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        <journal-title>Vitória, Brazil, October</journal-title>
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        <article-title>Validação de ontologias e compreensão de conceitos relacionados às finanças descentralizadas</article-title>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Arthur Costa Sampaio da Matta</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Marcello Peixoto Bax</string-name>
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      <pub-date>
        <year>2024</year>
      </pub-date>
      <volume>0</volume>
      <fpage>7</fpage>
      <lpage>10</lpage>
      <abstract>
        <p>Ontologies are frameworks that organize and represent knowledge in specific domains, facilitating understanding and consensus within communities. In Decentralized Finance (DeFi), which eliminates centralized intermediaries to replicate traditional financial services, there is a critical need for education due to its technical complexity. This study investigates how ontologies can act as facilitating tools in the education and understanding of DeFi concepts, through the validation of ontologies by domain experts, with the aim of developing educational initiatives and promoting greater adoption and financial equity.</p>
      </abstract>
      <kwd-group>
        <kwd>eol&gt;Ontology Validation</kwd>
        <kwd>Decentralized Finance</kwd>
        <kwd>Financial Education 2</kwd>
      </kwd-group>
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    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Fundamentação Teórica</title>
      <p>As ontologias são “ferramentas úteis para ajudar as pessoas a se comunicarem, sob várias formas,
acerca de um determinado conhecimento. Em primeiro lugar, elas podem ajudar as pessoas a
raciocinar e a entender o domínio do conhecimento e, portanto, atuam como uma referência para a
obtenção do consenso numa comunidade profissional sobre o vocabulário técnico a ser usado nas
suas interações. Além disso, ontologias constituem um excelente guia no processo de elucidação de
conhecimento de diversas fontes” [8].</p>
      <p>O desenvolvimento de ontologias pode ser sistematizado em um método dividido em etapas, com
o objetivo de garantir consistência, clareza e controle, desde a concepção inicial até a sua
implementação. Existem diversas metodologias, dentre elas, a metodologia SABiO (Systematic
Approach for Building Ontologies, ou Abordagem Sistemática para Construção de Ontologias),
proposta em 1997 e atualizado em 2014 [6]. Este método se baseia em cinco etapas básicas, sendo:
Aquisição de Conhecimento, Documentação, Gerência de Configuração, Avaliação e Reutilização. A
etapa de avaliação da SABiO pode ser dividida nas perspectivas de verificação e validação:
•
•
“Verificação de Ontologia: visa garantir que a ontologia esteja sendo construída
corretamente, no sentido de que os artefatos de saída de uma atividade atendem às
especificações impostas a eles em atividades anteriores.</p>
      <p>Validação de Ontologia: visa garantir que a ontologia correta esteja sendo construída, ou seja,
a ontologia cumpre seu propósito específico pretendido”[6].</p>
      <p>O autor discorre sobre a etapa de validação da ontologia: “a participação de especialistas de
domínio e usuários de ontologia é essencial. Usuários de ontologia têm que avaliar se a ontologia é
adequada para seus usos pretendidos. Para validar a ontologia de referência com especialistas de
domínio, o uso de uma notação gráfica é muito importante, pois geralmente eles não conseguem ler
especificações formais.”</p>
      <p>Em relação à notação gráfica, pretende-se utilizar ferramentas de visualização de ontologias,
como o plugin OntoGraf no software Protégé e a ferramenta WebVOWL, para que os especialistas de
domínio possam assimilar os conceitos e relações mais facilmente.</p>
      <p>As Finanças Descentralizadas tiveram como marco o trabalho a respeito da criação da
criptomoeda Bitcoin, sendo um sistema de moeda eletrônica descentralizado, no qual as transações
não dependem de intermediários como bancos ou instituições financeiras. Em vez disso, o Bitcoin
utiliza uma rede peer-to-peer, permitindo que pessoas enviem pagamentos diretamente umas às
outras. A tecnologia que serve como base para o Bitcoin é o blockchain. A blockchain é como um
livro-razão público e distribuído, no qual todas as transações são registradas de forma transparente
e imutável. As transações são agrupadas em blocos interligados e validados por uma rede de
computadores, formando uma cadeia contínua de blocos.</p>
      <p>A blockchain consiste em uma estrutura de dados e protocolos para transações em sistemas
distribuídos. Ao contrário dos bancos de dados distribuídos tradicionais, os intermediários são
evitados ao aprovar transações por meio de um protocolo de consenso distribuído. Os instrumentos
das finanças descentralizadas podem se beneficiar das ontologias, em pontos como confiabilidade,
verificação e interpretação semântica em documentos [5].</p>
      <p>Existem ontologias que buscam representar ambientes financeiros, suas instituições, agentes e
relações, como a FIBO (Financial Industry Business Ontology, ou Ontologia de Negócios da Indústria
Financeira). A Reference Ontology of Money (Ontologia de Referência do Dinheiro), ao investiga os
fundamentos conceituais e filosóficos sobre o dinheiro e utiliza modelagem ontológica, contribuindo
assim, para conceitualizações comuns e integradas do ecossistema financeiro e para o
desenvolvimento de ontologias de negócios [2].</p>
      <p>Os autores se embasaram na UFO (Unified Foundational Ontology, ou Ontologia Formal Unificada)
como ontologia de fundamentação e utilizaram a ferramenta de modelagem OntoUML. Nas
conclusões, declaram a importância da pesquisa para futuras contribuições relacionadas às
tecnologias financeiras como os criptoativos.</p>
      <p>Figura 1: Visão da Reference Ontology of Money [2].</p>
      <p>Um exemplo de artefato de representação do conhecimento é o KoDeFi (Knowledge Organization
in Decentralized Finance, ou Arcabouço Conceitual para Organização do Conhecimento em Finanças
Descentralizadas) que busca representar esse ecossistema utilizando-se também de ontologias.
Segundo os autores, as necessidades informacionais dos usuários de Finanças Descentralizadas são
mais urgentes, por serem usuários com muita autonomia e pela complexidade de informações e
conceitos. Pesquisas desenvolvidas nessa área podem ajudar a elevar o nível de compreensão dos
usuários [4].</p>
      <p>O movimento de evolução da Web tradicional para modelos descentralizados de arquitetura de
dados está relacionado ao conceito de Web3, que pressupõe maior privacidade, imutabilidade de
registros e menores custos. Porém, o nível de complexidade na experiência de usuários impede que
pessoas fora da comunidade Web3 enxerguem seus potenciais, como geração de receita, benefícios
para o mundo e sociedade, equidade e simplificação das atividades financeiras [12].</p>
      <p>No âmbito da Educação, as ontologias podem ser usadas de diferentes maneiras: como forma de
representação do conhecimento de domínio, para uma descrição mais rica dos conteúdos de
aprendizagem, para personalizar e recomendar conteúdos, auxiliar projetos de currículos e na
avaliação do processo de aprendizagem [11]. Os autores declaram a tendência crescente do uso de
ontologias em modelagem de currículos e no desenvolvimento e melhorias de ambientes eletrônicos
de educação (e-learning). Por este motivo, concluem que ontologias podem ser vistas como um
suporte importante para sistemas educacionais e que continuarão a serem utilizadas no futuro.</p>
      <p>Esta revisão de literatura cita o trabalho de [10], que propõem um método de projetar a trajetória
educacional individual do aluno, levando em consideração o conjunto de conceitos no domínio de
conhecimento de cada um. Neste trabalho a ontologia foi usada como um tesauro (um compêndio de
conhecimento com relacionamentos estruturados e controlados dos conceitos do domínio em
questão), facilitando uma estrutura curricular e de aprendizado mais personalizada para cada
indivíduo.</p>
      <p>Como exemplo de legislação, a Portaria n°91 da Comissão de Valores Mobiliários define a Política
de Educação Financeira, abordando objetivos e questões de interesse público, dentre eles, o
letramento digital que inclui os criptoativos. Aborda a educação financeira como algo essencial para
o fortalecimento do mercado de capitais e sua regulamentação [3].</p>
      <p>Espera-se assim, explorar e observar os possíveis aspectos positivos e negativos da representação
ontológica e de que maneira ela pode ser útil na sistematização de conceitos para fins de
entendimento em educação financeira de criptoativos. Entende-se que as ontologias podem ajudar
em aspectos normativos, ao representarem formalmente e terminologicamente fenômenos sociais e
os mecanismos financeiros atuais</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Metodologia</title>
      <p>Esta pesquisa tem natureza exploratória, de caráter qualitativo. A coleta de dados se dará
primeiramente com questionários para definição de amostra de especialistas de domínio. Para a
observação das possíveis potencialidades das ontologias na compreensão dos usuários, serão
realizadas entrevistas e grupos focais com os especialistas de domínio da amostragem.</p>
      <p>Pontos positivos e negativos da representação ontológica serão igualmente considerados. Termos
de consentimento serão usados para garantir o aspecto ético da pesquisa e a não utilização de dados
sensíveis.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Considerações Finais</title>
      <p>A complexidade técnica envolvendo as Finanças Descentralizadas é um fator que mitiga sua adoção
de forma democrática e seus benefícios de forma geral. Espera-se com este trabalho, identificar as
possíveis contribuições das ontologias de domínio para fins educacionais e de entendimento de
conceitos relacionados às DeFi, através da validação de uma ontologia em construção.</p>
      <p>Pretende-se explorar as características das ontologias como espécie de ferramenta conceitual
entre indivíduos e máquinas, em busca de uma representação mais coerente e fidedigna dos
fenômenos financeiros da realidade social.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Agradecimentos</title>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Referências</title>
      <p>Agradecimentos à CAPES (Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior do
Ministério da Educação) pelo apoio concedido ao aluno por meio de bolsa, permitindo a realização
desta pesquisa e seus desdobramentos.
[1] Almeida, M. B.; Bax, M. P. (2003). Uma visão geral sobre ontologias: pesquisa sobre definições,
tipos, aplicações, métodos de avaliação e de construção. Ciência da Informação, v. 32, n. 3. URL:
https://revista.ibict.br/ciinf/article/view/984/1023.
[2] Amaral, Glenda et al. (2020). Towards a Reference Ontology of Money: Monetary Objects,
Currencies and Related Concepts (short paper).” International Workshop on Value Modeling
and Business Ontologies. URL: https://ceur-ws.org/Vol-2574/short17.pdf
[3] Brasil. (2022) Ministério da Economia. Comissão de Valores Mobiliários. Portaria CVM/PTE/nº
91, de 6 de julho de 2022. Aprova a política de educação financeira da Comissão de Valores
Mobiliários. Brasília: Ministério da Economia, 6 jun. URL:
https://www.in.gov.br/web/dou//portaria-cvm/pte/n-91-de-6-de-julho-de-2022-413737783.
[4] Cossenzo, F.; Bax, M. P.; Costa, R. B. C. (2024). KoDeFi-Framework: um arcabouço conceitual
para a organização do conhecimento nas finanças descentralizadas. Ciência da Informação
Express, v. 5, p. 1–19. URL:
https://cienciadainformacaoexpress.ufla.br/index.php/revista/article/view/110.
[5] Cano-Benito, Juan; Cimmino, Andrea; García-Castro, Raúl. (2021). Toward the Ontological
Modeling of Smart Contracts: A Solidity Use Case. IEEE Access, v. 9, p. 140156–140172. URL:
https://doi.org/10.1109/ACCESS.2021.3115577.
[6] Falbo, Ricardo de Almeida. (2014). SABiO: Systematic Approach for Building Ontologies. In:
Joint Workshop ONTO.COM / ODISE on Ontologies in Conceptual Modeling and Information
Systems Engineering (Co-located with 8th International Conference on Formal Ontology in
Information Systems, FOIS 2014). Rio de Janeiro – RJ, Brasil. URL:
https://nemo.inf.ufes.br/wpcontent/papercite-data/pdf/sabio__systematic_approach_for_building_ontologies_2014.pdf.
[7] Gramlich, V. et al. (2023). A multivocal literature review of decentralized finance: Current
knowledge and future research avenues. Electronic Markets, Londres, v. 33, n. 1, p. 11. URL:
https://link.springer.com/article/10.1007/s12525-023-00637-4.
[8] Gruber, T. R. (1995). Toward principles for the design of ontologies used for knowledge
sharing?.International journal of human-computer studies, [s. l.], v. 43, n. 5-6, p. 907-928. URL:
https://tomgruber.org/writing/onto-design.
[9] Guizzardi, Giancarlo. (2000). Desenvolvimento para e com reuso: um estudo de caso no domínio
de vídeo sob demanda. 2000. 202 f. Dissertação (Mestrado em Informática). Universidade Federal
do Espírito Santo, Espírito Santo. URL: http://inf.ufes.br/~gguizzardi/dissertacao_msc.pdf.
[10] Raud, Zoja &amp; Vodovozov, Valery &amp; Petlenkov, Eduard &amp; Serbin, Aleksandr. (2018).
OntologyBased Design of Educational Trajectories. 1-4.URL:
https://doi.org/10.1109/RTUCON.2018.8659893
[11] Stancin, K., Poscic, P. &amp; Jaksic, D. (2020). Ontologies in education – state of the art. Educ Inf</p>
      <p>Technol 25, 5301–5320. URL: https://doi.org/10.1007/s10639-020-10226-z
[12] Yang, Sean; Li, Max. (2023). Web3.0 Data Infrastructure: challenges and oportunities. IEEE
Network, [S. l.], v. 37, n. 1, p. 4-5, jan./fev. URL:
https://ieeexplore.ieee.org/abstract/document/10110018.</p>
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