<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
<article xmlns:xlink="http://www.w3.org/1999/xlink">
  <front>
    <journal-meta />
    <article-meta>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Simone de Assis Alves da Silva</string-name>
          <email>simone.assis@sga.pucminas.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Mestrado em Informát ica</institution>
        </aff>
      </contrib-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>INTRODUÇÃO
A expansão do acesso ao mundo virtual proporcionada pela
rede mundia l de computadores, Internet, estimulou
e xpressiva popularização dos meios de co municação,
possibilitando a democratização do acesso à informação e o
surgimento de um fenô meno sem precedentes no mundo
digital - as Redes Sociais .</p>
      <p>Em ra zão da sua grande popularidade, as redes sociais
online vem sendo objeto de estudo em várias áreas do
conhecimento e assim, a descoberta de seus efeitos nas
comunidades on-line e na sociedade como um todo tem se
apresentado como um desafio.</p>
      <p>Diversos estudos têm sido realizados com o intuito de
mapear as redes e identificar padrões em comporta mentos
de usuários, descobrir relações de dis seminação e flu xo de
informações, comp reender características psico -sociais,
avaliar seus impactos culturais e verifica r seu uso como
fonte promotora de inovações individuais e coletivas.
No entanto, apesar da grande popularidade e da enorme
quantidade de conteúdo disponível, o estudo das redes
sociais on-line a inda é inc ipiente, especialmente se
considerados locais distantes dos grandes centros urbanos
onde a possibilidade de acesso à informação se apresenta
de forma restrita e distinta, criando um contrapondo entre o
local e global e entre o presencial e virtual. Alé m disso,
Segundo Pereira, Pappa e Go mes [7], esses novos
amb ientes estão experimentando outras tendências e
enfrentando novos problemas e desafios resultantes da
assimilação pelos usuários dos contínuos avanços do
ferra mental co mputacional.</p>
      <p>Pela possibilidade de comunicação instantânea, encontro de
pessoas distantes, troca de informações em te mpo rea l,
e xposição de conteúdo com diversidade de formatos e
outras características , inerentes aos softwares sociais ,
tornase importante analisar seus efeitos sob o ponto de vista das
interações entre os usuários investigando aspectos do
desenvolvimento sócio-cultural re lac ionados às redes
sociais.</p>
      <p>
        Assim, esse artigo busca investigar os refle xos produzidos
pelas interações on-line através de softwares sociais,
analisando o retorno gerado pelo compartilha mento de
informações e conhecimentos nas redes sociais. O público
alvo desta pesquisa foi composto por estudantes do curso
de graduação em Sistemas de Informação de cidade
interiorana localizada no e xtre mo sul da Bahia co m cerca
de 100 mil habitantes. A escolha deste cenário se deu a
partir de dois pressupostos: os estudantes escolhidos têm
facilidade de acesso e habilidades no manuseio de
softwares sociais, entretanto, apesar das redes sociais
online sere m globais e ubíquas, os elementos locais influe m
na maneira co mo as pessoas usam e se apropria m dos
recursos proporcionados por elas , Santos e Cardoso [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">11</xref>
        ].
As condições sócio-culturais do indivíduo, segundo
Macedo [5], dão origem à sua motivação de forma a
preencher determinadas necessidades que aparecem a partir
das situações vividas no cotidiano.
      </p>
      <p>Para realização deste estudo de caráter explo ratório, foram
coletados dados empíricos a partir da criação de um
questionário eletrônico, com perguntas fechadas e abertas,
que ficou disponível por sete dias na Internet. Foram
apresentados no questionário sites de redes sociais que
possuem importante presença no Brasil tais como, Orkut,
Facebook, Lin kedIn, Twitter e Google+.</p>
      <p>O universo pesquisado é composto por 67 estudantes sendo
que o retorno foi dado por 35 participantes correspondendo
a um total de 52% do conjunto.</p>
      <p>
        PROPOSIÇÕES TEÓRICAS
Origem das redes
Segundo Boyd e Ellison [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ], redes sociais são serviços
baseados na web que permitem aos usuários: construir um
perfil público, ou semi-público, dentro de um site
específico, estabelecer uma lista de outros usuários com as
quais se conecta e rever e percorrer sua lista de conexões e
as listas de outros usuários no âmbito do sistema.
Co m ênfase em u ma abordagem sociológica, Marteleto [6],
define redes sociais como “u m conjunto de participantes
autônomos, unindo idéias e recursos em torno de valores e
interesses compartilhados”.
      </p>
      <p>Nesse sentido podemos compreender que o conceito de
redes sociais, apesar de não ser recente (tendo em vista a
necessidade humana de se relacionar a partir de interesses
em co mu m), atualmente tem co mo plataforma de
desenvolvimento as tecnologias da Informação e
Co municação- TIC, notadamente a Internet, o que deu
origem a u m dos principais fenômenos da sociedade
contemporânea - as redes sociais on-line.</p>
      <p>A Internet ampliou o alcance das comunicações dentro da
infraestrutura das redes sociais, possibilitando a interação e
o estabelecimento de relações entre seus usuários, na
med ida em que as dotou de características, tais como: não
linearidade das conexões, descentralização das interações,
mú ltip los recursos (texto, imagens, sons), dinamis mo e
auto-organização.</p>
      <p>A origem da integração entre essas características,
propiciada pelas redes, deve ser remetida a u ma das
importantes experiências ocorrida no sec. XVIII- a Teoria
dos Grafos- e que contribuiu para a formação da teoria das
redes. Foi realizada por Leonhard Ëuler na criação do
primeiro teorema da teoria dos grafos. A idéia foi
concebida para tentar resolver o famoso problema da Sete
Pontes de Königsberg.</p>
      <p>Na época o problema já havia se tornado uma lenda popular
quando Ëuler provou que não existia solução para ele
modelando-o em u m grafo (Figura 1). Esse foi o primeiro
grafo modelado da história e Ëuler se tornou assim o
criador da teoria dos grafos.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Figura1: Primeiro grafo modelado da his tória</title>
      <p>
        Um grafo (G = V, E) consiste em um conjunto de objetos
chamados vértices V={v1, v2,...} e outro conjunto E= {e1,
e2,...} cujos elementos são chamados arestas, tal que cada
aresta está identificada por pares não ordenados de vértices,
Deo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">2</xref>
        ].
      </p>
      <p>Na co mputação os grafos se apresentam co mo importante
base matemática para representação gráfica de visualização
de redes. Segundo Rezende e Abreu [8], redes podem ser
definidas “como u m conjunto de estruturas físicas
(hardwares) e lógicas (softwares) que permite o
compartilhamento de informações entre dois ou mais
computadores”.</p>
      <p>Assim, vários estudos têm sido realizados, ao longo do
tempo, para co mpreensão das propriedades e do processo
de construção dos grafos, incorporando essa representação,
tanto na estrutura das redes computacionais para estudo dos
fenômenos técnicos, quanto na estrutura das redes sociais
para compreensão dos fenômenos sociais tais como, a
finalidade de agrupamento dos nós (vértices), como a
interação (arestas) entre eles acontece e o impacto dessas
interações na vida de seus usuários.</p>
      <p>Nesse contexto, a teoria dos grafos influenciou diretamente
a concepção estrutural das redes e consequentemente das
redes sociais on-line, possibilitando um estudo
sistematizado e organizado através da sua análise em busca
de uma investigação menos individualizada e, portanto
mais coletiva e co laborativa.</p>
      <p>Teoria da força dos laços fracos
A análise das interações que ocorrem em u ma rede social
pode contribuir para o entendimento das relações
existentes, tendo em vista que os elos sociais se apresentam
como canais através dos quais as idéias, as influências e as
informações podem fluir.</p>
      <p>Uma das teorias empregadas para estudo das redes sociais é
a do sociólogo Mark Granovetter que em 1973 analisou as
interações que ele denominou de laços sociais e os
classificou como fortes (strong ties) e fracos (weak ties).
Ele definiu laços fortes àqueles nos quais os indivíduos
despendem mais tempo, intensidade emocional e t rocas
como, por exemp lo, a amizade. E laços fracos aqueles nos
quais o investimento é menor ou nulo como, por exemplo,
os mantidos com pessoas pouco conhecidas.</p>
      <p>Granovetter aprofundou sua análise a partir da estrutura de
tríades que consiste em laços fortes obedecerem à ordem de
transitividade e superposição.</p>
      <p>Em relação à transitividade, suponha a existência de três
indivíduos que possuem relações fortes AB e AC então, por
transição, existirá a relação BC.</p>
      <p>
        Em se tratando de superposição, suponha a existência de
duas pessoas A e B e o conjunto Z= {C, D, E, F, …}
composto por todas as pessoas que mantém ligação com A,
com B e co m ambos. De acordo com Granovetter [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ],
quanto mais forte fo r o laço de união entre A e B, maior
será a proporção de indivíduos no conjunto Z que estará
ligada aos dois, ou por laços fortes ou fracos. Desta forma,
a superposição em uma rede de amizades tende a ser
máxima quando os laços são fortes e mínima ou
intermediária quando são fracos.
      </p>
      <p>No contexto das redes sociais on-line isso ocorre porque
quando as pessoas estão ligadas por laços fortes geralmente
elas participam do mes mo círculo social, limitando assim a
extensão da rede. Pela teoria de Granovetter, esse laço tem
um pequeno poder de agregar algo aos indivíduos, pois
geralmente conduzem aos mesmos recursos e informações.
Em contrapartida, os indivíduos ligados por laços fracos –
“contato do contato”, tornam-se mais relevantes, pois
possibilitam a relação com outros grupos sociais
expandindo desta forma, o número de conexões entre os
usuários e promovendo o intercâmbio de novas idéias,
comportamentos, atitudes, valores. Rodrigues [9].
Nesse sentido, a Teoria da força dos laços fracos valoriza e
destaca o papel privileg iado que eles possuem, na med ida
em que amp liam as conexões proporcionando maior
difusão de informações e oportunidades. Tome co mo
exemplo a figura 2 formada pela rede de relações de
amigos e familiares de Maria (laços fortes) e a ligação de
Maria co m Laura (laços fracos), pois Laura não mantém
nenhuma relação co m amigos de Maria. Apesar de Laura
também possuir sua rede composta por laços fortes, de
acordo com Granovetter, o importante ápice da relação
ocorre pela união das duas redes através da força do laço
fraco.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Maria Laura</title>
      <p>Laços fortes
Laços fracos</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Figura 2: Rede de Relações</title>
      <p>
        O agente responsável pela conexão entre essas duas redes
recebe o nome de ator-ponte (bridge agent) que por possuir
mu itos laços fracos, faz com que a informação flua pela
rede. Portanto, os laços fracos são mais propensos a formar
uma ponte entre a rede imediata do usuário e a outra e, com
isso, fornecer maior número de elementos inovadores.
Desta forma, é impo rtante entender como as informações e
oportunidades fluem através das interações em redes
sociais on-line e o que elas agregam na vida dos usuários,
conforme afirma Friedkin (apud Granovetter [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ]) “é
necessário (...) provar que “algo” flui por meio das redes e
esse “algo” é importante para a vida dos indivíduos, dos
grupos e da sociedade”.
      </p>
      <p>
        COMPARTILHAMENTO DE INFORMAÇÕES E REDES
SOCIAIS
O grande potencial apresentado pelas redes sociais on-line
não se restringe ao número de conexões nem tampouco às
interações proporcionadas por elas. As redes sociais
amp lificam a divulgação e o acesso, na maio ria dos casos
gratuitos, às informações, reconfigurando a maneira co mo
os usuários buscam e lidam co m o conhecimento.
Se até há pouco tempo as pessoas esperavam pela
publicação de fatos e acontecimentos através dos meios de
comunicação, principalmente jornais e TV em u ma
exposição unilateral, co m o advento das redes sociais
online elas buscam um n ível de interação que possibilite a
comunicação de forma mult ilateral, ou seja, de vários
atores para vários atores, alastrando, na velocidade de um
clique, informações em d iversos níveis e formatos.
Os indivíduos que participam das redes sociais on-line,
conforme aponta Santana [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">10</xref>
        ], em sua maioria buscam
encontrar amigos e participar de discussões sobre temas de
seu interesse nos fóruns de discussão disponíveis nos sites
de relacionamento.
      </p>
      <p>
        Entretanto, conforme afirmam Go lder, Wilkinson e
Huberman [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ], os estudantes universitários gastam uma
quantidade de tempo significativa usando serviços de redes
sociais on-line para trocar mensagens, compart ilhar
informações, e manterem-se em contato uns com os outros.
Desta forma, há necessidade de se controlar o tempo
despedindo nas interações em rede co mo forma de não criar
uma concorrência nociva com outras atividades acadêmicas
e/ou profissionais de seus usuários.
      </p>
      <p>ANÁLISE DOS RESULTADOS
Partindo do pressuposto que as redes sociais são
representadas intrinsecamente pelos grafos, constituído de
nós (vértices) e arestas (relação), foi possível obter as
análises a seguir, levando em consideração os itens
destacados na seção 2.1: a finalidade de agrupamento,
como a relação entre os usuários acontece e o impacto
provocado pelas interações sociais.</p>
      <p>O questionário para coleta on-line das informações junto
aos estudantes foi disponibilizado durante uma semana em
agosto de 2011. Os dados foram a rma zenados em uma
planilha eletrônica e posteriormente tratados para a geração
dos gráficos. As variáveis mensuradas no questionário
fora m: redes sociais ma is usadas, freqüência e finalidade de
uso, assunto de ma ior interesse, origem das interações,
resultados, alterações e danos provenientes do uso das
redes sociais on-line.</p>
      <p>Os resultados confirma m a penetração do interesse pelas
redes sociais entre as pessoas. Foi apurado que todos os
estudantes contactados fazem parte de algum site de redes
sociais conforme figura 3, sendo que o líder entre eles é o
Orkut com 33% seguido pelo Facebook 29% Twitter co m
15% .</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Figura 3: Rede Socia l utilizada</title>
      <p>Quanto à finalidade de uso das redes sociais, 33,33% dos
estudantes responderam que as utiliza m para fins de
contatos com a migos próximos e 26,66% contatos com
amigos distantes, conforme figura 4. Esses números
revela m que apesar de todos pesquisados terem acesso a
algum site de rede social, quase a metade deles perpetua o
círculo de amizades já existente no “mundo real”, ou seja, a
ma ioria das interações se configura como laços fortes
segundo a classificação de Granovetter. Pela teoria do
autor, nesse tipo de laço social há pouca chance de novas
oportunidades sendo o conteúdo das informações
pratica mente o mesmo já circulado através dos canais de
comunicação presencial.</p>
      <p>
        Esse dado confronta a crença generalizada por parte de
alguns autores de que as redes sociais constituem espaços
privilegiados de acesso a novas oportunidades de
conhecimentos e e xperiências. Não foi o observado no
público pesquisado, constituído, como assinalado
anteriormente por estudantes de uma cidade de médio porte
no interior da Bahia, situação esta que pode determinar
comporta mentos e padrões distintos de acesso à informação
e ao conhecimento, Santos e Cardoso [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">12</xref>
        ].
      </p>
      <p>Os resultados obtidos comprovam que a amp liação de
horizontes não é uma decorrência natural do acesso e uso
de redes sociais, que podem apenas contribuir para
manutenção e reprodução dos relacionamentos presenciais.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Figura 4: Finalidade de uso</title>
      <p>
        Quando perguntados pela freqüência de uso das redes
sociais, observa-se pelo gráfico 5 que 40% dos estudantes
apontaram “várias vezes ao dia”. Isso demonstra a
afirmação feita por Go lder, Wilkinson e Huberman [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] com
relação ao tempo significativo que os estudantes
universitários investem para acesso às redes sociais e
suscita o questionamento de que essa freqüência pode
concorrer com outras atividades cotidianas de seus
usuários.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>Figura 5: Freqüência de uso</title>
      <p>Tendo em vista que o público alvo dessa pesquisa foi
composto por alunos do curso de Sistemas de Informação,
não é surpresa que a participação em fóruns e comunidades
com assunto ligado à área de estudo deles - Tecnologia- foi
a que obteve maior destaque com 25% das respostas,
conforme figura 6.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>Figura 6: Assunto em co munidades e fóruns</title>
      <p>
        Co mparando esse dado com a afirmação de Santana [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">10</xref>
        ],
percebe-se que, de fato, os estudantes participam de
discussões sobre temas de seu interesse nos fóruns de
discussão. Com re lação aos resultados alcançados através
do flu xo de informações nas redes sociais , como descrito na
sessão 2.2, foi perguntado aos estudantes quais resultados
eles alcançara m através das interações nas redes sociais.
23% responderam co mo princ ipal resultado o
“relac ionamento com a migos” seguido de “acesso às
informações sobre tecnologia” com 20% e e m terceiro
lugar “novas amizades” com 18% das respostas, conforme
figura 7.
      </p>
      <p>Sobre a prevalência da origem da interação intermed iada
nas redes sociais, 80% dos estudantes apontaram “a migos”,
o que ratifica, tanto o dado referente à finalidade quanto os
resultados promovidos pelas interações sociais – ambos
descritos anteriormente.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>Figura 8: Orige m das interações</title>
      <p>Perguntados sobre as principais alterações trazidas pelas
redes sociais em suas vidas , a “aquisição de novas
habilidades” foi apontada por 29% de les e a “aquisição de
novos conhecimentos” por 27%. Esses dados demonstram
que as interações on-line propicia m a mp la mente o acesso e
o compartilha mento de conteúdo dentro de uma rede de
relac ionamentos, no entanto há de se enfatizar que apenas
7% responderam “me lhoria no desempenho profissional”.
Isso remete ao questionamento sobre o conhecimento da
real potencialidade oferecida pelas redes sociais, uma vez
que há uma super utilização para e xposição de conteúdos
particulares (fotos, notícias e informações pessoais) em
detrimento da utilização dos recursos e ferra mentas
presentes nas redes de relaciona mento.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-10">
      <title>Figura 7: Resultados alcançados</title>
      <p>Figura 9: Alterações trazidas pelas redes sociais
À pergunta sobre possíveis danos/prejuízos trazidos pelas
redes sociais, 39% dos estudantes responderam “nenhum”
enquanto que 29% apontaram “perda de tempo” e 12%
“emocional”. Um dado relevante e descrito por um dos
respondentes apontou como “outro” prejuízo a distração no
trabalho. Isso mostra que da mesma forma co mo as redes
sociais se apresentam co mo importante recurso de
sociabilidade, podem se configurar também co mo uma
ferramenta de concorrência na gestão do tempo e
conseqüentemente provocar impactos negativos se seu uso
não for portanto, relevante e eficiente.</p>
      <p>Figura 10: Danos/prejuízos trazidos pelas redes sociais
CONSIDERAÇÕES FINAIS
A evolução constante dos serviços e softwares sociais na
web, notadamente das redes sociais, tem p roporcionado
uma amp litude de acesso a informações e ao
desenvolvimento de laços sociais que influenciam
diretamente na composição cultural da sociedade.
Entretanto, apesar da amplitude de seu alcance, as redes
sociais nos levam a dois importantes questionamentos: O
acesso e uso desse novo ambiente virtual têm provocado
mudanças e alterações culturais na vida de seus usuários?
As interações on-line tem captado novas amizades ou se
configuram co mo uma extensão das relações presenciais do
“mundo real”?
Através da pesquisa realizada auferimos que as redes
sociais, para os estudantes da amostra, caracterizam-se
como uma nít ida rede de amizades composta por uma alta
estrutura de superposição, tendo em vista a enorme
presença dos laços fortes. Ou seja, o mais forte impacto
provocado por esse tipo de rede para os estudantes foi o
“relacionamento com os amigos”. Resultado esse que se
apresenta como uma forte tendência de que as redes sociais
“digitalizaram” o contato e as relações entre os amigos já
conhecidos, transportando para a dimensão virtual o que
ocorre na interação presencial.</p>
      <p>Também fo i possível perceber que o capital cultural do
grupo é um dos fatores determinantes da apropriação e do
uso que se faz das redes sociais . Isto é, os indivíduos
integrantes não extrapolam de forma significativa os
aspectos e elementos culturais do grupo e do ambiente em
que se inserem.</p>
      <p>Apesar do desenvolvimento estrutural das redes sociais por
questões de afinidades e relações pessoais não ser algo
recente, o estudo nos levou a uma evidência que contrapõe
a idéia de que estar conectado às redes sociais on-line seja
sinônimo de novas oportunidades e de des envolvimento
sócio-cultural de indiv íduos e de comunidades.</p>
      <p>As variáveis identificadas proporcionam reflexões sobre o
uso eficaz da informação ressignificando a questão
proposta por Macedo [5] de que ao agir sobre a informação
que obtém, modificando-a e anexando-a a seu repertório,
cada usuário pode potencializar seu uso e retirar lucro da
navegação que empreende. A pretensão foi de estudar o
comportamento dos usuários no contexto sócio-cultural em
que estão inseridos e interagem.</p>
      <p>Essa e outras questões são objeto de estudos ainda em fase
de desenvolvimento, abrangendo maior número de
variáveis e u m público mais extenso.</p>
      <p>AGRADECIMENTOS
As autoras agradecem à Fundação de Amparo à Pesquisa
do Estado de Minas Gerais – FAPEMIG e à Diretoria da
Unesulbahia Faculdades Integradas pelo apoio na
realização da pesquisa.</p>
      <p>REFERÊNCIAS</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
    <ref-list>
      <ref id="ref1">
        <mixed-citation>
          1.
          <string-name>
            <surname>Boyd</surname>
            ,
            <given-names>D. M.</given-names>
          </string-name>
          and
          <string-name>
            <surname>Ellison</surname>
          </string-name>
          , N. B.
          <article-title>Social network sites: definition, history, and scholarship</article-title>
          .
          <source>Jornaul of Co mputer-Mediated Co mmunicat ion</source>
          ,
          <year>2008</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref2">
        <mixed-citation>
          2.
          <string-name>
            <surname>Deo</surname>
            ,
            <given-names>N.</given-names>
          </string-name>
          <article-title>Graph theory with application to engineering and computer science</article-title>
          .
          <source>Prentice Hall</source>
          ,
          <year>1974</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref3">
        <mixed-citation>
          3. Go lder, S.,
          <string-name>
            <surname>Wilkinson</surname>
            <given-names>D.</given-names>
          </string-name>
          and
          <string-name>
            <surname>Huberman</surname>
            ,
            <given-names>B.</given-names>
          </string-name>
          <article-title>Rythms of social interaction: messaging within a massive online network</article-title>
          . Disponível em &lt; http://www.hpl.hp.co m/research/idl/papers/facebo ok/facebook.pdf&gt; Acesso em:
          <volume>09</volume>
          <fpage>ago</fpage>
          .
          <year>2011</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref4">
        <mixed-citation>
          4.
          <string-name>
            <surname>Granovetter</surname>
          </string-name>
          , M. Sociological Theory, v.1 p.
          <fpage>201</fpage>
          -
          <lpage>233</lpage>
          ,
          <year>1983</year>
          . Disponível em &lt;www.si.u mich.edu/~rfrost/courses/SI110/reading s/In_Out_and_Beyond/granovetter.pdf&gt; Acesso em:
          <volume>10</volume>
          <fpage>mai</fpage>
          .
          <year>2011</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref5">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Macedo</surname>
            ,
            <given-names>M.</given-names>
          </string-name>
          <article-title>A teoria dos usos e gratificações nas entidades do terceiro setor no Brasil</article-title>
          .
          <source>Revista Razón e Plalabra. n. 70</source>
          ,
          <year>2009</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref6">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Marteleto</surname>
            ,
            <given-names>R. M.</given-names>
          </string-name>
          <article-title>Análise de redes sociais: aplicação nos estudos de transferência da informação</article-title>
          .
          <source>Ciência da Informação</source>
          , Brasília, v.
          <volume>30</volume>
          , n.1, p.
          <fpage>71</fpage>
          -
          <lpage>81</lpage>
          , jan./abr,
          <year>2001</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref7">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Be</surname>
          </string-name>
          lo Horizonte: Sociedade Brasile ira de Co mputação- SBC,
          <year>2010</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref8">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Re zende</surname>
          </string-name>
          , D. A. e
          <string-name>
            <surname>Abreu</surname>
            ,
            <given-names>A. F.</given-names>
          </string-name>
          <article-title>Tecnologia da informação aplicada a sistemas de informação empresariais: o papel estratégico da informação e dos sistemas de informação nas empresas</article-title>
          . 7 ed.
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref9">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <given-names>São</given-names>
            <surname>Paulo: Atlas</surname>
          </string-name>
          ,
          <year>2010</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref10">
        <mixed-citation>
          <string-name>
            <surname>Rodrigues</surname>
            ,
            <given-names>J. A</given-names>
          </string-name>
          . M. Análise de redes e política de juventudes.
          <year>2008</year>
          .
          <volume>163</volume>
          f. Dissertação
          <string-name>
            <surname>(Mestrado)- Universidade de Brasília</surname>
          </string-name>
          , Instituto de Ciência Política, Brasília.
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref11">
        <mixed-citation>
          10.
          <string-name>
            <surname>Santana</surname>
            ,
            <given-names>C. L. S. Redes</given-names>
          </string-name>
          <article-title>Sociais na Internet: potencializando interações sociais. Disponível em &lt;www.hiperte xtus</article-title>
          .net/volume1/ensaio-05- camila.pdf&gt;.
          <source>Acesso em: 01</source>
          ago
          <year>2011</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref12">
        <mixed-citation>
          11.
          <string-name>
            <surname>Santos</surname>
            , C. Q. e Ca rdoso,
            <given-names>A. M. P.</given-names>
          </string-name>
          <article-title>Inclusão digital e desenvolvimento local</article-title>
          . Transinformação. Ca mp inas, v.
          <volume>21</volume>
          , p.
          <fpage>7</fpage>
          -
          <lpage>21</lpage>
          ,
          <year>2009</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
      <ref id="ref13">
        <mixed-citation>
          12.
          <string-name>
            <surname>Santos</surname>
            ,
            <given-names>C. Q. e</given-names>
          </string-name>
          <string-name>
            <surname>Cardoso</surname>
            ,
            <given-names>A. M. P.</given-names>
          </string-name>
          <article-title>Web interactivity in the perspective of Young users</article-title>
          .
          <source>In La -Web</source>
          , p.
          <fpage>83</fpage>
          -
          <lpage>90</lpage>
          , 2008 Lat in Ame rican Web Conference,
          <year>2008</year>
          .
        </mixed-citation>
      </ref>
    </ref-list>
  </back>
</article>