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        <article-title>Atividades de Ensino de IHC em Duas Instituições de Ensino Superior Brasileiras</article-title>
      </title-group>
      <contrib-group>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Thiago Adriano Coleti</string-name>
          <email>thiagocoleti@feati.com.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff0">0</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Marcelo Morandini</string-name>
          <email>m.morandini@usp.br</email>
          <xref ref-type="aff" rid="aff3">3</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>Author Keywords</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff2">2</xref>
        </contrib>
        <contrib contrib-type="author">
          <string-name>ACM Classification Keywords</string-name>
          <xref ref-type="aff" rid="aff1">1</xref>
        </contrib>
        <aff id="aff0">
          <label>0</label>
          <institution>Faculdade de Educação, Administração e Tecnologia de</institution>
          ,
          <addr-line>Ibaiti, Ibaiti - Pr</addr-line>
        </aff>
        <aff id="aff1">
          <label>1</label>
          <institution>H.5.m. Information interfaces and presentation (e.g., HCI):</institution>
        </aff>
        <aff id="aff2">
          <label>2</label>
          <institution>Interação-Humano Computador; Ensino; Disciplinas de, IHC; Critérios Ergonômicos.</institution>
        </aff>
        <aff id="aff3">
          <label>3</label>
          <institution>Universidade de São Paulo</institution>
          ,
          <addr-line>São Paulo - SP</addr-line>
        </aff>
      </contrib-group>
    </article-meta>
  </front>
  <body>
    <sec id="sec-1">
      <title>-</title>
      <p>
        INTRODUCÃO
A utilização de sistemas interativos por pessoas com
diversas habilidades e para as mais diversas tarefas tem
aumentado. Este fato sugere que, dentro das atividades de
desenvolvimento de sistema, exista uma preocupação com a
capacidade de interação das aplicações visando desenvolver
aplicativos simples, fáceis de utilizar, aprender e memorizar
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ].
      </p>
      <p>O interesse em desenvolver sistemas utilizáveis para os
usuários é uma constante para pesquisadores e
desenvolvedores da área de Interação-Humano Computador
(IHC) e é tratada com atenção por diversos cursos da área
de desenvolvimento de sistemas, tanto em nível de
graduação quanto de pós-graduação.</p>
      <p>
        O aumento da demanda por sistemas interativos requer uma
constante preparação dos profissionais da área de
computação para o desenvolvimento de aplicativos. Esta
preparação pode se iniciar em cursos superiores e se
estender para cursos de pós-graduação que normalmente
são vinculados à área de computação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Atualmente, muitos cursos de graduação relacionados à
computação, tais como Ciência da Computação, Sistemas
de Informação e Engenharia da Computação oferecem, em
suas grades curriculares disciplinas sobre IHC seguindo,
principalmente, a orientação da Sociedade Brasileira de
Computação (SBC) que contempla em seu Currículo de
Referência para Cursos de Graduação em Computação e
Informática as disciplinas de “Interfaces Usuário Máquina”
ou “Interface Homem-Maquina” [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ].
      </p>
      <p>As disciplinas de IHC abordadas nesses cursos tratam
assuntos relacionados a padrões de projeto de interface,
design e avaliação da interação do usuário com o sistema
interativo. Sua aplicação varia entre as Instituições de
Ensino Superior (IES) sendo, em alguns casos, disciplinas
obrigatórias e, em outros casos, optativas.</p>
      <p>
        Este artigo apresenta conteúdos e dados relacionados à
disciplina de IHC ministrada em duas IES distintas: Escola
de Artes Ciências e Humanidades da Universidade de São
Paulo (EACH/USP) e Faculdade de Educação,
Administração e Tecnologia de Ibaiti estado do Paraná.
FUNDAMENTAÇÃO TEÓRICA
Nesta seção serão apresentados os conceitos sobre Interação
Humano Computador, a disciplina relacionada à área além
de dados das instituições onde ocorreu a pesquisa.
Interação Humano Computador (IHC)
A área de IHC surgiu no inicio dos anos 80 apoiada
principalmente pela expansão de sistemas de software
interativos. A IHC envolve uma área da computação
responsável por estudos com objetivos de proporcionar aos
usuários sistemas fáceis de aprender, utilizar e memorizar e,
como consequência, satisfatórios a necessidade do usuário.
As atividades envolvem a identificação da necessidade e
característica do usuário, a elaboração do projeto, a
implementação e a avaliação da interface do aplicativo [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref13">13</xref>
        ].
Esta área da computação tem ganhado cada vez mais
espaço dentro de ambientes de pesquisa e desenvolvimento.
Isso se deve, principalmente, ao fato de que as empresas de
software estão compreendendo a necessidade de prover
sistemas amigáveis para o usuário. Tal característica
também é interesse da equipe de projeto e desenvolvimento
dos sistemas, bem como das organizações que adquirem
sistemas computacionais com objetivo de apoiar suas
tarefas operacionais, gerenciais e estratégicas [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ].
A qualidade da interação é um atributo perceptível ao
usuário e permite ao mesmo mensurar a qualidade da
aplicação utilizada [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref4">4</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref5">5</xref>
        ]. Com isto, as organizações
estão optando por sistemas com interfaces amigáveis e
fáceis de utilizar. Sistemas que agreguem estas
características tem usabilidade que, segundo a ISO9241 [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ]
se trata da qualidade que um sistema interativo oferece a
seu usuário de realizar suas tarefas com eficácia, eficiência
e satisfação. Aplicativos que apresentam esta característica
de qualidade, além do aspecto de interface são agradáveis
para o usuário evitando que o mesmo venha a ter stress,
sensação de inferioridade, dificuldade de trabalho, atrasos
na entrega de tarefas dentre outro problemas técnicos e
fisiológicos provocados por sistemas mal projetados [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ].
O Curso de Bacharelado em Sistemas de Informação
Particularmente, o Bacharelado em Sistemas de Informação
(SI) é um curso superior na área de computação que segue o
Currículo de Referência para Cursos de Bacharelado em
Sistemas de Informação da Sociedade Brasileira de
Computação que tem como sua ultima versão divulgada em
2003 [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ] [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        Este curso tem por objetivo formar profissionais de
computação e informática para atuar em pesquisa, gestão,
uso e avaliação de tecnologia da informação nas
organizações [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ].
      </p>
      <p>A principal característica do profissional a ser formado
neste curso é entender as necessidades das organizações,
seus processos, tarefas, dificuldades e aplicar a tecnologia
como recurso para informatizar as atividades além de
agregar maior valor no resultado da organização.
Compreende também, como uma atividade do profissional
de SI, identificar como a tecnologia da informação pode
apoiar o planejamento estratégico da organização, além de
poder atuar na área educacional, ou seja, no ensino em
cursos técnicos, superiores e de pós-graduação (quando
qualificados para isso).</p>
      <p>
        De acordo com [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ], a estrutura de disciplinas do curso é
divida em três partes:
1. Formação básica em Ciência da Computação,
Matemática e Sistemas de Informação na qual são
abordados temas como programação, estrutura de
dados, organização de computadores;
2. Formação Tecnológica, área que trata da
Engenharia de Software, IHC, Auditoria de
Sistema, Redes de Computadores e Segurança de
Informação; e
3. Formação Complementar em que são tratados
temas como Administração e Metodologias de
Pesquisa.
      </p>
      <p>A disciplina de IHC é estabelecida como parte do conteúdo
a ser estudado na Formação Tecnológica. A forma de
ensino de IHC varia de acordo com a instituição. Os
detalhes são explicados na seção seguinte.</p>
      <p>Disciplina de IHC nas IES estudadas
A disciplina de IHC é oferecida como parte da grade
curricular dos cursos de computação. Dentro do curso de SI
é oferecida com parte da Formação Tecnológica e
normalmente, separada da disciplina de Engenharia de
Software.</p>
      <p>
        Uma pesquisa sobre esta disciplina foi realizada por
Silveira e Prates [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ] que apresentam um levantamento de
dados sobre a disciplina feita com professores da área no
Simpósio de Sistemas Computacionais de 2006 em Natal –
RN.
      </p>
      <p>
        Assim, com este estudo foi possível identificar uma
variação na forma de aplicar a disciplina de IHC nos cursos
de graduação, ou seja, não existe um padrão estabelecido
para a disciplina em relação à quantidade de aulas,
obrigatoriedade ou mesmo, foco de atuação [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ].
      </p>
      <p>Dentre as formas encontradas de ensino estão:
•
•
•
•
•
apenas uma disciplina obrigatória na área de IHC;
apenas uma disciplina eletiva na área de IHC;
tópicos de IHC abordados em Engenharia de
Software;
uma disciplina básica obrigatória seguida por
demais disciplinas eletivas;
curso com ênfase em IHC com sequência de
disciplinas da área a serem efetuadas por alunos
que escolherem esta ênfase.</p>
      <p>
        Nesta pesquisa, a carga horária das disciplinas não foi
analisada. Porém, ao serem analisados os projetos
pedagógicos de outras IES, acredita-se que, tanto como
disciplina obrigatória ou eletiva, ela tem de 40 a 80 horas
semestrais divididas em duas ou quatro aulas semanais.
Com base nos dados apresentados por Silveira e Prates [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ]
pode-se observar uma recomendação para os cursos
trabalharem com uma disciplina específica e obrigatória de
IHC. Além disso, esses autores apresentam um plano de
disciplina considerado ideal para o curso e uma lista de
referências bibliográficas.
      </p>
      <p>
        Desta forma, a recomendação para um programa de
disciplina foi elaborada envolvendo conteúdos que
envolvem desde conceitos iniciais de IHC até processos de
avaliação. Os tópicos indicados são [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ]:
•
•
•
•
•
      </p>
      <p>Introdução a IHC: Apresentação da área de
estudo, definição de interfaces, interação,
usabilidade e custo benefício da área;</p>
    </sec>
    <sec id="sec-2">
      <title>Fundamentos Teóricos: Noções de Engenharia</title>
      <p>Cognitiva e Semiótica;
Avaliação de IHC: Conceitos de avaliação, tipo
de avaliação, métodos e técnicas de avaliação;</p>
    </sec>
    <sec id="sec-3">
      <title>Projeto de Interação com o Usuário: Apresenta</title>
      <p>padrões de projetos, guias de estilos e interações;</p>
    </sec>
    <sec id="sec-4">
      <title>Processos de Design em IHC: Processos</title>
      <p>envolvendo análise, modelagem e construção de
interfaces.</p>
      <p>Ainda, a bibliografia recomendada pelo grupo de estudos
apresenta três livros como básicos e sete livros como
complementares, dentre eles, se destacam autores como
Jenniffer Preece, Heloisa Rocha, Maria Cecilia Baranauskas
e Ben Shneiderman.</p>
      <p>
        Este currículo foi divulgado em 2007 no XV Workshop
sobre Educação em Computação e apresenta uma proposta
para aplicação em disciplinas de IHC [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ].
      </p>
      <p>No próximo capítulo será apresentada uma pesquisa sobre
disciplinas de IHC em duas instituições de ensino
brasileiras.</p>
      <p>
        IHC NAS INSTITUIÇÕES PESQUISADAS
Inicialmente deve-se destacar que as recomendações
anteriormente apresentadas e abordadas em [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ] é
rigorosamente cumprida nas disciplinas de IHC das IES
estudadas neste trabalho. Assim, esta pesquisa apresenta um
estudo realizado em duas instituições de ensino superior
(IES) brasileiras com objetivo de analisar como é
ministrado o conteúdo da área de IHC em sua grade
curricular.
      </p>
      <p>As duas instituições escolhidas foram: A Universidade de
São Paulo, mais especificamente, o campus da Escola de
Artes, Ciências e Humanidades (EACH) na cidade de São
Paulo; e a Faculdade de Educação, Administração e
Tecnologia de Ibaiti (FEATI) no estado do Paraná.
A primeira instituição é publica e mantida pelo governo do
estado de São Paulo, enquanto que a segunda instituição é
de pequeno porte, particular e mantida pela Associação de
Ensino Superior de Ibaiti que a partir de Julho de 2012
passou a ser controlada pela União das Instituições de
Ensino do Estado de São Paulo (UNIESP).</p>
      <p>Ambas as instituições mantêm como um de seus cursos o
Bacharelado em Sistemas de Informação. Embora tais
cursos apresentem algumas diferenças em suas estruturas e
programas, existem algumas particularidades convergentes
que devem ser consideradas. Entre elas, o fato de que a
ideia básica é ensinar aos acadêmicos as melhores
abordagens para projeto, desenvolvimento e teste de
sistemas computacionais.</p>
      <p>
        Ainda, analisando-se as grades curriculares desses cursos
pode-se concluir que ambos os cursos seguem o Currículo
de Referência da SBC [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ]. A seguir serão apresentadas as
características das disciplinas de IHC em cada uma das
instituições estudadas.
      </p>
      <p>
        IHC – Estrutura base em ambas as IES
O foco básico para a análise dos cursos nessas duas IES é
procurar verificar que, mesmo com possibilidades e
conceitos diferentes na procura pela formação por parte dos
acadêmicos, a disciplina de IHC tem lugar muito
importante na formação dos mesmos e deve ser considerada
como uma das principais em ambos os cursos. A
importância desta disciplina é fundamentada pelo acentuado
desenvolvimento da área de IHC no Brasil. De acordo com
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ] diversas empresas, laboratórios, projetos e cursos
surgiram no país com objetivo de desenvolver a área,
visando, principalmente, consolidar a usabilidade,
acessibilidade e experiência do usuário. Em ambas
instituições as disciplinas apresentam-se com alto grau de
importância e aplicação os Critérios Ergonômicos propostos
por Scapin e Bastien [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] para que tanto a atividade de
projeto quanto a de avaliação da usabilidade da IHC sendo
desenvolvida sejam considerados.
      </p>
      <p>
        Os Critérios Ergonômicos são apresentados após introdução
dos conceitos de usabilidade, em outras palavras, os
critérios são mostrados como forma de apoiar projetos e
avaliação de sistemas interativos para que os mesmo
venham a ter altos níveis de usabilidade [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ]. A seguir serão
explicados os conceitos e critérios que compõe os Critérios
Ergonômicos.
      </p>
      <p>
        Critérios ergonômicos propostos por Bastien e Scapin
Os Critérios Ergonômicos foram criados por Dominique
Scapin e Christian Bastien em 1997 [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref8">8</xref>
        ]. Tais critérios
podem ser definidos como diretrizes ou boas práticas para
desenvolvedores de interfaces aplicarem tanto no projeto
quanto na avaliação da usabilidade das IHCs a fim de sejam
elaboradas interfaces ergonomicamente corretas. Tratam-se
também de qualidades mínimas que um sistema interativo
deve apresentar como forma de auxiliar um aplicativo a
atingir altos índices de usabilidade [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ].
      </p>
      <p>
        O principal objetivo dos critérios ergonômicos é
proporcionar o aumento da sistematização no
desenvolvimento. Entende-se sistematização como a
capacidade de que vários profissionais ao realizarem seus
processos de avaliação empregando este recurso cheguem a
resultados idênticos ou bastante próximos. Este é um dos
maiores problemas de avaliações efetuadas por especialistas
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ]. Segundo Morandini [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] apud Scapin 1997, os autores
provaram que os critérios são completos (abrangendo todos
os guidelines), distintos (independentes um do outro) e
aplicáveis (usáveis em diferentes situações). A completude
e abrangência dos critérios e a capacidade de aplicação dos
mesmos em diversos domínios do curso são os principais
motivos da escolha deste sistema de qualidade como
fundamentos básicos das disciplinas.
      </p>
      <p>
        Para atingir o objetivo de estabelecer práticas para
aplicação em sistemas interativos os critérios ergonômicos
foram divididos em oito critérios principais são eles [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ]:
      </p>
      <p>Condução: Este critério refere-se a qualidade da
interface em conduzir os usuário, aconselhando,
orientando, informando e conduzindo em suas
atividades. Recursos convidativos, mensagens,
organização de conteúdo fazem parte da condução;</p>
    </sec>
    <sec id="sec-5">
      <title>Carga de Trabalho: Define o software</title>
      <p>confortável em que tarefas repetitivas e intensas
são tratadas pela interface de forma a economizar
recursos cognitivos e ações físicas do usuário.
Rótulos pequenas e baixa densidade informacional
fazem parte deste critério;
Controle Explicito: Refere-se a sistemas
obedientes, ou seja, tarefas críticas que podem
comprometer a integridade das informações devem
ser executadas somente após comando do usuário.
Tarefas longas e sequenciais devem prover
recursos para acionamento ou interrupção pelo
usuário assim como possibilidade de interrupção
de qualquer tarefa acionada acidentalmente;
Adaptabilidade: Característica esperada de
sistema com publico vasto e variado.
Normalmente uma única interface não consegue
atender a necessidade de todos os tipos de usuário,
necessitando portando, diversas maneiras de
realizar uma mesma tarefa;
Gestão de Erros: Define o sistema seguro, ou
seja, aplicações devem evitar que o usuário cometa
erros que comprometam informações, envolvam
perda de dinheiro ou coloquem pessoas em risco
de vida. Atividades como prevenção, avisos claros
e auxilio na correção de possíveis erros estão entre
as atividades propostas por este critério;</p>
      <p>Homogeneidade/consistência: De forma simples
e resumida este critério defende o padrão das
interfaces, situação na qual códigos, denominações
formatos e procedimentos são mantidos de uma
interface para outra. Design´s que apresentam estas
características evitam que usuários apliquem
procedimentos desconhecidos ou utilizados em
outros sistemas/interfaces em locais inadequados;</p>
    </sec>
    <sec id="sec-6">
      <title>7. Significado de Códigos e Denominações: Refere</title>
      <p>
        se a códigos, termos e informações apresentadas
na tela e sua relação com o contexto apresentado.
Códigos e termos não significativos podem levar
usuários a cometer erros, da mesma forma, a
aplicação correta deste critério facilita o
aprendizado e localização de informações;
Compatibilidade: Trata-se da capacidade de um
sistema interativo de se adequar de maneira correta
a seu contexto, principalmente ao seu usuário
(idade, tarefas, acessibilidade), tarefas (requisitos
de sistemas) e ambiente (sistemas operacionais).
IHC como disciplina na EACH
Na EACH, a disciplina de IHC é lecionada em conjunto
com a disciplina de Análise e Projeto de Sistemas, sendo
inclusive parte do nome da disciplina que de acordo com
[
        <xref ref-type="bibr" rid="ref9">9</xref>
        ] se chama Análise, Projeto e Interação Humano
Computador. Dessa forma, todo o processo de análise e
projeto dos ambientes a serem estudados e/ou
desenvolvidos pelos acadêmicos passa pela conceituação e
aplicação dos Critérios Ergonômicos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] para que sejam
elaborados os sistemas interativos associados. Ainda,
atividades importantes na concepção e implementação das
IHCs, como a Análise de Requisitos e os protótipos
implementados são analisados não apenas sob a ótica da
IHC em si própria, mas também considerando-se todas as
características que envolvem a concepção do software.
A disciplina de IHC é ministrada para os acadêmicos do
curso de SI da EACH no 5o semestre (3o. ano) sendo que
são 3 turmas com 57 alunos em média por turma: duas
turmas no período noturno e uma no diurno. Apesar de
existir uma diferença entre os perfis dos acadêmicos do
período diurno com relação aos do noturno, as expectativas
e anseios para com esta disciplina têm se apresentado como
muito similares pelos acadêmicos de ambos os períodos.
Assim como na FEATI, o conteúdo da disciplina é
estabelecido de forma a permitir uma introdução ao tema de
IHC e um desenvolvimento evolutivo da disciplina, ou seja,
o conteúdo ministrado está diretamente relacionado com o
conteúdo anterior e o próximo, por exemplo, projeto de
interface está relacionado com usabilidade e critérios
ergonômicos (estudados anteriormente) da mesma forma
que está relacionado com a avaliação da interface (estudado
posteriormente). O programa de disciplina envolve:
•
conceitos iniciais de IHC, aplicações e custo
benefício;
•
•
•
•
•
•
critérios ergonômicos;
componentes de interface;
projeto de interface;
implementação de interface; e
avaliação de interface
A maioria dos sistemas estudados e desenvolvidos nesta
disciplina se focam no desenvolvimento de aplicativos
interativos com foco em aplicações web. Dado o
crescimento do desenvolvimento para dispositivo móvel, na
EACH, a partir do semestre anterior, procurou-se abordar e
estimular projetos e implementações para esses
dispositivos, principalmente nas turmas do período noturno.
Em ambas as IES analisadas, os tópicos que despertam
maior interesse dos alunos são: o projeto, implementação e
avaliação da usabilidade da IHC. Estes assuntos despertam
maior curiosidade e atenção por parte dos alunos
principalmente porque abordam ampla parte prática da aula.
Dado que esta disciplina é conduzida no 5º semestre do
curso, acredita-se que os acadêmicos já possuam a
capacidade de desenvolver sistemas de maior complexidade
e qualidade, principalmente no concernente à IHC. Isso
proporciona um grande interesse dos acadêmicos com
relação à IHC sendo desenvolvida.
      </p>
      <p>IHC como disciplina na FEATI
Nesta IES a disciplina ainda tem o nome de Interface
Homem-Máquina e é ministrada no segundo semestre do
curso, ou seja, no primeiro ano. A disciplina é obrigatória e
é realizada com uma carga mensal de quarenta horas
divididas em duas horas semanais de aula. Devido ao fato
de ser realizada no começo do curso a média de alunos por
turma é de 25 a 30 alunos por semestre, número
relativamente alto na FEATI levando em consideração o
baixo número de alunos nas turmas (média de 35 no inicio e
10 no final do curso).</p>
      <p>
        A disciplina aborda com forte apelo o processo de
desenvolvimento de interfaces e dispositivos interativos
utilizando recursos como protótipos, bainstorming¸ e listas
de verificação. Após apresentação do conceito de
usabilidade, os Critérios Ergonômicos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] são
apresentados e definidos como base para as atividades de
projeto, implementação e avaliação de IHC. Componentes
de desenvolvimento de interfaces (caixas de texto, caixas de
combinação, etc) são ensinados para serem utilizados nos
trabalhos. São apresentados, também, conceitos e técnicas
de levantamento de requisitos de interface, entrevista com
usuário, etnografia e prototipação. A avaliação da
usabilidade é tratada de forma detalhada apresentando
conceitos de avaliação por listas de verificação e testes de
usabilidade como observação de usuários, verbalização e
monitoramento por logs.
      </p>
      <p>
        Aulas práticas auxiliam a execução de atividades explicadas
em sala de aula, por exemplo, projeto e implementação de
interfaces ou avaliação de interfaces utilizando ferramentas
de apoio como Visual Studio [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref11">11</xref>
        ] para desenvolvimento e
ErgoList [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref12">12</xref>
        ] para apoiar a avaliação por listas de
verificação.
      </p>
      <p>Dado o crescimento do desenvolvimento para dispositivo
móvel, na FEATI, atualmente o conteúdo ainda é pouco
tratado devido, principalmente, a pouca quantidade de aulas
disponíveis para as atividades. Isso também se deve ao fato
de que tal disciplina é conduzida no 2º semestre do curso e
os acadêmicos ainda não possuem condições de
implementar sistemas mais complexos e que, portanto,
requisitem melhores padrões de qualidade na IHC. Assim, o
conteúdo para dispositivos móveis é tratado, na maioria das
vezes, com trabalhos extraclasse para os alunos. Entretanto,
os alunos recebem sólida base para aplicação de padrões de
qualidade em IHC nas atividades em semestres posteriores
em que o desenvolvimento para dispositivos móveis é
tratado com detalhes.</p>
      <p>O fato de ser uma disciplina teórica-prática desperta grande
interesse dos alunos o que implica em grande empenho dos
mesmos para realização das atividades e baixa taxa de
reprovação. Nos últimos 2 anos somente dois alunos foram
reprovados gerando uma taxa média de um aluno por ano.
Após o desenvolvimento os trabalhos são trocados para que
outros acadêmicos avaliem os trabalhos de seus colegas.
DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
Acreditamos que nas duas IES a disciplina de IHC tem forte
apelo para os acadêmicos e é considerada como uma das
disciplinas de maior interesse e importância, uma vez que
aborda um dos aspectos fundamentais do curso: a interface
com o usuário e o modo como ele se comporta ao utilizar os
sistemas desenvolvidos.</p>
      <p>
        Embora aplicadas em semestres diferentes a disciplina de
IHC tem fortes semelhanças entre as duas IES mostrando
que ambas seguem tanto o Currículo da SBC [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref7">7</xref>
        ] quanto
estão dentro da proposta feita por Silveira e Prates [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref6">6</xref>
        ].
O fato de ser ministrada em semestres diferentes nas IES
estudadas, as disciplinas de IHC buscam atingir
expectativas diferentes.
      </p>
      <p>Na FEATI, assim como na EACH, o principal objetivo é
desenvolver o aluno nos principais conceitos de interface
fazendo com que o mesmo conheça a importância da
camada de interação entre o sistema computacional e o
usuário, seus impactos e custo benefício. Por ser ministrada
no 2º semestre, o principal objetivo da disciplina é que os
alunos entendam, os conceitos, os tipos, a importância e o
custo beneficio da IHC e como um projeto bem
implementado e avaliado pode levar ao sucesso do
aplicativo de forma geral. O entendimento da necessidade
dos usuários é outro tópico buscado pela disciplina e que,
na maioria dos casos, é alcançado com sucesso na maioria
dos alunos. Entretanto, não é cobrado dos alunos o
desenvolvimento de aplicações avançadas.</p>
      <p>Na EACH esta disciplina é ministrada no 5º. Semestre
letivo. Assim, dado que os acadêmicos já possuem uma boa
experiência no desenvolvimento de sistemas, o foco
principal desta disciplina é o projeto e implementação de
um sistema informatizado. Isso se deve também ao fato de
que a análise e projeto dos sistemas são apresentados na
mesma disciplina. Dessa forma, espera-se que os
acadêmicos consigam realizar as principais etapas da
modelagem, implementação e validação dos sistemas. No
contexto da IHC, os conceitos de projeto e avaliação da
usabilidade são largamente apresentados e desenvolvidos.
A Tabela 1 apresenta, de forma resumida, uma relação de
atividades e tópicos apresentados neste capítulo da EACH e
da FEATI.</p>
      <p>Tabela 1: Dados das disciplinas de IHC das instituições EACH
e FEATI.</p>
      <sec id="sec-6-1">
        <title>Projeto e avaliação Sim Não</title>
        <p>Projeto,
Implementação
e avaliação</p>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-7">
      <title>Tópico</title>
      <sec id="sec-7-1">
        <title>Disciplina de IHC exclusiva</title>
      </sec>
      <sec id="sec-7-2">
        <title>Semestre de aplicação da disciplina</title>
      </sec>
      <sec id="sec-7-3">
        <title>Carga Horária Semestral da disciplina</title>
      </sec>
      <sec id="sec-7-4">
        <title>Carga Horária Semanal 4 aulas</title>
      </sec>
      <sec id="sec-7-5">
        <title>Quantidade Média de alunos 57</title>
      </sec>
      <sec id="sec-7-6">
        <title>Tópico de Maior interesse</title>
      </sec>
    </sec>
    <sec id="sec-8">
      <title>EACH</title>
    </sec>
    <sec id="sec-9">
      <title>FEATI</title>
      <p>
        5º
Acreditamos que, de forma geral, independentemente do
período que esta disciplina seja ofertada, o interesse pela
disciplina de IHC é bastante forte em ambas as IES e a
aplicação dos Critérios Ergonômicos [
        <xref ref-type="bibr" rid="ref1">1</xref>
        ][
        <xref ref-type="bibr" rid="ref3">3</xref>
        ] tem sido muito
importante para a formação dos acadêmicos.
      </p>
      <p>Um maior interesse por considerações relacionadas às
técnicas de programação relacionadas à implementação das
IHCs é naturalmente observada pelos acadêmicos da EACH
pelo simples fato de que esta disciplina, nesta IES, é
conduzida no 5º semestre letivo, enquanto que na FEATI o
mesmo ocorre no 2º semestre.</p>
      <p>De forma geral, os resultados da disciplina podem ser
observados nos alunos das duas IES em atividades pós
curso como estágio e no mercado de trabalho, mais
especificamente, em empresas de desenvolvimento de
software na qual os alunos aplicam conceitos discutidos
durante o curso em projetos, desenvolvimento e testes de
interfaces para sistemas computacionais. Na EACH, além
do mercado de trabalho, os resultados podem ser visto nos
grupos de pesquisa, mais especificamente, grupos de
iniciação cientifica e mestrado no qual alunos atuam em
pesquisa e desenvolvimento de novos recursos para área de
IHC.</p>
    </sec>
  </body>
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