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        <article-title>Fomento à Equidade de Gênero nas Áreas STEAM: Experiências Formativas do Projeto Meninas Digitais de Mato Grosso</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Waleska G. de Lima</string-name>
          <email>waleska.fisica@gmail.com</email>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Sabrina B. Sassi</string-name>
          <email>sabrinabsassi@gmail.com</email>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Maria Fernanda Abalem F. N. Costa</string-name>
          <email>maferabalem@gmail.com</email>
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          <string-name>Ana Lara Casagrande</string-name>
          <email>analaracg@gmail.com</email>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>e Cristiano Maciel</string-name>
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          <xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Palavras-chave Equidade de gênero, STEM/STEAM</institution>
          ,
          <addr-line>Meninas Digitais</addr-line>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso, Rua Eng. Edgar Prado Arze</institution>
          ,
          <addr-line>2015, Cuiabá, Mato Grosso</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
        <aff id="aff2">
          <label>2</label>
          <institution>Universidade Federal de Mato Grosso</institution>
          ,
          <addr-line>Av. Fernando Correa da Costa, 2367, Cuiabá, Mato Grosso</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>53</fpage>
      <lpage>64</lpage>
      <abstract>
        <p>STEM (Science, Technology, Engineering and Mathematics) areas, or, as commonly referred to in Basic Education, STEAM (including the area of Arts) areas, foster gender equity. Initiatives, programs, and projects in this field promote engagement and actions forthis cause. In the field of technologies, several projects have been created in Brazil since the emergence of the Digital Girls Program. This research reports on outreach and research projects involving undergraduate and graduate students in the Digital Girls Project of Mato Grosso. Our research is based on a qualitative document analysis of reports of formative experiences within the project, covering the years 2020 and 2021. Our findings allow us to highlight the relevance of research actions involving graduate students and the importance of training Basic Education teachers. Those actions can potentially expand the scope of the project and positively impact on Higher Education.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd>eol&gt;Gender equity</kwd>
        <kwd>STEM/STEAM</kwd>
        <kwd>Digital Girls</kwd>
      </kwd-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>
        Debater sobre as diferenças de gênero na contemporaneidade requer estar atento aos processos
históricos e culturais, definidores de papéis próprios associados às mulheres e aos homens, que
produzem e geram desigualdades. A partir do conceito de gênero como construção social do sexo
anatômico [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ], é preciso (re)construir as ideias sobre as representações de homens e mulheres na
sociedade e isso inclui os processos de escolhas acadêmicas e profissionais, que produzem
consequências como a carência de mulheres nas áreas STEM (acrônimo em inglês para as palavras
Science, Technology, Engineering and Mathematic). Acrescido do “A” representando Arts, tem-se a
sigla STEAM, adotada como padrão neste artigo.
      </p>
      <p>
        O interesse por uma área específica não é algo próprio do nascimento, inato, mas que desenvolvemos
à medida que crescemos e adquirimos conhecimento [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
        ]. Por esse motivo, pesquisas apontam a
necessidade de desenvolver habilidades como as relacionadas ao pensamento computacional desde o
Ensino Fundamental [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        O PISA 2018, Programa Internacional de Avaliação de Estudantes da Educação Básica, realizado
de três em três anos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE),
apresentou dados que demonstram que não há grandes diferenças de aprendizagem entre meninas e
meninos no Ensino Fundamental e Ensino Médio brasileiro, demonstradas pelos testes de domínio de
Ciências, Matemática e Leitura [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ]. Entretanto, ainda em relatório do PISA, ao analisar estudantes com
os melhores desempenho em ciências e matemática, verifica-se que apenas 14% das meninas
manifestaram interesse em trabalhar com ciências ou engenharia, enquanto 26% dos meninos relataram
tal ânsia [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ]. Esses dados se referem a todos os países da OCDE e apontam, segundo o relatório,
consequências negativas ao potencial de atuação feminino em todas as instâncias do mercado de
trabalho.
      </p>
      <p>
        Na Educação Superior brasileira, dados da Computação de 2011 a 2017, demonstram que há perda
de mais de 10% de representatividade de mulheres matriculadas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ]. Essa sub-representação de
mulheres (estudantes, professoras, pesquisadoras) nas áreas STEM [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ], de modo geral, tem se
evidenciado nos últimos anos, aumentando o número de programas em instituições públicas e privadas
de incentivo a matrículas e permanência nas áreas, principalmente nas Tecnologia da Informação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ],
foco deste artigo.
      </p>
      <p>
        Entidades como a Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO),
por meio dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da Agenda 2030, destaca a igualdade
de gênero e o empoderamento de todas as mulheres e meninas como uma meta a ser perseguida nas
políticas dos países membros. Outra entidade que prioriza a pauta é a Sociedade Brasileira de
Computação (SBC), por meio do encontro nacional para mulheres da área, o Women in Information
Technology (WIT) e do Programa Meninas Digitais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Nesse bojo, a pesquisa tem abordagem qualitativa com análise documental e objetiva relatar as ações
no campo da extensão e da pesquisa, envolvendo graduação e pós-graduação, do Projeto Meninas
Digitais Mato Grosso (MD MT), a partir da seguinte questão: como o MD MT articula a extensão e a
pesquisa para fomentar a pauta de gênero? Para tanto, organizamos metodologicamente a pesquisa, a
partir do relato das experiências formativas do projeto. De forma complementar, por meio de pesquisa
documental, apresentamos as ações desenvolvidas nas frentes de pesquisa e extensão universitária, nos
últimos dois anos (2020 e 2021), considerando que o projeto se desenvolve no âmbito de uma instituição
de ensino superior, pública, em consonância com os projetos que são desenvolvidos em todas as regiões
do Brasil [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref32">32</xref>
        ].
      </p>
      <p>Na estrutura deste artigo, após esta introdução, na seção 2, são apresentadas iniciativas na
computação e em STEM/STEAM nesta área. Na sessão 3, as ações do projeto Meninas Digitais Mato
Grosso no campo STEAM são relatadas. Por fim, a seção 4 com discussões e resultados e, as
considerações finais na seção 5.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Iniciativas na Computação e em STEM/STEAM</title>
      <p>
        O Programa Meninas Digitais, chancelado pela Sociedade Brasileira de Computação, promove o
engajamento de iniciativas que demarcam a presença feminina em um campo predominantemente
masculino: o da Computação e Tecnologias. Em 2007, a SBC realizou o primeiro encontro nacional
para mulheres da área, o Women in Information Technology (WIT) e, em 2011, o Fórum Meninas
Digitais do Programa Meninas Digitais, este último chancelado oficialmente em 2015 pela SBC. Este
fórum atualmente impulsiona uma agenda de discussões, incentivo e engajamento com parceiros ativos
em diferentes instituições no Brasil [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref27">27</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Como já mencionado, desenvolver habilidades relacionadas ao pensamento computacional é uma
necessidade contemporânea que independe do gênero. Entretanto, o programa desenvolve ações com
foco nas mulheres e meninas devido a decrescente representatividade em carreiras da área
Computacional [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref31">31</xref>
        ]. As ações produzidas pelo programa e pelos projetos parceiros se constituem em
eventos, minicursos, oficinas, palestras, pesquisas, produções de materiais; e a disseminação dessas
ações ocorre em diversos canais de comunicação, desde sites, redes sociais, eventos nacionais e
internacionais com produções acadêmicas, relatórios dos projetos e pelo comitê gestor [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ] em prol da
divulgação da área da Computação.
      </p>
      <p>
        Todavia, já se percebe o engajamento de outras áreas correlatas e afins às tecnologias, abrangendo
as chamadas áreas STEM. Em levantamento recente a base de dados do WIT, localizaram-se seis
publicações para os descritores STEM ou STEAM (quando se insere no acrônimo a área da Arte), nos
anais de 2020 e 2021 [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
        ], demonstrando a tendência de ampliação dos estudos e pesquisas validadas
pela comunidade. Recentemente, o STEM vem compondo tópicos de interesse em eventos da
computação, como o Congresso Latino-americano de Mulheres na Computação (LAWCC - Latin
American Women in Computing Congress)1.
      </p>
      <p>
        O STEAM, enquanto um movimento de inovação que conecta as áreas de conhecimento na
Educação Básica com às áreas relacionadas no Ensino Superior [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ], tem grande potencial para emergir
a temática de gênero e contribuir com os objetivos do Meninas Digitais que é divulgar as áreas da
Computação “para despertar o interesse de meninas estudantes do ensino médio (nas suas diversas
modalidades) e dos anos finais do ensino fundamental” [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ]. Nesse sentido, promover as áreas STEM
significa fomentar a inovação e o desenvolvimento de um país [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref31">31</xref>
        ] e não se pode permitir que as
mulheres fiquem de fora ou não tenham as mesmas oportunidades ao escolher futuras carreiras [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Desse modo, a partir do ano de 2020, o Projeto MD MT, criado em 2015, se conecta ao movimento
STEAM e não exclusivamente STEM, por entender que o STEAM proporciona diálogo com estudantes
e docentes da Educação Básica, independentemente do componente curricular. As ações do projeto, em
sua essência, são formativas por compreender que as trocas e partilhas entre escolas, estudantes,
docentes e as instituições de ensino superior criam progressivamente uma nova cultura [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">13</xref>
        ]. Relatar
percursos como esses é salutar para fortalecimento e divulgação da temática em espaços acadêmicos,
na próxima seção, há uma análise deste projeto.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Meninas Digitais de Mato Grosso: em relato</title>
      <p>O projeto MD MT tem atuação envolvendo estudantes e docentes da graduação e da pós-graduação,
na pesquisa e na extensão. As pesquisas realizadas no âmbito do projeto têm demonstrado a necessidade
de atuação na Educação Básica para sensibilização e práticas alinhadas às áreas STEAM, conforme
apresentamos na subseção 3.1. Já na extensão, com cunho formativo, evidencia-se a premência de ações
voltadas para professores da Educação Básica, aliando a perspectiva de fomento a experiências
curriculares inovadoras da Base Nacional Comum Curricular (BNCC) e as discussões de gênero em
STEAM, conforme apresentado na subseção 3.2.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>3.1. Pesquisa acadêmica</title>
      <p>
        A produção científica da pós-graduação em Educação da Universidade Federal de Mato Grosso, do
grupo de Pesquisa Laboratório de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e Comunicação na
Educação – LêTECE , se desenvolve com olhar investigativo para as TIC e Educação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">14</xref>
        ], e produz
vínculo aos interesses do Projeto Meninas Digitais, explorando temas como a inserção da computação
na Educação Básica, computação desplugada, carreiras em Computação e STEAM na Educação Básica.
      </p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>1 https://www.uniquindio.edu.co/clei2022/publicaciones/1215/eventos-asociados/</title>
        <p>O registro desta produção se dá por meio de publicações, as quais são apresentadas na Tabela 1. O
identificador A é usado para Artigo, seguido de um número sequencial.</p>
        <sec id="sec-4-1-1">
          <title>Tabela 1</title>
          <p>Produção acadêmica</p>
          <p>ID</p>
          <p>Ano Identificação da produção</p>
          <p>
            "Fatores de Influência na Escolha pela Continuidade da Carreira em Computação
2020 pelas Estudantes de Ensino Médio Técnico em Informática”, publicado nos anais
do WIT – Women in Information Technology [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref25">25</xref>
            ]
“Meninas e Identidade Profissional: Percepções das Estudantes de Ensino Médio
2020 integrado em Informática sobre a área de Computação”, publicado nos anais do XI
Computer on the Beach [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref26">26</xref>
            ]
“Um Estudo sobre o Desenvolvimento da Carreira das Estudantes do Ensino Médio
2020 Integrado em Informática”, publicado nos anais dos Workshops do IX Congresso
Brasileiro de Informática na Educação (WCBIE 2020) [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref29">29</xref>
            ]
“Experiência com atividades desplugadas do Code.org na disciplina de Língua
2020 Estrangeira de uma Escola Estadual”, publicado nos anais do WEI – Workshop
sobre Educação em Computação [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref27">27</xref>
            ]
“Computação (Des) plugada: um relato de experiência sobre o ensino remoto de
2021 Números Binários em tempos de distanciamento social”, publicado nos anais do
WEI – Workshop sobre Educação em Computação [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref28">28</xref>
            ]
“Educação STEAM: uma análise de objetivos da Agenda 2030 face à literatura”,
2021 apresentado no I Congresso Internacional em Interculturalidade, Inclusão e
          </p>
          <p>
            Equidade em Educação – Incluye (no prelo) [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
            ]
          </p>
          <p>
            O artigo identificado com A1, publicado no Women in Information Technology (WIT) em 2020,
buscou identificar os fatores que influenciam de forma positiva e negativa a escolha de 78 estudantes
do gênero feminino de Ensino Médio Integrado com a Educação Profissional (EMIEP) em Informática
pela continuidade da carreira na área em uma profissão ou curso de nível Superior em Computação.
Neste trabalho foi utilizada a Teoria Sociocognitiva da Carreira (TSCC) [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref15">15</xref>
            ] para identificar, classificar
e analisar, os principais fatores que influenciam na escolha destas.
          </p>
          <p>A pesquisa (A1) foi desenvolvida em duas escolas da rede estadual e duas da rede federal,
localizadas em 4 municípios distintos sendo, dois municípios da região metropolitana e dois municípios
do interior do estado, com estudantes dos três anos do Ensino Médio/EMIEP (1º, 2º e 3º ano), com
idades entre 14 e 18 anos. A participação nelas ocorreu através do preenchimento do questionário
impresso que foi estruturado em duas partes: a primeira parte com questões de identificação das
estudantes e a segunda parte contendo a “Atividade Profissões”.</p>
          <p>Como resultados desta pesquisa, com base na identificação e análise dos fatores positivos e
negativos apontados pelas próprias estudantes, foi estabelecido reflexões sobre como tais fatores que
podem ser utilizados como referência para o planejamento de atividades de ensino e extensão,
projeto de políticas públicas, execução de ações de incentivo à equidade de gênero e outras
iniciativas em prol da continuidade da carreira de mulheres na área, seja no contexto do ensino
médio técnico em Informática ou em outros contextos educacionais e sociais.</p>
          <p>Na pesquisa A2 o estudo se desenvolveu no curso de Informática em 03 escolas de EMIEP, com 60
estudantes do gênero feminino, buscando a identificação dessas estudantes com a sua área de estudo. A
publicação, que ocorreu no ano de 2020 no Computer on the Beach, analisou qualitativamente o perfil
das participantes e a percepção a respeito da área da Computação.</p>
          <p>Os resultados da análise apresentada no artigo demonstram que as estudantes ao mesmo tempo que
são usuárias e aprendentes da tecnologia, visualizam a área como um campo distante da sua realidade.
Ao serem questionadas sobre como acham que são as pessoas que estudam ou trabalham com
Computação, as relacionaram com as palavras: (muito) inteligente, (muito) importante, dedicado(a),
gênios.</p>
          <p>
            Assim como as pesquisas A1 e A2, em A3 o estudo se desenvolveu a partir de questionários, grupos
focais e entrevistas com 78 estudantes do EMIEP de Informática e 02 docentes, com objetivo de estudar
o processo de desenvolvimento da carreira de estudantes do gênero feminino em Informática, publicado
no Congresso Brasileiro de Informática na Educação (CBIE 2020). Os processos de desenvolvimento
de carreira na Computação são influenciados pelo gênero, isto é, pelos estereótipos de carreiras
apropriados para o gênero masculino, afetam os interesses das adolescentes pela área [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref31">31</xref>
            ].
          </p>
          <p>
            A pesquisa que integra tese de Doutorado [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref31">31</xref>
            ], utilizando da Teoria Sociocognitiva da Carreira,
considera que as inter-relações entre fatores pessoais, comportamentais e ambientais, exercem
influência nas escolhas das carreiras, enquanto uma dimensão da vida das pessoas.
          </p>
          <p>Já o artigo A4, publicado no Workshop sobre Educação em Computação (WEI) no ano de 2020,
relata uma experiência com atividades desplugadas do Code.org, desenvolvidas na disciplina de Língua
Inglesa com alunos de uma turma de 7º ano do Ensino Fundamental Anos Finais e 1º ano do Ensino
Médio de uma escola Estadual de Tempo Integral de Mato Grosso. Esta experiência teve como objetivo
descrever a percepção da professora de Língua Estrangeira – Inglês quanto ao uso de atividades
desplugadas em suas aulas.</p>
          <p>
            Foram desenvolvidas duas atividades desplugadas, lição 1 e 2, disponíveis no currículo
Fundamentos de Ciência da Computação desplugados – CS Fundamentals Unplugged no Curso 1 do
Code.org. A lição 1- Happy Maps teve como objetivo ensinar os estudantes a colaborar com outros
colegas, desenvolver habilidades de resolução de problemas, persistir na execução de tarefas difíceis e,
no final do curso, criar seu próprio jogo ou história personalizada, que pode ser compartilhada com
terceiros. A lição 2 – Move It, Move It teve como objetivo o reconhecimento de situações em que os
estudantes possam criar programas para concluir tarefas, prever os movimentos necessários para o
colega de equipe do início ao fim, converter movimentos em instruções simbólicas e relacionar
algoritmos com programas. Nesta lição, os estudantes descreveram por meio dos pontos cardeais (norte,
sul, leste e oeste) instruções para obter um resultado [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref16">16</xref>
            ].
          </p>
          <p>Na vivência, segundo percepção da professora quanto a experiência com atividades desplugadas, os
alunos conseguiram realizar as atividades propostas, apresentando dificuldades em sua execução apenas
os alunos do Ensino Fundamental – Anos Finais. Durante a experiência, os alunos mostraram grande
participação, interação e cooperação entre si. Durante o planejamento e desenvolvimento da experiência
foi possível perceber a possibilidade do trabalho interdisciplinar com foco nas habilidades e conceitos
computacionais por meio de atividades que envolviam a compreensão e a expressão em língua
estrangeira. Também foi possível trabalhar com os alunos a importância quanto à instrução ser
compreendida e seguida, tanto em termos do conceito de algoritmo quanto de uso da língua inglesa, a
fim de atingir o objetivo proposto. Além de, trabalhar vocabulário e pronúncia, e conceitos quanto à
orientação e à localização.</p>
          <p>No ano de 2021, diante da pandemia Covid-19 que assolou o país, a Educação brasileira sofreu
grande impacto diante da necessidade de uma reestruturação em seus planejamentos e adequação,
dentro da estrutura física e de pessoal, para atender de forma remota os/as alunos/as. O trabalho (A5)
publicado no WEI, “Computação (Des)plugada2: um relato de experiência sobre o ensino remoto de
Números Binários em tempos de distanciamento social”, apresenta uma prática de computação
desplugada que foi realizada na disciplina Estudo Aplicado de Matemática de uma Escola de Tempo
Integral com uma turma de 9º ano do Ensino Fundamental Anos Finais, com vistas a trabalhar conceitos
computacionais em paralelo com conceitos da Matemática, com a presença da tecnologia, somente,
para contato, interação e mediação com os participantes.</p>
          <p>
            Neste trabalho foram desenvolvidas quatro atividades desplugadas, sendo elas: Números Binários,
Contando Acima de 31, Trabalhando com Binários e Enviando Mensagens Secretas do livro Computer
Science Unplugged [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
            ], de forma remota, com a utilização do Google Meet para videoconferência,
com duração de 2 h/a da disciplina e com a participação de 12 dos/as 42 alunos/as matriculados/as na
turma.
          </p>
          <p>A pesquisa apresentou o processo de vivência e as percepções da professora regente da disciplina
Estudo Aplicado de Matemática quanto ao uso das atividades desplugadas de forma remota, a recepção
2 O prefixo “des” entre parênteses para indicar que as atividades realizadas, nesta pesquisa, são impressas ou projetadas na tela para mediação.
e participação dos estudantes nas atividades. Diante disso, a professora participante citou a dificuldade
em identificar a participação dos estudantes, pois pouco interagiram com perguntas e respostas e não
disponibilizavam a captação de sua imagem pela câmera dos seus dispositivos. Aqueles estudantes que
interagiram durante a realização das atividades desplugadas mostraram interesse e pouca dificuldade
na execução, utilizando o chat do Google Meet para expor sua resolução ou dúvidas. Também foi
possível perceber a possibilidade do trabalho interdisciplinar entre a Ciência da Computação e a
Matemática, com foco nas habilidades e conceitos computacionais por meio de atividades que
trabalham conceitos matemáticos como potência, multiplicação, adição, sequência e conversão.</p>
          <p>
            As pesquisas (A1, A2, A3, A4, A5) têm em comum a realização de atividades para inserção e
discussão da Computação na Educação Básica. Mesmo nas pesquisas em que se utiliza a técnica de
aplicação de questionário para coleta de dados, ocorreram etapas formativas com palestras ofertadas
para o público participante, como na pesquisa A2, que ministrou palestra sobre Computação, Formação
e Mercado de Trabalho, com “finalidade de debater os temas trabalhos no questionário com as
estudantes, desmistificando possíveis dúvidas, mitos e estereótipos relacionados à continuidade dos
estudos e ao trabalho na área de Computação”[
            <xref ref-type="bibr" rid="ref26">26</xref>
            ]. Essas práticas, focadas em meninas ou abrangendo
todos os estudantes, indicam outros componentes para estudo, como a Matemática, a Língua Inglesa e
disciplinas técnicas de base diversificada do currículo.
          </p>
          <p>Essa relação, resultou no questionamento sobre como o STEAM estava sendo abordado na Educação
Básica brasileira, motivando o estudo apresentado no Incluye 2021 (A6) que a partir de Revisão
Sistemática da Literatura (RSL) localizou para o período de 2017 a 2021, 11 publicações, em consulta
a cinco banco de dados eletrônicos: Anais dos eventos Workshop sobre Educação em Computação
(WEI), Women in Information Technology (WIT), Associação Nacional de Pós-Graduação e Pesquisa
em Educação (Anped), Biblioteca Eletrônica Científica Online (Scielo) e Latin American Science
Education Recearch Association (LASERA) nacional.</p>
          <p>
            Conforme dados de A6, das 11 pesquisas que relatam atividades na Educação Básica, explicitando
os descritores STEM ou STEAM no título, resumo e/ou palavras-chave, 10 foram publicadas no período
de 2020 a 2021; 05 constam nos anais do Congresso da SBC (WIT e WEI) e 04 nos anais do Simpósio
do Lasera, evento que debate Educação em Ciências e em STEAM. A análise dos achados da pesquisa,
apresentaram dados para este estudo, como a forma de abordagem interdisciplinar identificados na
metade dos trabalhos (nos 11 trabalhos identificou-se 12 abordagens), com atividades diversas como
sala de aula, robótica, uso de laboratório, aula de campo, trabalho colaborativo, sequência didática, uso
de ferramentas tecnológicas e mostras científicas. Outros 04 trabalhos tinham foco no incentivo a
carreiras e 02 em ações formativas, envolvendo docentes [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
            ].
          </p>
        </sec>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>3.2. Extensão universitária</title>
      <p>
        A extensão enquanto espaço para o desenvolvimento de ações que comuniquem com a comunidade
externa é bastante utilizada em ações do Meninas Digitais. É perceptível esse potencial, como divulga
o relatório dos projetos parceiros do período de 2021, onde dos 62 projetos respondentes 92%
desenvolveram ações de extensão, 63% de pesquisa e 48% de ensino [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">18</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        No MD MT, ações de extensão são realizadas desde a sua origem no ano de 2015, articuladas ao
ensino e à pesquisa. Destacamos, para o período deste estudo, a ação em andamento vinculada ao
Projeto de Extensão Tecnológica “Carreira, tecnologia e educação: extensão e pesquisa em prol da
equidade de gênero” [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref30">30</xref>
        ] o qual possui parceria com a Secretaria de Estado de Educação (Seduc) e
financiamento na forma de bolsas da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado. Ele compreende a
realização de atividades de computação desplugada, de análise de dados e referenciais, de atividades de
divulgação científica, de desenvolvimento de site, de fortalecimento das redes sociais e de atividades
formativas de STEAM, com uma equipe de docentes universitários que faz elo entre pesquisadores da
pós-graduação e estudantes bolsistas da graduação.
      </p>
      <p>
        Para as atividades formativas de STEAM que ocorreram no período de agosto a dezembro de 2021,
foram definidos objetivos, a saber: 1) estabelecer diálogo sobre o tema com docentes da Educação
Básica por meio de capacitação e 2) alinhar a temática com a demanda da rede estadual, o Novo Ensino
Médio. Esses objetivos estão alinhados com a essência da extensão universitária em um processo que
interage e articula, criando vínculo para efetivação de conhecimento [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">19</xref>
        ].
      </p>
      <p>Na Tabela 2, apresentamos dados das três ações realizadas com docentes da rede Estadual de
Educação Básica. Os 151 docentes inscritos contribuíram com informações para o projeto de extensão
e integram nosso banco de dados. Todavia, destes, 86 participaram da capacitação, de 35 escolas em 14
municípios. O identificador B é usado para cada ação, seguido de um número sequencial.</p>
      <sec id="sec-5-1">
        <title>Tabela 2</title>
        <p>Ações formativas realizadas no ano de 2021, com descrição e dados gerais.</p>
        <p>Identificação da</p>
        <p>Ação
B1 - Convite da</p>
        <p>Seduc</p>
        <p>B2 - Oferta do
projeto extensão</p>
        <p>B3 - Oferta do
projeto extensão</p>
        <p>Total</p>
        <p>Descrição da ação
Oficina de gênero em</p>
        <p>áreas STEAM
Diálogos Formativos</p>
        <p>Turma 01 (T01)
Diálogos Formativos</p>
        <p>Turma 02 (T02)</p>
        <p>Período
1 encontro de 4hs
(síncrono e assíncrono)
03 encontros de 3hs</p>
        <p>(síncrono)
03 encontros de 3hs
(síncrono)</p>
        <p>Nº de
inscrito
s
43
41
67
151</p>
        <p>Nº
participantes
43
32
11
86</p>
        <p>
          Com o tema “Gênero nas áreas STEAM” a ação B1 demonstrou as lacunas existentes entre homens
e mulheres no acesso às carreiras identificadas como STEAM [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
          ] e as possibilidades de atuar nesse
problema por meio de práticas curriculares. Todavia, para que faça sentido a inserção de mais uma dita
inovação dentre tantas outras anunciadas de tempos em tempos nos espaços escolares, a articulação do
STEAM foi realizada com o Novo Ensino Médio, política decorrente da reforma em implementação no
país, estabelecida por meio da Lei Federal nº 13.415 de 16 de fevereiro de 2017 [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref21">21</xref>
          ].
        </p>
        <p>A reforma do Ensino Médio se constitui de uma polêmica discussão quanto à permanência dos
estudantes na escola por mais tempo e a qualidade do ensino, permeada por crises políticas e mediadas
por disputas de poder. A lei supracitada, além de instituir a Política de Fomento à Implementação de
Escolas de Ensino Médio em Tempo Integral, faz importantes alterações na LDB, como a inclusão no
artigo 35-A, das áreas do conhecimento, a saber: Linguagens e suas Tecnologias; Matemática e suas
Tecnologias; Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Ciências Humanas e Sociais Aplicadas.</p>
        <p>
          As áreas, e não mais as disciplinas, é o organizador do currículo, em conformidade com a BNCC,
documento normativo que se apresenta como definidor de aprendizagens essenciais aos estudantes
brasileiros. Organizar o currículo, nesse contexto, é entender que a organização tradicional do ensino,
compartimentado e linear, principalmente, das ciências da natureza e da matemática devido a sua
redução à apresentação de conteúdos, modelos e esquemas; significa representar a realidade em
fragmentos [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref22">22</xref>
          ], sendo preciso uma nova organização do conhecimento que integre as ciências, às
tecnologias, às engenharias e as demais áreas do conhecimento, sendo o STEAM uma possibilidade.
        </p>
        <p>Assim, a convite da Seduc, a Oficina (B1) integrou a Mostra Científica STEAM do Estado3 na
segunda edição, atendendo a 43 docentes de forma síncrona ou assíncrona na plataforma de cursos do
Estado, onde a gravação ficou disponibilizada para os cursistas. A partir de dados coletados com os dois
grupos4, temos um mapa do perfil dos participantes, sendo: de 30 a 39 anos em sua maioria (47,5%);
74% do gênero feminino e predominância da raça branca e parda, representando 23 escolas de 11
municípios do Estado. Sobre a ação da secretaria foi questionado aos participantes se haviam
participado da primeira edição da Mostra Científica (pergunta nº 8 do formulário), sendo identificado
que a grande maioria, 74,4%, não conhecia a ação do ano anterior. Entretanto, estavam interessados em
participar como ouvinte (48,8%) e nas oficinas formativas (46,5%) na segunda edição da Mostra
Científica (pergunta nº 9 do formulário), conforme demonstra os percentuais organizados na Tabela 3.
Tabela 3
3 A Mostra Científica STEAM é uma ação da rede estadual para fomentar ações de práticas interdisciplinares, porém a um número restrito de
escolas que pertencem ao Projeto de Tempo Integral e piloto do Novo Ensino Médio (edição 2020). Na edição 2021 ampliou-se para 126
escolas.
4 O formulário composto de 15 questões, esteve aberto durante todo o processo formativo. Disponível em:
https://drive.google.com/file/d/117awiGQ9OLvgU9w6fEEkfTc7oEBpNWdq/view?usp=sharing.
Respostas quanto à participação na I Mostra Científica do Estado em 2020 e quanto à participação na
II Mostra Científica do Estado em 2021.</p>
        <p>Você participou da I Mostra Científica</p>
        <p>STEAM, no ano de 2020?</p>
        <p>74,4% - Não participei
16,3% - Sim, como ouvinte
14% - Sim, nas oficinas formativas
2,3% - Sim, com inscrição de projeto
2,3% - Sim, com apresentação de projeto</p>
        <p>Você participará da II Mostra Científica STEAM,</p>
        <p>neste ano de 2021?
48,8% - Sim, como ouvinte
46,5% - Sim, nas oficinas formativas
11,6% - Sim, com inscrição de projeto
7% - Não participarei da etapa de projeto</p>
        <p>As respostas remetem a um grupo com conhecimento restrito à ação da Seduc e com baixa aderência
quanto à participação com ações diretas na Mostra Científica. Ainda sobre a oficina, registramos para
a ação síncrona a interação com os docentes, pelo chat e pelo Google Jamboard5, sendo que neste último
espaço havia uma pergunta sobre a relação de STEAM com gênero. Nos registros constam
palavras/frases como representatividade, baixa presença das mulheres, equidade de gênero, estímulo à
inserção de mulheres na ciência, dentre outras, permitindo a reflexão sobre a importância do tema nos
planejamentos escolares.</p>
        <p>Nas ações B2 e B3, foram organizados três encontros síncronos para cada turma, indicadas na Tabela
2, onde para além das discussões mencionadas para a pauta de gênero em STEAM, buscou-se inserir
os temas BNCC, Novo Ensino Médio e os espaços para desenvolvimento de projetos, ações ou
atividades que dialogassem com as práticas STEAM.</p>
        <p>Na etapa da inscrição6 foi realizado levantamento do perfil dos docentes interessados na ação, com
41 inscritos na Turma 01 (ação B2) de um município pertencente ao entorno da capital (região formada
por pequenos municípios) de atividade agropecuária e 67 inscritos na Turma 02 (ação B3) de municípios
do interior norte do estado, região do agronegócio.</p>
        <p>Na Tabela 4, apresentamos alguns desses dados de identificação. Na T01 há predominância de
docentes que atuam em escolas estaduais urbanas e do campo, do gênero feminino e da raça parda e
preta. O acesso ao curso ocorreu em grande parte pelo celular e dados móveis dos participantes. Na T02
a predominância é de docentes que atuam na rede estadual urbana, maioria do gênero feminino, da raça
branca e acesso às atividades via notebook, em sua maioria.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-5-2">
        <title>Tabela 4</title>
        <p>Dados dos 108 docentes inscritos nas turmas de capacitação “Diálogos Formativos”</p>
        <p>Principais dados
Município
Raça
Gênero
Faixa etária
Área de formação
Recurso tecnológico para
acesso à formação.</p>
        <p>Conhecimento sobre a pauta
formativa</p>
        <p>Ação B2 – Turma 01
Município pertencente ao
entorno da capital
Parda: 48,8%;
Preta: 39%
Feminino: 95,1;
Masculino: 4,9%
40 a 44 anos: 29,3%
45 a 49 anos: 29,3%
Ciências Humanas: 52,3%
Celular: 75,6%
Notebook: 36,6%
46,3% declaram conhecimento
médio da BNCC</p>
        <p>Ação B3 - Turma 02
Municípios do interior norte do
estado
Branca: 61,2%;
Parda: 26,9%
Feminino: 67,2%;
Masculino: 32,8%
40 a 44 anos: 26,9%
35 a 39 anos: 20,9%
Matemática: 42,9%
Notebook: 70,1%
Celular: 44,8%
56,7% declaram conhecimento
médio da BNCC</p>
        <sec id="sec-5-2-1">
          <title>5 Jamboard: Quadro digital colaborativo da Google.</title>
          <p>6</p>
          <p>Os formulários aplicados com todas as questões formuladas,
https://drive.google.com/file/d/1LplSNa_q9FU7xH17Q8o2aVh8PQ4kDtyA/view?usp=sharing;
https://drive.google.com/file/d/1nTMmVyJjS382S2DpFuaKBLMwowMftXWg/view?usp=sharing
encontram-se
disponível</p>
          <p>em:
Pauta formativa de maior
interesse
97,6% declararam
conhecer o STEM ou STEAM
BNCC: 61%
Novo Ensino Médio: 31,7
80,6% declararam não conhecer
o STEM ou STEAM
Municípios do interior norte do
estado</p>
          <p>Para identificar as possibilidades de acesso nas atividades síncronas, foi disponibilizado no
formulário on-line os seguintes dispositivos: celular, notebook, computador de mesa e tablet; sendo
permitido ao participante declarar o uso de um ou mais recurso tecnológico.</p>
          <p>Quanto à área de formação dos inscritos, há grande presença dos profissionais das humanas e
linguagens, na T01 identificamos que 52,3% dos docentes correspondem à área de Ciências Humanas.
Na T02, em torno de 57% dos docentes inscritos pertencem a área de Ciências Humanas e da Linguagem
e 42,9% da área de Matemática.</p>
          <p>Sobre o conhecimento prévio para a pauta formativa, para o tema STEM ou STEAM, 97,6% dos
docentes da ação B2 e 80,6% da ação B3, declararam não conhecer. Apesar desse dado, o STEM ou
STEAM não se configurou em temática de interesse para os Diálogos Formativos, 61% dos docentes
respondentes da ação B2 manifestaram interesse na BNCC. Quanto aos docentes da ação B3, 79,1%
manifestaram interesse no tema Novo Ensino Médio.</p>
          <p>Essa identificação permitiu ao projeto MD MT abordar o STEAM por meio de um Itinerário
Formativo, que é a parte chamada de diversificada do currículo (complementa a base nacional comum,
em cada sistema de ensino e em cada estabelecimento escolar) na atual estrutura do Ensino Médio, uma
possibilidade para o planejamento de práticas pedagógicas com o uso das tecnologias, das metodologias
ativas e da interdisciplinaridade. A parte diversificada é uma estratégia de fazer com que o percurso
curricular do Ensino Médio seja mais significativo para a juventude, público-alvo da etapa. Sabe-se da
complexidade de viabilizar um currículo realmente flexível, principalmente considerando a
desigualdade brasileira e a possibilidades diferenciadas das redes de ensino por todo o país.</p>
          <p>
            Complexidade que se soma à preocupação com a ausência dos jovens no Ensino Médio. O Plano
Nacional de Educação (PNE) estabeleceu como meta 03 universalizar, até 2016, o atendimento escolar
para toda a população de 15 a 17 anos (corresponde à proporção de jovens dessa idade que frequenta a
escola em relação ao total da faixa etária) e elevar, até o final do período de vigência do Plano, a taxa
líquida de matrículas no Ensino Médio para 85% [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref20">20</xref>
            ]. Tal meta evidencia desafios do Ensino Médio
na conjuntura atual, o que se intensifica quando se nota que parte da meta de universalização até o ano
de 2016 já ficou comprometida, período em que o percentual de atendimento foi de 90,7%, conforme
plataforma digital construída, em 2013, para acompanhamento acerca do cumprimento das metas
estabelecidas no PNE [
            <xref ref-type="bibr" rid="ref30">30</xref>
            ].
          </p>
          <p>Uma forma de enfrentar tais desafios é subsidiar ações conjuntas com docentes da rede estadual, a
partir da pesquisa e da extensão, bem como edificar espaços de formação, tal qual propôs o MD MT,
considerados modos potentes de provocar os docentes do Ensino Médio a se apropriarem dos princípios
relacionados ao desenvolvimento das competências estabelecidas pela BNCC para a reconfiguração da
etapa final da Educação Básica, sobretudo no que diz respeito à resolução de problemas, exercício do
protagonismo e autoria na vida pessoal e coletiva por parte dos estudantes.</p>
        </sec>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>4. Discussões e Resultados</title>
      <p>
        O relato sobre as produções do MD MT dos últimos 2 anos, em pesquisa e extensão universitária,
baseou-se em análise documental do projeto que integra pesquisas publicadas em eventos nacionais,
conforme Tabela 1 e aprovação em edital de extensão Tecnológica [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref30">30</xref>
        ]. Em suma, registrou-se cinco
produções envolvendo estudantes e docentes e uma RSL no âmbito da pesquisa. Foram três ações
formativas com docentes da Educação Básica no âmbito da extensão.
      </p>
      <p>
        As produções A1, A2 e A3 dialogam diretamente com meninas estudantes de curso da área da
Computação, buscando a compreensão de seus interesses e percepções no que tange ao conhecimento
e continuidade na área no Ensino Superior. As produções A4 e A5, salientam habilidades de
colaboração, participação e interação entre os estudantes como resultados das atividades de computação
desplugada aliada à componentes curriculares da BNCC. Apesar das especificidades de cada pesquisa,
inserir e manter o interesse nos conteúdos próprios da Computação e das TIC com os estudantes, em
especial, de meninas, se configura em desafios para o planejamento de ações, como registrado pelas
pesquisas A1, A2 e A3; podendo subsidiar estratégias e políticas, do ensino de tecnologias à atração de
mulheres para a área de Computação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref31">31</xref>
        ]. O panorama apresentado aponta para a necessidade de mais
ações de sensibilização e engajamento, funcionando como diagnóstico para planejamento das ações
extensionistas, formadas a partir do alinhamento às demandas dos docentes da Educação Básica.
      </p>
      <p>
        Desse modo, com as ações de extensão B1, B2 e B3 se buscou a inclusão da temática, quanto as
diferenças de gênero nas áreas STEAM, por meio do diálogo com o Novo Ensino Médio e as
competências e habilidades normatizadas pela BNCC. Também foi possível coletar informações sobre
a existência de ações STEAM na rede estadual, sendo localizadas ações isoladas ao Projeto de Tempo
Integral; e ampliadas para escolas do Novo Ensino Médio (tempo parcial) no ano de 2020 com a Mostra
Científica [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref23">23</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        No campo dos referenciais curriculares, o Estado orienta a abordagem STEAM nos planejamentos
da área de Ciências da Natureza e suas Tecnologias e na composição de unidades curriculares de
Itinerário Formativo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref24">24</xref>
        ], apontando para uma carência de formações docentes sobre STEM, STEAM,
além das lacunas de gênero existentes, já demonstrada por pesquisas nacionais e internacionais.
      </p>
      <p>Na ação B1, por exemplo, os 43 docentes avaliaram a oficina, por meio de formulário online, e para
o questionamento sobre se a ação formativa havia o motivado a desenvolver projeto na sua escola, as
respostas foram positivas: 65,1% demonstraram interesse em desenvolver Projeto STEAM e 18,6% em
desenvolver projeto STEAM articulado com discussão de gênero. Apenas 9,3%, demonstraram não
motivados e 7% declararam já desenvolver projetos alinhados à pauta.</p>
      <p>A questão sobre a responsabilidade em educar meninos e meninas para a igualdade de direitos e
oportunidades, por meio do componente curricular que ministra, 76,7% dos docentes responderam
positivamente, 14% disseram talvez e 9,3% declararam nunca ter pensado no assunto.</p>
      <p>Nas ações B2 e B3, houve dificuldade com o acesso síncrono aos encontros, que ocorreu por meio
da ferramenta Google Meet. O acesso à Internet e ferramentas de boa qualidade para participar de
encontros online não é a realidade de todos os docentes. Os participantes da cidade pertencente ao
entorno da capital utilizaram os celulares, bem como a internet móvel, o que dificultou a participação
efetiva e a possibilidade de realizar um trabalho em grupos. A estratégia utilizada para amenizar os
impactos da precariedade de acesso foi a disponibilização das gravações de cada encontro ao grupo.</p>
      <p>Destaca-se, ainda, o não conhecimento da temática STEM/STEAM pelos docentes, fato que reflete
em um primeiro momento a falta de interesse em acessar a pauta, percebe-se que os docentes preferiram
pautas ligadas a BNCC e Novo Ensino Médio. Entretanto, o STEAM pode ser explorado de diversas
maneiras, inclusive como componentes eletivos e trilhas de aprofundamento de conhecimentos nos
itinerários formativos dos currículos do Ensino Médio.</p>
      <p>Desse modo, ao buscar elementos de articulação entre as atividades das pesquisas apresentadas e da
extensão, vislumbramos o STEAM como uma oportunidade para dialogar com outras áreas do
conhecimento sobre a pauta de gênero, para além dos cursos de graduação ou médio técnicos em
tecnologias. Os Diálogos (D) produzidos nas avaliações da ação B1, na questão nº15 referente aos
pontos positivos e pontos a melhorar da atividade, sinalizam a carência da pauta pelos docentes da
Educação Básica.</p>
      <p>“... é necessário dar continuidade com as oficinas com objetivo de multiplicarmos
esses conhecimentos com os colegas da escola”. (D3)
“Assunto muito pertinente, o qual não tinha muito conhecimento mas que abriu um
leque de possibilidades que precisam ser debatidas e compartilhadas.”. (D4)
“Possibilidades inovadoras de trabalhar práticas de STEAM em Arte, na escola,
abordando sobre gêneros de forma bem atrativa e diferenciada”. (D11)</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>5. Considerações Finais</title>
      <p>No Brasil, pesquisas indicam a sub-representação das mulheres conforme temática em pauta e as
ações aqui relatadas são evidências da importância da escola no desenvolvimento de um currículo
sensível à igualdade de gênero.</p>
      <p>O desenvolvimento profissional docente se constitui de diversos processos, dentre eles, a formação
entre pares e ligadas ao contexto da prática. Nesse sentido, a ação da extensão articulada com a pesquisa,
buscou contribuir com esse processo de formação continuada.</p>
      <p>Com esse entendimento, é importante destacar que os resultados alcançados pelas ramificações do
Projeto MD MT, parte de ações com estudantes e avança ao encontro dos docentes da Educação Básica,
ampliando o alcance do projeto e interagindo com esse movimento de reforma que também produzirá
impactos para a Educação Superior.</p>
      <p>Quanto às dificuldades encontradas no percurso destacamos, em especial, as apresentadas pelas
ações formativas com os docentes, como a falta de disponibilidade de tempo dos mesmos e de
conectividade para uma prática em grupo com maior qualidade.</p>
      <p>De forma mais ampla, existem os desafios para acessar grupos maiores de professores e
envolvimento em ações estruturadas pela rede de Educação Básica, para inclusão de projetos de gênero
no bojo dos estudos da BNCC e do Novo Ensino Médio, bem como a discussão sobre os conhecimentos,
as competências e habilidades relacionados à Computação na Educação Básica, aprovadas
recentemente pelo Conselho Nacional de Educação (CNE) em complementação à BNCC para
desenvolvimento de competências específicas do Pensamento Computacional, do Mundo Digital e da
Cultura Digital. Tais desafios permitem (re)definir próximas ações de pesquisa e extensão no campo
deste trabalho.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>6. Agradecimentos</title>
      <p>A pesquisa contou com o apoio da Pró-reitoria de Pesquisa (PROPeq) e da Coordenação de Extensão
(CODEX) da UFMT, da Secretaria de Estado de Educação de Mato Grosso (SEDUC-MT), do Conselho
Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado de Mato Grosso (FAPEMAT).</p>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>7. Referências</title>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
        <mixed-citation>
          [1]
          <string-name>
            <given-names>J.</given-names>
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