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      <title-group>
        <article-title>Pesquisa sobre Ensino de IHC no Brasil em 2012: Desafios e Oportunidades</article-title>
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        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Simone Diniz Junqueira Barbosa</string-name>
          <email>simone@inf.puc-rio.br</email>
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          <label>0</label>
          <institution>Author Keywords HCI education</institution>
          ,
          <addr-line>survey</addr-line>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>Departamento de Informática, PUC-Rio Rua Marquês de São Vicente</institution>
          ,
          <addr-line>225 Gávea, Rio de Janeiro, RJ</addr-line>
          ,
          <country country="BR">Brasil</country>
        </aff>
      </contrib-group>
      <abstract>
        <p>This short paper reports the results of a survey on HCI Education in Brazil conducted via online questionnaire in August 2012. It highlights the differences in opinion across the roles of HCI professors, students, and practitioners.</p>
      </abstract>
    </article-meta>
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  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>Tabela 1: Distribuições etária e geográfica dos respondentes.</p>
      <p>idade frequência estado frequência
20 anos ou menos 3 (3%) CO 3 (3%)
21 a 30 40 (37%) N 3 (3%)
31 a 40 40 (37%) NE 14 (13%)
41 a 50 20 (19%) S 18 (17%)
51 a 40 4 (4%) SE 68 (62%)
61 ou mais 1 (1%) outro país 3 (3%)
A maioria dos respondentes teve sua formação principal em
Computação, como pode ser visto na Figura 1.</p>
      <p>Outra
Psicologia
Design</p>
      <p>IHC
Computação
3
9
11</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>INTRODUÇÃO</title>
      <p>O grupo de trabalho sobre o ensino de IHC do SIGCHI/ACM
[1] realizou uma pesquisa exploratória sobre o ensino de IHC,
a partir da qual elaborou um questionário online. Esse
questionário foi cedido para a autora, para traduzi-lo e enviá-lo
à comunidade de IHC no Brasil. Este artigo apresenta os
resultados dessa pesquisa, realizada através de questionário
online em agosto de 2012.</p>
      <p>Além de dados demográficos, o questionário continha cinco
seções: disciplinas relacionadas com IHC, explorando a
multidisciplinaridade da área; tópicos e área de aplicação,
tradicionais e emergentes; métodos de design e pesquisa
empírica; desafios ao ensino de IHC; e recursos para o enisno
de IHC: livros, conferências e periódicos. O texto deste artigo se
concentra nos desafios investigados; outros resultados
encontramse resumidos em tabelas no Anexo.</p>
      <p>O questionário foi enviado para as listas de discussão IHC-L
[2], SBC-L [3], para o grupo desinterac do Google, e para uma
lista de egressos de IHC do Departamento de Artes e Design
da PUC-Rio. Foi solicitado ainda que os respondentes
encaminhassem o questionário para seus colegas da área, para
uma amosragem “bola de neve”.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>PERFIL DOS RESPONDENTES</title>
      <p>De 146 pessoas que começaram a responder o questionário,
109 (75%) o concluíram: 49 professores e pesquisadores
(doravante chamados docentes), 45 estudantes e 10
29
0 10 20 30 40
Figura 1: Distribuição por área principal de formação.
50</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>MATERIAL DIDÁTICO</title>
      <p>A Figura 2 apresenta os livros didáticos mais mencionados
pelos respondentes em questão aberta.</p>
      <p>Nielsen - Usability Engineering
Dix et al. - Human-Computer Interaction</p>
      <p>Cybis et al. - Ergonomia e Usabilidade
Rocha e Baranauskas - Design e Avaliação …</p>
      <p>Norman - The Design of Everyday Things</p>
      <p>Krug - Don't make me think
Barbosa e Silva - Interação Humano-Computador</p>
      <p>Preece et al. - Interaction Design</p>
      <p>0 10 20 30
Figura 2: Livros didáticos mencionados com mais frequência.
40
Esses dados apontam para a necessidade de mantermos uma
coleção atualizada de livros didáticos em português.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>DESAFIOS</title>
      <p>A Tabela 2 apresenta os desafios endereçados no questionário,
classificados em quatro grupos.1 Existe uma preocupação com
1 A tabela apresenta a média (
(Doc: docentes, Est: estudantes, Pro: profissionais), além de asteriscos
indicando quando houve diferenças significativas (p &lt; 0.05 em teste
Wilcoxon) entre as médias de pares de perfis (DxE: entre docentes e
o reconhecimento da importância da área e com a integração
entre ensino e prática, principalmente entre os profissionais.
Há diferenças notáveis entre as opiniões de docentes e
estudantes no que tange à diversidade de perspectivas e
objetivos no ensino, o que indica uma falta de alinhamento
entre os objetivos e expectativas desses papéis, devida
possivelmente a falhas na comunicação dos docentes sobre
como IHC deve ser ensinado/aprendido.</p>
      <p>Tabela 2: Desafios relacionados ao ensino de IHC.2</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>INTEGRAÇÃO ACADEMIA–INDÚSTRIA</title>
      <p>Prosseguindo na discussão sobre a integração entre academia e
indústria em IHC, a Tabela 3 mostra que todos acreditam que o
ensino de IHC é mais voltado para a academia do que para a
indústria. Os alunos, talvez por desconhecimento, têm uma
visão um pouco mais otimista que os docentes sobre o
compartilhamento da pesquisa com a indústria.
Esses resultados apontam não apenas para a necessidade de
endereçar os desafios citados, mas também de realizar
investigações mais profundas que nos permitam entender as
causas das disparidades encontradas e satisfazer melhor as
necessidades e expectativas dos diferentes grupos de
interessados em IHC.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>DISCUSSÃO</title>
      <p>Algumas ressalvas devem ser feitas sobre os resultados. Em
primeiro lugar, a maioria dos participantes tinha formação
principal em Computação, e portanto não podemos considerar
as respostas representativas de toda a comunidade brasileira de
IHC, que envolve diversas outras áreas, em particular as áreas
de Design e Psicologia. Segundo, o questionário foi traduzido
do inglês para o português, o que pode ter introduzido algumas
distorções. Além disso, há disciplinas com diferentes tradições
no Brasil e nos Estados Unidos. Para algumas delas, adotamos
no Brasil uma perspectiva mais europeia. Para outras,
possuímos tendências genuinamente nacionais. Finalmente,
alguns respondentes comentaram que algumas questões
pareciam inadequadas, ambíguas ou descontextualizadas.</p>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>AGRADECIMENTOS</title>
      <p>Agradeço a todos os participantes da pesquisa pelo seu tempo e
dedicação ao responder o questionário. Agradeço também ao
CNPq e à PUC-Rio pelo apoio a este trabalho.
*</p>
      <p>REFERÊNCIAS
1. SIGCHI Education: www.sigchi.org/resources/education
2. IHC-L: grupos.ufrgs.br/mailman/listinfo/ihc-l
3. SBC-L: grupos.ufrgs.br/mailman/listinfo/sbc-l
4. desinterac: groups.google.com/group/desinterac
estudantes, DxP: entre docentes e profissionais, e ExP: entre
estudantes e profissionais).
2 A escala das questões sobre desafios vai de 1 (muito fácil de
resolver) a 5 (muito significativo), além do grau 0 (não concordo que
isso deva ser feito).
3 As questões sobre integração academia–indústria seguem uma
escala de Likert, de 1 (discordo totalmente) a 5 (concordo totalmente).
Tabela 4: IHC é cada vez mais interdisciplinar. O quanto é importante
para os alunos estudarem as seguintes disciplinas/áreas?4
grandes displays
projetores
quiosques
sistemas embarcados
smartphones
tablets
Tabela 7: Importância da proficiência com modalidades de input.
Tabela 8: Importância do estudo e prática em paradigmas de design.
administração
antropologia
artes
ciência cognitiva
ciência da info.
computação (geral)
comunicação
design (geral)
design de interação
design gráfico
economia
educação
eng. de sistemas
ergonomia
estatística
filosofia (geral)
filosofia da ciência
mídias digitais
psicologia (geral)
psicologia cognitiva
sociologia</p>
      <p>Doc (SD)
2.59 (1.17)
3.14 (1.08)
3.06 (1.13)
4.02 (0.88)
3.98 (0.85)
3.94 (0.92)
4.16 (0.77)
4.12 (0.86)
4.73 (0.49)
3.63 (1.01)
2.08 (1.04)
2.90 (1.14)
3.49 (1.10)
4.27 (1.04)
3.00 (1.21)
2.18 (0.88)
2.22 (0.87)
4.06 (0.99)
3.02 (0.99)
3.98 (0.92)
3.00 (1.06)
Tabela 5: Importância de proficiência em certos tópicos.</p>
      <p>Doc (SD) Est (SD) Pro (SD)
acessibilidade 4.61 (0.67) 4.76 (0.53) 4.80 (0.42)
análise de redes sociais 3.47 (0.96) 3.67 (0.85) 3.70 (0.82)
aprendizado de máquina 2.86 (0.87) 3.16 (0.95) 3.90 (1.20)
arquitetura de informação 4.04 (0.96) 4.02 (0.97) 4.70 (0.48)</p>
      <p>cognição distribuída 3.57 (0.96) 4.00 (1.07) 4.00 (0.94)
computação persuasiva 3.61 (0.98) 3.89 (1.03) 4.00 (0.94)
computação probabilística 2.92 (1.10) 3.16 (1.22) 3.30 (1.25)
computação social 3.65 (0.95) 3.78 (0.93) 4.00 (1.15)
computação ubíqua 3.69 (1.06) 3.76 (0.96) 3.90 (0.99)</p>
      <p>crítica de mídias 3.43 (1.04) 3.67 (1.38) 3.60 (1.07)
desenv. de produto 3.90 (1.01) 3.84 (0.98) 4.30 (0.82)
design de experiência 4.39 (0.91) 4.47 (0.76) 4.80 (0.42)
dinâmica /trab. em grupo 3.96 (0.91) 4.22 (0.93) 4.10 (0.74)</p>
      <p>e-commerce 3.10 (1.08) 3.07 (1.10) 3.40 (0.84)
engenharia cognitiva 4.24 (0.83) 4.38 (0.75) 4.10 (1.10)
engenharia semiótica 4.18 (0.81) 4.20 (0.92) 4.00 (1.41)</p>
      <p>estudos culturais 3.59 (1.06) 3.82 (1.01) 4.10 (1.10)
estudos sobre jogos 3.22 (1.05) 3.38 (1.11) 3.60 (0.84)</p>
      <p>ética 4.06 (0.97) 4.27 (1.01) 4.00 (1.33)
gerência de projetos 3.57 (1.04) 3.51 (0.92) 4.00 (1.15)
gestão de mudanças 3.14 (1.06) 3.42 (1.06) 3.80 (1.32)</p>
      <p>história de IHC 3.76 (1.07) 4.07 (1.05) 3.90 (1.37)
IHC para regiões em</p>
      <p>3.43 (0.96) 4.13 (0.89) 4.30 (0.67)
desenvolvimento
mineração de dados 2.82 (1.01) 3.13 (1.01) 3.70 (1.42)
necessidades especiais 3.80 (0.84) 4.36 (0.88) 4.20 (0.92)
proc. de linguagem natural 3.18 (0.91) 3.47 (0.97) 4.20 (1.14)
realidade aumentada 3.29 (0.98) 3.29 (1.10) 3.70 (1.25)
redes e mídias sociais 3.51 (0.89) 3.62 (0.91) 3.50 (0.97)</p>
      <p>robótica 2.65 (0.88) 2.71 (1.20) 3.60 (1.65)
informática na saúde 2.65 (0.83) 3.09 (1.31) 3.20 (1.23)
sistemas colaborativos 3.82 (0.97) 3.91 (0.92) 4.00 (1.05)</p>
      <p>sustentabilidade 3.29 (1.22) 3.53 (1.16) 3.80 (1.14)
teoria da atividade 3.37 (1.11) 3.51 (1.24) 3.50 (1.43)</p>
      <p>teorias de IHC 4.45 (0.68) 4.69 (0.67) 4.40 (1.17)
visualização de informação 4.24 (0.75) 4.29 (0.76) 4.70 (0.48)
Tabela 6: Importância da proficiência com certos dispositivos.
desktops
displays compartilhados
dispositivos móveis</p>
      <p>Doc (SD)
4.33 (0.80)
3.90 (0.74)
4.67 (0.59)</p>
      <p>Est (SD)
4.60 (0.69)
4.27 (0.86)
4.69 (0.70)</p>
      <p>Pro (SD)
4.70 (0.48)
4.80 (0.79)
4.70 (0.48)</p>
      <p>DxE DxP ExP
*
*
4 A escala ds questões sobre importância vai de 1 (nem um pouco
importante) a 5 (muito importante).</p>
      <p>DxE DxP ExP
*
*
*
*
*
DxE DxP ExP
*
*</p>
      <p>*
*
*
*
*
facial
gestual
háptica ou tátil
sensores (geral)
sensores de local.
teclado
toque
voz
design ágil / iterativo
value-centered design
design de experiência
design de interação
design participativo
ciclo de vida em cascata
clickstream analysis
diagrama de afinidades
análise de tarefas
análise heurística
aval. baseada em modelos
brainstorming
card sorting
cenários e storytelling
personas
entrevistas
estudos de campo
eye tracking
GOMS
grupos de foco
investigação contextual
modelos mentais
observação
percurso cognitivo
probes
protocolo verbal
prototipação (geral)
prototipação em papel
prototipação interativa
questionários
discount usability tech.
testes de usabilidade
testes de usab. remotos
wireframing
wizard of Oz
Doc (SD)
3.84 (0.83)
4.12 (0.67)
4.02 (0.69)
3.94 (0.80)
3.94 (0.88)
4.20 (0.82)
4.49 (0.62)
4.29 (0.74)</p>
      <p>DxP ExP
*
*
DxE DxP ExP
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*
*</p>
    </sec>
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          <article-title>Tabela 9: Importância do estudo e prática em métodos e ferramentas</article-title>
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