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    <journal-meta />
    <article-meta>
      <title-group>
        <article-title>Construção de Modelos Conceituais a Partir de Textos com Apoio de Tipos Semânticos</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Felipe Leão</string-name>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Thaíssa Diirr</string-name>
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          <string-name>Fernanda Baião</string-name>
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          <string-name>Kate Revoredo</string-name>
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          <string-name>Tec - Núcleo de Pesquisa e Prática em Tecnologia</string-name>
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          <label>0</label>
          <institution>Departamento de Informática Aplicada Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UNIRIO) Av. Pasteur</institution>
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          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <fpage>260</fpage>
      <lpage>265</lpage>
      <abstract>
        <p>The conceptual modeling process involves the understanding of domain concepts and its representation in diagrams. The knowledge about the domain can be obtained from various sources, most of them being based on natural language. Therefore, the automatically creation of conceptual models becomes interesting. This paper presents an analysis of the feasibility of automating a linguistic approach with semantic focus to allow the construction of ontologies from natural language texts. Resumo. O processo de modelagem conceitual envolve a compreensão de conceitos do domínio em questão e sua posterior representação em diagramas. O conhecimento sobre o domínio pode ser obtido a partir de diversas fontes, sendo a maior parte delas baseadas em linguagem natural. Portanto, a criação de modelos conceituais de forma automática se mostra interessante. Este trabalho apresenta uma análise da viabilidade de se automatizar uma abordagem linguística com foco semântico capaz permitir a construção de ontologias a partir de textos em linguagem natural.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>A modelagem conceitual constitui uma das principais fases na construção de um
sistema de informação. Em essência, tal fase busca definir os conceitos envolvidos na
descrição do problema, sendo o seu resultado um substrato de grande valor para a boa
compreensão geral dos requisitos e auxílio para as etapas seguintes na modelagem de
qualquer solução computacional. O processo envolve a compreensão de conceitos
relacionados ao domínio em questão e a posterior representação desses conceitos em
modelos, como por exemplo ontologias.</p>
      <p>Por outro lado, a transmissão de conhecimento do especialista no domínio para o
modelador durante a construção de uma ontologia é geralmente feita através da troca de
informações em textos (transcrições de entrevistas, documentos regulatórios, entre
outros). Para obter uma representação fiel do domínio modelado com qualidade
semântica, é necessário, além de um metamodelo representativo, que o modelador
interprete corretamente os conceitos do domínio e não influencie sua compreensão com
experiências e conhecimentos anteriores [Castro et al., 2011].</p>
      <p>
        Diversos trabalhos propuseram abordagens para modelagem conceitual de dados
através de ontologias com base em conceitos linguísticos, entre eles
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro et al. (2011)</xref>
        propôs um método baseado em linguística e foco semântico. O processo é naturalmente
composto por duas atividades principais, (i) a aquisição de conceitos sendo utilizados no
domínio a ser modelado e (ii) a representação de tais conceitos através da linguagem de
modelagem OntoUML [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Guizzardi, 2011</xref>
        ]. Apesar de esse método auxiliar a produção de
ontologias como modelos conceituais de dados com qualidade semântica, a falta de
suporte automatizado é um ponto negativo, uma vez que as definições formais de uma
língua podem ser de grande complexidade. É interessante então buscar meios que
viabilizem a automatização da abordagem.
      </p>
      <p>
        Este trabalho se propõe a analisar a aplicação de técnicas automatizadas para
reconhecimento sintático e semântico à abordagem de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro et al. (2011)</xref>
        , auxiliando e
agilizando a realização dos passos que a compõem. Técnicas utilizadas atualmente para
realização de processamento de linguagem natural como POS Tagging e Semantic
Tagging foram pesquisadas.
      </p>
      <p>O restante do trabalho está organizado da seguinte forma: A seção 2 apresenta a
abordagem linguística para modelagem com foco semântico, incluindo a linguagem
OntoUML. A seção 3 descreve as técnicas analisadas e as duas abordagens
consideradas. A seção 4 expõe considerações finais sobre o trabalho e trabalhos futuros.
2.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Abordagem Linguística para Modelagem Conceitual com Foco</title>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Semântico</title>
      <p>
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro et al. (2011)</xref>
        propôs uma abordagem linguística para modelagem conceitual que
parte da linguagem natural para construção de ontologias em OntoUML. Esta seção
explicita os passos propostos para obtenção dos modelos, além da própria linguagem
OntoUML.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>2.1. OntoUML</title>
      <p>
        A OntoUML é uma linguagem de modelagem conceitual ontologicamente bem
fundamentada, que pode apoiar a fase de análise de domínio na engenharia de sistemas
de informação. Ela foi proposta como um perfil da UML 2.0 e incorpora axiomas e
distinções ontológicas presentes na ontologia de fundamentação UFO (Unified
Foundation Ontology) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">Guizzardi, 2011</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Os elementos da UFO podem ser Universal (tipos que determinam coleções de
conceitos que se referem a coisas ou seres) ou Individual (instâncias de tais coleções).
Essas classes se subdividem em outras que, por sua vez, também possuem
subhierarquias [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Guizzardi, 2005</xref>
        apud Castro et al., 2011]. Na hierarquia de Universal, por
exemplo, poderíamos citar a classe Substantial Universal que corresponde a
propriedades intrínsecas (não relacionais) que determinam classes ou coleções de seres
ou coisas materiais e mantêm sua identidade, mesmo passando por mudanças.
      </p>
      <p>
        As classes da linguagem de modelagem conceitual OntoUML são
especializações das classes abstratas da UFO, herdando meta-propriedades e/ou
restrições. Alguns desses construtos são [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">Guizzardi, 2005</xref>
        ; Guizzard, 2011; e Castro et
al., 2010]:
•
•
      </p>
      <p>Kind (tipo): seres complexos ou coisas relacionalmente independentes
claramente identificados. (e.g. animais, plantas, time de futebol).</p>
      <p>Quantity (quantidade): classes de substâncias de massa (e.g. água).</p>
      <p>Collective (coletivo): coleções ou coisas vistas e percebidas como uma estrutura
uniforme (e.g. floresta, baralho de cartas).</p>
      <p>Phase (fase): estágios ou fases na existência de um ser (e.g. lagarta e borboleta
são partições - phase - de um lepidópteros - kind).</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>2.2. Modelagem Conceitual com Foco Semântico</title>
      <p>O processo de modelagem de dados conceitual é similar a uma atividade de
tradução, pois consiste em entender os conceitos representados em uma linguagem
natural e, então, representar esses mesmos conceitos em uma linguagem de modelagem
[Castro et al., 2011]. Para realizar essa tradução é preciso compreender e comparar as
linguagens, a fim de elaborar modelos conceituais (ontologias) semanticamente precisos
que apresentem o mesmo significado do texto em linguagem natural [Castro et al., 2010
e 2011].</p>
      <p>
        O vocabulário de qualquer linguagem natural é dividido em classes de palavras
que podem ser fechadas ou abertas. Classes abertas são as que carregam carga
semântica (substantivos, adjetivos, verbos e advérbios) e, por isso, são o foco da
modelagem conceitual. As classes de palavras podem ainda ser especializadas em tipos
semânticos propostos por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Dixon (2005)</xref>
        . Alguns destes tipos especializam os
substantivos de referência concreta, que têm maior importância para modelagem
conceitual por nomearem seres e coisas. São eles:
• Animate (animados): abrangem os animais não humanos;
• Human (humanos): referentes a seres humanos. São subdivididos em Kin (e.g.
      </p>
      <p>filho, pai), Rank (e.g. goleiro, professor) e Social group (e.g. companhia).
• Parts (partes): são partes de outras coisas ou seres, incluindo as partes corpóreas.
• Inanimate (inanimados): subdividos em Artifacts (e.g. livro), Flora (e.g. árvore),
Celestial and Weather (e.g. lua, vento) e Environment (e.g. água).</p>
      <p>
        A partir do entendimento das propriedades das linguagens naturais e da
OntoUML,
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">Castro et al. (2010)</xref>
        definiram mapeamentos de tipos semânticos
relacionados a substantivos, verbos e adjetivos para construtos da OntoUML. A Tabela
1 apresenta os construtos da OntoUML relacionados aos tipos semânticos de
substantivos concretos.
      </p>
      <p>Tabela 1 - Mapeamento de Tipos Semânticos de Substantivos Concretos
[Dixon, 2005] para OntoUML. Fonte: Castro et al (2010)</p>
      <p>Tipos Semânticos</p>
      <p>Construtos OntoUML
Animate, Human, parts, Inanimate, Inanimate/Artifacts, Kind
Inanimate/Celestial and Weather, Inanimate/ Flora
Human/Social Group
Inanimate/Environment
*Vários
Collective ou Kind
Quantity
Phase</p>
      <p>Esses mapeamentos são utilizados na abordagem de modelagem conceitual
proposta em Castro et al. [2010, 2011]. A abordagem parte de textos descritivos sobre o
universo a ser modelado, produzidos pelos especialistas do domínio. Os passos que
compõem a abordagem estão listados a seguir [Castro et al., 2011], onde o mapeamento
da Tabela 1 é aplicado no passo 5.</p>
      <p>1. Decomposição do texto em sentenças simples (sentenças não interrogativas, na
voz ativa e contendo somente uma oração);
2. Levantamento e esclarecimento de dúvidas junto ao especialista do domínio;
3. Identificação dos signos do universo modelado (sujeitos, verbos e objetos);
4. Associação entre os signos identificados e os tipos semânticos correspondentes;
5. Mapeamento entre os tipos semânticos e os construtos da OntoUML;
6. Criação do modelo.
3.</p>
      <p>Técnicas para Reconhecimento Sintático e Semântico
É possível observar que os passos 1, 3 e 5 da abordagem de Castro et al (2010) são
diretamente automatizáveis, através de técnicas como Tokenizing e Parsing e os
mapeamentos de tipos semânticos para OntoUML. O passo 2 consiste em uma tarefa
não automatizável. Porém, para os passos 4 e 6, uma análise mais profunda se faz
necessária. Optamos por focar no passo 4, por acreditarmos que esta tarefa é a que pode
apresentar o maior desafio para a automatização do método como um todo.</p>
      <p>
        A fim de auxiliar e agilizar a realização dos passos que compõe a abordagem de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro et al. (2011)</xref>
        , seria interessante o uso de algum procedimento automatizado. Em
seu trabalho, Castro chegou a analisar uma ferramenta para anotação semântica, o
Palavras (http://visl.sdu.dk/visl/pt/). Apesar de identificar classes gramaticais e funções
sintáticas corretamente, ocorreram falhas quando se atingiu o nível semântico. Neste
trabalho é feita uma análise mais abrangente sobre esta classe de ferramentas.
      </p>
      <p>
        Inicialmente, analisamos ferramentas de processamento de linguagem natural
que realizam anotação sintática de partes do discurso (Part-of-Speech Tagging), ou seja,
o processo de classificar palavras morfologicamente de acordo com as classes
gramaticais [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">Bird et. al., 2009</xref>
        ]. Em seguida, buscamos abordagens que realizam algum
tipo de anotação semântica (semantic tagging) para classificação das palavras,
considerando informações de contexto.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>3.1. Abordagens de POS Tagging</title>
      <p>
        O estudo realizado consistiu em aplicar algoritmos de POS tagging a uma lista de
sentenças simples tratadas. Foram testados diferentes frameworks como o NLTk
(http://nltk.org), o Apache OpenNLP (http://opennlp.apache.org/) e o Stanford
Parser/Tagger (http://nlp.stanford.edu/). O primeiro possibilitou a aplicação dos
algoritmos de POS-tagging N-Gram (considerando suas variações Unigran, Bigram e
Trigram) e
        <xref ref-type="bibr" rid="ref2">Brill Tagger [Brill, 1992</xref>
        ]. O segundo e o terceiro implementam o Modelo de
Entropia Máxima (Maximum Entropy Model ou MaxEnt Model) [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">Ratnaparkhi, 1996</xref>
        ].
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>3.1.1. Análise Prática dos Algoritmos de POS Tagging</title>
      <p>
        Os três algoritmos (N-Gram, Brill e MaxEnt) foram aplicados a um mesmo conjunto de
56 sentenças já processadas e resultantes do estudo de caso de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro et al. (2011)</xref>
        após
decomposição em sentenças simples, divisão em orações, depassivização, separação em
sentenças nucleares, e criação e esclarecimento de lista de dúvidas. O objetivo era
analisar as anotações geradas pelos algoritmos para os substantivos identificados por
Castro como os signos importantes do universo a ser modelado.
      </p>
      <p>Os três algoritmos foram capazes de anotar corretamente a maior parte dos
termos das sentenças, identificando suas classes gramaticais com precisão similar à
indicada pelos seus criadores. Entretanto, o resultado dos taggers se mostrou tão
limitado quanto o da ferramenta Palavras, uma vez que os tipos semânticos não
puderam ser especificados. Os corpora não contêm, em seu conjunto de tags possíveis,
indicações de tipos semânticos. A Figura 1 exemplifica a aplicação do Stanford Tagger,
onde observa-se que, que mesmo capaz de identificar o substantivo “professor”, o
tagger que não faz qualquer indicação sobre este ser um Human e mais especificamente
um Rank. Sem um corpus que indique tais classificações, a análise sobre a capacidade
dos taggers em reconhecer o contexto semântico não se fez possível.</p>
      <p>Sentença  
Original
Stanford  
Tagger  
“O  Professor  responsável  pela  disciplina  defere  ou  indefere  os  requerimentos  de  </p>
      <p>inscrição  em  disciplina  isolada.”
[('O', [art]) ('professor', [n]) ('responsável', [adj])
('pela', [v-fin]) ('disciplina', [n]) ('defere', [v-fin])
('ou', [conj-c]) ('indefere', [v-fin]) ('os', [art])
('requerimentos', [n]) ('de', [prp]) ('inscrição', [n]) ('em',
[prp]) ('disciplina', [n]) ('isolada', [v-pcp]) ('.', [punc])]  </p>
      <p>Figura 1 - Exemplo de taggeamento realizado pelo Stanford Tagger</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>3.2. Abordagens de Semantic Tagging</title>
      <p>
        Uma vez observado que os taggers atualmente utilizados pela comunidade de NLP não
eram capazes de identificar os tipos semânticos dos signos no texto, optou-se por
estender a pesquisa para abordagens que considerassem a anotação semântica (semantic
tagging). O que foi percebido com a pesquisa é que o termo “semantic tagging” tem
sido utilizado para denotar diferentes técnicas em áreas de atuação distintas, desde as
que de fato abordam o processamento de linguagem natural até aquelas que tangem
outras tarefas como a de criação automática de taxonomias ou apoio a criação de
folksonomias. Ainda que não tenham sido encontrados trabalhos que permitissem a
automatização da identificação dos tipos semânticos propostos por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">Dixon (2005)</xref>
        a partir
dos signos de um texto, alguns trabalhos podem indicar caminhos interessantes a serem
seguidos na busca pelo desenvolvimento (ou adaptação) de um tagger semântico.
      </p>
      <p>
        Alguns trabalhos como os de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref10">Mahar e Memon (2010</xref>
        ) e
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">Miller et. al. (1993</xref>
        ),
propõe a utilização de bases de dados léxicas como o WordNet para restringir a
semântica de termos de acordo com os outros termos presentes nas sentenças, o que
poderia auxiliar no desenvolvimento de um tagger semântico.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">Gelbukh e Kolesnikova
(2012</xref>
        ) também fazem uso do WordNet ao introduzirem o problema de se reconhecer,
automaticamente, o sentido das palavras participantes de “collocations” (colocações),
situação aonde ao se combinar duas palavras uma delas tem seu valor semântico
alterado.
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">Buitelaar (1997)</xref>
        propõe o léxico CoreLex para tagging semântico, capaz de
classificar informações em um nível semântico utilizando conceitos compatíveis com os
construtos da OntoUML utilizados na abordagem de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro et al. (2011)</xref>
        .
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>Considerações e Trabalhos Futuros</title>
      <p>
        Este trabalho analisou técnicas utilizadas atualmente pela comunidade de
processamento de linguagem natural observando o quanto elas podem apoiar um
método de modelagem conceitual com foco semântico, especificamente o proposto por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro et al. (2011)</xref>
        . O objetivo deste método é elaborar uma ontologia como modelo
conceitual de domínio semanticamente expressivo. O método é baseado em linguística e
gera um modelo conceitual bem fundamentado em OntoUML a partir de textos em
linguagem natural. A aplicação de tipos semânticos possibilita o aumento no poder de
expressão e diminui as chances de erros decorrentes do processo de modelagem.
      </p>
      <p>
        Foram aplicadas técnicas de anotação gramatical através dos frameworks NLTk,
OpenNLP e Stanford Tagger. Foi observado resultado similar ao descrito por
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro et
al. (2011)</xref>
        quando a ferramenta Palavras foi analisada. Optou-se então por buscar
soluções alternativas com foco em tagging semântico e alguns trabalhos relacionados ao
tema foram revistos, com suas possíveis colaborações explicitadas.
      </p>
      <p>
        Não foi encontrada uma solução para tagging semântico que possa ser
diretamente aplicada ao problema aqui abordado, entretanto foi possível detectar tópicos
que combinados e estendidos poderiam auxiliar na automatização do método de
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">Castro
et al. (2011)</xref>
        . Outras abordagens como Desambiguação de Sentidos de Palavras (Word
Sense Desabiguition) podem também ser de grande ajuda e deverão ser objetos de
estudo em trabalhos futuros. É importante ressaltar que apesar das técnicas aqui
relatadas não serem suficientes de maneira isolada para a automatização da abordagem,
elas podem diminuir o número de falhas no processo de modelagem conceitual, uma vez
que a análise de textos em linguagem natural pode ser uma tarefa complexa até mesmo
quando os indivíduos trabalham com suas línguas maternas.
      </p>
    </sec>
    <sec id="sec-10">
      <title>Agradecimentos</title>
      <p>O primeiro autor agradece ao Programa CAPES/REUNI pela bolsa de estudos recebida.</p>
    </sec>
  </body>
  <back>
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