (CRC) com con gurac~oes que
fornecem uma taxa de codi cac~ao de 4/5 a 4/8. Os
valores t picos de BW s~ao 125, 250 e 500 kHz na banda HF
ISM 868 e 915 MHz. A taxa de dados teoricos varia
de acordo com o SF e o BW, entre 18 b/s (BW = 7,8
kHz e SF = 12) a 37 kb / s (BW = 500 kHz e SF =
7) [Man20].</p>
      <p>E esperado que as redes LoRa suportem um grande
numero de dispositivos trocando dados na camada
f sica. Logo o gerenciamento dos par^ametros de
transmiss~ao da camada f sica desempenha um papel
importante na determinac~ao da capacidade e escalabilidade
das redes LoRa. Para tal, a especi cac~ao LoRaWAN
descreve um mecanismo Adaptive Data Rate (ADR)
que e um mecanismo para otimizar taxas de dados,
tempo no ar e consumo de energia na rede. E
recomendado que o ADR seja ativado somente quando o
dispositivo nal tiver condic~oes su cientemente estaveis.
Signi cando que o recomendado e ativar ADR para
dispositivos estaticos [Man20]. Se o dispositivo nal
puder determinar que as condic~oes s~ao instaveis o ADR
deve ser desativado.</p>
      <p>No entanto, tambem e esperado que mesmo em uma
rede instavel tambem exista con abilidade no uxo de
dados, ent~ao a implementac~ao de um agente que exerca
uma ac~ao semelhante ao do ADR, de maneira
inteligente. Como por exemplo: o controle fuzzy, que pode
alterar os par^ametros de transmiss~ao dinamicamente
a partir de leituras padr~oes de RSSI, SNR e CRC para
ent~ao de nir o SF e/ou BW [Ade17].</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Metodologia</title>
      <p>Esta sec~ao apresenta a metodologia empregada neste
trabalho. S~ao abordados as campanhas de medic~oes
onde dados foram coletados e utilizados para
determinar os para^metros do controle Fuzzy, dos quais os
valores mais relevantes para este estudos s~ao os dados
de RSSI e SNR, possibilitando desenvolver a proposta
de logica difusa para determinar o SF otimo de acordo
com as condic~oes do canal LoRa.
3.1</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>Cenario e medic~oes</title>
        <p>As campanhas de medic~oes foram realizadas nas
depend^encias da Universidade Federal do Para (UFPA),
onde foram estudados os valores de RSSI e SNR em
diversos pontos a longo da rua igarape tucunduba,
posicionando o transmissor no topo do espaco de ensino
Mirante do Rio a 30 metros de altura e o receptor a
3,3 metros acima. A antena receptora foi posicionada
em uma haste instalada ha um carro, percorrendo o
trajeto a uma velocidade constante de 20 Km/h
possibilitando gerar as instabilidades de uma rede movel,
ent~ao os dados eram capturados a cada segundo e
associados a uma latitude e longitude. Vale ressaltar que
a escolha de posicionamento do Tx e dos Rxs e devido
ao interesse nos dados dos dispositivos em movimento.
A Fig. 1 apresenta o transmissor em vermelho e o
receptor em azul.</p>
        <p>Figura 1: Disposic~ao das Antenas Transmissora
Antena Receptora</p>
        <p>As medic~oes foram realizadas com a frequ^encia de
915Mhz, CRC de 4/5, BW de 125Khz, SF 7 e 12. Por
necessidade do estudo, onde visamos enviar a maxima
quantidade de informac~ao poss vel pelo canal o
menor CRC foi escolhido, e para resultados iniciais foi
usado apenas a BW de 125Khz. O equipamento de
transmiss~ao e recepc~ao utilizado foi a plataforma de
desenvolvimento Dragino UNO, baseado no
transceptor SX1276 con gurado com a pot^encia de transmiss~ao
de 20dBm. As antenas utilizadas (Tx e Rx) foram do
tipo helicoidal, com 3 dBi de ganho.
3.2</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-2">
        <title>Controle fuzzy</title>
        <p>A logica fuzzy trabalha, com incertezas e verdades
parciais dos fen^omenos naturais, de uma maneira
sistematica e rigorosa. Logo para uma rede n~ao estavel
com incertezas relacionadas ao recebimento dos dados,
mostrasse como um forte candidato a oferecer uma
maior con abilidade para rede [Sim99].</p>
        <p>De maneira simpli cada um controle fuzzy pode ser
dividido emquatro passos, onde as entradas sa~o lidas
e transformadas em entradas fuzzy (1 - Fuzzy caca~o),
em seguida s~ao aplicadas a um equac~ao caracter stica
fuzzy (2 - Infer^encia fuzzy ), contendo uma lista de
regras (3 - Base de Regras) para ent~ao por m gerar uma
sa da que pode ser lida por um sistema qualquer (4
Defuzzi cac~ao) [Sim99]. Controles fuzzy, tem como
principal vantagem em relac~ao a outros algoritmos a
n~ao necessidade de treinamento, gerando respostas que
satisfazem o sistemas em tempo real [Sim99].</p>
        <p>Atraves de campanhas de medic~oes e manuais dos
circuitos integrado usados e poss vel identi car
valores de referencia do RSSI e SNR associados ao local
de implementac~ao da rede LoRa, tambem e poss vel
encontrar os valores maximos e m nimos teoricos,
possibilitando associar esses valores para de nir os graus
de pertin^encia de cada variavel e inferir uma faixa de
operac~ao do controle fuzzy. A Tab. 1 mostra a
sensibilidade maxima teorica de RSSI e SNR, tambem mostra
os valores de sensibilidade referentes as medic~oes feitas
com a fam lia de chips SX12XX [Man20].</p>
        <sec id="sec-4-2-1">
          <title>Tabela 1: Dados fam lia de chips SX12XX</title>
          <p>(kBHWz) SF (RdBSSmI) S(dNBR)
Teorico 112255 172 --114273 --72,05</p>
          <p>Medido 112255 172 --112460 --260</p>
          <p>Usando os dados da Tab. 1 com os extraidos da
campanha podemos inferir os valores da nossa faixa
de avaliac~ao, como pode ser visto na Fig. 2, onde
e poss vel encontrar as duas entradas fuzzy com seus
valores associados.</p>
        </sec>
        <sec id="sec-4-2-2">
          <title>Figura 2: Entradas do controle fuzzy</title>
          <p>A Fig. 2 exempli ca os poss veis valores das
entradas do controle fuzzy , onde a entrada RSSI e SNR
possuem tr^es func~oes de associac~ao no formato
triangular. Este tipo de func~ao de associac~ao e a mais
comum e usado quando existe um valor unico que possui
o maior grau de pertin^encia entre todos os outros. Os
valores de entradas fuzzy da Fig. 2 resultara em uma
sa da fuzzy. A Fig. 3 mostra um exemplo poss vel de
sa da, baseado nos SFs mais extremos incluindo um
SF medio.</p>
        </sec>
        <sec id="sec-4-2-3">
          <title>Figura 3: sa da do controle fuzzy</title>
          <p>Como pode ser observado na Fig 3, o controle fuzzy
tera tr^es sa das que satisfar~ao as necessidades do
ambiente estudado e otimizar~ao os links de transfer^encia
de dados.
4</p>
        </sec>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Resultados Esperados</title>
      <p>Com a aplicac~ao do controle Fuzzy e esperado que o
mesmo determine o melhor SF para as condic~oes do
canal atual, mesmo quando exposta a situac~oes de
instabilidade. A natureza movel do receptor dentro do
cenario e um bom exemplo de rede que se bene cia
de uma optimizac~ao de SF, devido a elevada
variabilidade no canal por decorr^encia da mudanca do
ambiente e movimentac~ao do no, diferente das condic~oes
de canal de um enlace. Atribuir o valor de SF
dinamicamente de maneira otima aumenta a probabilidade
de recebimento do pacote LoRa e otimizar o consumo
energetico, atraves das variac~oes de RSSI, SNR e a
con rmac~ao de pacotes.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Acknowledgment</title>
      <p>Os autores agradecem a Universidade Federal do Para
(UFPA), ao PPGEE / UFPA, ao LCT / UFPA e a
CAPES pelo suporte e apoio concedido ao
desenvolvimento desta pesquisa.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>Refer^encias</title>
      <sec id="sec-7-1">
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      </sec>
      <sec id="sec-7-2">
        <title>City: Uma abordagem teorica. III Con</title>
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Amaz^onia - CTDA, Santarem, Para. 2019.</p>
      </sec>
    </sec>
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