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      <title-group>
        <article-title>Integração de dados de saúde pública para apoio à tomada de decisão: uma abordagem baseada em grafo de conhecimento semântico</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Sandro de Carvalho Franco</string-name>
          <email>sandrofranco@ufba.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Nacles Bernardino Pirajá Gomes</string-name>
          <email>nacles.gomes@ufba.br</email>
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        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Laís do Nascimento Salvador</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Universidade Federal da Bahia - Salvador/BA</institution>
        </aff>
      </contrib-group>
      <pub-date>
        <year>2026</year>
      </pub-date>
      <fpage>63</fpage>
      <lpage>76</lpage>
      <kwd-group>
        <kwd>eol&gt;Integração de dados</kwd>
        <kwd>grafos de conhecimento semântico</kwd>
        <kwd>ontologias</kwd>
        <kwd>bases de dados heterogêneas</kwd>
      </kwd-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>1. Introdução</title>
      <p>
        Nas últimas décadas, o conceito de ontologia vem adquirindo destaque em diversas áreas do
conhecimento, transpondo suas raízes filosóficas para se tornar uma ferramenta essencial na ciência da
computação. No contexto da organização e interpretação de dados, as ontologias fornecem uma
estrutura formal e compartilhada para representar o conhecimento de um domínio, definindo um conjunto
estruturado de termos e suas relações (Guari
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">no et al. (2009</xref>
        ), Grenon and Smith (2011)). Essa
capacidade de integrar semanticamente informações de fontes, domínios e contextos diversos tornou-se
criticamente relevante em um cenário de crescimento exponencial de dados, permitindo não apenas a
organização conceptual, mas também a inferência e a extração de conhecimento novo, facilitando a
interoperabilidade entre sistemas de informação heterogêneos
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2 ref3">(Grenon and Smith, 2011, de Cerqueira,
2016)</xref>
        .
      </p>
      <p>
        Este estudo insere-se em um contexto de inovação, propondo uma metodologia avançada para a
integração de dados heterogêneos, com foco especial no Sistema Único de Saúde (SUS) dos municípios
brasileiros. Por meio da construção de um Grafo de Conhecimento Semântico (GCS), este trabalho
visa superar os desafios impostos pela diversidade das fontes de dados. Tal abordagem promove uma
compreensão mais aprofundada e acessível das informações relativas a registros de óbitos, nascimentos
e notificações de casos de COVID-19. Expandindo a pesquisa anterior realizada por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">(Gomes et al.,
2022)</xref>
        , este estudo aplica uma metodologia híbrida onde um vocabulário compartilhado acessa a camada
ontológica, que por sua vez, acessa as fontes de dados, conforme caracterizado por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">(Ekaputra et al.,
2017)</xref>
        , para a elaboração do GCS. Esta técnica destaca o valor dessas ferramentas em descobrir conexões
e conhecimentos implícitos nos dados.
      </p>
      <p>Portanto, este estudo objetiva desenvolver um Grafo de Conhecimento Semântico (GCS), ONTOVID
II, para integrar bases de dados heterogêneas do Sistema Único de Saúde (SUS) — especificamente do
SIM (Sistema de Informações de Mortalidade), SINASC (Sistema de Informações de Nascidos Vivos) e
e-SUS Notifica (Sistema de Notificação do Ministério da Saúde). A proposta visa fornecer aos gestores
municipais uma visão unificada, servindo como uma ferramenta crucial para a tomada de decisão em
saúde pública. Consequentemente, a questão de pesquisa que norteia esta investigação é: Como a
integração semântica via GCS pode transformar dados dispersos das bases como SIM, SINASC e e-SUS
Notifica em conhecimento acionável para a gestão municipal de saúde?</p>
      <p>A próxima seção apresenta abordagens para integração de dados utilizando ontologias, conceitos sobre
OBDA (Ontology-Based Data Access), OBDI (Ontology-Based Data Integration) e Grafos de Conhecimento
Semântico (GCS). A seção 3 traz a revisão literária de trabalhos relacionados ao tema proposto. Já
a seção 4 apresenta as fontes de dados utilizadas e a construção das ontologias. A seção 5 aborda a
definição e utilização do GCS. A seção 6 apresenta os resultados obtidos e a seção 7 traz a conclusão do
texto e proposta de trabalhos futuros.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Integração de Dados</title>
      <p>
        Considerado um dos problemas mais antigos relacionado a abordagens com dados, o estudo sobre
integração teve seu início na década de 90, desde então, uma grande variedade de aspectos referentes a estes
problemas foram pesquisados tanto na área acadêmica quanto na indústria, dentre eles a possibilidade
de utilizar a integração semântica de dados. Usar semântica significa desenvolver sistemas de integração
de dados onde a semântica dos dados é explicitamente especificada e é levada em consideração para o
planejamento de todas as funcionalidades do sistema
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">(Flesca et al., 2018)</xref>
        . Nas últimas duas décadas,
essa ideia se tornou cada vez mais crucial para uma ampla variedade de aplicativos de processamento
de informações e tem recebido muita atenção nas comunidades de IA, banco de dados, web e mineração
de dados
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">(Natalya F. Noy, 2005)</xref>
        . Nesse aspecto, o uso de ontologias, como artefato computacional que
modela estruturas de sistemas de informação, vem sendo aplicado na web semântica, promovendo
a interoperabilidade entre sistemas. Ontologias computacionais, formalizadas e compartilhadas, são
essenciais para organizar e gerenciar conhecimento, definindo entidades e suas relações de maneira
que possam ser processadas por máquinas. Essas estruturas não apenas facilitam a comunicação e
compreensão entre sistemas e usuários, mas também auxiliam em todas as etapas do ciclo de vida
do software, desde a análise de requisitos até a manutenção, por meio de uma especificação clara e
consensual dos conceitos e suas inter-relações
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">(Calhau and Falbo, 2010)</xref>
        . A consulta a dados utilizando
ontologias podem ser realizadas em bases que lidam com o mesmo domínio, neste caso a consulta
pode ser mais fácil de ser realizada pois o contexto seria o mesmo, ou sobre bases que lidam com
domínios diferentes, o que poderia tornar as consultas mais difíceis de se realizar. Para os casos mais
complicados, pode-se utilizar integração semântica sobre os dados a serem consultados com o objetivo
de assegurar que informações distintas, armazenadas em bases distintas, possam ser integradas por
possuírem equivalência semântica, ou seja, são relacionados ao mesmo assunto.
      </p>
      <p>
        Segundo
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">(Gardner, 2005)</xref>
        , a chave para ser capaz de integrar informações de forma reutilizável é o
uso da semântica, que descreve o significado de uma palavra ou conceito. Neste projeto foi possível
responder questões referentes às bases SIM, SINASC e e-SUS Notifica, tais como, por exemplo: Quantos
foram os indivíduos imunizados que vieram a óbito por COVID-19 (SIM x COVID-19), Quantos foram os
indivíduos nascidos e contaminados com COVID-19 (SINASC x COVID-19), Quantos foram os indivíduos
nascidos e contaminados com COVID-19 que vieram a óbito (SIM x SINASC x COVID-19), entre outras
possibilidades. Embora a palavra indivíduos seja utilizada em diversas questões, é possível perceber que,
mesmo entre bases distintas, há um conceito comum compartilhado entre elas. A partir desse conceito,
torna-se viável inferir informações relevantes a respeito desses dados heterogêneos.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">(Gardner, 2005)</xref>
        diz
que a capacidade de distinguir entre estes sinônimos, homônimos e termos relacionados é essencial ao
integrar dados de diferentes repositórios.
      </p>
      <sec id="sec-2-1">
        <title>2.1. OBDA (Ontology-Based Data Access)</title>
        <p>
          Organizações complexas geralmente possuem grande quantidade de dados armazenados em diferentes
bases, o que demanda a implementação de consultas unificadas. É o que acontece com as secretarias
municipais e estaduais de saúde no acesso às bases do SUS. Uma forma de mitigar este problema é usar
a abordagem OBDA que conecta uma ontologia (TBox) a dados de um banco de dados relacional (ABox)
por meio de uma camada de mapeamento, que posteriormente pode ser utilizada por um raciocinador
automatizado, como ilustrado na Figura 1. Segundo
          <xref ref-type="bibr" rid="ref10">(Bagosi et al., 2014)</xref>
          ODBA é um paradigma de
acesso a dados por meio de uma camada conceitual. Essa camada é expressa na forma de uma ontologia,
no formato Web Ontology Language (OWL), e os dados armazenados em bancos de dados relacionais.
Figura 1: Esquema OBDA (Keet, 2020)
        </p>
      </sec>
      <sec id="sec-2-2">
        <title>2.2. OBDI (Ontology-Based Data Integration)</title>
        <p>
          Considerando um exemplo em que mesma pessoa é representada em um banco de dados por meio de
nome e data de nascimento, num segundo banco de dados por meio do CPF (Cadastro de Pessoa Física)
e num terceiro ela seja representada pela CNH (Carteira Nacional de Habilitação). Com a intenção de
combinar informações sobre esta mesma pessoa que estão armazenados em bancos de dados diferentes,
é preciso encontrar uma maneira em que se possa representá-la e combinar suas informações. Para este
tipo de integração de dados armazenados em bancos de dados distintos pode-se utilizar a abordagem
Ontology-Based Data Integration (OBDI). Segundo
          <xref ref-type="bibr" rid="ref12">(Calvanese et al., 2015)</xref>
          , OBDI é uma extensão do
OBDA em que os dados não são armazenados em um único banco de dados, mas em uma infinidade de
bancos de dados que precisam ser consultados de forma integrada, mas mantendo a mesma arquitetura
conceitual baseada em mapeamentos. Uma das principais características dos modelos que empregam o
OBDI é a independência conceitual em relação aos dados, o que permite agregar novas visualizações
e fontes de dados. O modelo OBDI possui quatro abordagens que podem auxiliar na construção de
uma ontologia. Para
          <xref ref-type="bibr" rid="ref13">(Wache et al., 2002)</xref>
          as principais abordagens podem ser classificadas como: a)
abordagem de ontologia única; b) abordagem de múltiplas ontologias; e c) abordagem híbrida. Existe
uma quarta abordagem chamada de GAV (Global-as-View), variante adicional proposta por
          <xref ref-type="bibr" rid="ref5">(Ekaputra
et al., 2017)</xref>
          .
2.3. Grafos de Conhecimento Semântico - GCS
          <xref ref-type="bibr" rid="ref14">(Soylu et al., 2018)</xref>
          nos definem que os GCS são um mecanismo para consolidar e integrar semanticamente
um grande número de fontes de dados heterogêneas em um espaço de dados abrangente. Os GCS são
reconhecidos como uma abordagem eficaz no processo de integração semântica de dados heterogêneos,
apesar de serem considerados como um paradigma relativamente novo. As ontologias desempenham um
papel essencial neste cenário sendo utilizadas como um vocabulário unificado que permite a combinação
e enriquecimento de informações para a realização de consultas complexas e inferências sobre os dados
integrados
          <xref ref-type="bibr" rid="ref15">(Calvanese et al., 2018)</xref>
          . Segundo
          <xref ref-type="bibr" rid="ref16">(Junior, 2021)</xref>
          um GCS é destinado a acumular e transmitir
conhecimento do mundo real, cujos nós representam entidades de interesse e cujas arestas representam
relações entre essas entidades. Dentre as múltiplas tarefas envolvidas no processo de integração de
dados, uma das mais importantes é a compreensão dos conceitos e relações que existem por trás dos
registros
          <xref ref-type="bibr" rid="ref17">(Cheatham and Pesquita, 2017)</xref>
          .
        </p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Trabalhos Relacionados</title>
      <p>
        Para iniciar o desenvolvimento deste trabalho foi feita uma revisão na literatura buscando trabalhos que
tivessem relação direta ou indireta com o tema da pesquisa. Inicialmente, examinamos pesquisas que
demonstravam a aplicação da integração semântica em domínios variados. Por exemplo,
        <xref ref-type="bibr" rid="ref18">(Auceli et al.,
2019)</xref>
        exploraram a correlação entre rendimento escolar e ocorrências policiais em Curitiba, integrando
dados de educação e segurança pública. No domínio jurídico,
        <xref ref-type="bibr" rid="ref19">(de Oliveira, 2017)</xref>
        aplicou ontologias para
recuperar acórdãos do Supremo Tribunal Federal (STF), oferecendo uma alternativa aos formulários
tradicionais. Em um escopo mais técnico e generalista, trabalhos como os de (Hajmoosaei and
AbdulKareem, 2007), (Zhao and Ichise, 2014) e (Xiao et al., 2018) propuseram frameworks e soluções para
integração de múltiplos bancos de dados relacionais, abordando desafios de heterogeneidade semântica
e de esquema.
      </p>
      <p>No domínio público não específico de saúde, por exemplo, o estudo de (Vidal et al., 2021) se destaca
por propor a construção de um Grafo de Conhecimento Semântico (GCS) a partir de fontes
heterogêneas como Receita Federal, IBGE e Correios, demonstrando a viabilidade técnica para criar uma
representação semântica unificada de dados governamentais. Dentre os trabalhos focados em saúde
pública, identificamos importantes esforços que servem como base para esta pesquisa. (Pereira, 2019) e
a plataforma SemanticSUS 1 (Lima da Cruz et al., 2019) se concentram na integração semântica entre os
sistemas SIM e SINASC, estabelecendo uma base metodológica crucial para a unificação de dados vitais.
Aproximando-se do contexto pandêmico, (Maddalena and Baião, 2021) desenvolveram uma ontologia
para a COVID-19 baseada na UFO (Unified Foundation Ontology), oferecendo um modelo conceptual
valioso. Complementarmente, (Fernantes, 2012) visou à integração de dados epidemiológicos para
minimizar a intervenção humana na análise, objetivo que dialoga com a motivação de automatização
deste projeto.</p>
      <p>Embora essa base literária seja robusta, observa-se uma lacuna crítica: a integração simultânea
e tríplice entre dados vitais (SIM, SINASC) e dados epidemiológicos de notificação (e-SUS Notifica).
Os trabalhos relacionados concentram-se primordialmente na integração de pares de bases ou na
modelagem de um domínio único. Portanto, este projeto diferencia-se ao propor um GCS que consolida
e inter-relaciona essas três fontes heterogêneas, com o propósito explícito de gerar insights acionáveis
para a tomada de decisão municipal em tempo crítico, bem como facilitar a inclusão de novas fontes de
dados do SUS, ampliando o GCS.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Fontes de dados</title>
      <p>Para dar início à implementação das ontologias inicialmente firmou-se uma parceria entre a UFBA e a
Secretaria Municipal de Saúde de Camaçari. Esta parceria foi necessária para que os dados pudessem ser
acessados e com isso a ontologia pudesse ser construída com o objetivo de ser utilizada na Secretaria.
Seguindo a Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), Lei nº 13.709/2018, este trabalho não apresenta dados
pessoais, apenas informações quantitativas. As bases utilizadas neste trabalho foram as do SIM, SINASC
e e-SUS Notifica, elas representam a Camada de Fonte de Dados da Figura 2. Na figura pode-se observar
Figura 2: Fluxo proposto para este projeto. (Fonte: autor)
o modelo proposto para este projeto onde, em verde, tem-se a inclusão da ontologia de Notificações
de COVID-19 e em azul a realização da integração semântica entre as ontologias SINASC x SIM x
COVID-19. Com estas integrações, na Camada de Ontologia de Domínio (OD) encontra-se a ontologia
capaz de responder questões de competência referentes às fontes de dados apresentadas. As base do
SIM e SINASC foram configuradas em um banco de dados Firebird 2, rodando no sistema operacional
Windows3. Por se tratar de um banco de dados antigo, foram disponibilizados dois arquivos de extensão
.fdb, um para cada base de dados, não foi disponibilizado o acesso direto a base da secretaria. Para
acesso a base de dados do e-SUS Notifica, foi disponibilizada uma view em PostgreSQL 4 que roda num
servidor Linux OpenSUSE5.</p>
      <sec id="sec-4-1">
        <title>4.1. SINASC</title>
        <p>A base de dados do SINASC contém informações sobre nascimentos e, assim como os dados relacionados
ao SIM, apenas a tabela principal TB_DN (tabela sobre dados de nascimento) foi utilizada. Desta tabela
consegue-se obter informações necessárias para construir a ontologia de fonte OF_SINASC, são elas:
APGAR6 primeiro minuto, APGAR quinto minuto, CNS, data de nascimento, ID, idade, nome completo,
número de declaração de nascido vivo, peso ao nascer, quantidade de nascidos mortos, sexo, tempo de
gestação e tipo de parto.
2https://firebirdsql.org/
3https://www.microsoft.com/pt-br/windows
4https://www.postgresql.org/
5https://www.opensuse.org/
6APGAR (Aparência, Pulso, Gesticulação, Atividade, Respiração) é uma escala que avalia a saúde do recém-nascido nos
primeiros minutos de vida
4.2. SIM
A base de dados do SIM contém informações sobre mortalidade, para este projeto não foi utilizada
toda a estrutura de dados do SIM, apenas a tabela principal TB_DO. Desta tabela consegue-se obter
informações necessárias para construir a ontologia de fonte OF_SIM, são elas: CID, CNS, data do
atestado de óbito, data do óbito, data de nascimento, dias vividos, ID, idade, nome completo, número de
declaração de nascido vivo, número da declaração do óbito, quantidade de nascidos mortos e sexo.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-2">
        <title>4.3. e-SUS Notifica</title>
        <p>A base de dados do e-SUS Notifica contém as informações de notificação de COVID19. Esta base trata-se
de uma view que contém informações necessárias para construção da OF_NOTIFICA, são elas: bairro,
CEP, cidade, classificação final, CNS, ID, CPF, data do teste, data do teste Lamp, data do teste PCR,
data de nascimento, data da primeira dose, data da segunda dose, CBO, e-mail, estado, estado do teste,
evolução do caso, laboratório da primeira dose, laboratório da segunda dose, nome completo, número
da notificação, primeira dose, segunda dose, resultado do teste, sexo, sintoma e tipo do teste.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-3">
        <title>4.4. Ontologias de Fonte</title>
        <p>Neste trabalho, as ontologias de fonte são as ontologias que representam as fontes de dados a elas
associadas, sendo assim tem-se OF_SIM, OF_SINASC e OF_NOTIFICACOES, estando elas relacionadas
as bases dados do SIM, SINASC e e-SUS Notifica respectivamente. Todas as ontologias foram criadas
utilizando a linguagem OWL 2 com sintaxe RDF/XML e estas representam a Camada de Ontologias de
Fonte(OF). A da Figura 3 mostra um exemplo de ontologia de fonte, a OF_SIM. Nesta ontologia temos as
Figura 3: Representação da ontologia de fonte OF_SIM construída no Prótégé. (Fonte: autor)
classes: i) CausaDaMorte, que representa a causa do óbito; ii) Óbito, que possui as informações sobre
o óbito de uma pessoa; iii) Pessoa, que representa uma pessoa na base do SIM; iv) Mãe, que possui
dados sobre a mãe de uma pessoa que veio a óbito e; v) Pai, que possui dados sobre o pai de uma pessoa
que veio a óbito. A classe Pessoa tem as subclasses (has subclass) Mae e Pai, as linhas pontilhadas
representam as relações entre as classes, onde i) Pessoa temRegistroDeObito da classe Obito; ii) Pessoa
pode ter informações do pai (temPaiSIM); iii) Pessoa tem informações da mãe (temMaeSIM) e; iv)
Obito temCausaMorte da classe CausaMorte.</p>
      </sec>
      <sec id="sec-4-4">
        <title>4.5. Ontologias de Integração</title>
        <p>As ontologias de integração criadas para este projeto dão continuidade ao trabalho iniciado com as
ontologias de fonte. As ontologias de integração também foram criadas no Protégé onde, cada ontologia
foi criada a partir da importação da ontologia de fonte correspondente. Assim temos: i) OI_SIM
importada de OF_SIM; ii) OI_SINASC importada de OF_SINASC e iii) OI_NOTIFICACOES importada
de OI_NOTIFICACOES. As ontologias de integração construídas representam a Camada de Ontologias
de Integração (OI) da Figura 2 da Proposta. Utilizando recurso de importação, qualquer alteração que
seja realizada na ontologia de fonte automaticamente se reflete na ontologia de integração, isso reduz a
necessidade de alteração em ambas ontologias. Diferentemente das ontologias de fonte, as ontologias
de integração possuem ligação com bases de dados onde o Prótégé se conecta às bases utilizando
drivers JDBC. A estratégia de vinculação de registros utilizada na Ontovid II baseia-se no conceito
de “indivíduos” como elementos de referência compartilhada entre as bases. Para cada entidade, são
priorizados identificadores disponíveis como CPF, data de nascimento, sexo e município de residência.
Nos casos em que algum identificador está ausente, a instância é criada apenas com os atributos
disponíveis, preservando a consistência semântica, ainda que com menor capacidade de seleção. Não
foram aplicados, nesta fase, algoritmos avançados de resolução de conflitos, aspecto reconhecido como
limitação e direcionado para evolução em trabalhos futuros.</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. ONTOVID II</title>
      <p>A necessidade de produzir informações integradas e de fácil acesso tem impulsionado o desenvolvimento
de novas soluções que facilitem o processo de integração entre estes dados. Este tipo de integração pode
ser complexa e onerosa devido à heterogeneidade semântica ou distribuição de dados, e isso também
acontece com dados da área de saúde. Soluções para este tipo de integração tem se mostrado eficiente
com abordagens que utilizam ontologias. Este trabalho tem como objetivo realizar a integração semântica
entre as bases SIM, SINASC e e-SUS Notifica por meio de grafos de conhecimento semântico, de forma
a minimizar as dificuldades recorrentes enfrentadas por gestores do SUS no acesso a dados de saúde
integrados. A proposta visa disponibilizar indicadores consolidados que apoiem análises relacionadas a
nascimentos, óbitos e notificações de COVID-19, fortalecendo a capacidade de planejamento e gestão em
saúde pública. Para isso foram utilizadas soluções semelhantes para criação da ontologia com domínio
relacionado a dados sobre Nascimentos, Óbitos e Notificações de COVID-19. Para além,
utilizouse também o cenário 4 da metodologia NeOn 7, neste processo foram desenvolvidas as ontologias
determinando seu domínio e escopo. Uma vez construídas as ontologias de fonte e de integração, o passo
subsequente foi a implementação da ontologia de domínio a ser utilizada pelo Grafo de Conhecimento
Semântico (GCS). No modelo proposto, representado na Camada Semântica da Figura 6, esta ontologia
de domínio corresponde à camada ilustrada na Figura 2. A ontologia de domínio resultante, denominada
ONTOVID II e representada na Figura 4, consolida os conceitos das três fontes de dados (e-SUS Notifica,
SINASC e SIM).</p>
      <p>Sua estrutura pode ser analisada da seguinte forma: a) Bloco 1: Agrupa as classes e subclasses
necessárias para representar o domínio do e-SUS Notifica, como TesteCovid19, Notificacao, ProfissionalDeSaude
e Vacina; b) Bloco 2: Contém as classes e subclasses referentes aos dados do SINASC, como
RegistroNascidoVivo, Gestacao, Nascimento e Mae; e c) Bloco 3: Apresenta as classes e subclasses do SIM,
centradas na classe Obito e CausaDaMorte. Todas essas classes herdam propriedades e restrições de suas
respectivas ontologias locais, garantindo a consistência semântica. Finalmente, as classes Pessoa, Pai e
Mae (à direita) desempenham um papel crucial como classes de unificação, agregando e harmonizando
as propriedades comuns provenientes das três ontologias locais, o que permite uma visão integrada e
coerente do cidadão nos diferentes sistemas.
7Cenário 4 da metodologia NeOn é um dos nove cenários propostos para o desenvolvimento de ontologias, focado
especificamente na reutilização e reengenharia de recursos ontológicos não ontológicos.
Figura 4: Ontologia de domínio Ontovid II. (Fonte: autor)</p>
      <p>A Figura 5 mostra o modelo conceitual do GCS que representa a ontologia de domínio presente na
Figura 2 e, a seguir serão apresentadas as classes das ontologias locais, que permearam o acesso as
fontes de dados do SIM, SINASC e e-SUS Notifica:
• SIM: i) Óbito e; ii) Causa da Morte
• SINASC: i) Gestação; ii) Parto; iii) Nascimento e; iv) Registro de Nascido Vivo
• e-SUS Notifica: i) Paciente; ii) Endereço; iii) Profissional de Saúde; iv) Vacina; v) Notificação; vi)</p>
      <p>Classificação Brasileira de Ocupação (CBO) e vii) Estabelecimento de Saúde
Após levantamento dos modelos conceituais das bases, observou-se que as classes Pessoa, Pai e Mãe
são conceitos que se relacionam a todas ontologias das fontes de integração. Com relação ao SIM
observa-se que Pessoa que tem Mãe, tem Pai, tem registro de Óbito e este tem a Causa da Morte. Com
relação ao SINASC, uma Pessoa nascida possui Registro de Nascido Vivo e neste registros encontram-sem
informações do Parto, do Nascimento, da Gestação, da Mãe e do Pai. Com relação às Notificações,
Profissional de Saúde é uma Pessoa que aplica Vacina e o mesmo pode se vacinar, tem CBO, realiza
as Notificações e tem vínculo com Estabelecimento de Saúde. Paciente é uma Pessoa que tem dados da
Notificação e a notificação tem o registro de Vacina e do TesteCovid19.
Figura 5: Modelo conceitual do GCS (Fonte: autor)</p>
      <p>A Figura 6 a seguir mostra o modelo em camadas da proposta do projeto. Este modelo foi construído
baseado na abordagem hibrida apresentada na seção 2.2. No modelo apresentado é possível observar a
Camada de Aplicações e Consultas onde são realizadas consultas SPARQL, a Camada Semântica onde
encontra-se o GCS Compartilhado que representam o modelo apresentado na Figura 5, a Camada
Ontológica que representam as ontologias que construídas para o projeto e por fim a Camada de Dados
que representa as bases acessadas pelas ontologias da camada ontológica.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>6. Resultados da ONTOVID II</title>
      <p>Para validar a integração realizada e consequentemente a ontologia de domínio, foram utilizadas
Questões de Competência (QCs) para extrair informações das bases utilizadas (SIM, SINASC e Notificações de
COVID-19). Para isso, tomou-se como base painéis que mostram graficamente dados de saúde utilizado
pela Secretaria Municipal de Saúde de Camaçari, são eles: i) Painel de Mortalidade (SIM); ii) Painel de
Natalidade (SINASC); iii) Painel de Notificações de COVID-19; iv) Painel de Saúde Materno-Infantil (SIM
- SINASC) e; v) Painel de Notificações x SIM x SINASC. Para atender a estes painéis foram formuladas
quatorze questões de competência para o Painel de Natalidade, sete para o Painel de Mortalidade
e seis para o painel de Saúde Materno-Infantil, a Tabela 1 traz algumas dessas questões de
competência. Foram formuladas também questões que abrangessem os dados de Notificação de COVID-19.
Figura 6: Modelo ONTOVID II em camadas.(Fonte: autor).</p>
      <p>Para este caso foram formuladas seis Questões de Competência (QCs) envolvendo somente a base
de Notificações e oito envolvendo as bases do SIM, SINASC e Notificações. Seguem as Questões de
Competência levantadas para este projeto e seus resultados em 19 de julho de 2023. Observando os
resultados relacionados na Tabela 1, vale ressaltar que as consultas realizadas para compor o Painel de
Mortalidade (SIM), o Painel de Natalidade (SINASC) e o Painel de Notificações de COVID-19 podem ser
consideradas consultas simples pois suas ontologias acessam diretamente uma única base de dados. Já
as consultas realizadas para compor o Painel de Saúde Materno-Infantil (SIM - SINASC) e o Painel de
Notificações x SIM x SINASC podem ser consideradas consultas complexas pois estas acessam duas ou
mais bases de dados diferentes. Com relação a estas consultas mais complexas, o uso de ontologias se
torna um facilitador pois seu dicionário de dados abstrai as relações entre estas bases de dados
distintas, assim, conhecendo este dicionário, construir consultas que relacionem estas bases se torna uma
tarefa mais simplificada de se realizar. As Questões de Competência (QCs) descritas na Tabela 1 foram
construídas em linguagem SPARQL e executadas no Prótégé. Todos os resultados foram apresentados à
Secretaria Municipal de Saúde de Camaçari para validação dos gestores. As consultas foram executadas
no ambiente de desenvolvimento e os responsáveis pela validação analisaram e aceitaram8 como válidos
os dados informados nas consultas, com isso, há um forte indício para utilização da ONTOVID-II em
ambiente de produção. A avaliação realizada concentrou-se na validação qualitativa dos resultados
junto à equipe técnica da Secretaria Municipal de Saúde de Camaçari. Essa abordagem foi sucfiiente
para demonstrar a correção das consultas formuladas, mas não contemplou métricas quantitativas
como tempo médio de execução, escalabilidade ou indicadores de precisão no processo de vinculação de
registros. O reconhecimento dessas limitações é importante para orientar pesquisas futuras, nas quais
se pretende ampliar os experimentos e adotar medidas comparativas de desempenho.
8https://drive.google.com/drive/folders/1Ow_Y41NJERS2TWEGGK71n9U_zgVUzEH1?usp=sharing
Tabela 1
Questões de Competência para ONTOVID II
(Fonte: autor)
Painel de Mortalidade (SIM)
QC 01: Número de óbitos nos anos 2021, 2022 e 2023
QC 02: Mortalidade por COVID-19 - CID B342
Painel de Natalidade (SINASC)
QC 01: Número de nascidos vivos nos anos 2021, 2022 e
2023
QC 02: Taxa bruta de natalidade nos anos 2021, 2022 e
2023 - Município IBGE 290570 (Camaçari)
Painel de Notificações de COVID-19
QC 01: Óbitos que ocorreram em função do COVID-19
QC 02: Total de pessoas se recuperaram plenamente do
COVID-19
QC 03: Total de pessoas vacinadas pegaram COVID-19
(confirmados em laboratório)
QC 01: Número de Mulheres que vieram a óbito em Idade
Fértil (faixa etária de 10 a 49 anos)
QC 02: Taxa de Mortalidade Infantil por 1000 nascidos
vivos - Município IBGE 290570 (Camaçari)
Painel de Notificações x SIM x SINASC
QC 01: Óbitos com registro no SIM
QC 02: Mortalidade por COVID-19 com registro no SIM
QC 03: Mortalidade por COVID-19 com registro no SIM
por ano de nascimento
Painel de Saúde Materno-Infantil (SIM - SINASC)
Resultado
Resultado
2021: 2088
2022: 1580
2023: 576</p>
      <p>Total: 799
Resultado</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>7. Conclusão e Trabalhos Futuros</title>
      <p>O objetivo principal deste trabalho foi realizar a integração semântica entre as bases heterogêneas
SIM, SINASC e e-SUS Notifica, utilizando grafos de conhecimento semântico, com o propósito de
apoiar gestores do SUS no acesso a informações integradas sobre nascimentos, óbitos e notificações de
COVID-19.</p>
      <p>Esse objetivo foi alcançado por meio do desenvolvimento da ontologia Ontovid II, construída a partir
de uma abordagem híbrida de integração. A solução permitiu responder a questões de competência
formuladas pela Secretaria Municipal de Saúde de Camaçari-BA, com resultados validados pela equipe
técnica, demonstrando seu potencial de aplicação prática em ambiente produtivo. Assim, pode-se
afirmar que a questão de pesquisa que orientou este estudo — “Como integrar semanticamente bases
heterogêneas de saúde pública (SIM, SINASC e e-SUS Notifica), de modo a disponibilizar informações
integradas que apoiem gestores do SUS na tomada de decisão?” — foi respondida com a construção e
validação da ontologia Ontovid II.</p>
      <p>Apesar dos resultados alcançados, este estudo apresenta algumas limitações. A solução foi validada
apenas com dados do município de Camaçari-BA, o que restringe sua generalização imediata para outros
contextos. Além disso, não foi desenvolvido um protótipo de interface para uso direto pelos gestores, o
que limita a aplicabilidade imediata em ambiente produtivo. Por outro lado, os resultados evidenciam
relevantes implicações práticas: a utilização de grafos de conhecimento semântico mostrou-se eficaz
para integrar dados heterogêneos de saúde, reduzindo a complexidade técnica do acesso às informações e
oferecendo suporte direto para gestores municipais no acompanhamento de indicadores de mortalidade,
natalidade e notificações de COVID-19.</p>
      <p>Como trabalhos futuros, pretende-se: i) incorporar outras bases de dados de saúde, como a da
Campanha Nacional de Vacinação contra a COVID-19; ii) realizar o alinhamento das ontologias desenvolvidas
com ontologias de alto nível, como DOLCE ou BFO; iii) desenvolver um protótipo funcional para
apresentar os resultados em ambiente produtivo e; iv) implementar métricas quantitativas, avaliação de
desempenho e testes de escalabilidade para que se possa avaliar a robustez da integração sob uso em
larga escala. Além disso, pretende-se disponibilizar as ontologias, arquivos de mapeamento e consultas
SPARQL em repositório aberto, acompanhados de conjuntos de dados sintéticos anonimizados, a fim de
favorecer a reprodutibilidade e a transparência metodológica. Também se planeja expandir os
experimentos para outros municípios, explorando a generalização da abordagem em cenários com diferentes
perfis e padrões de qualidade de dados.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>Agradecimentos</title>
      <p>Os autores gostariam de agradecer o suporte financeiro recebido da Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado da Bahia (FAPESB), por meio do projeto "UAware: Uma Plataforma de Comunicação de
Crise Ubíqua e Sensível ao Contexto de apoio ao Gerenciamento de Emergências em Cidades e Áreas
Industriais"(Termo de Outorga TIC 0008/2015).</p>
      <p>Agradecemos também à Prefeitura Municipal de Camaçari, em especial à Secretaria de Saúde e à
Diretoria de Planejamento, pelo indispensável acesso aos dados, pelo compartilhamento de conhecimento
técnico do domínio e pelo constante apoio durante a realização desta pesquisa.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>Declaração sobre o Uso de Inteligência Artificial Generativa</title>
      <p>Durante a preparação deste trabalho, os autores utilizaram o ChatGPT (GPT-4, OpenAI) e o GitHub
Copilot para apoio no aprimoramento textual, verificação gramatical e ortográfica, bem como para
sugestões de código. Após a utilização dessas ferramentas, o conteúdo foi integralmente revisado e
editado pelos autores, que assumem total responsabilidade pelo conteúdo da publicação.
in the extraction and integration of query-based information from heterogeneous web data sources,
in: Proceedings of the Third Australasian Workshop on Advances in Ontologies - Volume 85, AOW
’07, Australian Computer Society, Inc., AUS, 2007, p. 35–43.</p>
      <p>L. Zhao, R. Ichise, Ontology integration for linked data, Journal on Data Semantics 3 (2014) 237–254.</p>
      <p>URL: https://doi.org/10.1007/s13740-014-0041-9. doi:10.1007/s13740-014-0041-9.
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tecnologias da web semântica na construção de grafos de conhecimento semântico baseado no
enfoque híbrido, 2021.</p>
      <p>D. L. N. C. Pereira, Integração semântica das bases de dados do Sistema Único de Saúde: um estudo de
caso com o Município de São Paulo, Master’s thesis, Universidade de São Paulo, São Paulo, 2019.
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      <p>L. Maddalena, F. Baião, Ontocovid: Aplicando sabio para a modelagem conceitual bem fundamentada no
domínio da covid-19. (ontocovid: Applying sabio to conceptual modeling well grounded in the
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    </sec>
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