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      <title-group>
        <article-title>Modelagem Conceitual do Domínio de Caracterização de Áreas de Risco a Escorregamentos Baseada em Ontologia de Fundamentação</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Dean P. Melo</string-name>
          <email>deanmelo@petrobras.com.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Joel L. Carbonera</string-name>
          <email>joel.carbonera@inf.ufrgs.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Luan F. Garcia</string-name>
          <email>lfgarcia@inf.ufrgs.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Fabricio H. Rodrigues</string-name>
          <email>fabricio.rodrigues@inf.ufrgs.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Universidade Federal de Minas Gerais</institution>
          ,
          <addr-line>Av. Pres. Antônio Carlos, 6627, Pampulha, Belo Horizonte, 31270-901</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Universidade Federal do Rio Grande do Sul</institution>
          ,
          <addr-line>Av. Bento Gonçalves, 9500, Setor IV - Agronomia, Porto Alegre, 91509-900</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>This research aims to develop a conceptual model based on a foundational ontology in the domain of landslide risk assessment. Through a descriptive approach, a case study was carried out involving a municipal public agency of Civil Defense in the State of Rio de Janeiro. The concepts captured for the construction of the conceptual model were identified through a bibliographic study and semi-structured interviews based on the focus group technique. The research results materialized in a list of concepts with respective definitions and an ontological conceptual model. For the domain under study these concepts are slope, massif, deposit, fracture, fault, scar, crack, soil, rock, embankment and vegetation. The foundational ontology called UFO (Unified Foundational Ontology) enabled a deep understanding of the domain, which will benefit the database and information system development projects which support the work processes.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd>1 Ontology</kwd>
        <kwd>Conceptual Model</kwd>
        <kwd>Landslide risk</kwd>
      </kwd-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>
        uma mesma conceitualização (ou diagnóstico do tratamento de conceitualizações distintas) que permite
uma interoperabilidade semântica entre sistemas e bases de dados [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ].
      </p>
      <p>O objetivo deste artigo é apresentar um estudo de caso envolvendo o desenvolvimento de um modelo
conceitual ontológico robusto e com relações bem fundamentadas para o desenvolvimento de uma base
de dados e sistema de informação. Este modelo trata de um domínio da geologia de engenharia para
cadastro de dados de caracterização de áreas de risco a escorregamentos no contexto de um órgão
público municipal do Rio de Janeiro. Hoje os dados e informações coletados em vistorias técnicas são
armazenados em forma de relatório, onde as descrições são textos livres, o que restringe o rápido acesso
às informações comprometendo a tomada de decisão e resposta ágil aos cidadãos. A comunidade de
usuários é heterogênea e envolve diferentes perfis profissionais justificando o desenvolvimento de uma
ontologia para formalizar um vocabulário compartilhado, que seja comum aos usuários e
suficientemente completo para atender a aplicação.</p>
      <p>
        Nesse contexto, a pergunta de pesquisa é: para tratar a complexidade conceitual da caracterização
de risco a escorregamento quais devem ser os conceitos presentes e como estes conceitos se relacionam?
Os conceitos capturados da literatura e eliciados a partir de grupo focal potencialmente usuário do
sistema, tem por objetivo gerar uma core Ontology para o domínio em questão [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ].
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Introdução a ontologias</title>
      <p>O termo ontologia assume diferentes significados quando considerado como um ramo da Metafísica
ou estudado em Ciência da Computação. No contexto da Inteligência Artificial, da Engenharia de
Software ou da WEB semântica, uma ontologia corresponde a um:</p>
      <p>
        “artefato concreto de engenharia projetado para um propósito
específico sem dar muita atenção para questões de fundamentação,
(ii) uma representação de um domínio particular (p.ex., biologia
molecular, direito, etc) em alguma linguagem de representação de
conhecimento [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Por outro lado, no campo da modelagem conceitual, o termo ontologia tem sido usado como um
sistema de categorias formais independente de domínio e filosoficamente bem fundamentado que pode
ser usado para enunciar modelos da realidade específicos de domínio [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
        ]. Esses sistemas de categorias
são denominados ontologias de fundamentação. Neste caso, as concepções filosóficas têm um papel
norteador.
      </p>
      <p>
        Ontologias servem como base para a análise de conceitos de um domínio específico, conduzindo a
decisões de modelagem dentro do processo de modelagem conceitual, o que justifica e torna claro o
significado dos modelos proporcionando compreensão e reuso [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ]. A ontologia de fundamentação
utilizada no presente trabalho, conhecida como UFO (Unified Foundational Ontology) utiliza elementos
da GFO (Generalized Formalized Ontology) e bem como da metodologia OntoClean [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">10</xref>
        ] sendo
discutida profundamente e caracterizada formalmente em Guizzardi [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">13</xref>
        ].
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Metodologia</title>
      <p>
        Com o objetivo de gerar um modelo conceitual que permita o desenvolvimento de um banco de
dados e aplicação para cadastro das informações obtidas em vistoria para risco a escorregamento, foram
analisados três modelos de fichas padronizadas para descrição de áreas de riso a escorregamentos: o
proposto pelo IPT (Instituto de Pesquisas Tecnológicas do Estado de São Paulo) publicado por Macedo
et al. [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref14">14</xref>
        ]; o segundo modelo que foi base para o mapeamento de risco realizado pelo Ministério das
Cidades [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref15">15</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref16">16</xref>
        ] e um terceiro modelo proposto em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
        ]. Além destes três modelos foram avaliadas
descrições realizadas por técnicos do CPRM [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">18</xref>
        ]. O estudo destes três modelos de fichas, das descrições
documentadas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">18</xref>
        ] e dos conceitos apresentados por Milandenic [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">19</xref>
        ] possibilitou a identificação de
pelo menos quatro domínios que compõem o processo de vistoria de avaliação de risco a
escorregamento: caracterização do meio físico, caracterização das condições de moradia,
contextualização da vistoria e avaliação do risco.
      </p>
      <p>
        O domínio que é foco deste estudo é o de caracterização do meio físico. A captura dos conceitos
principais que foram analisados dentro do domínio mencionado foi obtida também através de descrições
disponíveis em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">18</xref>
        ].
      </p>
      <p>Os conceitos de maciço rochoso, amplitude (altura), declividade, blocos rochosos, percolação de
água, fratura, movimentação de bloco, deslizamento, rocha sã, família de fraturas e talude, pertencem
ao domínio da caracterização do meio físico e se apresentam com frequência em descrições de campo
não estruturadas como também em fichas.</p>
      <p>
        Quanto aos objetivos, esta pesquisa é considerada descritiva uma vez que apresenta uma situação
limitada no espaço-tempo com exatidão e expõe as características desta situação de forma dirigida à
solução de um problema. Quanto aos procedimentos (meios) é um estudo de caso, realizado no âmbito
de um órgão municipal localizado no Estado do Rio de Janeiro focalizado no desenvolvimento de
modelo ontológico como artefato para o desenvolvimento de um ambiente computacional específico
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref20">20</xref>
        ]. Como uma ontologia é, por definição, uma conceitualização compartilhada, foi necessária a
realização de reunião com um grupo focal potencialmente usuário do sistema. Ao todo, quatro
participantes contribuíram nas discussões, com a presença de um mediador e um relator A abordagem
foi semiestruturada, sendo seguido o roteiro da tabela 1, através da técnica de grupos focais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref21">21</xref>
        ].
Tradicionalmente, a técnica é considerada propícia para capturar através da “fala” dos participantes
conceitos, ideias e concepções sobre determinado tema, o que se coaduna com a necessidade do
compartilhamento de uma conceitualização exigido para construção de uma ontologia.
      </p>
      <sec id="sec-3-1">
        <title>Tabela 1</title>
        <sec id="sec-3-1-1">
          <title>Etapas de identificação dos conceitos</title>
          <p>Etapa
1
2
3
4
5</p>
          <p>Ação
Exposição, por parte de todos os participantes, dos elementos comumente observados nas
vistorias relacionadas a risco de escorregamento.</p>
          <p>Reunião de todos os conceitos eliciados por cada participante e comparação com aqueles
identificados na literatura.</p>
          <p>Seleção dos conceitos indispensáveis para uma vistoria de campo com base na visão de
todos os especialistas
Definição de termos de negócio, através do debate entre os participantes
Apresentação das definições dos termos presentes na literatura e comparação com as
definições dos especialistas para atingir um consenso final.</p>
          <p>O compartilhamento e o aspecto de construção conceitual por parte dos participantes são
fundamentais para o sucesso de uso do software, influenciando consideravelmente na qualidade dos
dados que serão inseridos na rotina de trabalho.</p>
          <p>Como limitação do método, deve-se considerar que as informações foram coletadas com apenas um
grupo focal significando que existem outros entendimentos dos conceitos apresentados. Além disso, a
ontologia aqui desenvolvida está limitada à caracterização do meio físico, não abordando questões de
contexto da vistoria, condições de moradia e conceitos relacionados a risco. Desta forma, o sistema a
ser desenvolvido contará com uma core ontology de forma que sua implementação dependerá do
desdobramento destes outros domínios, pelo menos no nível físico do banco de dados.</p>
        </sec>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Resultados</title>
      <p>O grupo focal levantou 35 conceitos gerais nas duas primeiras etapas do roteiro sugerido, os quais
foram avaliados quanto a pertinência e relevância no domínio modelado. Destes, 32 compõem o modelo
final uma vez que há um caso de sinônimos (colúvio – solo coluvionar). As definições encontram-se na
tabela 2. Dois conceitos que não foram identificados através da bibliografia nem junto ao grupo focal
(maciço terroso e preenchimento) foram inseridos para garantir a consistência do modelo ontológico.</p>
      <p>Depósito</p>
      <p>Definições não encontradas na literatura.
8 Família de fraturas</p>
      <p>Definições não encontradas na literatura</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>Definição dos conceitos obtidos da pesquisa bibliográfica, grupo focal e análise ontológica</title>
        <p>Definição
Diversos processos envolvem a água no contexto da geotecnia. Drenagem, por exemplo, é a surgência de água em um
talude. O conceito de drenagem, no âmbito da geografia física, é definido como as águas de superfície e subterrâneas
que ocupam uma determinada área geográfica (bacia de drenagem).</p>
        <p>Distância perpendicular de baixo pra cima; elevação, eminência, colina, crista.</p>
        <p>Trata-se de um depósito formado por materiais inconsolidados, encobrindo encostas (taludes) íngremes, formado pela
ação da água e principalmente da gravidade. São depósitos pouco espessos, composto por mistura de solo e pequenos
blocos de rocha.</p>
        <p>São acumulações detríticas de sopé de escarpa ou de vertentes muito íngremes. São constituídos por matacões, blocos
e materiais finos, mal selecionados e sem estruturas.</p>
        <p>O termo escorregamento (landslide) descreve uma ampla variedade de processos que resultam em um movimento
talude abaixo de materiais incluindo rocha, solo, preenchimento artificial, ou uma combinação destes. Os materiais
podem mover-se por queda, tombamento, escorregamento (...). Definições mais restritivas usam o termo para
referenciar apenas os movimentos de massa onde há uma zona de fraqueza, uma superfície que separa o material o
material escorregado (superior) de uma superfície mais estável (inferior).</p>
        <p>A fratura planar com deslocamento, ou seja, o plano de descontinuidade mecânica com movimento, que estão
presentes na crosta ou no manto.</p>
        <p>São descontinuidades planares que ocorrem como interrupções na continuidade física de rocha devido ao stress.</p>
        <p>Desvio da direção perpendicular; ângulo que uma agulha magnética, suspensa livremente pelo seu centro de gravidade,
forma com o horizonte;</p>
        <p>Definições não encontradas na literatura</p>
        <p>Termo
1 Água (drenagem)
2 Altura</p>
        <p>Colúvio
4 Corpo de tálus
6 Escorregamento</p>
        <p>Falha</p>
        <p>Fratura
Inclinação</p>
        <p>Maciço
3
5
7
9
10
11
18 Rocha
20 Rocha sã
21 Solo
23 Solo residual
24 Solo Saprolítico
25 Solo
transportado
26</p>
        <p>Talude
27 Talude artificial
28 Talude natural
29 Talude de corte
30 Aterro
31 Cicatriz
32 Trinca
33 Vegetação
22 Solo coluvionar</p>
        <p>Sinônimo de Colúvio.</p>
        <p>
          Fonte
Grupo focal
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref22">22</xref>
          ]
[23]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
N/A*
[24]
[25]
N/A*
[26]
[23]
N/A*
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[27]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
Inserido na
        </p>
        <p>
          análise
ontológica [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
        </p>
        <p>Inserido na</p>
        <p>análise
ontológica</p>
        <p>
          N/A*
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
Grupo focal
Grupo focal
Grupo focal
[
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ]
12 Maciço rochoso
        </p>
        <p>Conjunto formado pela matriz rochosa e por todas as descontinuidades nela contidas.
13 Maciço terroso</p>
        <p>Maciço formado por solo.
14 Material de
preenchimento
15 Movimento de
massa
16 Perfil de solo</p>
        <p>Trata-se de qualquer material que ocupa os espaços vazios de falhas e fraturas. Podem ser rochas quebradas oriundas
da própria parede da fratura ou materiais depositados a partir de fluidos que percolam as falhas e fraturas.</p>
        <p>Conjunto de processos que deslocam solos e rochas pela vertente e podem ser contínuos, episódicos ou catastróficos.
É o conjunto de todos os horizontes genéticos e/ou camadas, acrescidos do material mineral subjacente pouco ou nada
transformado e do manto superficial de resíduos orgânicos que influenciam a gênese e o comportamento do solo
17 Preenchimento</p>
        <p>Trata-se de um Relator que estabelece uma relação de mediação entre a fratura e o material de preenchimento.
19 Rocha alterada</p>
        <p>Rocha que apresenta minerais que exibem sinais evidentes de alteração com as perdas de brilho e cor.</p>
        <p>Corpo sólido natural, resultante de um processo geológico determinado, formado por agregados de um ou mais
minerais, arranjados segundo as condições de temperatura e pressão existentes durante sua formação.</p>
        <p>Rocha com pouca ou nenhuma alteração. Descontinuidades sem alteração e películas de óxido de ferro; feldspatos e
micas inalteradas.
É um material natural consistido de camadas em horizontes de compostos minerais e/ou orgânicos com variadas
espessuras, diferindo do material original (rocha) por propriedades morfológicas, físicas, químicas e mineralógicas e
por características biológicas. Os horizontes do solo são inconsolidados, mas podem estar cimentados devido a
presença de sílica, carbonato ou oxido de ferro.</p>
        <p>Solos formadas a partir da decomposição das rochas pelo intemperismo, seja químico, seja físico, ou combinação de
ambos, e que permanecem no local onde foram formados, sem sofrer qualquer tipo de transporte.</p>
        <p>Trata-se de um horizonte composto por solo residual cuja principal característica é apresentar a estrutura reliquiar da
rocha de origem podendo conter até 10% de blocos de rocha. Sinônimo de solo residual jovem.</p>
        <p>São os que sofreram transporte por agentes geológicos do local onde se originaram até o local onde foram depositados
não tendo ainda sofrido consolidação.
É uma superfície inclinada de maciços de solo, rocha ou mistos. Talude e encosta são sinônimos, embora este último
termo seja mais utilizado em estudos regionais.</p>
        <p>Refere-se ao declive de aterros construídos a partir de materiais de diferentes granulometrias e origens, incluindo
rejeitos industriais, urbanos ou de mineração.</p>
        <p>Definições não encontradas na literatura.</p>
        <p>Trata-se de um tipo de Talude originado pela escavação ou outra ação antrópica.</p>
        <p>Material transportado por agente antrópico, de composição heterogênea.</p>
        <p>Superfície (forma) remanescente de um escorregamento.</p>
        <p>Descontinuidade existente no solo gerada por movimento de massa de pequena magnitude.</p>
        <p>Cobertura vegetal de um espaço geográfico
* Não se aplica (N/A)</p>
        <p>Os conceitos maciço, talude, depósito, talude, fratura, cicatriz e trinca são kinds. Isso significa que
todos apresentam princípio de identidade, o que permite distingui-los em um mesmo momento ou em
momentos diferentes e contá-los. Tais conceitos fornecem critério de identidade para os conceitos que
têm relação de subsunção, isto é, os subkinds (aterro, maciço terroso, maciço rochoso e falha).</p>
        <p>
          Por outro lado, os conceitos rocha, solo, vegetação e água são considerados quantidades (quantities).
O conceito de drenagem foi apresentado como sendo a surgência de água em um talude. No âmbito da
geografia física, drenagem é definida como as águas de superfície e subterrâneas que ocupam uma
determinada área geográfica (bacia de drenagem) [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref22">22</xref>
          ]. Este conceito foi complementado na discussão
levando-se em conta sua ligação com minas de água, (água que aflora a partir de um fluxo
subsuperficial) e com a percolação que tem papel fundamental na estabilidade de taludes. Uma vez que
a água se materializa de diversas formas no maciço, preferiu-se materializar o conceito água no modelo
conceitual.
        </p>
        <p>Estas classes são rígidas significando que uma instância de rocha não deixará de ser rocha sem
deixar de existir. Contudo, não é possível contá-los pois não são limitados no espaço. Não faz sentido
perguntar “quantas vegetações estão presentes?” ou “quantos solos?”. Estes conceitos são medidos em
quilogramas, gramas, blocos.</p>
        <p>Os conceitos de colúvio e corpo de tálus são considerados role, sendo aplicáveis a suas instâncias
de maneira contingente (antirrígidos). O corpo de tálus é uma acumulação associada a movimentos de
massa condicionados pelo fraturamento em maciços rochosos. Um corpo de tálus é um role
desempenhado por materiais detríticos e mal selecionados que se relacionam com o maciço devido a
origem e por ocuparem uma região morfológica específica (sopé). A diferença entre colúvio e corpo de
tálus, de acordo com os especialistas, é o fato deste último apresentar composição mais grosseira o que
reflete a questão da proximidade com a área fonte.</p>
        <p>Solo transportado é um solo cuja deposição tenha ocorrido devido a ação de uma agente de transporte
(ex. fluxos gravitacionais). Tal ação pode ser interpretada como um evento que ocorreu por determinado
tempo que levou sedimentos de um ponto A para um ponto B. Desta forma, qualquer solo pode ser um
solo transportado, desde que ocorra transporte. Em outras palavras, um solo é instância do conceito de
solo transportado em razão de sua relação com certo tipo de evento, o que caracteriza esse conceito
como um historical role. De forma análoga, também são considerados historical role os conceitos de
talude natural (eventos naturais) em assim como de talude artificial e de talude de corte (eventos
antrópicos).</p>
        <p>Instâncias do conceito de solo coluvionar são caracterizadas pelos locais que ocupam, tais como
sopés de montanhas. Desta forma, esse conceito é definido por uma relação contingente entre o solo e
local em que ele está depositado, o que o classifica como um role.</p>
        <p>Em geral, os horizontes de solo são formados através de fases, da base para o topo: rocha sã, rocha
alterada, solo residual jovem e solo residual maduro. Por este motivo, as classes identificadas como
rocha sã, rocha alterada e solo residual são considerados phases. Não há qualquer problema em um solo
residual (phase) se apresentar como solo transportado (historical role), assim como não há
inconsistência em uma pessoa adulta (phase) se apresentar como autora de uma obra literária (historical
role).</p>
        <p>Em relação ao material de preenchimento, uma instância deste conceito pode deixar de ser instância
desta classe sem deixar de existir. Argila, calcita, fragmento de rocha, podem ser contingencialmente
materiais de preenchimento de falhas e fraturas. Portanto, material de preenchimento não apresenta
rigidez tampouco apresenta princípio de identidade.</p>
        <p>Dois conceitos são aqui considerados coletivos: família de fraturas e perfil de solo. Os coletivos se
caracterizam pelas partes ou membros exercerem o mesmo papel funcional no todo. Uma fratura
desempenha o mesmo papel funcional de qualquer uma outra fratura da mesma família. O horizonte
saprolítico, o horizonte orgânico tem a mesma função no conjunto de horizontes possíveis de um perfil
de solo.</p>
        <p>Os conceitos de altura e inclinação são qualidades (qualities), existencialmente dependentes de
outros indivíduos.</p>
        <p>
          Diferentemente das classes apresentadas até aqui (endurants) escorregamento é considerado evento
(event). Na conceitualização aqui posta, movimento de massa é o evento mais genérico e
escorregamento é um tipo específico de movimento de massa [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">17</xref>
          ].
        </p>
        <p>Há dois conceitos no modelo que não foram obtidos da literatura e nem através do grupo focal.
Tratase de preenchimento e maciço terroso. Preenchimento é um relator necessário na relação entre o kind
fratura e o rolemixin material de preenchimento. O maciço terroso foi introduzido para compatibilizar
os conceitos de solo e todos os roles e phases associados, bem como estruturas (ex. trinca).</p>
        <p>
          Os conceitos centrais do modelo aqui proposto são: talude, maciço, cicatriz, depósito, fratura, trinca
(kinds) e vegetação, água, solo, rocha (quantity). O modelo apresentado na figura 2 foi construído
utilizando a ferramenta Visual Paradigm através do plugin OntoUML (linguagem OntoUML [
          <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
          ]).
        </p>
        <p>Vale ressaltar que a lista de conceitos bem como suas definições foram apresentados e validados
pelo grupo focal. O modelo conceitual bem como os desdobramentos para o projeto de banco de
dados não foi apreciado pelo grupo, uma vez que houve desmobilização parcial durante o projeto.
Figura 2: Modelo conceitual de caracterização de áreas de risco a escorregamentos (pré-evento) de
acordo com a análise ontológica. Diagrama construído através da ferramenta Visual Paradigm, plugin
ONTOUML.</p>
        <p>A tabela 3 sumariza os tipos de relacionamentos existentes entre os conceitos, com exceção dos
relacionamentos de subsunção.</p>
        <sec id="sec-4-1-1">
          <title>Tabela 3</title>
        </sec>
      </sec>
      <sec id="sec-4-2">
        <title>Relacionamento entre os conceitos</title>
        <p>Relacionamento</p>
        <p>Parte de</p>
        <p>Criação</p>
        <p>Participação
Constituído por</p>
        <p>Inerente a
Membro de
Mediação</p>
        <p>Cobre
Permeia</p>
        <p>Conceitos envolvidos
talude – maciço; trica – maciço terroso; fratura – maciço rochoso
movimento de massa – cicatriz; movimento de massa – colúvio; movimento
de massa – corpo de tálus
escorregamento – maciço
solo - maciço terroso; rocha – maciço rochoso
corpo de tálus – maciço rochoso; altura – maciço; inclinação – talude
solo transportado – perfil do solo; solo residual – perfil do solo; fratura –
família de fraturas;
material de preenchimento – preenchimento; preenchimento – fratura
vegetação – maciço
Água – maciço</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Conclusões</title>
      <p>O objetivo do trabalho apresentado foi identificar os principais conceitos relacionados ao processo
de vistoria para a caracterização do meio físico em situação de risco a escorregamento. Além da
identificação dos conceitos, o trabalho se propôs a demonstrar a relação entre eles através da construção
de um modelo conceitual. A abordagem baseada em ontologia de fundamentação foi empregada no
sentido de garantir consistência à classificação dos conceitos e na forma como eles se relacionam. Desta
forma foi exigida uma profunda análise do significado dos termos usados pela comunidade envolvida.
O estudo de caso foi realizado em um órgão municipal de Defesa Civil. Foi realizada reunião com grupo
focal onde foram eliciados diversos conceitos e definições de grande impacto para que o trabalho de
vistoria tenha a qualidade adequada e, consequentemente, para que o sistema a ser construído tenha
efetividade.</p>
      <p>Através do estudo bibliográfico foram capturados conceitos recorrentes em formulários
padronizados de descrição de campo e em descrições reais realizadas por profissionais da área. Foram
enfatizados os aspectos relacionados à caracterização do meio físico, sendo excluído da pesquisa outros
domínios. A partir da reunião com grupo focal, foram identificados conceitos diferentes daqueles
previamente levantados que eram considerados essenciais, totalizando 32 conceitos representados.</p>
      <p>Como resposta ao problema de pesquisa proposto pode-se dizer que os conceitos essenciais que são
imprescindíveis a um sistema de informações e banco de dados para apoio as atividades de vistoria são
aqueles classificados como kinds e quantities: talude, maciço, cicatriz, depósito, fratura, trinca,
vegetação, água, solo e rocha. O modelo conceitual construído, expressa a relação entre os conceitos.
A apresentação de falhas e fraturas como componentes do maciço rochoso e não do talude e
diferenciação entre os metatipos exclusivos dos maciços terrosos em relação aos rochosos foram
destacados como essenciais para o sistema de informação uma vez que restringe os objetos a serem
descritos em cada situação.</p>
      <p>Um ponto a ser destacado é que a eliciação dos conceitos e definição deles, realizada junto aos
colaboradores especialistas, é que há uma grande dificuldade na relação entre o objeto observado e o
conceito, mesmo para os colaboradores mais experientes. Esta dificuldade se manifestou com maior
expressividade com o conceito de maciço, devido à escala de trabalho aplicada pelo grupo. A
diferenciação entre depósitos artificiais (aterro) e depósitos gerados por fluxo gravitacional de
sedimentos terrígenos (colúvio) foi destacada como especialmente complicada, de forma que sua
implementação no sistema pode levar a erros. Desta forma, foi identificada a necessidade de
treinamentos específicos para compatibilizar conceitos e instâncias. Esta tarefa é essencial para que
sejam registradas informações de qualidade.
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