<!DOCTYPE article PUBLIC "-//NLM//DTD JATS (Z39.96) Journal Archiving and Interchange DTD v1.0 20120330//EN" "JATS-archivearticle1.dtd">
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    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Abordagem para aquisic¸ a˜o de conhecimento visual e refinamento de ontologias para dom´ınios visuais ∗</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Joel Luis Carbonera</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Mara Abel</string-name>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Claiton M. S. Scherer</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Ariane K. Bernardes</string-name>
        </contrib>
      </contrib-group>
      <fpage>236</fpage>
      <lpage>241</lpage>
      <abstract>
        <p>Em dom´ınios visuais como a Medicina, a Meteorologia e a Geologia, as tarefas sa˜o realizadas atrave´s de uma aplicac¸a˜o intensiva do conhecimento visual dos especialistas. A natureza ta´cita do conhecimento visual impo˜e muitos desafios para Cieˆncia da Computac¸a˜o em termos de aquisic¸a˜o, modelagem, representac¸a˜o e racioc´ınio. Neste trabalho ser a´ apresentada uma abordagem para aquisic¸a˜o de conhecimento visual e refinamento de ontologias em dom´ınios visuais. Esta abordagem foi elaborada no contexto do projeto Obaita´, durante o processo de refinamento de uma ontologia de dom´ınio para a Estratigrafia Sedimentar.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>
        atender a`s demandas levantadas pela tarefa de interpretac¸ a˜o dos processos deposicionais.
Com isso, nosso foco imediato e´ o refinamento da ontologia para atender a`s demandas
de sistemas baseados em conhecimento que viabilizem a descric¸a˜o visual dos objetos de
dom´ınio (em func¸ a˜o da conceitualizac¸a˜o utilizada pela comunidade)[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Abel et al. 2012</xref>
        ] e
permitam a realizac¸a˜o computacional da tarefa de interpretac¸ a˜o visual de processos
deposicionais geradores das fa´cies sedimentares inspecionadas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Carbonera et al. 2011</xref>
        ]. E´
importante salientar que nesta abordagem buscamos realizar processamento de descric¸ o˜es
simb o´licas de feic¸ o˜es visuais, de modo que o foco na˜o e´ o processamento de dados visuais
brutos (como imagens). Assim, assumimos que os usua´rios dos sistemas realizam o
processo de abstrac¸a˜o das feic¸ o˜es visuais percebidas em representac¸ o˜es simb o´licas, ajustadas
a` ontologia de dom´ınio.
      </p>
      <p>
        A tarefa de interpretac¸a˜o de processos deposicionais depende do conhecimento
das feic¸ o˜es visuais de interesse e do conhecimento inferencial que possibilita que o
especialista estabelec¸a a relac¸ a˜o entre tais feic¸ o˜es visuais (tomadas como evideˆncias) e a
interpretac¸a˜o correspondente. Uma vez que uma parcela considera´vel deste conhecimento
visual e´ conhecimento t a´cito [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Polanyi 1966</xref>
        ], ha´ uma resisteˆncia por parte dos
expecialistas em verbaliza´-lo. Disto, segue-se que parte do conhecimento sequer e´ representado
pela terminologia do dom´ınio. Ou seja, parte dos fen oˆmenos do dom´ınio, presentes na
conceitualizac¸a˜o, podem na˜o ter representac¸ o˜es lingu´ısticas. Com isso, as t e´cnicas
tradicionais para aquisic¸a˜o de conhecimento dispon´ıveis na literatura (como card sorting,
entrevistas estruturadas e na˜o estruturadas, observac¸a˜o, limitac¸a˜o de informac¸ o˜es, etc)
na˜o se mostram adequadas para realizar a aquisic¸a˜o de conhecimento visual [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Abel 2001</xref>
        ].
Este cena´rio motivou o desenvolvimento de uma abordagem de aquisic¸a˜o de
conhecimento ajustada a`s necessidades deste projeto. Assumindo que a ontologia de dom´ınio
deve capturar o conhecimento necessa´rio e suficiente para suportar a realizac¸a˜o das
tarefas de dom´ınio, consideramos que a realizac¸ a˜o desta tarefa de interpretac¸a˜o pode oferecer
uma boa ferramenta para avaliac¸a˜o da ontologia em desenvolvimento e,
consequentemente, para revelar parcelas do conhecimento necessa´rio faltante na ontologia em seu
estado atual. Desta forma, utilizamos o pr o´prio racioc´ınio especialista como uma
ferramenta para atingir estes objetivos.
      </p>
      <p>Na sec¸a˜o 2 sera´ apresentado o dom´ınio da Estratigrafia Sedimentar e seus
principais objetos. Na sec¸a˜o 3 apresentaremos a nossa abordagem de aquisic¸a˜o de
conhecimento visual e refinamento de ontologias. Na sec¸a˜o 4, apresentaremos um caso de uso
desta abordagem o dom´ınio. Na sec¸ a˜o 5, apresentaremos algumas considerac¸ o˜es finais.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>2. Estratigrafia Sedimentar</title>
      <p>A Estratigrafia Sedimentar e´ uma sub-a´rea da Geologia que estuda as camadas que
comp o˜em a Terra e busca determinar a hist o´ria da sua formac¸a˜o. Para alcanc¸ar este
objetivo, o estudo inicia com a descric¸a˜o visual de corpos de rocha. Estes, podem ser
testemunhos de sondagem, que sa˜o cilindros de rocha retirados da subsuperf´ıcie terrestre
por perfurac¸a˜o; ou afloramentos , que sa˜o exposic¸ o˜es rochosas em superf´ıcie. A descric¸ a˜o
destes corpos envolve discretiza´-los em fa´cies sedimentares e descrever as caracter´ıticas
visuais (atributo visual e valor) relevantes de cada uma delas. A f a´cies sedimentar e´ uma
dada porc¸a˜o de um corpo de rocha, visualmente distingu´ıvel das porc¸ o˜es adjacentes. No
dom´ınio, assume-se que cada f a´cies observada e´ o resultado de um determinado processo
deposicional, que e´ um evento que envolve a interac¸a˜o complexa entre forc¸as naturais e
sedimentos. A partir da informac¸a˜o visual contida na descric¸a˜o de cada fa´cies o
especialista oferece uma interpretac¸a˜o de um poss´ıvel processo deposicional respons a´vel por
gera´-la. Em passos subsequentes, estes processos deposicionais interpretados sa˜o
utilizados para reconstruir a hist o´ria geol o´gica que resultou na formac¸a˜o geol o´gica analisada.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>3. Abordagem para aquisic¸ a˜o de conhecimento visual e refinamento de ontologias para dom´ınios visuais</title>
      <p>A abordagem aqui proposta foi sugerida por duas constatac¸ o˜es:
• Uma ana´lise de casos (descric¸ o˜es visuais de fa´cies associadas a` interpretac¸a˜o do
processo deposicional gerador correspondente) dispon´ıveis na literatura revelou
informac¸ o˜es visuais que na˜o poderiam ser descritas com base na ontologia em
foco, em seu atual esta´gio de desenvolvimento. Isto sugeriu que a ontologia na˜o
oferecia uma representac¸a˜o suficiente da conceitualizac¸a˜o do dom´ınio.
• Quando o especialista observa diretamente uma fa´cies in loco, ele tem a` disposic¸a˜o
todo o conhecimento visual que potencialmente pode ser obtido a respeito da
fa´cies. Isto permite que ele realize a interpretac¸a˜o do processo deposicional
formador da fa´cies, do modo mais adequado poss´ıvel. Por outro lado, quando
delegamos a tarefa de interpretac¸a˜o para um procedimento computacional, os u´nicos
recursos dispon´ıveis para processamento s a˜o as descric¸ o˜es simb o´licas das feic¸ o˜es
visuais da fa´cies, oferecidas pelo ge o´logo, representadas computacionalmente de
acordo com a ontologia de dom´ınio.</p>
      <p>A partir destas constatac¸ o˜es, consideramos a hip o´tese de que submeter o
especialista a`s mesmas limitac¸ o˜es impostas a` ma´quina quando ela realizaria esta mesma
tarefa, permitira avaliar a ontologia, bem como revelar uma parcela importante da
conceitualizac¸a˜o do dom´ınio que eventualmente n a˜o estaria contemplada por ela. Tendo
isto em mente, concebemos uma abordagem para aquisic¸ a˜o de conhecimento visual e
refinamento de ontologias de dom´ınio guiada por resoluc¸ a˜o de problemas em
contextos de informac¸ o˜es limitadas. Em termos gerais, esta abordagem utiliza o racioc´ınio de
resoluc¸a˜o de problemas realizado pelo especialista como um meio indireto para avaliar a
sufic ieˆncia da conceitualizac¸a˜o representada na ontologia, oportunizando a identificac¸a˜o
de lacunas de conceitualizac¸a˜o e a posterior eliciac¸a˜o desta conceitualizac¸a˜o junto ao
especialista. Na Figura 1 a abordagem e´ representada de forma esquema´tica. Parte-se de um
conjunto de casos selecionados da literatura (a) resultante de um processo de selec¸ a˜o de
casos, previamente realizado. Para cada caso (b), realiza-se a traduc¸ a˜o (3) da descric¸a˜o
visual do objeto (n a˜o estruturada) (b) para uma versa˜o estruturada (c) (5), em func¸a˜o da
ontologia de dom´ınio (d). E´ importante salientar que este processo de traduc¸a˜o pode na˜o
preservar toda a informac¸a˜o da descric¸a˜o original, uma vez que a ontologia de dom´ınio
pode na˜o suportar parte da conceitualizac¸a˜o necessa´ria. A descric¸ a˜o estruturada (c) e´
submetida enta˜o ao especialista (f), para que ele realize a interpretac¸ a˜o (4) desta informac¸a˜o.
Neste ponto, interpretac¸a˜o refere-se ao processo de racioc´ınio utilizado pelo especialista
para resolver o problema em foco. O produto desta etapa e´ uma interpretac¸ a˜o do
especialista (e), realizada a partir das informac¸ o˜es limitadas em (c). A seguir, identifica-se
(5) a interpretac¸ a˜o do caso (g), a partir do caso descrito de forma na˜o estruturada (b).
Enta˜o, verifica-se a correspondeˆncia (6) entre a interpretac¸ a˜o do especialista (e) e a
interpretac¸ a˜o original (g). No caso de haver correspondeˆncia, o processo termina. No
caso de na˜o haver correspondeˆncia, ha´ uma chance da discordaˆncia ter ocorrido devido
a uma insufic ieˆncia da ontologia em representar uma parcela da conceitualizac¸a˜o,
inviabilizando a estruturac¸a˜o de informac¸o˜es relevantes contidas no registro original. Por esta
raza˜o, busca-se identificar(7) conhecimento faltante (h) na ontologia de dom´ınio (d). Isto
pode ser feito perguntando-se ao especialista que tipo de informac¸a˜o seria necessa´ria para
suportar a interpretac¸a˜o original; ou apresentando a descric¸a˜o original ao especialista, de
modo que ele possa identificar algum conceito necessa´rio para ajustar informac¸oes que
esta˜o na descric¸a˜o original, mas que na˜o foram mantidos na descric¸a˜o estruturada (devido
a uma poss´ıvel defici eˆncia da ontologia). No caso de algum conhecimento faltante (h) ser
identificado, ocorre o refinamento(8) da ontologia, atrave´s da incorporac¸a˜o deste novos
conhecimento. O resultado do processo, ao fim da etapa (8), e´ uma ontologia de dom´ınio
refinada, em relac¸a˜o ao seu esta´gio inicial.</p>
      <p>Figura 1. Representa c¸ a˜o esquem a´tica da abordagem proposta</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>4. Aplicac¸ a˜o da abordagem</title>
      <p>Para realizar uma sessa˜o de aplicac¸a˜o da abordagem com o especialista, primeiramente
foram selecionados casos dispon´ıveis na literatura, cada qual constitu ´ıdo por uma descric¸ a˜o
das feic¸o˜es visuais de uma fa´cies sedimentar e de uma interpretac¸a˜o destas feic¸o˜es. Um
exemplo de descric¸a˜o selecionada da literatura e´ apresentado na Tabela 1, tal como ela
esta´ publicada (de forma na˜o estruturada). Em um segundo passo, esta descric¸a˜o foi
traduzida para uma versa˜o estruturada, usando os termos previstos pela ontologia em
desenvolvimento, com o aux´ılio de dois ge o´logos em formac¸a˜o que conheciam a ontologia.
Na Tabela 2 apresenta-se a versa˜o estruturada. Neste esta´gio do desenvolvimento da
ontologia, a versa˜o traduzida contemplava apenas as informac¸o˜es que poderiam ser descritas
com o atributo “Moda” e a “Estrutura Sedimentar”, as demais informac¸ o˜es da descric¸a˜o
foram consideradas “Observac¸ o˜es adicionais”, umas vez que n a˜o puderam ser descritas
estruturadamente pela ontologia. Ale´m destas informac¸o˜es, a Tabela 2 tambe´m apresenta
a interpretac¸a˜o oferecida pela literatura, na coluna “Interpretac¸ a˜o referencial”, enquanto
na coluna “Interpretac¸ a˜o do especialista” e´ apresentada a interpretac¸a˜o que o
especialista realizou, sem ter acesso a`s informac¸o˜es descritas na coluna “Observac¸ o˜es
adicionais”. Na fase de verificac¸ a˜o de correspondeˆncia, constatou-se uma diferenc¸a sutil entre
as interpretac¸ o˜es. Na fase de verificac¸a˜o de conhecimento faltante, as informac¸ o˜es
rotuladas como “Observac¸ o˜es adicionais” foram reveladas para o especialista, que constatou
a relevaˆncia das informac¸ o˜es na˜o estruturadas para suportar a interpretac¸a˜o original (do
caso selecionado). Dentre essas informac¸ o˜es, a informac¸a˜o “Cascalho sustentado pelos
clastos” revelou o atributo “Suporte de f a´brica”, do qual “Suportado por clastos” e´ um dos
seus valores; enquanto a informac¸a˜o “clastos comumente imbricados” revelou o atributo
“Orientac¸ a˜o de Fa´brica”, do qual “Imbricado” e´ um dos valores. Uma vez revelados os
atributos, o especialista listou outros valores poss´ıveis para ambos. Com isso, realizamos
o refinamento da ontologia, considerando estes dois novos atributos, e os seus respectivos
valores poss´ıveis. A Tabela 3 apresenta a mesma descric¸ a˜o de fa´cies, a partir da ontologia
revisada. Comparando as Tabelas 1, 2 e 3, e´ poss´ıvel notar que as informac¸ o˜es tornam-se
cada vez mais estruturadas ao longo das etapas, como consequeˆncia do refinamento da
ontologia, atrave´s da incorporac¸a˜o de novos atributos e valores.</p>
      <p>Descric¸a˜o
Cascalhos sustentados pelos clastos, com estratificac¸a˜o
horizontal pouco definida e clastos comumente imbricados
Interpretac¸a˜o
Barras longitudinais; depo´sitos
residuais
Tabela 1. Exemplo de descri c¸ a˜o de f a´cies encontrada na literatura. Descri c¸ a˜o
n a˜o estruturada
Moda
Cascalho</p>
      <p>Estrutura
Sedimentar
Estratificac¸a˜o
horizontal</p>
      <p>Observac¸o˜es adicionais
Cascalho sustentado pelos
clastos, clastos comumente
imbricados, estratificac¸a˜o
horizontal pouco definida</p>
      <p>Interpretac¸a˜o
referencial
Barras
longitudinais</p>
      <p>Interpretac¸a˜o do
especialista
Corrente trativa
movendo cascalho,
provavelmente barras
longitudinais
Tabela 2. Exemplo de descri c¸ a˜o de f a´cies submetida ao especialista. Estruturada
de acordo com a ontologia em desenvolvimento</p>
      <p>Moda
Cascalho</p>
      <p>Estrutura Sedimentar
Estratificac¸a˜o horizontal</p>
      <p>Suporte de Fa´brica
Suportado por clastos</p>
      <p>Orientac¸a˜o de Fa´brica
Imbricada
Tabela 3. Exemplo de descri c¸ a˜o de f a´cies estruturada a partir da ontologia
revisada, com dois novos atributos para o conceito de f a´cies sedimentar</p>
      <p>
        A utilizac¸a˜o desta abordagem permitiu a identificac¸a˜o de 21 novos atributos com
62 novos valores. A comparac¸a˜o entre as vers o˜es da ontologia, antes e depois da aplicac¸a˜o
desta te´cnica, fogem ao escopo deste trabalho, mas e´ apresentada em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Carbonera 2012</xref>
        ];
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>5. Conclus a˜o</title>
      <p>Neste artigo apresentamos uma abordagem para aquisic¸a˜o de conhecimento visual e
refinamento de ontologias para dom´ınios visuais, bem como a aplicac¸ a˜o desta abordagem no
dom´ınio da Estratigrafia Sedimentar. Esta abordagem apresentou bons resultados no que
diz respeito a` eliciac¸a˜o de novos atributos visuais descritivos. Este tipo de conhecimento
e´ de fundamental importaˆncia em dom´ınios visuais, visto que a tomada de decis a˜o e´
fortemente dependente de caracterizac¸a˜o visual qualificada dos objetos de dom´ınio. Esta
abordagem contribui para a aquisic¸a˜o de conhecimento e refinamento de ontologias
porque, em geral, as abordagens dispon´ıveis na literatura preocupa-nse com identificac¸ a˜o</p>
      <p>
        A abordagem ainda na˜o foi adequadamente formalizada, uma vez que ainda
precisa ser aplicada em outros dom´ınios visuais, com o intuito de verificar sua generalidade.
E´ possivel que esta abordagem mostre-se adequada tambe´m em dom´ınios n a˜o visuais. A
verificac¸a˜o destes aspectos e´ um dos objetivos que pretendemos alcanc¸ar em trabalhos
futuros. A abordagem apresentada pode ser considerada um resultado parcial do
projeto Obaita´. E´ importante tambe´m salientar que a aplicac¸a˜o da abordagem pode revelar
conceitos que na˜o teˆm representac¸a˜o na terminologia do dom´ınio, de modo que pode-se
gerar termos que na˜o sa˜o conhecidos pela grande comunidade da Geologia. No entanto,
consideramos isto um aspecto positivo, no sentido de que pode-se revelar porc¸o˜es do
conhecimento que ainda sa˜o dif´ıceis de comunicar no dom ´ınio e sugerir termos que as
representem. Estes termos revelados devem ser compreendidos como propostas, que
devem ser avaliadas pela comunidade. O pro´ximo passo natural e´ submeter a ontologia
elaborada com a ajuda desta abordagem para a grande comunidade da geologia discuti-la
em um processo de negociac¸a˜o de significados e construc¸a˜o colaborativa de ontologias
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Torres et al. 2011</xref>
        ].
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>Refereˆncias</title>
    </sec>
  </body>
  <back>
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